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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Capacidade de entrar em CONTATO COM ESPÍRITOS pode ser desenvolvida por meio de estudo e dedicação

Medo e curiosidade se misturam quando o assunto é o contato do homem com o mundo dos mortos. Enquanto diversas religiões têm explicações sobre o fenômeno, a ciência ainda tenta desvendar as causas e os efeitos dessa experiência.


Você já sentiu que estava sendo observado, mas, quando se virou para ver quem era, ninguém estava lá? Ouviu alguém dizer o seu nome sem haver ninguém por perto? Teve a impressão de ter sentido a presença de alguém quando estava sozinho em casa? Pode até ser que essas situações não tenham sido nada, mas pode ser também que espíritos estejam tentando se comunicar com você. Pelo menos é o que acreditam os médiuns, pessoas que desenvolveram a habilidade de se conectar, de uma forma ou de outra, com o mundo dos mortos. Segundo eles, sentir essas manifestações de vez em quando é comum, pois todos temos a capacidade de estabelecer esse contato. Decidir trabalhar ou não essa habilidade aparentemente inerente ao ser humano é uma escolha — e os caminhos, não necessariamente, precisam passar por alguma religião.

Ainda que o tema cause certo medo, é fato que o assunto desperta também uma boa dose de curiosidade. Adriana Noviski, autora do recém-lançado Na sala ao lado — Os mundos invisíveis e seus segredos (Editora Évora), é um dos exemplos de como a busca por informação é capaz de mudar paradigmas — e o modo como se encara a vida. Sem nem saber do que se tratava e, a convite de uma amiga, ela resolveu participar de um curso de cura espiritual. “Fui fazer quase que por intuição e descobri que era médium”, completa. A vivência e o trabalho voluntário posterior às aulas a inspiraram a contar as histórias que viu, por meio da personagem fictícia Amanda.

O atendimento a pacientes a deixou impressionada. “Sempre tive muita intuição, mas achava que era só isso”, comenta. “Existe uma diferença entre intuição e mediunidade. A mediunidade é conseguir ver algo a mais.” Sonhos premonitórios, vultos e mesmo percepções que vinham como flashes sobre problemas de pessoas próximas foram, segundo Noviski, o ponto de partida para que ela procurasse se aprofundar no tema. “Quis escrever o livro para encorajar outras pessoas, mostrar que é natural, porque já fui muito ridicularizada por isso.”

Um dos fundadores do Programa de Saúde e Espiritualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Alexander Moreira Almeida explica que, para fins de estudo, a mediunidade é definida como “uma experiência em que um indivíduo alega estar em comunicação com ou sob a influência de uma pessoa falecida ou de um outro ser não material”.

Depois de sofrer com problemas de saúde e
"crises de loucura", Maria Liosmira encontrou
a cura em um terreiro
O tema, inclusive, é familiar a todos nós — uma vez que está presente na base de grande parte das religiões. Como exemplos, Almeida cita Moisés e os profetas recebendo mensagens de Deus e dos anjos, Maomé recebendo mensagens do anjo Gabriel na composição do Corão, os oráculos gregos, os dons do Espírito Santo nas comunidades cristãs primitivas, bem como entre os católicos carismáticos e protestantes pentecostais. “Deve-se destacar que, especialmente no Brasil, nossas origens indígenas e africanas estão também fortemente permeadas por crenças e vivências ligadas à mediunidade”, completa. “Sendo assim, é uma experiência humana que precisa ser mais bem investigada.”

Sob as lentes da ciência
Há mais de um século, pesquisadores tentam entender do que se trata o fenômeno da mediunidade. O interesse nesse tipo de estudo, explica o psiquiatra, teve seu primeiro pico entre os séculos 19 e 20. Nos últimos anos, o tema parece ter voltado à tona. As experiências mediúnicas têm sido investigadas a fundo por pesquisadores há mais de 100 anos. Houve um grande interesse no tema na transição dos séculos 19 e 20 e,recentemente, houve uma retomada do interesse. Entre as principais hipóteses, estão fraude, doença mental, manifestações do inconsciente do médium, percepção extrassensorial (telepatia e clarividência) e sobrevivência da consciência/personalidade depois da morte corporal.

Desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em 2013, o trabalho “Neuroimagem e mediunidade: uma promissora linha de pesquisa”, de Julio Peres e Andrew Newberg, usava recursos da neuroimagem para investigar a mediunidade. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que “regiões e sistemas cerebrais mediam os diferentes aspectos da experiência religiosa”, descartando, assim, a teoria ponto de Deus — que postulava um local no cérebro como responsável pela experiência com o divino. Os estudos sugeriram ainda que há uma maior atividade do córtex frontal e pré-frontal (áreas responsáveis pela motricidade voluntária) durante experiências religiosas. Outros achados incluem “um aumento da atividade nas redes atencionais relacionadas ao pensamento reflexivo durante tais experiências”. Os lobos frontal e parietal, segundo alguns levantamentos, são as áreas do cérebro correlacionadas com elementos psicológicos e cognitivos específicos dessas vivências.

Falando em investigação, para os cientistas, a existência de comunicação entre vivos e mortos não é o foco das pesquisas científicas. Para eles, o que importa mesmo é saber qual interpretação a pessoa que vivencia a experiência atribui a ela. Contudo, os estudos demonstram curiosidade em saber o que se passa no cérebro de um médium incorporado, apesar de as pesquisas sobre o assunto ainda serem esparsas. “Em linhas gerais, os resultados demonstram que as experiências espirituais como a mediunidade não estão ligadas a apenas uma região, mas a um complexo padrão de ativação de diversas áreas cerebrais”, afirma Alexander Moreira Almeida.

Com o psicólogo Julio Peres e Andrew Newberg, neurocientista norte-americano pioneiro no estudo neurológico de experiências religiosas e espirituais (conhecido como neuroteologia), Almeida participou de uma pesquisa que buscou descobrir as diferenças de funcionamento do cérebro de médiuns quando eles psicografavam em relação a quando escreviam um texto fora do estado de transe. O estudo, feito na Universidade da Pensilvânia (EUA), usou tomografias para comparar os resultados. “Eles mostraram que os textos psicografados eram mais complexos do que os escritos em estado normal de consciência”, resume. “Apesar disso, entre os médiuns mais experientes, ao contrário do que seria esperado, durante a psicografia, houve menor ativação de várias áreas cerebrais ligadas à construção do discurso e ao pensamento mais elaborado.”

A investigação neurocientífica de experiências espirituais abrange, ainda, a própria saúde mental dos médiuns, uma vez que pode existir a possibilidade de essa faculdade ser, na realidade, causa ou consequência de doenças mentais. Para os médiuns, uma boa notícia: de acordo com o psiquiatra, estudos recentes indicam que eles “possuem boa saúde mental e que essas experiências podem estar associadas a bons níveis de ajustamento social”.

Maria Liosmira Rodrigues dos Santos, 49 anos, passou por várias consultas até descobrir a razão pela qual acordava, sem explicação aparente, em qualquer lugar, menos na própria cama. Quando ainda era adolescente, por volta dos 19 anos, era comum que dormisse em casa e acordasse, por exemplo, no meio do mato. Durante os “acessos de loucura”, como ela define, sintomas como alucinações (via seres andando em telhados), gritos e pessoas que chamavam seu nome eram comuns. “Claro que o diagnóstico era sempre loucura”, resume a costureira e comerciante. Esquizofrenia e transtorno dissociativo de personalidade (mais conhecido como dupla personalidade) eram resultados frequentes nos veredictos dos médicos.

Se a saúde não está bem, não é somente o corpo que reclama: para Maria Liosmira, a mediunidade também se manifesta nessas ocasiões, seja com dores nas pernas, seja com fobias e dores de cabeça inexplicáveis, como no caso dela. “Depois de seis meses de consultas e exames, fui ser curada em um terreiro”, relembra. Quando se mudou para o Maranhão, ela encontrou, no município de Caxias, um povoado chamado Narazé do Bruno, um terreiro de terecó. A religião tem raízes afro-brasileiras e é mais popular em Codó, cidade maranhense a 300km de São Luís. Desde então, Maria Liosmira é mais conhecida pela alcunha de Dalila de Légua.

