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sábado, 24 de março de 2018

Nunnehi – Os Protetores Imortais da Nação Cherokee


O povo Cherokee tem muitas lendas maravilhosas. Algumas das histórias mais interessantes envolvem pessoas que se pareciam com os Cherokee normais, mas aparentemente eram seres sobrenaturais, chamados de Nunnehi (Nunne’hi). Eles não eram espíritos da natureza ou deuses, mas eram considerados imortais.

Os Nunnehi eram um grupo feliz que amava música e dança, ajudavam os viajantes perdidos e protegiam os Cherokee em tempos de guerra.


Quem eram os Nunnehi?

Nunne’hi foi traduzido literalmente como “pessoas que vivem em qualquer lugar”, talvez porque viviam em lugares estranhos, subterrâneos, dentro de montanhas e sob riachos. Para os Cherokee eles são “os imortais” ou “pessoas que vivem para sempre”. O singular é naye’hi . Esses imortais viviam onde hoje estão os estados da Carolina do Norte, Tennessee e Geórgia, perto das terras tradicionais da nação Cherokee.

Um conto fala de uma depressão circular que as pessoas disseram que era uma casa dos Nunnehi. As moradias Cherokee eram prédios públicos circulares, cobertos de casca de árvore, com bancos no interior. Esta moradia e as pessoas que lá viviam eram aparentemente invisíveis e intangíveis. As pessoas lançavam detritos dentro da depressão e, quando voltavam, o chão estava limpo de novo. Depois que os colonos brancos chegaram, as coisas jogadas lá dentro permaneceram lá. Os Cherokee dizem que os Nunnehi abandonaram a casa deles, porque estavam aborrecidos com os brancos.

Casa cherokee em 1761. Crédito: tn4me.org

Outros lugares onde essas pessoas sobrenaturais viviam eram nas colinas, montes e montanhas na área, especialmente picos de montanhas altas, com poucas árvores no topo. Foi dito que os Nunnehi tinham grandes moradias em Pilot Knob, sob o monte Nikwasi, na Carolina do Norte, e sob Blood Mountain, na Geórgia.

Os Nunnehi não podiam ser encontrados se não quisessem, pois normalmente eram invisíveis. Se você seguisse o som da música deles, ela mudaria e pareceria estar vindo de outra direção assim que parecesse que você estava chegando perto. No entanto, o Nunnehi foram pessoas muito simpáticas e prestativas, e apareciam quando eram necessárias. Eles geralmente ajudavam os viajantes perdidos, trazendo-os para as casas da cidade de Nunnehi, para cuidarem deles e depois os levando de volta para suas casas.

Uma história fala de quatro mulheres que vieram dançar na cidade de Nottely. Elas saíram por volta da meia noite. Alguns dos homens da cidade observaram essas mulheres e as viram descendo a trilha até o rio. Quando as mulheres chegaram à água, elas desapareceram. Então as pessoas da cidade sabiam que tinham sido visitadas por mulheres Nunnehi.


Os Nunnehi eram protetores do cherokee

Há também histórias do Nunnehi ajudando os Cherokee quando eram atacados. Dizia-se que o monte Nikwasi era o local de uma dessas batalhas. Uma tribo desconhecida invadiu do sudeste. Ninguém poderia ficar contra eles. Quando os guerreiros chegaram a Nikwasi, na cabeceira do rio Little Tennessee, as pessoas de lá foram obrigadas a recuar.

As pessoas do povoado pensaram que estavam perdidas, quando um estranho apareceu entre eles, dizendo que derrotaria os invasores por eles. Então, muitos guerreiros começaram a vir do lado do monte para atacar os invasores. As pessoas sabiam que isso significava que estavam sendo ajudadas pelos Nunnehi.

Os Nunnehi ficaram invisíveis quando eles lutaram. Os guerreiros invasores recuaram, mas a maioria deles foi morta. Quando restavam poucos, o chefe Nunnehi os poupou, dizendo-lhes que mereciam sua punição por atacar um povo pacífico. Ele disse aos guerreiros remanescentes para levar essa história de volta para sua tribo.

Outra história fala de um homem velho que foi atacado enquanto cortava madeira. Ele estava sozinho, já que o resto de seu pessoal partiu para uma caçada ou dança. Ele correu de volta para sua casa para pegar uma arma. Quando ele saiu, ficou surpreso ao ver um bando de guerreiros que vieram ajudá-lo. Eles lutaram contra os atacantes, mas desapareceram assim que o velho foi agradecê-los.


Alguns cherokee foram viver com Nunnehi

O povo Cherokee no River Valley e Hiwassee ouviu vozes de Nunnehi chamando-os para avisá-los que um mau momento estava chegando. Isso foi antes de sua remoção forçada para Oklahoma em 1838, que ficou conhecida como a “Trilha das Lágrimas”. Os Nunnehi convidaram alguns dos Cherokee para morarem com eles em sua casa na montanha em Pilot Knob, Carolina do Norte. No entanto, antes que os Cherokee pudessem entrar na casa dos Imortais, eles precisavam jejuar por sete dias e não fazer nenhum som alto. As pessoas decidiram confiar nas vozes dos Nunnehi porque elas sempre foram úteis para eles. Então jejuaram conforme solicitado, e foram levados para dentro da montanha para viver.


Mais mitos e lendas

Em outra aldeia, o povo Cherokee se reuniu na casa para jejuar e no sétimo dia ouviu um barulho como um trovão vindo em sua direção. O chão começou a tremer e a moradia começou a se elevar no ar. Apesar das advertências, algumas pessoas gritaram de medo, e os Nunnehi deixaram cair parte da casa.

Os Nunnehi levaram as pessoas de outra aldeia para viver com eles sob as águas de um rio. Os Cherokee disseram que depois disso você podia ouvir as pessoas falando debaixo do rio em dias quentes de verão.

O povo Cherokee, que optou por não ir com os Nunnehi, foi mais tarde forçado a deixar suas terras e se mudar para o estado de Oklahoma, junto com algumas outras tribos. Diz-se que alguns dos Nunnehi foram para Oklahoma para continuar a vigiar o povo Cherokee.

Os Cherokees, que foram para Oklahoma, disseram que um dos seus maiores arrependimentos foi deixar seus parentes que se juntaram aos Nunnehi em suas terras natais.


Esses contos são fantásticos e agradáveis ​​de serem lidos, porque geralmente são histórias de resultados positivos. Seria bom acreditar que havia realmente alguns imortais que ajudaram as pessoas. Talvez se você se encontrasse vagando pelas montanhas onde os Cherokee moravam, você poderia ouvi-los ainda, tocando música e dançando com os parentes daqueles que andaram na Trilha das Lágrimas…


segunda-feira, 12 de março de 2018

A Volta de Pahana - O Irmão Branco Perdido da Nação Hopi


A nação hopi aguarda o retorno de Pahana, seu irmão branco perdido, que voltará vestido de vermelho e trará consigo um pedaço perdido de uma placa sagrada. Pahana virá do oriente e transmitirá às pessoas uma nova religião e paz.

Assim como os maias aguardam o retorno de seu deus barbudo branco Kukulkan, que para os astecas era conhecido como Quetzalcoatl, os hopis ainda aguardam o retorno de Pahana.

De acordo com a tradição hopi, seu povo emergiu do mundo anterior através de Sipapu, uma caverna localizada no Grand Canyon, em um lugar perto dos rios Colorado e Little Colorado. Após seu surgimento, as pessoas vagaram em busca de um lugar para viver. Depois de explorarem as terras e aprenderem sobre o mundo, eles voltaram para o centro do universo, Black Mesa.


Os índios hopis têm uma tradição mitológica muito rica que remonta ao longo dos séculos, a qual inclui histórias sobre suas viagens ancestrais através de três mundos para o Quarto Mundo, onde as pessoas vivem hoje.


Maasaw, o Homem Esqueleto que deu uma placa sagrada ao clã de fogo


A tradição hopi conta de placas sagradas que foram transmitidas aos hopis por várias divindades. Uma placa preciosa foi dada ao Clã do Fogo.

Quando os hopis surgiram no Quarto Mundo (nosso mundo atual), eles aprenderam que Maasaw estava na Terra e foram buscá-lo. Como mencionado anteriormente em Páginas Antigas, o encontro hopi com Maasaw, o homem esqueleto, foi muito assustador, mas ele os deu o presente sagrado do conhecimento.

