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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Brasil Barrou Milhares de Judeus que Fugiam do Nazismo

Em julho de 1938, o cônsul do Brasil em Budapeste (Hungria), Mário Moreira da Silva, enviou ao ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, uma circular secreta em que informava ter recusado a concessão de vistos a 47 pessoas "declaradamente de origem semita" (judeus) que buscavam migrar para o Brasil.


Eles tentavam fugir enquanto o governo húngaro, aliado da Alemanha nazista, punha em marcha uma série de políticas antissemitas - que, seis anos depois, culminariam com o envio de meio milhão de judeus húngaros para campos de extermínio.

O cônsul em Budapeste já havia se posicionado contra a entrada de judeus no Brasil. Em ofício enviado ao ministro meses antes, ele os chamara de "assaz (muito) perniciosos" e "inassimiláveis, que só sabem trabalhar - sem o menor escrúpulo e só visando o lucro - como intermediários de negócios, nada produzindo de útil".

Não era uma posição isolada no governo. Documentos diplomáticos compilados por Maria Luiza Tucci Carneiro, professora do Departamento de História da USP, mostram que o Brasil rejeitou ao menos 16 mil pedidos de visto feitos por judeus que fugiam do Holocausto ou tentavam reconstruir suas vidas após a Segunda Guerra.

Os documentos - que estão sendo incorporados ao Arquivo Virtual Sobre Holocausto e Antissemitismo (Arqshoah) - jogam luz sobre um lado pouco conhecido da história da imigração no Brasil.


Formação étnica do Brasil.

Segundo Tucci, as recusas de visto a judeus seguiam ordens do alto escalão do governo. A partir de 1937, o Ministério das Relações Exteriores emitiu ao menos 26 circulares secretas impondo barreiras à entrada do grupo, considerado indesejável para a formação étnica do povo brasileiro numa época em que o Brasil estimulava a migração de europeus brancos e cristãos. Restrições semelhantes foram impostas a estrangeiros negros e asiáticos.

Adolf Hitler discursa para soldados em Dortmund, em 1933;
nos anos seguintes, Alemanha pôs em marcha plano
para exterminar judeus.
No caso dos judeus, porém, as barreiras afetavam um grupo que se via cada vez mais acuado por medidas discriminatórias em boa parte da Europa. Calcula-se que cerca de 6 milhões de judeus tenham sido mortos pela máquina de guerra nazista, o maior genocídio do século 20.

As regras que barravam judeus vigoraram mesmo após o Brasil declarar guerra à Alemanha e enviar soldados para a Itália, só perdendo validade no fim do governo de Eurico Gaspar Dutra, em 1950, quando os horrores do Holocausto já haviam sido amplamente difundidos.

"Os documentos derrubam o mito de que o Brasil sempre recebeu imigrantes de portas abertas e reforçam a postura colaboracionista do governo Vargas com a política antissemita da Alemanha", afirma Tucci à BBC News Brasil.

Segundo ela, o governo impunha restrições a judeus e outras minorias por meio de documentos secretos enquanto, no exterior, buscava apresentar o Brasil como um país "com projetos humanitários e salvacionistas". Uma circular que tratava do tema ordenava que a recusa de vistos a judeus deveria "ser justificada sem qualquer referência à questão étnica".

Autora de vários livros sobre o antissemitismo no Brasil, Tucci estuda os documentos desde 1995, quando o Itamaraty abriu seu acervo sobre o tema. Ela diz acreditar que os números de vistos recusados a judeus tenham sido muito superiores aos que já contabilizou.


Judeus 'subversivos'.

A primeira das circulares secretas listava uma série de regras para barrar "numerosas levas de semitas, que os governos de outras nações estão empenhados em afastar dos respectivos territórios".

A justificativa, segundo o ministério, era impedir a entrada de migrantes que buscavam, "numa inadmissível concorrência ao comércio local e ao trabalhador nacional, absorverem, parasitariamente, (...) uma parte apreciável de nossa riqueza, quando, além disso, não se entregam, também, à propaganda de ideias dissolventes e subversivas".

A circular determinava, entre outros pontos, que não fossem dados vistos a judeus, exceto nos casos em que tivessem cônjuges brasileiros, possuíssem bens no país, pretendessem viajar a turismo ou tivessem "notória expressão cultural, política e social". As mesmas restrições não se aplicavam a europeus cristãos.

Caso o consulado suspeitasse que um judeu tentava se passar por cristão para obter o visto, poderia pedir sua certidão de batismo e suspender o processo até que, "por meio de investigação, se consiga esclarecer a dúvida". Segundo a circular, as regras haviam sido elaboradas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Trabalho e aprovadas pelo presidente Getúlio Vargas.

Família Gottlieb em 1939; grupo fugiu para o
Brasil com certidões falsas de batismo.
Na época, outros órgãos do Estado também adotavam políticas racistas. No artigo Discriminação e Intolerância: os indesejáveis na seleção do Exército brasileiro, o pesquisador do Arquivo Histórico do Exército (AHEx) Fernando da Silva Rodrigues cita normas que impediam o acesso de judeus, negros e muçulmanos às escolas que formavam os oficiais da corporação. As regras foram definidas em 1937 pelo então ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, e valeram até 1946.


Deportação de Olga Benário.

Muitos historiadores já analisaram os laços entre o governo Vargas e o regime nazista na Alemanha, quando os dois países mantinham acordos secretos para a troca de informações sobre militantes comunistas. A cooperação mais célebre envolveu a deportação pelo Brasil da judia alemã Olga Benário, cônjuge do líder comunista brasileiro Luís Carlos Prestes. Devolvida à Alemanha, ela foi presa e executada numa câmara de gás no campo de Bernburg, em 1942.

Foi só após sucessivos ataques de submarinos alemães e italianos à Marinha Mercante brasileira e sob forte pressão dos EUA que o país rompeu os laços diplomáticos com as potências do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), em 1942, unindo-se dois anos depois aos Aliados nos campos de batalha.

Os documentos do governo brasileiro indicam que a afinidade entre o governo Vargas e a Alemanha nazista ia além da oposição ao comunismo - e que muitos altos diplomatas brasileiros tinham visões antissemitas.

Tucci diz que o próprio chanceler Oswaldo Aranha, homenageado em Israel por seu papel na Assembleia Geral da ONU que resultou na criação do país, em 1947, expôs ideias antissemitas e concebeu parte das ordens secretas que barravam a entrada de judeus no Brasil.

Judeus identificados por faixas nos braços em Varsóvia,
Polônia, em 1941.
Em carta enviada em 1938 ao então interventor federal em São Paulo, Adhemar de Barros, Aranha alertava sobre os riscos da imigração de judeus para o Estado.

"O israelita, por tendência milenar, é radicalmente avesso à agricultura e não se identifica com outras raças e outros credos. Isolado, há ainda a possibilidade de vir a ser assimilado pelo meio que o recebe (...). Em massa, constituiria, porém, iniludível perigo para a homogeneidade futura do Brasil", escreveu o chanceler.

Aranha disse que poucos dias antes havia sido procurado por um judeu austríaco radicado no Brasil, Frederico Zausmer, que pedia a regularização migratória de outros 300 judeus residentes em São Paulo - fato que, para o chanceler, despertava "justas suspeitas da existência de um 'Getto' já em formação nessa capital".

Naquele anos, guetos eram os bairros nos países sob jugo nazista onde judeus eram obrigados a morar, e de onde foram recolhidos e enviados aos campos de extermínio.


