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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

7 UNIVERSIDADES brasileiras oferecem CURSOS ONLINE GRATUITOS!


Se você gostaria de ampliar seus conhecimentos com professores de algumas das melhores universidades do Brasil, esta é uma excelente oportunidade para quem não tem a chance de estudar em instituições conceituadas. Confira a lista!

1 – USP (Universidade de São Paulo)
A USP oferece seus cursos e aulas em três diferente plataformas, são elas: UNIVESP TVe-Aulas e Veduca.

2 – UNB (Universidade de Brasília)
A UNB disponibilizou gratuitamente um curso de graduação a distância através do portal Veduca.

3 – PUC – RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
As aulas estão disponíveis de graça no portal Condigital.

4 – UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas)
Basta escolher um dos 5 sites a seguir para acessar o conteúdo dos cursos e aulas da Unicamp: UNIVESP TV, OCW UNICAMP, GGTE UNICAMP, e-UNICAMPCâmera Web.

5 – FGV (Fundação Getulio Vargas)
Os cursos gratuitos estão disponíveis no site da FGV Online.

6 – UNESP (Universidade Estadual Paulista)
São mais de 70 cursos online grátis oferecidos através do portal UNESP ABERTA.

7 – UFF (Universidade Federal Fluminense)
Visite o site Videoaulas UFF para ter acesso de graça as aulas da instituição.




terça-feira, 29 de outubro de 2013

TESTES QUÍMICOS já MATARAM mais de 1.500 PESSOAS NA ÍNDIA

O segundo maior país do mundo, a Índia, tornou-se um foco de fraude farmacêutica, como sem escrúpulos empresas farmacêuticas , a maioria do Ocidente, continuam a usar a Índia e geralmente em populações mais pobres como cobaias humanas em ensaios clínicos desumanas e antiéticas. E a Suprema Corte da Índia está finalmente tomando medidas contra esta enorme crime organizado por encomenda do Ministério da Saúde da Índia para justificar a sua aprovação de 162 ensaios clínicos globais a ter lugar no país.

 A Índia tem sido o principal alvo da indústria farmacêutica na sua busca incessante para dominar os sistemas de saúde do mundo. Grandes empresas farmacêuticas têm sido muito bem sucedidas na burla ao governo indiano para aprovar ensaios para todos os tipos de "novas entidades químicas" (ENC), muitos dos quais foram testados em índios nas comunidades mais pobres, onde há um acesso mínimo à assistência médica adequada.

 A situação esta tão fora de controle na Índia que grupos de defesa dos direitos humanos, criaram uma petição em fevereiro, para pressionar o governo para tomar medidas. A Suprema Corte da Índia ouviu e depois de uma recente audiência, concordou em dar ao governo um ultimato que obriga a fornecer evidências apoiando a ciência por trás de sua aprovação nos testes. O ministério da saúde tem apenas duas semanas para dar cumprimento à presente ordem.

 " Os ensaios clínicos de NCEs estão sendo realizados sem seguir o protocolo apropriado, e as empresas estão se aproveitando de pessoas pobres ", diz Amulya Nidhi, coordenador do Fórum de Direito de Saúde.
 A organização do site acrescenta que um número cada vez maior de testes clínicos estão ocorrendo no país, com pouca supervisão, o que representa grandes riscos para a saúde pública. Isto é evidenciado pelo fato de que mais de 1.500 indígenas morreram durante os ensaios clínicos que ocorreram apenas entre os anos de 2010 e 2012.

Fontes: 


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mulher indígena dá a luz em jardim após ser expulsa de hospital por não falar corretamente o idioma

Com dores de parto, Irma veio para o Centro de Jalapa Diaz de Saúde, quando ainda era noite, acompanhada pelo marido.
A clínica estava parcialmente parada, porém teria uma equipe de emergência. Então para os poucos que estavam trabalhando disse-lhes que estava prestes a dar à luz. A paciente relatou que estava a horas tendo contrações e estava completamente dilatada.

Os médicos fizeram -lhe algumas perguntas , mas não a atenderam argumentando que a indígena não fala espanhol perfeitamente e que não a compreenderam. Ou que , como havia sido assistido por parteiras durante a gravidez , eles não tinham certeza do que estava acontecendo. Como era, eles decidiram que não entendia e ignorou o óbvio : a mulher precisava de ajuda.

Irma López Aurelio esperou mais de duas horas. Tentou obter o apoio de enfermeiros e pessoal administrativo , mas ninguém a internou, ou se quer deu-lhe atenção. Assim, nas primeiras horas da quarta-feira passada , quando o sol tinha acabado de sair , foi para o jardim do centro de saúde , e lá, sem assistência , deu à luz a uma criança de 2 quilos 400 gramas, só então a socorreram .


A polêmica

Um cidadão que estava no local tirou uma foto do que aconteceu, logo após o parto . Ele a vê de cócoras mulher e criança na grama, ainda ligado pelo cordão umbilical.

A partir da sua conta do Facebook, Eloy Pacheco Lopez explicou: " Depois de esperar atenção por duas horas deu à luz no pátio do hospital depois de ser ignorada pela equipe sob a direção do médico curso Adrian Rene Cruz Cabrera " (sic) .

A imagem foi tirada pelo Portal Route 35 e começou a se espalhar no Twitter, onde se multiplicavam comentários a condenar a conduta da equipe médica do hospital eo secretário de saúde , Germán Tenório Vasconcelos .

O governo do Estado , em resposta , emitiu um boletim afirmando que ordenou " uma imparcial e completa equipe médica do Centro de Saúde de Jalapa Diaz, para determinar responsabilidades sobre a suposta negligência médica no processo de Irma cuidado Aurelio Lopez, que deu à luz uma criança na manhã de quarta-feira 03 de outubro . " No entanto, o secretário de saúde tentou voltar-se contra os holofotes. Comunicado do governo diz: "Falha de que este crime tenha sido utilizado para fins de curiosidade por meio de redes sociais, prejudicando a imagem da mulher e de seu filho , em primeiro lugar , e em segundo lugar , afetando a imagem dos trabalhadores da saúde " .

A irritação oficial aumentou porque o internauta que subiu a foto também tinha adicionado em sua publicação : " ENQUETE : Você acha que o governo está cumprindo a sua oferta de mudança para melhorar o sistema de saúde em Oaxaca ? " (Sic). As respostas para a pergunta induzida foram esmagadoramente contra o governo. Os funcionários que trabalharam no Centro de Saúde Rural "C" do município se deu conta da falta de material e humano com quem deve atender às mulheres que vêm para a prestação de cuidados .

Para clínica rural , não têm o suficiente quartos expulsão e muitas vezes drogas escassos como a oxitocina , substância aplicada para iniciar ou acelerar concentrações uterinas. Contrariamente a esta informação , a Secretaria de Saúde informou através de um comunicado de imprensa que a mulher foi apresentada ao Centro de Jalapa Diaz entrega prazo de dilatação e avançado de saúde , resultando na expulsão do bebê antes de entrar na unidade de saúde para atendimento. Ele disse que o incidente ocorreu " na manhã de quarta-feira 03 de outubro ", e não se refere ao meio-dia como usuário do Facebook . O problema é que em 3 de outubro foi uma quinta-feira. "O progresso do trabalho das mulheres e, juntamente com a falta de pessoal noite no Centro de Jalapa Diaz de Saúde fez com que a mãe de ter seu filho em condições precárias. "

Ele explicou que, segundo a equipe de plantão Centro de Saúde de Jalapa Diaz, na quarta-feira a mulher foi com o marido para a unidade médica para ser atendida, pelo qual recebeu instruções precisas para a preparação para o parto, tudo ao apresentar um estado de trabalho muito avançado . "Infelizmente a mulher em desespero, decidiu ir para a parte de trás deste espaço, o que, eventualmente, deu à luz seu filho, que apresentava boa saúde e tinha um peso de 2 quilos 400 gramas e um tamanho de 48 centímetros. "

Só quando isto aconteceu deram atenção ao recém nascido e sua mãe e os levaram imediatamente. As imunizações de menores foram aplicadas e os procedimentos neonatal , enquanto a mãe recebeu os cuidados adequados. Mais tarde, em uma entrevista à televisão Milênio insistiu que a equipe do centro disse a ele para esperar " do lado de fora enquanto se prepara o serviço" , por isso fui para a parte de trás do lugar, mas " quando fui olhar não encontrei" .

