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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Computador Quântico Mais Poderoso do Mundo foi criado pelo Google, Segundo Relatório


A gigante da tecnologia Google criou um computador quântico muito superior aos supercomputadores mais poderosos do mundo atualmente. Pelo menos isso é afirmado em um relatório obtido pelo British Financial Times.

Assim, a empresa relatou em um estudo que sua nova máquina leva apenas 3 minutos e 20 segundos para executar um cálculo que levaria 10.000 anos para concluir o Summit – da IBM -, hoje o supercomputador mais poderoso do mundo.

Este estudo foi publicado por um curto período de tempo no site da agência espacial dos EUA – NASA – antes de ser removido. No entanto, a mídia do Financial Times conseguiu investigar o documento.

É um aumento significativo na velocidade em comparação com qualquer algoritmo clássico que permite alcançar experimentalmente uma supremacia quântica no campo dos cálculos e que implica o nascimento do paradigma computacional”, afirmou o estudo.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Cientistas dos EUA Tentam Abrir Portal para Universo Paralelo?


Cientistas do Laboratório Nacional de Oak Ridge, no leste do Tennessee, esperam que sim, e terminaram o equipamento que vão testar neste ano, o que pode nos permitir vislumbrar um universo paralelo que poderia ser idêntico em muitos aspectos ao nosso, com partículas, planetas e, possivelmente, até mesmo vida, todos espelhados do nosso.

Isso de acordo com Leah Broussard, o físico por trás do projeto, que descreveu a tentativa de revelar um mundo sombrio oculto como ‘muito maluco’ em uma entrevista à NBC na semana passada.

A descoberta de um mundo espelhado oculto pode soar como ficção científica, mas tem sido repetidamente sugerida pelos físicos como um meio tentador de explicar resultados anômalos. No entanto, até agora, provas concretas de tal reino se recusaram a se manifestar.

Um conjunto de resultados anômalos, e os que inspiraram a pesquisa, datam da década de 1990, quando os físicos de partículas mediram o tempo que as partículas de nêutron demoravam a se decompor em prótons quando eram removidas do núcleo de um átomo.

Dois experimentos separados viram os nêutrons quebrarem em taxas diferentes, em vez de se decomporem e se tornarem prótons exatamente na mesma velocidade, como era esperado.

Em um deles, os nêutrons livres foram capturados por campos magnéticos e agrupados em armadilhas de garrafas de laboratório e, no outro, foram detectados pelo aparecimento subsequente de partículas de prótons de um reator nuclear.

Essas partículas lançadas no fluxo do reator nuclear viveram em média por 14 minutos e 48 segundos – nove segundos a mais do que as das presas nas garrafas.

Pode parecer uma pequena diferença, mas isto tem incomodado os cientistas.

Mas a existência de um mundo espelhado oferece uma explicação confiável: há duas vidas separadas de nêutrons, e pode ser que cerca de 1% dos nêutrons possam cruzar a divisão entre nossa realidade e o mundo espelhado antes de cruzar de volta e emitir um próton detectável.

O novo experimento irá disparar um feixe de nêutrons em uma parede impenetrável. Do outro lado da parede, um detector de nêutrons será instalado, o que normalmente não espera detectar nada.

Mas se o detector registrar a presença de nêutrons, a teoria é que eles podem ter atravessado a parede ‘oscilando’ no mundo espelhado – tornando-se nêutrons-espelho – e reaparecendo neste universo, mais especificamente no laboratório do Tennessee.

Broussard disse à New Scientist em junho:

"Somente aqueles que podem oscilar e voltar ao nosso universo poderão ser detectados."

Além disso, a equipe montará campos magnéticos em ambos os lados da parede, nos quais eles podem alterar em força. Espera-se que certas forças possam ajudar a oscilação das partículas.

Apesar da teoria ser sólida, a equipe está minimizando as chances de revelar o gêmeo sombrio da realidade.

Eu espero medir zero”, disse Broussard sobre os testes iniciais.

Mas se eles detectarem um nêutron do outro lado da parede, isso pode ter implicações profundas.

Ele disse à NBC:

"Se você descobrir algo novo assim, o jogo muda totalmente."

A existência de um mundo espelhado também poderia explicar a falta do isótopo Lítio 7 do nosso universo, que os físicos acreditam que não corresponde às quantidades que o Big Bang teria criado.

A detecção de raios cósmicos de alta energia que vêm de além da nossa galáxia também pode ser explicada pela existência do mundo espelhado.

Eles são poderosos demais para terem simplesmente viajado através do universo observado, mas se eles tivessem oscilado para o reino espelhado e depois voltado para fora, isso poderia explicar porque esse é o caso.


terça-feira, 21 de maio de 2019

As Ondulações no Espaço-Tempo Criadas por Buracos de Minhoca Nos Levam a Outros Universos

Em junho de 2018, uma equipe de físicos explorou a possibilidade de que os buracos negros que ‘observamos’ na natureza não são nada disso, mas sim algum tipo de objetos compactos exóticos (de sigla em inglês, ECOs) que não têm um horizonte de eventos.


As colaborações científicas LIGO e Virgo detectaram as ondas gravitacionais das fusões de dois buracos negros, inaugurando uma nova era no estudo do cosmos. Mas e se essas ondulações no espaço-tempo fossem produzidas por buracos de minhoca que podem ser percorridos para acessar outro universo?

Pablo Bueno, da KU Leuven University (Bélgica), disse:

Os buracos de minhoca não têm um horizonte de eventos, mas atuam como um atalho espaço-temporal que pode ser atravessado; uma espécie de garganta muito longa que nos leva a outro universo.

A confirmação de ecos nos sinais LIGO ou Virgem seria uma prova praticamente irrefutável de que buracos negros astrofísicos não existem. O tempo dirá se esses ecos existem ou não. Se o resultado for positivo, seria uma das maiores descobertas da história da física.

Os cientistas deduziram a existência de buracos negros a partir de uma infinidade de experimentos, modelos teóricos e observações indiretas, como as recentes detecções do LIGO, que se acredita terem origem na colisão de dois desses monstros gravitacionais escuros.

Mas há um problema com os buracos negros – eles apresentam uma borda, chamada de horizonte de eventos, da qual nada pode escapar. Isso está em conflito com a mecânica quântica, cujos postulados garantem que a informação seja sempre preservada, não perdida.

Os pesquisadores espanhóis Pablo Bueno e Pablo A. Cano, da KU Leuven University (Bélgica), explicam:

A parte final do sinal gravitacional detectado por esses dois detectores – o que é conhecido como 'ringdown’ – corresponde ao último estágio da colisão de dois buracos negros, e tem a propriedade de se extinguir completamente após um curto período de tempo, devido à presença do horizonte de eventos.

No entanto, se não houvesse horizonte, essas oscilações não desapareceriam completamente; em vez disso, depois de um certo tempo, eles produziriam uma série de ‘ecos’, semelhante ao que acontece com o som em um poço. Curiosamente, se em vez de buracos negros, tivéssemos um ECO, o ‘ringdown‘ poderia ser similar, então precisamos determinar a presença ou ausência dos ecos para distinguir os dois tipos de objetos.

Esta possibilidade tem sido explorada teoricamente por vários grupos e tentativas de análises experimentais usando os dados originais do LIGO já foram realizadas, mas o veredicto é inconclusivo.

A equipe da Universidade KU Leuven, na qual o professor Thomas Hertog também participou, apresentou um modelo que prevê como as ondas gravitacionais causadas pela colisão de dois buracos de minhoca rotativos seriam detectadas.

Os sinais de ondas gravitacionais observados até agora são completamente extintos após alguns instantes, como consequência da presença do horizonte de eventos. Mas se isso não existisse, essas oscilações não desapareceriam completamente; em vez disso, depois de algum tempo, haveria ecos no sinal, que podem ter passado despercebidos até agora devido à falta de modelos ou referências teóricas com as quais comparar.

Segundo o estudo, publicado pela Physical Review D, os gráficos obtidos com o novo modelo não diferem muito dos registrados até o momento, exceto pelos ecos, que funcionam como um claro elemento diferenciador.


terça-feira, 26 de março de 2019

A Misteriosa Montanha Onde as Pessoas Desaparecem

Essa é uma das formações geológicas mais misteriosas e ameaçadoras do mundo


No continente australiano, a 25 quilômetros ao Sul de Cooktown, encontrasse uma das formações geológicas mais misteriosas e ameaçadoras do mundo, a Montanha Negra.

