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quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Só a Destruição Apocalíptica Pode Eliminar o Fosso Entre Ricos e Pobres" - Afirma o Historiador


Não é preciso ser um gênio para ver que há muita injustiça em nosso planeta. As pessoas ricas estão ficando mais ricas e as pessoas pobres muitas vezes têm muito poucas possibilidades de melhorar suas vidas.

Um historiador apresentou uma teoria radical sugerindo que apenas a destruição apocalíptica pode eliminar a lacuna entre ricos e pobres.

É uma visão pessimista, mas alguns cientistas acreditam que esta é a única maneira de "salvar" o mundo.

Em seu livro The Great Leveler: Violence and the History of Inequality, da Idade da Pedra até o Século XXI , o historiador de Stanford Walter Scheidel argumenta que a violência em massa e as catástrofes podem diminuir seriamente a desigualdade econômica,

De acordo com Scheidel, os registros históricos mostram que as sociedades são “niveladas” apenas por eventos enormemente destrutivos: guerra de mobilização de massa, revoluções radicais, fracassos do Estado e pandemias mortais.

"...A violência em massa e as catástrofes são as únicas forças que podem reduzir seriamente a desigualdade econômica? Para julgar por milhares de anos de história, a resposta é sim. Traçando a história global da desigualdade desde a Idade da Pedra até hoje, Walter Scheidel mostra que a desigualdade nunca morre pacificamente. A desigualdade diminui quando a carnificina e o desastre aumentam e aumenta quando a paz e a estabilidade retornam. The Great Leveler é o primeiro livro a mapear o papel crucial dos choques violentos na redução da desigualdade ao longo de toda a história humana ao redor do mundo.
  Desde que os humanos começaram a cultivar, rebanhar animais e repassar seus bens para as gerações futuras, a desigualdade econômica tem sido uma característica definidora da civilização. Ao longo de milhares de anos, apenas eventos violentos diminuíram significativamente a desigualdade. Os "Quatro Cavaleiros" de nivelamento - guerra de mobilização de massa, revoluções transformadoras, colapso estatal e pragas catastróficas - repetidamente destruíram a sorte dos ricos. Scheidel identifica e examina esses processos, desde as crises das primeiras civilizações até as cataclísmicas guerras mundiais e as revoluções comunistas do século XX. Hoje, a violência que reduziu a desigualdade no passado parece ter diminuído, e isso é uma coisa boa. Mas lança sérias dúvidas sobre as perspectivas de um futuro mais igual.
  Uma contribuição essencial para o debate sobre a desigualdade, The Great Leveler fornece novos insights importantes sobre por que a desigualdade é tão persistente - e porque é improvável que ela diminua tão cedo."

Como exemplos históricos que comprovam o caso, Scheidel menciona o colapso do Império Romano, da Peste Bubônica, da Revolução Francesa e das Guerras Napoleônicas, da Guerra Civil Americana, das revoluções comunistas russas e chinesas e das Guerras Mundiais I e II.

Quando as sociedades estão sob estresse, elas tendem a se reformar de maneiras que reduzem temporariamente as desigualdades de oportunidade e renda.

Sem um evento dramático e destrutivo, a distância entre ricos e pobres aumentará, disse o historiador.

Nas próximas décadas, o dramático envelhecimento dos países ricos e as pressões da imigração sobre a solidariedade social dificultarão ainda mais a distribuição equitativa dos rendimentos líquidos. E, acima de tudo, a mudança tecnológica em curso pode impulsionar a desigualdade de formas imprevisíveis, desde a automação mais sofisticada que esvazia os mercados de trabalho, até as melhorias genéticas e cibernéticas do corpo humano privilegiado”, disse Scheidel.

Scheidel salienta que uma guerra não é suficiente para melhorar as condições de vida futuras daqueles que são pobres agora. Segundo ele, apenas uma guerra nuclear pode remodelar o mundo como é agora.

"Apenas a guerra termonuclear total", afirma ele, "pode ​​fundamentalmente redefinir a distribuição existente de recursos", disse Scheidel.

Assim, parece que a escolha é a desigualdade ou o apocalipse, a menos que haja uma terceira opção que Scheidel e outros cientistas negligenciaram.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Cientista Afirma: "Humanos Não Evoluíram na Terra"


Segundo um livro controverso escrito por um renomado ambientalista e ecologista, os seres humanos não evoluíram junto com outras formas de vida na Terra. Na verdade, o raça humana não evoluiu a partir de uma linhagem de vida em particular, mas evoluiu em outro lugar e foi transportada para a Terra (já como um Homo Sapiens totalmente evoluído), entre 60.000 e 200.000 anos atrás

E se estivéssemos procurando por vida alienígena não sabendo que somos, de fato, os alienígenas na Terra?