A mulher "tem problemas em entender espanhol ", mas " nada disso é desculpa ", ele admitiu, " mesmo nas áreas mais remotas do país isso é uma obrigação com o ser humano " .

Questionado sobre uma suposta paralisação no centro, admitiu que é a suspensão de atividades em algumas unidades , mas ressaltou que o sindicato tem sido "muito responsável " para fechar apenas escritórios administrativos e " sem motivo " para negar atendimento aos cidadãos.

Fontes: 
rondoniavip.com.br


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Roseana Sarney veta lei contra escravidão

Governadora do Maranhão alega que proposta vai contra Constituição e recebe críticas; deputado autor do projeto promete tentar derrubar veto. Ela enfrenta, ainda, pedido de cassação do mandato por abuso de poder político e econômico
A governadora do Estado do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vetou o projeto de lei nº 169/2013, que havia sido aprovado na Assembleia Legislativa do Estado e previa a cassação do registro de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de empresas flagradas com trabalho escravo. O veto foi publicado na edição de segunda-feira (5) do Diário Oficial da Assembleia Legislativa e, na sua justificativa, a governadora alegou que o texto é inconstitucional.

De autoria do deputado Othelino Neto (PPS), o projeto foi inspirado na lei paulista nº 14.946/2013, de autoria do deputado Carlos Bezerra Jr. (PSDB), que foi regulamentada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em maio. Propostas semelhantes já foram apresentadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rio de Janeiro. Além da cassação do registro de ICMS, ambas as matérias determinam que as empresas que se beneficiarem de mão de obra escrava serão impedidas de exercer o mesmo ramo de atividade econômica ou abrir nova empresa por dez anos.

O projeto de lei de Othelino Neto é o segundo com o mesmo teor a ser proposto neste ano na Assembleia Legislativa do Maranhão. Em maio, a Repórter Brasil noticiou que o deputado Bira do Pindaré (PT) havia apresentado o projeto de lei nº 078/2013, que também foi inspirado na lei paulista. A matéria, no entanto, não obteve parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde teve como relator o deputado Tatá Milhomem (PSD), que alegou “vício de iniciativa”. No seu entendimento, esse tipo de lei não poderia partir do Poder Legislativo. Quando um projeto de lei recebe parecer negativo da CCJ, o deputado que o propôs pode pedir que o plenário vote por reverter o parecer, o que permite a votação do projeto. Bira, no entanto, não fez isso: “Para reverter precisamos de 22 votos, que é a maioria dos deputados da Assembleia. Como faço parte da minoria que faz oposição ao governo, nunca consegui reverter um parecer contrário ao meu”, explicou.

Os dois projetos se diferenciam majoritariamente no primeiro artigo, que define quais serão as empresas punidas. Enquanto a proposta de Bira também pune as empresas que se beneficiaram de trabalho escravo em qualquer etapa da cadeia produtiva, sendo responsabilizadas também pelo flagrante de funcionários em empresas terceirizadas, somente as empresas envolvidas diretamente com escravidão são alvo do projeto de Othelino Neto.

Para Ítalo Rodrigues, procurador do Ministério Público do Trabalho no Maranhão, “responsabilizar a empresa por condições indignas em qualquer das etapas de produção é bem mais condizente com as disposições internacionais acerca do trabalho”. Ele ressalta que as empresas flagradas fazendo uso de trabalho escravo colocam, em geral, o seu processo produtivo de uma forma “pulverizada”, o que resulta na subcontratação de outras empresas, processo também conhecido como “terceirização”. O deputado paulista Carlos Bezerra Jr. considera que alteração do primeiro artigo “suprime a possibilidade de penalizar a terceirização de fachada e tira a possibilidade de enfrentar o problema na sua raiz”.

Questionado, Othelino disse que a proposta de lei “atinge seu objetivo” e que “não tem a pretensão de atacar todos os aspectos do trabalho escravo”. À Repórter Brasil, ele afirmou que vai tentar convencer os demais deputados a derrubar o veto de Roseana. Para isso, é necessário que ao menos 22 deputados, a maioria simples do plenário, votem pela derrubada. O projeto de Othelino foi apresentado semanas depois do de Bira. Com tramitação em regime de urgência – para que, segundo o deputado, “fosse aprovada antes do recesso do Legislativo” –, ele conseguiu as assinaturas necessárias que garantiram a reapresentação de projeto semelhante a outro rejeitado no mesmo ano. Tendo o deputado Rubens Júnior (PCdoB) como relator na CCJ, a proposta obteve parecer favorável e foi aprovada pelo plenário em 8 de julho.

Apesar das diferenças entre as propostas, Bira do Pindaré acha “positivo o fato de que o que era nossa intenção principal tenha prosperado na Assembleia”. Ele considera “pouco provável” que o veto de Roseana Sarney seja derrubado, mas apoia a iniciativa de Othelino Neto de tentar derrubá-lo.


Opção conservadora

A justificativa de veto da governadora do Maranhão é, para o deputado paulista Carlos Bezerra Jr., “uma opção conservadora, que vai na contramão dos avanços da luta contra o trabalho escravo”. Já Othelino acredita que Roseana Sarney “se demonstra insensível a um tema importante como esse, que está acima de questões meramente partidárias”.

Para vetar a proposta de Othelino, a governadora do Maranhão alegou que o texto é incompatível com o artigo 43 da Constituição do Estado do Maranhão, que garante ao Poder Executivo exclusividade para propor leis de natureza tributária, categoria na qual, no seu entendimento, o projeto de lei estaria incluído.

O próprio artigo 43 é alvo de questionamento do deputado Hélio Soares (PP), que elaborou, em 2011, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) visando alterá-lo para derrubar essa exclusividade do Executivo. A PEC 03/2011 já foi aprovada por todas as comissões da Assembleia Legislativa do Estado e passou em primeira votação, mas ainda é necessária uma segunda votação antes que possa ser encaminhada à governadora para sanção.

O Supremo Tribunal Federal (STF) também vem discutindo a questão. De acordo com o advogado Eduardo Corrêa, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB no Maranhão, “existem reiteradas decisões no STF sobre as quais os Poderes Legislativos estaduais possuem poder de iniciativa para legislar sobre matéria tributária”. “Tecnicamente a Assembleia Legislativa do Maranhão pode derrubar o veto. A questão é se eles vão ter a disposição política para isso”, disse.

Trabalhadores resgatados em fazenda zoológico no Estado viviam em tendas improvisadas - Foto: MTE

Trabalho escravo no Estado

Um levantamento de 2007 da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) do Maranhão mostrou que o Estado era então o principal fornecedor de mão de obra escrava. Na lista suja, o Maranhão aparece ao lado do Tocantins como a quinta unidade da federação com maior número de empregadores flagrados com escravos. Dos 498 nomes, 34 são de flagrantes no Estado. Além disso, o Maranhão tem a segundo pior colocação no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013.


Pedido de cassação

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a cassação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e de seu vice, Washington Luiz Oliveira (PT), em processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles são acusados de abuso de poder político e econômico no pleito de 2010, quando Roseana tentava a reeleição.

O processo foi movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). Segundo ele, houve intensificação de convênios com prefeituras com intenção de obter apoio de prefeitos e de lideranças locais. As provas indicam que nos três dias anteriores à convenção partidária, 670 convênios foram assinados para a liberação de mais de R$ 165 milhões.

