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sexta-feira, 17 de maio de 2019

AS PROFECIAS DE MELQUISEDEC

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O encontro entre Abraão e Melquisedec

Melquisedec (em hebraico מַלְכִּי־צֶדֶק / מַלְכִּי־צָדֶק, transl. Malkiy-Tzadeq, "rei da justiça", "rei da paz") é um personagem bíblico do livro de Gênesis que interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim. É descrito como o rei de Salém e que não deixou descendência.

Diz-se que não teve ascendência nem descendência, a quem a história atribui-lhe características sobre humanas, divinas. Alguém de enorme valor que instruiu os povos e lhes deu a civilização.

Melquisedeque é venerado pelo cristianismo, sua festa é no dia 26 de agosto na Igreja Católica.

Apesar das raras referências a ele na Bíblia, o Livro Sagrado refere-se a Melquisedeque como um sábio rei de uma terra chamada Salém e "sacerdote do Deus Altíssimo." (Gênesis 14:18). No Novo Testamento, ele é comparado a Jesus, de que é dito ser "segundo a ordem de Melquisedeque" (Epístola aos Hebreus).

Segundo o texto do Pentateuco, Melquisedeque foi o rei da cidade de Salém (que significa "paz"), a qual se acredita ter sido a cidade posteriormente conhecida por Jerusalém.

Melquisedeque teria tido importância no direcionamento de Abrãao - o primeiro registro bíblico da doação de dízimos decorre desta ocasião. Abrãao e Melquisedeque seriam, portanto, contemporâneos, de acordo com as narrações bíblicas.

Destaca-se na sua história a ausência de menções (comuns nos registros bíblicos) a seus antepassados. Como se pode interpretar de alguns versos (Hebreus 7:3), Melquisedeque fora um homem sem genealogia, sem filhos ou parentes conhecidos. O lugar onde seu corpo jaz também é ignorado. Estas características, para a teologia, significam que Melquisedeque seria uma figura do próprio Cristo, contudo, não se sabe se isto seria uma espécie de tipologia ou, até mesmo, "teofania", que é um termo teológico para quando Deus assume uma forma humana.

Ao nome Melquisedeque pode ainda ser atribuído o significado "Rei de Justiça" em função de ser uma possível junção de mais de uma palavra do idioma hebraico.

Seu nome já foi usado nas denominadas "Índias", que se referiam à atual Etiópia, Índia e Himalaia. Nessas 3 culturas havia referências a um "Rei da Terra", que seria o próprio Melquisedeque.

Alguns teólogos cristãos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição do Messias antes de seu nascimento carnal, humano.

No Antigo Testamento há várias menções ao Anjo do SENHOR que muitos acreditam terem sido aparições de Cristo antes de encarnar. No entanto, Melquisedeque poderia ter sido o aspecto terreno da pré-encarnação de Cristo em uma forma corpórea temporária.

Outros teólogos, no entanto, acreditam que Melquisedeque teria sido apenas uma tipologia de Cristo, tratando-se, pois, de um acontecimento ou de um ensinamento que se relaciona com as realizações de Jesus.

Na epístola aos Hebreus, o autor leciona que Melquisedeque não teve nem pai e nem mãe, nem ascendência e nem descendência:

Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também é rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. (Hebreus 7:1-3)

Na Bíblia, Melquisedeque é referido como sacerdote do Deus Altíssimo em Gênesis 14:18.19, quando traz pão e vinho e recebe de Abrão o dizimo do conquistado, e, abençoando-o, disse: "Bendito sejas Abraão, do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra e bendito seja o Deus Altissimo que entregou teus inimigos em tuas mãos". Referenciado também em Salmos 110.4: "Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és um Sacerdote Eterno segundo a Ordem de Melquisedeque." Em Hebreus, além do já citado, temos 7:4: "Considerai, pois, quão grande era este a quem até o patriarca Abrão deu os dízimos dos despojos", havendo outras citações e explicações, havendo no 5:11 "Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir." o que abre um leque de possibilidades que em principio, considerando-se a afirmação de Paulo, não devem ser consideradas cristofanias.

O Dr. Ferdinand Ossendowski, um ilustre viajante, homem da ciência e escritor, narra o seguinte em sua clássica obra de viagens “Bestas, Homens e Deuses” (1924):

Quando a caravana atravessava as estepes da Ásia Central, próximo a Tzagan-Luk, o guia mongol exclamou de repente: “Alto, detenham-se!”, e logo depois se jogou de seu camelo sussurrando o clássico mantram budista “OM MANI PADME HUM”. Algo incrível acontecia naquele momento. O ar vibrava docemente e trazia consigo uma canção de amor e paz que alcançava, de imediato, o coração. A terra e o céu pareciam conter o alento. Até 
os animais percebiam: os pássaros cessavam seu vôo e pousavam, os camelos paravam as orelhas, os cavalos permaneciam imóveis e atentos, os cachorros cessavam seus latidos e os iaques se puseram ao solo. Todos os pastores mongóis se ajoelharam e oraram fervorosamente enquanto se sentia essa paz absoluta: até o vento incessante da região deixou de soprar. Era um estado de coisas portentoso, uma calma e paz inusitadas, sobretudo para os ocidentais.

Quando o êxtase coletivo cessou, os mongóis explicaram a Ossendowski o que acontecera. Tinham se aproximado do Mistério dos Mistérios, ao reino subterrâneo do Rei do Mundo, justo no momento em que este se encontrava em meditação.

Como é fácil compreender, não é extensa a informação que Ossendowski pôde obter daqueles homens. Aqueles mongóis sabiam que os lamas guardavam zelosamente o segredo do Rei do Mundo e castigavam com severidade aqueles que divulgavam tais coisas.

Mas, e aqui há mais um mistério, o testemunho recolhido por Ossendowski naquela oportunidade coincide notavelmente com o exposto no livro “Mission de l’Inde” pelo Marquês Saint-Yves d’Alveydre (1910), e também com o narrado por outro autor menos prestigiado, Louis Jacolliot, em “Les Fils de Dieu” e “Le Spiritisme dans le Monde”.

Os três autores mencionados falam de Agharti ou Agharta, nome que indica, em língua tibetana, o misterioso reino subterrâneo onde reside o Rei do Mundo.

Ossendowski conta que em visita ao monastério de Narabanchi, na Mongólia, encontrou uma surpreendente profecia que Melquisedeque (o Gênio da Terra) deixou nesse mesmo lugar em que visitara no ano 1890. Eis aqui:

  • Cada dia mais os homens se esquecerão de suas almas e se ocuparão de seus corpos. A maior corrupção reinará na terra.  
  • Os homens se assemelharão a animais ferozes, sedentos de sangue dos seus irmãos.  
  • A meia-lua se apagará e seus adeptos se sumirão na mendicidade e na guerra perpétua.  
  • Seus conquistadores serão feridos pelo sol, mas não subirão duas vezes. 
  • Acontecerá com eles a pior das desgraças e acabarão entre insultos aos olhos dos demais povos.   
  • As coroas dos reis, grandes e pequenos, cairão. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito…  
  • Haverá uma guerra terrível entre todos os povos.  
  • Os oceanos ficarão vermelhos… A terra e o fundo dos mares se cobrirão de esqueletos, os reinos serão fracionados, nações inteiras morrerão… 
  • A fome, a doença, os crimes desconhecidos pelas leis… Tudo quanto o mundo ainda não contemplou.  
  • Virão então os inimigos de Deus e do espírito divino os quais jazem nos próprios homens. Aqueles que levantam a mão sobre outro, perecerão também.  
  • Os esquecidos, os perseguidos se sublevarão e chamarão a atenção do mundo inteiro.  
  • Haverá nevoeiros e tempestades, as montanhas descobertas se cobrirão de bosques.  
  • A Terra tremerá…  
  • Milhões de homens trocarão as correntes da escravidão e as humilhações pela fome, pelas doenças e pela morte.  
  • Os antigos caminhos se encherão de multidões que irão de um lugar a outro.  
  • As maiores e mais formosas cidades perecerão pelo fogo… uma, duas, três…  
  • O pai lutará com o filho, o irmão com o irmão, a mãe com a filha.  
  • O vício, o crime, a destruição dos corpos e das almas imperarão sem freios…  
  • As famílias se dispersarão… A fidelidade e o amor desaparecerão…  
  • De dez mil homens, apenas um sobreviverá… um louco, nu, faminto e sem forças, que não saberá construir uma casa nem lhe proporcionar alimento… 
  • Uivará como um lobo raivoso, devorará cadáveres, morderá sua própria carne e, irado, desafiará Deus…  
  • A Terra será despovoada. Deus a largará de sua mão. Sobre ela apenas a noite e a morte espalharão seus frutos.  
  • Então surgirá um povo até agora desconhecido que, com punho forte, arrancará as más ervas da loucura e do vício e conduzirá os que permaneceram fiéis ao espírito do homem, à batalha contra o mal. Fundarão uma nova vida na terra purificada pela morte das nações.  
  • Dentro de cinquenta anos não terá mais que três novos grandes reinos que viverão felizes durante setenta e um anos.  
  • Em seguida virão dezoito anos de guerras e cataclismos… Depois, os povos de Agharti sairão de suas cavernas subterrâneas e aparecerão na superfície da terra.

