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domingo, 21 de maio de 2017

Manuscrito Escondido por 2.000 anos pelo Vaticano afirma: "Seres Humanos Tem Poderes Sobrenaturais"

A Matriz Divina é a rede de energia que conecta o nosso universo, constituída por uma rede de filamentos muito semelhantes àqueles presentes no nosso cérebro.


Em 1944, Max Planck, o pai da teoria quântica, chocou o mundo quando disse que existe um lugar que é pura energia, onde todas as coisas têm início e que simplesmente “É”. Segundo o pesquisador Gregg Braden, que há mais de 20 anos se dedica a estes estudos, recentes descobertas destacam a evidência de que existe realmente essa matriz de Planck e é a Matriz Divina. Planck afirmava que esta “Matrix” é a origem das estrelas, das rochas, do DNA, da vida e de tudo o que existe.

Microscopicamente, não há nada natural, tudo é vibração, tudo é feito de energia condensada. Vivemos em um universo de vibrações e nossos corpos são constituídos de vibrações de energia que nós emanamos constantemente. A ciência já provou, através da física quântica, que estamos todos conectados através de nossa vibração. Experimentações científicas demonstraram que nosso DNA muda com as frequências produzidas pelos nossos sentimentos e emoções, ou seja, vibrações.

Isto ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Esta poderosa energia, parece ser uma Rede Estreitamente Tecida que conecta TODA a matéria e, ao mesmo tempo, podemos influenciar essencialmente esta rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES. Os experimentos comprovaram, também, que as frequências energéticas mais altas, que são as do Amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA, mas no ambiente que nos cerca. Isto tem um profundo significa: possuímos muito mais poder do que imaginamos.

Todos nós já ouvimos falar desse “poder” que possuímos, principalmente através da Bíblia, mas essa afirmação quase nunca passou de citações que entusiasmavam, mas não convenciam.


Que poder é esse e por que só agora chegou ao nosso conhecimento?

Tudo começou com a descoberta de um antigo manuscrito, o Grande Código Isaías, e outros textos essênios, nas Cavernas de Qnram, no Mar Morto, em 1946. Atribuído ao profeta Isaías, parece ter sido escrito há mais de 2000 anos, e descreve tudo aquilo que a ciência quântica começou a compreender só poucos anos atrás, ou seja, a existência de muitos futuros possíveis para cada momento de nossas vidas e que, na maioria das vezes, escolhemos inconscientemente.


Cada um desses futuros encontra-se em estado de repouso, esperando ser despertado com as nossas decisões feitas no presente. O Código Isaías descreve com precisão essas possibilidades, numa linguagem que só agora começamos a entender. Isaías descreve a ciência que nos ensina como escolher o tipo de futuro que queremos experimentar. A partir da declaração do manuscrito, com exemplos simples e claros, Greg Braden nos refere que existe uma tecnologia muito usada nos tempos antigos, que foi dispersa no quarto século, como resultado do desaparecimento e destruição de livros raros ou relegados às escolas de mistérios, mas que agora, após a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, estão reaparecendo.

É uma tecnologia muito simples, conhecida universalmente com o nome de “Oração”. Aplicando corretamente, é possível obter coisas extraordinárias, além da imaginação humana. Mas claro! Quem não sabe disso? A maioria, podes crer! Senão, os milagres passariam a ser simples fatos cotidianos e não somente uma exceção. Com esta tecnologia, nós podemos realmente mudar o mundo.


Um modelo “perdido” de oração, que é quântico!

Os manuscritos achados no Mar Morto, é de uma importância considerável para a humanidade dormente, que até os dias de hoje, muitos ainda vivem à mercê de forças espirituais aleatórias, entregando o poder de seu destino nas mãos de qualquer outro ser, menos a si mesma. Nos mostram que nas mãos da humanidade se encerra um enorme poder, à espera de ser utilizado, mas que ainda não conhecemos. Explica como podemos escolher qual futuro desejamos experimentar, em sã consciência, revelando as chaves sobre o nosso papel como criadores de nossa realidade

Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração, que a ciência quântica moderna sugere como o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura no mundo e, até mesmo, prevenir as grandes tragédias climáticas que a humanidade poderia enfrentar.


Em que consiste essa tecnologia da oração e em que bases se apoia para que seja eficiente?

