Mostrando postagens com marcador Polícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polícia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A Tragédia do Edifício Joelma e o Mistério das 13 Almas.


Sexta feira, 1 de fevereiro de 1974, cerca de 08:50 horas. Um princípio de incêndio, aparentemente causado pelo curto-circuito em um aparelho de ar condicionado e talvez devido a uma sobrecarga elétrica, irrompe no 12° andar do Edifício Joelma - uma portentosa unidade comercial situada na Avenida Nove de Julho 225, no centro nervoso da maior cidade do Brasil, São Paulo. 

Naquele momento, cerca de 800 pessoas estavam no edifício, espalhadas pelos inúmeros escritórios dos seus 25 andares. Do primeiro ao décimo andares estavam situados os estacionamentos para veículos. E exatamente do décimo-primeiro ao vigésimo quinto todos os andares estavam ocupados pelos escritórios comerciais de um grande banco e várias empresas. Um funcionário daquele andar até tentou apagar o foco de incêndio mediante o uso de um extintor, tendo desligado o quadro geral de força. Porém, devido à existência de materiais altamente inflamáveis na própria estrutura do prédio, nada mais podia ser feito. E como o prédio não era dotado de infra-estrutura para incêndios, o alarme se limitou ao aviso verbal desse funcionário somente aos que ocupavam o andar superior. Os demais que estavam no interior do prédio não puderam, portanto, ser avisados a tempo!

Aquilo que parecia se tratar de um incêndio até de certa forma facilmente controlável e sem maiores conseqüências, no entanto veio a se transformar em uma das maiores tragédias do Brasil. O fogo começava a se alastrar rapidamente.

O Corpo de Bombeiros da cidade foi acionado, chegando às 09:10 horas, e os seus valorosos homens logo deram início aos trabalhos de contenção das chamas.

Pouco a pouco, porém, o fogo infernal subia exatamente para onde se situavam os andares habitados.

Todos os que estavam lá dentro ficaram verdadeiramente acuados em uma armadilha mortal. Simplesmente não podiam descer, vencendo a enorme e monstruosa barreira de fogo e fumaça que crescia assustadoramente e cada vez mais.

Um constatação aterrorizante então se fez: devido à altura do edifício, as escadas Magirus, tanto para o trabalho dos Bombeiros quanto para o salvamento das vítimas, somente alcançavam o décimo-terceiro andar.

Como uma força sinistra e avassaladora, o fogo logo cercou todo o enorme edifício. E não tardou a atingir todos os andares superiores do Joelma. E somente aqueles que estavam nos andares abaixo do princípio do pavoroso incêndio conseguiram ser resgatados. Mais acima, o horror flamejante tomava conta do enorme edifício. Os vidros explodiam devido à enorme pressão do fogo. 

Além do fogo, havia uma outra ameaça mortal: a enorme cortina de fumaça, altamente tóxica devido à queima dos materiais, subia descontroladamente e com uma infernal temperatura de 700 graus. As pobres vítimas, acuadas pelo fogo, que chegavam às janelas para tentarem respirar, tinham os seus aparelhos respiratórios inapelavelmente queimados, quase que instantaneamente e de maneira horrível, morrendo asfixiadas.

Cenas de um inusitado horror então se sucediam: tentando escapar daquele verdadeiro inferno, as pessoas improvisavam cordas para, descendo perigosamente de andar em andar, tentarem chegar à escadas dos Bombeiros, postadas muito abaixo delas! Muitos caíram, voando para a morte, durante essas desesperadas e infrutíferas tentativas.

O desespero das vítimas que tentavam mutuamente se ajudar nesses momentos difíceis era acompanhado com horror pelas centenas de testemunhas que, impotentes no sentido de ajudar, se aglomeravam lá em baixo.

Os heroicos soldados do fogo, através de arriscadas operações, conseguiram a duras penas salvar muitas pessoas, improvisando da melhor maneira que podiam os parcos meios de resgate de que dispunham. Arriscando as suas próprias vidas, no limite, para ajudar seus semelhantes. Muitos desses valorosos homens tombaram no estrito cumprimento do dever. E não fosse pela coragem, pela bravura e pelo estoicismo deles, a horripilante tragédia poderia ter tido proporções ainda mais vastas e brutais.

O inferno das chamas tomava conta do Joelma. Grandes explosões ocorriam nos andares, causadas pela fortíssima pressão das chamas. O bafo da morte soprava por todos os lados. Era mesmo algo pavoroso, digno das mais horripilantes cenas de um filme de terror.

Em total desespero, presas nas suas salas e acuadas pelo fogo, quarenta pessoas preferiram se atirar dos altos andares do Joelma a morrerem horrivelmente queimadas pelas chamas! Cenas do mais puro horror se desenrolavam a cada momento. Absolutamente impossível tentar descrever a dor, o horror, o pânico e o desespero dessas pobres pessoas.

Não tendo quaisquer possibilidades de descerem, muitas pessoas correram para o terraço do Joelma, lá ficando encurraladas pelas chamas que subiam cada vez mais. A única solução para tentar resgatá-los foi o acionamento dos helicópteros da Polícia do Estado e do Corpo de Bombeiros. Foi, todavia, uma tarefa árdua e muito difícil uma vez que as telhas de amianto que o recobriam, as escadas e a profusão de madeiras impediam que as aeronaves pousassem.

 

 

Lá em cima, o pânico e o horror eram generalizados. Nem todos podiam ser salvos de uma única vez. Alguns, tomados por total desespero, se agarravam de qualquer maneira aos squids dos helicópteros para tentarem escapar, colocando assim em risco a própria estabilidade dos aparelhos. Mas não havia outra saída, era tentar a sorte ou morrer queimado.