A linha adotada pela crença de Dalila de Légua é curadora, ou seja, se vale da chamada cura espiritual. Semelhante à umbanda, misturou-se a elementos do catolicismo, aos ancestrais indígenas e à encantaria. “Todo e qualquer culto afro, ou se procura por amor ou pela dor”, opina. Pelo amor seriam os curiosos, “que acham bonito”. A dor, para ela, é o caminho que mais leva à espiritualidade. “Não é uma coisa que se escolha, mas é possível desenvolver em qualquer religião”, resume. “Tem coisas na vida que não dá para se explicar. Somente depois que se vê o resultado é que se vai encontrar explicação. A questão é que, até hoje, nunca mais na minha vida acordei em mato, na rua. Nunca mais me perdi sem me encontrar. Reencontrei o sentido da vida.”

No espiritismo

De acordo com O Livro dos médiuns, de Allan Kardec, há oito principais tipos de médiuns:
Médiuns de efeitos físicos: aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, os ruídos etc.;
Médiuns sensitivos ou impressionáveis: pessoas capazes de sentir a presença dos espíritos por uma vaga impressão, uma espécie de arrepio que elas mesmas não sabem o que é;
Médiuns audientes: são os que ouvem a voz dos espíritos (mas não necessariamente transmitem o que ouvem);
Médiuns falantes: nessa modalidade, os espíritos agem sobre os órgãos vocais para verbalizar mensagens. Em geral, a pessoa se exprime “sem ter consciência do que diz e quase sempre tratando de assuntos estranhos às suas preocupações habituais, fora de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência”;
Médiuns videntes: são aqueles dotados da faculdade de ver os espíritos;
Médiuns sonâmbulos: para os espíritas, esse fenômeno é considerado como uma variedade da faculdade mediúnica. “Muitos sonâmbulos veem perfeitamente os espíritos e os descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes”, segundo o livro;
Médiuns curadores: têm o dom de curar por simples toques, pelo olhar ou mesmo por um gesto, sem nenhuma medicação;
Médiuns pneumatógrafos: são aqueles com aptidão para obter a escrita direta.

Fonte: O Livro dos médiuns, de Allan Kardec.

Na umbanda

A mediunidade é expressa de várias. Veja algumas modalidades mais comuns:
Intuição: por meio do pensamento, o médium recebe informações, conselhos ou mensagens dos espíritos;
Incorporação: acontece quando a vibração da entidade se sintoniza com a do médium. Pode ser total ou parcial; ou seja, a pessoa pode ou não se recordar do que aconteceu durante o processo;
Audição: o médium seria capaz de, literalmente, ouvir os espíritos;
Vidência: permite ao médium visualizar as entidades;
Clarividência: permite ao médium visualizar fatos do passado e/ou do futuro. Acredita-se que ele seja capaz de tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais, bem como ver os corpos astrais e mentais das pessoas;
Transporte: acontece quando o espírito deixa o corpo para “dar uma volta”, ou seja, é capacidade de visitar outros lugares espiritualmente. Pode ser voluntário ou involuntário;
Desdobramento: quando o espírito do médium sai de seu corpo, vai a outro local e fica visível a outras pessoas;
Psicografia: acontece quando o médium recebe informações dos espíritos por meio da escrita.

Fonte: Centro Espírita Urubatan.

Para Ruy Meireles, do Centro Espirita Paz e Amor, a mediunidade é uma grande oportunidade de aprendizado

Tradução simultânea

Paulo Henrique Wedderhoff, coordenador do grupo de exercícios mediúnicos, um módulo do curso de estudos da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), diz que o caminho para desenvolver a mediunidade ao máximo leva, em média, cinco anos. Até lá, é possível perceber-se médium nas pequenas coisas, até mesmo quando se compartilha conhecimento. “Se você lê um livro que o impactou e divide esse conteúdo com alguém, você está mediando um conhecimento que veio de outro espírito que não é o seu”, exemplifica. “A mediunidade é muito extensa e não se limita à troca do polisistema cultural, espiritual e corporal.”

Para os espíritas, a mediunidade seria uma característica do ser. Uma vez que todos teríamos espírito, logo, todos seríamos médiuns. Mais que um dom, seria uma habilidade — que, como todas as outras, precisa ser estimulada e treinada até a perfeição. O objetivo da mediunidade, segundo Wedderhoff, é acessar pensamentos que estão nas “redes mentais”, algo como uma internet universal unindo encarnados de desencarnados. “Por isso a frase ‘orai e vigiai’. Não é para ficar com medo, mas para pensar no que se diz. No banco das ideias, o que manda é a qualidade do pensamento, que determina a qualidade do que se acessa.”

No espiritismo, Wedderhoff explica que o conceito de incorporação é um pouco diferente do que prega o senso comum. Segundo o religioso, o médium jamais se ausenta do próprio corpo. Seria algo como tradução simultânea, com a diferença de que, no processo mediúnico, o espírito emite um pensamento, com base em dados do seu acervo cognitivo e que recebe repassa as informações de acordo com suas habilidades. “Você (o médium) é titular de suas decisões. Se o espírito fala algo que você não concorda, você pode não passar isso para a frente”, reforça.

Antes de se render ao espiritismo, Ruy Barbosa Meireles, 64 anos, era católico de berço e cético a respeito das questões do além. Os velhos questionamentos — para onde vamos? De onde viemos? — pipocavam em sua mente. O aposentado, então, resolveu tirar as dúvidas com o padre, mas as repostas pareciam incompletas. Foi quando, há 25 anos, um amigo emprestou a ele o Livro dos Espíritos, obra fundadora da Doutrina Espírita, escrito por Allan Kardec (pseudônimo do educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail).

Hoje, Ruy comanda o Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, na cidade goiana de Luziânia. O caminho até se tornar médium foi longo e permeado por anos de estudo e prática. Assim que adotou a doutrina, começou um curso de um ano e meio para iniciar o desenvolvimento da habilidade: seis meses exclusivamente focados na teoria e o restante em uma mistura de conhecimento e prática. “Foi aí que descobri que tinha sensibilidade mediúnica”, completa. “Sentia coisas, escutava barulhos e sentia presenças que não estavam ao meu lado, que se manifestavam como vultos.”

Antes de saber como essa habilidade funcionava, Ruy ignorava sinais que chama de “fatores mediúnicos”. A sensação de estar sendo observado (sem, de fato, ter alguém olhando) é um dos exemplos de que a sensibilidade para o mundo espiritual pode estar aflorada. “A mediunidade é uma faculdade orgânica do ser humano”, justifica. Como um motorista prestes a tirar a habilitação, além das palestras explicativas, quem quer evoluir tem na prática algo essencial para desenvolver a habilidade de se comunicar com o “outro lado.”

Basicamente, Ruy descreve esse processo como uma exposição aos objetos de estudo. Em uma sala, o médium responsável por conduzir a aula incorpora espíritos protetores, que irão garantir que tudo corra bem. Os alunos se concentram, esquecem o mundo exterior e são conduzidos a um estado quase meditativo. Os espíritos presentes, então, se aproximam dos alunos, para que saibam qual é a sensação de estar próximo a uma entidade. “Nesse contato, sinto um arrepio gostoso e, às vezes, desconfortável”, descreve. “É um bem-estar, uma alegria.” A última etapa (que demora anos até ser alcançada) é a incorporação propriamente dita.

Durante todo o processo, é crucial que a pessoa esteja tranquila e confiante. A aproximação do espírito, de acordo com Ruy, é sutil. “Não pense que é como ser atropelado por um ônibus”, compara. Além de incorporar entidades, ele também psicografa mensagens, tem vidência (capacidade de captar lampejos e impressões do que se passa no plano astral) e passa pelo processos de desdobramento (quando o espírito sai do corpo “hospedeiro” e, literalmente, passeia por outros locais). “A mediunidade é a grande oportunidade para aprender”, analisa. “Se incorporo um irmão sofredor, que passou por dificuldades, isso serve como exemplo para mim. Algo como: ‘Não faça isso, veja no que deu’.” 

A troca de espíritos

Na umbanda, acredita-se que as entidades se apresentem sob a forma fluidílica de caboclos, pretos velhos, crianças e exus. Quem explica é Pedro Miranda, presidente da União Espiritista de Umbanda do Brasil (Ueub). Segundo Miranda, cada uma dessas formas de apresentação tem uma finalidade, que vão desde os chamados passes magnéticos (transposição de energia para o corpo físico do paciente), à cura espiritual. Quando incorporado por uma dessas classes de entidades, o médium, segundo a crença umbandista, “divide” o espaço do corpo para que o espírito o use como ferramenta para ajudar quem precisa.