Maasaw, que era um espírito guardião, forneceu aos hopis informações sobre como e onde deveriam migrar e se estabelecer. Tudo estava escrito simbolicamente em quatro placas sagrados que lhes foram dadas.

Encontro de Hopi com Maasaw – O homem de esqueleto e seu presente de conhecimento sagrado

Maasaw deu uma das placas à Clã do Fogo. A placa era muito pequena, apenas 25 centímetros quadrados. Era feita de pedra de cor escura e com um pedaço de quebrado de um canto. A placa sagrada estava coberta de símbolos e havia uma figura de um homem sem cabeça.


Como os hopis podem reconhecer seu irmão branco perdido, Pahana?

Maasaw era a divindade do Clã do Fogo, deu a placa sagrada aos hopis logo antes de se virar e se tornar invisível. Ele queria que os hopis ouvissem o som de sua voz para lembrarem do que ele havia dito. Maasaw disse aos hopis:

Depois que o Clã do Fogo tinha migrado para sua casa permanente, chegaria o tempo em que eles seriam superados por pessoas estranhas. Seriam forçados a desenvolver suas terras e viver de acordo com os ditames de um novo governante, ou então seriam tratados como criminosos e punidos. 
Mas eles não deveriam resistir. Eles deveriam aguardar a pessoa que os libertaria. 
Esta pessoa era seu irmão branco perdido, Pahana, que retornaria a eles com o pedaço de canto perdido da placa, os libertaria de seus perseguidores e trabalharia com eles uma nova e universal irmandade do homem. Mas, advertiu Maasaw se seu líder aceitasse qualquer outra religião, ele deveria concordar em cortar sua cabeça. Isso dissiparia o mal e salvaria seu povo.

Então, as pessoas do Clã do Fogo não precisam se preocupar que talvez não reconheçam Pahana quando ele retorna do leste, ou que eles sejam enganados por um impostor. Os hopis sabem que ele estará carregando o pedaço perdido da tabua sagrada.

Muitos dos Hopi acreditam que estamos vivendo no ‘Fim dos Tempo’, e, portanto, esperam que Pahana volte em breve. O irmão branco perdido deve chegar antes do tempo da ‘Grande Purificação’ da profecia hopi.

A crença no irmão branco perdido é tão forte que os hopis até enterram seus mortos voltados para o leste, na expectativa do Pahana que virá dessa direção.



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Demônio Voador de Guadalupe

Parece o tipo da coisa que a gente encontraria nas páginas de um conto de horror de H.P. Lovecraft. Exceto por um pequeno detalhe: essa pequena história não surgiu no mundo da ficção, mas nos domínios do mundo real.


Tudo aconteceu em Guadalupe, em uma sexta feira, 16 de janeiro de 2004, quando um policial mexicano teve uma experiência bizarra da qual jamais se recuperou. Tudo estava perfeitamente normal até meados das 3 da manhã, quando o inexplicável teve lugar e o horror começou.

O oficial Leonardo Samanego estava em uma missão rotineira de patrulha na área de Colonia Valles de la Salla. Ele havia recebido um alerta para seguir até essa área afastada da cidade respondendo a queixa de um morador não identificado que alegava ter ouvido sons estranhos do lado de fora de sua casa. O policial sabia que poderiam ser jovens que haviam bebido ou usado drogas, ou talvez um vagabundo testando as trancas das casas. De qualquer maneira, não havia motivos para ele se preocupar, a área era bastante tranquila e não tinha histórico de violência.

Samanego, respondeu prontamente e seguiu em sua viatura. Imediatamente ele percebeu que o lugar estava deserto e que vários postes de luz estavam apagados. A rua estava às escuras e sua visibilidade estava limitada ao farol do automóvel.

Enquanto fazia um retorno para descer a rua pela segunda vez, uma figura saltou das sombras de uma grande árvore à margem da estrada e avançou contra a viatura. Samanego não conseguiu enxergar o que era e instintivamente pisou no freio. Dada a hora e a escuridão, o farol estava alto e ele se deparou frente a frente com uma sombra diante do carro. A estranha situação – e sua horrível natureza - se tornaram, repentinamente muito claros. Por alguns segundos o Oficial Samanego não conseguiu fazer nada a não ser encarar em absoluto terror aquela criatura delgada, com olhos negros e movimentos furtivos. Aquela coisa horrível parecia um demônio ou uma bruxa, não era algo natural. O impasse foi rompido quando a criatura saltou, abrindo enormes asas negras que se projetavam de suas costas. 

O diabo alado aterrizou sobre o capô do carro, escalou até o topo e começou a bater com as mão e garras no teto. Os punhos da coisa golpeavam o para-brisa violentamente. Em pânico Samanego colocou o carro em marcha ré e pisou fundo no acelerador. O veículo retrocedeu pela estrada de terra em alta velocidade com a coisa ainda agarrada no teto. O oficial tentou um cavalo de pau para derrubá-la, mas em seu desespero não calculou a extensão da estrada e acabou se chocando com um muro.

Surpreso, o policial não teve tempo de se recobrar da batida que o atirou de um lado para o outro. A coisa já estava tentando agarrá-lo novamente, as garras arranhando o vidro e os punhos batendo. Por um instante ele quase desmaiou, mas antes de perder os sentidos, sua mão deslizou pelo cinturão e agarrou a arma de serviço, um pistola 38. Mais tarde, o policial soube que esvaziou a arma. O painel se estilhaçou e enquanto ele desmaiava, o som de uma sirene se fez ouvir. Foi a última coisa antes dele mergulhar na escuridão. Isso e o som de enormes asas se afastando.

O Oficial foi socorrido por uma viatura de polícia de um colega, que foi atraído pela comoção. A coisa havia desaparecido e o policial que prestou os primeiros socorros descobriu que Samanego havia sofrido uma leve concussão. Enquanto pedia socorro pelo rádio, o Oficial não conseguia parar de olhar para o céu noturno.

Em maio de 2009, Ken Gerhard um conhecido criptozoologo de San Antonio, viajou até o México onde ouviu falar da história do Oficial Samanego. Depois de muita insistência, ele enfim conseguiu marcar uma entrevista. Gerhard logo percebeu o quão traumático o acontecimento havia sido para o policial: mesmo transcorridos cinco anos, ele ainda gaguejava ao narrar o episódio:

"Em vários momentos, era possível perceber que ele reagia de forma incomodada tendo de lembrar do acontecimento que mudou sua vida para sempre. Leonardo confessou durante a entrevista que ainda tinha pesadelos com o encontro e que ocasionalmente ainda desperta gritando em pânico, coberto de suor".

Gerhard conversou com os superiores do policial e com seus companheiros. também com a família e amigos. Todos foram unânimes em dizer que o Oficial, duas vezes condecorado era um excelente profissional, respeitado e querido por todos. Em quatro anos de serviço, até aquela noite fatídica, ele havia recebido excelentes avaliações. 

Todos disseram que não havia motivo para que o patrulheiro Leonardo Samanedo inventasse aquele encontro aterrorizante. E por mais estranho que fosse, era difícil contradizer alguns dos fatos.

Primeiro havia a viatura de polícia: O automóvel, um Cruiser, apresentava danos consistentes com os descritos pelo oficial. A batida na parte traseira e o painel estilhaçado pelos disparos da pistola. Além disso, havia um afundamento no capô e no teto, como se algo pesado tivesse caído sobre ele. Havia ainda marcas condizentes com arranhões na lataria do carro, riscos na pintura que pareciam ter sido produzidos por algo afiado.

Além disso, havia estranhas pegadas no chão que pareciam pés descalço e que foram vistas pelo policial Gustavo Martinez que socorreu Samaniedo. Diante do alerta do oficial ferido, Martinez ficou apreensivo olhando para todos os lados enquanto prestava os primeiros socorros.

"Ele estava desmaiando, acordava e apagava toda hora, mas quando voltava a si, dizia para eu tomar cuidado com uma coisa que voava", contou Martinez a Gerhard. "Eu realmente acredito que ele viu alguma coisa e que essa coisa tentou matá-lo. O que era eu não sei... talvez nunca saibamos. Mas eu acredito que havia algo lá. Se era um demônio não sei, mas conheço Leonardo o bastante para saber que um homem não poderia assustá-lo daquela maneira".