Uma teoria proposta pelo Dr. Ellis Silver declara que há vários indícios presentes na raça humana, os quais sugerem que os seres humanos não evoluíram junto com outras formas de vida na Terra, o que significa que somos os alienígenas que estamos procurando.

Um livro chamado Humans Are Not From Earth… (Humanos Não São da Terra…) é uma retomada da evidência contra a tese da evolução do homem na Terra.  No livro, o ambientalista e ecologista Dr. Ellis Silver apresenta a avaliação de treze hipóteses importantes e dezessete fatores que sugerem o fato dos humanos não serem da Terra.

A raça humana é, supostamente, a espécie mais altamente desenvolvida no planeta, todavia é surpreendentemente despreparada e mal equipada para o ambiente da Terra: prejudicada pela luz solar, uma aversão por alimentos que ocorrem naturalmente, possui taxas ridiculamente altas de doenças crônicas, e mais, disse o Dr. Silver numa entrevista.

De acordo com o Dr. Ellis Silver, os humanos podem sofrer de dores nas costas porque nossa espécie foi desenvolvida inicialmente em outro planeta com gravidade mais baixa.  Adicionando ao mistério, o Dr. Silver também indica o fato de ser estranho que recém-nascidos tenham cabeças enormes, o que torna difícil para as mães darem a luz, podendo resultar em fatalidades tanto para a mãe quanto para as crianças.

De acordo com o Dr. Silver, nenhuma outra espécie na Terra tem este problema.

Mas, além das numerosas teorias controversas que ele propõem, o doutor também sugere que os humanos não sejam projetados para ficarem expostos ao Sol da forma que estão na Terra, já que são incapazes de ‘tomar banho de Sol’ por mais de uma semana ou duas – diferentemente de outras espécies na Terra, como os lagartos – e não podem ser expostos ao Sol todos os dias sem terem problemas.

Além disso, o Dr. Silver explica que os humanos estão quase sempre doentes e isto poderia ser devido ao relógio do nosso corpo ter evoluído para esperar 25 horas no dia, e não 24, o que foi provado por muitos pesquisadores do sono. [Curiosamente, Marte possui um dia com 25 horas.]

O Dr. Silver também diz que esta não é uma condição moderna. Os mesmos fatores podem ser traçados por toda a história do homem na Terra.


Assim, de onde viemos?

De acordo com o Dr. Silver, os neandertais provavelmente eram um cruzamento com outras espécies, talvez do sistema Alpha Centauri – que é um dos sistemas solares mais próximos da Terra – num distante passado, dando nascimento aos humanos modernos.

Segundo Ellis, há milhões de pessoas ao redor do globo, os quais ‘sentem’ que não pertencem à Terra.

Ele explica: “Isto sugere (pelo menos para mim) que a raça humana pode ter evoluído num planeta diferente, e podemos ter sido trazidos aqui como uma espécie altamente desenvolvida. Uma razão para isto… é que a Terra pode ser um planeta prisão, já que parecemos ser uma espécie naturalmente violenta e estamos aqui até que nos comportemos.

O Dr. Ellis Silver conclui que a raça humana não evoluiu a partir de uma linhagem em particular, mas sim evoluiu em outro lugar e foi transportada à Terra (como um Homo Sapiens totalmente evoluído), entre 60.000 e 200.000 anos atrás.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Os Dez Mandamentos são um Plágio do Livro dos Mortos Egípcio?


Durante o Império Novo (c. de 1550 a 1070 a.C.) a maior parte das fórmulas dos textos dos sarcófagos, acrescidas de diversas estrofes novas, passaram a ser escritas em rolos de papiro, os quais eram colocados nos ataúdes ou em algum local da câmara sepulcral, geralmente em um nicho cavado com essa finalidade. Quando postos no sarcófago costumavam ser encaixados entre as pernas dos corpos, logo acima dos tornozelos ou perto da parte superior das coxas, antes de serem passadas as bandagens. Tais textos, que formam um conjunto com cerca de 200 estrofes referentes ao mundo do além-túmulo, ilustrados com desenhos para ajudar o defunto na sua viagem para a eternidade, foram intitulados pelos modernos arqueólogos de Livro dos Mortos. Entretanto, conforme explica o especialista em história antiga, A. Abu Bakr, esse título é até certo ponto enganoso: na verdade, nunca existiu um "livro" desse gênero; a escolha das estrofes escritas em cada papiro variava segundo o tamanho do rolo, a preferência do adquirente e a opinião do sacerdote-escriba que as transcrevia. Um "Livro dos Mortos" médio continha entre 40 e 50 estrofes.Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso e, como estavam grafadas sobre um material de baixo custo, permitiam que qualquer pessoa tivesse acesso a uma terra bem-aventurada, o que antes só estava ao alcance do rei e da nobreza. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru), o que por si só já indica o espírito que presidia a reunião dos escritos, ainda que desordenados. Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".