Aristóteles Talaguibonan Freitas Arruda, 33 anos, é um sacerdote da umbanda. O advogado conta que sua trajetória rumo ao desenvolvimento espiritual começou ainda criança. Aos 4 anos, ele já acompanhava os pais nos cultos. Por volta dos 8, os sinais de que era um médium de incorporação começaram a surgir. “Quando eu participava dos cultos, sentia palpitação, uma sensação de arrepio, até que entrei no estágio de transe”, descreve. Por ter começado tão jovem, Talaguibonan (seu nome espiritual) associa a mediunidade à discriminação. A discriminação sofrida na escola, para ele, ainda é um quesito marcante no que diz respeito à própria espiritualidade. “Passei por preconceito por conta da minha opção religiosa, que nem foi bem uma opção”, conta.

As guias (colares feitos com contas coloridas que fazem parte do uniforme dos médiuns) eram motivo de chacota, assim como as roupas brancas. Mesmo na faculdade, Talaguibonan conta que era excluído, por puro desconhecimento. “Eu era o macumbeirinho, o bruxo, qualquer coisa, menos religioso.” De qualquer forma, o advogado conseguiu prosseguir com sua missão espiritual. Hoje, pai de santo (cargo de alta importância no terreiro), não se ressente. Prefere tratar do tema como um aprendizado. “Ninguém ama o desconhecido, mas ele causa interesse, curiosidade. Faz com que as pessoas busquem se conhecer.”

Na espiritualidade, Talaguibonan conta ter encontrado seu canal para se religar ao sagrado. Por meio da mediunidade, ele diz ter acesso ao Deus que acredita. “É algo que me acalenta. Me considero um escolhido, um privilegiado.” Dependendo da entidade que recebe, ele conta que a sensação muda. Em linhas gerais, há um “apagão”: quando tudo termina, é como se nada tivesse acontecido. Algumas entidades, contudo, consomem grandes quantidades de bebida alcoólica e/ou tabaco, substâncias que causam uma certa rebordosa no médium no momento seguinte à incorporação. “Não fico bêbado, mas sinto a indisposição do álcool”, descreve.

A mediunidade, de acordo com Pedro Miranda, presidente da Ueub, é genérica e extensiva a todos os campos de entendimento. Na umbanda, ela é chamada de incorporação, embora o termo seja impróprio, na visão do religioso. “O espírito não entra no corpo. O guia vibra pelo nosso sistema nervoso, tocando nessas células, o que chamamos de desenvolvimento”, justifica. “As células vão se adaptando àquela vibração, até que se possam fazer a ligação que chamamos de incorporação.” Além dessa modalidade, há a mediunidade de audiência, visão e desdobramento astral. “Ela tem várias formas de apresentação, mas não há mistérios. A limitação da mente humana é que, às vezes, coloca mistério.”

Grande parte das entidades da umbanda já pisaram em terra firme e tiveram experiências no corpo físico. Desencarnados, foram preparados para trazer a quem ficou um pouco da experiência que tiveram e orientar a condução da vida de quem está na Terra. O objetivo do médium é o “trabalho”, termo que se refere ao ato de retribuir a habilidade, considerada uma dádiva dos seres humanos. “As entidades são portadoras de mensagens, não são nossas propriedades”, reforça. “Elas vêm para esclarecer, ajudar e curar aqueles que necessitam de auxílio espiritual.”

Ainda de acordo com o umbandista Pedro Miranda, todos temos uma vibração específica. Algumas se encaixam com o espiritismo, outras, com o catolicismo, e assim por diante. Fábio Araújo, 44 anos, vibra na faixa da umbanda desde cedo. Atualmente, ele se considera um sacerdote da religião. Desde os 12, incorpora entidades e trabalha ativamente em um terreiro desde então. “Nessa idade, você começa a aprender a viver, a saber o que é certo e errado. Ser médium me deu um rumo, uma direção.”

Filho de pais enérgicos, Fábio via na espiritualidade um ponto de apoio emocional que não encontrava dentro de casa. “Poucas pessoas que conheci na juventude estão vivas hoje. Muitas foram assassinadas, porque mexiam com coisas ilícitas”, comenta. “Tivemos uma adolescência muito complicada, sem aquele acompanhamento de pai e mãe. A espiritualidade foi o que me deu esse direcionamento.”

Quando está incorporado, Fábio não sente nada. Segundo ele, é como acordar de um sono pesado. Antes da entidade se aproximar, contudo, há uma série de “sintomas”. Os médiuns, primeiro, passam a mentalizar aquilo que buscam, como na meditação. Depois, a entidade “baixa”, no jargão da umbanda. Muitas vezes, a incorporação vem de uma vez, porém, na maioria dos casos, é resultado de um longo processo. “Cada ser humano tem a sua e ela aflora. São caminhos que se deve escolher.” 

Adaíldo diz que o candomblé manifesta "a força do amor"

Confessionário da alma

Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno, Rafael Moreira explica que, diferente da umbanda, no candomblé há a incorporação de divindades da natureza, conhecidas como orixás, os deuses supremos — ou santos, no sincretismo com o catolicismo. Enquanto na umbanda as entidades (encarnadas ou desencarnadas) descem à Terra para atender a uma pessoa, no candomblé, o orixá descarrega o local (como uma limpeza espiritual). “Ele está acima das entidades. Oxalá, por exemplo, é a representação de Deus, ou seja, são as bênçãos maiores.”

Incorporar, contudo, não é uma finalidade na religião. Cada um tem um dom específico: alguns, para a incorporação de entidades voltadas para a ajuda social, como os umbandistas. Outros, para a incorporação de orixás. Há ainda os que não incorporem nem um nem outro. “O processo não se dá somente porque você vai ao terreiro”, reforça Rafael Moreira. “Cada ser humano tem sua missão na Terra, em qualquer crença.” Médiuns antigos teriam mais capacidade para se manterem conscientes ao longo do processo. “É como se fosse um confessionário”, compara. “Por mais que a pessoa veja e escute o que está acontecendo, não pode falar. Quem fala por ela é a entidade.”

No candomblé, a mediunidade funciona como uma meritocracia misteriosa: a decisão sobre quem será agraciado com o dom é dos orixás. “Sempre falamos que alguns vêm para a religião por vaidade, outros pela ajuda social, e outros porque não tem jeito: vão para um lado e para o outro, mas as entidades o trazem.” Para ser um bom médium, contudo, não basta ter essa faculdade ou estudar bastante. É preciso estar de bem não apenas com a própria espiritualidade, mas em todos os aspectos da vida. “Uma pessoa, para sair de si, tem que se entregar à incorporação.”

“Horrível!”. É assim que Adaíldo Lopes dos Santos, 47 anos, define sua primeira experiência de incorporação. Ele considera o início de sua história com o candomblé “engraçada”. Há 30 anos, o assessor técnico da Secretaria de Defesa da Mulher e da Igualdade Racial teve leucemia e nada parecia dar certo. Evangélico, ele superou seus preconceitos e resolveu conhecer um culto da umbanda. Na primeira vez que pisou no terreiro, incorporou o caboclo Sete Flechas. Lá, aprendeu a única cura bem-sucedida, segundo ele. “Não era uma doença, era só uma cobrança de santo”, justifica. Cobrança de santo, de acordo com o religioso, significa uma oportunidade de se encontrar no mundo dos orixás, como se as entidades o estivessem chamando.

Antes de acabar no terreiro, o plano inicial era ir para uma vigília evangélica (reuniões de oração, louvor e pesquisa bíblica). Com a mudança de planos, Adaíldo colocou a Bíblia debaixo do braço e foi, rumo ao desconhecido. “Não estava com medo. Estava, na realidade, observando o que acontecia e criticando por dentro.” O servidor público tomou coragem por lembrar as vezes que assistiu, escondido, a irmã, umbandista de longa data, praticar os rituais. “Nesse dia, eu estava indo para o culto, escutei o tambor e o segui”, relembra.