E também se deve ao heroico trabalho dessas abnegadas tripulações o resgate de muitas vítimas, presas naquele infernal e mortífero terraço do Joelma. Porém, a tragédia ficou ainda maior e muito mais horrível quando o enorme calor e os grossos rolos de fumaça passaram a impedir o trabalho de resgate dos helicópteros! Além de não haver mais qualquer visibilidade, os aparelhos - dotados de combustível altamente inflamável - corriam o risco de explodir durante as tentativas de aproximações.

 

De fato, lá em cima, o calor era tamanho que até mesmo os pára-brisas dos helicópteros, confeccionados em plexyglass, ficaram derretidos - avariando muitos deles e impedindo assim a sua operação - e até mesmo obrigando os seus hábeis pilotos a procederem arriscados pousos forçados em plena rua.


Então, já não havia mais um local seguro para aqueles que estavam aprisionados naquele topo da morte! Essa dramática foto nos mostra o fogo tomando conta do terraço. Miraculosamente, porém, uns poucos se salvaram ao se abrigarem por baixo das telhas de amianto. Saíram gravemente feridos, mas vivos. Assim, a grande maioria que lamentavelmente não pode ser resgatada nas viagens iniciais dos helicópteros teve por túmulo o infernal terraço chamejante do Joelma.

Extintas as chamas, após as várias horas do mais puro terror, um visão do terraço maldito do Joelma. Ao final do trágico balanço, ao todo foram 534 vítimas - sendo 189 mortos e 345 feridos, a maioria desses feridos horrivelmente queimada. O quadro encontrado pelas equipes de rescaldo nos diversos andares era simplesmente dantesco: quase duas centenas de cadáveres literalmente torrados em meio aos fumegantes escombros!

Na foto acima, uma imagem real, tomada durante as filmagens de um longa
metragem sobre a tragédia rodado alguns anos mais tarde no interior
do Joelma, ou Praça da Bandeira. Veja o que surgiu na revelação,
bem no lado direito da cena.
Hoje, mais de 30 anos passados da tragédia (lembremos que, na medida em que o conhecemos, não existe o "tempo" na Eternidade), o Joelma acha-se reformado e já dotado de sistemas de segurança contra fogo - segurança de que na época do sinistro não dispunha - como também mudaram o seu fatídico nome para "Edifício Praça da Bandeira". Algumas empresas e escritórios estão atualmente lá estabelecidos, mas são poucas as firmas que se atrevem a tanto. Muitos do seus enormes andares estão desocupados e solitários. Não só pela repercussão da horrível tragédia que até hoje o persegue e dá fama ao prédio de ser "amaldiçoado", como também pelas coisas horríveis e sobretudo assustadoras que acontecem lá por dentro.

Sem qualquer dúvida, existem ao nosso redor e também atuando em todo o mundo, forças e energias que desconhecemos. E não se trata de mera imaginação dos protagonistas dos fatos insólitos que se desenrolam no atual Joelma! De vez em quando, o ambientes se tornam intensamente gélidos - um frio apavorante e sem qualquer explicação lógica que surge do nada. Espectros surgem diante das pessoas, chamam por seus nomes e até mesmo são revelados nas fotografias tomadas lá por dentro. Fortes correntes de ar, gemidos apavorantes, vozes estranhas, gritos e pedidos de socorro são ouvidos naqueles ambientes mais desertos - e até mesmo naqueles ocupados! Muitos empregados do edifício, justificadamente apavorados, já pediram demissão exatamente por esses motivos. E até nas garagens muitos motoristas e entregadores de mercadorias já foram "postos para correr" diante dos "vultos" e das assombrações que subitamente os cercam. Como se poderia explicar isso?

Alguns setores da Parapsicologia diferenciam "fantasmas" daquilo que denominam "espíritos". Um "fantasma" seria uma personalidade dilacerada (geralmente causada por uma memória emocional sobrevivente das pessoas que morreram tragicamente, não tendo consciência da própria morte), que teima em permanecer no ambiente da anterior existência, ligada ao local onde efetivamente morreu - quase sempre através de uma morte violenta. Incapaz de raciocinar por si próprio, repete os movimentos finais da sua morte, um ato "inacabado" para ela, até que isso se transforme em uma espécie de obsessão. Estão mergulhados em um tipo de "limbo", uma sombria escuridão. Já o"Espírito" seria uma entidade que tem plena consciência da sua transição, sendo plenamente capaz de continuar uma existência na dimensão seguinte, podendo "sentir" e agir. De qualquer forma, AMBOS se utilizam da energia os vivos para se manifestarem! São argumentos até bastante lógicos, mas, por outro lado, não devemos desprezar uma outra hipótese: A MEMÓRIA DA NATUREZA! Tudo aquilo que nos cerca, mesmo as coisas materiais - tais como os mais diversos objetos e até os lares - guardam nas suas moléculas atômicas os registros, por assim dizer, dos fatos mais marcantes e dramáticos que nas suas proximidades e nos seus próprios ambientes se desenrolaram - uma fantástica inteligência. A Psicometria, por sinal, é a moderna Ciência que estuda isso! E principalmente nos ambientes onde coisas muito "fortes", tais como crimes, tragédias e assim por diante, se sucederam, essas "memórias" dramáticas, como se fossem um breve filme, por vezes afloram se fazendo visíveis às pessoas mais psiquicamente bem preparadas e desenvolvidas. E para tentar bloquear esse tipo de manifestação nada adianta - seja reformar, pintar, modernizar ou mesmo exorcizar.


