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segunda-feira, 28 de maio de 2018

A Mídia Dilui Significado da Descoberta de Papiro com "ENSINAMENTOS SECRETOS" de Jesus


por Wilson Ferreira

As notícias foram dadas como alguma coisa entre Indiana Jones, conspirações do “Código da Vinci” de Dan Brown ou sobre Jesus convenientemente próximo do Natal. As notícias sobre a descoberta do manuscrito em grego do “Primeiro Apocalipse de Tiago” (manuscrito apócrifo gnóstico até então conhecido em linguagem copta da chamada “Biblioteca de Nag Hammadi”), perdido no acervo da Universidade de Oxford, foram cercadas por uma mitologia midiática que sempre é acionada para diluir aquilo que é de mais virulento e revolucionário no Gnosticismo (razão pela qual foi tão perseguido por toda a História): os conflitos políticos e econômicos como parte do drama de uma luta cósmica entre o Bem e o Mal, sem superação dialética ou solução evolutiva. A grande mídia cobriu a descoberta como “religiosa”, diluindo a potencial ameaça às instituições desse mundo: de que Jesus não veio para nos “salvar”, mas para nos revelar algo que já existe dentro de nós – apenas nos fazem esquecer através de ilusões. E a mídia que “noticia” a descoberta do manuscrito é uma delas.

Nem tão perto do Natal para ninguém perceber a notícias, ocupados que todos estão com seus afazeres natalinos; nem tão longe do Natal o suficiente para que ninguém associe o simbolismo da descoberta com a data do nascimento de Jesus.

Por isso o timing da notícia (primeira semana de dezembro) foi perfeito e, portanto, suspeito pelos seus propósitos.

Vamos em primeiro lugar à notícia:  estudiosos encontraram a mais antiga cópia de um texto cristão apócrifo em meio ao acervo da Universidade de Oxford, uma das mais antigas do mundo.

O manuscrito é uma edição em grego do “Primeiro Apocalipse de Tiago” que reúne os chamados “ensinamentos secretos de Jesus” para o seu “irmão” Tiago – para muitos historiadores, um “irmão espiritual”. 

Esse texto já era conhecido em copta (linguagem egípcia que evoluiu dos hieróglifos) dentro da coleção de 52 manuscritos gnósticos organizados em 13 códices de papel velino encadernados em couro, descobertos em 1945 no Alto Egito, e que acabaram conhecidos como “Biblioteca de Nag Hammadi” – aqui no Brasil reunidos em uma edição em português da editora Madras: James M. Robinson, A Biblioteca de Nag Hammadi. A biblioteca foi encontrada em um enorme jarro no que é hoje a cidade de Nag Hammadi.

Manuscritos de Nag Hammadi

O documento de 1.600 anos atrás, descreve como Jesus passa o conhecimento da “prisão terrena” para Tiago, além de revelar que o mundo é protegido por figuras demoníacas (os “Arcontes”) que bloqueiam o caminho da elevação espiritual após a morte através dos diversos céus, mantendo-nos prisioneiros do mundo material.


Narrativa herética

Essa narrativa foi considerada herética por apresentar uma versão de Jesus bem diferente: muito mais revelador de uma sabedoria já pré-existente no homem (porém, esquecida) do que um messias que teria vindo para redimir a humanidade do pecado – na verdade todo o pecado e o Mal já estariam presentes na própria Criação que aprisiona a humanidade.

Em outras palavras, o “Primeiro Apocalipse de Tiago” mostra Jesus como um enviado (um “aeon”) que não tinha o propósito de nos “salvar”, mas tentar despertar-nos do sono do esquecimento através dos “ensinamentos secretos” – a gnose.

O texto, assim como todo o restante da coleção gnóstica de Nag Hammadi, foi proibido desde que Athanasius, bispo de Alexandria, definiu o cânone dos 27 livros que formariam o Novo Testamento bíblico. Banindo todas as seitas sincréticas conhecidas como “gnósticas”, condenando-as à perseguição e o genocídio, como o episódio do massacre dos gnósticos Cátaros em Laguedoc, Sul da França, no século XII.

Geoffrey Smith e Brent Landau: professores da Universidade do Texas que descobriram o manuscrito.

Desde o triunfo do cristianismo ortodoxo, o Gnosticismo (assim como os seus derivados esotéricos como a Alquimia) acabou habitando os subterrâneos dos movimentos sociais. E acabou transcendendo o campo religioso para sua cosmogonia e ontologia inspirarem pensadores revolucionários e movimentos culturais e artísticos críticos: o Iluminismo, o Romantismo dos séculos XVIII-XIX, o revival espiritualista e esotérico do Espiritismo e Teosofia do século XIX, até chegar no século XX no campo científico e cultura de massas – dos paradoxos  da Física Quântica até alcançar Hollywood é a suas melhores traduções fílmicas (porque didáticos) do drama cósmico descrito pelos evangelhos apócrifos gnósticos: Matrix e Show de Truman.  


Mitologias midiáticas contra o Gnosticismo

Por isso, desde a descoberta da coleção de Nag Hammadi, o mundo tem uma bomba nas mãos – sincronicamente, coincidiu com as explosões das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki. Evangelhos diametralmente opostos aos bíblicos canônicos, que potencialmente são capazes de colocar os conflitos econômicos e políticos desse mundo em um novo patamar – como partes de um drama cósmico de uma luta universal entre o Bem e o Mal, sem superação dialética ou solução evolutiva. 

Seria muita ingenuidade da nossa parte acreditarmos que a perseguição ao Gnosticismo tenha acabado e ficado lá atrás na Inquisição católica. Apenas as estratégias de repressão a uma histórica heresia mudaram: de banimentos, assassinatos e genocídios à diluição através da grande mídia e indústria do entretenimento.

"Primeiro Apocalipse de Tiago": o conflito cósmico entre o Bem e o Mal.

Um olhar mais detido na cobertura feita pela mídia corporativa à notícia da descoberta da edição em grego do Apocalipse de Tiago transita por diversos mitos que compõe uma mitologia midiática maior: 

(a) a compartimentalização da notícia aos chamados “fatos diversos” – curiosidades históricas, científicas etc.; 

(b) o mito do “antigo”, do “perdido” ou do “raro” – um manuscrito em língua morta no qual o fetichismo da forma (o “papiro”, o “antigo”) desvia a atenção da mensagem do conteúdo; 

(c) o mito do objeto “religioso”, principalmente pela proximidade da suposta data do nascimento de Jesus;

(d) o mito do “herege”, do “secreto”, um fetiche que se aproxima de um imaginário conspiratório ao estilo do canal History Channel ou alguma coisa parecida com “Código da Vinci” de Dan Brown.

A cobertura foi anódina, na qual se evita o termo “Gnosticismo” para substituir por “cristianismo primitivo”, “manuscrito sobre Jesus”, “texto herege” ou “texto proibido” – menos pela sua mensagem, mas muito mais por supostos detalhes pessoais de Jesus: ele supostamente teve um “irmão”...

Os pesquisadores bíblicos da Universidade do Texas em Austin já haviam descoberto o documento no início do ano nos arquivos de Oxford e anunciada a descoberta no encontro anual da Society of Biblical Literature de Boston em 18 de novembro para só agora ser divulgado pela grande mídia, revelando o timing preciso, equidistante às comemorações natalinas. O que produz um efeito ideológico: a notícia como uma descoberta religiosa... coisas de religião...

"Primeiro Apocalipse de Tiago": o conflito cósmico entre o Bem e o Mal.

Manuscrito explosivo

E porque o “Apocalipse de Tiago” é um componente explosivo no interior da bomba armada pela Biblioteca de Nag Hammadi?

O texto não é um apocalipse propriamente dito, mas com características apocalípticas ao descrever a geografia celeste com seus 72 céus e as “senhas secretas” dadas a Tiago por Jesus para que consiga escapar dos poderes malignos dos Arcontes (regentes de cada céu sob o poder do Demiurgo – Yaodabaoth) após os martírios e a morte no plano material – para ler uma tradução do texto clique aqui.