Outra acusação aponta que o governo de Roseana investiu na construção de moradias do Programa Viva Casa no período que antecedeu as eleições, com gastos de R$ 70 milhões não previstos em orçamento. (com informações da Agência Brasil)

Foto: Elza Fiúza/ABr


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Giovanna Antonelli conhece médium João de Deus: 'Energia mágica'

A atriz Giovanna Antonelli aproveitou uma viagem para Goiás, e seguiu para a cidade de Abadiânia para conhecer o médium espírita, João de Deus.


Emocionada com a experiência que teve, Giovanna fez questão de compartilhar com seus fãs e seguidores nas redes sociais o registro do encontro com o médium. "João de Deus, que experiência linda vivi hoje. Tanta gente com fé, em busca de Deus. Uma energia mágica e respeitosa. Emocionante", escreveu ela.

Procurada pelo Purepeople, a assessora de imprensa da atriz, Piny Montoro, contou que a atriz tinha a curiosidade de conhecer o médium e que chegou a acompanhá-la durante a visita. "A Giovanna já tinha ouvido falar bastante sobre o João de Deus mas nunca tinha conhecido pessoalmente. Não teve nenhum motivo específico para ela ter ido. Havia uma curiosidade da parte dela e inclusive da minha", contou.

Desde o fim da novela das nove "Salve Jorge", da TV Globo, Giovanna não teve descanso. A atriz viajou para a Itália para realizar as filmagens do longa "SOS Mulheres ao Mar", lançou sua clínica de depilação, além de seus diversos trabalhos publicitários.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

População se rebela contra o aumento da passagem no Rio de Janeiro


Na noite de ontem, dia 10 de junho, milhares de estudantes e trabalhadores tomaram as ruas do Centro do Rio para protestar contra o aumento das passagens de ônibus. Mais uma vez, em um determinado momento da manifestação, policiais da tropa de choque da PM começaram a lançar bombas e tiros de bala de borracha contra os manifestantes. A multidão resistiu corajosamente, protagonizando um dos maiores episódios de radicalização dos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. A equipe de reportagem de AND esteve no local e registrou cenas da ousada ação das massas contra as tropas de repressão do velho Estado.

Ao fim da manifestação, 33 manifestantes foram presos, segundo o representante da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Além disso, várias pessoas que passavam pelo local, ficaram intoxicadas pelas bombas de gás lançadas pela tropa de choque da PM.

O episódio mostrou a disposição da população do Rio de Janeiro em resistir aos desmandos do gerenciamento de Paes/Cabral/Dilma. O Fórum de Luta Contra o Aumento da Passagem promete que novos protestos irão acontecer no Centro do Rio até que o aumento da tarifa do ônibus seja revogado.

Para refrescar a memória, segue esta imagem abaixo, como forma de "meditação":

________________________________________­______

Acesse:

Fonte do vídeo: patrickgranja


quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Grito Silencioso - O que os olhos não veem...

Editor: Você é a favor da legalização do aborto? Bem, pelo sim e pelo não, leia esta matéria e assista ao vídeo.

Confiram este vídeo do Dr. Bernard D. Nathanson, que já foi considerado o "rei do aborto", mas hoje é um ativista pró-família. Ele se arrependeu depois de surgir a tecnologia da ultrassonografia que permite visualizar o feto dentro do útero, que tenta se defender da agressão imposta a ele.


Atualmente, quando se fala em aborto poucas pessoas têm em suas mentes a real dimensão de seu significado, não imaginam como ele acontece ou quais são as técnicas utilizadas. O filme "O Grito Silencioso" é uma importante ferramenta para acabar com a ignorância que cerca o assunto. É um meio eficaz de visualizar, sem interferências ideológicas ou intelectuais o que de fato acontece num aborto.

Nesse momento, em que os grupos extremistas pró-aborto formados - pasmem, por mulheres em sua maioria - discutem com tanta paixão se o aborto é ou não um direito reprodutivo, se o feto é ou não um ser humano, se o feto pertence ou não ao corpo da mulher para que dele possa dispor como bem entender, quando se inicia a vida, e tantas outras questões, que o filme "O Grito Silencioso" desempenha um papel fundamental e deveria ser visto por todos. Isso para que haja um debate sério com honestidade intelectual suficiente para se chegar a uma decisão que abarque todos os interessados: a sociedade, o Estado, a mãe, o pai e o próprio feto. Todos devem saber o que acontece num aborto antes de emitirem opinião ou de legislarem. 

O filme "O Grito Silencioso" foi produzido em 1985 pelo Dr. Bernard D. Nathanson, médico americano que chegou a ser conhecido pela alcunha de "Rei do Aborto" por seu papel desempenhado na legalização do aborto nos Estados Unidos. Ele ajudou a criar a Liga Nacional de Ação pelo Direito ao Aborto (NARAL). E, na iminência da aprovação da lei, fundou o Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual em Nova York, onde coordenava a equipe e ele mesmo realizava os abortos. Esta clínica era a maior de NY e a mais ativa. Em seguida, criou o departamento de Fetologia no Hospital São Lucas, onde foi nomeado diretor do serviço de obstetrícia. 

O Dr. Nathanson chegou a afirmar ter feito pessoalmente mais de cinco mil abortos. Até que surgiu a ultrassonografia. O aparelho de ultrassom foi a peça decisiva na mudança de vida do médico que, de maior abortista americano, passou a ativista pró-vida. 

O filme "O Grito Silencioso" retrata de maneira inequívoca o que o Dr. Bernard Nathanson enxergou no útero de sua paciente que o fez mudar radicalmente. 

A mensagem que o filme "O Grito Silencioso" transmite é tão forte e profunda que houve muitos casos de ferrenhos abortistas que mudaram radicalmente de opinião após assisti-lo, o Dr. Nathanson foi apenas um deles. Ele também é uma importante ferramenta para impedir que novas vidas sejam ceifadas ainda no ventre materno. 

Se você conhece alguém que esteja pensando ou que tenha resolvido abortar, mostre este filme a ela.

Finalmente, lançamos uma pergunta a todos aqueles que são favoráveis ao aborto, mesmo em casos isolados: "depois de assistir ao filme, você ainda continua a favor do aborto"? Responda-nos.

Fonte do vídeo: Padre Paulo Ricardo
Fonte da matéria: libertar.in


terça-feira, 2 de abril de 2013

Coca-Cola Contaminada - Mídia "Oficial" se cala!


Já que as emissoras insistem em esconder Wilson, Wilson força a divulgação. Mesmo que seja um a um, coração para coração.

A filosofia Imortal faz a sua parte, levando a verdade além da censura da mídia calhorda e comprometida com os grandes empresários.




facebook.com/wilsonbatistarezende


TV Record sai na frente e faz matéria com Wilson:


Fonte do vídeo: facebook


domingo, 6 de janeiro de 2013

Tragédia em Xerém: Zeca Pagodinho e O Que Mais Um Artista Deve Fazer

"A situação está triste, a situação é muito ruim. Tem criança desaparecida, tem família soterrada", diz Zeca Pagodinho. O cantor está em Xerém, em Duque de Caxias, ajudando os moradores atingidos pela forte chuva. 


É ridículo ainda questionarem o fato de o Zeca (Pagodinho) ter aparecido em matérias na tragédia, sempre esperada nesta época do ano, em Xerém. O Zeca é um cara bacana, digno, sempre foi. Há tempos faz ações em Xerém, como a escola de música e, desde que seus filhos eram pequenos, ia com eles para os lugares mais remotos, fodidos, miseráveis distribuir os brinquedos que seus meninos não usavam mais, além de roupas, alimentos. E isso não tem nada a ver com politica assistencialista. Tem a ver com solidariedade. E nunca teve assessoria de imprensa divulgando essas coisas. 

