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segunda-feira, 14 de julho de 2014

A AUTO-INICIAÇÃO

​​(Texto de Humberto Rohden, escrito nos anos 70)


Hoje em dia, muitas pessoas falam em iniciação. Todos querem ser iniciados. Mas entendem por iniciação uma alô-iniciação, uma iniciação por outra pessoa, por um mestre, um guru. Esta alô-iniciação é uma utopia, uma ilusão, uma fraude espiritual.

Só existe auto-iniciação. O homem só pode ser iniciado por si mesmo.

O que o mestre, o guru, pode fazer é mostrar o caminho por onde alguém se pode auto-iniciar; pode colocar setas ao longo do caminho setas ao longo da encruzilhada, setas que indiquem a direção certa que o discípulo deve seguir para chegar ao conhecimento da verdade sobre Si mesmo. Isto pode e deve o mestre fazer - suposto que ele mesmo seja um auto-iniciado.

Jesus, o maior dos Mestres que a humanidade ocidental conhece, ao menos aqui, durante três anos consecutivos, mostrou a seus discípulos o caminho da iniciação, o que ele chama o "Reino dos Céus", mas não iniciou nenhum dos seus discípulos. Eles mesmos se auto-iniciaram na gloriosa manhã do domingo de Pentecostes, às 9 horas da manhã - como diz Lucas nos Atos dos Apóstolos. Mas esta grandiosa auto-iniciação aconteceu só depois de 9 dias de profundo silêncio e meditação; 120 pessoas se auto-iniciaram, sem nenhum mestre externo só dirigidas pelo mestre interno de cada um, pela consciência de seu próprio EU divino, da sua alma do seu Cristo Interno. E esta auto-iniciação do primeiro Pentecostes, em Jerusalém, pode e deve ser realizada por toda pessoa.

Mas acima de tudo, o que quer dizer Iniciação?

Iniciação é o início na experiência da verdade sobre si mesmo. O homem profano vive na ilusão sobre si mesmo. Não sabe o que ele é realmente. O homem profano se identifica com o seu corpo, com a sua mente com as suas emoções. E nesta Ilusão vive o homem profano a vida inteira, 30, 50, 80 anos. Não se iniciou na verdade sobre si mesmo, não possui autoconhecimento, e por isso não pode entrar na auto- realização. O que deve um homem profano fazer para se auto-iniciar? Para sair do mundo da ilusão sobre SI mesmo e entrar no mundo da verdade? Deve fazer o que fez o primeiro grupo de auto-iniciados, no ano 33, em Jerusalém, isto é, deve aprender a meditar, ou cosmo-meditar.

O iniciado dá tudo e não espera nada do mundo. Ele já encerrou as contas com o mundo. Pode dar tudo sem perder nada.

O auto-iniciado é um místico não um místico de isolamento solitário, mas um místico dinâmico e solidário, que vive no meio do mundo sem ser do mundo.

Onde há plenitude, aí há um transbordamento.

O homem plenificado pelo autoconhecimento e pela auto-realização transborda a sua plenitude, consciente ou inconscientemente, saiba ou não saiba, queira ou não queira. Esta lei cósmica funciona infalivelmente. Ele faz o bem pelo fato de ser bom, de viver em harmonia com a alma do Universo. Por isto, para fazer bem aos outros e à humanidade, não é necessário nem é suficiente fazer muitas coisas, mas é necessário e suficiente ser bom, ser realizado e plenificado do seu EU central, conscientizar e vivenciar de acordo com o seu EU central, com o seu Cristo Interno. A plenitude da consciência mística da paternidade única de Deus transborda irresistivelmente na vivência ética da fraternidade universal dos homens.

Para ter laranjas - laranjas verdadeiras - não é necessário fabricá-las. É necessário e suficiente ter uma laranjeira real e mantê-la forte e vigorosa. Nem é necessário ensinar a laranjeira como fazer laranjas, ela mesma sabe, com infalível certeza, como fazer flores e frutos. Assim, toda a preocupação de querer fazer bem aos outros sem ser bom é uma ilusão tão funesta como o esforço de querer fabricar uma laranja verdadeira sem ter uma laranjeira.