Jesus adverte a Tiago que ele também passará por algo semelhante aos martírios da Paixão: “Não temas Tiago! Apanhar-te-ão a ti também. Mas separa-te de Jerusalém! Pois ela é a taça da amargura durante os tempos aos filhos da luz. É um lugar de estadia de um grande número de arcontes, mas tua redenção estará a salvo deles”.

A ascensão de Tiago e dos gnósticos é na direção da Plenitude (o Pleroma), a moradia do verdadeiro Pai fora da Criação.  

O Tiago em questão não é um dos apóstolos, mas aquele que na tradição do cristianismo ficou conhecido como “Tiago, o irmão do Senhor” e “Tiago, o justo”.

O cenário da narrativa é de iniquidade e perseguições ao povo e como a dedicação de Tiago  ao Deus Supremo (“Aquele-que-é”) despertou a fúria do deus dos judeus (o criador do mundo material e comandantes dos Arcontes), destruindo o Templo e Jerusalém.

O “Apocalipse de Tiago” explicita esse conflito cósmico que envolve tanto o mundo material (político) como o espiritual (pós-morte). Por isso, a contundência desse manuscrito, mensagem que passou bem distante da cobertura dada pela grande mídia.

No cinema, os clássicos Matrix e Show de Truman figuram esse conflito no mundo material – protagonistas prisioneiros em ilusões tecnologicamente criadas por arcontes desse mundo.

Por sua vez, filmes como Enter The Void, The Discovery, O Terceiro Olho, I Am a Ghost etc. são exemplos de narrativas que especulam sobre essas “senhas” (a gnose) para a alma escapar das armadilhas pós-morte que nos prendem nesse mundo físico e que fazem girar a “roda de Samsara” do ciclo interminável de reencarnações e sofrimento.

Sintetizando: a notícia da edição em grego do manuscrito seria a oportunidade da discussão do seu conteúdo – como sempre, trancado a sete chaves através da mitologia do “secreto”, do “religioso”, do “perdido”. Como o conteúdo seria “incompreensível” a opinião pública fica perdida no fetiche da “antiguidade” como um documento cuja importância está perdida em si mesmo. 

A perseguição ao Gnosticismo permanece, dessa vez sob as camadas pesadas da notícia e do entretenimento.

Com informações do Daily Mail, Society of Biblical Literature, Independent, O Globo.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

CIENTISTA Afirma que DECIFROU CROP CIRCLES e Encontrou Mensagens de EXTRATERRESTRES

Um biólogo molecular, com um PhD em química do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), alega poder decifrar agroglifos (Crop Circles), e muitos deles contêm mensagens de alienígenas e crononautas humanos. Antes de você gritar “FALSO!”, ele pode explicar as diferenças entre agroglifos feitos pelo homem (de hoje), e aqueles feitos pelos alienígenas e crononautas (humanos do futuro que viajam pelo tempo).


O Dr. Horace Drew cresceu na Flórida e diz ter visto um OVNI prateado, sem janelas, quando tinha 10 anos.  Após conseguir seu PhD, ele se mudou para a Austrália para trabalhar na Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (CSIRO).  Ele tem estudado agroglifos por 20 anos e frequentemente ministra palestras sobre eles, inclusive na semana passada no seminário March UFO & Paranormal Research Society of Australia (UFO-PRSA), em Sydney.

Drew visitou mais de 20 locais de agroglifos – ele diz que estes tendem a aparecer no Ocidente ou em países secularizados (Japão, por exemplo), mas não na Austrália. Ele admite que alguns são forjados, mas outros não são. Após vê-los com seus próprios olhos, Drew determinou que os círculos contêm uma forma avançada de codificação binária, e agora alega poder quebrar o código e ler algumas das mensagens.

Há mensagens de dois tipos, alega Drew. Aquelas de alienígenas são saudações de uma civilização avançada que nos vê da mesma forma que vemos os animais. O código binário é uma forma simples de comunicação, como os assobios para nós, ou as bolhas para os golfinhos. Ele acredita que ‘eles’ não estão interessados em serem levados ao nosso líder.

"Eles estão à nossa frente, como nós estamos à frente dos golfinhos e das baleias."

Dr. Horace Drew
Os agroglifos feitos pelos crononautas do futuro nem mesmo são para nós, diz Drew. Ele acha que estes sejam marcadores para ajudá-los a identificar períodos de tempo, mas não sabe o suficiente sobre a física de espaço-tempo para decodificar as mensagens.

"Definitivamente há humanos vivendo aqui em aproximadamente 5000 anos, com capacidade de viajarem no tempo. Eles estão voltando e voando por sobre toda a Terra. Eles parecem simplesmente dizer “este é um certo dia” e o marcam."

Quando se trata de encontrar agroglifos reais, Drew diz para olhar por imperfeições e trabalho relaxado. Os caules das plantações que são dobrados “da metade para cima”, ao invés de logo ao solo, são feitas pelos humanos forjadores.  Os alienígenas e crononautas são perfeccionistas, com tecnologia avançada para fazerem agroglifos.

"(Eles usam uma) energia desconhecida que aquece as plantações. É como a energia de microondas, mas é algo além da ciência da Terra. Ela pode desenhar padrões no trigo. Se há uma nave, ela é silenciosa…"

O Dr. Drew até mesmo oferece prova para aqueles que duvidam.

"Resultados de laboratórios sobre as plantas e amostras de solo tiradas de um agroglifo no Brasil em outubro de 2016 mostram que ele foi formado por imagens esterelizantes desconhecidas."

Difícil de acreditar? Drew culpa os líderes mundiais por espalharem as histórias de que os agroglifos são forjados, porque eles temem que o pânico iria ocorrer se os humanos soubessem que alienígenas e crononautas eram a causa real e estavam enviando mensagens.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como os Ingleses dividiram o Mundo Árabe


O desenvolvimento dos modernos Estados nacionais em todo o mundo árabe é um processo fascinante e comovente. Há 100 anos, a maioria dos árabes faziam parte do Império Otomano / Califado, um grande Estado multiétnico com sede em Istambul. Hoje, um mapa político do mundo árabe parece um quebra-cabeça muito complexo. Um curso complexo e intrincado de eventos na década de 1910 trouxeram o fim dos otomanos e a ascensão dessas novas nações com fronteiras que cortam todo o Oriente Médio, dividindo os muçulmanos uns dos outrs. Embora existam diversos fatores que tenham levado à isso, o papel que os britânicos fizeram nesta tarefa era muito maior do que qualquer outro participante na região. Em três acordos separados, eles fizeram promessas conflitantes em que os britânicos tiveram que sustentar. O resultado foi uma confusão política que dividiu uma grande parte do mundo muçulmano.


A eclosão da Primeira Guerra Mundial

O Império Otomano, em 1914, no início da guerra
No verão de 1914, eclodiu a guerra na Europa. Um complexo sistema de alianças, uma corrida armamentista militarista, ambições coloniais e má gestão geral nos níveis mais altos do governo levaram a esta guerra devastadora que tiraram a vida de 12 milhões de pessoas entre 1914 e 1918. No lado “Aliados” estavam os impérios da Grã-Bretanha, França e Rússia. O poder “Central” consistiu na Alemanha e da Áustria-Hungria.

A princípio, o Império Otomano decidiu permanecer neutro. Eles não eram quase tão fortes quanto qualquer um dos outros países que lutavam na guerra e eram assolados por ameaças internas e externas. O sultão otomano / califa era nada mais do que uma figura de proa, neste ponto, com o último sultão poderoso, Abdulhamid II, tendo sido derrubado em 1908 e substituído por um governo militar liderado pelos “Três Pashas”. Eles eram do grupo ocidentalizado secular, os Jovens Turcos. Financeiramente, os otomanos estavam em um dilema grave, devido a enormes dívidas para as potências européias que eles não foram capazes de pagar. Depois de tentar se juntar ao lado dos Aliados e serem rejeitados, os otomanos alinharam com as Potências Centrais em outubro de 1914.