Adaíldo não achou a sensação de incorporar muito agradável da primeira vez. “Parece que eu tinha tomado um litro de cachaça. A minha cabeça rodava o tempo todo e o chão balançava comigo.” Depois disso, ele apagou. Não se lembra de nada do que foi dito pelas entidades, só sabe o que lhe contaram. Hoje, é sacerdote do candomblé e comanda um terreiro em Luziânia (GO). Para ele, a mediunidade se desenvolve de várias formas, mas, principalmente, no respeito ao próximo. “Quando eu era evangélico e chegava em uma casa de candomblé, não  respeitava aquela pessoa. Tudo o que eles estavam fazendo, para mim, era em adoração ao satanismo”, analisa. “Depois que você recebe essa energia, descobre que há uma força muito além de tudo isso, que é a força do amor, do respeito.”

Contar a novidade para a família evangélica foi um desafio. Quando aderiu à religião, aos 17 anos, até tomar coragem para falar, Adaíldo aproveitava quando faltava luz para acender velas e oferecê-las para as entidades. “Quando eles descobriram, fui criticado por uns, enquanto outros tiraram o chapéu”, descreve. Adaíldo tem irmãos pastores e irmãs missionárias, mas garante que, quando todo mundo se reúne, o assunto religião não gera polêmica. “Nós nos respeitamos como família.” 

Estudos espirituais

Não é de hoje que a ciência busca entender como funcionam algumas manifestações religiosas. A mediunidade não é exceção. Veja alguns exemplos de trabalhos importantes que tentaram desvendar um pouco do desconhecido:

  • No estudo Fenomenologia das Experiências Mediúnicas, Perfil e Psicopatologia de Médiuns Espíritas, de 2004, o psiquiatra Alexander Moreira de Almeida estudou 115 médiuns com o objetivo de definir o perfil sociodemográfico e a saúde mental dessas pessoas, bem como a fenomenologia e o histórico de suas experiências mediúnicas. Os participantes responderam vários questionários — como o Self-Report Psychiatric Screening Questionnaire (SRQ), instrumentos planejados para triar transtornos mentais. A conclusão foi que “os médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social”;

  • Em sua tese de doutorado, pela Unicamp, a historiadora Eliane Moura da Silva analisou a relação entre psiquiatria, espiritismo e doenças mentais, ou “o processo de construção da representação da mediunidade enquanto loucura”. O foco do estudo foi o período entre 1900 e 1950, quando essas experiências  passaram a ser interpretadas pelos psiquiatras como causa e/ou manifestação de doenças mentais;

  • Há também estudos recentes investigando a origem da mediunidade, buscando desvendar se médiuns podem realmente obter informações que não estão disponíveis a eles pelas vias convencionais. O vídeo Pesquisa sobre cartas psicografadas por Chico Xavier (disponível no YouTube), foi feito pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da UFJF (Nupes) em uma pesquisa para a USP, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora, o tema é abordado a partir do contexto histórico da mediunidade.


Fonte: SaúdePlena

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Paulo Neto - O Médium e sua História de Trabalho e Cura


Uma rotina incansável de viagens, por centros espíritas de diversas cidades, longínquos estados e grandes distâncias. Os números impressionam. São centenas de atendidos por dia, até 2 mil km percorridos em apenas um mês. E isso tudo aos 81 anos de idade. Esta é a maratona de Paulo Neto, um mineiro da pequena cidade de Grupiara que percorre o país contribuindo para a cura de milhares, com a suposta ajuda dos espíritos, há quase 30 anos.

Paulo Neto
A cura, como se pode deduzir, é de difícil comprovação. Não há estudos científicos sobre seu trabalho e sobre os atendidos. Mas não se podem desprezar os inúmeros testemunhos daqueles que se disseram curados após serem atendidos por Paulo Neto, chamado de médium de cura de acordo com a nomenclatura espírita.

Responsável ou não pelas curas proclamadas por diversas pessoas, de todos os níveis sociais e culturais, Paulo Neto é um peregrino incansável. Mesmo idoso, se diz revigorado pela oportunidade de contribuir com o bem-estar de milhares. Seu combustível é o prazer de ajudar, que supera as dificuldades de um homem comum, dedicado a uma causa Maior, além da matéria.

Típico mineiro, de fala mansa, tímido, e hábil contador de histórias, Paulo Neto não costuma se referir a si mesmo no singular. Com frequência, inicia frases com “nós” e “a gente”, por força da humildade. De hábitos simples, conquista pela simpatia, fruto daquela alegria de quem aprendeu a valorizar as belezas da vida após enfrentar os obstáculos inerentes a ela.

Sua vida pode ser dividida em dois momentos: antes e depois do início do trabalho nas casas espíritas. De cada período, soube tirar boas lições. O primeiro foi marcado pelo casamento, com Dona Elenita, sua incansável companheira de viagem até hoje, e pela criação dos três filhos, sustentados com a lida no Exército.

Dos tempos de Forças Armadas, adquiriu a disciplina e a dedicação que o tornaram médium de confiança, das pessoas e dos espíritos. Apesar do bom aprendizado, deixa claro que guarda poucas lembranças deste período, que consumiu “35 anos, 5 meses e 12 dias” da sua vida, como ele mesmo ressalta, sem esconder a alegria pelo fim do trabalho militar.

Foi somente com a aposentadoria que ele pôde iniciar o trabalho mediúnico, em 1983. Sem cerimônias, diz que foi apresentado à tarefa por um espírito de vibrações elevadas que se manifestara através de um amigo médium. “Não houve nada especial, foi apenas um chamado para o trabalho. Nunca aconteceu nada especial”, conta Paulo Neto, com sua conhecida simplicidade.

“Tinha um amigo que recebia uma entidade de muita luz, que determinou que eu deveria fazer um tratamento de cura. Eu estranhei. Foi uma surpresa para a gente. Eu disse: o senhor poderia arranjar outra pessoa melhor”, relembra, ciente de suas limitações. “Porque eu nasci assim, meio tímido. Nunca me destaquei em nada na vida. Mas tudo o que me mandaram fazer, eu fiz. Dou tudo de mim em prol do que me proponho a fazer”.

Apesar do chamado, Paulo Neto manteve o jeito mineiro desconfiado de ser e resolveu testar sua própria capacidade. Em Araguari (MG), onde morava na época, visitou um doente que estava preso à cama há anos, sem possibilidades de andar. “Eu olhei para ele e pensei: este aí não vai levantar nunca, né? Achava que não tinha solução. Mas fiz o que me mandaram. Na outra semana, ele já estava dirigindo”, destaca, recordando o primeiro de muitos casos que viria a tratar nas décadas seguintes.

Feliz pelo resultado, ganhou confiança. “Pois então, acho que esse negócio vai dar certo”, afirmara. Paulo Neto partiu em busca do trabalho. Inicialmente recebia os atendidos em casa. Mas, aos poucos, percebeu que precisava ir além dos próprios muros. E, ao buscar as casas espíritas, enfrentou os primeiros obstáculos no trabalho espiritual. Muitas se recusaram a recebê-lo. “Algumas tinham medo porque poderia comprometer a Doutrina Espírita. Outras eram contra mesmo. A gente ainda enfrenta muita dificuldade”, revela.

Chico Xavier

As portas só se abriram com a ajuda de Chico Xavier, o médium mineiro mais conhecido do Brasil. “O Chico disse que devemos ajudar, servir, socorrer, amparar. E o que ele dizia era lei”, lembra Paulo Neto, que ganhou a aprovação de Chico em uma conversa decisiva em Uberaba. “Quando eu cheguei, ele estava todo cheiroso. Aí perguntei: ‘Por que tanto perfume para falar comigo?’”, recorda, entre risadas. “Aí ele foi me olhando e disse: ‘Você precisa trabalhar’. Eu pensei: ‘Ele já está me insultando. Não é isto o que eu esperava’”.

“Mas foi só aí que entendi que eu precisava de serviço. Antigamente, eu limitava meu trabalho a 200 pessoas por dia. Depois que o Chico determinou que eu tivesse que trabalhar, nunca mais limitei [o número de atendidos]”, afirma.

A aprovação de Chico não neutralizou todos os obstáculos. Até hoje Paulo Neto enfrenta resistência de casas e federações espíritas. Mas ele perde pouco tempo falando sobre as dificuldades, ofuscadas pela alegria de ver seu trabalho gerando boa recepção entre o público. É com sorriso no rosto que ele narra os inúmeros casos atendidos. A retribuição das pessoas, na forma de carinho e amor, serve de estímulo para as maratonas do médium pelo Brasil.