Há, porém, um estonteante e além de tudo insolúvel mistério na tragédia do Joelma. Durante o desespero das infelizes vítimas aprisionadas em meio ao fogo e ao calor infernal, treze pessoas fizeram aquilo que jamais se faz durante um incêndio: tentaram escapar por um elevador! Logicamente, o sistema parou repentinamente de funcionar deixando-as sem qualquer defesa e presas a uma enorme altura, em uma armadilha mortal. Horrivelmente carbonizados, os treze corpos, encontrados unidos em um último abraço, foram posteriormente retirados daquele "forno" maldito e jamais puderam ser identificados, não somente dado ao estado em que se encontravam - horrivelmente carbonizados - como também pelo estranhíssimo fato de NINGUÉM ATÉ HOJE OS TER RECLAMADO! Todos foram enterrados em covas separadas e lineares, recebendo popularmente o nome de AS TREZE ALMAS DO JOELMA. Contudo, desde a época do sinistro, em 1974 e portanto já passados mais de 30 anos, algo muito estranho acontece no Cemitério São Pedro, situado no bairro paulista de Vila Alpina: estranhos gemidos, gritos de dor, pedidos de socorro, assombravam os visitantes e até mesmo os funcionários daquele cemitério! Não tardou muito até que se descobrisse a estranha fonte desses apavorantes sons: exatamente as 13 lápides das vítimas não-identificadas do Joelma! Curiosamente, quando se coloca ÁGUA sobre cada uma delas, e não nas flores que as cercam, o sons cessam - como se entidades sobrenaturais, vivendo em um limbo surrealista e paralelo, ainda se lembrassem da sua horrível morte e desesperadamente precisassem do benéfico refresco das emanações da água para minorar a sua dor.


Logo o povo - como sempre esperto, interesseiro e atento a essas coisas - começou a fazer "barganhas", assim "alimentando" a sofrida existência dessas entidades. As pessoas pedem a elas (e conseguem!) milagres dos mais diversos, sempre em troca da..... Colocação de água sobre os túmulos! Muito melhor fariam se, através de um gesto verdadeiramente Cristão e piedoso, fizessem preces de esclarecimento para que elas finalmente pudessem se libertar dos grilhões da terra e pudessem seguir em paz o seu caminhar evolutivo em direção à Luz, já enfim redimidas do seu pesado e doloroso Carma.


Mas.... Há ainda uma outra estranha circunstância, possivelmente concorrente para a horrível tragédia do Joelma. Na foto acima, proveniente dos arquivos da Polícia do Estado de São Paulo, você vê a antiga residência do Professor Paulo Ferreira de Camargo, da USP (Universidade de São Paulo), o qual no distante ano de 1948 inexplicavelmente premeditou e friamente executou a morte da sua própria mãe e das duas irmãs sem qualquer motivo aparente.


O professor (foto da direita, publicada em um jornal da época) contratou operários para escavarem um profundo poço no seu quintal. Logo fez o "serviço sujo" e dentro dele jogou os três corpos das suas familiares. Não tardou muito, porém, a todos os vizinhos e demais familiares darem por falta das três mulheres e a Polícia começou a fechar o cerco na suas investigações, as quais levavam diretamente ao tal professor como o suspeito número-1 e culpado em potencial.


Tudo teria dado certo não fosse algo bastante estranho que começou a ocorrer: o professor começou a ser atormentado pelas visões dos fantasmas das três mulheres que passaram a assombrar a casa, e somente ele as via! Certo dia, com policiais presentes na sua casa, estes já suspeitando do que continha no poço, o professor apresentava os seus álibis quando subitamente um fogo infernal surgiu no recinto: a luz de uma vela aumentou exageradamente como se fosse causar uma explosão no recinto! A partir daí, as visões fantasmagóricas das mulheres começaram a cercar o professor que, desesperado, correu para um ambiente contíguo e na presença dos policiais desferiu um tiro na cabeça, pondo fim à sua atormentada existência.


Logo depois, os corpos decompostos das três mulheres foram encontrados pela Polícia no fundo daquele poço (fotos). Quatro mortes sem qualquer razão aparente, a não ser, talvez, um estranho acesso de loucura do professor que era tido como uma pessoa séria e bastante equilibrada. 

O telurismo, isto é, as correntes negativas que comprovadamente circulam no nosso subsolo, por vezes aflora em certos "ponto negros" - notórios pelas ocorrências dos acidentes de trânsito, sempre com mortos e feridos; das tragédias mais diversas; das casas doentias; das perturbações psíquicas nos seres humanos; dos fenômenos Poltergeists, e assim por diante. E por falar em Poltergeist, a causa do repentino incêndio no Edifício Joelma foi atribuída a uma estranha sobrecarga elétrica que estranhamente não pôde ser interrompida nem mesmo desligando-se a chave de força, tal como assim o fez um funcionário de uma firma tão logo detectou o problema. O seu extintor forçosamente deveria ter sido capaz de deter o fogo logo no seu início, o que também não aconteceu..... Um sintoma bastante claro do fogo que surge do nada e se torna incontrolável - fenômeno tipicamente associado ao telurismo e conhecido como Poltergeist. Estranho? Sim, mas trata-se de um fenômeno real que a Ciência não consegue explicar. Mas, voltemos ainda à casa amaldiçoada do professor assassino. 

Depois daqueles bárbaros e cruéis crimes que tiveram grande repercussão a tal casa foi evitada, ficou conhecida como"mal assombrada", e ninguém mais a quis habitar - nem mesmo os herdeiros e os sucessores do tal professor! O tempo passou e ela, abandonada, foi finalmente vendida e demolida. E qual teria sido mesmo o endereço dessa casa?