Velhos e crianças órfãs.

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muitos dos formuladores das restrições à migração de judeus permaneciam no governo brasileiro. Em 1948, o Conselho Nacional de Imigração e Colonização instruiu o Ministério das Relações Exteriores a reforçar as barreiras contra o grupo.

Uma circular orientava os consulados brasileiros a "não visar passaportes de judeus" - o que, segundo Tucci, fechou as portas para muitos velhos e crianças órfãs que haviam sobrevivido ao Holocausto e buscavam uma nova pátria.

Alma Adler, idealizadora da boneca Estrela; família
foi auxiliada pelo advogado José Mindlin para
conseguir trazer todos os integrantes para o Brasil.
Apesar das restrições, milhares de judeus conseguiram se mudar no Brasil antes e depois do Holocausto, dando origem a uma comunidade que conta hoje com 120 mil membros, segundo a Confederação Israelita do Brasil (Conib). Tucci diz que boa parte do grupo entrou no país com documentos falsos, com vistos de turistas ou passando-se por cristãos.

Foi o caso da família formada por Avraham, Frymet, Markus, Salomea, Josef e Sara Gottlieb, judeus poloneses que conseguiram vistos na embaixada brasileira em Roma com certidões falsas de batismo.

Outros contaram com a ajuda de judeus brasileiros proeminentes, como o advogado José Mindlin (1914-2010), que negociou pessoalmente a concessão de vistos com autoridades. Mindlin teve papel central na reunificação de várias famílias, como os Adler, judeus alemães.

Tucci conta que, em 1938, o comerciante Moritz Adler foi preso pelos nazistas e levado a um campo de concentração perto de Frankfurt. Mindlin foi acionado por parentes do alemão que já estavam no Brasil e conseguiu um visto para que ele deixasse o país rumo ao Brasil com a esposa, Frieda. O consulado do Brasil em Frankfurt, porém, negou os vistos para as duas filhas do casal, Tilly e Elsberg.

A mãe resolveu ficar com as crianças, e Moritz viajou sozinho. A família só voltou a ficar completa no fim de 1941, quando Mindlin obteve os vistos para as meninas. No Brasil, os Adler criaram a Estrela, até hoje uma das principais marcas nacionais de brinquedos.

Houve ainda judeus que chegaram ao país graças a diplomatas que se recusaram a cumprir as ordens restritivas. Um deles foi Luiz Martins de Souza Dantas, embaixador do Brasil na França entre 1922 e 1943, que concedeu centenas de vistos a judeus sem informar ao governo a origem étnica dos requerentes.

Uma das famílias salvas por Dantas foi a da pintora tcheca Lise Forell, que em 1940 embarcou no navio Alsina rumo ao Brasil com os pais, avós maternos e um tio. Forell teve uma carreira de sucesso no Brasil, expondo obras no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e em várias galerias.

O embaixador Souza Dantas, ao centro, com
Oswaldo Aranha (esq.) e Getúlio Vargas (dir.).
Por causa da insubordinação de Dantas, Vargas instaurou um processo administrativo contra o embaixador, que passou 14 meses detido na Alemanha após tropas nazistas invadirem a embaixada brasileira, em 1942. Em 2003, ele foi reconhecido como um Justo entre as Nações pelo Yad Vashem (Museu do Holocausto), em Jerusalém.

Questionado pela BBC, o Itamaraty afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que as políticas migratórias da época eram elaboradas pelo Ministério da Justiça e que os diplomatas apenas as executavam.

Neto e autor de uma biografia sobre Oswaldo Aranha, Pedro Corrêa do Lago foi procurado por intermédio de sua editora, mas não respondeu.


Ressurgimento do antissemitismo.

Tucci diz que conhecer a postura do Brasil em relação a judeus que fugiam do nazismo tem grande valia num momento em que o mundo volta a debater formas de lidar com grandes levas de migrantes e refugiados.

"Temos aqui um espelho muito interessante para repensar uma série de políticas e ações restritivas que estão sendo adotadas por vários países", afirma a professora.

Tucci afirma ainda que a discriminação dos judeus nos tempos de Vargas e Dutra serve de alerta para o "revigoramento do antissemitismo" no Brasil e no mundo. "O antissemitismo sempre reaparece nos momentos de crise, nas erosões do pensamento democrático, quando os mitos sobre a existência de uma grande conspiração judaica para dominar o mundo ressurgem com outras roupagens", diz a historiadora.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

Acontecimentos e Histórias Inexplicáveis da 2º Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial, que durou de 1939 a 1945, foi o conflito mais abrangente da história, envolvendo as principais potências mundiais da época e mudando o panorama político e a estrutura social do planeta.

Também foi o conflito mais sangrento da história da humanidade. Mais de 100 milhões de militares participaram dela, tendo como resultado  60 milhões de mortes (entre conflito, ataques a civis e  holocausto).


Contudo, durante a guerra também ocorrerem alguns incidentes bizarros, lendas e fatos misteriosos que nunca foram explicados. 

A seguir, confira alguns fatos misteriosos e pouco conhecidos sobre a Segunda Guerra Mundial:


O desaparecimento do Voo 19

Esse é um dos incidentes mais misteriosos de todos os tempos e a mais famosa lenda do Triângulo das Bermudas.

Ele aconteceu após alguns meses do fim da guerra, embora envolva o exército norte-americano e um avião pilotado durante a Segunda Guerra Mundial, o desaparecimento do Voo 19 continua a intrigar os historiadores até hoje. Alguns meses depois do fim da guerra, durante um treinamento no Atlântico que envolveu cinco aviões torpedeiros TBF Avenger da Marinha dos EUA, todas as aeronaves — e 14 pilotos — desapareceram sem deixar vestígios. 

Anteriormente toda a tripulação havia tido premonições para não embarcar no voo amaldiçoado.

O líder da operação, o tenente Charles Taylor, enquanto voava comunicou por rádio que as bússolas não estavam funcionando. Em uma das transmissões de rádio o piloto dizia “o céu está todo errado aqui”. 

Os destroços nunca foram encontrados  e a causa oficial do acidente foi definida como “desconhecida”.

A última transmissão de rádio foi uma mensagem distorcida e incompreensível. Os operadores só conseguiram identificar os sinais de chamada dos aviões "FT…FT…FT…". Como os corpos dos tripulantes e as aeronaves nunca foram encontrados, a verdade por trás do voo 19 continua um mistério.


Aviões fantasmas

Mesmo nos dias atuais, quase 70 anos após o final da Segunda Guerra, ainda existem relatos sobre avistamentos de aviões daquela época, e até de esquadrilhas inteiras, que surgem do nada e desaparecem em seguida. 

Muitas dessas histórias incluem detalhes sinistros, como pilotos com semblantes tristes acenando para os vivos, aviões que pousaram sem ninguém em seu interior, e aeronaves com os tanques vazios que surgiram com toda a tripulação morta a bordo.

Uma das lendas mais famosas é a de um avião norte-americano que surgiu na costa da Califórnia várias horas após o ataque a Pearl Harbor, visivelmente avariado e deixando um rastro de fumaça. Testemunhas afirmaram ter visto o piloto a bordo, mas, depois que a aeronave caiu, nenhum corpo jamais foi encontrado entre os destroços.


A maldição da tumba mongol

No dia 21 de junho de 1941, arqueólogos soviéticos abriram a tumba e removeram o esqueleto de um grande Khan Mongol chamado Timur, mesmo com o aviso de moradores locais que alertavam sobre uma grande guerra que iria acontecer caso o esqueleto fosse removido de lá.

