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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

FLÚOR - Os Absurdos da Fluoretação das Águas

Você sabia que está sendo envenenado por um resíduo industrial tóxico capaz de diminuir sua inteligência? O assunto é bem antigo mas acredito que ainda há muitas pessoas que desconhecem, e nada mudou ainda no Brasil. Uma prova de que a sociedade anda sempre muito atrás do progresso científico, unicamente por conta de interesses escusos.


(Artigo Original em inglês - A nossa tradução é uma versão levemente modificada da tradução publicada no Uma Outra Visão)

Paul Connet, PhD, professor de Química.
St.Lawrence University, NY/USA
A fluoretação das águas é um fenômeno tipicamente norte-americano. Inicia lá nos tempos em que o asbesto (nt.: amianto, entre nós) era a base de nossas tubulações, o chumbo era acrescentado à gasolina, os PCB’s (nt.: askarel, nome mais comum) enchiam nossos transformadores elétricos e o DDT era tido como “seguro e efetivo”. E de tal forma este veneno era “seguro” que os agentes sanitários nem tonteavam quando aplicavam em nossas crianças, sentadas em sala de aula ou nas mesas rústicas dos piqueniques escolares. E um por um estes químicos foram sendo, progressivamente, banidos. Só a fluoretação permanece incólume.

Por mais de cinquenta anos, as autoridades governamentais, confiante e entusiasticamente, clamam de que a fluoretação é “segura e efetiva”. Entretanto, eles nunca estão preparados para defender esta prática em quaisquer debates públicos abertos. Hoje são tantos os argumentos contra este método que este confronto pode ser devastador.


Simplificando as coisas, ajuda começar separando os argumentos éticos dos argumentos científicos.

Para aqueles que as preocupações éticas são preponderantes, a questão da fluoretação torna-se muito simples de resolver. Ela é completamente antiética. Pessoas serem forçadas a tomar uma determinada medicação sem terem tido a mínima chance de dar seu “consentimento consciente”, já esclarece tudo. A má notícia é que argumentos éticos não têm muita influência em Washington, DC, a não ser que os políticos se conscientizem das milhões de pessoas os observando. Já a boa nova é de que os argumentos éticos estão apoiados em sólidos argumentos do senso comum e de pesquisas científicas que demonstram convincentemente de que a fluoretação não é “segura e efetiva” e nem tampouco necessária. A seguir, resumi os argumentos em diversas categorias:



A fluoretação é ANTIÉTICA porque:

1) Viola o direito individual de só se ser medicado com consentimento consciente;
2) A municipalidade não pode controlar a dose para cada paciente;
3) A municipalidade não consegue acompanhar a resposta individual de cada munícipe;
4) Ignora o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis do que outros aos efeitos tóxicos do flúor. algumas pessoas poderão sofrer enquanto outras podem se beneficiar
5) Viola o Código de Nuremberg com relação a experimentos feitos em humanos.


Como declarado pelo recente ganhador do Prêmio Nobel da Medicina (2000), Dr. Arvid Carlsson:

Estou efetivamente convencido de que a fluoretação da água, num futuro não muito distante, será remetida às páginas da história da medicina ... A fluoretação da água vai contra os princípios básicos da farmacoterapia que sai do receituário estereotipado da medicação do tipo – uma cápsula três vezes ao dia – para uma terapia muito mais individualizada onde se coaduna dosagem e seleção do fármaco. Já a adição de drogas à água potável significa exatamente o contrário desta visão terapêutica individualizada.

Já o Dr.Peter Mansfield, médico inglês e assessor do Conselho Superior do atual governo no processo de revisão do processo de fluoretação, afirma (McDonagh et al 2000): 

Nenhum médico em seu juízo perfeito, prescreverá a uma pessoa que jamais encontrou e que nem conhece seu histórico médico, uma substância que está destinada a criar condições de alterações orgânicas com a seguinte receita: ‘utilize na quantidade que quiser e será para o resto de sua vida tendo em vista que algumas crianças sofrem cáries dentárias’. Isto é uma postura estapafúrdia.


