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sexta-feira, 3 de maio de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Nestlé diz que a Água devia ser Privatizada
Se estão com um desejo de fazer boicote a alguma coisa, da próxima vez que estiverem a comprar algum produto da Nestlé (o que não será difícil considerando tudo aquilo em que esta mega-corporação está metida), lembrem-se que o seu chefe máximo tem uma visão bastante peculiar sobre o direito do acesso à água.
Segundo este senhor (Nestlé CEO Peter Brabeck) - que não deve viver neste planeta, ou no mínimo deverá pensar viver "acima" dos que cá estão - a população crescente faz com que se deva deixar de considerar a água como um direito fundamental, e que deveria ser privatizada e gerida por empresas como a dele.
Certamente na gaveta, terá também planos para de seguida privatizar o ar que se respira.
Fonte: osvelhotesdosmarretas.com
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domingo, 8 de julho de 2012
NIÓBIO: Palavra proibida aos brasileiros
Não é ouro, não é petróleo... Nosso país é queridinho pela Tirania globalista por causa de um metal raríssimo: O NIÓBIO. Ele é ESSENCIAL na fabricação de TURBINAS DE AVIÃO, FOGUETES, MÍSSEIS, AERONAVES E ESPAÇONAVES, CONDUTORES DE PETRÓLEO, JÓIAS, SUPERCONDUTORES, etc.
98% das jazidas de nióbio se encontram NO BRASIL!!!
Enquanto nos distraímos com a "crise" americana e com os coitados (no sentido literal da palavra) do movimento "heterofóbico", riquezas de bilhões e mais bilhões de reais escoam pelas mãos furadas e de dedos faltantes de nossos governantes. A matéria não é nova, e por isso mesmo deve ser posta em pauta: CADÊ O NOSSO NIÓBIO?
COLOQUE ESTE TERMO (NIÓBIO) EM EVIDÊNCIA. Vamos resgatar o que é nosso antes que seja tarde demais.
Nióbio, palavra proibida aos brasileiros
Esses sabem tudo sobre quem diz não saber de nada! Na CPI dos Correios, o sr. Marcos Valério deixou escapar que "levou o pessoal do BMG ao José Dirceu para negociar nióbio" e "o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio."
Ninguém teve coragem de investigar...
O nióbio é um metal sem o qual não se faz foguetes, mísseis, turbinas, armas, aços especiais e instrumentos cirúrgicos. Pois saibam que 100% do nióbio comercializado no mundo é brasileiro. Mas oficialmente exportamos só 40% do produzido. CADÊ A DIFERENÇA? SUMIU?
RESULTADO: subfaturamento e prejuízo certo de bilhões de dólares.
Não é de se estranhar que a maior reserva de nióbio em extração está na cidade de Araxá (MG). O prefeito atual foi eleito pela interessante e inusitada coligação de 14 partidos: PT / PDT / PL / PMDB / PSDB / PSC / PP / PPS / PFL / PSDC / PSB / PV / PSL / PC do B.
Isso após Lula ter se hospedado na casa do presidente da CMN, a maior exploradora do nióbio brasileiro, e de ter seu programa Fome Zero financiado pela ONG dessa companhia (Folha de S. Paulo).
Estão imaginando o mesmo que eu?
E tem mais:logo após o assento do PT no governo nacional, o presidente Lula decretou a criação da reserva "indígena" Raposa Serra do Sol...
E é de se estranhar mais ainda quando os índios se rebelaram, pegaram em armas e fizeram policiais federais como reféns, exigindo o cancelamento do decreto que cria a tal reserva. Perguntinha ingênua: mas se não são os índios que estão exigindo a criação da reserva, quem seria?
Ganha uma das maiores reservas do mundo de urânio e nióbio quem souber responder...
Para finalizar, em recente entrevista o secretário de Turismo da cidade de Araxá relatou a importância do Nióbio...
"Pra que vocês tenham uma idéia daqui, os hotéis da cidade vivem abarrotados... e não só pelos turistas que visitam a cidade em razão do balneário junto ao Grande Hotel, onde se encontram os tratamentos em saunas, duchas, hidroterapia, mecanoterapia e aplicação da lama medicinal... os hotéis ficam abarrotados principalmente pelos americanos, japoneses, europeus, canadenses, árabes, e endinheirados do mundo inteiro atrás desse tal de nióbio...eles precisam dele para mil e uma utilidades... principalmente para a fabricação das turbinas dos aviões..."