O apoio da família também é fundamental. Desde que iniciou seu périplo pelos mais distantes estados do país, há exatos 29 anos, ele viaja acompanhado da esposa, enquanto seus três filhos moram em Campinas (SP). O casal inicia o trajeto por Minas Gerais, onde percorre cerca de 2 mil km somente em janeiro. Depois alcança as cidades de Goiânia e Brasília, passando por Mato Grosso do Sul. Na sequência, desce para São Paulo e Paraná.

Sem cobrar nada pelo atendimento, Paulo Neto ainda despende boa parte de sua aposentadoria de reservista nas viagens, sempre de carro. “Viajo com meus próprios recursos. Não aceito nada de ninguém”, destaca. A tarefa mediúnica também não contempla férias. “O trabalho já é umas férias. A gente não sente cansaço. Nós nos realizamos junto com aqueles que sofrem”.

Suas “férias” se resumem ao atendimento mais próximo de casa, em Campinas, onde costuma concentrar seu trabalho em dezembro. “Trabalhamos menos nessa época porque as casas espíritas estão envolvidas com o Natal [atuação assistencial]”.

A Cura

Nas casas espíritas que visita, Paulo Neto, segundo explica, ajuda a promover a cura espiritual apenas com a imposição das mãos, sem qualquer intervenção cirúrgica. O médium serve supostamente de instrumento para a atuação de grupos espirituais especializados, através de sua forte intuição e do seu próprio poder de cura.

“Sinto as entidades que formam as equipes de trabalho. Nunca vi ou ouvi [os espíritos]. Só tenho essa mediunidade de cura. Eles não me deixam ver porque tenho que estar em sintonia. Se eu enxergar, não conseguiria fazer o atendimento ao mesmo tempo”, conta.

E, com esse apoio da espiritualidade, Paulo Neto já chegou a atender perto de 2 mil pessoas por dia no início do seu trabalho. Com o passar do tempo, a idade o obrigou a reduzir o ritmo. Aos 81 anos, o médium já apresenta saúde debilitada. Em 2011, precisou interromper temporariamente o atendimento por causa de uma pneumonia e de um problema no coração.

Paulo Neto, então, recebeu o devido auxílio dos espíritos, segundo revela. Mas a saúde frágil o obrigou a cancelar os planos de voltar a atender fora do país, como já havia feito na Itália e na Grécia. Sem poder se arriscar longe do Brasil, manteve a rotina em solo nacional.

Sua tarefa, contudo, não deverá se estender por muito mais tempo. Ele conta que, ao sair do hospital em 2011, foi avisado pelos espíritos que teria uma moratória, um tempo extra nesta encarnação, de aproximadamente 5 anos, uma vez que já cumprira com suas funções.

O “prazo de validade” não parece incomodá-lo. “Eu não sou dono de nada, nem da minha vida. Se eles quiserem me levar, estou pronto para a despedida. Só gostaria de ficar aqui em função do trabalho. Mas, no dia em que eu não puder mais trabalhar, não preciso ficar aqui. Quero ser útil”.

Fonte: MentePlural

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

CNN afirma: Nibiru está em nosso Sistema Solar!

Sabe aquela história de Nibiru, Hercólubus, Planeta X ou Planeta Chupão? Pode ser muito mais real do que muita gente pensa. Para quem não sabe, Nibiru seria um planeta (alguns dizem ser estrela) o qual faria uma órbita elíptica e bem irregular em torno do nosso Sol, é dito que a órbita do tal planeta duraria cerca de 3.600 anos e que toda vez que passa próximo ao planeta Terra(próximo ao cinturão de asteroides), traz consigo grandes cataclismos já que trata-se de um astro gigantesco, cerca de 5 vezes maior que a Terra, outros falam em 4 vezes maior do que Júpiter. 

Mas vocês devem estar se perguntando qual nova evidência  poderia reforçar a presença do objeto em nosso sistema solar, certo? O fato é que as notícias sobre o citado astro saíram do âmbito das chamadas "pseudo-ciências" ou ciências alternativas e agora estão sendo noticiadas pelo canal de TV CNN. Isso mesmo, a rede de TV mundialmente conhecida noticiou a presença do Hercólubus nos confins do nosso Sistema Solar. 

Como a matéria não está completa, não podemos afirmar em que contexto foi dito o que foi dito. Portanto, sugerimos que, diante de maior demanda de informações, o leitor siga em busca de maiores esclarecimentos e/ou pistas sobre a tal matéria, que pode ser assistida logo abaixo.

Fonte do vídeo: Youtube

Fonte da matéria ETs & Etc


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Operação Espiritual - Método

Núcleo Espírita Nosso Lar/SC

Estabelecida a equipe de trabalho (geralmente em torno de 18 médiuns treinados e desenvolvidos na arte da transformação), começa a distribuição de tarefas específicas no centro cirúrgico espiritual. Dentre os médiuns aplicadores e doadores de energia, há um revezamento constante , dependendo do tipo de energia usada no ambiente a qual varia de paciente para paciente.

Entre as funções executadas no centro cirúrgico espiritual, enumeramos: os médiuns doadores de energia básica, os médiuns catalisadores, aplicadores de energias fundamentais e de desmaterialização, e ainda o médium operador encarregado de direcionar todas as energias despendidas ao paciente. Em um clima de muita paz e solidariedade, busca-se a afinidade de pensamento e vibração entre todos os presentes. Através de muita oração, silêncio e concentração, o médium operador coordena os trabalhos e faz entrar o paciente, geralmente acompanhado por um médico, um psicólogo e um terapeuta que dão o suporte necessário ao paciente, durante todo o trâmite da cirurgia.

É lido o diagnóstico e a forma de abordagem espiritual. Em seguida, os doadores e operador iniciam o procedimento da cirurgia propriamente dita. Finaliza-se o processo e em seguida o paciente é conduzido ao pós-operatório em um centro de recuperação avançado, onde são revisados todos os sinais vitais bem como as possíveis reações biológicas do organismo. Após o rigoroso exame da equipe médica, psicológica e terapêutica, o mesmo é liberado do centro de recuperação e recolhido em leito no próprio hospital, num piso diferente, fora da simbiose energética para as próximas 24 horas de total repouso.

Em momento algum o paciente é submetido a qualquer ataque invasivo, ou seja , cortes, furos ou fricções. É utilizado unicamente a indução de energias através de ondas vibrantes de magnetismo pessoal. O grupo reunido, em perfeita sintonia, determina a ação a ser adotada e em seguida (auxiliados pela Espiritualidade, junto com o médico espiritual responsável - Mentor Espiritual), começa o processo de transformação junto ao paciente. Dois aspectos são levados em consideração: o espiritual e o biológico. Espiritualmente, o grupo cria um campo pleno de energia e começa a troca de vibração nos subníveis energéticos do corpo multidimensional do paciente.

O objetivo é localizar bloqueios, abalos e más formações na sua epigênese, indo até a liberação, a solução ou o que é mais provável, a remoção das anomalias localizadas nas camadas mais profundas da mente ou do corpo etérico e corpo astral , viabilizando a sua total transformação de forma gradativa até a suspensão dos sintomas intrínsecos que promovem os desequilíbrios. No tocante a área biológica (corpo físico), o objetivo é atingir a estrutura molecular da matéria, alterando a sustentação e organização das células anormais, criando um novo e desconhecido corpo, para provocar a fagocitose, onde as células sadias destroem e ingerem as partículas sólidas ou formadas por microrganismos alheios a real função daquele tecido, em que se transformaram as células anormais alteradas.

Esta influência acontece através de diversas formas: uma das mais usadas é a aplicação de dardos energéticos. Colhidas pela espiritualidade, as etéricas partículas de ectoplasma (absorvidas dos médiuns doadores presentes ao ambiente), são formados bastonetes de aproximadamente 20 cm de tamanho, que são fixados na corrente energética do operado por meridianos ativos. São injetadas dentro destes pequenos cilindros, energias desmaterializantes que vão aos poucos juntar-se a corrente sangüínea do paciente.