Zeca é apenas um cara bom que acordou, viu a merda, e foi lá fazer o que podia, se é que podia fazer algo nessa catástrofe. Mas ao menos foi lá usar o seu prestígio para falar o que estava acontecendo, e não buscar prestígio com a tragédia. Fez o que todo ser humano deveria fazer enquanto um bando de políticos escrotos como Genoíno, Zito e outros deixam lixo nas ruas, nos gabinetes, no congresso. Esses sim, são os aproveitadores, os culpados, os verdadeiros assassinos.


Vídeo do programa Brasil Urgente, da Band:




Vídeo da Globo News:




Texto de João Pimentel
Fonte da notícia: g1.globo.com


sábado, 10 de novembro de 2012

João de Deus - Mediunidade de Cura


João de Deus é um homem nascido em família simples, que tem problemas como qualquer homem comum. Tem defeitos, limitações e é capaz de errar e sofrer como qualquer outro ser humano. Segundo o médium, se fosse perfeito, não estaria nessa missão na Terra.

João Teixeira de Faria nasceu no vilarejo de Cachoeira da Fumaça, no estado de Goiás, em 24 de junho de 1942, sendo o mais novo de seis filhos.

Morando em Itapaçi, também no estado de Goiás, estudou até o equivalente ao segundo ano do Ensino Fundamental e abandonou os estudos devido à necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família. O médium nunca concluiu seus estudos, não sabendo ler nem escrever até hoje.

A primeira manifestação mediúnica de que se recorda ocorreu quando tinha nove anos de idade, enquanto visitava familiares na cidade de Nova Ponte – GO com sua mãe. Em um dia ensolarado, João teve uma premonição de que uma grande tempestade se aproximava, e começou a apontar casas (incluindo a casa de seu irmão) e a dizer que aquelas casas cairiam ou seriam destelhadas. Puxou sua mãe pelo braço para que partissem antes do temporal. Apesar de não estar convencida, a mãe de João abrigou-se com ele na casa de alguns amigos. Exatamente como ele havia previsto, a tempestade destruiu cerca de quarenta casas da pequena cidade.

O trabalho era escasso em Itapaçi e João precisou partir em busca de emprego. Após passar por algumas cidades, o médium encontrava-se em Campo Grande – MT ainda desempregado, cansado e com fome. Procurou, então, abrigo embaixo de uma ponte, planejando banhar-se no rio antes de seguir sua busca. Ao se aproximar do rio, uma mulher o chamou, convidando-o a aproximar-se. Conversaram a tarde inteira. Após algum tempo, o médium descobriu que a mulher era o espírito de Santa Rita de Cássia.

Na manhã seguinte, João voltou ao rio para conversar novamente com a mulher, porém, encontrou somente uma luz e ouviu sua voz chamando pelo seu nome. Ela disse a ele que fosse ao Centro Espírita Cristo Redentor.

Ao chegar ao Centro Espírita, o diretor se aproximou e perguntou se seu nome era “João Teixeira de Faria” e disse que eles o estavam esperando. Naquele momento o médium desmaiou, recobrindo a consciência horas depois. Havia um grande grupo de pessoas o cercando, e uma pessoa o explicou que ele havia incorporado a Entidade Rei Salomão e curado cerca de cinqüenta pessoas.

Mesmo confuso, João de Deus aceitou o convite para passar a noite na casa do diretor do Centro Espírita e retornar no dia seguinte para os trabalhos, explicando que não era um médium praticante e não tinha conhecimentos médicos nem sobre o mundo espiritual.

Nos meses seguintes, o médium João dedicou sua vida à cura. Sua primeira experiência mediúnica ocorreu aos dezesseis anos de idade.

Durante os anos subseqüentes, João foi perseguido e acusado por prática ilegal da medicina. No período da ditadura militar, foi para Brasília trabalhar como alfaiate para o exército. Lá, exerceu trabalhos de cura e ganhou a proteção dos militares.

João de Deus trabalhou, entre outras coisas, como alfaiate, minerador e também numa olaria. Hoje mora em Anápolis – GO, cidade distante 40 km de Abadiânia, onde em 1976 fundou a Casa Dom Inácio de Loyola.

Assista, agora, ao documentário:


Fonte das informações em texto: http://www.joaodedeus.com.br/biografia

Leia também:


sábado, 13 de outubro de 2012

Texas pune alunos que se recusam a ser monitorados com microchip


Jovens e crianças "rebeldes" são excluídos de atividades
escolares e expulsos de centros de convivência

Desde o início do mês, alunos de duas escolas da cidade norte-americana de San Antonio, no Texas, estão sendo obrigados a usar um cartão de monitoramento durante suas aulas. Segundo os diretores das instituições, vigiar por onde andam os jovens ajudará a evitar a intensa evasão escolar que existe no Estado.

A ideia sofreu a oposição de boa parte dos alunos, que se recusam a andar pelos corredores da escola com o cartão em mãos. Muitos alegam que estão sofrendo pressão de inspetores e que acabam sendo excluídos de atividades escolares. Alguns relatam até mesmo terem sido expulsos de áreas de convivência como lanchonetes e bibliotecas apenas por estarem sem o crachá.


Andrea Hernandez, aluna do segundo ano do ensino médio na escola John Jay, alega que seus diretores ignoraram seus apelos para que a privacidade de seus colegas fosse respeitada. Ela também está impedida de participar de eleições escolares caso continue a se recusar a colaborar com o programa de monitoramento.

Após o questionamento de Andrea, seus pais receberam uma carta do vice-diretor Ray Galindo, exigindo que ela usasse o crachá. “Eu peço que os senhores aceitem essa solução para que o programa de formação de sua filha não seja afetado. Como foi discutido, haverá consequências para aqueles que se recusarem a empregarem os crachás”.

Caso o projeto seja bem-sucedido, os cartões serão fornecidos para 112 escolas e distribuídos entre cerca de 100 mil estudantes.




quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um Impulso Natural


“Amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na Natureza, porque o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo”.

Na investigação profunda da raiva, do rancor ou da ira, devemos considerar os poderosos e irracionais impulsos de agres­sividade, espontâneos e inatos na psique humana. São emoções ou formações psíquicas que o espírito partilha com o mundo animal, do qual faz parte e de onde evoluiu.

A moderna teoria evolutiva deve mais a Charles Darwin do que a qualquer outro evolucionista, pois foi toda ela construída nas bases de sua obra intitulada “A Origem das espécies”. Hoje está provado cientificamente que as criaturas humanas sofreram um processo de evolução extraordinário. Somente do hominídeo pré-histórico denominado de “Java” ou “Pithecanthropus erectus” até o homem moderno, transcorreram milhares e milhares de anos de desenvolvimento e aprimoramento do organismo do ser vivo.

Dessa forma, não podemos separar a Natureza de nós mesmos, pois também somos Natureza, já que pertencemos aos mesmos departamentos da vida, desde o mineral, vegetal, animal até ao homem. Na Natureza tudo foi criado com um objetivo e função, porque nada do que está em nós está errado. O que acon­tece é que, muitas vezes, usamos mal - ou seja, não aprendemos a usar convenientemente e dentro de um senso de equilíbrio - as pos­sibilidades mais íntimas de nossa alma imortal.

Em nossos parentes distantes, os animais irracionais, existe o impulso do ataque-defesa.

Manifesta-se também em nós esse mesmo impulso, denominado “instinto de destruição”. É ele uma das primeiras manifestações da lei de preservação, da sobrevivência dos animais em geral, e imprescindível para defendê-los dos perigos da vida.

Nos dias atuais, o termo “raiva” talvez tenha sido interpre­tado como sendo somente crueldade, violência, vingança, quando, na realidade, significa primordialmente “estado de alerta”, visto que essa energia emocional nos aguça todos os demais sentidos, para uma eventual necessidade de proteção e apoio a qualquer fato ou situação que nos coloque em ameaça.