Gregg Braden diz que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um NOVO campo de energia acessível e que o nosso DNA se comunica com os fótons por meio deste campo. A chave para obter um resultado, entre os muitos possíveis já existentes, reside em nossa habilidade para sentir que nossa escolha já foi criada e está já acontecendo.

Vendo a oração deste modo, como «sentimento», nos leva a encontrar a qualidade do pensamento e da emoção que produz tal sentimento: viver como se o fruto de nossa prece já estivesse a caminho.A partir desta perspectiva, nossa oração, baseada nos sentimentos, deixa de ser “algo por obter” e se converte em “acessar” o resultado desejado, que já está criado. Com as palavras de seu tempo, os Essênios – os primeiros suspeitados de serem os responsáveis da conservação do conhecimento originário – nos lembram que toda oração já foi atendida. Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente em um estado “adormecido” de possibilidades.

Dessa forma, o futuro não é deterministicamente estabelecido, mas pode ser, também, alterado. Os essênios tinham uma visão holística da vida e, justamente por isso, consideravam os desequilíbrios da terra como um espelho dos desequilíbrios do corpo físico do homem. Mesmo as catástrofes naturais, as mudanças climáticas, são espelhos de grandes mudanças que estão ocorrendo na consciência humana. Hugh Everett III, um físico da Universidade de Princeton, estudou a possibilidade de universos paralelos, chamando de “ponto de escolha”, o momento em que se pode sobrepor um efeito sobre outro no decorrer de um evento.

O ponto de escolha é a possibilidade da abertura de um vácuo, de uma ponte que permite mudar o caminho, passando para um outro resultado que se encontra em outro caminho paralelo: em síntese, é algo que nos permite dar um salto quântico de uma sequência de efeitos já experimentada a uma nova sequência com um êxito diferente. É como se a mesma história fosse escrita, prevendo finais diferentes: em um certo ponto, nos encontramos em uma bifurcação que nos permite obter um resultado ao invés de um outro. Por exemplo, se eu passo por um corredor, posso escolher de entrar nas salas que estão à direita ou à esquerda, mas só no final do corredor, posso sair e mudar de rumo, encontrar uma encruzilhada.

A nova física, admite que a experiência, ou mesmo a mera observação do cientista modifica a realidade; isso nos leva a crer que, se hoje, em nosso presente, formos capazes de introduzir uma pequena alteração, podemos então, escapar do efeito das profecias negativas, como já aconteceu, como resultado de uma concentração da energia do pensamento coletivo. Usando o pensamento, sentimento e emoção unidos em nossa oração, podemos atrair os pontos de escolha e mudar os resultados previstos. Tudo isso, no fundo, nos leva à conclusão de que há uma profunda ligação entre nossos pensamentos coletivos, nossos sentimentos e nossas expectativas e a realidade externa.

Esta forma de pensar era inerente à visão da vida dos essênios, como se revela nos escritos dos essênios de 2.500 anos atrás, os quais refletem a ideia de que os eventos externos são o reflexo de nossas mais profundas crenças internas. Se Pensamento, Sentimento e Emoção não estão alinhados, não há União. Portanto: se cada padrão se move em uma direção diferente, o resultado é uma dispersão da energia. Pensamento, emoção e sentimento são a chave da tecnologia da oração e no interior de nós mesmos, devemos experimentar e sentir o que queremos realizar no exterior, precisamos sentir isto no corpo, nos pensamentos e sentimentos. 

Podemos dar o que temos, podemos expandir para fora de nós o que somos. Aquilo que desejamos, deve realizar-se contemporaneamente no pensamento, no sentimento e no corpo humano.

O pensamento e emoção, devem primeiro ser considerados separadamente e depois em conjunto, porque o pensamento deve ser o sistema de orientação que direciona nossas emoções.


Como se realiza:

O pensamento, mesmo sob a forma de imaginação, determina para onde direcionar a atenção e a emoção. EMOÇÃO é a energia que nos faz ir na direção desejada, é a “fonte de poder”. Para Braden, nos extremos existem apenas duas emoções: o amor e a sua falta, muitas vezes identificada como medo. Logo, se você não está no Amor, você está no medo. E o medo atrai sempre aquilo que se teme. Sentimento é a união de pensamento e emoção, de fato, para experimentar um sentimento, precisamos ter uma ideia e uma emoção. Então, o sentimento “é a chave da oração, porque a criação responde ao mundo do sentimento humano.”