Precisamente, Avenida Nove de Julho, 225 - O MESMO LOCAL ONDE, EM 1972, FOI CONSTRUÍDO O FATÍDICO EDIFÍCIO JOELMA.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

José Padilha, diretor de 'Tropa de Elite' abre o verbo sobre o Brasil

José Padilha e um retrato do que é o Brasil sem maquiagem.

José Padilha, diretor de 'Tropa de Elite', 'Tropa de Elite 2' e 'Robocop' revela que resolveu deixar o Brasil depois de sofrer uma tentativa de sequestro por POLICIAIS e fala sobre segurança pública: 

“Antes de ocupar a favela, você tem que ocupar o batalhão de polícia”.

Um retrato fiel do que é o Brasil por trás de tanta fantasia midiática entorpecedora.


Fonte: RevistaTrip

domingo, 19 de janeiro de 2014

Trabalhadores negros causam ‘Poluição visual e mau cheiro’, disse administrador de condomínio da Barra


O objetivo, para a maioria, era realizar os exames médicos para, em breve, iniciar um emprego novo. Mas a expectativa transformou-se em frustração na porta do condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Barrados na entrada, 18 trabalhadores ainda ouviram um administrador dos edifícios dizer que causariam “poluição visual e mau cheiro” no espaço, segundo consta no registro de ocorrência feito na 16º DP (Barra) na noite desta quarta-feira. A ofensa também foi presenciada por um PM que foi ao local atender o chamado.


O cardiologista Renato Sérgio Fernandes Pinto,
sócio da clínica BioCardio - Foto: Thiago Lontra
O grupo começou a chegar ao endereço, situado no número 3.500 da Avenida das Américas, por volta das 8h. O destino de todos era a clínica BioCardio, especializada em medicina do trabalho, que ocupa três salas no quarto andar do bloco 7. Com idades variando entre 18 e 59 anos, alguns deles negros, boa parte dos pacientes iria começar a atuar em funções como pedreiro, ajudante de pedreiro e servente, entre outras, nas obras da Linha 4 do Metrô. Após realizarem exames de raio-x e de sangue num laboratório próximo, veio a surpresa: nenhum deles conseguiu autorização para se dirigir à clínica.

As tratativas com a equipe de segurança e com a administração do condomínio, capitaneadas pelo cardiologista Renato Sérgio Fernandes Pinto, sócio da BioCardio, duraram mais de quatro horas - em jejum para os exames, os trabalhadores não comiam nada desde a véspera. Apenas por volta de 15h, depois da ameaça do médico de acionar a PM, o acesso foi liberado. O grupo, contudo, não aceitou a oferta, e preferiu aguardar a chegada do policial. A essa altura, já haviam ouvido seguranças pedirem “para que não tocassem as paredes”. Mais tarde, na presença de um PM, escutaram Felipe Alencar Gilaberte, administrador do Le Monde, proferir a frase sobre poluição visual e mau cheiro.

- Houve uma total discriminação. E não foi a primeira vez, trata-se de uma briga antiga que eu tenho com o condomínio. Dizem que a nossa clínica não deveria funcionar aqui, devido ao tipo de público que atendemos. Acredito que me criam esse tipo de constrangimento para tentar forçar uma mudança de endereço - afirmou o doutor Renato Sérgio.

Ação contra o condomínio

A clínica BioCardio funciona no Le Monde há cerca de 2 anos. Em novembro do ano passado, o estabelecimento entrou com uma ação contra o condomínio por conta de problemas como o desta quarta-feira. O registro de ocorrência feito na 16ª DP, inclusive, será anexado ao processo.

Injúria e desobediência

No registro, que tem o administrador Felipe Alencar Gilaberte como alvo, constam os crimes de injúria e de desobediência - esse segundo por conta do desrespeito a uma lei que proíbe a restrição de acesso pela entrada social de edifícios residenciais e comerciais.

Versão do Le Monde

Na porta da delegacia, cercado por três advogados que inicialmente o aconselharam a não conversar com o EXTRA, Felipe deu a sua versão para os fatos. Segundo ele, a confusão na portaria ocorreu porque o grupo teria se negado a apresentar seus documentos de identificação.

‘Isso é história’

O administrador também negou que tenha ofendido os trabalhadores, embora o próprio PM tenha confirmado em seu depoimento o uso dos termos “poluição visual” e “mau cheiro”. Felipe acusou a BioCardio de ter inventado essa versão: “Isso é história do proprietário, que quer atender cem pessoas por dia”.

Trabalhadores mostram documentos referentes ao caso - Foto: Thiago Lontra

'Aquilo é para carga e descarga'

Depoimento do operador de escavadeira Leonardo Moraes da Silva, de 31 anos

“Essa foi a terceira vez que fui nessa clínica, e em todas fui tratado da mesma forma: cheguei na portaria e me mandaram dar a volta por trás, para subir pelo elevador de carga. É humilhante, porque o próprio nome diz: aquilo é para carga e descarga. E o que disseram sobre os documentos é mentira, porque entreguei a minha carteira de habilitação na entrada e mesmo assim me fizeram passar por tudo isso”.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 19 de junho de 2013

OVNI / UFO sobrevoa manifestantes em São Paulo

E os "carinhas" de fora estão documentando o que acontece nestes Brasis!

Bom, não tem cara de ser algo forjado, mas deixamos a conclusão a cargo dos leitores.

Fonte: facebook.com


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Protestos em São Paulo - O que a mídia comprada não mostra!

A intenção desse post não é dizer o que é certo e errado, dizer como um ou outro lado deve agir, mas só mostrar o outro lado da moeda, aquele que os noticiários na TV que falam dos “vândalos” não vão mostrar, aquele diferente do que a tendenciosa Veja mostra, dos policias heróis que salvam a cidade em perigo.