Os britânicos imediatamente começaram a conceber planos para dissolver o Império Otomano e expandir seu império no Oriente Médio. Eles já tinham o controle do Egito desde 1888 e da Índia desde 1857. O Oriente Médio otomano estava bem no meio dessas duas colônias importantes e os britânicos estavam determinados a exterminá-lo como parte da guerra mundial.
A Revolta Árabe

Uma das estratégias britânicas foi transformar os assuntos árabes do Império Otomano contra o governo. Eles encontraram um ajudante pronto e disposto no Hejaz, a região ocidental da Península Arábica. Sharif Hussein bin Ali, o emir (governador) de Makkah entrou em um acordo com o governo britânico para se revoltar contra os otomanos. Suas razões para aliar-se com os britânicos contra outros muçulmanos permanece incerto. As possíveis razões para a sua revolta foram: desaprovação com os objetivos nacionalistas turcos dos Três Pashas, uma rixa pessoal com o governo otomano ou simplesmente um desejo de ter seu próprio reino.

O que quer que suas razões tenham sido, Sharif Hussein decidiu revoltar-se contra o governo otomano em aliança com os britânicos. Em troca, os britânicos prometeram fornecer dinheiro e armas para os rebeldes para ajudá-los a lutarem contra o exército muito mais organizado Otomano. Além disso, os britânicos prometeram-lhe que, depois da guerra, ele teria seu próprio reino árabe que cobriria toda a Península Arábica, incluindo a Síria e o Iraque. As cartas em que os dois lados negociavam e discutiam a revolta são conhecidas como as Correspondências McMahon-Hussein , já que Sharif Hussein estava se comunicando com o alto comissário britânico no Egito, Sir Henry McMahon.

Rebeldes árabes com os britânicos projetando
a bandeira da revolta árabe
Em junho de 1916, Sharif Hussein levou seu grupo de guerreiros armados beduínos do Hejaz em uma campanha armada contra os otomanos. Dentro de poucos meses, os rebeldes árabes conseguiram capturar inúmeras cidades do Hejaz (incluindo Jeddah e Makkah) com a ajuda do exército e da marinha britânica. Os britânicos prestaram apoio na forma de soldados, armas, dinheiro, conselheiros (incluindo o “lendário” Lawrence da Arábia) e uma bandeira. Os britânicos no Egito elaboraram uma bandeira para os árabes para usarem em batalha, que era conhecida como a “Bandeira da revolta árabe”. Esta bandeira se tornaria mais tarde o modelo para outras bandeiras árabes de países como a Jordânia, Palestina, Sudão, Síria e Kuwait.

Como a Primeira Guerra Mundial atravessou os anos 1917 e 1918, os rebeldes árabes conseguiram capturar algumas das principais cidades dos otomanos. Os britânicos avançaram na Palestina e no Iraque, capturando cidades como Jerusalém e Bagdá, os árabes ajudou-os através da captura de Amman e Aqaba. É importante notar que a Revolta Árabe não teve o apoio de uma grande maioria da população árabe. Foi um movimento minoritário de quase 2000 membros da tribo liderada por alguns líderes que procuravam aumentar seus próprios poderes. A grande maioria dos povos árabes ficou longe do conflito e não apoiaram os rebeldes ou o governo otomano. O plano de Sharif Hussein para criar seu próprio reino árabe foi um sucesso até agora, se não fosse por outras promessas que os britânicos fariam.


O Acordo Sykes-Picot

Antes que a revolta árabe pudesse mesmo começar e antes de Sharif Hussein criar seu reino árabe, os britânicos e franceses tinham outros planos. No inverno de 1915-1916, dois diplomatas, Sir Mark Sykes da Grã-Bretanha e François Georges-Picot da França secretamente se reuniram para decidir o destino do mundo árabe pós-otomano.

Controle britânico e francês de acordo com o Acordo Sykes-Picot

De acordo com o que se tornaria conhecido como o Acordo Sykes-Picot, os britânicos e franceses concordaram em dividir o mundo árabe entre si. Os britânicos estavam a tomar o controle do que é hoje o Iraque, Kuwait e Jordânia. Aos franceses foram dados Síria moderna, Líbano e sul da Turquia. O estado da Palestina foi determinado posteriormente, com a ambição sionista sendo tomada em conta. As zonas de controle que os britânicos e franceses criaram permitiram uma certa quantidade de autonomia árabe em algumas áreas, embora com controle europeu sobre esses reinos árabes. Em outras áreas, os britânicos e franceses foram prometidos controle total.

Apesar de ter sido concebido para ser um acordo secreto para um pós-Primeira Guerra Mundial do Oriente Médio, o acordo ficou conhecido publicamente em 1917, quando o governo russo bolchevique o expôs. O Acordo Sykes-Picot contradisse diretamente as promessas feitas pelos britânicos para Sherif Hussein e causou uma quantidade considerável de tensão entre os britânicos e árabes. No entanto, este não seria o último dos acordos conflitantes que os britânicos fariam.


A Declaração Balfour

Outro grupo que queria seu espaço no poder no cenário político do Oriente Médio foram os sionistas. O sionismo é um movimento político que apela à criação de um Estado judeu na Terra Santa da Palestina. Tudo começou em 1800 como um movimento que buscou encontrar uma pátria fora da Europa para os judeus (a maioria dos quais viviam na Alemanha, Polônia e Rússia).

Arthur Balfour e a Declaração Balfour original
Eventualmente os sionistas decidiram pressionar o governo britânico durante a Primeira Guerra Mundial para que permitissem se estabelecerem na Palestina após a guerra tivesse acabado. Dentro do governo britânico, haviam muitos que eram simpáticos a esse movimento político. Um deles foi Arthur Balfour, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. Em 2 de novembro de 1917, ele enviou uma carta ao barão Rothschild, um líder na comunidade sionista. A carta declarou apoio oficial do governo britânico para os objetivos do movimento sionista para estabelecer um Estado judeu na Palestina:

“O ponto de vista do governo de Sua Majestade é a favor do estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e vai usar seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades existentes de não-judeus na Palestina, ou os direitos e estatuto político dos judeus em qualquer outro país.”

Três acordos conflitantes

Em 1917, os britânicos tinham feito três acordos diferentes com três grupos diferentes prometendo três futuros políticos diferentes para o mundo árabe. Os árabes insistiram em terem seu reino árabe que foi prometido a eles através de Sharif Hussein. Os franceses (e próprios britânicos) planejavam dividir essa mesma terra entre si. E os sionistas deveriam receber a Palestina como prometido por Balfour.

Em 1918, a guerra terminou com a vitória dos Aliados e a completa destruição do Império Otomano. Embora os otomanos existissem nominalmente até 1922 (e o califado existisse nominalmente até 1924), todos as ex-terras Otomanas estavam agora sob a ocupação européia. A guerra acabou mas o futuro do Oriente Médio ainda estava em disputa entre três lados diferentes.

Os mandatos que a Liga das Nações, criaram após a Primeira Guerra Mundial

Qual lado ganhou? Nenhum totalmente conseguiu o que queria. No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações (precursora da Organização das Nações Unidas) foi estabelecida. Uma de suas tarefas era dividir as terras otomanas conquistadas. Ela elaborou “mandatos” para o mundo árabe. Cada mandato deveria ser governado pelos britânicos ou franceses “até o momento em que eles fossem capazes de se governarem sozinhos.” A Liga foi a que elaborou as fronteiras que vemos nos mapas modernos políticos do Oriente Médio. As fronteiras foram traçadas sem levar em conta os desejos das pessoas que viviam lá ou ao longo de fronteiras étnicas, geográficas ou religiosas – elas eram verdadeiramente arbitrárias. É importante notar que, ainda hoje, as fronteiras políticas no Oriente Médio não indicam diferentes grupos de pessoas. As diferenças entre os iraquianos, sírios, jordanianos, etc. foram totalmente criadas pelos colonizadores europeus como um método de dividir os árabes uns contra os outros.