Esse impulso natural possibilita à nossa mente uma maior oportunidade de elaboração, percepção e raciocínio, deixando-nos alerta para enfrentar e sustentar as mais diversas dificuldades. Ativa nossos desejos de realização, impulsiona ações determinantes para rompermos a timidez e constrangimentos, encoraja-nos a nos colocar no meio social e estimula-nos a defesa-fuga diante de situ­ações de risco.

Em vista disso, entendemos que exaltação, irritação, melindre, raiva, ódio, violência ou crueldade fazem parte da mesma família desse impulso, bem como coragem, persistência, determinação, audácia, valentia. Podemos sentir essas mesmas emoções, em níveis diversos de intensidade, de conformidade com nosso grau de evolução, conceituando esse ímpeto com nomenclaturas diversificadas.

A etimologia da palavra “emoção” significa “movimento para fora’’ e pode ser conceituada como sendo ‘‘movimento que sobe ou emerge em face de um possível estado de prazer ou dor”.

Emoções de “construção”, assim denominadas a simpatia e o afeto, aparecem com a “antecipação do prazer” já as emoções de “destruição”, também conhecidas como raiva ou irritação, surgem com a “antecipação da dor”.

Destruição e construção, isto é, raiva e prazer, são os grandes impulsos de onde derivam todos os demais. Os instintos de construção e destruição são as fontes primitivas às quais todo o processo da vida está ligado e, por certo, o seu controle e direcio­namento darão um melhor ou pior curso em nossa existência e em nosso crescimento pessoal.

Portanto, quando ao ser humano é negado o direito de expressar sua raiva ou prazer, castrado nos seus primeiros anos de vida, torna-se uma criança indefesa, com tendência a ter uma personalidade tímida, medrosa e passiva. Já as “tolerâncias ilimi­tadas” dos pais nessas áreas induzirão o menor a se confundir com o uso de seus impulsos de agressividade e afeto, podendo atingir igualmente, em seu estado adulto, comportamentos apáticos e demonstrar uma enorme falta de iniciativa, infantilização ou superlativa dependência do lar.

Grande parte dos professores, tios, pais e avós mantêm uma forma de visão preconceituosa e obstinada sobre a “raiva”, soterrando os instintos inatos da criança, castigando-a e vendo-a como criatura má e imperfeita, a qual atribuem atitudes reprováveis.

Por acreditarem que tais energias emocionais sejam com­pletamente condenáveis e inadmissíveis, é que forçam os pequenos a ser, a qualquer preço, “adaptados” e “bem-comportados”, a maneira deles. Isso irá gerar mais adiante posturas de isolamento e distanciamento dos adultos, por lhes ter sido negado o exercício de aprender a comandar suas mais importantes e primi­tivas emoções.

Na contenção da raiva no adulto, notamos o escoamento do instinto para outros órgãos do corpo físico, surgindo assim a somatização com o aparecimento neles dos primeiros sinais de doença, pois para lá que a energia reprimida se transferiu e se localizou.

Em outras situações, as manifestações do descontrole dessas energias geram crises de fúria, predisposições ao suicídio, apatias, aberrações sexuais, paralisias histéricas, sentimentos de culpa, fobias e outros tantos transtornos espirituais e mentais.

Todas as vezes que somos incomodados ou defrontados com agressores, o impulso de raiva vai surgir. Ele é automático, é nosso “estado de alerta”, que nos vigia e que nos defende de tudo aquilo que pode nos comprometer ou destruir.

Nas criaturas mais amadurecidas, contudo, os impulsos ins­tintivos moldaram-se à sua mentalidade superior, e elas passaram a controlá-los, canalizando-os de forma mais adequada e coerente. Esses dois impulsos fundamentais, o prazer e a raiva, nesses mes­mos indivíduos foram depurados em seus estados primitivos - ati­vidades eróticas e violentas - e transformados nas atividades das áreas afetiva e de iniciativa com determinação.

Essencialmente, porém, é preciso dizer que o ato de transformação do impulso de destruição não requer a “anulação” ou “extinção” dele em nossa intimidade, e sim o aprendizado de transmutá-lo, observando o que diz literalmente a palavra “transformação”, oriunda do latim: “trans” quer dizer “através de”; “forma”, o modo pelo qual uma coisa existe ou se manifesta; e “actio”, “ação”. Entendemos por fim que, “através de novas ações, mudaremos as formas pelas quais a raiva se mani­festa”, sem, todavia, aniquilá-las ou exterminá-las.

Com essa visão, a proposta salutar de canalizar e sublimar a agressividade é promover-nos profissionalmente, criando atividades educativas, usando práticas do esporte e outras tantas realizações. Todos aqueles que se dedicam às atividades nas áreas da criatividade, como poetas, pintores, oradores, escultores, artesãos, escritores, compositores e outros, fazem parte das criaturas que direcionam seus impulsos de agressividade para as artes em geral, sublimando-os.

Por sua vez, os que se exercitam fisicamente constituem exemplos clássicos daqueles que escoam naturalmente para o espor­te sua energia de raiva. Outros tantos a transformam, redirecionando-a para as atividades junto aos carentes, nas obras e ins­tituições de promoção e assistência social.

Quando as crianças insistirem em cortar, destruir, quebrar, arrancar, esmagar, torcer, bater ou amassar, estão apenas manu­seando suas emoções emergentes de raiva ou seus impulsos agressivos, para que saibam usá-los no futuro com controle e conveniência. Em vez de censurá-los e criticá-los, devemos ofere­cer-lhes um “material adequado”, para que essas manifestações pos­sam ocorrer plenamente, sem dissabores ou demais prejuízos.

Desse modo, “amar os inimigos não é, pois, ter para com eles uma afeição que não está na Natureza”. Nossas emoções são energias que obedecem às leis naturais da vida, são previstas nos estatutos da “Lei de destruição” e da “Lei de conservação”, e agem mecanicamente, pois são disparadas ao detectarmos nossos adversários.

Não obstante, “o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira bem diferente do de um amigo”, quer dizer, a emoção energética da raiva ativa a glândula supra-renal, que libera a adrenalina no sangue. O coração acelera, a pressão arterial sobe, a respiração se intensifica, os músculos se contraem; daí sentirmos essa sensação estranha e incômoda.

Em síntese, “amar” os inimigos ou adversários, na inter­pretação do ensino de Jesus Cristo, não é nutrir por eles ódio ou qualquer propósito de vingança, nem mesmo desejar-lhes mal al­gum.

Acima de tudo, o Mestre queria dizer que nossas emoções inatas de raiva, em nosso atual contexto evolutivo, não querem, em verdade, destruir nada do que está “fora de nós”, como se fazia nos primórdios da evolução. Ao contrário, elas querem nos defender, destruindo conceitos, atitudes e pensamentos “dentro de nós”, os quais nos tornam suscetíveis e vulneráveis ao mundo e, conseqüen­temente, nos fazem ser atacados, machucados e ofendidos.

Fonte:
Renovando Atitudes, pelo espírito de Hammed.
Luz da Alma


domingo, 8 de julho de 2012

Fatos & Fotos - Entrevista com Chico Xavier

“A Psicanálise será o instrumento de redenção quando
ela puder aceitar a reencarnação e a sobrevivência da alma”

O semanário "Fatos e Fotos"'.-.GENTE, do Grupo Bloch efetuou há alguns dias, duas entrevistas com o Francisco Cândido Xavier, cobertas pelo repórter Ivandel Godinho Jr. daquela revista, e que tiveram instante repercussão em todo o País.

A nossa redação procurou efetuar um resumo da notícia publicada, limitando-se a apenas transcrever as perguntas do repórter e  às respostas do médium Chico Xavier, para que a coletividade espírita, que não teve oportunidade de adquirir aqueles dois números, podendo inteirar-se do teor das informações do médium, que como sempre, são de grande atualidade.