Bem, na TV  você não vai ver:

01. A matéria do jornalista Elio Gaspari (O Globo) que afirma que a Polícia começou o confronto armado.

Artigo aqui.

02. E se preferir uma segunda opinião para acreditar, a jornalista da Band que confirma que a polícia começou a violência.


03. Quando os policias começaram a atirar na imprensa, mesmo ela se identificando:


Fonte do vídeo: PortaldoPSTU

04. A conversa presenciada em plena Avenida Paulista (na manifestação de terça) POR MIM, QUE VOS ESCREVO, ao sair do Conjunto Nacional em direção à minha casa:


05. O policial que foi filmado quebrando O P-R-Ó-P-R-I-O vidro da viatura.

É isso mesmo que vocês leram e viram. O policial quebrou o vidro da viatura dele para culpar manifestantes.
Fonte do vídeo: Senhor VeTudo

06. As bombas de gás lacrimogênio vencidas há 3 ANOS, que como o próprio fabricante diz: OFERECEM PERIGO SE FORA DA VALIDADE.



07. O jornalista da Carta Capital que foi preso porque estava carregando vinagre na mochila. VI-NA-GRE. É PROIBIDO CARREGAR VINAGRE AGORA?


Fonte do vídeo: tv Carta


08. Quando a Tropa de Choque jogou bombas e atirou em manifestantes na calçada por gritarem “SEM VIOLÊNCIA”.



Fonte do vídeo: Facebook


09. Aliás, gritar “SEM VIOLÊNCIA” já era motivo para você levar tiro, mesmo que estivesse na calçada (sem atrapalhar o trânsito) e sem destruir nem agredir fisicamente nada nem ninguém:


Fonte: UOL


10. Esse perigoso manifestante que tem uma ameaçadora flor. Vai que é uma flor bomba né minha gente?



11. O promotor esquentadinho preso no trânsito que disse que se os manifestantes que estavam atrapalhando o dia dele fossem mortos, ele arquivaria o inquérito policial:

Diz ele que estava apenas extravasando.

12. A repórter da Folha, Giuliana Vallone, que foi atingida no olho.


Trabalhando, e tentando ajudar pessoas perdidas na rua, Giuliana levou um tiro na cara.


13. O policial que disse que ia dar voz de prisão a QUEM USASSE MÁSCARA, E IRRITADINHO,  RESOLVEU DISPERSAR O PESSOAL COM SPRAY DE PIMENTA. Será que ele tinha o direito de fazer isso? Rs.


Fonte do vídeo: liveleak.com


14. Os relatos de pessoas que viram policias arrastando pessoas feridas para fora do hospital.


15. O relato de um rapaz que foi ajudar um garoto e tomou tiro.


16. Outros relatos de abuso de poder da polícia como esse e esse.


17. O casal que apanhou às 22h40 (bem depois da manifestação), porque tinham participado dela e agora estavam em um bar.

É isso mesmo, olha aqui a matéria.

18. A professora que não tinha nada a ver com a manifestação, só estava passando, e ao tentar passar longe da confusão levou um tiro na cara.


Fonte do vídeo: UOL


19. A excelente pontaria da Tropa de Choque. (PS: os manifestantes que tentaram ajudar o senhor também levaram tiro!)



20. O rapaz que mostra que os jovens cansaram de protestar do sofá.



21. O jornalista Pedro Ribeiro, perigosíssimo hein, que precisou apanhar e ser contido por SETE policias.


Fonte do vídeo: Dalila Ferreira


22. RESUMINDO: jornalistas e cinegrafistas se dando muito mal. Porque essas pessoas que estão ali só para trabalhar, e cobrir a manifestação, representam um grande perigo para a sociedade, hein?