 

Coincidência, ou não, no dia seguinte a operação Barbarossa (a mais longa e mais brutal operação da 2º guerra mundial), aconteceu lá. Centenas de milhares de pessoas morreram.


Os Foo Fighters

Durante a guerra ocorreram vários relatos de pilotos, tanto aliados quanto nazistas, sobre estranhas esferas luminosas que surgiam inesperadamente e costumavam voar em grupo, acompanhando os aviões. Geralmente, quando esses objetos estavam próximos, os radares dos aviões apresentavam falhas.

Esses objetos aéreos desconhecidos eram chamados de foo-fighters (‘feu’, fogo em francês / fighter, do inglês "avião de caça ").

Esses misteriosos objetos foram descritos como bolas de fogo brilhantes vermelhas, brancas ou alaranjadas. Alguns pilotos disseram que elas pareciam com luzes da árvore de Natal, sendo que elas variavam de tamanho entre cerca de 91 metros e 30 centímetros. Os foo-fighters não podiam ser derrubados ou superados.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, os Aliados descobriram que não havia o menor fundamento na hipótese de se tratar de alguma espécie de dispositivo nazista, afinal investigações posteriores revelaram que os pilotos alemães e japoneses também reportam terem visto objetos semelhantes.

Havia muitos relatos de pilotos da Luftwaffe sobre essas misteriosas máquinas voadoras que em 1944 foi criado um projeto de investigação pelo governo nazista, apelidado de Operação Uranus.

Durante a Segunda Guerra, esses acontecimentos foram amplamente estudados, até mesmo por cientistas renomados. Todavia, o fenômeno nunca foi explicado, uma vez que a maioria das informações sobre o acontecido foi mantida sobre sigilo e nunca foi revelada por nenhuma inteligência militar.


O Submarino Nazista e o Monstro Marinho

Em 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial, o capital do HMS Coreopsis, um navio de patrulha britânico, capturou alguns marinheiros alemães que estavam à deriva no Mar do Norte.

Ao serem rendidos pelos britânicos, os alemães não demonstraram resistência e logo se entregaram. Na verdade, pareciam aliviados em ver outras pessoas, mesmo que se tratasse de inimigos. A tripulação pertencia ao submarino U-28 e se resumia a 14 homens. Ao serem interrogados, os prisioneiros relataram uma história medonha e inacreditável.

Segundo os tripulantes, enquanto estavam na superfície, o submarino foi cercado por uma densa neblina, e logo em seguida atacado por um animal aquático gigantesco parecido com um crocodilo. Ele supostamente tinha 60 pés (18,29m) de comprimento, 4 extremidades semelhantes a grandes pés palmados, uma cauda longa e pontiaguda, e uma cabeça que também terminava em ponta.

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A tripulação, surpresa para dizer o mínimo, começou a atirar contra a criatura que danificou o lacre da escotilha principal do submarino. O oficial contou ainda que o pânico ocasionou um incêndio a bordo. Os homens conseguiram afugentar o gigante que afundou no mar, mas o submarino fora danificado a ponto de não poder submergir.

A tripulação foi então evacuada em 3 botes de emergência com 38 tripulantes. Mas apenas um desses botes foi resgatado pelos britânicos. Uma investigação formal foi conduzida para averiguar os fatos, mas nada mais se apurou desse estranho caso.


Fantasmas e mais fantasmas


Em um conflito onde ocorreram tantas mortes, sofrimentos e desgraças não é de se espantar que surgiram muitos relatos de lugares assombrados, almas penadas, fantasmas e aparições, vistos em antigas bases. Seguem alguns relatos:


Os soldados do canhão anti-aéreo

Em 1956, a Reuters noticiou que os moradores de Hollandia  pediram que fosse feito um exorcismo num canhão anti-aéreo abandonado na praia. Diariamente, à meia noite, segundo eles, alguns fantasmas de soldados japoneses esqueléticos com capacetes enferrujados apareciam para manejar o velho canhão, e ficavam de vigília à espera de um ataque aliado. E isso se repetia todas as noites.


As almas do Pacífico Sul

No fim dos anos 50, um repórter da BBC de Londres noticiou que havia uma casa em Kuala Sengalor, na Malásia, outrora ocupada por oficiais japoneses, onde ainda se ouvia o ecoar de botas militares pesadas. Outras fontes informaram que pescadores da ilha filipina de Corregidor, ferozmente disputada, continuavam a ver batalhas espectrais durante anos após o término da Guerra.

É como se esses soldados fantasmas estivessem perdidos num lapso temporal, repetindo eternamente o mesmo ato que ocorreu no momento de suas mortes.


O relatório dos mortos

Três pilotos dos aviões bombardeiros Douglas DB-7 Boston, após uma missão de bombardeio contra defesas alemãs, voltaram para a base com o terror impresso em suas faces. O oficial que os recebeu, mandou que eles fizessem logo seu relatório e depois os dispensou para que fossem tomar uma cerveja.

Minutos depois, o oficial recebeu a notícia de que os três pilotos haviam morrido em missão. Foi verificar e não os encontrou mais, porém os relatórios estavam lá, prontos... Esse caso é muito interessante, pois deixou provas físicas da manifestação dessas três almas atormentadas. O caso permanece um mistério até hoje.


Anfiteatro Nazista de Heidelberg

Segundo os moradores próximos, é um lugar com uma aura muito carregada, que chega a dar arrepios em quem se aproxima. Esse anfiteatro nazista é um local de convergência de energias espirituais, perto do rio Neckar até o castelo Heidelberg.

Esse local tem um magnetismo espiritual muito forte desde o tempo dos celtas. Lá existem muitas ruínas celtas, as ruínas de um monastério romano do ano 600, e um anfiteatro nazista construído nos anos 1930 para o recrutamento da juventude nazista.  Estórias falam de aparições e lamúrias e de tudo um pouco. Pessoas contam de estranhas sensações elétricas em noites sem lua e a vontade de correr de lá.


O Caronista

Um mecânico de aviões americano, que trabalhava na Inglaterra, narrou a história onde ele avistou um homem parado à beira da estrada, em meio a um denso nevoeiro. O homem estava usando um macacão cinza-azulado e tinha na cabeça um capacete. Sob o seu braço parecia haver um lençol rasgado branco-acinzentado que ele arrastava. Estranhamente o homem o olhava como se estivesse perdido ou em estado de choque. Ao se aproximar, os faróis do carro ficaram fracos, e o motor parou.
Passados alguns dias, um fazendeiro da região encontrara um velho bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial, com os restos mortais da tripulação ainda a bordo. Todos vestiam um macacão cinza-azulado e usavam um capacete de voo de couro, igual ao do homem visto naquela noite.


Ainda que a 2º Guerra Mundial tenha gerado muitas descobertas, é inegável o terror do holocausto e dos conflitos que permeiam o evento. Além disso, embora muitos pesquisadores e historiadores tenham tentado desvendar os mistérios de um conflito que marcou a história da humanidade, ainda são muitas as perguntas que continuam sem resposta. Basta a nós simplesmente nos aterrorizarmos com tais relatos e suas possibilidades.


Henrique Guilherme
Escritor e estudioso.
Curioso a cerca dos grandes mistérios das antigas civilizações


domingo, 27 de maio de 2018

A Face Mística do Terceiro Reich

Como os nazistas se apropriaram da suástica, um símbolo usado por hindus e budistas, e criaram a estapafúrdia "Teoria do Gelo Cósmico" - que explicaria tudo o que acontece no Universo.