Martinez não viu o demônio voador, mas quando chegou ao local, atraído pelos tiros haviam passado alguns minutos. A coisa, se é que de fato existia, já havia sido afugentada pelos disparos.

Samanedo foi levado para um hospital e tratado de sua concussão. A princípio ele relutou em contar o que havia acontecido, apenas na semana seguinte, aconselhado pela esposa decidiu revelar o que havia atacado sua viatura. A essa altura, os pesadelos já tiravam seu sono e ele não conseguia dormir em paz, sendo acordado pela visão demoníaca noite após noite. 

O caso de Samanedo ganhou a mídia e a opinião pública foi bastante crítica sobre ele - jornalistas e repórteres fizeram grande alarde a respeito do caso do que chamaram "Demônio Voador de Guadalupe". 

A partir dessa ocorrência, outras pessoas começaram a reportar avistamentos de alguma coisa estranha voando sobre a Colonia Valles de la Salla. A maioria das pessoas parecia querer apenas chamar a atenção, mas um morador da vizinhança deu um testemunho bem mais interessante, colhido por Gerhard durante sua investigação do incidente. O morador local, que preferiu não se identificar, revelou ter sido ele quem ligara para a polícia na noite em que se deu o acontecimento. Revelou ainda que alguns outros moradores também viram o demônio, mas que preferiam não falar a respeito temendo serem ridicularizados. 

"A criatura voava baixo e caminhava sobre os telhados fazendo barulho. Eu o vi e liguei para a polícia anonimamente por saber que ninguém acreditaria se eu explicasse o que estava acontecendo. Quando vi o desenho da coisa no jornal, feito como um retrato falado, eu reconheci imediatamente", contou.

Mas havia uma surpresa inesperada na entrevista. O homem havia conseguido fotografar o demônio voador na noite anterior ao incidente envolvendo o patrulheiro. Ele disse que nunca havia mostrado a fotografia, nem mesmo para os jornais pois não queria chamar a atenção ou criar mais repercussão.

Ele descreveu em que circunstâncias conseguiu tirar a fotografia com a câmera de um celular:

"Eu já havia ouvido o som das asas batendo e o som de lâmpadas nos postes sendo quebradas. Fiquei esperando na janela a noite inteira até que finalmente, por volta das quatro da madrugada ele desceu na rua. Era muito magro, com asas nas costas e chifres. Ele se movia com agilidade batendo aquelas asas enormes, como se fosse um morcego gigante. Mas parecia um homem e quando pousou na rua foi possível ver que era como um homem com braços e pernas".



Uma cópia da fotografia foi entregue a pedido de Ken Gehard com a condição de que o nome da testemunha fosse mantido em sigilo.

Casos como esse são incrivelmente difíceis de resolver e até mesmo de categorizar. Eles dependem principalmente da fonte que revela a história e da credulidade de quem a ouve. As poucas provas produzidas; os arranhões na viatura e a fotografia escura, infelizmente não provam muita coisa. Para os céticos, o relato do Oficial e da testemunha podem ser desqualificados como delírios ou mera invenção, ainda que provenientes de um policial com ótima folha de serviços e de uma testemunha que jamais desejou lucrar com a foto. 

O que podemos dizer com certeza é que esse não é o único relato de criaturas voadoras humanoides mundo afora. Pelo contrário, há muitos outros: O Man Bat (Homem Morcego) de Houston, o Owlman (Homem Coruja) da Inglaterra, a Mulher Voadora de Da Nang, no Vietnã e é claro, o Mothman (Homem Mariposa) se tornaram famosos. A existência dessas criaturas jamais foi comprovada, mas todo ano, eles continuam sendo vistos nos céus pelas mais variadas testemunhas. Será que todas elas estariam inventando essas histórias? 

Depois da noite fatídica não houve mais nenhum registro confiável sobre a criatura sobrevoando Colonia Valles de la Salla. Talvez os disparos feitos pelo policial tenham ferido mortalmente o demônio ou pelo menos o afastado de uma vez por todas.

O Oficial de Polícia Leonardo Samanedo deixou de ser patrulheiro, ele foi transferido para uma função de escritório, mas dois anos depois se afastou da corporação. Hoje ele trabalha no ramo de construção civil e não fala sobre o ocorrido.


domingo, 11 de setembro de 2016

BRASIL – 516 Anos de um Passado Velado e Misterioso


A história do Brasil que nossos avós e  professores não conheciam está repleta de referências à presença de fenícios e outros povos em nossa terra milênios antes da chegada de Cabral.

Gilberto Schroeder:  O Brasil não foi descoberto em 1500 (há 516 anos no passado…). Nem a América do Norte em 1492.

Milhares de anos antes de Colombo e Cabral colocarem seus pés no chamado Novo Mundo, povos de várias partes do mundo antigo já haviam se estabelecido no continente. Os sinais dessa presença são perceptíveis em inúmeros pontos do Brasil e outros países das américas, em inscrições na rocha ou nos restos das cidades que haviam construído.

Essa teoria é aceita por muitos arqueólogos, antropólogos, paleontólogos, filólogos e pesquisadores autônomos que se dedicaram a descobrir e interpretar esses sinais, elaborando uma história que não é contada nas escolas e muito menos tida como oficial.

O misterioso e acuradíssimo Mapa de PIRI REIS, mostrando com exatidão a costa leste do Brasil e a Antártica em 1513 ???

É verdade que um número crescente de historiadores rejeita por completo a versão portuguesa e espanhola da descoberta, ou do achamento, apresentando evidências de que tanto Cristóvão Colombo quanto Pedro Álvares Cabral sabiam muito bem para onde se dirigiam e o que poderiam encontrar do outro lado do oceano.  Cartas náuticas (ainda remanescentes de Atlântida via Biblioteca de Alexandria) que, na época, já eram conhecidas há séculos — segundo alguns, há milênios-, indicavam o caminho da mina, literalmente.

Outra linha de estudos levanta uma nova proposta: que os sinais encontrados no Brasil e outros pontos das Américas não foram deixados por civilizações que vieram da África, Europa ou Oriente Médio, mas sim, de povos que se desenvolveram por aqui mesmo e, por alguma razão, desapareceram. As idéias mais radicais, ou apenas mais ousadas, afirmam que o território brasileiro poderia ser o berço de algumas das grandes civilizações do planeta, ou que na América Central estaria a verdadeira Atlântida.

Ondas de colonos teriam se espalhado pelo planeta a partir da América e, apesar de terem florescido em outras regiões, não tiveram o mesmo sucesso aqui. Levanta-se também a possibilidade de que o mundo antigo era um tanto diferente do que imagina a maioria dos historiadores, e que a comunicação entre os povos era bem difundida, com as mais diferentes culturas interagindo e negociando, uma influenciando a outra.

Um dos raciocínios lógicos que levou pesquisadores a pensarem no Brasil como o centro de desenvolvimento de uma sociedade refere-se à idade geológica do nosso terreno, em alguns pontos (o grande planalto central que vai desde a serra gaúcha até Palmas, em Tocantins) superior a 650 milhões de anos, com rochas que chegam a atingir 2,5 bilhões de anos. Segundo os cientistas calculam, o planalto central brasileiro já havia se elevado acima do nível do mar, enquanto a maior parte das terras do planeta ainda estava submersa ou formando pequenas ilhas (como é o caso da Europa, muitíssimo mais recente).

É verdade que um número crescente de historiadores rejeita por completo a versão portuguesa e espanhola da descoberta, ou do achamento, apresentando evidências de que tanto Cristóvão Colombo quanto Pedro Álvares Cabral sabiam muito bem para onde se dirigiam e o que poderiam encontrar do outro lado do oceano. Cartas náuticas (provavelmente ainda remanescentes de Atlântida) que, na época, já eram conhecidas há séculos — segundo alguns, como Charles Hapgood, há milênios —, indicavam o caminho da mina. literalmente.

Em 9 de novembro de 1929, enrolado em uma prateleira empoeirada do famoso
Museu Topkapi, em Istambul, dois velhos mapas foram encontrados.

Tratava-se das cartas de um almirante turco, Piri Reis, célebre capitão da marinha turca, que nos deixou um extraordinário livro de memórias intitulado Bahrye, onde relata como ele próprio preparou estes mapas.