23. E esse tapa de luva em todo mundo que reclama que tá fazendo barulho na hora da novela.



24. E se você não leu esse texto ainda, precisa saber que não são só sobre os 20 centavos as manifestações.

    Ontem eu acordei e, como faço todos os dias quando começo a trabalhar, abri os principais sites de notícias. A manchete do G1 era Fiança para presos em ato contra tarifa será de R$ 20 mil, diz secretaria, e aí eu entendi: as manifestações estavam incomodando. Muito. A fiança só está cara assim porque o comando da PM (no caso, o governador) e a prefeitura possivelmente se deram conta de que:
    1. a manifestação é só a gota d’água pra uma onda de insatisfação generalizada dos paulistanos, não só com o preço e a ineficiência do transporte público, mas com a luta diária que é morar em SP: preços altíssimos, violência, lazer restrito a quem tem dinheiro, trânsito infernal, transporte público precário.
    2. a manifestação cresceu em número porque ali não há só estudantes: há todo tipo de pessoa comum que, como a maioria dos paulistanos, está cansado de não ser representado adequadamente pelos seus governantes.
    3. se a fiança é de R$20 mil e eles estão tentando gerar o pânico, usando técnicas de regimes ditatoriais (inflitrando agentes disfarçados no movimento e informando as pessoas sobre isso, pra gerar um clima de desconfiança generalizada), eles estão assustados. E se eles estão assustados, significa que estamos fazendo a coisa certa.
    Isso é meio óbvio, né? Tem algumas outras obviedades: que a polícia é truculenta e tem interesse em incitar violência e quebra-quebra pra que os jornais falem sobre o vandalismo dos manifestantes; que alguns manifestantes, uma parcela mínima, passa do limite e causa violência, mas que isso é natural em uma multidão de 10 mil pessoas; que o trânsito já é uma merda todo dia e que se mais um dia ele vai ficar uma merda, seria legal que você tolerasse isso, porque tem gente tentando mudar o país; e finalmente, que não se trata mais de reclamar de um aumento por causa de 20 centavos.
    Isso é tão óbvio pra mim daqui de fora e eu até acho estranho que não seja pra algumas pessoas aí no meio do bolo. Nenhum argumento (“eles quebraram tudo então perderam a razão”, “polícia tem mesmo que proteger patrimônio público”, “vagabundo não tem direito de parar o trânsito”, “20 centavos é um aumento justo em três anos”, “esses filhinhos de papai têm dinheiro pra pagar a mais na passagem, do que estão reclamando?”) invalida uma luta por um país mais decente. Não se trata de 20 centavos.
    A verdade é que qualquer pessoa que não concorde, qualquer uma, JAMAIS teve que pegar um trem lotado por anos seguidos às 18h. Eu coloco minha mão no fogo. Se teve, tem a memória muito curta. Ninguém está defendendo a violência de alguns manifestantes, também: defendemos a legitimação da manifestação mesmo com alguns membros desnecessariamente violentos, porque acreditamos que essa seja a minoria. E a verdade é que não se trata mais de 20 centavos. O aumento podia ser de 5 centavos. De 2, que seja. Não se trata disso, não é por isso que as pessoas estão na rua, e se você não percebe, te falta sensibilidade, falta civilidade, e falta viver em SP de verdade – sair do seu carro e do metrozinho que você pega na linha verde e ir morar no subúrbio. Ir viver em outra cidade pra que isso tê dê perspectiva. Ou então falta assistir o vídeo do Caetano lá em cima.
    Tomar as ruas de SP em protesto, nesse momento, se trata de gente que não aguenta mais ter que lutar pra sobreviver todo dia em uma cidade que cada vez impõe mais obstáculos pra isso.
    Aí eu publiquei esse texto no Facebook. Antes de clicar no ‘enviar’, eu quase não cliquei e postei aqui. Mas desisti quando me dei conta que no mural do Facebook ele alcançaria muito mais gente:
    Eu fico meio assim de falar estando longe, porque é fácil falar estando longe. Mas estar longe também dá uma perspectiva boa, mais ampla, então eu vou falar.
    A fiança para os detidos na manifestação é de R$20 mil reais. Tem gente que atropela e mata, paga 5 a 10 mil reais e sai andando da delegacia.
    Eles estão se assustando. E sabe por que? Porque todo mundo sabe que quem foi pra Paulista ontem não está lá por causa da passagem de ônibus – como os manifestantes na Turquia não estão lá por causa da construção de um parque. Foi só a gota d’água.
    O lance é que ninguém aguenta mais. Ninguém aguenta mais ler que a desigualdade social diminuiu e o Brasil vai ser a maior economia do mundo em 20 anos, e não conseguir sair de casa por medo de tomar um tiro na cabeça sem motivo. SP, especificamente, está sufocando todo mundo. É uma cidade violenta em todos os aspectos – não tô falando só de gente que te assalta e te sequestra, mas da violência que é esse transporte público absurdo, da violência que são esses preços absurdos, da violência que é a ausência de opções de lazer baratas ou gratuitas pra todas as classes, da violência que é ter que atravessar a cidade pra trabalhar, da violência que é o trânsito, todos os dias.
    Viver em SP é uma batalha diária, mesmo. Só percebe quem vive uma outra vida. A gente fica tão imerso em todos os esforços que tem que fazer, diariamente, pra checar vivo e íntegro em casa no fim do dia, que não percebe o quão extenuante isso é. O quanto isso acaba com a nossa saúde mental, com a nossa dignidade, com os nossos valores do que é realmente importante na vida. Eu só percebi quando saí daí e vi que outra vida era possível mesmo em uma cidade grande.
    Aliás, era isso que eu queria dizer: outra vida é possível. E se 5% das 10 mil pessoas que estiveram na rua ontem são vândalos, bom, eu acho que é preço pequeno a se pagar perto do resto, bem intencionado, que só não aguenta mais ser massacrado todos os dias e viu o aumento da passagem de ônibus como a gota d’água.
    O que eles querem é que você pense que quem está na rua é meia-dúzia de vândalos vagabundos. Molecada que não tem o que fazer, gente perigosa que precisa pagar VINTE MIL REAIS de fiança pra sair cadeia. Eles querem muito que você acredite nisso. Você sabe que não: que tinha todo tipo de gente lá. Você sabe que tá todo mundo tão puto quanto você tá. Que, como você, ninguém aguenta mais nem um segundo de conversa fiada dos nossos governantes, e que estamos tão no limite que nós, o povo apático, estamos indo pra rua (eu não estou, mas enfim) de tão putos.
    Uma vez só, tenha em mente que, se tem alguém na TV tentando te convencer de algo, você deveria acreditar justamente no contrário.
    E daí foi um show de compartilhamentos, o post virou um espaço equivalente a campo de comentários em sites de notícias e alguém até postou meu comentário em um post do Papo de Homem – com meus créditos, como se fosse eu, o que achei sensacional. Vi até meu texto sendo creditado a outras pessoas pelo Facebook (Alô Clarice Lispector, estou chegando lá).
    Bom, ontem eu li muito sobre tudo o que aconteceu. Pra quem, ingenuamente, ainda está em dúvida sobre que lado tomar, eu sugiro algumas leituras:
    Contra o aumento das tarifas de ônibus: o protesto que eu não vi pela TV, um relato sobre alguém que estava no protesto e viu os dois lados da manifestação: o da polícia truculenta e da polícia gentil, e o dos manifestantes violentos e o dos felizes;
    Vandalismo por direito, sobre como a defesa da “não-violência” interessa ao poder;
    Jovens vão às ruas e nos mostram que desaprendemos a sonhar, sobre porque tantas pessoas se incomodam com movimentos como esse;
    Não é porque não saiu na TV que não aconteceu, um tumblr com depoimentos de gente que estava na passeata;
    A gota que faltava, do Alexandre Versignassi, sobre como a inflação desencadeou os protestos;
    No YouTube, um vídeo com uma matéria jornalística que fez uma cobertura que eu considerei a mais imparcial possível, tentando reportar o que viu pelo caminho de maneira direta;
    Também no YouTube, um vídeo dos stormtroopers policiais espancando um jornalista, o Pedro Ribeiro Nogueira, de maneira covarde e sem motivo aparente;
    E se nada disso te ajudar a mostrar a verdade pra algumas pessoas, mande o vídeo definitivo de Caetano Veloso sobre a burrice, aquele lá de cima. Caetano aprovaria.