Então, primeiro é importante entender e estar ciente dos pensamentos e emoções representados por nossos sentimentos, porque às vezes expressamos pensamentos que fundamentam emoções diferentes do que afirmamos, e assim, acabamos por realizar efeitos indesejáveis, ou fazemos de formas que a nossa Oração não funcione. Os pensamentos, em si mesmos, podem transportar certas expectativas, permanecendo potenciais desejos, mas são inertes se não forem acompanhados pelo poder da emoção. Muitas vezes, porém, a emoção que acompanha um desejo, caminha na direção oposta ao nosso desejo, mas não somos conscientes.

Se, por exemplo, desejo uma melhor saúde, sob o pensamento de melhora está introduzido o medo da doença, da pouca saúde que se tem, e essa emoção capacita exatamente o que se teme: a doença. Mesmo ao nível do pensamento, dizendo, “melhora”, implicitamente me focalizo em “não suficiente”, e se pensamos de não haver o suficiente, inconscientemente nos sentimos infelizes, ansiosos. Lembremo-nos das palavras do Evangelho: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á.” Isso pode significar que, qualquer um que tenta se defender daquilo que pode prejudicar a sua vida, acaba focando a atenção justamente sobre o que se quer evitar, atraindo-o.

Braden diz que “nós mergulhamos na possibilidade da criação, um sentimento em forma de imagem, que é a parte da energia suficiente para desenvolver uma nova possibilidade. A chave deste sistema, no entanto, é que a criação restitui exatamente o que nossa imagem mostrou”. A imagem mostra a sopa de criação, onde colocamos a nossa atenção. A emoção que ligamos à imagem, atrai a possibilidade da manifestação desta imagem. Quando “nós não queremos algo – uma emoção baseada no medo . Nosso medo, na verdade, alimenta o que nós dizemos de não querer”.


Por que só agora tomamos conhecimento desse poder?

Até a Bíblia parece dizer que temos um poder desconhecido, e talvez, não por acaso, essa chave de leitura ”foi descoberta só em 1995, em um momento em que poderia haver uma consciência suficientemente alta entre as massas, que permite usar este poder. A humanidade desenvolveu uma nova consciência planetária, graças à força da tecnologia de oração em massa.

Diz Gregg Braden que Deus é puro amor, é energia e por ser energia, não morre, não desaparece, é imortal e está em todos os lugares. E como somos a imagem e semelhança de Deus, sabemos que somos energia e hoje podemos provar isso. Somos seres espirituais e não seres feitos de matéria. Vimos que, geneticamente, nosso DNA muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e que as frequências energéticas mais altas, que são as do Amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA mas em todo o ambiente.

Quanto mais Amor deixarmos fluir por nossos corpos, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em em nossas vidas. E podemos conduzir TODO o nosso planeta, mediante nossos pensamentos positivos em conjunto, para o melhor futuro possível.


terça-feira, 16 de junho de 2015

O ‘Livro de Gigantes’

Há mais de 60 anos, escavações nas cavernas Qumran revelaram quase mil pergaminhos antigos que mostraram passagens interessantes do passado humano.  Os arqueólogos ficaram confusos ao encontrar textos anômalos, entre estes um pergaminho que oferece pistas a respeito do que teria acontecido com os nefilins.  O pergaminho é chamado de O Livro dos Gigantes.


A Bíblia faz várias referência aos nefilins e a maioria delas pode ser encontrada no livro de Gênesis.  Grande parte da informação pertinente a esses gigantes do passado vêm de Livro de Enoque apócrifo.

O antigo trabalho religioso judeu é atribuído ao bisavô de Noé, embora alguns estudiosos datam partes dele para aproximadamente 300 A.C.

Enoque é, no mínimo, um personagem intrigante. O livro do Gênesis nos conta que ele viveu na Terra por 365 anos, antes de ser levado por Deus: “Ele caminhou com Deus e desapareceu; porque Deus o levou”.

Durante seu tempo aqui, nosso planeta também era habitado por “anjos” que interagiam livremente com humanos, e finalmente tendo relações sexuais com as “filhas do homem” e dando o nascimento à uma raça de híbridos gigantes muito fortes, chamados de nefilim.

