A Maldição da Lua

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A ROMÃ - Propriedades Medicinais



As propriedades medicinais da romã, até há pouco tempo, eram conhecidas apenas pelos interessados em mitologia ou em medicina chinesa antiga. De acordo com o herbário chinês, o suco de romã aumenta a longevidade. No Brasil, atualmente, um chá à base de casca de romã está sendo utilizado pelos seguidores da medicina alternativa como antibiótico natural.

A romã é rica em ácidos fenólicos e também em flavonoides, compostos antioxidantes que lhe dão a cor avermelhada. As suas propriedades antioxidantes fazem deste fruto um poderoso protetor contra o câncer e outras doenças.

É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e polifenóis, entre os quais se destacam as punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular e pelo aparecimento de doenças coronárias e de alguns tipos de câncer).

A romanzeira é conhecida por aumentar a longevidade e ajuda em casos de disenteria, eliminação de toxinas, faringite, gengivite, infecções vaginais por fungos, inflamações da garganta, laringite, pele cansada e sem brilho, sangramento de gengiva, sapinho, verminoses, rouquidão, afecções da boca, garganta e gengivas, prevenção de aftas.


Utilidades medicinais

Angina da garganta – xarope do suco de romã. Extrair o suco de romã, misturar com mel meio a meio e deixar cozer por uma hora. Tomar uma colher de sopa de três em três horas.

Carbúnculo – cataplasmas com as folhas frescas trituradas. Renovar frequentemente.

Doenças da garganta – proceder como indicado em angina da garganta. Gargarejo com o decocto das flores secas e pulverizadas. Gargarejo com o suco da romã.

Teníase – tomar um copo pequeno de decocto da casca antes de dormir.

O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas dos frutos, para tratamento, na forma de gargarejo, de infecções de garganta. Esse mesmo chá é utilizado no combate às helmintoses

As cascas das raízes da romãzeira contêm de 0,6% a 0,7% de alcaloides. Os mais importantes são a peletierina e a pseudopeletierina. Esses alcaloides são os responsáveis pelas propriedades tenífugas da romã.

O pericarpo da fruta tem atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Clostridium perfinges e contra o vírus Herpes simplex II, responsável pela manifestação do herpes genital.

As cascas do fruto são ricas em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonoides glicosilados, antocianinas, entre outros compostos.

Protege o coração e abaixa o nível de colesterol. A casca da raiz é usada nas verminoses, como solitária. Para o fruto é usado no caso de bolhas, cólica intestinal, corrimento (leucorreia), diarreia, difteria, digestão difícil, disenteria, furúnculo, enfermidades na garganta, dores de garganta, gastrite, gengivite, gonorreia, hemorragia uterina, pus, menstruações difíceis, rouquidão, sapinho.

O fruto é consumido fresco e o suco feito com as sementes é utilizado na fabricação do xarope granadina, usado em condimentos e licores. Como a casca contém 30% de tanino, pode ser usada para curtir couro. Tem propriedades terapêuticas e é usada na medicina popular.

A romã é uma fruta antioxidante, mineralizante e refrescante. O consumo de suco de romã ajuda a combater o câncer de próstata e a reduzir as células da doença, segundo um estudo publicado na revista Clinical Cancer Research.

A romã é rica em vitamina A, ajudando a manter a pele bonita e saudável e melhorando a visão.

Segundo especialistas, a ingestão frequente de sumo de romã reduz até 30% os riscos de ocorrência de enfarte. A fruta possui propriedades úteis no combate a doenças cardíacas e ao envelhecimento. Sua casca fervida em água serve para gargarejo em casos de infecções na garganta.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.

Devido às propriedades antimicrobianas, o seu extrato está sendo utilizado por alguns ginecologistas no tratamento de casos de leucorreia e até mesmo no combate ao vírus do herpes genital.


Romã vermelha e amarela

Podemos encontrar dois tipos de romã, a vermelha e a amarela. Apesar de ambas serem originárias do Vale do São Francisco, a primeira é uma variedade canadense, enquanto a segunda é nacional. Analisando-se visualmente a fruta, percebe-se na vermelha menor quantidade de sementes, casca mais fina e o mesocarpo (parte carnosa entre a casca e as sementes) maior. Já a amarela tem maior quantidade de sementes, apresenta casca mais grossa e mesocarpo mais fino. O formato dos lóculos (“bolsas”, onde estão armazenadas as sementes) também é diferente. No sabor, parece não haver diferença.

Fonte: Morasha (texto adaptado)