Pelo processo de materialização produzem uma reação química quando em contato com as partículas de oxigênio, formando um terceiro elemento (neutro ao sistema), o qual reage, liberando uma substância relativamente sedosa, que envolve o tecido formado por células anormais ou tumor ( objeto da cirurgia), criando um véu que reveste o centro atingido, impedindo a recepção do sangue ( que leva o oxigênio e o alimento para suas células), morrendo assim por inanição, posteriormente necrosando, mais tarde desintegrando-se e sendo consumido aos poucos por outras células normais (fagocitose).

Geralmente o paciente após três a cinco semanas vê seu tumor, reduzido drasticamente em relação a investigações anteriores, proporcionado exatamente por este mecanismo de auto- destruição celular imposto pela ausência de sangue nas partes afetadas pela cirurgia espiritual. (Não estamos afirmando que a redução da massa tumoral é a cura total, mas a baixa no volume significa dizer que a parte sadia do corpo está tomando providências contra a anomalia na reprodução e manutenção das células afins). Esta técnica vem sendo experimentada desde 1979, com um número considerável de pacientes sendo acompanhados tecnicamente por nossa equipe médica e social, com metodologia simples de constatação. No ano de 1984, foram acompanhados 18 pacientes de câncer que durante o período de testes não estavam sendo tratados com medicações alopáticas - seus médicos julgaram contraproducentes pois os pacientes podiam não resistir ao impacto nas suas defesas biológicas. Foram acompanhados por seis médicos, oncologistas, especialistas e clínicos.

O tratamento utilizando aplicações energéticas, algodão energizado seguido de cirurgia espiritual acompanhada por médicos, obteve os seguintes resultados: - Após três semanas de tratamento (com um período de quatro semanas de carência), os pacientes voltaram aos seus antigos médicos para realizarem novos exames e constatou-se que seis pacientes continuavam com o processo de malignidade aumentando; oito com o processo totalmente estacionado e quatro pacientes não apresentavam mais imagens nos exames ou sintomas da doença - até hoje (dezembro/98) continuam sendo acompanhados pois trabalham em NOSSO LAR, sem qualquer sintoma da doença. 
Em 1992 voltamos a realizar novos testes com metodologia mais apurada, através de hospitais da rede pública e clínicas especializadas em estudos e tratamento do câncer.

Considerando um universo de 21 pacientes com total acompanhamento de psicólogos, oncologistas, clínicos, especialistas, bioquímicos, nutricionistas, terapeutas e homeopatas, conseguimos aplicar o método em sete meses; sendo quatro semanas de tratamento da medicina vibracional, ou seja, aplicações energéticas, algodão energizado, água fluidificada, geoterapia, crioterapia, hidroterapia, massagens terapêuticas, terapia de grupo, programação neurolingüística, culminando com a cirurgia espiritual de restrição sangüínea, obtivemos resultados acima do esperado. Deste grupo, doze pacientes até hoje estão em observação, sem tomar medicação alopática ( isso com recomendação de seus próprios médicos ) não apresentando mais nenhum indício da doença, além das pequenas seqüelas advindas do próprio tratamento de quimio ou radioterapia. Importante: todos os pacientes chegaram em NOSSO LAR, descartados pela medicina oficial, (SPT), inclusive sem prescrição médica.

Outros três pacientes foram a óbito, dois não conseguimos mais contatos pois mudaram-se de cidade e quatro pacientes continuam com o diagnóstico inalterado, porém vivendo com plena qualidade de vida. Atualmente estão em andamento mais três grupos experimentais, com um contingente de 82 pacientes no total (trabalho iniciado em 1997, com término previsto para agosto do ano 2.000), sendo que os resultados parciais estão acima da média até agora alcançada, tendo em vista da inclusão de outras terapias e o funcionamento do CAPC, uma unidade mantida pelo NOSSO LAR, especializada em tratamento do câncer, com 36 leitos e modernamente equipado para tratamentos e experimentos na área da observação oncológica.

Durante o ano de 1998, foram tratados no CAPC, 2.076 pacientes, sendo 712 casos de câncer, prevalecendo, mama, útero, pulmão, próstata, estômago, intestino e leucemias, com um percentual de 82%. Destes, oitenta e dois casos estão sendo rigorosamente acompanhados com efeito estatístico e com metodologia científica repassada por médicos e estudiosos de outras nacionalidades (Alemanha, Bélgica, Espanha, EUA, África do Sul), também adeptos da medicina vibracional, assim como em NOSSO LAR. O processo da Cirurgia Espiritual tem muitas nuances ainda desconhecidas da ciência, que por questões éticas e de respeito ( por não possuirmos comprovações efetivas das evidências) e para não parecer irresponsabilidade ou ridículo, evitamos comentar ou publicar. A cada dia de trabalho em NOSSO LAR, fica mais evidente as futuras características da ciência e da medicina. "Sim, o homem pode curar, não somente tratar. . ."

O Núcleo Espírita Nosso Lar, reserva-se ao direito de não considerar o acima exposto como prática comum, solicitando às pessoas interessadas que busquem mais material e estudos sobre o assunto, porém não recomenda de forma irresponsável o uso de qualquer terapia ou ação cirúrgica espiritual que possa induzir o paciente a pensar que pode parar com o tratamento médico tradicional. Muito pelo contrário, no decorrer de 20 anos de experiência, notamos que os pacientes que preferiram os tratamentos paralelos, curaram-se em menor espaço de tempo e com maior segurança. O grande momento para o paciente de câncer , é quando seu médico lhe diz: "Você esta liberado para a Vida". Então Você nota, que o grande milagre aconteceu: Você se auto-transformou!

Fontes: 


domingo, 30 de dezembro de 2012

Exposição parisiense aborda contato de Victor Hugo com espíritos


Em 1852, o escritor francês Victor Hugo (1802-1885), autor de livros como "Os Miseráveis" e um dos maiores poetas de todos os tempos, exilou-se na ilha de Jersey, entre a França e a Inglaterra, por motivos políticos.

Ali, viveu um episódio muito controverso da história cultural francesa.

Divulgação 

Ectoplasma sai da boca de mulher em sessão mediúnica de 1918
Realizou, entre 1853 e 1855, inúmeras sessões de mesa falante (ou girante), a fim de se comunicar com espíritos --com sua filha Léopoldine, que havia morrido aos 19 anos, em 1843, afogada no Sena, mas também com William Shakespeare (1564-1616) e Dante (1265-1321).

Essa experiência é tema de uma interessantíssima exposição em cartaz (até 20 de janeiro) no museu Maison de Victor Hugo, em Paris: "Entrée des Médiums - Spiritisme et Art d'Hugo à Breton".

O título, "Entrada dos Médiuns", vem de um texto do escritor André Breton (1896-1966), líder do surrealismo, movimento literário e artístico que se interessou pelos fenômenos mediúnicos e chamou a atenção para a obra de médiuns-pintores.

PARANORMAIS

A primeira parte da mostra trata das relações de Hugo e sua família com o espiritualismo, expondo desenhos do poeta, fotos feitas por seu filho (e principal médium) Charles Hugo, além de manuscritos com as transcrições de mensagens colhidas na mesa falante de Jersey.

A segunda e a terceira partes trazem trabalhos de artistas-médiuns e de médiuns-artistas, todos eles pouco conhecidos e em geral classificados como "art brut", tais como Fernand Desmoulin (1853-1914), Victorien Sardou (1831-1908) e Hélène Smith (1861-1929), por exemplo.

O principal interesse da sessão sobre a metapsíquica (corrente de estudos criada pelo cientista Charles Richet com a finalidade de pesquisar fenômenos paranormais) é a série de fotos da médium Marthe Béraud expelindo ectoplasmas (materializações de espíritos).

As imagens são extraordinárias, "verdadeiras esculturas conceituais", nas palavras de Gérard Audine, diretor do museu.

As relações intensas, mas pouco ortodoxas, dos surrealistas com a metapsíquica, a vidência e o espiritismo concluem a mostra, com obras de Robert Desnos (1900-1945), André Masson (1896-1987), Yves Tanguy (1900-1955) e outros.

Além de incomum, a exposição é audaciosa por abordar temas e crenças que sempre são tratados com muita discrição na França --pátria de Voltaire (1694-1778), mas também de Allan Kardec (1804-1869).



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cidades Espirituais

Programa da Rede Mundo Maior apresentado por Cristina Sarraf, George de Marco, Paulo Henrique de Figueiredo, Marisa Alem, Rita Folker.