Através do sistema de mandato, os britânicos e os franceses foram capazes de obterem o controle que queriam sob todo o Oriente Médio. Para Sharif Hussein, seus filhos foram autorizados a governarem com esses mandatos sob a “proteção” britânica. O Príncipe Faisal foi feito rei do Iraque e da Síria e o príncipe Abdullah foi feito rei da Jordânia. Na prática, porém, os britânicos e franceses tinham autoridade real sobre essas áreas.

Para os sionistas, eles foram autorizados pelo governo britânico a se estabelecerem na Palestina, embora com limitações. Os britânicos não queriam irritar os árabes que já viviam na Palestina, então eles tentaram limitar o número de judeus com permissão para migrar para a Palestina. Isto enfureceu os sionistas, que procuravam formas ilegais de imigrar ao longo das décadas de 1920 e 1940, bem como os árabes, que viram a imigração como a invasão da terra que havia sido deles desde que Salah al-Din a libertou em 1187.

A confusão política que a Grã-Bretanha criou no rescaldo da Primeira Guerra Mundial permanece até hoje. Os acordos concorrentes e os países subseqüentes que foram criados para desunir um muçulmanos do outro levou à instabilidade política em todo o Oriente Médio. O surgimento do sionismo juntamente com a desunião dos muçulmanos na região levou a governos corruptos e declínio econômico para o Oriente Médio como um todo. As divisões que os britânicos instituiram no mundo muçulmano permanecem fortes até hoje, apesar de terem sido inteiramente criadas dentro dos últimos 100 anos.


Bibliografia

  • Fromkin, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. New York: H. Holt, 2001.
  • Hourani, Albert Habib. A History Of The Arab Peoples. New York: Mjf Books, 1997. Print.
  • Ochsenwald, William, and Sydney Fisher. The Middle East: A History. 6th. New York: McGraw-Hill, 2003. Print.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Juliano Pozati - Os Paradigmas e o Novo Tempo - [VÍDEO]


Vivendo a época onde, mais do que nunca, se faz necessário que abramos nossas mentes e nossos olhos, pra que possamos galgar novo patamar humano, primeiro observando conscientemente  e compreendendo os grilhões infundados que ainda nos aprisionam em filosofias, ideias e comportamentos limitantes, muitas vezes mais globalmente prejudiciais do que jamais imaginamos, para em seguida mudarmos de rumo.

Uma ótima palestra para realmente nos darmos conta do que estamos pensando, fazendo e causando, sem jamais nos questionarmos a respeito dos fundamentos que possam estar incentivando esse comportamento. E pode ser realmente surpreendente descobrirmos que eles não existem.

Trazemos a palestra "Paradigmas e o Novo Tempo", onde Juliano Pozati faz uma abordagem lógica e racional sobre o impacto que novas ideias podem causar sobre dogmas estabelecidos e propõe uma integração cada vez maior entre ciência, filosofia e espiritualidade.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Três Mestres Budistas falam sobre a Homossexualidade


Vídeo do Dzongsar Khyentse Rinpoche, um grande mestre butanês que fala para butaneses sobre homossexualidade.

“Sabem, vocês não podem considerar isso uma doença ou que é errado. Algumas pessoas gostam de queijo cottage outras de queijo suiço. É apenas isso. É a mesma coisa. E ainda há algumas pessoas que gostam dos dois.” 
”Você não deveria ser “tolerante” (…). Você deveria respeitar. Tolerância não é uma coisa boa… se você “tolera” isso, significa que você pensa: “isso é errado, mas vou tolerar”. Você tem que ir além disso. Você precisa respeitar essa pessoa, de verdade.”

[Ative a legenda clicando no quadradinho no canto inferior direito do vídeo]


O Precioso Senhor da Dança, S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, partilha sua opinião sobre a homosexualidade. Essa história foi retirada do facebook de um aluno que presenciou esse fato.

Uma senhora, após a palestra do lama sobre a diversidade da vida, perguntou:

– Mestre, o que é um homossexual?

Ele: – Um homossexual é uma pessoa que faz sexo com o mesmo sexo.

Ela: – Acho que o senhor não entendeu… Como o budismo vê o homossexualismo?

Ele: – Nós não vemos o homossexualismo. No budismo, não temos o costume de ver as pessoas fazendo sexo.

Ela [impaciente]: – Mestre, o que eu quero saber é a opinião do budismo sobre pessoas que fazem sexo com o mesmo sexo.

Ele: – Alguém pode dar opinião sobre quem não conhece? Você está falando em “pessoas”. Que pessoas?

Ela [quase louca]: – Qualquer uma! Qualquer uma!

Ele: – Todas as pessoas são milagres.

Ela [começando a espumar]: – O HOMOSSEXUALISMO É CERTO OU ERRADO?

Ele: – Atos homossexuais consensuais são atos de amor.

Tudo isso com a mesma expressão de quem vê um passarinho azul. Seguem-se aplausos e gargalhadas. Rinpoche sorri.

MAIS HISTÓRIAS DO SENHOR DA DANÇA

Este blog é fantásticos e conta muitas histórias sobre S.Ema. Chagdud Tulku Rinpoche, um mestre tibetano autêntico e reconhecido da linhagem Niygma.

Acesse: O senhor da Dança.

“Se duas pessoas realmente se sentem bem dessa maneira e ambos os lados concordam totalmente, então tudo bem”.  Dalai Lama também foi perguntado sobre  agressões contra lésbicas, gays, bissexuais e a comunidade LGBT. Ele respondeu ”Isso é errado”, ”É violar direitos humanos”.
— S. S. Dalai Lama

    ”O espírito do Budismo é a inclusividade. Olhando profundamente a natureza de uma nuvem, vemos o cosmos. Uma flor é uma flor, mas se olharmos profundamente para ela, veremos o cosmos. Tudo tem um lugar. A base, o fundamento de tudo, é o mesmo. Quando você olha para o oceano, você vê diferentes tipos de ondas, muitos tamanhos e formas, mas todas as ondas têm a água como seu fundamento e substância.
Se você nasceu gay ou lésbica, o fundamento do ser é o mesmo que o meu. Nós somos diferentes, mas compartilhamos o mesmo fundamento do ser. ”
— Thich Nhat Hanh
Fontes: 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pregador clama ao Estado Islâmico pela demolição da Esfinge e das Pirâmides Egípcias


Ibrahim Al Kandari
Um pregador islâmico do Kuwait apelou para a destruição da Esfinge e das pirâmides do Egito, afirmando que é a hora dos muçulmanos eliminarem a herança dos faraós. A conclamação é destinada aos jihadistas do Estado Islâmico para que seus ataques sejam destinados contra locais históricos.

Embora os monumentos antigos não sejam religiosos - mas sim da cultura e história locais - ainda assim devem ser "destruídos" pelos muçulmanos, pondo um fim à adoração de imagens, disse o pregador Ibrahim Al Kandari, de acordo com o jornal Al-Watan.

"O fato de que os primeiros muçulmanos que estavam entre os seguidores do profeta Maomé não destruírem os monumentos dos faraós ao entrar no solo egípcio, não significa que não devemos fazê-lo agora", disse Al Kandari.

Abu Bakr al-Baghdadi
Outro clamor para a destruição dos principais símbolos do Egito vem do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, que sugeriu que a demolição dos monumentos históricos é um "dever religioso", informou o canal de Notícias Al Alam, no domingo. Nas interpretações extremas do Islã, objetos materiais não devem ser idolatrados ou adorados.

Essa declaração vem em meio a preocupações crescentes sobre a segurança de muitos outros monumentos históricos e arquitetônicos da região, onde os militantes continuam a destruir cidades e artefatos antigos.

Só na semana passada, o Estado Islâmico supostamente destruiu e saqueou a antiga cidade assíria de Dur Sharrukin no norte do Iraque, demoliu as ruínas da antiga cidade de Hatra, e arrasou a cidade de Nimrud, perto de Mosul. O assalto ao último já foi comparado por arqueólogos parecida à destruição dos Budas de Bamiyan pelo Taliban, em 2001.