No último parágrafo, através de uma atenta leitura, Óscar Uzcategui descobriu que Melquisedeque dava uma data e alguns dados muito precisos para essa profecia. Vejamos:

A profecia foi escrita pelo Senhor do Mundo no ano 1890. Desse modo, quando Melquisedeque diz “dentro de 50 anos não haverá mais que três novos grandes reinos”, está falando de 1940, isto é, da Segunda Guerra Mundial.

Apareceram então três novos grandes reinos: Europa, Rússia e EUA. Depois diz que “viverão felizes durante setenta e um anos”. Isto é: 1940 mais 71 dão 2011. E neste ano fatídico “em seguida virão dezoito anos de guerras e cataclismos”. 

Assim nos diz que estamos às portas de um conflito mundial que terá conseqüências horrorosas, nunca vistas, e que terá uma duração de 18 anos: de 2011 até 2029.

Posteriormente, haverá uma regeneração e começará um novo ciclo, mas não sem que antes haja uma involução e destruição, como dizem tantas profecias e religiões do mundo.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Estudo a Partir de Terremoto Boliviano Revelou que Existem Montanhas e Planícies a 660 km Abaixo dos Nossos Pés

Quando, na casuística da ovnilogia/ufologia, se fala na possibilidade de extraterrestres terem bases subterrâneas por todo o planeta, ou que no interior do nosso planeta possam existir outras civilizações, os céticos pulam de suas confortáveis cadeiras para protestar, dizendo ser impossível viver nas profundezas da Terra. Porém, o que eles realmente sabem sobre aquilo que está abaixo de nossos pés?

Pois uma nova descoberta parece indicar que há muitas mais possibilidades nas profundezas da Terra do que o cidadão comum possa pensar.

Será que o grande escritor de ficção científica, Júlio Verne, o qual pareceu prever o futuro com muito do que escreveu em seus livros, também acertou em sua obra Viagem ao Centro da Terra, a qual relata sobre um mundo paralelo abaixo da crosta terrestre?

Esta é uma posição do site OVNI HOJE e que nós corroboramos. Portanto, vamos à matéria!



A maioria das crianças aprende na escola que a Terra tem três (ou quatro) camadas: uma crosta, manto e núcleo, que às vezes é subdividida em um núcleo interno e externo. Isso não está errado, mas deixa de fora várias outras camadas que os cientistas identificaram dentro da Terra, inclusive a zona de transição dentro do manto.

Um estudo publicado esta semana na revista Science, geofísicos da Universidade Princeton, Jessica Irving e Wenbo Wu, em colaboração com Sidao Ni do Instituto de Geodésia e Geofísica na China, usaram dados de um enorme terremoto na Bolívia para encontrar montanhas e outra topografia na base do zona de transição, uma camada que está a 660 quilômetros abaixo, a qual separa o manto superior e inferior. (Sem um nome formal para essa camada, os pesquisadores simplesmente chamam de ‘o limite de 660 km’).

Para espiar profundamente a Terra, os cientistas usam as ondas mais poderosas do planeta, que são geradas por terremotos em massa. “Você quer um grande terremoto para abalar todo o planeta”, disse Irving, professora assistente de geociências.

Grandes terremotos são muito mais poderosos que os pequenos – a energia aumenta 30 vezes a cada grau da escala Richter – e terremotos profundos, “em vez de desperdiçar energia na crosta, podem sacudir o manto inteiro”, disse Irving. Ela obtém seus melhores dados de terremotos de magnitude 7,0 ou mais, disse ela, enquanto as ondas de choque que eles enviam em todas as direções podem viajar através do núcleo para o outro lado do planeta – e vice-versa. Para este estudo, os principais dados vieram das ondas captadas após um terremoto de magnitude 8,2 – o segundo maior terremoto já registrado – que abalou a Bolívia em 1994.

Ela disse:

Terremotos tão grandes não aparecem muito frequentemente. Temos sorte agora que temos muito mais sismógrafos do que há 20 anos.

A sismologia é um campo diferente do que era há 20 anos, entre instrumentos e recursos computacionais.

Sismólogos e cientistas de dados usam computadores poderosos, incluindo o agrupamento de supercomputadores Tiger da Universidade de Princeton, para simular o complicado comportamento das ondas de dispersão na Terra profunda.

Wu, o principal autor do novo artigo, que acaba de completar seu doutorado em geociências, e agora é pesquisador de pós-doutorado no California Institute of Technology, disse:

Sabemos que quase todos os objetos têm aspereza da superfície e, portanto, dispersam a luz. É por isso que podemos ver esses objetos – as ondas espalhadas carregam a informação sobre a aspereza da superfície. Neste estudo, investigamos as ondas sísmicas dispersas viajando dentro da Terra para restringir a rugosidade do limite de 660 km da Terra.

Os pesquisadores ficaram surpresos com o quão áspero esse limite é – mais áspero do que a camada superficial em que todos nós vivemos.

Wu informou:

Em outras palavras, uma topografia mais forte que as Montanhas Rochosas ou os Apalaches está presente no limite de 660 quilômetros.

Seu modelo estatístico não permitia determinações precisas de altura, mas há uma chance de que essas montanhas sejam maiores do que qualquer coisa na superfície da Terra. A aspereza não foi igualmente distribuída; assim como a superfície da crosta tem chão oceânico liso e montanhas enormes, o limite de 660 km tem áreas irregulares e áreas lisas. Os pesquisadores também examinaram uma camada de 410 quilômetros abaixo, no topo da ‘zona de transição’ do manto médio, e não encontraram rugosidade semelhante…


O que isto significa?

A presença de rugosidade no limite de 660 km tem implicações significativas para entender como nosso planeta se formou e continua funcionando. Essa camada divide o manto, que representa cerca de 84% do volume da Terra em suas seções superior e inferior.

Por anos, os geocientistas debateram o quão importante é esse limite. Em particular, eles investigaram como o calor viaja através do manto – se as rochas quentes são carregadas suavemente do limite do manto central (quase 3.200 quilômetros abaixo) até o topo do manto, ou se essa transferência é interrompida nesta camada. Algumas evidências geoquímicas e mineralógicas sugerem que o manto superior e inferior são quimicamente diferentes, o que sustenta a ideia de que as duas seções não se misturam termicamente ou fisicamente. Outras observações sugerem que não há diferença química entre o manto superior e o inferior, levando alguns a argumentar para o que é chamado de ‘manto bem misturado’, com o manto superior e inferior participando do mesmo ciclo de transferência de calor…

Irving ainda informou:

É fácil presumir, dado que só podemos detectar ondas sísmicas viajando pela Terra em seu estado atual, que os sismólogos não podem entender como o interior da Terra mudou nos últimos 4,5 bilhões de anos. O que é interessante sobre esses resultados é que eles nos dão novas informações para entender o destino das antigas placas tectônicas que desceram ao manto, e onde o antigo material do manto ainda pode residir.