Assista também em www.redemundomaior.com.br


terça-feira, 1 de maio de 2012

Psicopictografia - Ao Vivo!

O médium Lívio Barbosa estará na FEIC neste dia 6 de maio, onde psicopictografará uma média de 40 telas ao vivo.

É um boa oportunidade de conferir pessoalmente que a vida continua depois da vida. 

Clique para ampliar

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ramatis - Sua Vida

Um vídeo bacana, contando a história de Ramatis através dos séculos.
Um trabalho bem legal.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Missão Espiritual do Brasil

por Antônio Celente Videira

Assim como acontece com cada indivíduo, cada nação possui uma meta espiritual a cumprir. Conheça aqui um pouco mais desta nossa história espiritual.

Os caboclos, exímios conhecedores das ervas terapêuticas, permanecem vivos no imaginário popular.

Para compreensão do estado de compromisso espiritual do Brasil, diante de um mundo conturbado, é imperativo que se faça análise dos acontecimentos do passado remoto, mais precisamente a partir do Século XI.

Segundo a obra “Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de autoria do espírito de Humberto de Campos, psicografada pelo médium Chico Xavier, mensageiros devotados reencarnam no orbe terráqueo.

No século XIII, inicia-se o esmaecimento da expressão feudal, já que, sob a inspiração do Alto, universidades são fundadas na Europa.

Através do processo reencarnatório, a França vai abrigar a alma ateniense, nas suas elevadas indagações filosóficas e científicas, abrindo caminho para o direito do homem e dos povos. A Inglaterra abrigará a edilidade romana, com sua prudência e educação, conformando o homem, daquela época, com o ingrediente das criaturas que viveram a Nação dos Césares. Mas é na Itália, que os mestres da Antiga Grécia vão fazer o Movimento Renascentista, surgindo a pintura, a escultura, enfim, a arte.

Com o desmantelamento da Ordem dos Templários em 1307, D. Diniz vai abrigar os monges guerreiros em Portugal. A partir desse instante, cria-se a Ordem de Cristo, com resquício de toda uma cultura templária. Nesse torvelinho, surge a figura do controvertido Henrique de Sagres, ligando o seu nome a um centro de pesquisas, que denominamos Escola de Sagres. Chamamos essa escola de centro de pesquisas porque, na realidade, não era uma escola na acepção da palavra, mas a animação de um processo de estudos voltados para a descoberta de outras plagas terrestres. Seria a NASA daqueles tempos.

Estava o Brasil pronto para celebrar, sob a maestria do Alto, o cruzamento entre o nativo e o branco português, sendo que este já era um caldatário de bárbaros visigodos, árabes, romanos, fenícios e outros povos do velho mundo que se entrecruzaram.

O produto do acasalamento daquelas raças iria, mais tarde, absorver o negro.

Esse negro africano, segundo a obra “Umbanda – A Proto-síntese Cósmica”, de autoria do Caboclo 7 Espadas, psicografada por Rivas Neto, já era uma raça decaída, mas com resquícios do grande Tronco Tupi ou Raça Vermelha, sob a proteção da Confraria dos Espíritos Ancestrais, que surgiu no Brasil Central, tendo chegado à África, através do constante mergulho espiritual na carne e do deslocamento físico, deixando para trás uma cultura e um sentimento religioso-científico que muito lhe custaria no processo evolutivo.

Esse africano, em linhas gerais, é transportado para o Brasil como escravo, guardando ainda a embrionária proto-síntese religiosa que irá ressurgir na Umbanda, cuja missão é resgatar a Sabedoria Eterna. Foi no Planalto Central Brasileiro, portanto, que efervesceu a Teogonia do Aumbandan que, de certa forma, hoje é estudada nos templos maçônicos, teosóficos, rosacruzes e outras escolas de mistério, e ainda nas casas espíritas, e que o Movimento Umbandista, agora em pleno Solo Pátrio Brasileiro, está reunindo e metodizando seus conhecimentos através da Umbanda Esotérica.

O amalgamento dessas três raças, o branco-português, o negro e o índio, que cruzaram Hierarquias Supremas do Mundo Espiritual, tudo sob a coordenação de Ismael, sustentará a unidade nacional, não permitindo a fragmentação da base geográfica da Nação Brasileira.

A religiosidade do povo brasileiro estava pronta para adentrar o século XX.

A interiorização e o desbravamento dos rincões do oeste foram executados por bandeirantes, acompanhados por missionários católicos, a Independência Brasileira foi arquitetada por homens freqüentadores dos templos maçônicos e, por fim, a república é proclamada com a impetuosidade dos que estudavam as máximas de Augusto Comte, através do Positivismo.

Esse é o motivo pelo qual o Brasil é o País onde todas as religiões têm sua “Luz ao Sol”, proporcionando ao povo da terra de Santa Cruz, um elevado sentimento devocional às coisas sagradas. O que se percebe é a essencialidade de um Deus Universal, habitando o interior do campesino, que tira o seu sustento da terra, até o gestor público que, às vezes, ocupa elevados cargos na escala governamental, não perdendo de vista a sua fé na Suprema Ordem Cósmica.

O espírito de Ramatis, através da psicografia de Amélia Paoliello Marques na obra “Brasil – Terra de Promissão” traduz bem esse sentimento da seguinte forma:

...É, o povo mais intuitivo do mundo, onde o maloqueiro carrega um “santinho” no pescoço e o político famoso “sarava” o seu guia; onde o médico receita o medicamento famoso para o cliente, mas vence a sua própria insônia com o chá de ervas prescrito pela “preta velha”! É, finalmente, a nação abençoada, onde os próprios militares de toda graduação hierárquica organizam-se em “cruzadas militares espíritas”, trocando a espada da morte pela paz de espírito, a sementeira do ódio pela jardinagem do Amor, o manual de guerra pelo Evangelho do Cristo.

Hosanas, pois, ao Brasil, por ser, realmente, a “Terra de Promissão”!

Todo esse enredo missionário do País do Cruzeiro é o esteio para não permitir o desespero diante do caos que o mundo globalizado vem nos apontando.

Tráfico de armas, biopirataria, aquecimento global, narco-terrorismo, comercialização de pessoas, proliferação de máquinas caça-níquel, enfim, a transnacionalização do crime produzida por uma raça humana, causando as mazelas agonizantes do milênio que se inicia.

O sucesso da tecnologia do biocombustível, a pesquisa com drogas contra a AIDS, o desenvolvimento do reator centrifugado para o enriquecimento do urânio, a incursão da prospecção do petróleo em águas profundas são algumas das iniciativas do povo brasileiro, que guarda em si a mescla dos sangues de todas as raças, o que, talvez, fá-lo possuidor das mais enlevadas características de povo amigo e acolhedor dos demais irmãos planetários, não obstante a crise de valores éticos e morais demonstrados por seus representantes políticos que se encastelam nas instituições da República de hoje.

Brasil, Brasil! Da Escola de Sagres à Organização das Nações Unidas; do misterioso e irrequieto Infante D. Henrique ao Marques de Olinda, precursor do estudo Espírita em seu solo; da possante Raça Vermelha que habitou o seu Planalto Central ao seu povo sôfrego, mas abençoado por Deus; sua missão é desfraldar e encravar, no Coração do Mundo, a flâmula da paz e da compreensão, vivendo harmonicamente, em proveito da vitória de toda a humanidade.

Eis aí, portanto, a missão do Povo Brasileiro, nascido das entranhas de uma Nação Santificada, reduto do pensamento Crístico que eclodirá neste Terceiro Milênio que se inicia.

Pátria, Trabalho e Solidariedade!


domingo, 26 de dezembro de 2010

Estranho Planeta

O texto abaixo, recebi por e-mail e achei legal compartilhar aqui na revista. É tragicômico, mas achei que também serve para alimentar uma certa dose de auto-análise em cada um de nós.