Outra linha de estudos levanta uma nova proposta: que os sinais encontrados no Brasil escritos em pedra e outros pontos das Américas não foram deixados por civilizações que vieram da África, Europa ou Oriente Médio, mas sim, de povos que se desenvolveram por aqui mesmo e, por alguma razão, desapareceram.

As idéias mais radicais, ou apenas mais ousadas, afirmam que o território brasileiro poderia ser o berço de algumas das grandes civilizações do planeta, ou que na América Central estaria a verdadeira Atlântida.


Os Colonizadores

Por volta de 1844, o naturalista e arqueólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund descobriu ossadas humanas e de animais em Lagoa Santa, Minas Gerais, cuja idade atribuída é de 20 a 40 mil anos, dependendo dos especialistas que se manifestem a respeito. Alguns estudiosos entendem que esses homens eram os Laguidas, os mesmos cujas ossadas também foram encontradas em Tiahuanaco, Peru, o que confirmaria a antigüidade da civilização sulamericana e, em especial, da brasileira. Da mesma forma, essa datação levou alguns cientistas a recusar a tradicional suposição de que as Américas foram colonizadas a partir do estreito de Behring.

Seguindo nessa linha, vários pesquisadores entendem que os sinais de qualquer provável cultura autóctone só podem ser encontrados em lendas, artefatos e inscrições existentes no território brasileiro, e são mais numerosos do que se imagina. Esses mesmos sinais, gravados nas rochas, também são mostrados como prova da presença de fenícios, sumérios e egípcios por aqui.

Estudando vestígios encontrados na região amazônica e em outros pontos da América do Sul, o historiador paraguaio Marcelino Machuca Martinez entendeu que navegadores fenícios teriam vindo para a foz do rio Amazonas, onde fundaram um reino ao qual ele (Martinez) deu o nome de Mairubi. Segundo Martinez, informações a esse respeito podem ser encontradas em textos do historiador Selênio, dirigidos ao rei da Frigia, em 1329 a.C., nos quais ele informava ao monarca sobre o estabelecimento da colônia em terras distantes.

Por volta de 1100 a.C. os colonizadores teriam partido em dois grupos de exploração: um seguindo pela costa do Brasil até a região do Rio da Prata, e o outro, penetrando na Amazônia até atingir os Andes e o lago Titicaca, onde deram origem à civilização de Tiahuanaco.  Os sinais que Martinez viu são os mesmos estudados por Peregrino Vidal ou Bernardo da Silva Ramos, e podem ser vistos em locais como a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, em Itapeva, Itaquatiá, Arruoca, Lapa Vermelha, Sete Cidades, Pouso Alto, Monte Alegre e muitos outros lugares.



Estudos Antigos

Não é de hoje que se acredita que as Américas tenham sido colonizadas a partir do Oriente Médio. Em 1571, o pesquisador espanhol Arius Montanus, ou Arias Montano, publicou um mapa-múndi onde era levantada a proposta de que o povo de Jectão, descendente de Noé, ( Gênesis, cap 10, vers. 29) teria sido guiado para cá por um homem chamado Ophir, que chegou até o Peru e fundou um reino com seu nome. Outro grupo, liderado por Jobal, teria permanecido no Brasil. Alguns estudiosos desenvolveram teses semelhantes, como Manassés ben Israel, Lorde Kingsborough e Gregório Garcia, este último em 1607.

Já o historiador Onffroy de Thoron afirmava que o reino de Ophir existiu, mas no alto Amazonas, de onde embarcações fenícias partiam levando madeira e metais preciosos para o rei Salomão, que havia feito um pacto com o rei fenício Hiram, de Tiro (cerca de 970–936 a.C.) para a construção do Templo de Jerusalém. Os fenícios eram os grandes navegadores da época e já tinham um contato anterior com o rei Davi. O Livro de Mórmon, a bíblia da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos  Dias, também cita a colonização das Américas por tribos de Jerusalém, a mais antiga tendo chegado na época em que “o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel”, o que recuaria o descobrimento da América em mais de mil anos.

Diz-se que essa torre foi reconstruída por Nabucodonosor II entre 604 e 562 a.C., mas C.W. Ceram — autor de “Deuses, Túmulos e Sábios” — afirmou não ter dúvidas de que na época de Hamurabi (1955–1913 a.C.) a torre d Babel original já havia desaparecido. Na segunda viagem, por volta de 600 a.C., teriam se estabelecido no Peru e construído a civilização conhecida hoje como Chavín de Huánta. A história e a arqueologia oficialmente não reconhecem a validade dessas especulações, e nem dos estudos do filólogo Peregrino Vidal, que dedicou grande parte de sua vida ao tema.

Ele acreditava que o nome original do Brasil seria Be-ra-zil, significando o domínio dos cantores escuros, e que duas levas de colonos chegaram aqui, a segunda de tribos hamitas. As lendas vão ainda mais longe ao se referirem a Tupi e Guarani como dois irmãos que vieram de uma região distante para povoar o Brasil (a lenda é correta mas a origem dos irmãos seria Atlântida, ao norte). Hoje em dia, antropólogos e historiadores confirmam a existência da lenda e também o fato de que, na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, os grupos tupi e guarani já se encontravam há anos em fase de migração para o nordeste. Segundo suas lendas, eles estavam retornando ao local de onde tinham vindo, uma terra mítica além do oceano.


Inscrições gravadas em pedra em Língua Aramaica em Los Lunas, Novo México-EUA

Acima: As Inscrições em Aramaico encontradas em Los Lunas- INTERIOR do Novo México-EUA – http://nyudraa.blogspot.com

Esta rocha foi encontrada no estado norte americano do Novo México e possui escrita inscrições em hebraico antigo e o mais surpreendente na tradução dos caracteres gravados na rocha é que o significado em tudo e por tudo é semelhante aos dez mandamentos dados ao provo hebreu, por Moisés, aos pés do monte Sinai, durante o êxodo conforme descrito na bíblia, o que demonstra a autenticidade e antiguidade das inscrições e o conhecimento que os povos semitas tinham do que viria a ser descoberto mais tarde e denominado de “Novo Mundo”.

Data da inscrição:  cerca 700 a.C; – 
Localização dos Descobrimentos: Região de Los Lunas, Novo México, EUA;  
Data da Descoberta : Desconhecida; levadas ao conhecimento dos estudiosos no ano de 1850. 
Língua: Hebraico/aramaico antigo;  
Escrita Superfície: na rocha:
Tradução dos caracteres:

1. Eu sou YHWH seu Elohim (plural para deuses), que trouxe você para fora da terra

2. Nenhum (outro) Elohim terás diante de mim

3. E uma casa de servos? Não fazem a você? Não fazem

4. YHWH o nome em vão. lembre o dia de

5. Shabat para torná-lo santo honra teu pai e tua mãe, para que

6. Seus dias mais longos ser sobre a terra que YHWH teu Elohim

7. Dá para você, não matar, não cometerás adultério, não roubar, não

8. Humilhar seu vizinho, um falso testemunho. Não cobice a mulher do teu próximo

9. E tudo o que pertence ao teu próximo

A seguir uma tabela comparativa do Tetragramaton (as quatro letras do nome divino hebraico) de Los Lunas  com alguns outros encontrados em velhas inscrições históricas: 

Tetragramaton de Los Lunas 

Registro Moabita (Moab) em pedra do
nono século antes de Cristo

Cerâmica Lachish do sétimo século antes de Cristo

Manuscritos do Mar Morto do terceiro século antes de Cristo

Moderna Inscrição hebraica do Tetragammaton

Há outra inscrição em uma pedra menor no Pináculo sul da mesa em Los Lunas. Ela pode ter servido como um altar. A foto foi tirada por David Moore em uma viagem de campo para Hidden Mountain em 1993. A primeira linha contém o Tetragrama em letras paleo-hebraico. As letras são semelhantes em estilo à inscrição na pedra Decálogo de Los Lunas, mas parecem estarem mais gastas pela erosão.

Para comparação de tamanho foi colocada uma moeda ao lado.A inscrição do Decálogo de Los Lunas usa o Tetragrammaton em três lugares. Eles são esculpidos na superfície da rocha em letras hebraicas antigas. E eles são, provavelmente, uma das mais antigas (cerca de três mil anos) amostras de escrita do Tetragrammaton sobreviventes do mundo! E ESTÃO LOCALIZADAS NA AMÉRICA DO NORTE !!!!!