Por Eduardo Szklarz

Uma das sementes do nazismo é uma corrente de pensamento que estava em voga na Áustria do século 19 – não por acaso, o lugar e o tempo em que o filho de dona Klara Pölzl e do seu Alois Hitler veio ao mundo. Estamos falando da “Ariosofia” – a “sabedoria sobre os arianos”. 

Seus líderes eram Guido von List e Jörg Lanz von Liebenfels, dois antissemitas raivosos e ultra-nacionalistas. Ambos pregavam a união de todas as populações de língua germânica da Europa, sob a liderança da Alemanha. Mas os ariosofistas tinham outras ideias também. A maior parte, completamente insanas. 

Eles evocavam uma era pré-histórica dourada, na qual sacerdotes ocultistas teriam governado sociedades compostas de super-homens. Esses líderes espirituais do passado praticariam o gnosticismo pagão, uma crença seguida por seitas heréticas que alegavam possuir a gnosis – um conhecimento esotérico especial. List gostava particularmente do conceito de dualismo dos gnósticos. Ou seja: da oposição entre luz e trevas, bem e mal, heróis e vilões, e assim por diante. Ele costumava dizer que o mundo material em que vivemos é intrinsecamente perverso e só o caminho espiritual poderia levar à salvação.

Para a Ariosofia, quem melhor sintetizava esse ideal pagão eram as tribos teutônicas, que haviam habitado o norte da Alemanha e a Escandinávia na Antiguidade. List, Lanz e outros teóricos racistas do século 19 às vezes se referiam aos teutônicos como “arianos”, “indo-europeus” e “nórdicos”. Pouco importava para eles a confusão que isso pudesse gerar na cabeça de quem os ouvia. O objetivo era um só: atribuir a um povo antigo, supostamente ligado aos alemães, a marca da superioridade racial. O ocultismo seria o único jeito de resgatar a força milenar dessa raça superior.

“Os ariosofistas diziam que uma conspiração de interesses antigermânicos, arquitetada principalmente por judeus, havia arruinado a sociedade gloriosa do passado em nome de um igualitarismo espúrio”, diz o historiador britânico Nicholas Goodrick-Clarke, uma autoridade no assunto, autor do livro The Occult Roots of Nazism (“As Raízes Ocultas do Nazismo”, inédito no Brasil). “O resultado teria sido uma decadência racial que jogou o mundo em guerras e crises econômicas. Seria preciso, portanto, recuperar os ensinamentos esotéricos e a virtude racial dos antepassados alemães a fim de criar um império pan-germânico.”

Para assumir o papel de guru do ocultismo, List se apropriou de vários símbolos ancestrais. Um deles foi a suástica, cruz que representava a boa sorte entre os antigos povos hindus e budistas. “List convenceu muita gente de que a suástica era um símbolo sagrado ariano, pois derivava do Feuerqidrl, a vassoura de fogo usada pelo deus germânico Mundelföri para criar o cosmos a partir do caos”, explica o historiador. O ocultista relacionou essa lorota ao Edda – compilação de mitos dos antigos nórdicos – e às runas – escrita nórdica usada em amuletos e rituais xamânicos. Para completar, ainda dizia ser um devoto de Wotan, o deus teutônico da guerra.

Como se vê, a Ariosofia era uma tremenda salada, que ficou ainda mais temperada ao incorporar as ideias da russa Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia. Essa corrente filosófica misturava hinduísmo, gnosticismo, esoterismo e espiritismo com uma visão meio torta da teoria evolucionista de Charles Darwin. No fundo, o que a russa queria também era exaltar a “pureza da raça ariana”. Blavatsky criou uma sociedade teosófica nos Estados Unidos em 1875. Quatro anos depois, embarcou para uma longa temporada na Índia, onde se “aperfeiçoou” em temas como imortalidade da alma, carma e reencarnação.

O ponto alto da carreira dela foi a publicação, em 1888, do livro The Secret Doctrine (“A Doutrina Secreta”), no qual ela rastreia as origens da humanidade seguindo as pegadas de raças que teriam vivido há milhares de anos em continentes mitológicos como Atlântida, Lemuria e Hyperborea. As ideias de Blavatsky se encaixavam perfeitamente no ideário ocultista de List e Lanz. Antissemitas até a raiz do cabelo, os três acabariam se transformando em profetas de uma “nova era” de domínio alemão. E influenciando o pensamento que, mais tarde, daria origem ao nazismo. 


Clima mitológico

Os ariosofistas permaneceram à margem da vida política alemã naquele final de século 19. Mas suas ideias, segundo Goodrick-Clarke, foram absorvidas no início do século 20 por líderes nacionalistas e antissemitas. Entre eles, o barão Rudolf von Sebottendorff, fundador do movimento Reichshammerbund (“Liga do Martelo”) – o nome vinha do jornal O Martelo, que o barão começou a editar em 1902. O tabloide, naturalmente, era o seu veículo para propagandear a tese de que os judeus eram o grande problema da Europa. E que a “inferioridade” deles tinha raízes biológicas. A Liga do Martelo, na prática, era um projeto de partido político. Mas o barão também fundou uma espécie de seita, a sociedade secreta Germanenorden (Ordem Germânica), que replicava os graus de iniciação da maçonaria. Várias sedes dessa sociedade, nos mesmos moldes das lojas maçônicas, surgiram em toda a Alemanha, ajudando a disseminar os ideais tresloucados de seu criador.

Em dezembro de 1912, a Ordem Germânica já reunia 316 “irmãos” espalhados pelo país, todos monitorando atividades judaicas. O símbolo da ordem era uma suástica curva superposta com uma cruz. “Foi principalmente por influência dessa sociedade secreta e de sua sucessora, a Thule, que o emblema acabou sendo adotado pelos nazistas anos depois”, diz Goodrick-Clarke. Nos rituais, havia símbolos como o Santo Graal e trilha sonora de Richard Wagner, o compositor antissemita que exaltava os antigos teutônicos.

As reuniões da Ordem Germânica e da Thule atrairam gente que, depois, faria parte da cúpula do nazismo. Caso de Max Amann (general da SS), Dietrich Eckart (mentor de Hitler nos primeiros anos de sua carreira política), Alfred Rosenberg (teórico do Partido Nazista), Rudolf Hess (vice de Hitler em 1933) e Anton Drexler (fundador do Partido Nazista). E o mais engajado nas teses estapafúrdias era justamente o mais graúdo desses peixes: Heinrich Himmler, o número dois de Hitler.  

Nascido em 1900, Himmler era filho de um professor de literatura e de uma dona de casa fervorosamente católica. “Ele pertenceu a uma geração que ficou adulta durante a 1ª Guerra”, diz um de seus biógrafos, o historiador Peter Longerich. “Foi um jovem que, como tantos outros de classe média, viu a derrota alemã transformar sua vida.” Em 1923, pouco depois de se formar em agronomia, Himmler entrou para o Partido Nazista. Àquela altura, já tinha abandonado o catolicismo e se interessava por astrologia e mitos pagãos. Dois anos mais tarde, ingressou na SS e logo virou o chefe da seção da Bavária. Metódico, disciplinado e com um discurso convincente, teve uma carreira 
meteórica dentro da organização. 