A origem da palavra “nefilim” não é completamente compreendida, mas os estudiosos propuseram várias etimologias: “os caídos”, “apóstatas”, ou “aqueles que causam com que os outros caiam”.  Irrelevantemente de seu nome, os nefilins sempre têm sido sinônimo de gigantes.

O Livro de Gigantes encontrado nas cavernas Qumran oferecem uma perspectiva que é diferente daquela encontrada no Livro de Enoque.

Embora incompletos, os fragmentos de pergaminhos pintam uma figura terrível: os nefilins ficaram cientes que, como resultado de suas maneiras violentas e depravadas, encaravam uma destruição iminente – e isso os assustou o suficiente para pedir a Enoque que falasse em seu favor na frente de Deus.

O texto inicia detalhando como os nefilins atormentavam a Terra e todos que viviam nela.  Mas uma vez que todos começaram a receber sonhos proféticos de maldição, o medo invadiu seus corações.  O primeiro deles a ter estes sonhos foi Mahway, o filho titã do anjo Barakel.  Em seu sonho ele viu um tablete sendo submergido na água.  Quando o tablete emergiu, todos os nomes, exceto três, tinham sido lavados e apagados.  Isto simboliza o Dilúvio e a subsequente destruição de todos, exceto os filhos de Noé.

Na época, este fato não tinha se tornado óbvio para os nefilins, assim eles debateram o significado do sonho de Mahway, mas não obtiveram sucesso na interpretação dos sinais.

Logo após, mais dois gigantes, Ohya e Hahya, filhos do anjo caído Shemyaza, começam a ter sonhos similares; eles sonhavam com uma árvore sendo arrancada, exceto por três de suas raízes.


Após, o resto do grupo de gigantes começou a ter sonhos apocalípticos:

“Logo após, dois deles tiveram sonhos e o sono de seus olhos os escapou, e eles acordaram… …, e disseram numa assembléia de monstros… No meu sonho eu estava vigiando nesta mesma noite [e havia um jardim…] jardins e eles estavam regando […duzentas árvores e] grandes brotos saíram de suas raízes […] toda a água, e o fogo queimou todo [o jardim…]  Eles encontraram os gigantes para contá-los sobre o sonho…”

Os gigantes agora perceberam a natureza profética de seus sonhos e procuraram a ajuda de Enoque.  Infelizmente, Enoque já tinha desaparecido da face da Terra, assim os nefilins elegeram um de seus membros para ir na jornada cósmica ao seu encontro.

“[Mahway] montou no ar com ventos fortes, e voou com suas mãos, como águias [… ele deixou para trás] o mundo habitado e passou sobre a Desolação, o grande deserto […] e Enoch o viu e o saudou, e Mahway disse a ele […] aqui e lá uma segunda vez para Mahway […] Os gigantes esperam suas palavras, e todos os monstros da Terra.  Se […] foi carregada […] dos dias de […] seu […] e eles seriam adicionados […] saberíamos de seu significado […] duzentas árvores que do céu caíram…”

Infelizmente, partes dos pergaminhos foram danificados, mas a direção geral do texto é óbvia. Um dos nefilins viajou para fora da Terra à procura de Enoque e seus poderes de interpretação de visões.

O texto fica interessante se substituirmos alguns termos e não o considerarmos como um relato alegórico, mas sim como a descrição de um evento real, cujo significado se tornou confuso ao longo do tempo.

Se considerarmos voar “com suas mãos, como águias”, uma metáfora, podemos criar a hipótese de que Mahway decolou da Terra numa espaçonave?

Neste caso, “Desolação, o grande deserto” poderia se referir ao espaço interestelar?  Depende do quão longe estamos dispostos a interpretar um pergaminho fragmentado de 2.000 anos, mas os teoristas de alienígenas da antiguidade fazem mais do que levar isso ao pé da letra.