Com a palavra, a sociedade brasileira!!!
Contribuição: Email de Rodrigo Oliveira Rosa
Fonte:: www.libertar.in
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Caça ao tesouro do século XXI: robôs, empresas e polêmica
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Imagens registradas por veículos remotamente operados dos navios britânicos Mantola e
Gairsoppa, encontrados pela Odyssey (ODYSSEY MARINE EXPLORATION/AFP/15-9-2011)
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A última década foi próspera para a Odyssey Marine Exploration. Especializados em encontrar naufrágios, seus diretores viram como cinco descobertas no fundo do mar engordaram os cofres da empresa. Os mergulhadores fecharam 2009 com um lucro de US$ 4,3 milhões. A receita, no ano seguinte, pulou para US$ 21 milhões. Os números de 2011 ainda não foram divulgados, mas seriam muito maiores. A companhia, fundada em 1994 na Flórida, diz que a busca por seus serviços é crescente — inclusive por governos, que veem nas embarcações antigas, carregadas de ouro, prata e porcelanas, uma fonte alternativa de renda.
O último a contar com os serviços da Odyssey foi o Reino Unido. Em meados do ano passado, o cargueiro Gairsoppa, de bandeira britânica, foi encontrado a 480 quilômetros ao sul da Irlanda. Um bombardeio, comandado pela Marinha alemã em 1941, mandou a embarcação para 4.700 metros abaixo da superfície. E só agora foram retiradas dali as 200 toneladas de prata que transportava, avaliadas em 150 milhões de libras (ou R$ 467 milhões). Oitenta por cento do valor teve como destino a conta bancária dos mergulhadores. O resto, segundo acordo firmado pela empresa com o Departamento de Transportes britânico, vai para Londres.
— Muitos governos têm interesse em recuperar cargas valiosas a bordo desses naufrágios — conta Mark Gordon, presidente e chefe de operações da Odyssey, em entrevista por e-mail ao GLOBO. — O governo britânico receberá 20% do valor da prata recuperada sem ter arriscado o dinheiro do contribuinte na busca ou na recuperação dos navios.
A recompensa é grande, mas o que se gasta até chegar a ela é considerável, pondera Gordon. Milhões de dólares são despendidos em mão-de-obra — 200 pessoas espalhadas mundo afora, entre arqueólogos, historiadores, curadores, administradores, engenheiros — e na$que é, provavelmente, o funcionário mais importante, o robô.
O Veículo Remotamente Operado (ROV, em inglês), robô desenvolvido pela empresa, é o único a ir para baixo d'água. Controlado a partir de uma sala, ele é a etapa final de projetos iniciados há anos antes, em laboratórios.
— Nosso banco de dados tem mais de 6 mil naufrágios — ressalta Gordon. — Os pesquisadores desenvolvem dossiês para cada vários navios, avaliando quais seriam os "encontráveis", se as operações são viáveis economicamente e como e para quem reivindicaríamos o direito de propriedade do que for encontrado.
A partir daí, os números são mais nebulosos — a empresa não divulga em quantos projetos trabalha simultaneamente, nem onde. O GLOBO apurou que a empresa poderia, inclusive, estar, de olho na costa brasileira. Sua entrada em nosso litoral já provoca arrepios entre arqueólogos, contrários, inclusive, à legislação dúbia relacionada à exploração marítima.
No Brasil, mais de 2 mil navios afundados
Perguntado sobre as novas investidas da Odyssey, o presidente da empresa, Mark Gordon, desconversa:
— Há um punhado de alvos em nossa lista de prioridades, mas não estamos preparados para mencionar seus nomes. Aliás, você só vai ouvir falar deles depois que estiverem completados.
Entraves jurídicos e uma confusão — esta parcialmente resolvida — sobre quem seria o responsável por este patrimônio abriram as portas do Brasil para a exploração subaquática. A iniciativa privada ainda demonstra pouco interesse no setor, mas há o temor de que a entrada da empresa americana desperte a atenção do mercado.
A Marinha organiza, há pouco mais de um ano, o Atlas de Naufrágios da costa brasileira. Sua Diretoria de Patrimônio Cultural já catalogou 2.125 navios afundados no litoral do país. Os mais antigos são do século XVI — ou seja, não contemplam incidentes ocorridos com embarcações indígenas anteriores ao Descobrimento, cujos registros jamais foram documentados.