Mais importante que todo o fazer é o ser. Onde não há plenitude interna não pode haver transbordamento externo.

Para fazer o bem aos outros deve o homem ser realmente bom em si mesmo. Que quer dizer ser bom? Ser bom não é ser bonachão, nem bonzinho, nem bombonzinho. Para ser realmente bom deve o homem estar em perfeita harmonia com as leis eternas da verdade, da justiça, da honestidade, do amor, da fraternidade, e viver de acordo com esta sua consciência. Todo o fazer bem sem ser bom é ilusório, assim como qualquer transbordamento é impossível sem haver plenitude. O nosso fazer bem vale tanto quanto nosso ser bom. O ser bom é autoconhecimento e auto-realização.

Somente o conhecimento da verdade sobre si mesmo é libertador; toda e qualquer ilusão sobre si mesmo é escravizante.

Os mais ruidosos sucessos sem a realização interna são deslumbrantes vacuidades; são como bolhas de sabão - belas por fora, mas cheias de vacuidade por dentro. 1% de ser bom realiza mais do que 100% de fazer bem. Auto-iniciação é essencialmente uma questão de ser e não de fazer. Esta plenitude do ser não se realiza pela simples solidão, mas pelo revezamento de introversão e extroversão. O homem deve, periodicamente, fazer o seu ingresso dentro de si mesmo, na solidão da meditação e depois fazer o regresso para o mundo externo, a fim de testar a força e autenticidade do seu ingresso.

Todo auto-iniciado consiste nesse ingredir e nesse regredir, nessa implosão mística e nessa explosão ética.

Os discípulos de Jesus fizeram três anos de aprendizado e nove dias de meditação, depois se auto-iniciaram. Descobriram a verdade libertadora sobre si mesmos. A verdade que os libertou da velha ilusão de se identificarem com o seu corpo, com a sua mente, com as suas emoções, saíram das trevas da ilusão escravizante, e ingressaram na luz da verdade libertadora:

“Eu sou espírito, eu sou alma, eu e o Pai somos um, o Pai está em mim e eu estou no Pai... o Reino dos Céus está dentro de mim." (é a afirmação da UNIDADE de toda a VIDA)

E quem descobre a verdade sobre si mesmo, liberta-se de todas as inverdades e ilusões. Liberta-se do egoísmo, da ganância, da luxúria, da vontade de explorar, de defraudar os outros. Liberta-se de toda injustiça, de toda desonestidade, de todos os ódios e malevolências - de todo o mundo caótico do velho ego. O iniciado morre para o seu ego ilusório e nasce para o seu EU verdadeiro. O iniciado dá o início, o primeiro passo, para dentro do "Reino dos Céus". Começa a vida eterna em plena vida terrestre. Não espera um céu para depois da morte, vive no céu da verdade, aqui e agora - e para sempre. Isto é auto-iniciação. Isto é autoconhecimento. Isto é auto-realização.

Por Humberto Rohden - Do livro: PROFANOS E INICIADOS.
Colaboração: Régis Alves de Souza

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O Lado Oculto das Coisas: OS PÁSSAROS

O estudante do LADO OCULTO DA VIDA, não pode senão desaprovar as prática de manter Pássaros em Gaiolas. A perfeita Liberdade e o sentimento dos grandes espaços livres estão na própria essência da vida de um pássaro, e o sofrimento por que ele passa ao ser aprisionado é quase sempre intenso e dos mais patéticos. 

A coisa é especialmente marcada no caso de pássaros que são nativos do país, e todos esses deveriam certamente ser deixados em liberdade.

Os pássaros em outras terras, que só podem ser felizaes em climas diferentes, entram em uma categoria diversa. Eles também passam a maior parte do tempo lembrando-se do explendor das cenas tropicais, e ansiando pela região natal, de onde nunca deviam ter sido levados - e para a qual deveraim ser reenviados o mais cedo possível.