Concluindo:

É triste ver a polícia exercendo esse abuso de poder com tanta falta de preparo em manifestações populares. Mas nos resta vibrar, pois apesar de estarmos vivendo uma época em que as forças armadas agem de forma desordenada e ilegal, estamos vivendo a era da informação, na qual nós blogueiros estamos aqui para espalhar a notícia para o mundo, época em que qualquer pessoa é um reporter, basta sacar um celular. A informação não é mais unilateral, ninguém precisa engolir os absurdos da Veja ou de qualquer outro veículo que se recusa a dar voz aos dois lados, que não legitima o poder da população por lobby e interesses políticos de poucos. Acabam virando motivo de chacota ao tentarem editar uma matéria que todo mundo sabe que foi diferente.

Quanto mais os policiais agem de forma indevida, mais a população vai se revoltar. E mais ainda virá pela frente.

Fonte da matéria: melhorquebacon.com



E não deixe de ficar ligado na manifestação 
conta a PEC 3 - A PEC da Impunidade!
Saiba mais e vote contra - CLIQUE AQUI!



quarta-feira, 12 de junho de 2013

População se rebela contra o aumento da passagem no Rio de Janeiro


Na noite de ontem, dia 10 de junho, milhares de estudantes e trabalhadores tomaram as ruas do Centro do Rio para protestar contra o aumento das passagens de ônibus. Mais uma vez, em um determinado momento da manifestação, policiais da tropa de choque da PM começaram a lançar bombas e tiros de bala de borracha contra os manifestantes. A multidão resistiu corajosamente, protagonizando um dos maiores episódios de radicalização dos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. A equipe de reportagem de AND esteve no local e registrou cenas da ousada ação das massas contra as tropas de repressão do velho Estado.

Ao fim da manifestação, 33 manifestantes foram presos, segundo o representante da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Além disso, várias pessoas que passavam pelo local, ficaram intoxicadas pelas bombas de gás lançadas pela tropa de choque da PM.

O episódio mostrou a disposição da população do Rio de Janeiro em resistir aos desmandos do gerenciamento de Paes/Cabral/Dilma. O Fórum de Luta Contra o Aumento da Passagem promete que novos protestos irão acontecer no Centro do Rio até que o aumento da tarifa do ônibus seja revogado.

Para refrescar a memória, segue esta imagem abaixo, como forma de "meditação":

________________________________________­______

Acesse:

Fonte do vídeo: patrickgranja


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ministério Público pede bloqueio de bens de Lula

O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pediu à justiça o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula da Silva, a quem acusa de improbidade administrativa por ter usado verba pública com claro intento de promoção pessoal.


O bloqueio de bens tem como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente.

A acção interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula.

A missiva avisava os reformados que um convênio estabelecido entre a Segurança Social e o até então desconhecido Banco BMG lhes permitia a partir de então pedirem empréstimos a juros baixos e sem qualquer burocracia àquela instituição bancária, com o desconto das parcelas sendo feito diretamente nas reformas.

 Até aí não haveria problema, não fossem dois detalhes, que chamaram a atenção dos promotores. O BMG, único banco privado a ser autorizado na altura a realizar esse tipo de empréstimo, conseguiu a autorização em menos de duas semanas, quando o normal seriam vários meses, e as cartas, simples correspondência informativa, eram assinadas por ninguém menos que o próprio presidente da República, algo nada comum para esse tipo de aviso.

Para o Ministério Público, não há dúvida de que Lula e o então ministro da Segurança Social, Amir Lando, que também assinou as cartas e é igualmente acusado na ação  usaram a correspondência para obterem promoção pessoal e lucro político e que a ação do presidente da República favoreceu a extrema rapidez com que o BMG conseguiu autorização para operar o negócio, desrespeitando as normas do mercado. A 13.ª Vara Federal, em Brasília, a quem a ação foi distribuída, ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.


Leia mais: LULA - Bloqueio dos bens no valor de R$ 9.526.070,64 por IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pastor Marco Feliciano em esquema milionário de fraude - revela escuta


De acordo com a denúncia, deputados federais recebiam propina de empreiteiras para conseguir dinheiro para obras. Os lobistas procuravam os políticos sempre em nome de uma construtora, do Grupo Scamatti. A verba era liberada para obras de prefeituras do Estado de São Paulo por meio de emendas parlamentares. O esquema envolveria 78 prefeituras paulistas.

Um relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação de deputados, senadores e ministros nas fraudes. Além disso, a investigação aponta o empresário Olívio Scamatti como chefe da quadrilha. Ele e outras 13 pessoas estão presas.

Escutas telefônicas de conversas ocorridas em 2010 citam os nomes de Otoniel Lima, hoje deputado federal pelo PRB, e Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC, em suposto esquema de fraudes. Feliciano nega envolvimento. Otoniel Lima não foi encontrado pela reportagem do SBT para comentar as suspeitas. Reportagem exibida no SBT Brasil. 