Com 430 metros de altura, a montanha consiste de enormes rochas de granito preto empilhadas umas sobre as outras. Chamada de kalkajaka, ou montanha da morte pelos aborígenes, a montanha negra com suas numerosas cavernas e passagens escuras é considerado um lugar de muitas anomalias. 

Ivan Mackerle (Explorador \ Jornalista): A Montanha Negra é o lugar mais temido no norte da Austrália. Os habitantes temem ir lá porque muitos desapareceram sem deixar rastros. 

O primeiro desaparecimento documentado envolvendo colonos europeus ocorreu em 1877, quando um rancheiro procurava um touro perdido perto da montanha e nunca mais voltou.


Desde então, surgiram numerosas histórias de pessoas, cavalos e até rebanhos de gado que desapareceram no labirinto de rochas e nunca mais foram vistos novamente. Policiais e vigilantes que procuraram os desaparecidos também sumiram. 

Pilotos que sobrevoaram a montanha relataram estranhas ocorrências.  

Jonathan Young (Fundador, Joseph Campbell Archives): Pilotos que sobrevoam a montanha negra mencionaram uma turbulência incomum. Eles tiveram problemas magnéticos de navegação, ouviram barulhos altos e explosivos, e ouviram sons parecidos com gemidos. Então, é uma área muito estranha e anomala.

Ivan Mackerle (Explorador \ Jornalista): Alguns ufólogos na Austrália dizem que a montanha é a entrada para um império subterrâneo, habitado por uma raça de lagartos e monstros malignos. Os aborígenes não os chamam de alienígenas - como nós os chamariam -, eles chamam de demônios ou espíritos. 

Segundo exploradores, existe uma grande quantidade de passagens subterrâneas na Montanha Negra, e no meio desse labirinto, você pode ir para cima, para baixo, ou para os lados - é absolutamente extenso. 

Jonathan Young (Fundador, Joseph Campbell Archives): Os relatos da serpente do arco-iris estão entre as principais do folclore aborígene. Essas criaturas podem trazer o caos e a destruição, é sem duvida uma força tremenda. 

Segundo as historias e relatos (aborígenes), a serpente do arco-iris é a criadora de absolutamente tudo, e a montanha de pedra de kalkajaka é onde essa serpente mora. 

Giorgio A Tsoukalos (Alienígenas do Passado): No momento em que eu escuto falar de cobras e serpentes gigantes, eu penso imediatamente em todas as outras civilizações e culturas ao redor do mundo que possuem imagens semelhantes.. Os indus por exemplo, assim como existem lendas semelhantes na América do Norte como Kukulcan e Quetzalcóatl. 

Todas essas lendas descrevem enormes serpentes com asas voando pelo céu. Então, a serpente do Arco-Iris da Montanha Negra era uma entidade biológica ou era algum tipo de maquina voadora extraterrestre? Uma maquina, da qual as pessoas quando se aproximavam, adoeciam ou morriam devido aos seus gazes ou sua radioatividade? 

A australiana serpente do Arco-Iris pode ter sido alguma especie de nave alienígena que protegia a Montanha Negra de intrusos? Nesse caso o que ela protegia? 


Em 1872 uma expedição descobriu ouro próximo da Montanha Negra, em 20 anos 55 toneladas de ouro haviam sido extraídas. 

Erich Von Daniken (Autor, Chariots of the Gods): O ouro foi muito importante para todas as sociedades ao longo dos séculos e até hoje. O ouro não enferruja, o ouro não pode ser alterado a não ser por fundição. Na antiguidade os extraterrestres - ou deuses - pediram ouro aos humanos. Os humanos tinham que extrair ouro em minas e fazer oferendas aos deuses. 

É possível que a Montanha Negra não seja uma montanha natural, mas sim que foi construída para esconder escombros de uma antiga operação alienígena de remoção de ouro como alguns teóricos acreditam?


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Estudo a Partir de Terremoto Boliviano Revelou que Existem Montanhas e Planícies a 660 km Abaixo dos Nossos Pés

Quando, na casuística da ovnilogia/ufologia, se fala na possibilidade de extraterrestres terem bases subterrâneas por todo o planeta, ou que no interior do nosso planeta possam existir outras civilizações, os céticos pulam de suas confortáveis cadeiras para protestar, dizendo ser impossível viver nas profundezas da Terra. Porém, o que eles realmente sabem sobre aquilo que está abaixo de nossos pés?

Pois uma nova descoberta parece indicar que há muitas mais possibilidades nas profundezas da Terra do que o cidadão comum possa pensar.

Será que o grande escritor de ficção científica, Júlio Verne, o qual pareceu prever o futuro com muito do que escreveu em seus livros, também acertou em sua obra Viagem ao Centro da Terra, a qual relata sobre um mundo paralelo abaixo da crosta terrestre?

Esta é uma posição do site OVNI HOJE e que nós corroboramos. Portanto, vamos à matéria!



A maioria das crianças aprende na escola que a Terra tem três (ou quatro) camadas: uma crosta, manto e núcleo, que às vezes é subdividida em um núcleo interno e externo. Isso não está errado, mas deixa de fora várias outras camadas que os cientistas identificaram dentro da Terra, inclusive a zona de transição dentro do manto.

Um estudo publicado esta semana na revista Science, geofísicos da Universidade Princeton, Jessica Irving e Wenbo Wu, em colaboração com Sidao Ni do Instituto de Geodésia e Geofísica na China, usaram dados de um enorme terremoto na Bolívia para encontrar montanhas e outra topografia na base do zona de transição, uma camada que está a 660 quilômetros abaixo, a qual separa o manto superior e inferior. (Sem um nome formal para essa camada, os pesquisadores simplesmente chamam de ‘o limite de 660 km’).

Para espiar profundamente a Terra, os cientistas usam as ondas mais poderosas do planeta, que são geradas por terremotos em massa. “Você quer um grande terremoto para abalar todo o planeta”, disse Irving, professora assistente de geociências.

Grandes terremotos são muito mais poderosos que os pequenos – a energia aumenta 30 vezes a cada grau da escala Richter – e terremotos profundos, “em vez de desperdiçar energia na crosta, podem sacudir o manto inteiro”, disse Irving. Ela obtém seus melhores dados de terremotos de magnitude 7,0 ou mais, disse ela, enquanto as ondas de choque que eles enviam em todas as direções podem viajar através do núcleo para o outro lado do planeta – e vice-versa. Para este estudo, os principais dados vieram das ondas captadas após um terremoto de magnitude 8,2 – o segundo maior terremoto já registrado – que abalou a Bolívia em 1994.

Ela disse:

Terremotos tão grandes não aparecem muito frequentemente. Temos sorte agora que temos muito mais sismógrafos do que há 20 anos.

A sismologia é um campo diferente do que era há 20 anos, entre instrumentos e recursos computacionais.

Sismólogos e cientistas de dados usam computadores poderosos, incluindo o agrupamento de supercomputadores Tiger da Universidade de Princeton, para simular o complicado comportamento das ondas de dispersão na Terra profunda.

Wu, o principal autor do novo artigo, que acaba de completar seu doutorado em geociências, e agora é pesquisador de pós-doutorado no California Institute of Technology, disse:

Sabemos que quase todos os objetos têm aspereza da superfície e, portanto, dispersam a luz. É por isso que podemos ver esses objetos – as ondas espalhadas carregam a informação sobre a aspereza da superfície. Neste estudo, investigamos as ondas sísmicas dispersas viajando dentro da Terra para restringir a rugosidade do limite de 660 km da Terra.

Os pesquisadores ficaram surpresos com o quão áspero esse limite é – mais áspero do que a camada superficial em que todos nós vivemos.

Wu informou:

Em outras palavras, uma topografia mais forte que as Montanhas Rochosas ou os Apalaches está presente no limite de 660 quilômetros.

Seu modelo estatístico não permitia determinações precisas de altura, mas há uma chance de que essas montanhas sejam maiores do que qualquer coisa na superfície da Terra. A aspereza não foi igualmente distribuída; assim como a superfície da crosta tem chão oceânico liso e montanhas enormes, o limite de 660 km tem áreas irregulares e áreas lisas. Os pesquisadores também examinaram uma camada de 410 quilômetros abaixo, no topo da ‘zona de transição’ do manto médio, e não encontraram rugosidade semelhante…


O que isto significa?