Quanto mais alto chegava, mais se envolvia com o ocultismo. Perto de completar 27 anos, entrou para a Liga Artaman, um grupo místico que exaltava o sangue e o solo alemães. Ali, tomou contato com o Richard Walther Darré, futuro ministro da Agricultura de Hitler – outro esotérico que adorava teorizar sobre a superioridade ariana.

Em 1929, já promovido a Heichführer (a mais alta patente da SS), Himmler decidiu transformar sua tropa na elite do futuro Reich. Adotou como modelo a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, uma milícia alemã que havia lutado contra muçulmanos em Jerusalém e estabeleceu um reino monástico na Prússia no século 12. Só que com uma diferença: a SS não seria cristã. “Himmler considerava que o cristianismo era uma força destruidora de nações e que os cavaleiros teutônicos tinha cometido um erro fatal ao adotá-lo”, diz o historiador alemão Peter Longerich, biógrafo de Himmler.

Mas afinal: o que o chefão da SS realmente pretendia ao evocar a Ordem Teutônica? “É difícil saber”, afirma o biógrafo. “Seus pronunciamentos sobre os teutônicos e a Idade das Trevas eram muito vagos.” Tudo indica que a intenção de Himmler era usar a ordem mais como propaganda do que qualquer outra coisa. O grupo continuava existindo na década de 1930, convertido numa simples associação católica chamada Ordem Alemã. Com a anexação da Áustria pela Alemanha, em 1938, ela seria proibida pelos nazistas – mas Himmler continuaria usando seus símbolos medievais para chamar atenção.

Quem mais exerceu influência sobre Himmler, pelo menos no que se refere a ocultismo, foi Karl Maria Wiligut, um ex-militar austríaco travestido de bruxo que alegava ser descendente do deus nórdico Thor. A doutrina dele era uma espécie de Ariosofia recauchutada, que situava o passado alemão num enredo de ficção científica barata. “A cronologia de Wiligut começava em 228 mil a.C., quando haveria 3 sóis no céu e a Terra seria povoada por gigantes, anões e outros seres mitológicos”, diz Goodrick-Clarke. 

Wiligut ingressou na SS em 1933, usando o codinome Karl Maria Weisthor, e, graças a todo esse “conhecimento” antropológico e astronômico sobre  assumiu um posto no governo nazi: o de chefe do Departamento de Pré-História. O cargo era meramente decorativo, criado sob medida para o mago. Wiligut também incutiu em Himmler a ideia de que o Tibet havia sido refúgio de uma civilização avançada – provavelmente a mesma que antes havia morado no continente perdido de Atlântida. Tinha também a “Teoria do Gelo Cósmico”, segundo a qual tudo que acontece no Universo é determinado pelo antagonismo entre sóis e planetas de gelo. Isso explicaria todas as catástrofes globais do mundo moderno. 

Os cientistas alemães, naturalmente, riam de tudo isso. Uma nação que havia produzido Johannes Kepler, talvez o maior astrônomo da história, agora tinha de engolir um charlatão que falava em “três sóis” e no “poder do gelo espacial”. Mas quem tinha as metralhadoras da SS a um pio de distância era Himmler. E ele apoiava esse bestiário teórico com fervor. “É fácil entender o motivo”, diz o pesquisador britânico Alan Baker, autor de Invisible Eagle – The History of Nazi Occultism (“Águia Invisível – A História do Ocultismo Nazista”, sem tradução para o português). “Para ele, essa tese servia como uma brilhante refutação da ciência materialista, personificada pelo judeu Albert Einstein.” Himmler não primava pelo quociente de inteligência.

Nos devaneios do líder da SS, ainda havia lugar para os cátaros, uma seita herege perseguida pela Inquisição medieval. “Os cátaros eram dualistas, pregavam a oposição entre um deus mau e um deus bom”, diz Baker. “O mau era Jeová, deus dos judeus no Velho Testamento, e isso agradava a Himmler”. Otto Rahn, o maior “especialista” em cátaros da SS, jurava que a seita havia guardado o Santo Graal nos Pirineus franceses. Himmler, é claro, acreditava na história.

Hoje, nenhum historiador questiona o fato de que Heinrich Himmler era mesmo um sujeito profundamente interessado em ocultismo. O que ainda se discute é até que ponto ele teria se envolvido com isso. O historiador Peter Longerich arrisca uma teoria interessante. Para ele, a mitologia germânica, reforçada por todo tipo de “ideias ocultas”, tornou-se uma espécie de religião substituta para Himmler. 

Pois é: apesar de muita gente considerá-lo a própria encarnação do demônio, Hitler não dava a menor bola para misticismos. Nas conversas informais, ele frequentemente ridicularizava o fascínio de Himmler pelo oculto. 

Mas o fato é que ele levou o mito da superioridade ariana e a paranoia antssemítica muito a sério. E as consequências foram bem mais reais do que as teorias estapafúrdias que vimos aqui.


Hitler e o cristianismo

Se, por um lado, o nazismo tinha uma face mística, por outro era radicalmente anticlerical. Mas o que isso significava na prática? “Heinrich Himmler almejava a destruição do cristianismo e a criação de uma nova religião germânica, baseada nas crenças dos antigos teutônicos”, diz o historiador Martin Ruehl. “Mas seu chefe, Adolf Hitler, se relacionava com o cristianismo de uma maneira muito mais pragmática. Para ele, as crenças religiosas eram irrelevantes, desde que não atrapalhassem a concretização de seus objetivos políticos”.

Exemplo desse pragmatismo foi a relação de Hitler com o cardeal Eugenio Pacelli, que mais tarde se tornaria o papa Pio 12. Um se sentia ameaçado pelo outro. Mas, apesar da desconfiança mútua, ambos viram vantagens em evitar o enfrentamento e acabaram assinando uma concordata em 1933. Pelo acordo, todos os alemães ficaram sujeitos às leis canônicas, o que garantiu a continuidade da ingerência do Vaticano sobre os assuntos religiosos na Alemanha. Em contrapartida, o pacto pôs fim ao Partido do Centro Católico, única agremiação democrática que restava no país. Assim, Hitler tirou a Igreja da esfera política – um problema a menos para instaurar sua ditadura.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

As Filmagens Supostamente Reais de "OVNIs" Nazistas que Publicaram no YouTube - [VÍDEO]


Um vídeo publicado recentemente no YouTube mostra o que seriam filmagens autênticas da tecnologia avançada do Terceiro Reich, na Alemanha nazistas, durante o final da Segunda Guerra Mundial.

Embora haja muitos documentos confirmando que essa tecnologia já estava sendo trabalhada pelos alemães, não há como se certificar que as filmagens abaixo sejam genuínas.

Veja o texto publicado, seguido pelo vídeo:
Durante décadas, uma mitologia rica desenvolveu-se em torno da afirmação de que os engenheiros da Alemanha nazista desenvolveram secretamente uma ou mais aeronaves super-sofisticadas em forma de disco e mísseis não tripulados, e que essa tecnologia foi apropriada pelos EUA ou pela União Soviética no período pós guerra.
Os nomes de Schriever, Miethe, Habermohl, Belluzzo estão associados a algumas dessas histórias, e as localizações das plantas secretas onde essas naves foram supostamente construídas variam de Praga a Stettin, e até fábricas subterrâneas sombrias no lendário ‘reduto nazista do sul’.

Fonte do vídeo: Martin Mikuaš

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bulgária: Pesquisador afirma que NAZISTAS CHEGARAM À LUA, partindo de uma Base na Antártica

Os nazistas foram os primeiros a pisar na Lua – superando o astronauta norte-americano Neil Armstrong por 27 anos, de acordo com uma teoria da conspiração.