 O inicio da matéria vem com a alegação de que o Grupo Espírita da Prece, instituição à qual está filiado o médium, já seria o "Vaticano do Espiritismo", e Chico Xavier o seu papa, dotado de uma quase infalibilidade o que, por certo, está em desacordo com o caráter da universalidade da Doutrina Espírita,que não se fundamenta em homens mas, sim, em todo um arcabouço filosófico e científico de profundas implicações religiosas, e que tem base no chamado consenso universal das comunicações espíritas, tão bem apregoado por Kardec.

Ivandel Godinho Jr. já tinha conversado com o Chico por duas vezes no Rio e foi cumprimentado pelo nome. Mas a maior surpresa veio a seguir, quando o médium disse ao fotógrafo de "Fatos e Fotos":
- Como vai o nosso caro Hoofmann?

O fotógrafo ficou estarrecido. "Como é que ele adivinhou o meu nome? Nunca ninguém me chamou de Hofumaan. Só o meu pai é que é conhecido assim..."

A ENTREVISTA

1 - Como se processa o fenômeno da psicografia?
- Tecnicamente, não sei definir. Sei apenas que os espíritos amigos tomam o meu braço e escrevem o que desejam. Há muitos anos perguntei a Emmanuel sobre o assunto. Ele respondeu: "Se a laranjeira quisesse estudar pormenorizadamente o que se passa com ela, na produção das laranjas, com certeza não produziria fruto algum. Não quero dizer com isto que o estudo de classificação em mediunidade deva ser desprezado. Desejo apenas confirmar que, como as laranjeiras contam com pomicultores e botânicos que as definem, assim também os mediuns contam com autoridades humanas que os analisam pelo tipo de serviço que oferecem.

2 – Mas o que acontece com você, durante o momento em que os espíritos estão usando o seu braço?
- Observo que minhas faculdades se acentuam em todos os seus aspectos. E realmente sinto-me na companhia dos amigos desencarnados, quando eles permitem, com tanta espontaneidade, como se fossem pessoas deste mundo, que nós vemos e ouvimos naturalmente.

3 - Você tem consciência do que está sendo escrito?
- Normalmente, não tenho conhecimento do assunto. O teor da mensagem, só conheço depois de recebida. Mas depende muito da reunião. Quando está harmoniosamente constituído por criaturas que só desejam o bem e a paz, eu me ausento da mensagem. O espírito escreve com toda a independência de qualquer impulso meu. Agora, quando a reunião está conturbada, eles fazem força para que eu fique consciente e então vou escrevendo o que eles vão ditando, sabendo mais ou menos o sentido.

4 - Qual é o seu segredo para suportar tanto trabalho?
- Agente vai se habituando. Há muitos anos aprendi a dormir menos, porque tinha necessidade de trabalhar mais. Hoje em dia, durmo 4 horas por dia e chega.

5 - Como está o seu estado de saúde?
-  A maioria dos meus companheiros de idade já se recolheram a uma expectativa em torno do desequilíbrio orgânico. Eu até que estou muito bem. Apenas um tratamento de acupuntura para a pressão baixa e um tratamento para os olhos.

6 - E se você ficasse cego?
- Seria uma provação, sem ser uma tragédia.

7 - E quando você morrer, Chico, quem será o seu substituto?
- Eu sou apenas planta inferior, que nasce no campo. Outras plantas vão aparecer. Não tenho pretensão nenhuma de estar em posição excepcional. A mitologia é muito triste e as relíquias foram feitas para os museus. Somos seres humanos frágeis, como todos os outros. Não podemos ser mitos.

8 - Você afirma que vê os espíritos e que fala com eles. Como se pode acreditar que, quando o homem morre, não acaba tudo?
- Nós acreditamos que, por enquanto, este é um assunto muito pessoal. Mas os próprios valores da vida falam pela imortalidade da alma, desde que queiramos estudar a vida, a natureza e tudo aquilo que representa o tesouro de nossas observações e de nossa cultura na Terra. Cada um de nós edifica a própria fé, pouco a pouco, no campo de nossas experiências.

9 - Você se preocupa com a morte física? De que forma?
- Bem, com a morte em si, no terreno da desencarnação propriamente considerada, o assunto não me preocupa. Mas o ato de morrer é, realmente, qualquer coisa que me dá cuidado, porque devo zelar pelo meu próprio corpo, a fim de que possa cogitar da máxima valorização de meus dias na Terra. Então, o meu cuidado pela vida não é simplesmente medo da morte, mas a necessidade de cooperar com a própria vida, para que ela me favoreça com uma segurança tão dilatada quanto possível. Encaro a morte como a mudança completa de casa, sem mudança essencial de pessoa.

10 - Se você fosse um cientista, como explicaria o poder mediúnico do homem?
- Como estou dentro da mediunidade, seria fácil para mim compreender o assunto, porque já estaria inclinado para o entendimento destas ocorrências chamadas de supernormais. E, se fosse um cientista, com a mente que tenho, o assunto da espiritualidade seria para mim tão fascinante quanto do ponto de vista da mediunidade.

11 - A mediunidade pode ser utilizada como um meio de comunicação entre vivos?
-  Para isso, temos a telepatia que, a nosso ver, já é conhecida entre os cientistas da Terra. Telepaticamente, desde que as criaturas encarnadas se adestrem no assunto, a telepatia poderá funcionar perfeitamente, como sistema de comunicação entre vivos.

12 - Qual foi a comunicação do além, recebida por você, que mais o impressionou?
- Neste assunto, destaco o livro Paulo e Estevão, a biografia que o espírito de Emmanuel, nosso mentor espiritual, escreveu, cogitando das vidas de São Paulo e Santo Estevão. Este livro me impressiona porque está muito além de qualquer possibilidade cultural de minha parte. Mas, como esses livros atingem hoje o número de 138, posso dizer que, quanto mais tempo eu vivo no meu corpo, mais me reconheço fora dos livros, sentindo e reconhecendo que os autores autênticos de todos os livros são os espíritos que já não habitam na Terra.

13 - Mas você nunca pensou em escrever um livro? Não seria capaz, se quisesse?
- Creio que, se tentasse escrever, conseguiria produzir alguma coisa, mesmo porque, depois de mais de 40 anos de livros mediúnicos, seria impossível que eu não pudesse traçar algumas páginas. Mas, renuncio a isto, porque considero a imensa significação dos trabalhos dos bons espíritos por meu intermédio. Não vejo nenhum proveito na minha intromissão na obra deles. Diante dos livros que psicografei, considero-me como uma espécie de tomada que faz a ligação entre as forças que eu próprio não posso avaliar. De modo que, na condição de tomada, não posso deixar de trabalhar. Pelo menos, enquanto o dono da usina, Nosso Senhor Jesus Cristo, através do administrador Emmanuel, não resolver "queimar" a tomada com um curto-circuito.

14 - Acredita na psicanálise?
-  Acredito profundamente. Penso que a psicanálise será o instrumento da redenção da humanidade, quando ela puder aceitar a reencarnação e a sobrevivência da alma, além da terra, com os efeitos conseqüentes de semelhante conhecimento. Porque, então, a psicanálise será um departamento da própria religião e nos ensinará que todo efeito tem a sua causa. E, por isso mesmo, nós não poderemos alienar Deus do campo de nossas vidas.

15 - Acredita nos milagres dos santos católicos?
- Perfeitamente, porque todos eles teriam agido na condição de medianeiros da espiritualidade superior.

16 - Apesar de você se considerar uma simples tomada, há uma tendência muito forte, entre algumas pessoas, a idolatrá-lo como santo. Como reage a isto?
- Nunca aceitei semelhante definição. Eu me considero, na mediunidade, um animal em serviço. Eu sou um animal a serviço dos bons espíritos, e nunca fiz mistério disto. E todas as vezes que me externei a respeito do assunto, nunca me vi, absolutamente, como uma pessoa privilegiada. Sou uma criatura de condição muito primitiva. Não sei como os espíritos me suportam. Cada vez mais eu sinto a minha desvalia, porque nada tenho a dar de mim. Compreendo que é muita bondade e todos me trazerem um abraço pessoal. Mas o problema da idolatria corre por conta daqueles que gostam dos mitos.