A sismologia é mais excitante quando nos permite entender melhor o interior do nosso planeta no espaço e no tempo.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Estátua de 11.000 anos Descoberta na Rússia é Duas Vezes Mais Antiga que as Pirâmides


No final da última Era Glacial, quando os mamutes passeavam pelas planícies e os leões da caverna rondavam a Terra, um grupo de pessoas na Sibéria derrubou uma árvore e começou a cortá-la em uma forma humana. A razão dessa estátua ainda está envolta em mistério, mas uma nova pesquisa revelou que o ídolo de madeira é duas vezes mais velho que as grandes pirâmides de Gizé.

O mais recente estudo, publicado pela revista Antiquity, não apenas refinou o quão velho pensamos que o ídolo misterioso é, mas também pode sugerir para que eles usaram a estátua.

O ídolo foi descoberto pela primeira vez em 1894, enterrado sob 4 metros de turfa no pântano de Shigir, o que dá à estátua seu nome comum: o ídolo de Shigir. Descoberto em pedaços, foi finalmente montado em 1914, revelando que uma vez teria tido impressionantes 5,3 metros de altura, embora nem todas as peças da estátua tenham sobrevivido.

A cabeça do ídolo de Shigrir. Zhillin et al. 2018

No entanto, não foi até cem anos depois que os avanços na tecnologia permitiram que os pesquisadores finalmente testassem a incrível obra de arte e obtivessem uma estimativa de sua idade. Por datação por radiocarbono em duas seções do ídolo, determinaram que ele tinha cerca de 9.800 anos de idade. Na época, isso era extraordinário, e muitos acadêmicos rejeitaram essa descoberta como sendo impossivelmente antiga para um objeto de madeira.

A datação por radiocarbono naquela época, no entanto, era desajeitada e não particularmente precisa. Juntamente com o fato de que os primeiros testes usaram apenas dois pedaços do ídolo de Shigir, os pesquisadores quiseram reexaminar a estátua. Eles levaram núcleos da madeira para se certificar de que estavam descontaminados no último século. Usando técnicas modernas, eles revelaram que o ídolo foi esculpido a partir de um único tronco de lariço há 11.600 anos. Isso é mais do que duas vezes mais velho que as pirâmides do Egito e a mais antiga arte em madeira conhecida.

A estátua como foi reconstruída em 1914. Zhillin et al. 2018

Esta é claramente uma descoberta incrível, mas tem implicações mais amplas para o desenvolvimento de peças de arte monumentais pelos primeiros humanos que estavam saindo da Idade do Gelo. O interessante é que o estilo e as imagens do ídolo de Shigir são incrivelmente semelhantes a outras grandes estátuas da Era do Gelo descobertas em Göbekli Tepe, na Turquia. A única coisa que é dramaticamente diferente é o material em que as estátuas foram criadas. Isso sugere que a cultura de produzir essas obras de arte imensas, simbólicas e presumivelmente rituais, não se originou em um único lugar quando a Era do Gelo recuou, mas surgiu em vários centros na mesma época. O que levou a esse súbito desenvolvimento e explosão de devoção artística ou religiosa ainda não é totalmente compreendido, mas gera indagações intrigantes sobre nossa cultura e crenças.


sábado, 24 de março de 2018

Nunnehi – Os Protetores Imortais da Nação Cherokee


O povo Cherokee tem muitas lendas maravilhosas. Algumas das histórias mais interessantes envolvem pessoas que se pareciam com os Cherokee normais, mas aparentemente eram seres sobrenaturais, chamados de Nunnehi (Nunne’hi). Eles não eram espíritos da natureza ou deuses, mas eram considerados imortais.

Os Nunnehi eram um grupo feliz que amava música e dança, ajudavam os viajantes perdidos e protegiam os Cherokee em tempos de guerra.


Quem eram os Nunnehi?

Nunne’hi foi traduzido literalmente como “pessoas que vivem em qualquer lugar”, talvez porque viviam em lugares estranhos, subterrâneos, dentro de montanhas e sob riachos. Para os Cherokee eles são “os imortais” ou “pessoas que vivem para sempre”. O singular é naye’hi . Esses imortais viviam onde hoje estão os estados da Carolina do Norte, Tennessee e Geórgia, perto das terras tradicionais da nação Cherokee.

Um conto fala de uma depressão circular que as pessoas disseram que era uma casa dos Nunnehi. As moradias Cherokee eram prédios públicos circulares, cobertos de casca de árvore, com bancos no interior. Esta moradia e as pessoas que lá viviam eram aparentemente invisíveis e intangíveis. As pessoas lançavam detritos dentro da depressão e, quando voltavam, o chão estava limpo de novo. Depois que os colonos brancos chegaram, as coisas jogadas lá dentro permaneceram lá. Os Cherokee dizem que os Nunnehi abandonaram a casa deles, porque estavam aborrecidos com os brancos.

Casa cherokee em 1761. Crédito: tn4me.org

Outros lugares onde essas pessoas sobrenaturais viviam eram nas colinas, montes e montanhas na área, especialmente picos de montanhas altas, com poucas árvores no topo. Foi dito que os Nunnehi tinham grandes moradias em Pilot Knob, sob o monte Nikwasi, na Carolina do Norte, e sob Blood Mountain, na Geórgia.

Os Nunnehi não podiam ser encontrados se não quisessem, pois normalmente eram invisíveis. Se você seguisse o som da música deles, ela mudaria e pareceria estar vindo de outra direção assim que parecesse que você estava chegando perto. No entanto, o Nunnehi foram pessoas muito simpáticas e prestativas, e apareciam quando eram necessárias. Eles geralmente ajudavam os viajantes perdidos, trazendo-os para as casas da cidade de Nunnehi, para cuidarem deles e depois os levando de volta para suas casas.

Uma história fala de quatro mulheres que vieram dançar na cidade de Nottely. Elas saíram por volta da meia noite. Alguns dos homens da cidade observaram essas mulheres e as viram descendo a trilha até o rio. Quando as mulheres chegaram à água, elas desapareceram. Então as pessoas da cidade sabiam que tinham sido visitadas por mulheres Nunnehi.


Os Nunnehi eram protetores do cherokee

Há também histórias do Nunnehi ajudando os Cherokee quando eram atacados. Dizia-se que o monte Nikwasi era o local de uma dessas batalhas. Uma tribo desconhecida invadiu do sudeste. Ninguém poderia ficar contra eles. Quando os guerreiros chegaram a Nikwasi, na cabeceira do rio Little Tennessee, as pessoas de lá foram obrigadas a recuar.

As pessoas do povoado pensaram que estavam perdidas, quando um estranho apareceu entre eles, dizendo que derrotaria os invasores por eles. Então, muitos guerreiros começaram a vir do lado do monte para atacar os invasores. As pessoas sabiam que isso significava que estavam sendo ajudadas pelos Nunnehi.

Os Nunnehi ficaram invisíveis quando eles lutaram. Os guerreiros invasores recuaram, mas a maioria deles foi morta. Quando restavam poucos, o chefe Nunnehi os poupou, dizendo-lhes que mereciam sua punição por atacar um povo pacífico. Ele disse aos guerreiros remanescentes para levar essa história de volta para sua tribo.

Outra história fala de um homem velho que foi atacado enquanto cortava madeira. Ele estava sozinho, já que o resto de seu pessoal partiu para uma caçada ou dança. Ele correu de volta para sua casa para pegar uma arma. Quando ele saiu, ficou surpreso ao ver um bando de guerreiros que vieram ajudá-lo. Eles lutaram contra os atacantes, mas desapareceram assim que o velho foi agradecê-los.


Alguns cherokee foram viver com Nunnehi

O povo Cherokee no River Valley e Hiwassee ouviu vozes de Nunnehi chamando-os para avisá-los que um mau momento estava chegando. Isso foi antes de sua remoção forçada para Oklahoma em 1838, que ficou conhecida como a “Trilha das Lágrimas”. Os Nunnehi convidaram alguns dos Cherokee para morarem com eles em sua casa na montanha em Pilot Knob, Carolina do Norte. No entanto, antes que os Cherokee pudessem entrar na casa dos Imortais, eles precisavam jejuar por sete dias e não fazer nenhum som alto. As pessoas decidiram confiar nas vozes dos Nunnehi porque elas sempre foram úteis para eles. Então jejuaram conforme solicitado, e foram levados para dentro da montanha para viver.