O erro aqui é daqueles que o capturaram. As únicas relações úteis e racionais que podemos estabelecer com os pássaros, são as que por vezes existem quando regularmente deixamos comida para eles em determinado lugar ,aonde virão apanhá-las, mas sempre permanecendo em perfeita liberdade.

A dificuldade é que a inteligência do pássaro é muito menos desenvolvida que a do gato, sendo portanto, mais difícil fazê-lo compreender as condições de arranjo. O melhor plano, sem dúvida, é não se ocupar de pássaros de outras terras. Conquistar amizades com os passaros selvagens das vizinhanças. O Lar que abriga pássaros em gaiolas tem a atmosfera severa, triste, maldosa e egoísta.O melhor é deixá-los livres , em paz, é de sua natureza a liberdade e o cantar à todos...

A evolução dos pássaros que lhes é própria , passam a uma das ordens mais elevadas de espíritos da natureza. Não obstante a amizade para com os pássaros desperta neles a gratidão e a afeição, e os ajuda em sua marcha para a diante.

Livro: 
C.W.Leadbeater
Ed. Teosófica


segunda-feira, 31 de março de 2014

Motorista raivoso sofre o karma instantâneo [VÍDEO]

Segundo o hinduísmo, o karma seria o efeito de nossas ações no futuro, podendo ser logo após o ato ou até em outras reencarnações. O karma instantâneo, por sua vez, seria a reação imediata ao ato. O termo é bastante usado para quem faz uma merda bobagem e acaba por sofrer as consequências ali mesmo, na frente de todo mundo.

Um motorista um tanto quanto raivoso nos Estados Unidos acabou virando na semana passada um exemplo claro do karma instantâneo. O resultado foi um vídeo que viralizou e já tem mais de 8 milhões de visualizações.

O vídeo foi postado na quarta-feira passada e mostra um jovem guiando uma caminhonete e querendo forçar a ultrapassagem sobre uma motorista, que filma toda a ação. Após ultrapassar à direita, o rapaz expressa todo o seu descontentamento mostrando o dedo médio para a motorista. E aí vem o castigo: ele perde o controle da caminhonete e bate em uma placa de trânsito.

Veja o vídeo:


A reação da motorista que filmou tudo é cair na risada. Acho que todo mundo que pega um idiota pela frente no trânsito entenderia a situação, não é mesmo?

Em entrevista para a CBS, ela disse que se sentiu um pouco mal por rir da cara do sujeito, mas que foi a reação imediata porque foi “meio engraçado”. Ela ainda informou que o motorista da caminhonete foi preso por direção perigosa e por não estar usando cinto de segurança.



domingo, 1 de setembro de 2013

Transtornos mentais podem ser reflexo de vidas passadas

No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Para a medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez, causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos, ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas, Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa discussão.

Uma vez que as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos espíritas, na série do Estado de Minas, A saúde à luz do espiritismo, que começou ontem (clique e leia), o tema a ser tratado nesta segunda reportagem é referente a essas explicações sobre os males da mente. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Segundo o psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas, diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.

Leia a primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo: Por que adoecemos?'

Também membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é chamado espiritual ou perispírito", define.


MATÉRIA 

O perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural, "instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos naturais de reencontros, saúde ou doença."

O médico psiquiatra Jaider Rodrigues diz
que usa recursos da ciência acrescidos
da compreensão espírita no
tratamento dos pacientes.
Segundo explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência, acrescidos da compreensão espírita."

Jaider lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar. Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.


Processo de evolução

Geralmente, os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida, como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição mental negativa.

De acordo com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem, sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma causa, é o efeito de um 'mal' anterior".


REBELDES 

Nesses casos de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados. Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual. Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente. "Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas, geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.

É o caso, por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil. "É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero, não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos também contribuem para o quadro.

Outro mal apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente, o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."


Uma nova visão

Transtorno mental
Os médicos espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas outras vidas.

Mal de Alzheimer
Assim como a medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do "esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na alma.

Depressão
Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento
do quadro.