17 - Mas você não admite que seja uma pessoa inteligente, como entendem aqueles que não acreditam no fenômeno mediúnico?
- Não. Nunca me sinto assim. Basta lembrar que fui aluno repetente do quarto ano primário, na cidade de Pedro Leopoldo. Tudo o que sei, devo aos nossos amigos, em especial ao nosso mentor Emmanuel que, ao longo destes anos de convívio estreito, quase diário, me traçou programas e horários de estudo, nos qual a principio inclui até datilografia e gramática. Sempre procurando desenvolver os meus singelos conhecimentos de curso primário: o único que fiz até agora, no terreno da instrução oficial.

18 - A sua vida foi dedicada à divulgação do espiritualismo. Às vezes, você não sente vontade de voltar-se um pouco mais para sua vida particular?
- Sem dúvida que mais de 48 janeiros num trabalho uniforme, efetivamente, não dão para cansar. Mas, muitas vezes, desejamos uma internação dentro de nossa própria vida, porque a gente percebe que está vivendo a vida de outros - no caso, a vida de nossos amigos espirituais. Mas a verdade é esta: sinto nos amigos espirituais inteligências e corações tão abnegados e devotados ao bem, que é muito mais interessante para mim viver o que eles me oferecem do que a minha própria vida, que seria absolutamente rotineira do ponto de vista de uma existência quase animal.

19 - Como você define Deus?
- A definição que tenho para o meu coração é a de Jesus Cristo, quando chama Deus de Pai Nosso. Outras definições para mim são inabordáveis.

20- Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?
- É uma pergunta que eu também endereço a todos os meus amigos que cogitam de ciência. Como vivo por fé, personalizo o inventor de um e de outros em Deus.

21 - A teoria do evolucionismo de Darwin se enquadra nas idéias espíritas? Pode-se dizer que os macacos um dia serão homens também?
- Pessoalmente, eu creio que assim como todos nós temos o ideal de atingir a esfera dos chamados seres angelicais, é natural que os animais também desejam ser, um dia, personalidades do campo humano. Se o homem aspira a elevação e a sublimação, porque o animal não pode desejar a sua própria humanização? Embora, atualmente, não possamos de pronto conhecer o pensamento fragmentário dos animais.

22 - E em relação aos vegetais? Um homem poderia voltar reencarnado num vegetal?
- Isso nós não podemos admitir, porque seria um retrocesso. Ocorre que a evolução dos vegetais se verifica num plano ainda inabordável, especialmente para a minha compreensão. Teríamos que estudar o assunto do ponto de vista de graduação. Mas não devemos complicar o problema.

23 - Já que a reencarnação existe, segundo o Espiritismo, por que ela não se consolida através de fenômeno nos que permitissem sua maior divulgação?
- Este é um problema que está sendo examinado na humanidade terrestre. Vamos desejar que a sociedade humana possa atingir o conhecimento de semelhantes realidades. Mas isso, naturalmente, depende do esforço conjunto de todos aqueles que se interessam pela vida espiritual. A religião caminha para Deus, ensinando; a ciência - caminha para as novidades de Deus, estudando. As discussões se formam e a prova experimental do espírito, do ponto de vista científico, é sempre mais difícil. Mas essa prova já está sendo organizada pela própria ciência nos dias de hoje. Estamos caminhando mas, também do ponto de vista religioso, já imaginou a reviravolta que haveria no mundo – quase má violência do mundo espiritual em desfavor da Terra -  se tivéssemos, de um dia para outro, uma demonstração tão autêntica que atingisse as raias da violência? Mas estamos convencidos de que a parapsicologia, sem nenhuma idéia de fanatismo, como ciência pura de observação, alcançará resultados compensadores dentro de muito breve tempo.

24 -  Você pode provar que existe a reencarnação?
- Por que uns renascem em condições muito mais difíceis que os outros? Não podemos admitir a injustiça divina ! Se  pratiquei um crime, se lesei alguém, e não tendo pago a minha dívida  moral durante o espaço curto uma existência, é justo que eu faça esse resgate em outra existência, porque, de outro modo, compreenderíamos Deus como um ditador, distribuindo medalhas para uns e chagas para outros, o que é inadmissível.

25 -  Se o Espiritismo sustenta que cada pessoa que nasce é reencarnação de um antepassado, de onde vêm os excedentes da população mundial, uma vez que nasce mais gente do que morre?
- Isto é um estudo para aqueles que estão interessados em examinar os mapas relativos à população do planeta. O que nós, os espíritas, acreditamos é que estamos diante de um infinito. Não estamos entrosados a números. Se o planeta pode receber uma carga de habitantes de alguns bilhões de pessoas, o poder superior que nos tem garantido a segurança da vida cósmica até agora, naturalmente cuidará disto e com a tranqüilidade necessária. No momento exato, a providência divina inspirará a cabeça de nossos governantes, para que eles venham a legislar sobre este assunto, sem necessidade de que nós, os religiosos, façamos qualquer interferência.

26 - A pílula anticoncepcional não seria um método ponderável para o controle da natalidade?
- Ninguém pode deter a marcha dos anticoncepcionais na Humanidade. Seria sustentar uma ilusão, se fôssemos asseverar o contrário. Se a pílula existe, vamos pedir a Deus para que ela seja aperfeiçoada, e possa ser usada com a elevação necessária. O que não posso pensar é em vida sexual, em termos de promiscuidade. Se a pílula é usada para a planificação da família, se a pílula é usada com respeito a Ciência, que nos trouxe este recurso preventivo, para que o lar esteja dentro de um plano de segurança e de paz, necessários a nós todos, compreendo a pílula. Mas, se a pílula vem favorecer a multiplicidade ou o chamado pluralismo sexual, então é o abuso, e eu não entendo a pílula como um fator de garantia de promiscuidade em nossos grupos sociais.

27 - E o aborto?
- A criança-embrião é um ser vivo, e um ser vivo indefeso. O aborto é um delito difícil de ser classificado, porque a vítima está absolutamente incapaz de operar a própria defesa. Acreditamos que a prática do aborto consciente, indiscriminado e até mesmo apoiado por leis, devemos preferir os anticoncepcionais, que poderão merecer estudos específicos da ciência e beneficiar a humanidade.

28 - Como você vê a inseminação artificial?
- A inseminação artificial é um assunto que, a nosso ver, é interessante, pois também abriu o caminho para o bebê de tubo de ensaio, um problema de solução talvez iminente. Tenho ouvido por diversas vezes o Espírito de Emmanuel a respeito disso. Ele diz que o nosso respeito à Ciência deve ser inconteste e que o progresso da Ciência é infinito, porque a solução do problema do tubo de ensaio para o descanso do claustro materno é viável. Mas restará à Ciência um grande problema: o problema do amor com que o espírito reencarnante é envolvido no lar pelas vibrações de carinho, de esperança, ternura, confiança de pai e mãe, no período em que a criança é muito mais alimentada de amor do que de recursos nutrientes da terra.

29 - Algumas pessoas com deformidades físicas são recuperadas através de operações plásticas. Se o Espiritismo sustenta que os defeitos físicos são provações que devemos passar para evoluirmos, como você encara a cirurgia plástica?
- A cessação de uma prova em que uma pessoa está incursa pode terminar no além ou aqui mesmo. A plástica regeneradora é uma ciência, é uma parte da ciência médica muitíssimo louvável e da qual estamos recebendo muitos benefícios para a conservação da nossa vida, no setor da saúde e da apresentação.

30 - Você se submeteria a uma operação plástica?
- Se fosse para regenerar o aspecto de minha apresentação, acho que seria um dever meu. Para não assustar as pessoas em meu relacionamento habitual.