Mais mitos e lendas

Em outra aldeia, o povo Cherokee se reuniu na casa para jejuar e no sétimo dia ouviu um barulho como um trovão vindo em sua direção. O chão começou a tremer e a moradia começou a se elevar no ar. Apesar das advertências, algumas pessoas gritaram de medo, e os Nunnehi deixaram cair parte da casa.

Os Nunnehi levaram as pessoas de outra aldeia para viver com eles sob as águas de um rio. Os Cherokee disseram que depois disso você podia ouvir as pessoas falando debaixo do rio em dias quentes de verão.

O povo Cherokee, que optou por não ir com os Nunnehi, foi mais tarde forçado a deixar suas terras e se mudar para o estado de Oklahoma, junto com algumas outras tribos. Diz-se que alguns dos Nunnehi foram para Oklahoma para continuar a vigiar o povo Cherokee.

Os Cherokees, que foram para Oklahoma, disseram que um dos seus maiores arrependimentos foi deixar seus parentes que se juntaram aos Nunnehi em suas terras natais.


Esses contos são fantásticos e agradáveis ​​de serem lidos, porque geralmente são histórias de resultados positivos. Seria bom acreditar que havia realmente alguns imortais que ajudaram as pessoas. Talvez se você se encontrasse vagando pelas montanhas onde os Cherokee moravam, você poderia ouvi-los ainda, tocando música e dançando com os parentes daqueles que andaram na Trilha das Lágrimas…


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Professor da UFMG traduz Textos Mesopotâmicos Direto do Acádio para o Português


Depois de traduzir a Epopeia de Gilgamesh, que sai no segundo semestre pela Autêntica, Jacyntho Lins Brandão prepara uma edição comentada do poema A descida de Ishtar ao mundo dos mortos.

Na adolescência, o mineiro Jacyntho Lins Brandão encontrou uma gramática de grego, escrita em francês, no meio de um amontoado de livros que sua mãe herdara de um parente. Começou ali sua aproximação com uma cultura que marcaria sua trajetória.

Hoje, aos 65 anos, 40 anos deles dedicados ao estudo e ensino do grego como professor de Língua e Literatura Grega na UFMG, Brandão finalizou a tradução-concluída ano passado-, direto do acádio, da Epopeia de Gilgamesh, poema épico da antiga Mesopotâmia [atual Iraque] escrito por volta do século 13 a.C. A tradução, que levou dois anos para ser concluída, sai no segundo semestre pela editora Autêntica. Sua base para estudar os escritos originais foi uma edição crítica do poema publicada em 2003 na Inglaterra.

Escrito em doze tábuas de argila que possuem, cada uma, aproximadamente 300 versos, Gilgamesh narra as lendas e cosmogonias mesopotâmicas, com enfoque na história do rei mitológico sumério que dá título à epopeia. Ao ler sobre culturas do Oriente Médio para um trabalho sobre a Grécia, surgiu o desejo de se aprofundar no mundo mesopotâmico.

“O primeiro requisito foi aprender a língua, o que levou ao desejo de traduzir o poema, o que passou a ser meu projeto oficial de pesquisa”, conta o professor. E seu projeto não para com o Gilgamesh. Brandão já traduziu outro poema acádio, A descida de Ishtar ao mundo dos mortos, e prepara sua edição comentada.

Foi durante o doutorado que Brandão entrou em contato com a cultura mesopotâmica, ao frequentar um curso do professor convidado Jean Bottéro, historiador francês especialista no Antigo Oriente Médio. “Depois desse primeiro contato, novamente uma coisa ficou hibernando em mim. Até que, depois de 20 anos sendo professor de grego, resolvi fazer essa tradução do Gilgamesh”, conta.

Para o professor, sair da Grécia é importante pois ajuda a desmoronar o mito do “milagre grego”, “essa ideia muito preconceituosa de achar que a Grécia foi escolhida como início da cultura ocidental, como se a cultura ocidental fosse diferente das outras culturas por conta disso”.

Início da 5ª tábua do Gilgamesh encontrada em 2015 - Foto: Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg)

Aficionado por línguas, Jacyntho estudou russo, francês, alemão e hebraico durante a graduação e, com o acádio, não encontrou muitos problemas. “Comecei a estudar acádio em 2005, mas já havia estudado hebraico antes e, como o acádio é também uma língua semítica, não havia grande novidade do ponto de vista gramatical, embora o sistema verbal seja mais variado que o do hebraico”.

Formado em Letras pela UFMG, seus principais estudos e traduções, no entanto, são sobre a Grécia Antiga, como A poética do hipocentauro (2001), Introdução ao Grego Antigo (2005) e Arqueologia da ficção (2005). Um de seus prosadores antigos preferidos, Luciano de Samósata, foi seu objeto de estudo no doutorado, concluído em 1992 na USP. “Descobri em Luciano uma literatura que me agrada muito, que é meio radical em considerar que, afinal de contas, as coisas humanas são essencialmente ridículas”.

Apesar de brincar que se tornou professor da língua mais inútil, a grega, Jacyntho considera fundamental a cultura antiga: “Estudar poesia antiga é como fazer psicanálise da nossa cultura. De um lado, descobrir, nas convergências, muito das nossas motivações, imaginário e sentimentos. De outro, pela via do estranhamento, experimentar o contato com o outro. Os antigos nos permitem ver nosso tempo e nosso mundo com os olhos que nos emprestam, sua distância, no tempo e no espaço, nos proporcionando mais acuidade de visão”.


terça-feira, 9 de maio de 2017

Os Gonzales - Lobisomens Entre A Realeza

No século 16, o rei da França adotou - e criou como um membro da realeza - um menino com condição rara, que se tornou sensação na Europa.

Retrato italiano de Antonietta Gonzales, filha de Petrus | Crédito: Wikimedia Commons
Por Ramon Botifa

Petrus Gonzales nasceu em 1537, nas ilhas Canárias. O menino era muito, muito peludo — tinha cabelo até na palma das mãos. A notícia logo chegou ao continente: as ilhas Canárias — que ficam no oceano Atlântico, a oeste do Marrocos  receberam esse nome pelo grande número de cães (canis) que lá foram encontrados na Antiguidade. Seria Petrus, então, uma espécie de menino-lobo?

Petrus Gonzales / Wikimedia Commons

Aos 10 anos, ele foi morar em Paris. Ninguém sabe ao certo quem deu o garoto "de presente" ao rei Henri II, conhecido por sua atração por coisas e pessoas exóticas. O fato é que sua majestade gostou do menino desde o início e garantiu que ele fosse educado como um membro privilegiado da corte. Petrus teve aulas de latim e boas maneiras, ganhou um emprego, casou-se e teve quatro filhos e três filhas, quase todos peludos como ele.

A saga dessa família incomum na Europa renascentista é o tema de The Marvelous Hairy Girls: The Gonzales Sisters and Their Worlds (As Maravilhosas Meninas Peludas: As Irmãs Gonzales e Seus Mundos, sem tradução em português), da historiadora Merry Wiesner-Hanks. "Eu estava fazendo uma pesquisa sobre outro tema quando me deparei com a imagem de Antonietta (uma das filhas de Petrus). Não consegui esquecer aquele rosto peludo e infantil. Decidi, então, investigar a fundo a história da família Gonzales. A pintura que despertou minha curiosidade virou a capa do livro", conta Merry, que é professora de história na Universidade de Wisconsin-Milwaukee (EUA).

Em sua pesquisa, a historiadora encontrou citações sobre Petrus, sua mulher e seus filhos em cartas, certidões de batismo, obituários, livros e relatórios médicos e diplomáticos dos séculos 16 e 17.