As cenas do julgamento do falecido fazem parte daquela rota e, portanto, de tais papiros. A decisão era tomada no Saguão das Duas Verdades, um grande salão no qual ficava uma grande balança destinada a pesar o coração do morto. A solenidade é assim resumida pelo egiptólogo Kurt Lange: Osíris, senhor da eternidade, está sentado como um rei no seu trono. Tem em suas mãos o cetro e o leque. Por trás dele, mantêm-se habitualmente suas irmãs Ísis e Néftis. Na outra extremidade, vê-se a deusa da justiça, Maat, introduzir o morto ou a morta. No meio do quadro está desenhada a grande balança em que o peso do coração é comparado ao duma pluma de avestruz, símbolo da verdade. A pesagem é confiada a Hórus e ao guardião das múmias, de cabeça de chacal, Anúbis. O deusThoth, de cabeça de íbis, senhor da sabedoria e da escrita, anota o resultado da pesagem sobre um papiro, por meio de um cálamo. Quarenta e dois juízes — correspondendo quarenta e duas províncias do Egito — assistem à operação. Diante desse tribunal é que o candidato à eternidade deve fazer as declarações nas quais afirma nunca se ter tornado culpado de certo número de faltas para com seus semelhantes, para com os deuses, para com sua própria pessoa e o bem alheio. Se a sentença dos juízes fosse favorável ao morto, Hórus tomava-o pela mão e o conduzia ao trono de Osíris, que lhe indicava seu lugar no reino do além. Essa é a cena que vemos na ilustração do alto da página. Ela pertence ao Livro dos Mortos de Hunefer, obra originária de Tebas e datada da XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.). Caso contrário, o morto estaria cheio de pecados e, então, seria comido por um terrível monstro, Ammut, o devorador dos mortos. Tratava-se de uma fera com corpo misto de leão, hipopótamo e crocodilo: os três maiores animais "devoradores de homens" conhecidos pelos antigos egípcios. É essa figura híbrida que vemos ao lado de Anúbis na foto acima, cujo copyright é do Canadian Museum of Civilization Corporation.

A idéia central do Livro dos Mortos é o respeito à verdade e à justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante de Osíris de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas seus atos seriam levados em conta. Foi justamente no Egito que esse enfoque de que a sorte dos mortos dependia do valor de sua conduta moral enquanto vivo ocorreu pela primeira vez na história da humanidade. Mil anos mais tarde, — diz Kurt Lange — essa idéia altamente moral não se espalhara ainda por nenhum dos povos civilizados que conhecemos. Em Babilônia, como entre os hebreus, os bons e os maus eram vítimas no além, e sem discernimento, das mesmas vicissitudes.

Não resta dúvida de que o julgamento de seus atos após a morte devia preocupar, e muito, a maioria dos egípcios, religiosos que eram. Mas — pondera Crouzet — a provação era de tal espécie, que podia ser sobrepujada por uma memória eficaz, ajudada pelo papiro colocado junto ao cadáver, que possibilitaria ao defunto enunciar certas sentenças soberanas. Como afastar a palavra "magia", e negar que o emprego destas fórmulas era considerado suficiente para apagar os erros da vida terrena? É claro que o crente era convidado a não cometê-los: seria a melhor maneira de garantir a sua salvação futura. Mas nenhuma reserva, em parte alguma, limitava a eficácia das receitas de que tratava de munir-se, desde que fosse obstinado, embora culpado.