31 - Acredita que o materialismo está se sobrepondo ao espiritualismo?
- Nós estamos praticamente num ápice da civilização. Outras civilizações existiram na Terra, mas como os ápices de civilização não foram orientados pelo equilíbrio espiritual, estas civilizações como que desapareceram, dando lugar a civilizações em cujos cimos culturais estamos hoje. Mas a inteligência do homem é filha da inteligência de Deus. Não podemos viver apenas de inteligência. Precisamos de amor para sobreviver a todas as calamidades necessárias ao processo evolutivo em que estamos envolvidos na Terra. Não adianta estarmos rodeados de computadores, que sabem o que há em Marte ou em Júpiter, e vivermos aqui sedentos de carinho, morrendo à míngua de assistência espiritual.

32 - Por que os homens se matam em guerras e conflitos constantes?
- Porque não temos a paz e o amor que nós todos devemos desejar. Os espíritos amigos que se comunicam são unânimes em afirmar que essa taxa crescente de perturbação na atualidade decorre do desequilíbrio existente entre as nossas conquistas de ordem científica e o atraso dos nossos sentimentos. Se cooperarmos para que o amor sobreviva, a fim de que a mulher seja reposta em sua condição de tutora da vida na Terra, a quem Deus confiou o encargo de produzir a vida, com o auxilio do homem, estou certo de que, por intermédio do amor, a era tecnológica não será um deserto, um céu despovoado de alegria.

33 - Há uma ênfase em muitas de suas obras sobre o papel do Brasil como centro espiritual do universo. Não seria um pouco de patriotada?
-  Muita gente pensa que isso é verde amarelismo. Entretanto, os brasileiros conscientes, e que já desfrutam de bastante maturidade espiritual, se reconhecem num país extremamente inclinado à prática do bem. E a prova disto é que o Brasil, em seus eventos mais importantes como nacionalidade, sempre agiu como terra de criaturas cristianizadas e de profunda humanidade no relacionamento das criaturas umas com as outras. Não quero dizer que o Brasil seja um país privilegiado diante de Deus, mas que os brasileiros compõem uma comunidade extraordinariamente dedicada ao espírito que Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou.

34 - Como você vê o momento político do Brasil atual?
- Como todo brasileiro: orando para que Deus nos proteja e mantenha a união de nossos governantes, para a nossa evolução como povo, aspirando que o desenvolvimento se faça em paz.

35 - Você já teve a sensação de medo?
- Tenho tido a sensação de medo de mim mesmo, quando sou tentado a fugir do bem e cair no mal. Nestas horas, eu tenho medo de mim e faço preces para que eu possa continuar na estrada sem me marginalizar.

36 - Mas houve época em que você tinha medo de avião, não é?
-Tenho feito diversas viagens de avião e, hoje em dia, tenho medo apenas de ficar uma pessoa inválida, partir uma coluna, etc. Mas da morte não tenho medo. Mas tenho uma história curiosa para contar sobre o assunto: na manhã de 3 de novembro de 1.958, eu viajava num avião de Uberaba para Belo Horizonte. Até Araxá, tudo correu bem mas, entre Araxá e a capital mineira, o aparelho foi tomado de grande excitação. Parecia descontrolado e inseguro. Os passageiros começaram a reclamar. O comandante, muito sereno, veio até nós e disse que não havia motivo para alarme, que a nave seguia para o objetivo em excelentes condições. O pessoal acalmou-se, mas, como os movimentos bruscos ficaram mais fortes, por alguns instantes, muitas pessoas começaram a orar em voz alta e quatro crianças passaram a chorar assustadas. A inquietação geral tomou meu espírito e comecei também a orar, quase gritando: "Oh! meu Deus! Oh! meu Deus, tende piedade de nós!" Nisso, quando eu estava nessas exclamações em ponto alto, vi Emmanuel entrar no avião. Veio a mim e perguntou por que motivo eu clamava daquele jeito. Respondi: "Estamos em perigo..." E acrescentei, suplicando: "Será esta a minha hora de morrer?" Ele, muito calmo, apenas me disse: "Não posso saber se o Senhor resolveu determinar a sua desencarnação agora, mas se você julga que vai morrer, procure morrer com educação, sem aumentar a aflição dos outros". Desde este momento, refiz-me na poltrona, enquanto pouco a pouco o avião retomava seus movimentos normais.

37 - Você acredita que haja vida em outros planetas? Já se comunicou com algum ser extraterrestre?
- Como tenho vivido em meio dos habitantes do mundo espiritual, o assunto para mim deixa de existir. Porque estes espíritos vivem através de organizações superiores, de modo que eles estão em outras dimensões da matéria. Portanto, para mim não é difícil e nem impossível acreditar na vida em outros planetas. Em outras dimensões da matéria, a Terra está repleta de seres invisíveis ao olhar humano que, por deficiência estrutural, ainda não recolhem este campo de vibrações.

38 - Você leva uma vida de asceta. Como conseguiu sublimar os seus problemas sexuais? Ou não conseguiu?
- A única coisa que posso dizer em matéria de sexo é que não me casei. Psicologicamente, sou uma pessoa como as outras, vista apenas por mim mesmo, na intimidade da minha própria consciência.

39 - Por que não se casou?
- Porque sempre tive um espírito de muito entrosamento com a vida familiar e com a tarefa doutrinária sempre muito ativa. Sempre tive meus interesses afetivos voltados mais profundamente para a Doutrina Espírita e para a mediunidade. Mas a Doutrina Espírita nunca me privou de qualquer atividade em matéria de regularização da minha vida sexual.

40 - Você nunca se apaixonou por uma mulher? Ou homem?
- Não, nunca me apaixonei. Agora, sobre sexo, peço licença para não fazer aqui, o meu strip-tease.

41 - O homossexualismo é um fenômeno natural?
- O problema da homossexualidade sempre existiu em todas as nações. No entanto, com a extensão demográfica do planeta, o assunto adquiriu característica de mais intensidade porque, nos últimos 50 anos, a ciência psicológica tem-se detido, e com razão, nos ingredientes mais íntimos de nossa natureza pessoal. Estamos efetuando a descoberta de nós mesmos, para além dos padrões psicológicos conhecidos ou milimetrados pelos conhecimentos que possuímos, dentro dos preceitos e preconceitos respeitáveis, que nos regem o comportamento social e humano. Creio que as tendências a homossexualidade surgem na criatura após muitas existências dessa mesma criatura, nas condições de feminilidade ou vice-versa. Penso, assim, na base da reencarnação, porque, além dos sinais morfológicos, à individualidade é uma soma de todas as experiências das existências anteriores. Em vista disso, a homossexualidade pode ser examinada hoje, proporcionando ao homem tanto campo de estudos quanto a natureza bissexual do espírito. O tema é, porém, objeto para simpósios de cientistas e instrutores da Humanidade, até que se possa encontrar a fórmula exata para decidir, do ponto de vista legal, quanto ao destino dos nossos companheiros num sexo ou noutro, aqueles que trazem a inversão por clima de trabalho a ser laboriosamente valorizado, pela pessoa que se faz portadora de semelhante prova ou de semelhante condição para determinadas tarefas.

42 - A abstenção sexual santifica o homem? A finalidade da relação sexual seria apenas a procriação de filhos?
- O assunto varia de pessoa para pessoa, conforme o grau de autocontrole que o espírito impõe a si próprio. As leis humanas evoluem com a evolução das personalidades humanas.

43 - Espírito tem sexo? Há sexo depois da morte?
- No Livro dos Espíritos, Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, afirma que, quando se perguntou aos benfeitores espirituais sobre o assunto, eles disseram que os espíritos têm sexo. Mas não como a criatura humana imagina.

Jornal Espírita – Janeiro de 1976


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Wagner Moura desabafa sobre o Pânico na TV

Palavras do ator Wagner Moura sobre o Pânico na TV, em carta aberta:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

Wagner Moura