Freak show

Para Henri II, quanto mais bizarro, melhor. Em turnês que passavam por centenas de cidades e duravam anos, a corte francesa produzia espetáculos com figuras extraordinárias e seus feitos incríveis. Numa dessas viagens, em 1550, uma "vila brasileira" foi reproduzida com papagaios, árvores, macacos, ocas, redes e 50 índios de verdade. Nus, dançaram, cantaram e lançaram flechas de fogo, incendiando as ocas. A França, na época, ocupava um pedaço do Brasil, na região do Rio de JaneiroApesar da presença de atrações inusitadas como essa, a chegada de Petrus causou alvoroço na corte francesa. A princípio, ninguém sabia o que fazer com o menino. Pensaram em mandá-lo para um zoológico. Outra opção seria treiná-lo para entreter o rei, como fizeram com um grupo de anões — nesse caso, a piada era vesti-los de monarca. Para a sorte do garoto, Henri II tinha outros planos. Mais que um humano com cara de cachorro, ele queria um humano com cara de cachorro que se comportasse como um nobre. Petrus foi nomeado assistente do carregador de pão do rei, cargo que exigia um treinamento protocolar. Uma caverna foi construída para o garoto num dos parques da realeza. "Diziam que a ideia era amenizar a saudade que Petrus sentia de casa, mas claro que estavam apenas criando uma sensação para impressionar os visitantes", afirma Merry.

O primeiro registro sobre sua chegada à Europa é uma carta do representante na corte francesa do duque de Ferrara, Giulio Alvarotto, a seu mestre: "O rei está com um menino, de cerca de 10 anos, nascido nas Índias, que tem o rosto completamente coberto de cabelos desde que nasceu, exatamente como as pinturas de homens selvagens das florestas. Os pelos têm cerca de cinco dedos de comprimento. São muito finos, o que torna possível ver todos os traços de seu rosto. O pelo é louro-claro e muito delicado e fino, como o de um antílope, e tem um cheiro bom. Ele fala espanhol e se veste como uma pessoa normal. Mas o pelo o deixou frustrado para o resto da vida. Aqueles que cuidavam dele o deram para nossa majestade".

Mais tarde, Gonzales virou secretário confidencial do rei, casou-se com uma mulher chamada Catherine e teve sete filhos. Um deles, Ercole, morreu muito cedo e nada se sabe sobre sua aparência. Entre os demais, apenas outro menino, Paulo, não era peludo. As três filhas, portanto, herdaram a condição do pai.

Entre 1580 e 1590, toda a família viajou em direção ao sul da Europa. Na Suíça, foram examinados pelo médico Felix Platter, que publicou um livro com observações sobre os Gonzales: "Em Paris, havia um homem excepcionalmente peludo em todo seu corpo, muito querido do rei Henri II e que fazia parte de sua corte. As sobrancelhas e o cabelo na testa eram tão longos que ele tinha que puxá-los para poder enxergar".


Passando os genes

Em Parma, na Itália, os Gonzales caíram nas graças da família mais influente da cidade, os Farneses, que tinha papas, cardeais e generais entre seus membros. O duque Ranuccio Farnese deu um dos meninos de presente a seu irmão, o cardeal Odoardo. Enrico, já com 18 anos, posou por ordem do cardeal para o pintor Agostino Carracci. O quadro Enrico, o Cabeludo entrou para a coleção de "animais" do cardeal. Além dele, estavam na coleção Pietro, o Bobo, Amon, o Anão, dois cachorros, dois macacos e um papagaio. Antonietta foi dada de presente à marquesa de Soragna, Isabella Pallavicina. Tratada como animal de estimação, a menina era sempre levada a festas por sua "dona".

Madalena Gonzales / Wikimedia Commons
Os Gonzales eram constantemente examinados por médicos e tiveram seus retratos pintados diversas vezes. Apesar dos bons modos e dos belos vestidos de brocado que usavam, Maddalena, Francesca e Antonietta eram descritas como selvagens, monstros, bestas ou aberrações. Francesca morreu criança. Maddalena foi a única que se casou.

No século 16, eram comuns os casamentos arranjados. Paulo, Orazio e Enrico (quatro vezes) também se casaram. As esposas eram sempre meninas de famílias pobres.

No caso de Maddalena, a história foi diferente. Ela vivia em Parma, sob a guarda do duque Farnese, e também não tinha bens. Para torná-la mais atraente, o duque deu a ela um belo dote: uma casa na cidade (era costume a família da noiva oferecer bens ou dinheiro ao noivo). Escolhido pelo próprio duque, o marido se chamava Giovan Maria Avinato e cuidava dos cães de caça dos Farneses. A autora levanta a questão: "Será que Ranuccio e Odoardo Farnese escolheram um homem com essa ocupação para ser marido de Maddalena, a Cabeluda, porque eles acharam adequado ou porque acharam divertido?"

Enrico, Paulo, Orazio e Maddalena tiveram filhos. Há registros de que pelo menos dois netos de Petrus e Catherine Gonzales nasceram peludos também. Nenhuma pintura foi feita. "Aos poucos, a herança genética desapareceu", diz Merry.



Condição rara


A doença dos Gonzales é conhecida como hipertricose congênita, ou síndrome de Ambras. É causada por mutação genética e não tem cura. Petrus foi o primeiro caso registrado. Hoje há cerca de 100. O mais recente é o da tailandesa Supatra Sasuphan, que entrou para o Guinness em 2011, aos 11 anos, como a menina mais cabeluda do mundo. Sem antecedentes na família, Supatra tentou resolver o problema com depilação a laser. Mas os pelos cresceram de novo.

Fonte

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Sua RELIGIÃO está Preparada para Lidar com EXTRATERRESTRES?

Professor de astronomia da Universidade de Vanderbilt questiona como religiões reagirão se vida extraterrestre for descoberta um dia


Como a humanidade reagirá quando astrônomos encontrarem evidências sólidas da existência de vida além da Terra? Sem especulação. Sem dúvidas. O momento em que os cientistas anunciarem essa descoberta, tudo mudará. No mínimo, nossas filosofias e religiões precisarão incorporar essa nova informação.


Buscando sinais de vida

Até o momento astrônomos identificaram milhares de planetas na órbita de suas estrelas. Nesse ritmo de descoberta, milhões de outros serão descobertos ainda nesse século.

Agora que já encontraram planetas físicos, os astrônomos estão procurando por nossos vizinhos biológicos. Ao longo dos próximos 50 anos, eles darão início ao estudo provocador e detalhado de milhões de planetas, em busca de evidência da presença de vida acima ou abaixo das superfícies ou nas atmosferas desses planetas.

E é bem possível que os astrônomos encontrarão o que buscam. Apesar do fato de mais de um terço dos americanos acreditarem que alienígenas já visitaram a Terra, a primeira evidência de vida além do nosso planeta provavelmente não será descoberta por meio de sinais de rádio, homenzinhos verdes ou discos voadores. Em vez disso, um Galileu do século 21, usando um telescópio enorme, de uns 50 metros de diâmetro, coletará luz das atmosferas de planetas distantes, em busca de sinais de moléculas biologicamente significantes.

Astrônomos filtram essa luz distante por meio de espectrógrafo — prismas de alta tecnologia que permitem uma análise da luz em vários comprimentos de ondas diferentes. Eles estão em busca do que vai identificar moléculas que não existiriam em abundância nessas atmosferas na ausência de seres vivo. Os dados do espectrógrafo dirão se processos biológicos alteraram o ambiente do planeta.


Se não estamos sozinhos, quem somos?

Com a descoberta da luz de espectro em planetas distantes de elementos que só poderiam ser produzidos por seres vivos, a humanidade terá a oportunidade de ler uma nova página no livro do conhecimento. Nós não estaremos mais especulando sobre a possibilidade de existirem outros seres no universo. Saberemos que não estamos mais sozinhos.

Uma resposta afirmativa para a pergunta: “A vida existe em algum lugar no universo além da Terra?” levantará algumas questões imediatas e profundas cosmológicas e éticas sobre o lugar que ocupamos no universo. Se seres extraterrestres existirem, a minha religião e minhas crenças e práticas religiosas podem não ser universais. Se a minha religião não é universalmente aplicável para seres extraterrestres, talvez minha religião não precise ser oferecida ou forçada nos seres terrestres. Basicamente, talvez nós aprendamos algumas lições importantes aplicáveis em casa só de considerar a possibilidade de vida em outro planeta além do nosso.

No meu livro, eu investiguei os escritos sagrados das religiões mais praticadas ao redor do mundo, questionando o que cada religião tem a dizer sobre a singularidade e não-singularidade da vida na Terra e como, ou se, uma religião em particular funcionaria em outros planetas em partes distantes do universo.


Pecadores extraterrestres?