É preciso que se diga que embora o Livro dos Mortos tenha aparecido grafado em papiros apenas a partir do Império Novo, sua origem é muito mais antiga, anterior até mesmo ao período dinástico. Inicialmente, contando apenas com poucas estrofes relativamente simples, adequadas aos costumes de uma época remota, seu conteúdo era transmitido de forma oral. Com o aumento da quantidade e da complexidade dos textos, os sacerdotes se viram obrigados a escrevê-los antes que se perdessem da memória dos fiéis. Num processo de cópias sucessivas foram introduzidas variações e enganos, tanto por equívoco na leitura dos caracteres quanto por desleixo, cansaço do copista e acréscimos feitos pelo próprio escriba interessado em impor sua opinião. A cópia mais antiga encontrada foi escrita para Nu, filho do intendente da casa do intendente do selo, Amen-hetep, e da dona de casa, Senseneb. Esse valioso documento, avaliam os arqueólogos, não pode ser posterior ao início da XVIII dinastia (c. de 1550 a.C.). Ele faz referência a datas dos textos que transcreve e uma delas se refere aos idos de um dos faraós da I dinastia (c. de 2920 a 2770 a.C.).

Foi nos sepulcros de Tebas que os pesquisadores encontraram a maior parte das cópias do Livro dos Mortos. Em tais papiros os comprimentos variam entre 4,57 e 27,43 metros e a largura entre 30,48 e 45,72 centímetros. No início do Império Novo os textos são sempre escritos com tinta preta e os hieróglifos dispostos em colunas verticais, separadas entre si por linhas pretas. Títulos, palavras iniciais dos capítulos, rubricas e chamadas são grafadas com tinta vermelha. Os escribas também enfeitavam os papiros com vinhetas de traços pretos, às vezes copiadas de ataúdes e documentos de dinastias bem anteriores como a XI (c. de 2134 a 1991 a.C), por exemplo. A partir da XIX dinastia (c. de 1307 a 1196 a.C.) as vinhetas passaram a ser pintadas com cores muito brilhantes e cresceram de importância, ao passo que o texto passou a ocupar uma posição secundária. Um dos mais belos papiros ilustrados que existem é o assim chamado Papiro de Ani, cujas vinhetas representam cenas mitológicas, nomes de deuses e cenas do julgamento dos mortos.

No decorrer da XXI e da XXII dinastias (c. de 1070 a 712 a.C.) houve deterioração do trabalho de escribas e desenhistas e a qualidade do mesmo diminuiu sensivelmente, além de ter havido alterações no conteúdo dos textos. Outros temas não relacionados com o mundo dos mortos, como a criação do mundo, por exemplo, foram incluídos nos papiros dessa época. Às vezes o texto nada tem a ver com a vinheta que o acompanha. Nesse período também se estabeleceu o costume de encher com os papiros figuras ocas de madeira do deus Osíris, as quais eram colocadas nos túmulos. Quando os papiros diminuíram de tamanho, passaram a ser armazenados em cavidades menores nas bases de tais figuras. Do final da XXII dinastia em diante, até o início da XXVI dinastia (664 a.C.) ocorreu um período de desordem e tumulto. Os sacerdotes perderam gradualmente o seu poder religoso e temporal e a crise provocou redução das despesas com cerimônias funerárias, tendo caído em desuso o costume de se fazer cópias do Livro dos Mortos.

Anúbis pesando o coração de Hunefer. Ao lado notamos
o deus Toth. (Cena semelhante no papiro de Ani)
Quando os faraós da XXVI dinastia assumiram o poder houve uma renovação dos antigos costumes mortuários, templos foram restaurados e textos antigos esquecidos foram relembrados e novamente copiados. No que se refere ao Livro dos Mortos tais cópias passaram a ser feitas de forma sistemática. Os capítulos passaram a ter uma ordem fixa, mantidos na mesma ordem relativa nos diversos papiros, ainda que alguns contivessem mais texto do que os outros, e quatro capítulos novos foram acrescentados, refletindo as novas idéias religiosas da época. Esses escritos continuaram a ser usados durante o período ptolomaico (304 a 30 a.C.). Nessa época, porém, só eram grafados os textos que se acreditava absolutamente necessários à salvação do morto. Textos que refletiam uma mitologia há muito esquecida eram ignorados.

Segue abaixo o trecho das 42 confissões:

E aqui seguem os Mandamentos de Moisés:

1. Amar a Deus sobre todas as coisas;
2. Não usar o nome de Deus em vão;
3. Ter um dia, na semana, para descanso e recolhimento. (adaptado)
4. Honrar pai e mãe;
5. Não matarás;
6. Não cometer adultério;
7. Não roubar;
8. Não levantar falso testemunho;
9. Não desejar a mulher do próximo.
10. Não cobiçar o que é do outro.