A presença de rugosidade no limite de 660 km tem implicações significativas para entender como nosso planeta se formou e continua funcionando. Essa camada divide o manto, que representa cerca de 84% do volume da Terra em suas seções superior e inferior.

Por anos, os geocientistas debateram o quão importante é esse limite. Em particular, eles investigaram como o calor viaja através do manto – se as rochas quentes são carregadas suavemente do limite do manto central (quase 3.200 quilômetros abaixo) até o topo do manto, ou se essa transferência é interrompida nesta camada. Algumas evidências geoquímicas e mineralógicas sugerem que o manto superior e inferior são quimicamente diferentes, o que sustenta a ideia de que as duas seções não se misturam termicamente ou fisicamente. Outras observações sugerem que não há diferença química entre o manto superior e o inferior, levando alguns a argumentar para o que é chamado de ‘manto bem misturado’, com o manto superior e inferior participando do mesmo ciclo de transferência de calor…

Irving ainda informou:

É fácil presumir, dado que só podemos detectar ondas sísmicas viajando pela Terra em seu estado atual, que os sismólogos não podem entender como o interior da Terra mudou nos últimos 4,5 bilhões de anos. O que é interessante sobre esses resultados é que eles nos dão novas informações para entender o destino das antigas placas tectônicas que desceram ao manto, e onde o antigo material do manto ainda pode residir.

A sismologia é mais excitante quando nos permite entender melhor o interior do nosso planeta no espaço e no tempo.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Homem de TAURED - Um País em Outra Dimensão?


Julho de 1954; um dia como qualquer outro, apenas um pouco mais quente do que o normal.

Um homem de aproximadamente quarenta anos chegou ao movimentado Aeroporto Internacional de Haneda em Tóquio, capital do Japão. Ele era caucasiano e tinha uma aparência convencional. Parecia um homem de negócios: vestindo um terno preto de corte moderno, gravata azul e sapatos bem engraxados, carregava uma valise de metal de visual incomum. Seus cabelos eram castanhos, os olhos azulados em um tom pálido, mas sua expressão refletia absoluta confusão. Ele suava demasiadamente e enxugava repetidas vezes a testa úmida com um lenço. Olhava de um lado para o outro como se estivesse estranhando alguma coisa no ambiente. Abordava pessoas enquanto tentava falar com elas, mas ninguém compreendia seu idioma incomum.

Finalmente, alguém chamou a segurança e logo ficou claro que ele não falava japonês e não entendia o básico de inglês. Ele foi então convidado a acompanhar os guardas até uma sala de verificação onde havia um intérprete.

Na sala, o sujeito tentou se comunicar, mas ninguém entendia seu complicado idioma. O agente de imigração pediram documentos; até que enfim ele compreendeu a palavra "passaporte" e produziu os documentos guardados no bolso do paletó.

Os papéis pareciam legítimos, documentos oficiais emitidos por alguma nação soberana atendendo todos os requisitos da legislação internacional. As palavras, no entanto, estavam escritas em caracteres estranhos, semelhantes ao árabe. Os selos e carimbos emitidos também pareciam genuínos, inclusive as estampas de entrada e saída de vários aeroportos ao redor do mundo. A fotografia também estava de acordo com o rosto do homem, apenas mais jovem.

O agente do aeroporto chamou seu supervisor e eles verificam o passaporte novamente. O problema é que eles nunca ouviram falar do país que o emitiu, um lugar chamado Taured. O procedimento seria buscar o corpo diplomático do país e falar com um funcionário oficial, mas Taured simplesmente não existia.

O homem foi interrogado. Ele se mostrou incomodado e fez menção de sair , mas acabou detido. O oficial teve então a ideia de mostrar um mapa e o sujeito olhou confuso. O agente apontou o Japão e então disse "Taured", sinalizando para o mapa.

O homem apontou para a Europa, mais especificamente o pequeno Principado de Andorra que se localiza na fronteira entre Espanha e França. Mas pareceu ainda mais confuso e a seguir zangado. Ele jamais havia ouvido falar de Andorra, e não conseguia entender porque sua terra natal, Taured, não estava no mapa.

Ele mostrou então uma série de fotografias, moedas e cédulas retiradas de uma carteira de couro. Tudo parecia legítimo. As fotos eram do sujeito ao lado de uma mulher, supostamente sua esposa, e crianças, seus filhos. O dinheiro e as moedas eram perfeitas, em papel e metal idêntico ao emitido ao redor do mundo. Ele também tinha algumas cédulas estrangeiras, libras, liras, marcos e francos. Dois carimbos atestavam que ele estivera no Japão, mas as datas de entrada e saída eram absurdas: 1986 e 1988! Na valise papéis e documentos datilografados identificavam uma companhia que possuía sede em Tóquio, mas lá, ninguém havia ouvido falar do sujeito ou de Taured.

Espantados com tudo o que viram, os oficiais decidem levá-lo a um hotel e oferecer um quarto onde ele pudesse ser mantido até que a questão fosse resolvida. O homem foi escoltado para o Hotel e durante o percurso no automóvel observava curioso pela janela, falava em seu idioma inescrutável e finalmente cedeu ao desespero... ele chora e xinga.

No hotel retoma a compostura e aceita comer um lanche providenciado pelos guardas. Então sentindo-se cansado, deita na cama e dorme. Dois guardas são destacados para ficar na porta e impedir que ele saia até sua situação diplomática ser resolvida.

Na manhã seguinte, os guardas batem a porta e ninguém responde. Eles decidem usar uma chave reserva e entrar; encontram o aposento vazio. Há um leve cheiro de ozônio no ar. O Homem de Taured, no entanto, desapareceu.

A polícia estabelece que o homem só poderia ter deixado o aposento pela janela, embora o quarto fique no oitavo andar do hotel. Todos os objetos pessoais desapareceram com ele. Os guardas sustentam que ao menos um deles esteve na porta todo período. Na portaria do hotel, que fica trancada à noite, ninguém se recorda de ter visto a saída de um hóspede com a descrição do homem. O hotel é revistado de cima até em baixo, todos os quartos, salas e instalações. Nada é achado.

Tudo o que as autoridades encontram é um pedaço de papel amassado na lixeira com alguns símbolos e números anotados. Eles foram escritos no misterioso idioma presente no passaporte.

As autoridades emitem um alerta para deter o homem com a descrição se ele aparecer em algum aeroporto, estação ferroviária ou porto do país. Ele deveria ser parado imediatamente.

Ele não é visto novamente, o mistério jamais foi solucionado.

* * *

Por estranho que possa parecer, o Caso do Homem de Taured é verídico. Ao menos, todos os fatos aqui narrados foram comprovados por testemunhas.

As autoridades japonesas jamais conseguiram determinar o paradeiro do sujeito misterioso cuja identidade permanece um mistério.

Críticos desse incidente alegam que não há como comprovar que o incidente realmente aconteceu pela ausência de provas ou documentos. Tudo o que se tem são testemunhas - os agentes do aeroporto, guardas que escoltaram o homem e alguns passageiros. Um relatório foi escrito a respeito do ocorrido, mas as autoridades do aeroporto não foram capazes de produzir sequer esse documento que validaria o ocorrido. 

Alguns teóricos que correspondem à teoria dos múltiplos universos e realidades paralelas, acreditam que o Homem de Taured era um viajante dimensional, um habitante de outra realidade que falava a verdade quando se apresentava como um cidadão de Taured. De alguma maneira, ele teria viajado através do tempo e espaço, indo parar no Japão de 1954.

Surpreendentemente, viajantes semelhantes apareceram em várias ocasiões. Em 1851, um homem foi encontrado vagando pelas ruas de Frankfurt no noroeste da Alemanha. Ele afirmava ser natural de um lugar chamado Laxaria no continente de Sakria. Outro homem que falava um idioma desconhecido foi capturado depois de roubar um pão em Paris no ano de 1905. Ele alegava ser um habitante de Lizbia, que as autoridades assumiram se tratar de Lisboa. Sua língua no entanto, não era o português e ele não reconhecia Portugal no mapa como sendo sua terra natal. 

Será que Taured fica em outra dimensão?  E o que dizer de Laxaria e Liziba? Teriam essas pessoas atravessado para nossa realidade ou estavam perpetrando uma brincadeira?