Assista a reportagem:




domingo, 20 de janeiro de 2013

FRAUDE! - ALERTA da RECEITA FEDERAL

Nota importante: Diante da impossibilidade de verificarmos a veracidade das informações abaixo, sugerimos ao leitor que procure verificar a autenticidade das informações, antes de qualquer resolução.



Esse vai pegar muita gente!

Cuidado com este golpe. É um modelo inovador, É um modelo inovador, pois não vem por E-Mail. Você receberá uma correspondência em sua residência. 

MUITO CUIDADO!

Se receber algo no formato abaixo, DESTRUA! Jogue fora e JAMAIS acesse o endereço eletrônico mencionado na carta!





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ficha limpa precisa de lei?

Por Valdeci Rodrigues

Impressionante! Mas a cristalização de certas realidades vai turvando até o mais simples e linear dos raciocínios.

Pela mera lógica que guia a vida da maioria das pessoas, um cidadão com ficha corrida não se candidataria a cargo eletivo nenhum.

Mas presenciamos o contrário: indivíduos enroladíssimos que buscam o guarda-chuva da imunidade parlamentar para protelar o julgamento dos crimes que cometeram. Com o objetivo de saírem impunes, claro.

Sem contar o escancarado espírito de corpo que domina o Poder Legislativo, estendendo a imunidade, que deveria estar vinculada somente ao exercício parlamentar, para os crimes comuns.

Sinceramente, quando é necessária a mobilização de 1,5 milhão de pessoas, para que o Congresso Nacional aprove a Lei da Ficha Limpa, era de se esperar uma reação diferente dos políticos.

Nem vergonha os ditos-cujos sentem. Esperneiam para achar brechas na legislação - como é de costume - para fazer morta a letra da lei.

Depois, é necessária uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que os senhores transgressores das leis conformem-se de que devem, pelo menos, ter candidaturas barradas.

Como um legislador pode legislar se está respondendo na Justiça exatamente como transgressor das leis?

Questionamentos simples caem por terra diante da volúpia desses cidadãos que querem a todo custo estar com as mãos perto, bem perto dos cofres públicos.

Portanto, algo que deveria ser simples e elementar no caso de candidatos, gera um bafafá desse tamanho.

Em síntese, o desejo de roubar e continuar roubando o dinheiro do contribuinte suplanta qualquer indício das normais reações do ser humano, como a da vergonha e a do arrependimento.

Sempre - no caso dos ladrões de colarinho branco - há argumentos para sustentar a criminalidade oficial - essa que mata pela falta de hospitais, de segurança, de estradas, de cumprimento do dever etc. 

Aquele dever que cínica e criminosamente aparece em todos os discursos, escritos ou improvisados, daqueles que se arvoram em conduzir os destinos da nação precisa de uma lei para que seja cumprido.

Não é à toa que os homens com pendor para a retidão e a honestidade não se sentem atraídos pela política. Uma pena!!!



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Massacre de Pinheirinhos: A verdade não mora ao lado

Este vídeo revela os jogos de interesses na expulsão dos 9.000 moradores da ocupação Pinheirinho, de 8 anos, em São José dos Campos. Traz, também, imagens do dia da desocupação (22/01) e depoimentos sobre a truculência policial.



sábado, 21 de janeiro de 2012

PM abusa da violência mais uma vez

Mais uma vez, a Polícia Militar demonstra despreparo e truculência no trato com a população e para resolver problemas simples.

Pela amiga Analice Barreto, que presenciou o fato.


Nessa quinta-feira (19/01/2011) presenciei mais uma das atrocidades da Polícia Militar juntamente com a Guarda Municipal. 

A mulher, que visivelmente estava sob o efeito de drogas, estava 'importunando' algumas pessoas no boteco "SoKana" na Lapa. Ao pedir ajuda dos guardas municipais, a moça que estava no boteco e havia chamado a ' força' se arrependeu logo em seguida pois, eles chamaram um PM que começou a jogar spray de pimenta no rosto da mulher, bater na cara dela - mesmo esta estando imobilizada por nada mais nada menos QUATRO homens. Os seios à mostra não foram o suficiente para eles se tocarem e terem um mínimo de respeito e humanidade. 

Enquanto a mulher pedia ajuda e se debatia, enfiaram ela à força no carro da PM. Com seu pé ainda do lado de fora, eles começaram a tentar fechar a porta inúmeras vezes. Meu namorado que estava comigo, se expressou APENAS ORALMENTE a seguinte frase "Que isso?! Vão quebrar o pé dela?" . A resposta que ele obteve foi um "Seu viado, vai tomar no cú" dito pelo PM que estava no local seguido de spray de pimenta no rosto. 

Falei que era necessário chamar polícia FEMININA, e o PM - ignorantemente- tornou a responder: "Isso aqui não é Polícia dos Estados Unidos não, isso aqui é Polícia Brasileira." Como se depois das barbáries presenciadas nas favelas e na USP, alguém ainda tivesse dúvidas disso. Eu, como mulher, me senti agredida e violentada. Isso não é o retrato apenas das políticas medíocres voltadas pra mulher, ou do machismo algoz que nos atravessa dia após dia. É retrato dessa polícia cada vez mais despreparada para a ação, dessa democracia falida que anda junto com o abuso de autoridade hereditário, dessa apatia que envolvem as milhões de pessoas que continuaram tomando sua cerveja enquanto o fenômeno natural chamado violência acontecia de baixo de seus narizes. 

Obviamente, ela é Negra e Pobre.

Por Analice Barreto.