Vamos analisar a questão teológica aparentemente simples ainda assim muito complexa: extraterrestres poderiam ser cristão? Se Jesus morreu com o objetivo de resgatar a humanidade do estado do pecado no qual os humanos nascem, a morte e ressurreição de Jesus, na Terra, também redime outros seres perdidos que são nascidos em um estado parecido de pecado? E se for assim, por que os extraterrestres seriam tão pecadores? O pecado é algo construído no tecido do espaço-tempo do universo? Ou a vida pode existir em partes do universo sem ser em um estado de pecado e, logo, sem a necessidade de redenção que não necessita do Cristianismo? Várias soluções diferentes para os quebra-cabeças que envolvem a teologia cristã vêm à tona. Nenhuma delas satisfaz todos os cristãos.


Mundos mórmons

A escritura mórmon claramente ensina que outros mundo inabitados existem e que “esses inabitantes são nascidos filhos e filhas de Deus”. Na Terra, no entanto, o mundo dos mórmons, no qual Jesus, como é compreendido por eles, viveu e ressuscitou somente na Terra, é privilegiado. Além disso, as inteligências mórmons só conseguem alcançar seus próprios objetivos espirituais durante suas vidas na Terra, não durante suas vidas em outros mundo. Logo, para os mórmons, a Terra pode não ser o centro físico do universo, mas é o lugar mais privilegiado do universo. Essa visão sugere que todos os outros mundos são, de alguma forma, menos importantes do que a Terra.


Fé bahá’í sem viés

Membros da fé Bahá’í têm uma visão do universo que não tem viés a favor ou contra a Terra como um lugar especial ou os humanos como uma espécie especial. Os princípios para a fé Bahá’í — unificar a sociedade, abandonar preconceitos, tornar as oportunidades iguais para todas as pessoas, eliminar a pobreza — são sobre os humanos na Terra. Quem segue essa fé esperaria que qualquer criatura de qualquer lugar do universo venerasse o mesmo Deus que os humanos, mas talvez não das mesmas formas específicas da Terra.


Anos-luz da Meca

Para os muçulmanos, os pilares da fé exigem que eles rezem cinco vezes todos os dias na direção da Meca. Já que determinar a direção correta da Meca pode ser extremamente difícil em um planeta que gira rápido a milhões de anos-luz da Terra, praticar a mesma fé em outro lugar pode não fazer sentido. Ainda assim as palavras de Qu’ran são “Seja lá quais seres existem nos céus e na Terra, eles se dirigem a Alá”. Será que os muçulmanos terrestres podem aceitar que o que foi dito profeticamente na religião de Maomé é direcionado tanto para os humanos na Terra quanto em outros mundos que possuem seus próprios profetas?


Astrônomos como quebra de paradigmas

Em algum momento ao longo da história, as descobertas de astrônomos exerceram uma influência gigante na cultura humana. Astrônomos gregos “desachataram” a Terra — mesmo que vários deles escolheram esquecer esse conhecimento. Copérnico e Galileu, acadêmicos da Renascença, colocaram a Terra em movimento ao redor do Sol e moveram humanos para longe do centro do universo. No século 20, Edwin Hubble eliminou a ideia de que o universo sequer possui um centro. Ele demonstrou o que o universo era no começo do tempo e o que, bizarramente, o universo, o próprio tecido tridimensional do espaço, está se expandindo.

Fica claro que astrônomos não estão de brincadeira quando oferecem novas ideias para o mundo. Outra ideia de quebrar paradigma pode estar chegando aos nossos telescópios agora mesmo.

Não importa quais informações oferecem a sua teologia, você talvez tenha que lutar com os dados que astrônomos trarão para dentro de nossas casas no futuro próximo. Você precisará perguntar: é o meu deus o deus de todo o universo? A minha religião é terrestre ou universal? Conforme as pessoas trabalham para reconciliar a descoberta de vida extraterrestre com suas visões teológicas e filosóficas de mundo, a adaptação às notícias de vida além da Terra será desconfortável e talvez até perturbador.

*David a Weintraub é professor de astronomia da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. Este texto foi publicado originalmente em inglês no The Conversation.

Através de OvniHoje.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Índia já teve uma CIVILIZAÇÃO MAIS AVANÇADA que a Nossa


A ÍNDIA (Bharata-Arya Vata) antiga, antes mesmo do dilúvio – 10.986 a.C. – teve uma civilização com tecnologia superior à que temos hoje.

A Índia pode ter tido uma civilização superior à nossa e com possíveis contatos com visitantes extraterrestres; os dispositivos de voo chamados de “Vimanas” descritos em vários antigos textos hindus podem sublinhar suas possíveis conexões com tecnologia aeroespacial que desenvolvemos hoje, um cientista italiano declarou à World Space Conference (Conferência Mundial do Espaço).

O Dr. Roberto Pinotti pediu aos delegados para examinarem em detalhe os textos hindus em vez de desconsiderarem todas as descrições e tradições sobre os Vimanas como um mero mito:

“A importância de tais estudos e investigações pode vir a ser chocante para o homem de hoje, pois a existência de aparelhos voadores além da mitologia só pode ser explicada com a existência de uma civilização superior há muito esquecida na Terra“, disse ele.

Lembrando que deuses e heróis hindus lutaram nos céus usando veículos (Vimanas de diferentes tipos e tamanhos) voadores equipados com armas terríveis. O cientista italiano, o Dr. Pinotti, disse que alguns eram semelhantes a nossas máquinas voadoras modernas de propulsão à jato.


Os 32 segredos

Ele disse que certas descrições dos Vimanas pareciam ‘muito detalhadas e de natureza técnica para serem rotuladas como um mito”. Ele citou a existência de vários textos antigos para mostrar que havia 32 segredos relativos à operação dos Vimanas, alguns dos quais poderiam ser comparadas ao uso moderno de radar, a energia solar e fotografia.


Citando o “Vymanika Shastra ‘ ele disse que os dispositivos de vôo antigos da Índia eram feitos a partir de ligas especiais de metal que absorviam calor chamados por “Somaka, e Mourthwika”.

Ele disse que o texto também discute os sete tipos de espelhos e lentes instaladas a bordo dos Vimanas para fins defensivos e ofensivos. O chamado ‘Pinjula Mirror’ oferecia uma espécie de “escudo visual” impedindo que os pilotos de serem cegados por “raios do mal” e a arma “Marika” que era usada para atingir aeronaves inimigas não parece muito diferente do que nós chamamos hoje tecnologia de raios laser”, disse ele.

De acordo com o especialista italiano, os «princípios contidos na página 1 relativos à propulsão, tanto quanto as descrições que são feitas, podem ser definidos como princípios elétricos e químicos, mas a energia solar também estava envolvida”. Por exemplo, o ‘Tripura Vimana’ mencionado no ‘Vymanika Shastra’ era uma grande embarcação aérea operada pela “força motriz gerada pelos raios solares”, disse o Dr. Pinotti, adicionando que a ‘sua forma alongada era certamente muito mais próximo ao de um dirigível moderno’. (um Vimana no formato de um charuto?)


Design sofisticado

De acordo com Dr. Pinotti, o enorme ‘Shakuna Vimana’ descrito no texto “pode ​​ser definido como um cruzamento entre um avião e um foguete de nossos tempos e seu design pode lembrar um ônibus espacial de hoje.” “Certamente, ele expressa o projeto aeronáutico mais complexo e sofisticado entre todas as outras descrições de Vimanas mencionados no “Vaimānika Shāstra“, disse ele. Ele descreveu o autor do tratado “Vaimānika Śāstra” como um homem “tentando explicar uma tecnologia avançada”. O Dr. Pinotti, que fez um estudo exaustivo da antiga história da astronáutica hindu, disse que em um outro texto, o Samarangana Sutradhara tem 230 estrofes dedicados aos princípios da construção de Vimanas e seu uso na paz e na guerra.


Ele disse que os antigos arianos habitantes da Índia sabiam o uso do elemento “fogo”, como pode ser visto a partir de suas ‘armas Astra’ que incluíram a Soposamhara (míssil de fogo), Prasvapna (o que causa o sono) e quatro tipos de armas Agni Astras que viajavam em folhas de fogo e produziam um trovão.