Se eles pertencem a outra dimensão, como chegaram à nossa? Como o Homem de Taured teria voltado ao seu lugar de origem, se é que ele retornou, constitui um mistério ainda maior. O que teria acontecido com o homem? Será que, pessoas poderiam realmente cruzar o limiar entre realidades e desembarcar inadvertidamente em um mundo estranho? Qual seria a reação ao se ver de um momento para outro em uma dimensão que embora similar, guardava diferenças fundamentais?

Muitas questões que tudo indica, permanecerão sem respostas. (Ao menos até um de nós cruzar... para o outro lado).


domingo, 16 de abril de 2017

Cientistas Descobrem PONTE CÓSMICA Que Interliga Galáxias

Os cientistas fizeram outra descoberta impressionante, provando que o Universo é mais misterioso do que imaginamos. Observações de mais de 23.000 pares de galáxias permitiu aos astrônomos localizarem uma ponte de matéria escura que as conecta.

O mapa recém obtido – em cor falsa mostra galáxias brilhantes como uma região branca, enquanto as pontes de matéria escura são ilustradas em vermelho.

Pela primeira vez, os especialistas fizeram uma imagem da ‘elusiva ponte de matéria escura’ que interliga diferentes galáxias por todo o cosmos.

Até agora os cientistas haviam somente especulado sobre a existência e uma teia cósmica, pois ela permanecia inobservável até agora.

Os pesquisadores publicaram seu trabalho num novo artigo no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

A imagem – composta de observações de mais de 23.000 pares de galáxias – confirma as previsões de que as galáxias por todo o Universo são ligadas umas as outras, através de uma rede cósmica conectadas por matéria escura.

A matéria escura é uma substância misteriosa que perfaz aproximadamente 27 por cento do Universo. Ela não brilha, absorve ou reflete a luz, o que a torna indetectável pela maior parte.  Somente baseados nas suas interações com a matéria visível, os cientistas podem deduzir sua existência. Porém, os pesquisadores da Universitade de Waterloo foram capazes de mensurar um efeito conhecido como lente gravitacional fraca, através do uso de numerosas imagens a partir de um levantamento celeste em vários anos, utilizando o Telescópio Canadá-França-Havaí.

A lente gravitacional faz com que galáxias distantes pareçam distorcidas, devido à uma massa não vista, tal como um planeta, um buraco negro, ou neste caso a matéria escura.

Os pesquisadores essencialmente usaram as imagens de milhares de galáxias localizadas a uns 4,5 bilhões de anos-luz de distância, para revelarem a misteriosa presença de ‘matéria escura’ as interligando.

O astrônomo Mike Hudson disse:
Por décadas, pesquisadores têm previsto a existência de filamentos de matéria escura entre as galáxias, os quais agem como uma superestrutura similar à uma teia, interligando as galáxias.

Esta imagem nos posiciona além das previsões, para algo que podemos ver e mensurar.

Como apontado pelo Science Alert, esta imagem não só é agradável esteticamente, mas ela também revela várias características intrigantes, as quais de outra forma seriam difíceis de detectar.

As novas observações permitiram aos astrônomos criarem um mapa mostrando as pontes, enquanto descobriram que o fenômeno é mais forte em sistemas que estão separados por menos de 40 milhões de anos-luz.

Fonte

domingo, 2 de outubro de 2016

Homem afirma ter ido a um MUNDO PARALELO e trouxe uma Prova: Um Álbum Inédito dos BEATLES!


James Richards é um homem oculto. Ou seja, ele é aparentemente impossível de ser rastreado. Seu site não oferece nenhuma pista de sua identidade real (Richards é um apelido) e seu endereço de e-mail só se remonta à sede de uma subsidiária da Yahoo.com. Então, por que o sigilo? O que ele fez para merecer tal vida cheia de subterfúgios e evasão? Parece uma descrição precisa de um criminoso, e, de fato, segundo seu próprio relato, ele envolveu-se em um roubo transdimensional.

Sua história começa em uma área isolada de um deserto da Califórnia chamada Del Puerto Canyon. As imagens em seu website mostram uma paisagem árida, cheia de montanhas escarpadas, um fim de mundo extremamente inóspito, que só existe no oeste dos Estados Unidos. Foi aqui, onde Richards, enquanto perseguia seu cão fora de controle, tropeçou e bateu a cabeça, ficando inconsciente e se lançando na experiência mais incrível de sua vida.

Quando recuperou a consciência, ele se encontrava em um quarto estranho, contendo muitos móveis domésticos comuns, bem como uma máquina eletrônica estranha que parecia de outro mundo. Do lado de fora se escutava um zumbido de tráfego, um som pouco familiar às extensões sem vida de Del Puerto. Richards logo descobriu que o quarto pertencia a um homem chamado Jonas. Jonas, que deixou-se ver mais tarde, era de uma dimensão paralela.

Em recordações cada vez mais incríveis, Richards continua a descrever as complexidades desta dimensão, como uma coleção alternativa de ficção científica, que pode ser resumida em duas diferenças básicas, de acordo com o autor da história: em primeiro lugar, o ketchup era roxo e, em segundo lugar, os Beatles ainda estavam juntos. Isso, de acordo com o seu testemunho, propiciou que ele mesmo roubasse uma coisa do quarto em que acordou, ou seja, um álbum dos Beatles que nunca existiu: Everyday Chemistry.


O problema com a tentativa de desacreditar as histórias de universos paralelos é que isso é, por natureza, impossível. Não importa quem conta ou qual seja a narrativa, não há maneira de refutar qualquer fato a esse respeito. Além do mais, a prova supostamente trazida por Richards, está lá para todos verem, ou mais precisamente, para todos ouvirem. Todas as onze canções do álbum "inexistente" estão disponíveis online. E o fato é que elas são bastante boas.


Logo após o vazamento do álbum, em 2009, fãs ansiosos observaram que cada faixa continha muitos elementos de vários projetos solo do Fab Four, misturados com um pouco de instrumentação que parecia original. O título do álbum parecia ser uma dica esperta para disso, mas Richards, entrevistado pelo Telegraph, veio com uma explicação alternativa: "Eu tive a sensação de que algumas músicas tinham um som familiar. A única conclusão a que posso chegar é que, apesar de que no outro lado os Beatles não tenham se separado, isso não significa que as suas futuras ideias musicais desapareceram".

Assumindo que as viagens interdimensionais provavelmente não estejam por trás desta história, a questão permanece: quem fez o álbum? E por que toda essa nuvem de mistério? Trata-se apenas de direitos de um autor ciumento ou há algo mais acontecendo aqui? Em 1998, uma década antes da página da web de Richards, o escritor de ficção científica Stephen Baxter publicou um artigo em um jornal chamado Interzone. A história se chamava “O Décimo Segundo Álbum”, e detalhava uma realidade alternativa, em que ele descobria um novo LP dos Beatles.

O registro de ficção incluía canções que eram, no mundo real, escritas e gravadas como projetos solo. No entanto, na realidade paralela, o grupo nunca havia se dissolvido. Além disso, na internet, eu li a notícia de que Baxter não está interessado em falar sobre roubo de música de outro mundo. Acho que isso significa que ele provavelmente não está interessado em perpetrar uma fraude interdimensional gigantesca. Quem sabe fosse um projeto estudantil? Um passatempo de algum professor? Todo o contato feito com qualquer parte interessada nessas questões, não gera nenhuma resposta séria.

Como opção final, nós também contatamos Shane Richmond, o escritor do Telegraph que primeiro cobriu a história, em 2009. Ele respondeu: "Por mais estranha que seja a coincidência, você tem exatamente o mesmo nome do meu tio", assim que prefiro me convencer de que tudo seja uma mentira, antes de pensar que em outra dimensão eu poderia ser o tio dele. Seja o que for, nunca se saberá ao certo se o relato e, portanto, o que ocorreu, foi real ou não.

Segue abaixo o suposto álbum completo:


O site de James Richards: www.thebeatlesneverbrokeup.com

Fonte

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cientistas afimam: Um UNIVERSO PARALELO parece estar se comunicando com o nosso

Uma pequena amostra de um universo paralelo colidindo contra o nosso foi descoberto por astrônomos. Cientistas alegam ter identificado sugestivos sinais dos confins do espaço que indicariam que o tecido do nosso universo está sendo rasgado por um outro muito diferente.