Motores de foguetes nazistas confiscados depois da guerra.

Os nazistas lançaram uma nave espacial para a Lua, 27 anos antes do astronauta norte-americano Neil Armstrong colocar a pé na superfície lunar durante a missão Apolo 11, alegado de forma chocante

Adolf Hitler ordenou a uma tripulação de astronautas do Terceiro Reich  a visitarem a Lua em 1942 – no meio da Segunda Guerra Mundial, de acordo com uma teoria maluca.

Um teórico da conspiração acredita que astronautas nazistas caminharam na superfície da Lua usando um foguete desenvolvido pelos principais cientistas de Hitler.

O pesquisador búlgaro, Dr. Vladimir Terziski, afirma ter evidência” da missão que obteve sucesso do Terceiro Reich.

O engenheiro e físico sugere que os alemães desenvolveram um programa espacial com seus aliados japoneses da Segunda Guerra Mundial.

De forma notável, o Dr. Terziski dá palestras em todo o mundo apresentando sua teoria.

Ele ainda afirma que os alemães estabeleceram uma base na Lua após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Isso se relaciona às alegações de que os nazistas derrotados fugiram para a Antártica depois da guerra, e trabalharam no seu programa espacial secreto a partir daí.

Os cientistas nazistas, liderados pelo general da SS, Hans Kammler, que supervisionou o programa de foguete de Hitler, obtiveram êxito neste projeto.

A base secreta da Antártica foi chamada Neu-Schwabenalnd, segundo as palestras do Dr. Terziski.

Ele também afirma que testes foram realizados a partir de esconderijos nazistas na América do Sul, para onde muitos oficiais principais escaparam.

O especialista acredita que o rápido aumento dos avistamentos de OVNIs da década de 1940 eram naves de teste nazistas.

Ele disse:
Os alemães pousaram na Lua no início de 1942, utilizando seus grandes discos de foguetes exo-atmosféricos do tipo Miethe e Schriever.
Desde o primeiro dia de pouso na Lua, os alemães começaram a cavar túneis sob a superfície e, no final da guerra, havia uma pequena base de pesquisa nazista na Lua.

No entanto, a teoria foi criticada como sendo pura fantasia pelos acadêmicos.

Colin Summerhayes, um geólogo da Universidade de Cambridge, publicou um documento acadêmico de 21 páginas para refutar a existência da suposta base OVNI Nazista secreta no Pólo Sul.

Ele concluiu:
Os alemães não construíram uma base secreta antes, durante ou imediatamente após a Segunda Guerra Mundial.

Contudo, houve um grande interesse no voo espacial entre os nazistas.

A Alemanha tinha tecnologia avançada de foguetes que foi usada para desenvolver as aterradoras bomba V1 e V2, que faziam chover a morte na Grã-Bretanha.

Bombas V-2

O Terceiro Reich também desenvolveu um “disco voador” – a asa voadora Horten Ho 229, que muitas vezes alimenta as teorias dos OVNIs nazistas.

Werner von Braun foi principal cientista alemão que
ajudou os Estados Unidos em seus projetos espaciais.
E, ex-cientistas nazistas de foguetes foram fundamentais para que o verdadeiro primeiro homem chegasse à Lua, Neil Armstrong.

Os EUA recrutaram cientistas nazistas para ajudar a desenvolver o programa espacial que viu a Apolo 11 pousar na Lua em 1969.

Sua ajuda foi em troca de eles não enfrentarem a justiça por crimes de guerra.

Tudo começou em 1945, após a rendição da Alemanha, quando os EUA começaram a recrutar cientistas nazistas para ajudarem com o contínuo esforço de guerra contra o Japão no Pacífico.

Os homens responsáveis ​​pelo mortal foguete V2 que atingia Londres foram indultados em troca de sua cooperação. Muitos deles foram mais tarde instrumentais no desenvolvimento do programa espacial dos EUA.


domingo, 21 de maio de 2017

ANTÁRTIDA: Satélite Encontra Objeto Massivo Sob a Capa de Gelo


Cientistas acreditam que um objeto maciço, que poderia mudar nossa compreensão da história está escondido sob a cobertura do gelo antártico. A enorme e misteriosa “anomalia” é pensado para estar espreitando sob os resíduos congelados de uma área chamada Wilkes Land. Esta “anomalia de gravidade foi descoberta pela primeira vez em 2006, quando os satélites da NASA detectaram alterações gravitacionais que indicavam a presença de um objeto enorme encontrado no meio de uma cratera de impacto.

Segundo o jornal britânico The Sun, cientistas estão desconcertados por observações bizarras de gigantesca “anomalia” enterrada sob a calota polar. Ela se estende por uma distância de 243 quilômetros de diâmetro e tem uma profundidade máxima de cerca de 848 metros.

Alguns pesquisadores acreditam que são os restos de um grande asteroide verdadeiramente maciço que teria mais do dobro do tamanho da rocha espacial Chicxulub que varreu os dinossauros da face da Terra ao cair próximo à Península do Yucatan, no  Golfo do México, há cerca de 65 milhões de anos.

Se essa explicação for verdadeira, poderia significar que este asteroide assassino causou o evento de extinção Permiano-Triássico que matou 96 por cento das criaturas dos oceanos do planeta e até 70 por cento dos organismos vertebrados que viviam em terra.

No entanto, as mentes mais selvagens da Internet criaram suas próprias teorias, com alguns teóricos da conspiração alegando que poderia ser uma enorme base de OVNIs ou um portal para um misterioso submundo chamado a Terra Oca (Inner Earth).

Esta “anomalia de gravidade encontrada na região de Wilkes Land” foi descoberta pela primeira vez em 2006, quando os satélites da NASA detectaram alterações gravitacionais que indicavam a presença de um objeto enorme encontrado no meio de uma cratera de impacto com cerca de 300 milhas (480 km) de largura.

Agora a internet se iluminou com a discussão das observações misteriosas após a equipe de caça OVNI do Team10 postar um vídeo no YouTube sobre essa anomalia.

Até hoje, os cientistas não têm ideia ou modo de descobrir exatamente o que está enterrado profundamente sob essa espessa plataforma de gelo”, disse o narrador no vídeo. “Este continente congelado tem estado envolto em um mistério por sua própria conta há décadas“. A equipe do Team10 sugeriu que os nazistas construíram bases secretas e subterrâneas na Antártida durante a Segunda Guerra Mundial, que foram projetadas para serem usadas por discos voadores desenvolvidos pelos próprios cientistas nazistas.

Com o degelo da Antártica, começam a surgir várias
entradas para o interior do terreno em diferentes locais
Os caçadores de OVNIs acrescentaram: “Há alguma evidência de que isso vem à luz nos últimos anos, que imagens pretendem mostrar várias entradas construídas no lado das montanhas, com um formato ovaloide e em uma altitude muito elevada. Isso levanta a questão: como você entraria por essas entradas sem algo que pudesse voar e tivesse a mesma forma da abertura no terreno?

Também foi comentado que no final da década de 1940, logo após o fim da segunda guerra mundial, a Marinha dos EUA efetuou uma missão especial com porta aviões, destróieres e cerca de seis mil soldados, chamada de Operação High jump, para investigar o misterioso continente.