Não faltam, portanto, localidades para proteger. O problema é o ínfimo contingente de profissionais capacitados para esta função.
Poucos anos atrás, a arqueologia subaquática sequer era considerada ciência. Para todos os efeitos, tratava-se apenas de um assunto entre mergulhadores. A visão global sobre o assunto começou a mudar nos anos 1960, nos Estados Unidos. No Brasil, porém, esta conscientização só aportou em 1993, quando Gilson Rambelli apresentou seu primeiro ensaio acadêmico sobre o tema.
O pesquisador é nome obrigatório para quem estuda o patrimônio cultural escondido sob as águas. Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, ele iniciou sua atividade de arqueólogo-mergulhador — como prefere ser chamado — 20 anos atrás, quando o assunto interessava apenas ele "e mais dois ou três".
— Hoje somos uns 30 — conta. — É pouco para um país da nossa dimensão, até porque, além dos sítios marinhos, há os lacustres e fluviais. Mas acho que daqui a cinco, dez anos seremos 300.
O otimismo é sustentado por mudanças na academia. Dos dez cursos de graduação em arqueologia do país, pelo menos dois — das universidades federais de Sergipe (UFS) e Piauí (UFPI) — já têm disciplinas obrigatórias de arqueologia subaquática. Com isso, há expectativa de que aumente o número de interessados em continuar nesta área no mestrado e doutorado.
— Trata-se de uma área em expansão — assegura Flávio Calippo, professor da UFPI. — A demanda é grande e vem principalmente dos licenciamentos de áreas portuárias e de obras que envolvem estruturas submersas, como hidrovias, dragagens e emissários submarinos.
Doutor em Arqueologia pela USP, Paulo Bava de Camargo assinala que, hoje, os empreendimentos portuários são construídos nos limites ou até mesmo longe das grandes cidades litorâneas, estimulando a prospecção arqueológica de áreas sobre as quais os pesquisadores praticamente não dispunham de informações há cerca de cinco anos.
É por este ganho crescente de tecnologia que os arqueólogos brasileiros não veem com simpatia a atuação da Odyssey — mesmo quando ela caça tesouros a uma profundidade "economicamente inviável ou fisiologicamente impossível", segundo Camargo:
— Nos documentários da empresa há algumas abordagens que se aproximam do trabalho do arqueólogo, mas se destaca muito mais a preocupação com as imagens e o posicionamento do robô — avalia. — Tudo isso num tom aventuresco e de ligeiro deboche das autoridades dos países afetados pelas intervenções. Mostram uma grande e cara parafernália que não envolve qualquer interação humana direta com o sítio arqueológico.
Rambelli, que viu a arqueologia subaquática nascer por aqui, tem a esperança de testemunhar seus colegas irem ainda mais fundo.
— Nós nunca esgotamos um sítio arqueológico. Afinal, no futuro, haverá mais tecnologia — assinala. — Nada substitui a mão do profissional. Hoje não mergulhamos a 100, 200 metros de profundidade, mas um dia podemos chegar lá.
Legislação ainda é confusa
As leis sobre a preservação de bens submersos são contraditórias e não deixam claro o que compete a cada órgão. Até o ano passado, a Marinha e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ainda batiam cabeça. Ambos costuram um acordo desde 2008, que culminou, em novembro último, em um seminário sobre arqueologia subaquática.
— A Marinha tem de ser ouvida, por estar ligada à defesa dos mares, mas o Iphan também tem seu papel — defende Ademir Ribeiro Junior, arqueólogo da Superintendência do Iphan em Sergipe. — Por isso, houve este encontro, onde as duas partes comprometeram-se em cooperar uma com a outra. Agora, só pode haver a remoção e intervenção em sítios de valor histórico com nossa consulta.
Quem quiser se aventurar atrás de bens submersos precisa de autorização da Marinha, mesma Força que administra o Atlas dos Naufrágios.
— Pretendemos criar uma base de dados de interesse histórico e arqueológico, com a localização exata ou aproximada dos navios, que poderá ser vista em cartas eletrônicas — revela o tenente Ricardo Guimarães, encarregado da Divisão de Arqueologia Subaquática da Diretoria do Patrimônio Histórico da Marinha. — Segundo o levantamento, houve maior incidência de naufrágios no Rio, seguido do Rio Grande do Sul e Bahia, e entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
Professor de Arqueologia da UFPI, Flávio Calippo elogia a parceria entre Iphan e Marinha, lembrando que, antes do acordo, a situação era "caótica". Calippo espera que as instituições unam-se a especialistas como ele na demanda por leis mais eficazes.