A análise pode fornecer uma das primeiras provas da teoria multiverso, que defende a existência de universos paralelos.

Ranga-Ram Chary, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (EUA), analisou dados de radiação cósmica de fundo captadas pelo telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia. Dentro desse brilho que sobrou dos momentos após o Big Bang, ele descobriu pontos onde a luz de microondas é muitos mais brilhante do que deveria ser. Segundo ele, isso poderia ser um sinal provocado pela interação entre o nosso universo e outro há centenas de milhares de anos depois do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos atrás.

Chary afirma que os sinais avistados podem sugerir um universo alternativo muito diferente do nosso. Ali poderiam existir partículas subatômicas chamadas bárions e fótons cerca de dez vezes maior do que o que vemos no nosso próprio universo.

Para chegar a essas conclusões, o Chary usou modelos de radiação cósmica de fundo, retirados de imagens de todo o céu, captados pelo telescópio Planck. Após isso, ele removeu os sinais de estrelas, gás e poeira. Tudo o que deveria restar seriam as imagens do barulho. No entanto, o Dr. Chary relata que, em vez disso, ele encontrou manchas dispersas que se parecem 4.500 vezes mais brilhante do que deveriam.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Chackras e Emoções

Nosso corpo, assim como qualquer matéria, é energia que vibra em frequência baixa. Quanto mais baixa a frequência, mais densa é a matéria. Os chakras, são vórtices de energias localizados em partes específicas do nosso corpo, que vibram em frequência alta e, por isso, são invisíveis aos olhos físicos. Chakra vem do sânscrito e significa, roda, são centros de energia que servem para controlar o fluxo de prana. Os chakras, absorvem a energia prana, decompõem-na em suas partes e, em seguida, mandam-no ao longo de estruturas chamadas nádis, para o sistema nervoso, as glândulas endócrinas, e depois para o sangue  e assim alimentando o nosso corpo. O chakra funciona  também como centro de intercâmbio, entre as dimensões física e astral.

Os mais conhecidos são sete chakras, que alimentam as nossas sete glândulas e partes de nosso organismo, são eles; Chakra coronário, chackra frontal, chackra laríngeo, chackra cardíaco, chackra esplênico, chackra sacral e chackra básico. Em breve iremos aprofundar sobre cada um. Para que o prana flua harmoniosamente por todo nosso corpo, é preciso que os chackras estejam  “abertos”. O equilíbrio emocional, alimentação, bons pensamentos e o contato com o sol alinham os nossos chackras.

Mas o ponto decisivo no bom funcionamento dos chackras , são as emoções. Emoções de alto padrão vibratório  garantem  o bom funcionamento dos chackras. Emoções de baixo padrão vibratório ,  desconfiguram  os chackras impedindo a entrada da energia vital. Vamos pegar como exemplo o chakra base, quando esse chakra está “aberto”, temos vontade de viver, temos prosperidade  e somos bem alicerçados na vida .Um outro exemplo é  o chakra frontal, pensamentos confusos interferem em seu bom funcionamento. Um chakra desconfigurado altera toda a situação física, problemas de saúde, obesidade, separações  e etc. Cuide de suas emoções pois elas garantem o bom funcionamento de seus chakras.

Chakra Muladhara, conhecido também como o ckakra base. A palavra  muladhara tem o sentido de “raiz” (mula ) e de base (adhara ). É portanto, a raiz, o fundamento dos sete chakras.

O Mantra  desse  chakra é lam, esse som representa o elemento terra.  O primeiro chakra, o centro coccigiano, relaciona-se com a quantidade de energia física e com a vontade de viver na realidade física. Esse chakra nos faz ter o desejo pelas conquistas materiais,  pelos prazeres “mundanos” saudáveis. Quando a força vital funciona plenamente através desse centro, a pessoa tem muita vontade de viver na realidade física. Quando a força vital funciona na sua plenitude, por meio dos três  chakras inferiores, combinada com um fluxo pujante pelas pernas abaixo, vem com ela uma clara e direta afirmação de potência física. A afirmação de potência física, combinada com a vontade de viver, dá ao indivíduo uma “presença” de força e vitalidade. Ele afirma: “Estou aqui agora” e com, efeito, se acha bem fundamentado na realidade física. Possui uma forte vontade de viver. Quando se obstrui ou fecha o centro coccigiano, bloqueia-se a maior parte da vitalidade física da força vital, e a pessoa não produz uma impressão vigorosa no mundo físico. Ela não está “aqui”. Evitará atividade  física, estará por baixo em matéria de energia e poderá até ser  “enfermiça”. Faltar-lhe-á força física. Esse chakra bloqueado é responsável por perversões sexuais, doenças nos órgãos genitais, falta de prosperidade, glutonaria, pornografia e etc.

Alimentar-se de produtos animais, inclusive carne, desconfigura esse chakra. Existem vários tipos de tratamentos para abrir esse chakra, visualização, cromoterapia, cristais e etc. Mas o que vai realmente desbloquear esse chakra para que a energia vital flua, são as nossas emoções e pensamentos. Não estou dizendo para não fazer  esses tratamentos, mas paralelo a isso, tenha  um padrão de vida no positivo. Para o bom funcionamento desse chakra,  comece a ter um sentimento de gratidão pela vida e pelas conquistas materiais, ainda que sejam poucas, tenha metas, algo para conquistar no mundo da matéria, busque a realização de um sonho concreto e diminua o consumo de carne. Paz profunda!

Continua...

Texto: Alison Weler

Fontes: 
Teoria dos Chakras – Hiroshi Motoyama.
A Cura pela Meditação –  Cristina Cairo
Mãos de Luz – Barbara Ann Brennan

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Capacidade de entrar em CONTATO COM ESPÍRITOS pode ser desenvolvida por meio de estudo e dedicação

Medo e curiosidade se misturam quando o assunto é o contato do homem com o mundo dos mortos. Enquanto diversas religiões têm explicações sobre o fenômeno, a ciência ainda tenta desvendar as causas e os efeitos dessa experiência.


Você já sentiu que estava sendo observado, mas, quando se virou para ver quem era, ninguém estava lá? Ouviu alguém dizer o seu nome sem haver ninguém por perto? Teve a impressão de ter sentido a presença de alguém quando estava sozinho em casa? Pode até ser que essas situações não tenham sido nada, mas pode ser também que espíritos estejam tentando se comunicar com você. Pelo menos é o que acreditam os médiuns, pessoas que desenvolveram a habilidade de se conectar, de uma forma ou de outra, com o mundo dos mortos. Segundo eles, sentir essas manifestações de vez em quando é comum, pois todos temos a capacidade de estabelecer esse contato. Decidir trabalhar ou não essa habilidade aparentemente inerente ao ser humano é uma escolha — e os caminhos, não necessariamente, precisam passar por alguma religião.

Ainda que o tema cause certo medo, é fato que o assunto desperta também uma boa dose de curiosidade. Adriana Noviski, autora do recém-lançado Na sala ao lado — Os mundos invisíveis e seus segredos (Editora Évora), é um dos exemplos de como a busca por informação é capaz de mudar paradigmas — e o modo como se encara a vida. Sem nem saber do que se tratava e, a convite de uma amiga, ela resolveu participar de um curso de cura espiritual. “Fui fazer quase que por intuição e descobri que era médium”, completa. A vivência e o trabalho voluntário posterior às aulas a inspiraram a contar as histórias que viu, por meio da personagem fictícia Amanda.

O atendimento a pacientes a deixou impressionada. “Sempre tive muita intuição, mas achava que era só isso”, comenta. “Existe uma diferença entre intuição e mediunidade. A mediunidade é conseguir ver algo a mais.” Sonhos premonitórios, vultos e mesmo percepções que vinham como flashes sobre problemas de pessoas próximas foram, segundo Noviski, o ponto de partida para que ela procurasse se aprofundar no tema. “Quis escrever o livro para encorajar outras pessoas, mostrar que é natural, porque já fui muito ridicularizada por isso.”

Um dos fundadores do Programa de Saúde e Espiritualidade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e professor titular do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Alexander Moreira Almeida explica que, para fins de estudo, a mediunidade é definida como “uma experiência em que um indivíduo alega estar em comunicação com ou sob a influência de uma pessoa falecida ou de um outro ser não material”.