Em 2012, um clérigo egípcio também emitiu uma fátua, conclamando livrar o país de suas pirâmides e da Esfinge. O membro do movimento salafista radical disse que queria as antiguidades demolidas, assim como o profeta Maomé destruiu os ídolos em Meca, e exigiu que o Ministério do Turismo do Egito fosse abolido, comparando a indústria a "prostituição e libertinagem."

O decreto religioso foi denunciado por funcionários e estudiosos do Egito, que afirmaram que o local era parte da herança cultural do país - não religioso.

Os ataques à Esfinge datam de séculos atrás. Apesar de muitas lendas em torno do nariz ausente do monumento - o canhão de Napoleão está entre os mitos mais populares - os historiadores acreditam que ele realmente foi destruído pelo muçulmano Sufi Muhammad Sa'im al-Dahr no século 14, depois que ele soube que alguns camponeses adoravam a Esfinge.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Trabalhadores negros causam ‘Poluição visual e mau cheiro’, disse administrador de condomínio da Barra


O objetivo, para a maioria, era realizar os exames médicos para, em breve, iniciar um emprego novo. Mas a expectativa transformou-se em frustração na porta do condomínio comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Barrados na entrada, 18 trabalhadores ainda ouviram um administrador dos edifícios dizer que causariam “poluição visual e mau cheiro” no espaço, segundo consta no registro de ocorrência feito na 16º DP (Barra) na noite desta quarta-feira. A ofensa também foi presenciada por um PM que foi ao local atender o chamado.


O cardiologista Renato Sérgio Fernandes Pinto,
sócio da clínica BioCardio - Foto: Thiago Lontra
O grupo começou a chegar ao endereço, situado no número 3.500 da Avenida das Américas, por volta das 8h. O destino de todos era a clínica BioCardio, especializada em medicina do trabalho, que ocupa três salas no quarto andar do bloco 7. Com idades variando entre 18 e 59 anos, alguns deles negros, boa parte dos pacientes iria começar a atuar em funções como pedreiro, ajudante de pedreiro e servente, entre outras, nas obras da Linha 4 do Metrô. Após realizarem exames de raio-x e de sangue num laboratório próximo, veio a surpresa: nenhum deles conseguiu autorização para se dirigir à clínica.

As tratativas com a equipe de segurança e com a administração do condomínio, capitaneadas pelo cardiologista Renato Sérgio Fernandes Pinto, sócio da BioCardio, duraram mais de quatro horas - em jejum para os exames, os trabalhadores não comiam nada desde a véspera. Apenas por volta de 15h, depois da ameaça do médico de acionar a PM, o acesso foi liberado. O grupo, contudo, não aceitou a oferta, e preferiu aguardar a chegada do policial. A essa altura, já haviam ouvido seguranças pedirem “para que não tocassem as paredes”. Mais tarde, na presença de um PM, escutaram Felipe Alencar Gilaberte, administrador do Le Monde, proferir a frase sobre poluição visual e mau cheiro.

- Houve uma total discriminação. E não foi a primeira vez, trata-se de uma briga antiga que eu tenho com o condomínio. Dizem que a nossa clínica não deveria funcionar aqui, devido ao tipo de público que atendemos. Acredito que me criam esse tipo de constrangimento para tentar forçar uma mudança de endereço - afirmou o doutor Renato Sérgio.

Ação contra o condomínio

A clínica BioCardio funciona no Le Monde há cerca de 2 anos. Em novembro do ano passado, o estabelecimento entrou com uma ação contra o condomínio por conta de problemas como o desta quarta-feira. O registro de ocorrência feito na 16ª DP, inclusive, será anexado ao processo.

Injúria e desobediência

No registro, que tem o administrador Felipe Alencar Gilaberte como alvo, constam os crimes de injúria e de desobediência - esse segundo por conta do desrespeito a uma lei que proíbe a restrição de acesso pela entrada social de edifícios residenciais e comerciais.

Versão do Le Monde

Na porta da delegacia, cercado por três advogados que inicialmente o aconselharam a não conversar com o EXTRA, Felipe deu a sua versão para os fatos. Segundo ele, a confusão na portaria ocorreu porque o grupo teria se negado a apresentar seus documentos de identificação.

‘Isso é história’

O administrador também negou que tenha ofendido os trabalhadores, embora o próprio PM tenha confirmado em seu depoimento o uso dos termos “poluição visual” e “mau cheiro”. Felipe acusou a BioCardio de ter inventado essa versão: “Isso é história do proprietário, que quer atender cem pessoas por dia”.

Trabalhadores mostram documentos referentes ao caso - Foto: Thiago Lontra

'Aquilo é para carga e descarga'

Depoimento do operador de escavadeira Leonardo Moraes da Silva, de 31 anos

“Essa foi a terceira vez que fui nessa clínica, e em todas fui tratado da mesma forma: cheguei na portaria e me mandaram dar a volta por trás, para subir pelo elevador de carga. É humilhante, porque o próprio nome diz: aquilo é para carga e descarga. E o que disseram sobre os documentos é mentira, porque entreguei a minha carteira de habilitação na entrada e mesmo assim me fizeram passar por tudo isso”.

Fonte: O Globo

sábado, 18 de janeiro de 2014

O ÓDIO no BRASIL


Leandro Karnal é graduado em Història e Filosofia, doutorado em História pela USP, pós doutorado na UNAM do México e no CNRS de Paris. Além disso, é professor e coordenador da pós graduação da Unicamp e autor de diversos livros, entre eles "História dos Estados Unidos" e "Teatro da Fé", e co-autor do recente "Religiões que o mundo esqueceu" e "História da Cidadania".



quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Angola - Primeiro país do mundo a PROIBIR O ISLÃ

As autoridades de Angola proibiram o Islã e começaram a fechar mesquitas, em um esforço para frear a propagação do "extremismo" muçulmano, segundo meios de comunicação africanos.

De acordo com a ministra angolana da Cultura, Rosa Cruz e Silva, "o processo de legalização do Islã não foi aprovado pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos [de Angola], e portanto as mesquitas em todo o país serão fechadas e demolidas".

Além disso, os angolanos decidiram proibir dezenas de outras religiões e seitas que, segundo o governo, atentam contra a cultura da nação, cuja religião majoritária é o Cristianismo (praticado por 95% da população).

Mesquitas prosseguem sendo destruídas em Angola.
Por sua vez, o jornal angolano O País informa que cerca de 60 mesquitas já foram fechadas, enquanto os representantes da comunidade muçulmana denunciam que estas medidas foram tomadas sem consulta e que eles não se constituem em uma pequena seita.

Não obstante, as autoridades de Luanda resumiram que "os muçulmanos radicais não são bem-vindos no país e que o governo angolano não está preparado para legalizar a presença de mesquitas em Angola", nação que se converteu na primeira do mundo a proibir o Islã.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

TESTES QUÍMICOS já MATARAM mais de 1.500 PESSOAS NA ÍNDIA

O segundo maior país do mundo, a Índia, tornou-se um foco de fraude farmacêutica, como sem escrúpulos empresas farmacêuticas , a maioria do Ocidente, continuam a usar a Índia e geralmente em populações mais pobres como cobaias humanas em ensaios clínicos desumanas e antiéticas. E a Suprema Corte da Índia está finalmente tomando medidas contra esta enorme crime organizado por encomenda do Ministério da Saúde da Índia para justificar a sua aprovação de 162 ensaios clínicos globais a ter lugar no país.

 A Índia tem sido o principal alvo da indústria farmacêutica na sua busca incessante para dominar os sistemas de saúde do mundo. Grandes empresas farmacêuticas têm sido muito bem sucedidas na burla ao governo indiano para aprovar ensaios para todos os tipos de "novas entidades químicas" (ENC), muitos dos quais foram testados em índios nas comunidades mais pobres, onde há um acesso mínimo à assistência médica adequada.

 A situação esta tão fora de controle na Índia que grupos de defesa dos direitos humanos, criaram uma petição em fevereiro, para pressionar o governo para tomar medidas. A Suprema Corte da Índia ouviu e depois de uma recente audiência, concordou em dar ao governo um ultimato que obriga a fornecer evidências apoiando a ciência por trás de sua aprovação nos testes. O ministério da saúde tem apenas duas semanas para dar cumprimento à presente ordem.