— Em pouco tempo, talvez, consigamos banir os caçadores de tesouro daqui — confia. — Somos um dos poucos países onde exploradores inescrupulosos ainda encontram algum apoio. Talvez a situação seja pior apenas em Moçambique, onde esta prática parece ter se institucionalizado.
Os piratas do século XXI vêm para cá respaldados por uma legislação confusa, que dá margem a interpretações tendenciosas. Uma lei de 1986, que rege sobre a arqueologia subaquática, foi alterada em 2000. Na prática, as novas regras admitem a comercialização de bens resgatados de naufrágios, mesmo os de valor arqueológico. A "autorização", porém, vai de encontro à Constituição de 1988, aquela que, no fim das contas, prevaleceria sobre qualquer adendo — embora a existência de um mercado negro mostre que, na prática, não seja isso que acontece.
Fonte: O Globo
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Anonymous libera catálogo de músicas e filmes da Sony
O grupo hacktivista Anonymous deu mais uma demonstração de seu poder. Eles disponibilizaram parte do acervo da Sony para download gratuito, em áudio e vídeo, em resposta aos últimos acontecimentos relacionados ao combate à pirataria e compartilhamento de arquivos de forma ilegal na web.
O grupo disponibilizou em uma página simples na web links para download da discografia completa de vários artistas que possuem contrato com a Sony, como por exemplo Alicia Keys, Bruce Springsteen, Carrie Underwood, Franz Ferdinand, Jennifer Lopez, entre outros. Também está disponível todos os álbuns ligados à série de TV “Glee”, e trilhas sonoras de filmes produzidos pela Sony.
Na página, também é possível encontrar links para alguns dos filmes de maior sucesso produzidos pela Sony, em ordem de ano de lançamento, a partir do ano 2000. A maioria dos links remetem a arquivos Torrent, o que facilita a disseminação e o compartilhamento desse conteúdo, mas é possível encontrar arquivos para download direto, em serviços de armazenamento de arquivos online.
A iniciativa do Anonymous é mais uma resposta ao fechamento do Megaupload, um dos maiores sites de compartilhamento online do mundo, que foi desativado pelo FBI na última quinta-feira (19/01). A ação aconteceu logo depois de vários protestos contra os projetos de lei SOPA e PIPA, que estavam em discussão no Congresso dos Estados Unidos. Após a manifestação negativa dos internautas do mundo todo, os projetos foram arquivados por tempo indeterminado.
Por outro lado, diversos outros serviços de compartilhamento de arquivos, como o Fileserve e o Mediafire tiveram seus arquivos deletados, ou foram desativados, sem maiores explicações. Isso pode ser reflexo do temor que as mesmas aplicações legais do Megaupload se apliquem a esses serviços, ou pode ser mais iniciativas do governo norte-americano contra esses sites. Vamos esperar os próximos acontecimentos.
Via AdNews
Fonte:
techtudo.com.br
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O homem de 497 bilhões de reais
Um cidadão brasileiro diz possuir quase meio trilhão de reais em uma agência da Caixa Econômica Federal no interior de São Paulo. O homem se chama Raimundo Souza Oliveira, tem 46 anos e mora em um condomínio de classe média em Paulínia, cidade vizinha a Campinas. O dinheiro está guardado em uma conta poupança na agência de Hortolândia, outro município da região de Campinas, segundo afirma Raimundo. A cifra astronômica supera em quase quatro vezes o império do mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, e em nove vezes o patrimônio de Eike Batista, maior empresário do Brasil. Equivale ao Produto Interno Bruto do Chile. Essa história surpreendente está contada em duas ações que correm na Justiça em São Paulo e em Brasília.