Depois de sofrer com problemas de saúde e
"crises de loucura", Maria Liosmira encontrou
a cura em um terreiro
O tema, inclusive, é familiar a todos nós — uma vez que está presente na base de grande parte das religiões. Como exemplos, Almeida cita Moisés e os profetas recebendo mensagens de Deus e dos anjos, Maomé recebendo mensagens do anjo Gabriel na composição do Corão, os oráculos gregos, os dons do Espírito Santo nas comunidades cristãs primitivas, bem como entre os católicos carismáticos e protestantes pentecostais. “Deve-se destacar que, especialmente no Brasil, nossas origens indígenas e africanas estão também fortemente permeadas por crenças e vivências ligadas à mediunidade”, completa. “Sendo assim, é uma experiência humana que precisa ser mais bem investigada.”

Sob as lentes da ciência
Há mais de um século, pesquisadores tentam entender do que se trata o fenômeno da mediunidade. O interesse nesse tipo de estudo, explica o psiquiatra, teve seu primeiro pico entre os séculos 19 e 20. Nos últimos anos, o tema parece ter voltado à tona. As experiências mediúnicas têm sido investigadas a fundo por pesquisadores há mais de 100 anos. Houve um grande interesse no tema na transição dos séculos 19 e 20 e,recentemente, houve uma retomada do interesse. Entre as principais hipóteses, estão fraude, doença mental, manifestações do inconsciente do médium, percepção extrassensorial (telepatia e clarividência) e sobrevivência da consciência/personalidade depois da morte corporal.

Desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em 2013, o trabalho “Neuroimagem e mediunidade: uma promissora linha de pesquisa”, de Julio Peres e Andrew Newberg, usava recursos da neuroimagem para investigar a mediunidade. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que “regiões e sistemas cerebrais mediam os diferentes aspectos da experiência religiosa”, descartando, assim, a teoria ponto de Deus — que postulava um local no cérebro como responsável pela experiência com o divino. Os estudos sugeriram ainda que há uma maior atividade do córtex frontal e pré-frontal (áreas responsáveis pela motricidade voluntária) durante experiências religiosas. Outros achados incluem “um aumento da atividade nas redes atencionais relacionadas ao pensamento reflexivo durante tais experiências”. Os lobos frontal e parietal, segundo alguns levantamentos, são as áreas do cérebro correlacionadas com elementos psicológicos e cognitivos específicos dessas vivências.

Falando em investigação, para os cientistas, a existência de comunicação entre vivos e mortos não é o foco das pesquisas científicas. Para eles, o que importa mesmo é saber qual interpretação a pessoa que vivencia a experiência atribui a ela. Contudo, os estudos demonstram curiosidade em saber o que se passa no cérebro de um médium incorporado, apesar de as pesquisas sobre o assunto ainda serem esparsas. “Em linhas gerais, os resultados demonstram que as experiências espirituais como a mediunidade não estão ligadas a apenas uma região, mas a um complexo padrão de ativação de diversas áreas cerebrais”, afirma Alexander Moreira Almeida.

Com o psicólogo Julio Peres e Andrew Newberg, neurocientista norte-americano pioneiro no estudo neurológico de experiências religiosas e espirituais (conhecido como neuroteologia), Almeida participou de uma pesquisa que buscou descobrir as diferenças de funcionamento do cérebro de médiuns quando eles psicografavam em relação a quando escreviam um texto fora do estado de transe. O estudo, feito na Universidade da Pensilvânia (EUA), usou tomografias para comparar os resultados. “Eles mostraram que os textos psicografados eram mais complexos do que os escritos em estado normal de consciência”, resume. “Apesar disso, entre os médiuns mais experientes, ao contrário do que seria esperado, durante a psicografia, houve menor ativação de várias áreas cerebrais ligadas à construção do discurso e ao pensamento mais elaborado.”

A investigação neurocientífica de experiências espirituais abrange, ainda, a própria saúde mental dos médiuns, uma vez que pode existir a possibilidade de essa faculdade ser, na realidade, causa ou consequência de doenças mentais. Para os médiuns, uma boa notícia: de acordo com o psiquiatra, estudos recentes indicam que eles “possuem boa saúde mental e que essas experiências podem estar associadas a bons níveis de ajustamento social”.

Maria Liosmira Rodrigues dos Santos, 49 anos, passou por várias consultas até descobrir a razão pela qual acordava, sem explicação aparente, em qualquer lugar, menos na própria cama. Quando ainda era adolescente, por volta dos 19 anos, era comum que dormisse em casa e acordasse, por exemplo, no meio do mato. Durante os “acessos de loucura”, como ela define, sintomas como alucinações (via seres andando em telhados), gritos e pessoas que chamavam seu nome eram comuns. “Claro que o diagnóstico era sempre loucura”, resume a costureira e comerciante. Esquizofrenia e transtorno dissociativo de personalidade (mais conhecido como dupla personalidade) eram resultados frequentes nos veredictos dos médicos.

Se a saúde não está bem, não é somente o corpo que reclama: para Maria Liosmira, a mediunidade também se manifesta nessas ocasiões, seja com dores nas pernas, seja com fobias e dores de cabeça inexplicáveis, como no caso dela. “Depois de seis meses de consultas e exames, fui ser curada em um terreiro”, relembra. Quando se mudou para o Maranhão, ela encontrou, no município de Caxias, um povoado chamado Narazé do Bruno, um terreiro de terecó. A religião tem raízes afro-brasileiras e é mais popular em Codó, cidade maranhense a 300km de São Luís. Desde então, Maria Liosmira é mais conhecida pela alcunha de Dalila de Légua.

A linha adotada pela crença de Dalila de Légua é curadora, ou seja, se vale da chamada cura espiritual. Semelhante à umbanda, misturou-se a elementos do catolicismo, aos ancestrais indígenas e à encantaria. “Todo e qualquer culto afro, ou se procura por amor ou pela dor”, opina. Pelo amor seriam os curiosos, “que acham bonito”. A dor, para ela, é o caminho que mais leva à espiritualidade. “Não é uma coisa que se escolha, mas é possível desenvolver em qualquer religião”, resume. “Tem coisas na vida que não dá para se explicar. Somente depois que se vê o resultado é que se vai encontrar explicação. A questão é que, até hoje, nunca mais na minha vida acordei em mato, na rua. Nunca mais me perdi sem me encontrar. Reencontrei o sentido da vida.”

No espiritismo

De acordo com O Livro dos médiuns, de Allan Kardec, há oito principais tipos de médiuns:
Médiuns de efeitos físicos: aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos dos corpos inertes, os ruídos etc.;
Médiuns sensitivos ou impressionáveis: pessoas capazes de sentir a presença dos espíritos por uma vaga impressão, uma espécie de arrepio que elas mesmas não sabem o que é;
Médiuns audientes: são os que ouvem a voz dos espíritos (mas não necessariamente transmitem o que ouvem);
Médiuns falantes: nessa modalidade, os espíritos agem sobre os órgãos vocais para verbalizar mensagens. Em geral, a pessoa se exprime “sem ter consciência do que diz e quase sempre tratando de assuntos estranhos às suas preocupações habituais, fora de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência”;
Médiuns videntes: são aqueles dotados da faculdade de ver os espíritos;
Médiuns sonâmbulos: para os espíritas, esse fenômeno é considerado como uma variedade da faculdade mediúnica. “Muitos sonâmbulos veem perfeitamente os espíritos e os descrevem com a mesma precisão dos médiuns videntes”, segundo o livro;
Médiuns curadores: têm o dom de curar por simples toques, pelo olhar ou mesmo por um gesto, sem nenhuma medicação;
Médiuns pneumatógrafos: são aqueles com aptidão para obter a escrita direta.

Fonte: O Livro dos médiuns, de Allan Kardec.

Na umbanda

A mediunidade é expressa de várias. Veja algumas modalidades mais comuns:
Intuição: por meio do pensamento, o médium recebe informações, conselhos ou mensagens dos espíritos;
Incorporação: acontece quando a vibração da entidade se sintoniza com a do médium. Pode ser total ou parcial; ou seja, a pessoa pode ou não se recordar do que aconteceu durante o processo;
Audição: o médium seria capaz de, literalmente, ouvir os espíritos;
Vidência: permite ao médium visualizar as entidades;
Clarividência: permite ao médium visualizar fatos do passado e/ou do futuro. Acredita-se que ele seja capaz de tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais, bem como ver os corpos astrais e mentais das pessoas;
Transporte: acontece quando o espírito deixa o corpo para “dar uma volta”, ou seja, é capacidade de visitar outros lugares espiritualmente. Pode ser voluntário ou involuntário;
Desdobramento: quando o espírito do médium sai de seu corpo, vai a outro local e fica visível a outras pessoas;
Psicografia: acontece quando o médium recebe informações dos espíritos por meio da escrita.