Foto: David Moore em 1993

Abaixo está um desenho da mesma inscrição e uma tradução interlinear:

Tradução: Jeová, o nosso deus.

 Fenícios e Hebreus no Brasil há mais de 3 mil anos?

Ludwig Schwennhagen, outro pesquisador que passou muito tempo investigando os sinais encontrados no norte e nordeste do Brasil, acreditava que os fenícios tinham chegado à América por volta de 1100 a.C., estabelecendo-se e realizando uma série de expedições exploratórias ao interior. Além disso, nas constantes viagens que faziam pelo oceano, traziam pessoas de outras nacionalidades, como os etruscos, que teriam criado a riquíssima cerâmica marajoara.

Schwennhagen também viu nos nomes de algumas localidades brasileiras uma origem lingüística distante, especialmente fenícia. Assim seria com a cidade de Tutóia, no litoral do Maranhão, tida como a mais antiga da região cujo nome original o pesquisador entende que seria Tur-Tróia.

Os fenícios apoiaram os troianos na guerra contra os gregos e, após a derrota, teriam ajudado levando milhares de sobreviventes para suas colônias, algumas das quais receberam o nome da cidade original. O nome Tur seria referente à metrópole dos fenícios. Também na Argentina, na região de Santiago del Estero, foram realizadas escavações que revelaram vasos e pratos considerados iguais aos encontrados em Tróia, conforme os arqueólogos Emilio e Duncan Wagner publicaram no livro La Civilización Chaco-Santiagueña, em 1935.

Além dos troianos, os fenícios também teriam trazido as amazonas, originalmente residentes na África. Os egípcios teriam sido trazidos por volta de 940 a.C.. As lendas dizem que as amazonas eram as responsáveis pela fabricação dos muiraquitãs, pedras talhadas com figuras variadas e utilizadas como amuletos, encontradas na região amazônica. J. Barbosa Rodrigues, estudioso dos muiraquitãs, via nos amuletos a prova de um relacionamento entre a Ásia e a América num período anterior à chegada dos conquistadores, uma vez que essa técnica de entalhe não era conhecida na região.

Schwennhagen desenvolveu uma linha de pensamento complexa, mas que chamou a atenção de muitos estudiosos. Segundo ele, a Atlântida original seria a região das Antilhas, onde, em meados do século XX, descobriram-se as ruínas submersas de Bimini — local conhecido na época pelo nome de Caraiba, significando terra dos caras ou caris, o povo que estaria ligado aos cários do Mediterrâneo. Saindo das Antilhas, eles se estabeleceram na Venezuela e eram as sete tribos da nação tupi. Schwennhagen propôs que a língua tupi seria um ramo do sumério e que existiriam provas disso nos textos do rei Urgana, gravados em placas de barro e guardados no Museu Britânico.

No entanto, a base histórica para a ligação com os cários não é facilmente sustentada. O domínio dos fenícios no Brasil teria se estendido até cerca de 146 ou 147 a.C., quando os romanos destruíram Cartago durante as guerras púnicas, a poderosa colônia fenícia, e interromperam o contato marítimo. Segundo Schwennhagen, nessa época iniciou-se o êxodo de fenícios e egípcios no Brasil em direção ao norte e oeste, chegando ao Peru, Bolívia e México.


Milhares de Inscrições em rochas

O arqueólogo Bernardo de Azevedo da Silva Ramos trabalhou durante 30 anos na identificação e catalogação de sinais e inscrições do Brasil, coletando cerca de 1500 que foram reunidos no livro Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica, publicado pela Imprensa Oficial do Rio de Janeiro. Essa obra foi examinada pela Comissão de Arqueologia, em 1919, que chegou à conclusão de que os desenhos correspondiam a caracteres fenícios, gregos, hebraicos e árabes.

Acima: A PEDRA DO INGÁ, no Brasil e suas misteriosas inscrições.  A Pedra de Ingá, ou Itacoatiara, é formada por blocos de gnaisse divididos em três painéis, tendo o bloco principal dimensão de 24 metros de comprimento por 3,8 m de altura. 

Uma das gravações mais famosas do país está na Pedra do Ingá, na Paraíba.  A rocha, que tem 20 metros de comprimento, foi descoberta em 1598 e estudada pelo cientista Elias Eckerman, em 1641, a mando de Maurício de Nassau (Um judeu holandês interessado na história de seu povo semita). Em 1874 o historiador Vernhagen também estudou as inscrições e, mais recentemente, o professor José Anthero Pereira Jr.. Alguns pesquisadores dizem que não foi possível decifrá-las — entre as inscrições existe uma representação da Constelação de ÓRION. 

Há muitos sulcos e pontos capsulares seqüenciados, ordenados, que lembram constelações, embarcações, serpentes, fetos e variados animais e simbologia ainda desconhecida em seu significado, todas parecendo o modo que os indígenas ou os visitantes de outras latitudes (ou de outros planetas) tinham para anunciar idéias ou registrar fatos e lendas, que apresenta um grande potencial turístico e cultural, entretanto explorado de maneira extremamente irregular.

Outras inscrições foram pesquisadas por Marcel Homet, na Pedra Pintada, em Roraima. No local, próximo à divisa com a Venezuela, os desenhos espalham-se por uma área de 600 metros quadrados, muitas vezes apresentando perfis, como era costume na arte egípcia.

Homet dizia que os indígenas encontrados pelos portugueses no Brasil seriam incapazes de fazer tais representações de cavalos, carros, rodas e alfabetos desconhecidos.Inscrições semelhantes surgem na pedra de Itamaracá, no Xingu, analisadas por Ladislao Neto.

A rocha somente é visível em época de seca, o mesmo ocorrendo no Rio Negro, quando a escassez de água descobre grutas em cujos tetos estão figuras de animais, homens, círculos e outros sinais que, segundo Ladislao Neto, lembram os alfabetos semíticos. Existem desenhos também em Itacoatiara, no rio Amazonas, estudados por Silva Ramos e, posteriormente, por Roldão Pires Brandão, para quem tratava-se de escrita fenícia relacionada a uma civilização extinta há 3 mil anos.

Acima: A Pedra Pintada, em Roraima próximo à divisa com a Venezuela, os desenhos espalham-se por uma área de 600 metros quadrados, muitas vezes apresentando perfis, como era costume na arte egípcia.

Cidades Perdidas

As inscrições misteriosas estendem-se por todo o território brasileiro, mas em nenhum lugar são tão visíveis quanto na Pedra da Gávea, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Ali podem ser encontrados sinais que alguns pesquisadores consideram como inscrições fenícias, enquanto outros se recusam a aceitá-los como algo feito por mãos humanas. A própria pedra apresenta a forma de um rosto imenso esculpido, interpretação também recusada por muitos estudiosos, que vêem nela um fenômeno natural de erosão, como o atribuído a Sete Cidades, no Piauí.

Possíveis vestígios de uma cidade pré-descobrimento podem ser encontrados em Paraúna, cerca de 160 quilômetros de Goiânia, onde existem muralhas feitas de pedras com formato hexagonal. As explicações são as mais variadas, e existem mais histórias do que estudos científicos sobre o local, mas tudo indica que se trata efetivamente de algo construído por uma civilização bem antiga.

Também em Monte Alto, na Bahia, no local conhecido como Riacho das Pontas, foram encontradas o que podem ser ruínas de uma cidade desaparecida. O arqueólogo Angyone Costa, que estudou o local, disse existir ali um alinhamento de pedras com cerca de um metro e meio de altura, colocadas eqüidistantes numa extensão de um quilômetro, além de outras ruínas. Não se sabe se essa descoberta está ligada a uma outra, ainda mais sensacional, relatada por exploradores em 1753, na Serra do Sincorá, e dada a público em 1838, quando um funcionário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro encontrou um relato da viagem e da descoberta na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Acima a misteriosa Pedra da Gávea no Rio de Janeiro. (Uma esfinge semita dos fenícios?)

A expedição liderada pelo bandeirante Francisco Raposo encontrou uma cidade impressionante, repleta de construções imensas, templos, praças e estátuas. Um dos membros da expedição teria encontrado moedas de ouro com a imagem de um jovem e algumas inscrições.

Depois disso, a cidade jamais pôde ser encontrada novamente. Os sinais da existência de civilizações desenvolvidas no Brasil são inúmeros e dão pano para muitas mangas. Mas chama a atenção que os estudos a respeito parecem não avançar, mantendo uma desnecessária aura de mistério em torno das inscrições, objetos e ruínas.