Recebemos o seguinte material, aparentemente encaminhado por Telik, subcomandante marciano: "Segue cópia da síntese de duas pesquisas sobre o Planetinha, apresentados na última Conferência Galática de Pesquisa de Planetas Primitivos. Os dois pesquisadores não se conheciam. Esperamos façam o uso devido da informação. Traduzimos as referências para termos terráqueos. Paz". Eis a cópia:




CONFERÊNCIA GALÁTICA de PESQUISA de PLANETAS PRIMITIVOS

Relatório 015-400-78
Autor: Dr. Haak, de Sirius B
Objetivo: Pesquisa de Rituais Coletivos do Planeta Azul do Sol Hélios da Via Láctea
Descrição:
No 25º dia do 12º mês solar do Planeta, acontece uma celebração da divindade chamada Cristo.
Os seres racionais do planeta reunem-se em templos, acendem luzes, cantam músicas de Paz e falam de Fraternidade.

Oferecem alimentos aos famintos de seu povo.

Esta divindade é retratada como uma criança masculina, tendo ao redor os pais e racionais de vários níveis sociais e de raças distintas, junto a diversas espécies de irracionais. Parece ser o deus de um culto não-exclusivista, igualitário e fraternal.

O meio em que é retratado sugere que esse culto prega simplicidade, contato com a natureza, amor a todos os seres, inclusive os irracionais do planeta.

As práticas dessa celebração, embora variem ligeiramente, enfatizam o Amor incondicional, a busca da Luz e a Fraternidade Universal. Os objetos de culto, como árvores com luzes, estrelas, fontes rústicas de iluminação (chamadas "velas"), etc., apontam para o culto à Luz. Indicam um nível evolutivo promissor.
Esta pesquisa não inclui análise espectrográfica das emanações energéticas dos seres pesquisados.

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Relatório 031-749-90
Autora: Dra. Ghaa, de Antares
Objeto: Pesquisa de Rituais Coletivos do Planeta Azul do Sol Hélios da Via Láctea
Descrição:
No 25º dia do 12º mês solar do Planeta, os seres racionais realizam uma celebração primitiva, aprentemente dirigida a aplacar uma divindade hostil denominada Natal.

Durante todo o mês, os sacerdotes desse culto, denominado Crediário, convocam por todos os meios o povo a que pague oferendas ao deus. Somente podem participar do culto os que possuem bens. Trata-se, obviamente, de uma religião das elites do planeta.

No planeta existem racionais que não têm direito a moradia e alimentação. Concluimos que deve tratar-se de punição por crimes de alta gravidade. São excluidos desse culto.

Às vésperas da celebração, sacrificam ao deus milhões de vítimas irracionais (animais: especialmente aves e peixes). No dia seguinte, armam altares em cada moradia, enfeitam os cadáveres das vítimas, e realizam rituais, que constam da ingestão de líquidos alucinógenos (bebidas alcólicas), e entre invocações ao deus, ingerem os cadáveres (carnes de animais que morreram sofrendo), não raramente sangrentos. Após, alguns entram em transe (bêbados), entoam ruidosas músicas, às vezes com danças. Nas horas seguintes, alguns se sacrificam (morrem) ao deus, após ingerirem grande quantidade dos líquidos rituais, praticando a autodestruição dentro de seus veículos (acidentes automobilísticos fatais). Muitos usam vestes e adornos brilhantes.

Análise energética espectrográfica classifica os celebrantes na categoria Mínima Limítrofe dos Planetas Primitivos."

Texto extraído do Informativo RAMATÍS - Órgão de divulgação da Associação Mundial das Fraternidades Ramatís, ano II, Número 04 - Jan/ Fev/ Mar 1997 . Coordenado por Mariléa de Castro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

X Seminário Ramatis - RJ - Programação


Programação do X SEMINÁRIO RAMATIS - RJ
18 e 19 de setembro de 2010

X Seminário Ramatis
Local do evento: Auditório da Rua Maria Amália, 54 - Tijuca
Dia 18 de setembro - Sábado
  • 08:30 / 09:00 - Abertura.

  • 09:00 / 10:20 André Trigueiro (RJ) - Jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental e editor-chefe do programa "Cidades e Soluções", exibido na Globo News. Autor do livro Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação", Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI" e autor do livro "Espiritismo e Ecologia".

    Tema: ESPIRITISMO E ECOLOGIA.

  • 10:30 / 11:50 - Dr. Américo Nunes (RJ) - Médico Pediatra, autor de 9 livros publicados, orador e pesquisador espírita, com centenas de matérias publicadas em jornais e revistas, com os temas: "A Ciência Descobrindo o Espírito", "Acárdicos - Fetos sem Espíritos" entre outros.

    Tema: DEFORMIDADES CONGÊNITAS À LUZ DO ESPIRITISMO (LEI DE CAUSA E EFEITO).
  • 11:50 / 13:10 - Intervalo para ALMOÇO.

  • 13:10 / 14:30 Prof. Laércio Fonseca (SP) - Físico, com especialização em Astrofísica e Cosmologia. Dirige, há mais de 35 anos, o Espaço Caminho da Luz, onde ministra aulas de Kung fu, Tai-chi-chuan, Yoga, Medicina oriental e realiza trabalhos na área holística em geral.

    Tema: FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE.


  • 14:40 / 16:00 Prof. Laércio Fonseca (SP) - FÍSICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE.

  • 16:10 / 17:30 Roger Bottini Paranhos (RS) - Expositor Espírita, orientado por Hermes, Ramatís e Akhenaton, dedica-se em especial a missão de promover a Visão Espiritual do Terceiro Milênio: o "Universalismo Crístico".

    T ema: CLONAGEM E ENGENHARIA GENÉTICA: OS AVANÇOS DA MEDICINA À LUZ DO ESPIRITISMO.
  • 17:30 / 17:50 - Intervalo para LANCHE.

  • 17:50 / 19:10 - Dr. Luiz Sérgio de Lima Gomes (RJ) - Médico Psiquiatra, Homeopata, Terapeuta Floral, trabalha com TVP e realiza Cursos e Workshops de Autoconhecimento e Crescimento Interior. Autor de diversos livros e Expositor Espírita.

    Tema: MEDICINA INTEGRAL.

  • 19:20 / 20:40 Fernando Sérgio (RJ) - Radialista, Jornalista e Professor de cursos de Parapsicologia. Trabalha há mais de 30 anos na imprensa do Rio e há 14 anos está na Super Rádio Tupi.

    Tema: O PODER DO PENSAMENTO.

Dia 19 de setembro - Domingo
  • 08:45 - Abertura do 2º dia.

  • 09:00 / 10:20 - Dr. Luiz Mário Duarte (RJ) - Médico Neurologista, Psiquiatra e Expositor Espírita.

    Tema: A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO NATURAL.

  • 10:30 / 11:50 Adolfo Marques dos Santos (RJ) - Expositor da Doutrina Espiritualista há mais de 40 anos. Autor de 7 livros, dos quais, "Metafísica das Curas de Dr. Fritz", "Os Discos Voadores e Sua Inserção na Cosmodinâmica Planetária", entre outros.

    Tema: APOCALIPSE, FIM DOS TEMPOS E OS DISCOS VOADORES.
  • 11:50 / 13:10 - Intervalo para ALMOÇO.
  • 13:10 /13:40 - Apresentação do CORAL RAMATIS.

  • 13:50 / 15:10 Tatiane Bellieny (RJ) - Psicóloga com Formação em TVP e Hipnose Natural Ericksoniana, Pós Graduada em Psicologia Transpessoal.

    Tema: RESILIÊNCIA - SABEDORIA INTERNA.

  • 15:20 / 16:40 Fátima Regina Moura (RJ) - Jornalista, professora de educação artística, pedagoga e psicopedagoga clínica com especialização em portadores de necessidades especiais - 38 livros publicados, entre literatura infantil, infanto-juvenil e romances psicografados, colaboradora da Revista de Cultura Espírita.

    Tema: PEDAGOGIA ESPÍRITA - A REAL DESCOBERTA DO SER.
  • 16:40 / 17:00 - Intervalo para LANCHE.

  • 17:00 / 18:20 - Wagner Borges (SP) - Pesquisador Espiritualista, Projetor Extrafísico, conferencista, consultor da Revista UFO e colaborador das revistas: Sexto Sentido, Espiritismo e Ciência e Revista Cristã de Espiritismo. Autor de onze livros dentro da temática projetiva e espiritual.

    Tema: EGRÉGORA E OS CHACRAS DOS ANIMAIS.
  • 18:30 - Encerramento.

Ingressos à venda na livraria Ramatis, na Rua José Higino, 176 - Tijuca
VAGAS LIMITADAS! Não deixe para a última hora!