 " Os ensaios clínicos de NCEs estão sendo realizados sem seguir o protocolo apropriado, e as empresas estão se aproveitando de pessoas pobres ", diz Amulya Nidhi, coordenador do Fórum de Direito de Saúde.
 A organização do site acrescenta que um número cada vez maior de testes clínicos estão ocorrendo no país, com pouca supervisão, o que representa grandes riscos para a saúde pública. Isto é evidenciado pelo fato de que mais de 1.500 indígenas morreram durante os ensaios clínicos que ocorreram apenas entre os anos de 2010 e 2012.

Fontes: 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Menina-prodígio começa mestrado em microbiologia aos 13 anos na Índia

Em um país onde muitas garotas ainda são desencorajadas de ir à escola, Sushma Verma teve uma infância nada típica. Aos 13 anos, a filha de uma família pobre do norte da Índia foi matriculada na universidade para obter um mestrado em microbiologia depois que seu pai vendeu parte do terreno onde moram para ajudar a financiar a formação da menina - na esperança de levar ela à crescente classe média indiana. Verma terminou o ensino médio aos 7 anos e obteve um diploma de graduação aos 13 - marcos que, ela garante, só foram possíveis graças ao sacrifício e apoio dos pais.

"Eles me permitiram fazer o que eu queria", afirmou Verma, falando em hindi, sua língua nativa, durante uma entrevista no último domingo. "Espero que outros pais não imponham suas escolhas aos filhos."

Sushma vive um cotidiano modesto com seus três irmãos mais novos e o pai. Come, dorme e estuda com eles em um apertado apartamento de um só quarto em Lucknow, capital do Estado de Uttar Pradesh. A única fonte de renda é o pagamento diário de até 200 rupias recebido pelo pai, que trabalha em canteiros de obras - o equivalente a cerca de US$ 3,50 por dia. Os pertences mais valorizados por eles incluem um mesa de estudos e um computador de segunda mão.

Não é um grande ambiente para o estudo, ela admite. "Há muitos sonhos... e nem todos eles podem ser realizados." No entanto, sem acesso a televisão e com poucos itens de lazer em casa, ela encontra vantagens no estilo de vida que leva. "Não há nada o que fazer a não ser estudar."

Sushma começa sua nova fase de estudos na semana que vem, mas seu pai já está a levando de bicicleta até o campus com antecedência para que ela conheça os professores antes de as aulas começarem. A primeira escolha da garota era se tornar médica, porém o teste para entrar nessa faculdade não podem ser feitos até que ela tenha completado 18 anos. A garota, então, optou por fazer mestrado para que possa se candidatar a um doutorado antes de seguir o sonho de cursar medicina.

Fonte: Terra


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Lauryn Hill sofre repressão de Tribunal por suas "Teorias de Conspiração"

O nome do álbum de Lauryn Hill é "The Miseducation of Lauryn Hill" (A Deseducação de Lauryn Hill), mas agora parece que os poderesos gostariam que ela gravasse um novo álbum chamado "The Re-Education of Lauryn Hill" (A Re-educação de Lauryn Hill). Depois de aparecer em tribunal por evasão fiscal, Hill foi condenada a três meses de prisão. Além disso, ela tem que comparecer a sessões de "aconselhamento" devido às suas "teorias da conspiração".

 De acordo com o IBTimes, Hill disse ao tribunal: "Eu sou filha de ex-escravos que tinham um sistema que foi imposto sobre eles. Eu tinha um sistema econômico imposto em mim". Além disso, Hill também acredita que os artistas estão sendo oprimidos por (o que o artigo chama) "uma trama envolvendo os militares e a mídia". Devido a estas declarações, Hill foi condenada a sofrer "aconselhamento", que é uma maneira de dizer que ela está mentalmente doente e que precisa de algum tipo de sessão de re-programação para recuperar sua "sanidade".

Em 2012, Lauryn Hill publicou uma carta pensativa descrevendo a corrupção, a opressão e o controle da indústria da música e seu desejo de escapar. Em uma parte da carta, Lauryn declara:

    "Foi dessa cisma e a hipocrisia, violência e canibalismo social que acabou surgindo, que eu queria e precisava ser libertada, não da arte ou da música, mas da supressão/repressão e redução daquela arte e música para a linha de fundo, sem levar em conta qualquer outra coisa. O excesso de comercialização e suas restrições e limitações resultantes podem ser muito prejudiciais à natureza intrínseca do indivíduo. Eu amo fazer arte, Eu amo fazer música, isso é tão natural e necessário para mim quanto respirar ou falar. Para ser negada o direito de seguir isso de acordo com a minha capacidade, bem como ser devidamente reconhecida e recompensada por isso, em uma tentativa de controlar, é a manipulação dirigida a meus direitos mais básicos! Essas formas de expressão, juntamente com outras, efetivamente compreendem a minha liberdade de expressão! Defender, preservar e proteger esses direitos são extremamente importantes, especialmente em um paradigma onde o racismo velado, sexismo, preconceito de idade, nepotismo e controle econômico deliberado ainda são realidades gritantes! "
(Veja meu artigo intitulado Resposta de Lauryn Hill à Indústria da Música para ver o restante da carta).

Apesar do que a mídia relata, Hill não está murmurando "teorias da conspiração" incoerentes, mas está falando a verdade. Suas afirmações são resultado de sua experiência de primeira mão com a indústria e seu desejo de não ser parte de sua loucura. As "teorias" de Hill são simplesmente a análise clara de uma pessoa inteligente sobre essa situação. 

No entanto, como a sociedade americana se transformou em uma versão da vida real da novela 1984, falar a verdade está cada vez mais sendo considerado uma doença mental - uma que tem de ser tratada e curada. Será que a liberdade de expressão ainda existe se o dizer as palavras erradas leva a uma visita obrigatória para um "psicólogo"? 

Vou deixar Lauryn cantar as palavras finais, a partir do minuto 16:25:


Fonte: danizudo.blogspot.com.br


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

20 SEALs que participaram da caçada a Bin Laden estão mortos

Filosofia Imortal: Mais uma vez surge a hipótese de que tudo não passou de uma farsa. Segundo o documentário de Michael Moore, Fahrenheit - 9/11,  a família de Bin laden e até mesmo o próprio eram chegados da família Bush, tendo a família de Bin Laden sido retirada dos EUA sigilosamente, antes de ocorrerem os ataques às Torres Gêmeas. Estamos vendo mais um capítulo da mentira articulada pelos EUA? Seria essa uma queima de arquivos, de soldados que sabiam demais? Só o tempo dirá.


Um mistério ronda o destino dos homens envolvidos na caçada ao terrorista mais procurado pelos EUA. Mais de 20 soldados dos SEAL (unidade de operações especiais da Marinha dos EUA) que participaram da missão se suicidaram ou morreram em combate em outras missões no Afeganistão.

As mortes cobrem mais da metade da equipe que encontrou e matou o terrorista saudita em Abbottabad, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Entre os mortos está Job Price (foto), de 42 anos, comandante da missão. Ele teria cometido suicídio em 22 de dezembro de 2012.

Antes disso, em 6 de agosto de 2011, um acidente de helicóptero matou 20 dos soldados participantes da missão. O portal MSNBC trocou o texto da notícia sobre o acidente, negando que os soldados tenham participado da captura e morte de Bin Laden.

O jornal britânico Guardian e alguns blogs americanos noticiaram as mortes e notaram que elas aconteceram justamente com os soldados da unidade 6 dos SEAL. As Forças Armadas americanas abriram uma investigação para apurar a circunstância das mortes. Será apenas acidente ou queima de arquivo?

Assista ao documentário Fahrenheit - 9/11 - Dublado:


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Que Você Faria?

No último programa da série “What Would You Do?” (O que você faria?) da estação de televisão americana ABC, colocaram-se actores em apuros para consertar um pneu furado. O programa testava quanto tempo demorava a um jovem, a uma loura vistosa e a um muçulmano para conseguir ajuda para trocar a roda na pequena cidade de Tarrytown, em Nova Iorque.