Independente de serem culturas de outras partes do mundo trazidas para cá, ou de civilizações que aqui se desenvolveram, parece cada vez mais claro que a história do Brasil precisa ser reavaliada. Especialmente aquelas anteriores à chegada dos europeus que, segundo um grande número de pesquisadores acredita, nada descobriram. Apenas tomaram posse de um território há muito conhecido pelo mundo (muito) antigo. (Publicado originalmente em setembro de 2012)

“E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Ephphatha; isto é, que tu te abras“.   Marcos, 7:34

SOBRE O ATUAL SISTEMA (de assalto e roubo do estado) POLÍTICO EXISTENTE no BRASIL:

Estes líderes corruptos cairão. Vocês terão uma liderança política nova se desenvolvendo lentamente, chegando até vocês por toda a Terra, onde há uma nova energia de consideração com o público. “Isto é muito para pedir na política, Kryon.”  Mas observem isto. Este é apenas o início desta última fase. Assim muitas coisas estão chegando. O próximo momento está relacionado a isto, pois um país enfermo não pode sustentar uma liderança de elevada consciência. Há muita oportunidade para o poder e a ganância“-  KRYON.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

As Cidades Perdidas da Amazônia

Segundo contam, existem 3 cidades perdidas na selva amazônica, criadas pelos nazistas. Estas cidades são chamadas de AKAHIM, AKAKOR e AKANIS.


No início do ano de 1984, um assassinato muito estranho mobilizou toda a polícia da cidade do Rio de Janeiro, tendo inclusive repercussão internacional. Karl Albert Brugger, jornalista alemão, recentemente chegado ao Brasil, passeava pela movimentada Praia de Ipanema, quando, em plena luz do dia, um estranho "assaltante" - que por sinal nada roubou - aproximando-se dele, tirou-lhe a vida mediante o certeiro disparo de uma potente arma de fogo em uma região vital. Em suma: um "trabalho" de extrema precisão, digno de um assassino profissional!

Até hoje sem solução, o estranho caso tinha, todavia, um enorme mistério que dizia respeito à busca que aquele jornalista alemão fazia, com relação a um documento secreto que fora descoberto nos arquivos secretos da inteligência nazista dando conta que no distante ano de 1945 - em plena Segunda Guerra Mundial - Hitler despachara para o Brasil um submarino equipado com aviões anfíbios e tropas de elite da SS, precisamente em direção às densas e impenetráveis florestas da Amazônia!

Cerca de 2 mil soldados das tropas de elite nazistas teriam
estabelecido uma base secreta nas selvas amazônicas.
Esses documentos continham inclusive um filme, que mostrava a montagem de uma base alemã ultra-secreta nas selvas brasileiras! Porém, o que motivara a vinda do jornalista ao Brasil, foi o estranho episódio ocorrido em 1971, quando o comandante Ferdinand Schimdt, veterano piloto comercial da Swissair e outros membros uniformizados da sua tripulação, foram abordados nas ruas de Manaus (capital do Estado do Amazonas) por um curiosos "mendigo" que lhes pedira ajuda.... Falando fluentemente o alemão!

Naturalmente surpresos e extasiados com tal mendigo poliglota, os tripulantes da Swissair entabularam uma longa conversa com ele e obtiveram sensacionais revelações: dizendo-se membro da tribo dos índios brasileiros Ugha Mogulala (até então desconhecida), revelou ser mestiço de soldado alemão e mãe indígena! Soltando ainda mais a língua, o surrealista "mendigo" disse que seu povo recebera de 1939 a 1941 cerca de DOIS MIL soldados nazistas, os quais levavam consigo sofisticada aparelhagem, tendo se instalado em pleno coração daquelas densas selvas!

Retornando à Alemanha, o comandante Schmidt procurou aquele jornalista e relatou esse estranho fato, o que o levou a procurar mais pistas e vir ao Brasil onde enfim encontrou o tal "mendigo". Brugger, então, quase não acreditou naquilo que ouviu daquela estranha personagem: a existência de TRÊS CIDADES PERDIDAS NAS SELVAS AMAZÔNICAS, as quais inclusive tinham nomes: AKAHIM, AKAKOR e AKANIS!

E mais: que na primeira delas, AKAHIM, era objeto de adoração da sua tribo um objeto milenar que fora entregue aos antigos sacerdotes pelos DEUSES VINDOS DO CÉU e que, segundo as mais antigas tradições, "começaria a cantar no momento em que aqueles deuses estivessem prestes a retornar à Terra"!

Esquema do "pires voador" nazista, capturado pelos aliados
Brugger talvez tenha falado demais e a revelação desse encontro, bem como os antecedentes do caso representados pelos tais documentos secretos do nazismo, acirraram uma intensa disputa por parte de jornalistas, pesquisadores e alguns aventureiros, que logo trataram de se embrenhar nas selvas amazônicas para descobrir as tais cidades perdidas. Porém, os estranhos "acidentes", as mortes misteriosas e os ferozes ataques de índios desconhecidos, fizeram muitas vítimas fatais e impediram totalmente o acesso à hostil região em que presumidamente elas se situariam.

A revista brasileira VEJA, contudo, através de um sensacional furo de reportagem, foi a primeira a sobrevoar aquela inacessível área, situada no Alto Rio Negro, e até mesmo filmou e fotografou diversas pirâmides, obviamente frutos de uma civilização desconhecida, encobertas pelas espessas e milenares florestas!

Já em 1979, Brugger retorna ao Brasil e, concorrendo até com o escritor Erich Von Däniken, organiza uma expedição visando a atingir aquela região misteriosa. Mais uma vez os "acidentes" e outras misteriosas "circunstâncias" frustaram aquelas tentativas. Não se dando por vencido, o jornalista retorna à Alemanha e começou a se aprofundar no bizarro interesse nazista pelas tais cidades perdidas e, mediante certos fatos inéditos que conseguira, começou a trabalhar nos originais de um "livro-bomba" que conteria sensacionais revelações, precisamente sobre esse particular.

Adolf Hitler, o führer que planejava conquistar o
mundo, mantinha estranhas ligações com uns tais
 "superiores desconhecidos". Quem seriam?
Tendo talvez violado certas "portas proibidas", mesmo decorridas muitas décadas do aparente fim do nazismo, naquela que seria a última viagem da sua vida, Brugger volta então mais uma vez ao Brasil para se encontrar com um colega de profissão que também trabalhava nessas pesquisas, encontrando tão-somente a morte de forma misteriosa nas belas calçadas da Praia de Ipanema, sem que houvesse qualquer testemunha de tão estranho e inusitado "assalto" - se é que foi mesmo assalto.

Agora, seria interessante que examinemos o que se esconde por trás dos bastidores dessa intrigante estória:
Hitler e os altos oficiais do nazismo, mantinham estreitos contatos com uns tais "Superiores Desconhecidos", os quais inclusive lhes entregaram o domínio de uma tecnologia inteiramente fora da sua época: aviões supersônicos; foguetes; mísseis (V1 e V2); barreiras eletrônicas de proteção que desviavam as bombas aliadas; e até mesmo... UM PIRES VOADOR ultra-avançado que chegou a voar em manobras de testes - em outras palavras a réplica de um OVNI!

E se hoje as nossas grandes potências possuem tais tecnologias, copiaram-nas exatamente dos projetos do Terceiro Reich! Os cientistas alemães foram disputados a tapas pelo vencedores da 2ª Guerra Mundial e agora quando desfrutamos da tecnologia espacial, atingindo outros corpos celestes, devemos de certa forma isso a eles - que trabalharam inclusive na NASA e na extinta URSS.

Por outro lado, sabe-se que nem sequer a terça parte dos altos oficiais nazistas foi encontrada após o término da 2ª Guerra Mundial. E até mesmo o pretenso suicídio de Hitler parece ter sido uma bem montada farsa, talvez para dar uma satisfação á opinião pública! A América do Sul, aliás, parece ter sido um notável ponto de interesse para aqueles refugiados. Um lugar perfeito para se esconderem! E que lugar mais apropriado do que as densas selvas da Floresta Amazônica, tão hostil que chega a ter certos sítios, alguns deles considerados "sagrados e tabus", onde nem mesmo os índios se atreveriam a ir?