Leia mais a respeito AQUI.
Esta expedição, que os teóricos da conspiração acreditam ter sido uma tentativa de encontrar a entrada para um mundo secreto escondido debaixo da Terra. No entanto, o cientista que primeiro avistou a anomalia acredita que é realmente a evidência de uma cratera de impacto de um meteoro ou asteroide maciço.

Este impacto na região de Wilkes Land é muito maior do que o impacto que matou os dinossauros, e provavelmente teria causado danos catastróficos ao planeta na época”, disse Ralph von Frese, que foi professor de ciências geológicas na Universidade Estadual de Ohio, quando descobriu a existência da “imensa cratera” em 2006.

Todas as mudanças ambientais que resultariam do impacto teriam criado um ambiente altamente cáustico, que seira realmente difícil de suportar, então faz sentido que a vida quase tenha sido extinta naquela época”.



Haverá muitas mudanças dramáticas no clima do planeta, muitas mudanças nas condições meteorológicas  na medida em que o TEMPO DA GRANDE COLHEITA se APROXIMA RAPIDAMENTE ao longo dos próximos anos. Você vai ver a velocidade do vento em tempestades ultrapassando 300 milhas (480 quilômetros) por hora, às vezes. Deverão acontecer fortes tsunamis e devastação generalizada NAS REGIÕES COSTEIRAS, e emissão de energia solar (CME-Ejeção de Massa Coronal do Sol)  que fará  importante fusão e derretimento das calotas de gelo nos polos, e subseqüente aumento drástico no nível do mar, deixando muitas áreas metropolitanas submersas em todo o planeta“ - Fonte


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Nazistas Descobriram Base Anunnaki na Antártida, Afirma Almirante Alemão - [VÍDEO]

Peças de um grande quebra-cabeças espalhadas ao redor do mundo. Com os atuais acontecimentos misteriosos na Antártida, uma velha teoria está sendo ressuscitada: que os nazistas alemães em 1930 podem ter encontrado uma base Anunnaki secreta no Polo Sul. 


De acordo com várias expedições feitas pela Rússia, nazistas e mais tarde por americanos verifica-se que descobriram várias bases Anunnaki antigas na Antártica. Uma das citações mais interessantes sobre Neuschwabenland e Antarctica vem do marinheiro alemão Almirante Karl Dönitz, que disse que: “A frota de submarino alemão se orgulha de ter construído para o Führer em outra parte do mundo um Shangri-La em terra, uma fortaleza inimaginável.”

Pouco depois dos nazistas terem feito sua primeira incursão na exploração da Antártica, os Estados Unidos descobriu que eles estavam fazendo e decidiram lançar uma missão de exploração. Os cientistas americanos que fizeram a viagem alegaram que, enquanto eles estavam lá, eles testemunharam uma nave em forma de disco flutuando sobre as águas geladas do litoral da Antártida.

Existe alguma evidência sugerindo que existe uma antiga civilização tecnologicamente avançada enterrada sob as espessas camadas de gelo na Antártica?

Confira o vídeo para saber mais:


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como os Ingleses dividiram o Mundo Árabe


O desenvolvimento dos modernos Estados nacionais em todo o mundo árabe é um processo fascinante e comovente. Há 100 anos, a maioria dos árabes faziam parte do Império Otomano / Califado, um grande Estado multiétnico com sede em Istambul. Hoje, um mapa político do mundo árabe parece um quebra-cabeça muito complexo. Um curso complexo e intrincado de eventos na década de 1910 trouxeram o fim dos otomanos e a ascensão dessas novas nações com fronteiras que cortam todo o Oriente Médio, dividindo os muçulmanos uns dos outrs. Embora existam diversos fatores que tenham levado à isso, o papel que os britânicos fizeram nesta tarefa era muito maior do que qualquer outro participante na região. Em três acordos separados, eles fizeram promessas conflitantes em que os britânicos tiveram que sustentar. O resultado foi uma confusão política que dividiu uma grande parte do mundo muçulmano.


A eclosão da Primeira Guerra Mundial

O Império Otomano, em 1914, no início da guerra
No verão de 1914, eclodiu a guerra na Europa. Um complexo sistema de alianças, uma corrida armamentista militarista, ambições coloniais e má gestão geral nos níveis mais altos do governo levaram a esta guerra devastadora que tiraram a vida de 12 milhões de pessoas entre 1914 e 1918. No lado “Aliados” estavam os impérios da Grã-Bretanha, França e Rússia. O poder “Central” consistiu na Alemanha e da Áustria-Hungria.

A princípio, o Império Otomano decidiu permanecer neutro. Eles não eram quase tão fortes quanto qualquer um dos outros países que lutavam na guerra e eram assolados por ameaças internas e externas. O sultão otomano / califa era nada mais do que uma figura de proa, neste ponto, com o último sultão poderoso, Abdulhamid II, tendo sido derrubado em 1908 e substituído por um governo militar liderado pelos “Três Pashas”. Eles eram do grupo ocidentalizado secular, os Jovens Turcos. Financeiramente, os otomanos estavam em um dilema grave, devido a enormes dívidas para as potências européias que eles não foram capazes de pagar. Depois de tentar se juntar ao lado dos Aliados e serem rejeitados, os otomanos alinharam com as Potências Centrais em outubro de 1914.

Os britânicos imediatamente começaram a conceber planos para dissolver o Império Otomano e expandir seu império no Oriente Médio. Eles já tinham o controle do Egito desde 1888 e da Índia desde 1857. O Oriente Médio otomano estava bem no meio dessas duas colônias importantes e os britânicos estavam determinados a exterminá-lo como parte da guerra mundial.
A Revolta Árabe

Uma das estratégias britânicas foi transformar os assuntos árabes do Império Otomano contra o governo. Eles encontraram um ajudante pronto e disposto no Hejaz, a região ocidental da Península Arábica. Sharif Hussein bin Ali, o emir (governador) de Makkah entrou em um acordo com o governo britânico para se revoltar contra os otomanos. Suas razões para aliar-se com os britânicos contra outros muçulmanos permanece incerto. As possíveis razões para a sua revolta foram: desaprovação com os objetivos nacionalistas turcos dos Três Pashas, uma rixa pessoal com o governo otomano ou simplesmente um desejo de ter seu próprio reino.

O que quer que suas razões tenham sido, Sharif Hussein decidiu revoltar-se contra o governo otomano em aliança com os britânicos. Em troca, os britânicos prometeram fornecer dinheiro e armas para os rebeldes para ajudá-los a lutarem contra o exército muito mais organizado Otomano. Além disso, os britânicos prometeram-lhe que, depois da guerra, ele teria seu próprio reino árabe que cobriria toda a Península Arábica, incluindo a Síria e o Iraque. As cartas em que os dois lados negociavam e discutiam a revolta são conhecidas como as Correspondências McMahon-Hussein , já que Sharif Hussein estava se comunicando com o alto comissário britânico no Egito, Sir Henry McMahon.

Rebeldes árabes com os britânicos projetando
a bandeira da revolta árabe
Em junho de 1916, Sharif Hussein levou seu grupo de guerreiros armados beduínos do Hejaz em uma campanha armada contra os otomanos. Dentro de poucos meses, os rebeldes árabes conseguiram capturar inúmeras cidades do Hejaz (incluindo Jeddah e Makkah) com a ajuda do exército e da marinha britânica. Os britânicos prestaram apoio na forma de soldados, armas, dinheiro, conselheiros (incluindo o “lendário” Lawrence da Arábia) e uma bandeira. Os britânicos no Egito elaboraram uma bandeira para os árabes para usarem em batalha, que era conhecida como a “Bandeira da revolta árabe”. Esta bandeira se tornaria mais tarde o modelo para outras bandeiras árabes de países como a Jordânia, Palestina, Sudão, Síria e Kuwait.