O jovem e a loiraça receberam ajuda em minutos. Algumas vezes mesmo em segundos apenas. No entanto passa muito tempo até que o muçulmano consiga ajuda: um jovem brilhante chamado Dominic Giamo vem ajudá-lo e partilha com o apresentador John Quinones algumas palavras sobre o seu modo de vida.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Índios recebem comida estragada durante Cúpula dos Povos


Eles recusaram as marmitas com arroz, macarrão, feijão e carne estragados

Depois de passar o domingo (17) à base de pão com mortadela, os índios da etnia Pataxó, da Bahia, que participam da Cúpula dos Povos, esperam ter refeições mais saudáveis nesta segunda-feira (17) no Acampamento Terra Livre, instalado no sambódromo, no centro da cidade. Eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização do evento para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas.

A denúncia foi feita durante um debate sobre soberania alimentar, no aterro do Flamengo, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Os índios receberam as marmitas com arroz, macarrão, feijão e carne estragados, que foram  recusadas imediatamente pelas lideranças. Não há relatos de doentes.

Da etnia Yanomami, o índio Kopenão, de Roraima, disse que ficou indignado ao receber a marmita com alimentos podres. 

— Não é comida para cachorro, é comida contaminada que se dá para os indígenas. Somos seres humanos. Nem animal comia aquilo.

Segundo ele, a carne estava ruim e dava para sentir o cheiro ao abrir a quentinha. 

— Vimos na hora.

Liderança da Aldeia Guaxuma, de Porto Seguro (BA), Mucaxo Pataxó também estava entre os que receberam o almoço estragado. 

— Não comi porque dava para reconhecer. Como representante dos nossos parentes aqui, na hora vi a comida não dava para comer e devolvi. A gente tem costume de coisa boa, apesar de ser índio. Por que tratam a gente assim?

Se dizendo muito aborrecido, o representante da etnia Xerente, Srewe, de Tocantins, um dos que participou do protesto durante a tarde, contou que foi preciso interromper o debate para relatar a grave situação.

— Desde sábado já tinha reclamação que a comida não era de qualidade. Neste domingo, infelizmente, os povos indígenas não aguentaram. Não estamos acostumados a isso.

Responsável pelo Acampamento Terra Livre, inaugurado para 1.700 índios na última sexta-feira (15), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil informou que suspendeu o contrato com a empresa fornecedora do almoço. Para o jantar de domingo e para as demais refeições até sexta-feira (22) outra empresa foi contratada às pressas.



terça-feira, 8 de maio de 2012

Irã: Líderes esperam ataque que irá inaugurar a vinda do messias muçulmano

08.05.2012 - Apesar da recente declaração por parte do Irã que não quer uma bomba nuclear e as declarações por funcionários do regime de que eles estão dispostos a negociar a questão nuclear, as indicações de dentro do Irã é para um sinal maciço para uma preparação para uma guerra total, como parte de seu destino.

Nove anos atrás, um braço da Guarda Revolucionária, a Defesa Santa, publicou um livro, “Os últimos seis meses,” no qual descreve as condições necessárias, nos últimos seis meses antes do reaparecimento do messias do passado islâmico. O livro foi distribuído a centenas de milhares de pessoas e todos os Guardas, Basij e bases militares em todo o país.

Xiitas do Islã acreditam que seu 12 º imã, Mahdi, reaparecerá no final dos tempos e matará a todos os infiéis, levantando a bandeira do Islã em todos os quatro cantos do mundo.

O livro adverte as forças militares que devem estar preparados para fazer suas funções durante os seis meses e que haverá muitos sinais para ajudar os fiéis a compreender a transição, que se concentrarão no Irã.

O livro, que conta com hadiths islâmicos pelo profeta Maomé e seus descendentes dos séculos atrás, descreve os ataques de 11/09 e as invasões do Afeganistão e do Iraque como sinais de que o tempo está se esgotando. Mas também profetiza sinais muito mais significativos que lançaria o prazo de seis meses para o reaparecimento do Mahdi: um ataque à Síria e, em seguida, um ataque ao Irã.

Ambos os eventos estão se tornando cada vez mais prováveis como a Síria, Bashar al-Assad continua a matar seu próprio povo e o Irã continua sua busca por armas nucleares.

Mahdi só vai reaparecer, xiitas acreditam que, quando Israel for destruído e os EUA que já estão de joelhos, dois terços da população do mundo vai morrer em um combate nuclear, e com este caos e destruição engolindo a Terra, a “vinda” vai desdobrar.

O presidente Ahmadinejad inspecionando o centro
nuclear do Irã.
Como revelado no documentário secreto iraniano “A Vinda está sobre nós”, acredita-se dentro do regime islâmico de que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, é a figura histórica, tal como alegado em um hadith que se levantará contra os infiéis e passará a bandeira do Islã ao Imam Mahdi, o messias do passado islâmico.

Segundo uma fonte que serviu na inteligência de Guardas - e fugiu para um país na Europa - bilhões de dólares foram gastos com as forças militares para enfatizar essa ideologia muito da vinda, bem como da preparação para uma guerra total.

Milhares de células terroristas que consistem nas mais leais são colocadas em todo o mundo, e eles acreditam que o Irã será um jogador chave na criação das condições para esta vinda.

O regime islâmico totalmente espera ser atacado, diz a fonte. Seus líderes acreditam que isso vai acontecer como previsto em séculos de idade das hadiths e escrito no livro “Os últimos seis meses.” Contingências e respostas para a chamada de ataques simultâneos em Israel, Arábia Saudita e os Estados do Golfo, e atacar não só bases dos EUA na região, mas o território dos EUA.

O regime islâmico já domina a tecnologia nuclear e, atualmente, tem urânio enriquecido suficiente, verificado pela AIEA, para seis bombas nucleares. Ele também tem mísseis balísticos capazes de atingir todos os países nas capitais do Oriente Médio e muitos na Europa, mas também está trabalhando, com a ajuda da China e da Coréia do Norte, em mísseis balísticos intercontinentais.

Um documento da AIEA interno a partir de 2009 mostra que Khamenei, já em 1984, foi especulando sobre bombas nucleares, afirmando que, “Esta foi a única forma de garantir a própria essência da Revolução Islâmica a partir dos esquemas de seus inimigos, especialmente os Estados Unidos e Israel, e prepará-lo para o surgimento de Imam Mahdi. “

A nossa maior preocupação é que o Irã provavelmente tem armas nucleares ao mesmo tempo em que trabalha para criar mais. Conforme relatado em outubro, agentes iranianos vasculharam as antigas repúblicas soviéticas depois da queda da União Soviética em 1991 em busca de bombas nucleares existentes a venda, oferecendo centenas de milhões de dólares. Como verificado com fontes do Departamento de Estado, um antigo oficial da inteligência dos EUA e um general russo, os iranianos têm pelo menos duas viáveis ogivas nucleares.


A fonte de inteligência da Guarda “, disse que ele foi informado em instruções secretas, enquanto na Guarda que tinham duas bombas nucleares, embora ele não poderia atestar se elas eram viáveis. Mas o que ele verificou seguinte foi ainda mais terrível: o Irã tem bombas de nêutrons, graças a seu aliado a Coréia do Norte.

A bomba de nêutrons é uma arma nuclear tática inventada durante a Guerra Fria para matar pessoas com radiação de nêutrons, minimizando danos em edifícios. 

“No entanto, uma ogiva de nêutrons é mais bem descrita como, e é chamado oficialmente, uma Warhead Radiação aprimorado porque ele produz grandes quantidades de todos os tipos de radiação - incluindo raios gama - que geram o efeito de pulso eletromagnético (EMP) em alta altitude”, de acordo com o Dr. Peter Pry Vincent, diretor executivo da Força-Tarefa Nacional e Sobre Segurança Interna, que assessora o Congresso.