Enoque envia Mahway de volta para onde veio, prometendo a ele que iria falar com Deus em seu favor.  Infelizmente para os nefilins, os tabletes que Enoque os enviou como resposta não traziam boas novas:

“O escriba Enoch […] uma cópia de um segundo tablete que  [Enoch] escreveu com suas próprias mãos o notável escriba […No nome de Deus o grande] e Santo, para Shemyaza e todos [seus companheiros…]
“Que seja conhecido a vocês que não […] e as coisas que vocês têm feito, e que suas esposas […] elas e seus filhos e as esposas de [seus filhos] por sua licenciosidade na Terra, e tem havido sobre vocês [… e a terra está chorando] e reclamando sobre vocês e as ações de seus filhos […] o mal que vocês têm feito à ela. […] Até que Rafael chegue, contemple, destruição [está vindo um grande dilúvio e ele irá destruir todas as coisas vivas] e tudo que está nos desertos e nos mares.  E o significado da matéria […] sobre vocês pelo mal.  Mas agora, afrouxem as amarras [prendendo-os ao mal…] e rezem”.

Se eles rezaram, ou não, o texto não diz.  Mas eles não parecem estar mais por aqui, uma vez mais provando a eficácia do dilúvio global.

Fontes: 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vaticano promove busca por ETs

Conferência científica promovida pelo Vaticano investiga o esforço da busca por alienígenas. Quem diria?
Por Salvador Nogueira

Veja que ironias quatro séculos são capazes de produzir. Em 1600, a Inquisição Romana queimou Giordano Bruno na fogueira, após condená-lo como herege. Uma de suas ofensas foi afirmar que cada estrela no céu era um sol como o nosso, com sua própria coleção de planetas girando ao redor dela. Esses mundos, por sua vez, seriam habitados, segundo o filósofo. Saltamos para 2014. O Observatório do Vaticano — instituição astronômica da Santa Sé — organiza nesta semana uma grande conferência científica com o tema: “A Busca por Vida Além do Sistema Solar. Exoplanetas, Bioassinaturas e Instrumentos”. O que você achou dessa?

Bruno, que nunca pecou pela discrição, certamente teria rido alto. Entre 1593 e sua execução em praça pública, ele foi encarcerado e torturado nos calabouços da Igreja. Apesar disso, recusou-se a recantar suas supostas heresias, em busca de clemência. (Galileu 30 anos mais tarde faria isso e escaparia da fogueira, ganhando “apenas” prisão perpétua.) Ao ouvir a condenação, inquebrantável, Bruno teria dito: “Possivelmente vocês que pronunciam minha sentença têm mais medo do que eu que a recebo.” O pensador italiano sabia que sua visão de mundo vinha para ficar e, mais dia, menos dia, se provaria correta. O que ele talvez não imaginasse é que os herdeiros intelectuais de seus carrascos a promoveriam com tanta pompa e circunstância.

(Sinal de que pelo menos os líderes católicos já assimilaram a lição de que brigar com a ciência e desqualificá-la, tentando manter os fiéis sob o manto pesado do obscurantismo, é, além de estúpido e desonesto, inútil a longo prazo. Quisera eu todas as lideranças cristãs encontrassem esse mesmo caminho e parassem de rechaçar fatos incontestáveis, como a evolução das espécies e o Big Bang. Ciência e fé não são mutuamente exclusivas, e nenhum dos lados deve temer o outro, contanto que cada um aceite ficar no seu quadrado.)

O interessantíssimo evento acontece na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, onde fica o Observatório Steward, que abriga o Grupo de Pesquisa do Observatório do Vaticano. A programação científica começa hoje e vai até o final da semana.

Serão mais de 200 cientistas participantes e diversos pesquisadores graúdos da astrobiologia estarão por lá, entre eles Steven Benner (que estuda a origem da vida e de quem já falamos aqui) e Sara Seager (que investiga a possibilidade de detectarmos sinais de uma biosfera alienígena em planetas fora do Sistema Solar e de quem já falamos aqui). Também figuram na programação a astrofísica Jill Tarter, grande campeã da pesquisa SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre), e o astrônomo brasileiro Eduardo Janot Pacheco, da Universidade de São Paulo. Ele falará especificamente sobre sua proposição de que o conceito de “zona habitável” (região do sistema planetário em que um mundo recebe a quantidade certa de radiação da estrela para permitir a existência de água líquida em sua superfície) é apenas um recorte limitado para a busca por vida fora da Terra. Ele elabora o conceito de “zona extremófila”, muito mais amplo, em que criaturas capazes de sobreviver em ambientes extremos poderiam evoluir e proliferar.

Fonte: mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br