Como a Primeira Guerra Mundial atravessou os anos 1917 e 1918, os rebeldes árabes conseguiram capturar algumas das principais cidades dos otomanos. Os britânicos avançaram na Palestina e no Iraque, capturando cidades como Jerusalém e Bagdá, os árabes ajudou-os através da captura de Amman e Aqaba. É importante notar que a Revolta Árabe não teve o apoio de uma grande maioria da população árabe. Foi um movimento minoritário de quase 2000 membros da tribo liderada por alguns líderes que procuravam aumentar seus próprios poderes. A grande maioria dos povos árabes ficou longe do conflito e não apoiaram os rebeldes ou o governo otomano. O plano de Sharif Hussein para criar seu próprio reino árabe foi um sucesso até agora, se não fosse por outras promessas que os britânicos fariam.


O Acordo Sykes-Picot

Antes que a revolta árabe pudesse mesmo começar e antes de Sharif Hussein criar seu reino árabe, os britânicos e franceses tinham outros planos. No inverno de 1915-1916, dois diplomatas, Sir Mark Sykes da Grã-Bretanha e François Georges-Picot da França secretamente se reuniram para decidir o destino do mundo árabe pós-otomano.

Controle britânico e francês de acordo com o Acordo Sykes-Picot

De acordo com o que se tornaria conhecido como o Acordo Sykes-Picot, os britânicos e franceses concordaram em dividir o mundo árabe entre si. Os britânicos estavam a tomar o controle do que é hoje o Iraque, Kuwait e Jordânia. Aos franceses foram dados Síria moderna, Líbano e sul da Turquia. O estado da Palestina foi determinado posteriormente, com a ambição sionista sendo tomada em conta. As zonas de controle que os britânicos e franceses criaram permitiram uma certa quantidade de autonomia árabe em algumas áreas, embora com controle europeu sobre esses reinos árabes. Em outras áreas, os britânicos e franceses foram prometidos controle total.

Apesar de ter sido concebido para ser um acordo secreto para um pós-Primeira Guerra Mundial do Oriente Médio, o acordo ficou conhecido publicamente em 1917, quando o governo russo bolchevique o expôs. O Acordo Sykes-Picot contradisse diretamente as promessas feitas pelos britânicos para Sherif Hussein e causou uma quantidade considerável de tensão entre os britânicos e árabes. No entanto, este não seria o último dos acordos conflitantes que os britânicos fariam.


A Declaração Balfour

Outro grupo que queria seu espaço no poder no cenário político do Oriente Médio foram os sionistas. O sionismo é um movimento político que apela à criação de um Estado judeu na Terra Santa da Palestina. Tudo começou em 1800 como um movimento que buscou encontrar uma pátria fora da Europa para os judeus (a maioria dos quais viviam na Alemanha, Polônia e Rússia).

Arthur Balfour e a Declaração Balfour original
Eventualmente os sionistas decidiram pressionar o governo britânico durante a Primeira Guerra Mundial para que permitissem se estabelecerem na Palestina após a guerra tivesse acabado. Dentro do governo britânico, haviam muitos que eram simpáticos a esse movimento político. Um deles foi Arthur Balfour, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. Em 2 de novembro de 1917, ele enviou uma carta ao barão Rothschild, um líder na comunidade sionista. A carta declarou apoio oficial do governo britânico para os objetivos do movimento sionista para estabelecer um Estado judeu na Palestina:

“O ponto de vista do governo de Sua Majestade é a favor do estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e vai usar seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades existentes de não-judeus na Palestina, ou os direitos e estatuto político dos judeus em qualquer outro país.”

Três acordos conflitantes

Em 1917, os britânicos tinham feito três acordos diferentes com três grupos diferentes prometendo três futuros políticos diferentes para o mundo árabe. Os árabes insistiram em terem seu reino árabe que foi prometido a eles através de Sharif Hussein. Os franceses (e próprios britânicos) planejavam dividir essa mesma terra entre si. E os sionistas deveriam receber a Palestina como prometido por Balfour.

Em 1918, a guerra terminou com a vitória dos Aliados e a completa destruição do Império Otomano. Embora os otomanos existissem nominalmente até 1922 (e o califado existisse nominalmente até 1924), todos as ex-terras Otomanas estavam agora sob a ocupação européia. A guerra acabou mas o futuro do Oriente Médio ainda estava em disputa entre três lados diferentes.

Os mandatos que a Liga das Nações, criaram após a Primeira Guerra Mundial

Qual lado ganhou? Nenhum totalmente conseguiu o que queria. No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações (precursora da Organização das Nações Unidas) foi estabelecida. Uma de suas tarefas era dividir as terras otomanas conquistadas. Ela elaborou “mandatos” para o mundo árabe. Cada mandato deveria ser governado pelos britânicos ou franceses “até o momento em que eles fossem capazes de se governarem sozinhos.” A Liga foi a que elaborou as fronteiras que vemos nos mapas modernos políticos do Oriente Médio. As fronteiras foram traçadas sem levar em conta os desejos das pessoas que viviam lá ou ao longo de fronteiras étnicas, geográficas ou religiosas – elas eram verdadeiramente arbitrárias. É importante notar que, ainda hoje, as fronteiras políticas no Oriente Médio não indicam diferentes grupos de pessoas. As diferenças entre os iraquianos, sírios, jordanianos, etc. foram totalmente criadas pelos colonizadores europeus como um método de dividir os árabes uns contra os outros.

Através do sistema de mandato, os britânicos e os franceses foram capazes de obterem o controle que queriam sob todo o Oriente Médio. Para Sharif Hussein, seus filhos foram autorizados a governarem com esses mandatos sob a “proteção” britânica. O Príncipe Faisal foi feito rei do Iraque e da Síria e o príncipe Abdullah foi feito rei da Jordânia. Na prática, porém, os britânicos e franceses tinham autoridade real sobre essas áreas.

Para os sionistas, eles foram autorizados pelo governo britânico a se estabelecerem na Palestina, embora com limitações. Os britânicos não queriam irritar os árabes que já viviam na Palestina, então eles tentaram limitar o número de judeus com permissão para migrar para a Palestina. Isto enfureceu os sionistas, que procuravam formas ilegais de imigrar ao longo das décadas de 1920 e 1940, bem como os árabes, que viram a imigração como a invasão da terra que havia sido deles desde que Salah al-Din a libertou em 1187.

A confusão política que a Grã-Bretanha criou no rescaldo da Primeira Guerra Mundial permanece até hoje. Os acordos concorrentes e os países subseqüentes que foram criados para desunir um muçulmanos do outro levou à instabilidade política em todo o Oriente Médio. O surgimento do sionismo juntamente com a desunião dos muçulmanos na região levou a governos corruptos e declínio econômico para o Oriente Médio como um todo. As divisões que os britânicos instituiram no mundo muçulmano permanecem fortes até hoje, apesar de terem sido inteiramente criadas dentro dos últimos 100 anos.


Bibliografia

  • Fromkin, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. New York: H. Holt, 2001.
  • Hourani, Albert Habib. A History Of The Arab Peoples. New York: Mjf Books, 1997. Print.
  • Ochsenwald, William, and Sydney Fisher. The Middle East: A History. 6th. New York: McGraw-Hill, 2003. Print.