Um “VIMANA” moderno em foto feita em Cerro Gordo,
Novo México, EUA, com reator de fusão (no centro)
 de mercúrio …
Ele disse que o carro (Vimana) aéreo que deveria ir até Suryamandala (um sistema solar) e o Naksatramandala (sistema estelar) não pode ser descartado como um mito por causa da “natureza técnica” de sua descrição.Dr. Pinotti disse que as representações de viagens espaciais, a destruição total produzida por armas incríveis e o fato de que os Vimanas se assemelhavam com os UFOs, os objetos voadores não identificados modernos gostaria de sugerir que a Índia teve uma “civilização muito superior tecnologicamente à nossa, mas que foi esquecida.

«À luz disto, nós consideramos que seria melhor examinar mais detalhadamente os textos hindus” e submeter os modelos descritivos de Vimanas a um escrutínio mais científico”, disse ele.

Um “VIMANA” moderno em foto feita em Cerro Gordo, Novo México, EUA, com reator de fusão (no centro) de mercúrio.

{n.T. Excerto do post Vimanas (UFOs) existiam na Índia há milênios: “O escritor e estudioso erudito do sânscrito Subramanyam Iyer passou muitos anos de sua vida decifrando coleções antigas de folhas de palmeira encontradas nas aldeias de sua nativa Karnataka, no sul da Índia. Um dos manuscritos em folha de palmeira que ele pretendia decifrar é o Amsu Bodhini, que, de acordo com um texto anônimo de 1931, contém informações sobre os planetas, os diferentes tipos de luz, calor, cor e campos eletromagnéticos; os métodos utilizados para a construção de máquinas capazes de atrair os raios solares e, por sua vez, de analisar e separar os componentes de energia, a possibilidade de conversar com pessoas em lugares remotos e enviar mensagens através de um cabo, e na fabricação de máquinas para o transporte de pessoas para outros planetas!”


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Inglês Encontra Suposta SEREIA Morta em Praia e Gera Polêmica na Web

O inglês Paul Jones encontrou algo bizarro na praia, e demorou apenas 15 minutos após a postagem em seu Facebook para que gerasse muita discussão.


Ele tirou fotos e fez um vídeo de uma suposta sereia. Na imagem, é possível ver um corpo com aspecto humano, mas com uma cauda.


Até o fechamento desta matéria, a imagem já ultrapassa 20 mil compartilhamentos e milhares de comentários. 

Assista o vídeo:


O que você achou do caso? Deixe a sua opinião nos comentários!

Colaboração: Mariângela Santiago


Veja mais sobre SEREIAS em:

domingo, 18 de setembro de 2016

SHIVA, O Destruidor - [VÍDEO]


De todos os milhões de deuses hindus, nenhum é mais importante que Shiva, o Destruidor.

Teóricos dos antigos astronautas sugerem que este ser poderoso possuía tecnologia avançada como máquinas voadoras, armas mortíferas, habilidades sobrenaturais, e que ele, na verdade, seria o líder de uma facção extraterrestre que veio à Terra no passado remoto.

Como evidência, apontam as incríveis histórias nos antigos textos védicos e também os entalhes de pedra espalhados por todo o mundo hindu. Locais e artefatos como o Templo Kailasa, esculpido em uma única rocha de penhasco, e o sagrado Lingam, que muitos acreditam ser a representação de uma antiga usina nuclear, são apenas alguns exemplos de que Shiva era muito mais que apenas um deus hindu mitológico.

Assista abaixo, a investigação sobre a origem de Shiva, no Episódio 15, da 9ª Temporada de Alienígenas do Passado, do History Channel:



domingo, 11 de setembro de 2016

PIRÂMIDE é Construída por Misteriosa Seita no Nordeste do Brasil


A cidade de Umirim fica no interior do Ceará aproximadamente à 95 km de Fortaleza.

Trata-se um município com população aproximada de 18 mil habitantes com pequeno comércio de produção artesanal, criação de animais e agricultura. Assim, à primeira vista, nada em Umirim a destaca no cenário de pequenas cidadezinhas do interior do nordeste do Brasil.

Mas Umirim possui algo que a distingue dos demais povoados do norte cearense. Ela é a Sede Mundial da Ordem dos Guardiões dos Faraós (OGF), uma sociedade que tem como objetivo principal "assegurar a realização das diretrizes evolutivas para o planeta Terra e sua humanidade".

As metas da OGF envolvem Também elevar a consciência humana, realização espiritual e principalmente agregar as consciências planetárias e extra-planetárias que atuam nas 77 linhas de força em ação neste setor do universo. Parece meio complicado, e de fato é...

Para auxiliar em seus propósitos, a Ordem que se formou em 1984 (mas só teve permissão de revelar sua existência ano passado) recebeu a incumbência de erguer uma pirâmide na zona rural do município, no Rancho Nabucodonosor. O prédio piramidal em alvenaria serve como templo para a realização das cerimônias e foi construído cuidadosamente "levando-se em conta coordenadas ajustadas às mudanças sofridas pelo planeta ao longo dos milênios".

A imponente construção de 17 metros finalizada em 2010, substituiu uma pirâmide anterior no mesmo local, que tinha 10 metros de altura. Ela é a "maior pirâmide em atividade do planeta" e "capaz de atuar em âmbito global auxiliando a humanidade".

O apresentador do programa Domingo Show, da TV Record, foi até lá e conseguiu entrevistar os responsáveis pela seita e pela pirâmide. Assista abaixo:


terça-feira, 14 de junho de 2016

As Profecias dos Índios HOPI


Este antigo povo da raça vermelha (descendente dos atlantes) continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos.

A religião dos HOPI é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protetor do Mundo.

Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra.

Os HOPI são uma nação nativa norte americana dos Estados Unidos da América que vive principalmente na Reserva Hopi no noroeste do Arizona, com 1,5 milhões de acres (6 000 km²), que está rodeada pela reserva Navajo. Alguns Hopi vivem na reserva indígena do Rio Colorado, no oeste do Arizona.

A aldeia Oraibi, também referida como Old Oraibi, é uma aldeia indígena HOPI na área do município de Navajo County, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, na parte nordeste do Estado. 

Conhecido também como Orayvi pelos seus habitantes nativos, e que está localizado na Third Mesa local da Reserva indígena HOPI perto de Kykotsmovi Village. Não há um censo ou estimativas precisas para o total da população atual da aldeia. 

Oraibi foi fundada pouco antes do ano 1100, se tornando uma das mais antigas povoações habitadas continuamente dentro dos Estados Unidos. Os arqueólogos especulam que uma série de secas severas no final do século 13 forçou os peles vermelhas HOPI a abandonarem várias aldeias menores na região e se consolidarem dentro de alguns centros populacionais maiores. 

Como Oraibi foi um desses assentamentos sobreviventes, a sua população cresceu consideravelmente, e se tornou populoso e o mais influente dos assentamentos HOPI. 

Estima-se que em 1890 a aldeia tinha uma população estimada em 905 habitantes, quase a metade dos que havia em 1824, que se estimava viverem em todos os assentamentos dos Hopi na época.

Oraibi permaneceu desconhecido para exploradores europeus até cerca de 1.540, quando o explorador espanhol Don Pedro de Tovar (que fazia parte da expedição de Coronado ) encontrou a civilização dos HOPI enquanto procurava as lendárias Sete Cidades de Ouro. O contato com os europeus permaneceram (e foram evitados enquanto possível) escassos até 1.629 quando a missão San Francisco estabelecida na aldeia. 

Em 1680, a Revolta Pueblo resultou em diminuição da influência espanhola na área e a cessação da missão dos jesuítas. As tentativas posteriores para restabelecer as missões em aldeias HOPI foram recebidas com repetidas falhas. A primeira (Old Oraibi) missão criada pelos jesuítas ainda hoje é visível como uma ruína.

Este antigo povo da raça vermelha (descendente dos atlantes) continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos. A religião dos HOPI é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protetor do Mundo. Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra.

Possuem uma cosmogonia que em tudo se assemelha a concepções que parecem repetir-se por todo o planeta, fato indicativo de que, de algum modo, toda a Humanidade recebeu as suas tradições de uma mesma fonte, embora as lendas e profecias tenham adquirido ao longo do tempo pequenas diferenças, insignificantes em relação ao todo e que são resultado de peculiaridades locais.