Fonte: Centro Espírita Urubatan.

Para Ruy Meireles, do Centro Espirita Paz e Amor, a mediunidade é uma grande oportunidade de aprendizado

Tradução simultânea

Paulo Henrique Wedderhoff, coordenador do grupo de exercícios mediúnicos, um módulo do curso de estudos da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), diz que o caminho para desenvolver a mediunidade ao máximo leva, em média, cinco anos. Até lá, é possível perceber-se médium nas pequenas coisas, até mesmo quando se compartilha conhecimento. “Se você lê um livro que o impactou e divide esse conteúdo com alguém, você está mediando um conhecimento que veio de outro espírito que não é o seu”, exemplifica. “A mediunidade é muito extensa e não se limita à troca do polisistema cultural, espiritual e corporal.”

Para os espíritas, a mediunidade seria uma característica do ser. Uma vez que todos teríamos espírito, logo, todos seríamos médiuns. Mais que um dom, seria uma habilidade — que, como todas as outras, precisa ser estimulada e treinada até a perfeição. O objetivo da mediunidade, segundo Wedderhoff, é acessar pensamentos que estão nas “redes mentais”, algo como uma internet universal unindo encarnados de desencarnados. “Por isso a frase ‘orai e vigiai’. Não é para ficar com medo, mas para pensar no que se diz. No banco das ideias, o que manda é a qualidade do pensamento, que determina a qualidade do que se acessa.”

No espiritismo, Wedderhoff explica que o conceito de incorporação é um pouco diferente do que prega o senso comum. Segundo o religioso, o médium jamais se ausenta do próprio corpo. Seria algo como tradução simultânea, com a diferença de que, no processo mediúnico, o espírito emite um pensamento, com base em dados do seu acervo cognitivo e que recebe repassa as informações de acordo com suas habilidades. “Você (o médium) é titular de suas decisões. Se o espírito fala algo que você não concorda, você pode não passar isso para a frente”, reforça.

Antes de se render ao espiritismo, Ruy Barbosa Meireles, 64 anos, era católico de berço e cético a respeito das questões do além. Os velhos questionamentos — para onde vamos? De onde viemos? — pipocavam em sua mente. O aposentado, então, resolveu tirar as dúvidas com o padre, mas as repostas pareciam incompletas. Foi quando, há 25 anos, um amigo emprestou a ele o Livro dos Espíritos, obra fundadora da Doutrina Espírita, escrito por Allan Kardec (pseudônimo do educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail).

Hoje, Ruy comanda o Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, na cidade goiana de Luziânia. O caminho até se tornar médium foi longo e permeado por anos de estudo e prática. Assim que adotou a doutrina, começou um curso de um ano e meio para iniciar o desenvolvimento da habilidade: seis meses exclusivamente focados na teoria e o restante em uma mistura de conhecimento e prática. “Foi aí que descobri que tinha sensibilidade mediúnica”, completa. “Sentia coisas, escutava barulhos e sentia presenças que não estavam ao meu lado, que se manifestavam como vultos.”

Antes de saber como essa habilidade funcionava, Ruy ignorava sinais que chama de “fatores mediúnicos”. A sensação de estar sendo observado (sem, de fato, ter alguém olhando) é um dos exemplos de que a sensibilidade para o mundo espiritual pode estar aflorada. “A mediunidade é uma faculdade orgânica do ser humano”, justifica. Como um motorista prestes a tirar a habilitação, além das palestras explicativas, quem quer evoluir tem na prática algo essencial para desenvolver a habilidade de se comunicar com o “outro lado.”

Basicamente, Ruy descreve esse processo como uma exposição aos objetos de estudo. Em uma sala, o médium responsável por conduzir a aula incorpora espíritos protetores, que irão garantir que tudo corra bem. Os alunos se concentram, esquecem o mundo exterior e são conduzidos a um estado quase meditativo. Os espíritos presentes, então, se aproximam dos alunos, para que saibam qual é a sensação de estar próximo a uma entidade. “Nesse contato, sinto um arrepio gostoso e, às vezes, desconfortável”, descreve. “É um bem-estar, uma alegria.” A última etapa (que demora anos até ser alcançada) é a incorporação propriamente dita.

Durante todo o processo, é crucial que a pessoa esteja tranquila e confiante. A aproximação do espírito, de acordo com Ruy, é sutil. “Não pense que é como ser atropelado por um ônibus”, compara. Além de incorporar entidades, ele também psicografa mensagens, tem vidência (capacidade de captar lampejos e impressões do que se passa no plano astral) e passa pelo processos de desdobramento (quando o espírito sai do corpo “hospedeiro” e, literalmente, passeia por outros locais). “A mediunidade é a grande oportunidade para aprender”, analisa. “Se incorporo um irmão sofredor, que passou por dificuldades, isso serve como exemplo para mim. Algo como: ‘Não faça isso, veja no que deu’.” 

A troca de espíritos

Na umbanda, acredita-se que as entidades se apresentem sob a forma fluidílica de caboclos, pretos velhos, crianças e exus. Quem explica é Pedro Miranda, presidente da União Espiritista de Umbanda do Brasil (Ueub). Segundo Miranda, cada uma dessas formas de apresentação tem uma finalidade, que vão desde os chamados passes magnéticos (transposição de energia para o corpo físico do paciente), à cura espiritual. Quando incorporado por uma dessas classes de entidades, o médium, segundo a crença umbandista, “divide” o espaço do corpo para que o espírito o use como ferramenta para ajudar quem precisa.

Aristóteles Talaguibonan Freitas Arruda, 33 anos, é um sacerdote da umbanda. O advogado conta que sua trajetória rumo ao desenvolvimento espiritual começou ainda criança. Aos 4 anos, ele já acompanhava os pais nos cultos. Por volta dos 8, os sinais de que era um médium de incorporação começaram a surgir. “Quando eu participava dos cultos, sentia palpitação, uma sensação de arrepio, até que entrei no estágio de transe”, descreve. Por ter começado tão jovem, Talaguibonan (seu nome espiritual) associa a mediunidade à discriminação. A discriminação sofrida na escola, para ele, ainda é um quesito marcante no que diz respeito à própria espiritualidade. “Passei por preconceito por conta da minha opção religiosa, que nem foi bem uma opção”, conta.

As guias (colares feitos com contas coloridas que fazem parte do uniforme dos médiuns) eram motivo de chacota, assim como as roupas brancas. Mesmo na faculdade, Talaguibonan conta que era excluído, por puro desconhecimento. “Eu era o macumbeirinho, o bruxo, qualquer coisa, menos religioso.” De qualquer forma, o advogado conseguiu prosseguir com sua missão espiritual. Hoje, pai de santo (cargo de alta importância no terreiro), não se ressente. Prefere tratar do tema como um aprendizado. “Ninguém ama o desconhecido, mas ele causa interesse, curiosidade. Faz com que as pessoas busquem se conhecer.”

Na espiritualidade, Talaguibonan conta ter encontrado seu canal para se religar ao sagrado. Por meio da mediunidade, ele diz ter acesso ao Deus que acredita. “É algo que me acalenta. Me considero um escolhido, um privilegiado.” Dependendo da entidade que recebe, ele conta que a sensação muda. Em linhas gerais, há um “apagão”: quando tudo termina, é como se nada tivesse acontecido. Algumas entidades, contudo, consomem grandes quantidades de bebida alcoólica e/ou tabaco, substâncias que causam uma certa rebordosa no médium no momento seguinte à incorporação. “Não fico bêbado, mas sinto a indisposição do álcool”, descreve.

A mediunidade, de acordo com Pedro Miranda, presidente da Ueub, é genérica e extensiva a todos os campos de entendimento. Na umbanda, ela é chamada de incorporação, embora o termo seja impróprio, na visão do religioso. “O espírito não entra no corpo. O guia vibra pelo nosso sistema nervoso, tocando nessas células, o que chamamos de desenvolvimento”, justifica. “As células vão se adaptando àquela vibração, até que se possam fazer a ligação que chamamos de incorporação.” Além dessa modalidade, há a mediunidade de audiência, visão e desdobramento astral. “Ela tem várias formas de apresentação, mas não há mistérios. A limitação da mente humana é que, às vezes, coloca mistério.”