Sabe-se que o povo judeu seguia um estilo de vida nômade, inclusive faz parte de sua história a passagem pelo Egito e o tempo em que ficaram sobre o poder deste império. Também se sabe que começaram a escrever a aproximadamente 1000 a.C., logo após o império babilônico. Seu pergaminho mais antigo data de 600 a.C. (Gênesis). Tanto os textos funerários anteriores quanto “O Livro dos Mortos” são anteriores, sendo que inicialmente foi destinado a sepultamentos de membros da família real ao final da XVII e início da XVIII dinastia. Sua evidência mais confiável, é escrita em papiro é o “manuscrito de Nu”, não posterior ao reinado de Amenhotep III, por volta de 1388 a.C.

Portanto, teria Moisés herdado dos egípcios tais teorias a ponto de inspirá-lo ao escrever “Os 10 Mandamentos”? Este é um ponto muito discutido e cercado de opiniões.

Se analisarmos o contexto no qual o papel de Moisés se insere trazendo as “Tábuas da Lei” como “o caminho de uma vida liberta da escravidão do pecado”. Estas leis representam uma aliança estabelecida entre Deus e o povo israelita.

Após a saída do Egito, este povo necessita de liderança, o estabelecimento de um conjunto de regras que possam reger esta sociedade. Moisés, que conduz este povo, assume esta responsabilidade com este pacto, ou seja, era algo necessário para aquele momento. Portanto, estas regras seriam um ponto crucial nos modos de vida deste povo, assim como estes textos funerários faziam parte dos principais traços culturais da sociedade egípcia.

É um tanto equivocado afirmar que estes mandamentos teriam partido do nada ou possuem características únicas ou nunca antes pensadas. Na antiguidade, estas práticas eram utilizadas em diversos grupos, ainda que de formas diferentes, afinal, as produções culturais variam de acordo com os povos. Haveremos de encontrar características semelhantes em outras fontes como o Código de Hamurabi. Inclusive estes códigos podem ser e são entendidos como traços iniciais que mostram a necessidade de conjuntos de normas de convivência em sociedade. Hoje por exemplo, convivemos em uma sociedade regida por um conjunto de uma série de leis. Da mesma forma que o “Livro dos Mortos” influíam profundamente no comportamento egípcio, os Mandamentos influiriam no modo de vida e doutrina do povo judeu e diversos outros que emergiram a partir deste.

Este livro não é apenas um marco na literatura funerária egípcia, como também do próprio ser humano diante de questões universais como a existência de uma alma imortal. E há uma grande probabilidade de que estes mandamentos tenham uma inspiração calcada na tradição egípcia, já que Moisés foi criado nesta tradição e portanto, poderia ter levado este conhecimento ao seu povo de origem.

Também é interessante salientar que a civilização ocidental contemporânea se apóia em bases como a grega e a hebraica, o pensamento racional e o cristianismo. Estas correntes se apoiam em outros pilares assim como o Egito Antigo, o grego, hebreu, dentre outros. Alguns nomes conhecidos da cultura grega passaram pelo Egito e tiveram contato com sua cultura.

Um costume contemporâneo muito comum é o de colocar flores nos túmulos, assim como também o de conversar com os mortos diante dos túmulos onde é possível relacionar a algumas semelhanças com o Antigo Egito. A noção que temos da vida além-túmulo certamente tem uma influência egípcia, assim como também de gregos e hebreus. Estes são exemplos interessantes que nos levam a perceber que a cultura egípcia trouxe uma série de influências a outras culturas.

Muitos se perguntam sobre qual a importância de conhecermos ao menos um pouco destas culturas, tão distantes de nós em questão de tempo e espaço. Compreender os traços culturais egípcios pode nos ajudar a compreender melhor os nossos próprios.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

ENCICLOPÉDIA em uma LÍNGUA DESCONHECIDA descreve MUNDO PARALELO

Nos anos 70 um ilustrador, designer industrial e arquiteto italiano Luigi Serafini fez uma enciclopédia de um mundo desconhecido, talvez um universo paralelo. Tem de 360 a 380 páginas e foi escrito em uma língua desconhecida, que consiste em um alfabeto desconhecido também. Levou 30 meses pra concluir sua obra de arte que é chamada de "o livro mais estranho do mundo". 

"Codex seraphinianus" é divido em 11 capítulos em duas partes. A primeira, tudo indica, é sobre a natureza, e a segunda é sobre pessoas.













































Link do livro na íntegra: AQUI.