Os HOPI também acreditam na emergência e extinção cíclica dos Homens, que se renovam em raças cada vez mais evoluídas rumo a uma purificação espiritual que chegará ao termo ideal na Sétima Raça ou Sétimo Mundo (Em tudo muito semelhante à cultura hindu dos Vedas) .  

O fim do mundo segundo a tradição Hopi inclui todo aquele elenco de catástrofes descritas em outras profecias, desastres naturais inevitáveis, considerando esta tradição que o cruzamento entre as órbitas da Terra e de um astro de grandes proporções – seja planeta, asteroide ou cometa (ou uma estrela Anã Marrom, companheira de nosso Sol)  – produzirá evidentemente, grandes alterações no ecossistema terrestre.

Este fim do mundo segundo os Hopi também inclui a ideia de uma punição, de um karma negativo a ser resgatado, prevendo que a chegada de uma estrela azul em nosso sistema solar virá coroar uma seqüência de nefastas ações perpetradas pelos homens: irá acontecer uma guerra e esta será também um confronto entre valores materiais e valores espirituais. Somente os HOPI, ou os Pacíficos (de todos os povos), serão poupados, restarão uns poucos sobreviventes, sementes do Quinto Mundo, o próximo.

Existe uma rocha saibrosa num penhasco perto de Second Mesa, que pertence à reserva Hopi no Arizona. Neste penhasco está gravada uma imagem do nosso passado, presente e futuro. Este local é mais comumente conhecido como a rocha da profecia Hopi.

Os sinais gravados na rocha, que falam da profecia dos peles vermelhas da nação Hopi.

Os sinais que anunciam o grande final já estão a acontecer há algum tempo e são igualmente parecidos com todos aqueles citados em outras profecias, das mais variadas culturas pelo mundo, a grande maioria decorrentes dos aspectos negativos do notável avanço tecnológico alcançado pela Humanidade e conseqüente falta de espiritualidade.

Os HOPI, assim como outros povos, foram “salvos de um grande dilúvio” no passado e estabeleceram um acordo com o Grande Espírito (O Criador) em que nunca mais se separariam dele. Então ele fez um conjunto de sinais deixados em tábuas de pedra sagradas chamadas Tiponi, gravadas na rocha na velha aldeia em Oraibi nas quais inseriu os seus ensinamentos, profecias e avisos.

A profecia desta rocha descreve dois tipos de caminhos: o caminho daqueles que pensam preferencialmente com a cabeça (intelecto) e o daqueles que pensam mais com o coração (que compreendem a beleza e a sacralidade de toda a vida universal).

A profecia mais persistente e confirmável é uma que foi dada nos tempos antigos pelos Anciões Hopi. Esta profecia foi passada através da tradição oral e pela referência às tábuas antigas, escritas na rocha. Os anciões revelaram que haveria nove Sinais antes que surgisse o 5º Mundo.

Este quinto novo (também coincide com a idéia hindu encontrada nos Vedas) mundo seria um mundo de paz e de abundância – uma Nova Terra. De acordo com Pena Branca, um sábio ancião HOPI do antigo Clã dos Ursos, a profecia se realizaria assim:

“O Quarto Mundo terminará em breve e o Quinto Mundo então começará. Os anciões sabem disto. Os Sinais no decorrer dos anos foram se realizando e assim são poucos os que restam:”

Este é o Primeiro Sinal: Foi-nos dito da vinda dos homens de pele branca, como Pahana, nosso perdido Irmão Branco das Estrelas. Mas estes homens não viverão como Pahana, eles serão homens que tomarão a terra que não é deles e os homens que atacarão os seus inimigos com o trovão (armas de fogo).”

Este é o Segundo Sinal: As nossas terras verão a vinda das rodas cheias de vozes. Na sua juventude, o meu pai viu esta profecia realizar-se com os seus olhos – os homens brancos que trouxeram as suas famílias em vagões (os carroções dos colonos) pelas pradarias.”

Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo com grandes e longos chifres assolará a Terra em grande número. Estes Penas Brancas viram com os seus próprios olhos – a vinda do gado de longos (raça Long Horn) chifres dos homens brancos.”

Este é o Quarto Sinal: A Terra será atravessada por cobras de aço – os caminhos-de-ferro” (as estradas de ferro e os trens).

Este é o Quinto Sinal: A Terra será atravessada por uma rede gigante de fios de aranhas – a energia elétrica e as linhas primeiro dos telégrafos e agora pelas linhas telefônicas”.

Este é o Sexto Sinal: A Terra será atravessada por rios de pedra que fazem imagens – auto-estradas com miragens causadas pelo Sol”.

Este é o Sétimo Sinal: Vocês ouvirão o mar se transformar em negro e muitas coisas vivas morrerão por causa disto – derramamento de petróleo nos oceanos”.

Este é o Oitavo Sinal: Vocês verão muitos jovens da raça branca que usam cabelos longos como a nossa gente. Eles virão e se juntarão às nações tribais, para aprenderem novos modos e sabedoria – os hippies nos anos 60 e 70.”

E este é o Nono e Último Sinal: Vocês ouvirão uma residência nos Céus, acima da Terra, que cairá com um grande estrondo. Aparecerá como uma Estrela Azul. Logo depois disto, as cerimônias do meu povo cessarão”.

O Ancião Pena Branca continua:“Estes são os sinais que mostram que a grande destruição está a se aproximar. O mundo balançará para lá e para cá. O homem branco lutará contra outras pessoas em outras terras, com aqueles que possuem a primeira luz da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumo e fogo, como Pena Branca viu o homem branco fazer nos desertos, não muito longe daqui. Só os que virão causarão doença e um grande número morrerá. Muitos do meu povo entendem as profecias e estarão seguros. Esses que ficarão e que vão morar nos lugares onde mora o meu povo estarão seguros."


Uma das profecias HOPI parece estar relacionada as estrelas da Constelação das Plêiades e  profetisa: “Quando a Estrela Azul Katchina  fizer sua aparição nos céus, o Quinto Mundo então começara. Este será um dia de purificação”. 

Então haverá muito para reconstruir. E logo após Pahana ter (significa irmão branco dos céus) desaparecido, retornara e trará com ele o amanhecer do Quinto Mundo. 

Esta lenda da volta do Pahana parece estar intimamente relacionada com os Aztecas e a história de Quetzalcoatl, (assim como outras lendas da América Central). "Ele plantará as sementes da sabedoria nos corações das pessoas. Até mesmo agora as sementes estão a ser plantadas. Isto abrirá o caminho para o aparecimento do Quinto Mundo”.

A profecia HOPI refere que o aparecimento da Estrela Azul Kachina nos céus iniciará um período de grande purificação, um período em que a Terra será purificada e limpa da negatividade, em preparação para o surgimento do 5º Mundo (“virá quando Saquasohuh – a estrela azul – Kachina dançar na praça e remover a sua máscara”).

Podemos dizer que o primeiro caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério esquerdo do cérebro, privilegiando o pensamento analítico, enquanto que o segundo caminho é o daqueles que usam mais o hemisfério direito, servindo-se mais do pensamento intuitivo. 

O homem moderno tem pouco (ou nenhum) equilíbrio porque vive numa sociedade em que o hemisfério esquerdo do seu cérebro é o dominante. Atualmente damos mais ênfase ao raciocínio analítico  e menos importância à intuição e aos sentimentos.

A profecia da rocha mostra um entroncamento no qual todas as pessoas vão ter de fazer uma escolha, ou continuam a pensar apenas com a cabeça ou decidem começar a pensar mais com o coração (o quarto Chakra, o Anahata, um centro sentiMENTAL, do amor incondicional pela vida).

Se escolherem o primeiro caminho, isso irá guiá-las à autodestruição, mas se escolherem pensar com o coração, então gradualmente regressarão ao estilo de vida natural (e pelo respeito à Mãe Terra e a sua natureza) e sobreviverão. Publicado em Fevereiro de 2014.

Assista abaixo o documentário do History Channel:


Fonte da matéria: thoth3126.com.br