O caso descrito acima poderia ser apenas a aventura jurídica de um espertalhão ou a fantasia de um lunático, mas produziu efeitos preocupantes para o país nos últimos meses. Uma empresa da qual Raimundo é sócio, a Seeblapar Comércio e Participações Ltda., tem uma subsidiária chamada Seebla Serviços de Engenharia. Em março passado, a Seebla obteve com a Petrobras vários contratos de prestação de serviços, todos por meio de carta convite, modalidade de licitação que reduz as possibilidades de disputa. Os negócios com a estatal somam mais de R$ 68 milhões para trabalhos definidos por expressões genéricas como “serviços suplementares de apoio administrativo”, “serviços de atualização de documentação técnica de engenharia” e “serviços de apoio social, psicológico e técnico agrícola”.
Raimundo tem um sócio na Seeblapar, Jader Bezerra Xavier, um cearense de 50 anos, ex-funcionário da Petrobras. A entrada de Raimundo na empresa, que tem sede em São Paulo, aconteceu em janeiro deste ano, de acordo com documentos de alteração do contrato social. Na ocasião, a Seeblapar recebeu um aporte de R$ 10 bilhões, segundo os arquivos da Junta Comercial de São Paulo. Para capitalizar a empresa, Raimundo registrou na Junta que esse dinheiro estava disponível na conta poupança nº 013.00.015.800-6, a mesma onde afirma ter quase meio trilhão de reais, na Caixa de Hortolândia. Com o aumento do capital, o grupo Seeblapar se dirigiu à Petrobras e conseguiu os contratos milionários. Os contratos com a Petrobras vencem entre 2012 e 2014.
Nos meses seguintes, Raimundo tomou algumas iniciativas para tentar se apropriar do dinheiro que diz possuir na Caixa. No dia 2 de maio, ele protocolou na 2ª Vara Federal de Campinas uma Notificação Judicial contra a Caixa com o objetivo de obter documentos relativos à conta poupança. Nessa ação, Raimundo afirma que o banco bloqueou seu acesso à conta e que o dinheiro foi aplicado em CDBs sem sua autorização. Diz também que, a sua revelia, o controle sobre as movimentações financeiras foi transferido para o Setor de Segurança da Caixa. Raimundo não revela a origem dos recursos, mas diz que a legislação brasileira o ampara nessa situação. Para ter direito ao dinheiro, afirma que apresentou à Receita Federal declarações de renda retificadoras, referentes aos anos de 2008 e 2009, e que autorizou a cobrança de imposto sobre a fortuna. Isso gerou um débito fiscal de aproximadamente R$ 116 bilhões, de acordo com as informações prestadas por ele na ação que deu entrada na 2ª Vara de Campinas. Procurada pela reportagem, a Receita Federal informou que não se manifestaria sobre o caso.
Nessa ação judicial, Raimundo ainda pede o microfilme do depósito inicial de R$ 421.803.635 909,91, que, segundo diz, teria sido feito no dia 15 de outubro de 2008. Em maio deste ano, com os rendimentos da poupança, esse valor foi corrigido para mais de R$ 497 bilhões, de acordo com papéis apresentados pelo titular da conta. Raimundo solicita também cópias de documentos que revelem o nome dos responsáveis pelas movimentações financeiras que diz terem sido realizadas sem seu conhecimento.
O juiz titular da 2ª Vara em Campinas, Valdeci dos Santos, rejeitou todos os pedidos de Raimundo. Em decisão publicada no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 3ª Região do dia 26 de maio deste ano, Santos recorreu a argumentos formais para extinguir o processo. Disse que Raimundo usou um instrumento jurídico indevido, a Notificação Judicial, para sua intenção de obter informações da Caixa. O processo adequado para as pretensões de Raimundo seria uma Ação de Exibição de documentos, afirma Santos. Na mesma sentença, o juiz tomou algumas providências que demonstram grande preocupação com as intenções de Raimundo.
A medida mais dura do juiz de Campinas foi condenar Raimundo ao pagamento de uma multa de R$ 5 mil por “litigância de má-fé”, crime que consiste no uso de um processo judicial com objetivos ilícitos ou temerários. Na opinião de Santos, ao pedir os documentos da Caixa, o autor da ação pretendeu “conferir aparência de legitimidade” ao saldo bilionário registrado em outubro de 2008. As pretensões de Raimundo não fazem nenhum sentido, são “desarrazoadas”, decidiu o juiz de Campinas, uma vez que todos os ativos da Caixa atingiam R$ 431 bilhões em março deste ano, valor menor que a poupança de quase meio trilhão de reais.