“Então, se uma bomba de nêutrons, ou mais propriamente a ERW, é detonada em altitudes elevadas, acima de 30 km, torna-se uma arma EMP reforçada, uma arma estratégica que poderia gerar um EMP poderoso, destruindo eletrônicos e levando ao colapso das infra-estruturas críticas que suportam a vida de milhões de pessoas com mais de vastas áreas geográficas “, Pry disse.

Conforme verificado pela AIEA, os guardas testaram mísseis balísticos a partir de navios e detonaram ogivas sobre a superfície da Terra. Esses testes têm um único propósito: criar um ataque EMP, quer por uma bomba nuclear ou de nêutrons. Como revelado no ano passado, a Guarda já armou seus navios de guerra com mísseis balísticos e tem planos de implantação de navios de guerra no Oceano Atlântico.

Estudos mostram que um ataque bem sucedido de EMP poderia destruir a energia elétrica, telecomunicações, transportes, bancos e finanças, comida e água em todo o território continental dos EUA.

A Comissão do Congresso sobre as EMP estima que, dado despreparo corrente dos EUA, um ano depois de um ataque da EMP, cerca de dois terços da população dos EUA, 200 milhões de pessoas, teriam morrido devido ao colapso por fome, doenças ou tumultos sociais.

Enquanto o Ocidente continua a negociar com os líderes do regime islâmico no Irã, mesmo aceitando o seu programa nuclear para “fins pacíficos”, uma coisa é preocupante a falta: de uma compreensão de sua ideologia.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Indígenas desafiam fronteiras e se unem contra grandes obras na América Latina

Grupos buscam trocar experiências bem-sucedidas e unificar
 posição junto a organizações internacionais

Desafiando as fronteiras nacionais, indígenas de países latino-americanos estão se articulando de forma inédita na oposição a obras que afetam seus territórios e a políticas transnacionais de integração.

Com o auxílio de tecnologias modernas e de conexões históricas, índios de diferentes grupos têm buscado unificar posições em organizações internacionais como ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos). Experiências bem-sucedidas por toda a América Latina em disputas com governos e empresas também vêm sendo compartilhadas.

"Estamos mapeando todas as conquistas dos nossos parentes (povos indígenas) no continente para aproveitarmos as experiências deles aqui no Brasil", afirma Marcos Apurinã, coordenador-geral da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).

"Nossos problemas são praticamente idênticos aos dos indígenas dos outros países", diz ele à BBC Brasil.

Essa aproximação tem sido liderada pelas grandes organizações indígenas nacionais e por movimentos regionais, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica), que agrega grupos do Equador, Bolívia, Brasil, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

Além de manter as organizações filiadas informadas sobre disputas envolvendo indígenas nos países membros, a Coica tem promovido encontros entre seus integrantes.

Nas reuniões, discutem-se, entre outros temas, formas de pressionar os governos a demarcar territórios, como recorrer a organismos internacionais para fazer valer os direitos indígenas e o impacto de grandes obras nas comunidades tradicionais.

"Nos preocupa a nova forma de desenvolvimento conhecida como economia verde. Entendemos isso como um esforço para a exploração dos recursos naturais nos territórios indígenas", diz à BBC Brasil Rodrigo de la Cruz, coordenador técnico da Coica.

Cruz cita algumas obras que considera dramáticas para indígenas na América Latina: no Brasil, a hidrelétrica de Belo Monte; na Bolívia, a construção de estrada que atravessaria o parque nacional Tipnis; no Equador, a exploração petrolífera na Reserva Faunística Yasuní; no México, a estrada Bolaños-Huejuquilla; e na América Central, o Projeto Mesoamérica (integração de redes elétrica e de transporte do México à Colômbia).

Todas as obras acima são ou foram objeto de protestos de indígenas. E, como parte delas afeta povos tradicionais em mais de um país, também entraram na pauta dos encontros entre índios de regiões fronteiriças.


Obras transnacionais

A reportagem da BBC Brasil esteve na divisa com o Peru, onde índios dos dois lados têm se reunido para tratar dos efeitos de uma série de obras destinadas a ampliar a integração binacional nos próximos anos.

A primeira delas – a rodovia Interoceânica, que liga o noroeste brasileiro a portos peruanos no Pacífico – saiu do papel em 2011 e trouxe, segundo os indígenas, vários problemas à região, como desmatamento e mineração ilegal.

Jaime Corisepa, presidente da Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (Fenamad), principal movimento indígena do Departamento (Estado) peruano de Madre de Dios, diz temer um agravamento das condições caso os próximos projetos de integração saiam do papel. Um deles é o acordo energético que prevê a construção de seis hidrelétricas no Peru para abastecer o mercado brasileiro.

Protestos de índios contra o acordo fizeram o governo peruano suspendê-lo e anunciar que ele só vigorará após as comunidades tradicionais serem consultadas, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A articulação entre povos indígenas dos países amazônicos também é facilitada por fatores históricos. Marcela Vecchione, consultora da Comissão Pró-Índio (CPI) do Acre, diz que as fronteiras na região foram definidas conforme critérios econômicos e não levaram em conta as comunidades presentes, que, em muitos casos, foram divididas pelos limites nacionais.

Ao longo de várias décadas, segundo ela, esses povos mantiveram relação intensa com os dos países vizinhos, cruzando as fronteiras livremente. Com a demarcação de terras indígenas pelos governos nacionais nas últimas décadas, porém, esse fluxo migratório foi reduzido, embora muitos povos binacionais (ou até trinacionais, em alguns casos) mantenham alianças por meio de casamentos e relações de parentesco com índios de países vizinhos.


Muitos machineri passam parte do ano em um país e o resto,
no outro
É o caso dos manchineri, que vivem na região da divisa Brasil-Peru. São comuns os casos de índios desse grupo que passam parte do ano em um país e o resto, no outro.

Geraldo Manchineri, que vive em uma aldeia indígena no Peru, sempre visita os parentes do lado brasileiro – a reportagem da BBC Brasil o encontrou numa praça em Brasileia (AC).

Segundo Ricardo Verdum, doutor em Antropologia pela Universidade de Brasília, os povos indígenas começaram a se articular em encontros internacionais nas décadas de 1960 e 1970, quando países africanos e asiáticos lutavam para se livrar do jugo europeu. A evolução do diálogo resultou na Convenção 169 da OIT, de 1989, e na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, de 2007.

Ele diz, porém, que o grande desafio dos movimentos é fazer com que os países que subscreveram os documentos os respeitem.

Para isso, segundo Verdum, nos últimos anos, a articulação entre indígenas (especialmente na América Latina) tem se intensificado e ganhado contornos mais institucionais, com a criação de órgãos para fazer frente às políticas dos Estados nacionais.

"Hoje, eles estão bem mais atentos, buscando se organizar de forma politicamente autônoma", afirma à BBC Brasil.

Verdum diz esperar que, em alguns países, esse processo enseje a criação de Parlamentos dos Povos Indígenas, órgãos que seriam vinculados ao Poderes Legislativos nacionais e serviriam para a elaboração de políticas específicas para os índios.

Conferências virtuais

Além de dialogar sobre desafios comuns em reuniões internacionais, indígenas latino-americanos têm usado a internet para alinhar posições sobre temas que não necessariamente envolvam grandes obras ou conflitos com governos.

Tashka Yawanawá, líder da Associação Sociocultural Yawanawá, que atua no Acre, mantém um blog (awavena.blog.uol.com.br) e usa a internet para fazer videoconferências com povos de países vizinhos.

Nos últimos dias, ele diz ter conversado pelo Skype com índios peruanos sobre como as comunidades tradicionais podem se beneficiar dos "serviços ambientais" que prestam (como o plantio de ervas medicinais ou a preservação ambiental em seus territórios). O tema foi debatido em encontro recente nas Filipinas.

Segundo Tashka, a humanidade hoje vive "numa aldeia global em que tudo está conectado".

"Hoje os povos indígenas não podem mais fugir do homem branco, da tecnologia. Temos que nos atualizar, nos preparar para encarar esse novo mundo."

Leia mais:

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Fonte: www.bbc.co.uk