E, quem sabe, verdadeiros colossos durmam seu sono milenar em meio às impenetráveis florestas da Amazônia, sejam um dia revelados e demonstrem a real existência das três cidades perdidas que delas fariam parte. Onde, possivelmente, em tempos muito recuados, os distantes "deuses vindos do céu" deixaram algo que talvez seja muito importante para a nossa humanidade. Tão importante que motivou a cobiça daqueles que pretendiam dominar o mundo

O fato de os nazistas terem escolhido certas ruínas originárias de um passado muito distante, quando os tais "Deuses Vindos do Céu" deixaram certos equipamentos que periodicamente entravam em operação, bem como o estranho interesse em precisamente lá estabelecerem uma base secreta e avançada - quem sabe nos dias de hoje ainda operante - talvez tenha decretado a sentença de morte de todos aqueles que, de forma temerária e ousada, se atreveram a bisbilhotar os soturnos subterrâneos desse atordoante e além de tudo extremamente perigoso enigma.

Fonte: Assombrado

Leia também:

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=> A Cidade Fantasma da Amazônia
=> Evidências mostram que Amazônia já teve até cidades
=> Os Povos Brancos da Amazônia

A CHAVE MENOR DE SALOMÃO: Raro e Sagrado Livro Revelaria Habilidades Secretas da Raça Humana

A Ars Notoria é um raro e antigo texto mágico que foi usado para aperfeiçoar memória humana e habilitar todas nossas capacidades sobrenaturais ocultas.


REI SALOMÃO USOU O ARS NOTORIA PARA SE TORNAR UM SÁBIO 

"A ars notoria foi revelada pelo Altíssimo Criador para Salomão. Em nome da Santíssima e indivisível Trindade, essa Art Santíssima do Conhecimento, revelou a Salomão, que o Alto Criador e a maioria dos seus Santos Anjos ministraram a Salomão, sobre a Alter do Templo; que, assim, em pouco tempo ele sabia todas as artes e das ciências, tanto Liberal e Mecânica, com todas as faculdades e suas propriedades: Ele, de repente soube toda a sabedoria, para proferir os sagrados mistérios da maioria das palavras sagradas ... "- A Ars Notoria de Salomão. 

Você acredita que existem textos antigos que ajudam a entender as habilidades secretas dos seres humanos? Várias ciências são conhecidos por evitar muitas partes e não podem compreender ou explicar, é possível que este livro seja um deles? Antigos e incontáveis livros ​​foram escritos no passado, descrevendo poderes sobrenaturais promissores dos seres humanos. As pessoas no passado acreditavam firmemente que as antigas escrituras ofereciam poderes mágicos e formas de alterar a consciência daqueles que lessem. Mas de onde vem esse misterioso conhecimento? No passado distante, muitas pessoas não sabiam ler ou interpretar os escritos antigos (sagrados), que poderiam ter inerentemente, categorizados alguns textos como tão misteriosos e poderosos.

No famoso livro grimoire de magia, há varias instruções sobre como criar objetos mágicos como talismãs e amuletos mágicos e executar feitiços chamada a Chave de Salomão, existe um antigo texto chamado Ars Notoria, ou a arte Notoria de Salomão. Este texto antigo pode ser rastreado até ao século XIII. Enquanto houve numerosos textos antigos que prometiam poderes sobrenaturais no passado, este era diferente, uma vez que, especificamente era focado em orações, meditações e outros exercícios orais ao contrário de outros livros, que se concentrava exclusivamente em feitiços, poções e rituais . Os mais antigos escritos na chamada Chave Menor de Salomão oferecer a quem ler e entender, uma língua de prata, memória perfeita e sabedoria inimagináveis. No entanto, uma vez que houve numerosas revisões «não autorizadas» através dos tempos, está extremamente difícil avaliar o seu sucesso e funcionalidade. Os textos originais foram criados em três estilos diferentes, incluindo hebraico, grego e latim. Diz-se que o próprio rei Salomão usou os escritos originais do Ars Notoria para se tornar um governantes sábio, compassivo e talentoso na Terra. 

Entre os que estudaram os poderes do Ars Notoria está João de Morigny, um monge do século XIV, que tentou alcançar a sabedoria e domínio acadêmico, tornou-se aflito com visões sobrenaturais e demoníacas. Depois de sua tentativa mal sucedida, ele prosseguiu e criou o seu próprio grimório chamado Libor Visonum, embora afirmasse que o Ars Notoria era real. No entanto, ele veio a um preço extremamente alto para o leitor. Dentro dos textos antigos, há um truque de comunicação que muitos leitores vão achar fascinante, referido como o "experimento magnético, ele detalha como utilizar com precisão magnética a bússola", a fim de se comunicar ao longo de grandes distâncias. Acredita-se que, se as duas agulhas forem friccionadas contra a magnetita exata, as agulhas eventualmente irão tornar-se "emaranhadas" umas com as outras. Além disso, se colocassem as agulhas no centro de um círculo de letras e imagens, duas pessoas poderiam se comunicar através de grandes distâncias, soletrando palavras. Curiosamente, o antigo texto contém muitas ideias e noções que são considerados muito à frente de seu tempo. No entanto, dada a informação disponível, é difícil concluir ou não se tais textos antigos eram reais e tinham quaisquer poderes associados. Levando-se em conta que no passado distante a alfabetização era extremamente baixa, era fácil de manipular as pessoas fazendo-os acreditar em algo (como um livro antigo) que tinham poderes mágicos...


sábado, 23 de abril de 2016

SÃO JORGE - História e Mitologia


São Jorge (275 - 23 de abril de 303) foi, de acordo com a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano, venerado como mártir cristão. Na hagiografia, São Jorge é um dos santos mais venerados no catolicismo (tanto na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa como também na Comunhão Anglicana). É imortalizado na lenda em que mata o dragão. É também um dos Catorze santos auxiliares.

Considerado como um dos mais proeminentes santos militares, a memória de São Jorge é celebrada nos dias 23 de abril e 3 de novembro. Nestas datas, por toda a parte, comemora-se a reconstrução da igreja que lhe é dedicada, em Lida (Israel), na qual se encontram suas relíquias. A igreja foi erguida a mando do imperador romano Constantino I.

São Jorge é o santo padroeiro em diversas partes do mundo tais como: (países) Inglaterra, Portugal (orago menor), Geórgia, Catalunha, Lituânia, Sérvia, Montenegro, Etiópia, e (cidades) Londres, Barcelona, Génova, Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo/Moscou e Beirute.

Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

HISTÓRIA

São Jorge e o Dragão, de Gustave Moreau.
Historiadores têm debatido os detalhes exatos do nascimento de São Jorge por séculos, apesar da data de sua morte ser sujeita a pouco questionamento. A Enciclopédia Católica toma a posição de que não há base para duvidar da existência histórica de São Jorge, mas põe pouca convicção nas histórias fantásticas sobre ele.

De acordo com as lendas, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da província da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar.

Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador Diocleciano.

Ícone de São Jorge, Museu
Cristão-Bizantino, Atenas
Em 302, Diocleciano (influenciado por Galério) publicou um édito que mandava prender todo soldado romano cristão e que todos os outros deveriam oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Jorge foi ao encontro do imperador para objetar, e perante todos declarou-se cristão. Não querendo perder um de seus melhores tribunos, o imperador tentou dissuadi-lo oferecendo-lhe terras, dinheiro e escravos. Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar aos deuses romanos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio, aos poucos, ganhado notoriedade e muitos romanos, tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia, na Ásia Menor.

Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, no Império Bizantino, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica.

Disseminação da devoção a São Jorge

Na Itália, era padroeiro da cidade de Gênova. Frederico III da Alemanha dedicou a ele uma Ordem Militar. Desde Dom Nuno Álvares Pereira, o santo é reconhecido como padroeiro de Portugal e do Exército. Na França, Gregório de Tours era conhecido por sua devoção ao santo cavaleiro; o Rei Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e sua esposa, Santa Clotilde, mandou erguer várias igrejas e conventos em sua honra. A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante.

O monarca Eduardo III colocou sob a proteção de São Jorge a Ordem da Jarreteira, fundada por ele em 1330. Por considerá-lo o protótipo dos cavaleiros medievais, o rei inglês Ricardo I, comandante de uma das primeiras Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro daquelas expedições que tentavam reconquistar a Terra Santa dos muçulmanos. No século XIII, a Inglaterra já celebrava o dia dedicado ao santo e, em 1348, criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, imitando os gregos, que também trazem a cruz de São Jorge na sua bandeira.