Raimundo recorreu contra a decisão do juiz de Campinas ao Tribunal Regional Federal de São Paulo no dia 29 de agosto. O caso se encontra com a desembargadora Ramza Tartuce. Ela informou que decretaria o sigilo do processo na semana passada depois de ser procurada por ÉPOCA. No dia 27 de julho, Raimundo entrou com outra ação, na 21ª Vara de Justiça Federal em Brasília. Dessa vez, usou uma Ação de Exibição de documentos, o instrumento que o juiz de Campinas considerou adequado para o objetivo de obter os papéis que Raimundo exige da Caixa. Para fortalecer os argumentos, apresentou cópias de extratos bancários com o saldo bilionário. O primeiro deles tem data de 15 de outubro de 2008, dia em que o depósito teria sido feito. Outros papéis mostram os valores corrigidos até o valor de R$ 497 bilhões.
O juiz da 21ª Vara em Brasília, Hamilton de Sá Dantas, determinou que a Caixa se pronunciasse sobre o caso. A Caixa repeliu a pretensão de Raimundo. Na resposta ao juiz, a Caixa diz que “nunca existiu” nenhum depósito ou crédito bilionário na conta do autor da ação. No dia 15 de outubro de 2008, o extrato realmente mostrou um saldo superior a R$ 421 bilhões, mas isso seria em decorrência de “um erro na geração dos extratos/saldos das contas de poupança” sem contabilização financeira de fato. O erro ocorreu em decorrência de uma “troca de sistemas de controle dos dados” e foi corrigido dois dias depois, em 17 de outubro de 2008, sem que tivesse havido qualquer saque, segundo a Caixa. O saldo real disponível na ocasião seria de R$ 308,40.
O saque dos valores bilionários não seria possível, segundo a Caixa disse a ÉPOCA, pois o sistema de extratos, onde ocorreu o erro, é independente do sistema de saldos reais. Isso não permitiria nenhuma movimentação financeira do montante reivindicado por Raimundo. O aspecto mais contundente apontado pela Caixa na defesa enviada à 21ª Vara é que, nos papéis apresentados por Raimundo como extratos bancários com datas posteriores ao erro, segundo a Caixa, “verifica-se de maneira grosseira a falsidade das informações ali lançadas”. Na resposta a ÉPOCA, a Caixa também negou que tenha bloqueado o acesso de Raimundo à conta.
ÉPOCA esteve no condomínio onde Raimundo mora em Paulínia, mas só conseguiu conversar com ele duas vezes pelo telefone. Raimundo disse que não gostaria de falar sobre o assunto nesse momento porque isso poderia causar “transtornos” à Caixa. “Tenho um segredo aí que nesse momento não convém falar”, afirmou. Raimundo disse também que precisava consultar seu procurador no caso, um homem chamado “Wagner”, de Brasília. Trata-se de Manoel Wagner de Araújo Freire, coronel da reserva do Exército, integrante em 1957 da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Canal de Suez, no Egito, e pai de Gustavo Freire, um dos advogados de Raimundo. Wagner entrou em contato com ÉPOCA. “Não somos inimigos da Caixa. A Caixa tem o nosso dinheiro guardado lá e queremos que ela nos pague”, afirmou o coronel reformado.
ÉPOCA também procurou o empresário Jader Bezerra Xavier na sede da Seeblapar. Um funcionário confirmou que Jader estava na empresa, mas a reportagem não foi recebida por ele nem obteve respostas às perguntas enviadas por e-mail até o fechamento desta edição. No período em que capitalizou a Seeblapar, Jader costumava dizer que tinha amigos e inimigos dentro da Petrobras.
Assim que entrou como sócio da Seeblapar, Raimundo transferiu para Jader R$ 5 bilhões do aporte de R$ 10 bilhões que declarou ter sido feito. A transferência ocorreu “a título de compensação pelos negócios já em andamento” da empresa, de acordo com documentos da Junta Comercial. Questionado por ÉPOCA de onde ele conhecia Jader, seu sócio da Seeblapar, Raimundo disse apenas que o “conhecia” e que tinha “montado um negócio que não teve continuidade”. A Petrobras não respondeu a ÉPOCA até o fechamento desta edição. Se a inacreditável história sustentada por Raimundo e seu procurador um dia for comprovada, o homem mais rico do mundo será brasileiro. Caso contrário, terão de prestar contas à Caixa, à Justiça e aos acionistas da Petrobras, entre eles todos os cidadãos brasileiros.
Fonte: Revista Época
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