Grande parte das entidades da umbanda já pisaram em terra firme e tiveram experiências no corpo físico. Desencarnados, foram preparados para trazer a quem ficou um pouco da experiência que tiveram e orientar a condução da vida de quem está na Terra. O objetivo do médium é o “trabalho”, termo que se refere ao ato de retribuir a habilidade, considerada uma dádiva dos seres humanos. “As entidades são portadoras de mensagens, não são nossas propriedades”, reforça. “Elas vêm para esclarecer, ajudar e curar aqueles que necessitam de auxílio espiritual.”

Ainda de acordo com o umbandista Pedro Miranda, todos temos uma vibração específica. Algumas se encaixam com o espiritismo, outras, com o catolicismo, e assim por diante. Fábio Araújo, 44 anos, vibra na faixa da umbanda desde cedo. Atualmente, ele se considera um sacerdote da religião. Desde os 12, incorpora entidades e trabalha ativamente em um terreiro desde então. “Nessa idade, você começa a aprender a viver, a saber o que é certo e errado. Ser médium me deu um rumo, uma direção.”

Filho de pais enérgicos, Fábio via na espiritualidade um ponto de apoio emocional que não encontrava dentro de casa. “Poucas pessoas que conheci na juventude estão vivas hoje. Muitas foram assassinadas, porque mexiam com coisas ilícitas”, comenta. “Tivemos uma adolescência muito complicada, sem aquele acompanhamento de pai e mãe. A espiritualidade foi o que me deu esse direcionamento.”

Quando está incorporado, Fábio não sente nada. Segundo ele, é como acordar de um sono pesado. Antes da entidade se aproximar, contudo, há uma série de “sintomas”. Os médiuns, primeiro, passam a mentalizar aquilo que buscam, como na meditação. Depois, a entidade “baixa”, no jargão da umbanda. Muitas vezes, a incorporação vem de uma vez, porém, na maioria dos casos, é resultado de um longo processo. “Cada ser humano tem a sua e ela aflora. São caminhos que se deve escolher.” 

Adaíldo diz que o candomblé manifesta "a força do amor"

Confessionário da alma

Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno, Rafael Moreira explica que, diferente da umbanda, no candomblé há a incorporação de divindades da natureza, conhecidas como orixás, os deuses supremos — ou santos, no sincretismo com o catolicismo. Enquanto na umbanda as entidades (encarnadas ou desencarnadas) descem à Terra para atender a uma pessoa, no candomblé, o orixá descarrega o local (como uma limpeza espiritual). “Ele está acima das entidades. Oxalá, por exemplo, é a representação de Deus, ou seja, são as bênçãos maiores.”

Incorporar, contudo, não é uma finalidade na religião. Cada um tem um dom específico: alguns, para a incorporação de entidades voltadas para a ajuda social, como os umbandistas. Outros, para a incorporação de orixás. Há ainda os que não incorporem nem um nem outro. “O processo não se dá somente porque você vai ao terreiro”, reforça Rafael Moreira. “Cada ser humano tem sua missão na Terra, em qualquer crença.” Médiuns antigos teriam mais capacidade para se manterem conscientes ao longo do processo. “É como se fosse um confessionário”, compara. “Por mais que a pessoa veja e escute o que está acontecendo, não pode falar. Quem fala por ela é a entidade.”

No candomblé, a mediunidade funciona como uma meritocracia misteriosa: a decisão sobre quem será agraciado com o dom é dos orixás. “Sempre falamos que alguns vêm para a religião por vaidade, outros pela ajuda social, e outros porque não tem jeito: vão para um lado e para o outro, mas as entidades o trazem.” Para ser um bom médium, contudo, não basta ter essa faculdade ou estudar bastante. É preciso estar de bem não apenas com a própria espiritualidade, mas em todos os aspectos da vida. “Uma pessoa, para sair de si, tem que se entregar à incorporação.”

“Horrível!”. É assim que Adaíldo Lopes dos Santos, 47 anos, define sua primeira experiência de incorporação. Ele considera o início de sua história com o candomblé “engraçada”. Há 30 anos, o assessor técnico da Secretaria de Defesa da Mulher e da Igualdade Racial teve leucemia e nada parecia dar certo. Evangélico, ele superou seus preconceitos e resolveu conhecer um culto da umbanda. Na primeira vez que pisou no terreiro, incorporou o caboclo Sete Flechas. Lá, aprendeu a única cura bem-sucedida, segundo ele. “Não era uma doença, era só uma cobrança de santo”, justifica. Cobrança de santo, de acordo com o religioso, significa uma oportunidade de se encontrar no mundo dos orixás, como se as entidades o estivessem chamando.

Antes de acabar no terreiro, o plano inicial era ir para uma vigília evangélica (reuniões de oração, louvor e pesquisa bíblica). Com a mudança de planos, Adaíldo colocou a Bíblia debaixo do braço e foi, rumo ao desconhecido. “Não estava com medo. Estava, na realidade, observando o que acontecia e criticando por dentro.” O servidor público tomou coragem por lembrar as vezes que assistiu, escondido, a irmã, umbandista de longa data, praticar os rituais. “Nesse dia, eu estava indo para o culto, escutei o tambor e o segui”, relembra.

Adaíldo não achou a sensação de incorporar muito agradável da primeira vez. “Parece que eu tinha tomado um litro de cachaça. A minha cabeça rodava o tempo todo e o chão balançava comigo.” Depois disso, ele apagou. Não se lembra de nada do que foi dito pelas entidades, só sabe o que lhe contaram. Hoje, é sacerdote do candomblé e comanda um terreiro em Luziânia (GO). Para ele, a mediunidade se desenvolve de várias formas, mas, principalmente, no respeito ao próximo. “Quando eu era evangélico e chegava em uma casa de candomblé, não  respeitava aquela pessoa. Tudo o que eles estavam fazendo, para mim, era em adoração ao satanismo”, analisa. “Depois que você recebe essa energia, descobre que há uma força muito além de tudo isso, que é a força do amor, do respeito.”

Contar a novidade para a família evangélica foi um desafio. Quando aderiu à religião, aos 17 anos, até tomar coragem para falar, Adaíldo aproveitava quando faltava luz para acender velas e oferecê-las para as entidades. “Quando eles descobriram, fui criticado por uns, enquanto outros tiraram o chapéu”, descreve. Adaíldo tem irmãos pastores e irmãs missionárias, mas garante que, quando todo mundo se reúne, o assunto religião não gera polêmica. “Nós nos respeitamos como família.” 

Estudos espirituais

Não é de hoje que a ciência busca entender como funcionam algumas manifestações religiosas. A mediunidade não é exceção. Veja alguns exemplos de trabalhos importantes que tentaram desvendar um pouco do desconhecido:

  • No estudo Fenomenologia das Experiências Mediúnicas, Perfil e Psicopatologia de Médiuns Espíritas, de 2004, o psiquiatra Alexander Moreira de Almeida estudou 115 médiuns com o objetivo de definir o perfil sociodemográfico e a saúde mental dessas pessoas, bem como a fenomenologia e o histórico de suas experiências mediúnicas. Os participantes responderam vários questionários — como o Self-Report Psychiatric Screening Questionnaire (SRQ), instrumentos planejados para triar transtornos mentais. A conclusão foi que “os médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social”;

  • Em sua tese de doutorado, pela Unicamp, a historiadora Eliane Moura da Silva analisou a relação entre psiquiatria, espiritismo e doenças mentais, ou “o processo de construção da representação da mediunidade enquanto loucura”. O foco do estudo foi o período entre 1900 e 1950, quando essas experiências  passaram a ser interpretadas pelos psiquiatras como causa e/ou manifestação de doenças mentais;

  • Há também estudos recentes investigando a origem da mediunidade, buscando desvendar se médiuns podem realmente obter informações que não estão disponíveis a eles pelas vias convencionais. O vídeo Pesquisa sobre cartas psicografadas por Chico Xavier (disponível no YouTube), foi feito pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da UFJF (Nupes) em uma pesquisa para a USP, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora, o tema é abordado a partir do contexto histórico da mediunidade.


Fonte: SaúdePlena