Ainda durante a Grande Guerra, muitas medalhas de São Jorge foram cunhadas e oferecidas aos enfermeiros militares e às irmãs de caridade que se sacrificaram ao tomar conta dos feridos de guerra.

As artes, também, divulgaram amplamente a imagem do santo. Em Paris, no Museu do Louvre, há dois quadros famosos de Rafael intitulados São Jorge e o dragão. Na Itália, existem diversos quadros célebres, como um de autoria de Donatello.

Brasão de Armas de Moscou, cidade
que tem São Jorge como Padroeiro.
Padroados

Inglaterra

Não há consenso, porém, a respeito da maneira como teria se tornado padroeiro da Inglaterra. Seu nome era conhecido pelos ingleses e irlandeses muito antes da conquista normanda, o que leva a crer que os soldados que retornavam das cruzadas influíram bastante na disseminação de sua popularidade. Acredita-se que o santo tenha sido escolhido o padroeiro do reino quando o rei Eduardo III fundou a Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, em 1348. De acordo com a história da Ordem da Jarreteira, Rei Artur, no século VI,colocou a imagem de São Jorge em suas bandeiras. Em 1415, a data de sua comemoração tornou-se um dos feriados mais importantes do país.

Hoje em dia na Inglaterra, todavia, a festa de São Jorge comemorada todo dia 23 de abril tem tido menos popularidade ao longo das últimas décadas. Algumas rádios locais, como a BBC já chegaram a promover enquetes perguntando qual seria, de acordo com a opinião pública, o orago dos ingleses, e eis que o eleito foi Santo Alba. Muitos fatores contribuíram a isso. Primeiramente por ter sido substituído, segundo bula do Papa Leão XIII de 2 de junho de 1893, por São Pedro como padroeiro da Inglaterra — recomendação que perdura até hoje.

Posteriormente, pelas reformas do Papa Paulo VI, São Jorge foi rebaixado a santo menor de terceira categoria (segundo hierarquia católica), cujo culto seria opcional nos calendários locais e não mais em caráter universal. No entanto, a reabilitação do santo como figura de primeira instância, e arcanjo, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo, pelo Papa João Paulo II em 2000, conferiu nova relevância a São Jorge. Atualmente, haja vista a grande popularidade e apelo turístico de festas como a escocesa St. Andrew's Day, a irlandesa St. Patrick's Day e mesmo a galesa St. Dave's Day, têm-se formado grande iniciativa de setores nacionalistas para que o St. George's Day volte a gozar da mesma popularidade entre os ingleses como antigamente.

Castelo de São Jorge, Lisboa
Portugal

Pensa-se que os Cruzados ingleses que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa, em 1147 terão sido os primeiros a trazer a devoção a São Jorge para Portugal. No entanto, só no reinado de Dom Afonso IV de Portugal que o uso de "São Jorge!" como grito de batalha se tornou regra, substituindo o anterior "Sant'Iago!".

O Santo Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota e aí está a Ermida de São Jorge a testemunhar esse facto. O Rei Dom João I de Portugal era também um devoto do Santo, e foi no seu reinado que São Jorge substituiu Santiago maior como padroeiro de Portugal. Em 1387, ordenou que a sua imagem a cavalo fosse transportada na procissão do Corpus Christi.

Catalunha

A presença documental da devoção a São Jorge em terras catalãs remonta ao século VIII: documentos da época falam de um sacerdote de Tarragona chamado Jorge que fugiu para a Itália. Já no século X, um bispo de Vic tinha o nome de Jorge, e no século XI o abade Oliba consagrou um altar dedicado ao santo no mosteiro de Ripoll. Encontram-se exemplos do culto a São Jorge dessa época, na consagração de capelas, altares e igrejas em diversos pontos da Catalunha. Os reis catalães mostraram a sua devoção a São Jorge: Tiago I de Catalunha explica em suas crónica que foi visto o santo ajudando os catalães na conquista da cidade de Mallorca; Pedro o Cerimonioso fundou uma ordem de cavalaria sob a sua proteção; Afonso, o Magnânimo dedicou-lhe capelas nos reinos da Sardenha e Nápoles.

Os reis e a Generalidade da Catalunha impulsionaram a celebração da festa de São Jorge por todas as regiões catalãs. Em Valência, em 1343, já era uma festa popular; em 1407, Mallorca celebrava-a publicamente. Em 1436, a Generalidade da Catalunha propôs, nas cortes reunidas em Montsó, a celebração oficial e obrigatória de São Jorge; em 1456, as cortes reunidas na Catedral de Barcelona ditaram uma constituição que ordenava a festa, inclusa no código das Constituições da Catalunha. As remodelações do Palácio da Generalidade (sede do governo catalão) feitas durante o século XV são a prova mais clara da devoção impulsionada por esse órgão público, ao colocar um medalhão do santo na fachada gótica e ao construir no interior a capela de São Jorge.

Imagem do santo localizada na Igreja de
São Jorge no Centro do Rio de Janeiro
Brasil

A influência de São Jorge na cultura portuguesa acompanhou a fundação do Brasil pelos portugueses.

Este santo é o padroeiro extraoficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião) e da cidade de São Jorge dos Ilhéus, além de ser padroeiro dos escoteiros, e da Cavalaria do Exército Brasileiro.

São Jorge também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Ogum.

Todavia, a ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana, e em nada relacionado com o santo europeu. Em Salvador, Bahia, o santo foi sincretizado a Oxossi. Na religião da Umbanda, o santo é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.

Lenda do dragão e da princesa

Casamento de São Jorge e Sabra
Baladas medievais contam que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuía três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.

Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.

Ao ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

De acordo com a outra versão, Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.

O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de catorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súbditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.

Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

São Jorge na cultura popular
  • Dia 23 de abril, para algumas das religiões afro-brasileiras, é o dia em que se fazem homenagens ao santo.
  • São Jorge também é padroeiro de um clube de futebol brasileiro, o Sport Club Corinthians Paulista.
  • Jorge de Capadócia é uma música de Jorge Ben, interpretada também por Caetano Veloso, Fernanda Abreu e pelos Racionais MC's.
  • Na música "Alma de guerreiro", de Seu Jorge, São Jorge é citado. A música é tema de abertura da telenovela Salve Jorge, de Glória Perez, que tem como tema São Jorge.
  • Existe um romance sobre São Jorge criado pelo escritor italiano Tito Casini chamado Perseguidores e Mártires (no Brasil, editado pelas Edições Paulinas, por volta de 1960). No livro, São Jorge é retratado como o verdadeiro paladino da Capadócia que, apesar de ser perseguido pelo tirano imperador Diocleciano, manteve-se fiel ao Império Romano, mas também a Cristo e se recusou a contrair alianças com o genro do imperador, Galério, que pretendia ter o apoio do conde da Capadócia para liderar um golpe contra Diocleciano, o que o santo militar recusou terminantemente.
  • No disco póstumo de Bob Marley, Confrontation - de 1983 - a capa é justamente uma ilustração de São Jorge sobre seu cavalo branco acertando o dragão com sua lança, contudo neste desenho o São Jorge é o próprio Marley.
  • A banda inglesa Iron Maiden fala de São Jorge na música "Flash of the Blade", no álbum Powerslave.
  • A banda brasileira Angra utilizou a imagem do santo na capa do álbum Temple of Shadows.
  • Zeca Pagodinho gravou recentemente em seu álbum "Uma Prova de Amor" a música "Ogum" com uma letra com um forte apelo ao sincretismo, a oração de São Jorge é feita no trecho final da música pelo cantor e compositor Jorge Ben.
  • Moacyr Luz e Aldir Blanc fizeram em homenagem ao santo a música "Medalha de São Jorge", que foi gravada pela Cantora Maria Bethânia em 1992.
  • São Jorge é o Santo Padroeiro da Cavalaria do Exército Brasileiro e dos escoteiros.
  • Na série animada Ben 10: Supremacia Alienígena, São Jorge aparece como Sir George, o fundador da facção secreta dos Cavaleiros Eternos. O dragão derrotado por ele também aparece como o alienígena Diagon.

Fonte: Wikipédia