A fluoretação é DESNECESSÁRIA porque:

1) As crianças podem ter dentes perfeitamente sadios sem serem expostas ao flúor;
2) Seus promotores (Centers of Disease Control/CDC-USA-Centros de Controle de Doenças/EUA – 1999, 2001) admitem que os benéficos são pela aplicação tópica e não sistêmica. Assim, introduzir flúor nas pastas de dente, como está hoje disponível em todo o planeta, é uma ação muito mais racional de aplicar flúor a um órgão específico (dentes) enquanto minimiza a exposição ao restante do organismo;
3) A maioria dos povos na Europa ocidental rejeitou a fluoretação da água e alcançou igual, ou talvez maior, sucesso do que os norte-americanos no manejo dos problemas dentários;
4) Se o flúor fosse necessário para se ter dentes fortes poder-se-ia esperar encontrá-lo no leite materno, no entanto seu nível é de 0,01 ppm, ou seja, 100 vezes menor do que o presente no mesmo volume de água fluoretada (IOM, 1997);
5) As crianças que são de comunidade sem fluoretação já recebem doses assim chamadas “ótimas”, originárias de outras fontes (Heller et al, 1997). E, de fato, muitas são até superexpostas ao flúor.


A fluoretação é INEFICAZ porque:

1) Os maiores pesquisadores dentais afirmam que os benefícios da fluoretação são pela aplicação tópica e não sistêmica (Fejerskov, 1981; Carlos, 1983; CDC, 1999, 2001; Locker, 1999; Featherstone, 2000); 
2) Os pesquisadores dentais mais destacados afirmam também que a fluoretação é ineficaz para prevenir cáries e fissuras dentais e que representam 85% dos problemas de dentes apresentados por crianças (JADA, 1984; Gray, 1987; White, 1993; Pinkham, 1999);
3) Uma série de pesquisas demonstrou que os problemas dentais estão caindo tão rápido, se não mais rápido, em países industrializados sem fluoretação do que naqueles que são fluoretados (Diesendorf, 1986; Colqhoun, 1994; World Health Organization, Online);
4) A mais longa pesquisa conduzida nos EUA, demonstrou que havia somente uma diminuta diferença nos problemas dentais entre crianças que viveram toda sua vida em comunidades com fluoretação comparadas com aquelas em que não havia. A diferença não teve significância clínica nem mostrou ser estatisticamente significativa (Brunelle & Carlos, 1990);
5) A pior situação de problemas dentais nos EUA ocorre nas periferias pobres de suas grandes cidades, e a vasta maioria delas recebeu fluoretação durante décadas;
6) Quando a fluoretação foi suspensa na Finlândia, na antiga Alemanha Oriental, Cuba e Canadá, os problemas dentais não cresceram, mas diminuíram (Maupome et al, 2001; Kunzel e Fischer, 1997; Kunzel et al, 2000; Seppa et al, 2000).


A fluoretação é INSEGURA porque:

1) Ele se acumula em nossos ossos e torna-os quebradiços e predispostos à fraturas. O peso das evidências, vindas de pesquisas com animais, estudos clínicos e epidemiológicos sobre este tema, é gigantesco. O tempo de vida de exposição ao flúor contribuirá para maiores níveis de fraturas ósseas na maturidade;
2) Ele se acumula em nossa glândula pineal, possivelmente diminuindo a produção de melatonina, importantíssimo hormônio regulador de nossas funções orgânicas;
3) Agride o esmalte dos dentes (fluorose dental) das crianças, em altos percentuais. Entre 30 e 50% das crianças têm fluorose dental, em pelo menos dois dentes, em comunidades com fluoretação otimizada;
4) Há uma séria preocupação, ainda não comprovada, de uma possível conexão entre a fluoretação e a osteosarcoma em homens jovens (Cohen, 1992) assim como com as epidemias atuais de artrite e hipotireoidismo;
5) Em pesquisas com animais, o emprego de flúor a 1 ppm em água potável aumenta a absorção de alumínio pelo cérebro (Varner et al, 1998);
6) Países que empregam 3 ppm ou mais de flúor no fornecimento de água apresentam maiores níveis de infertilidade (Freni, 1994);
7) Em estudos humanos, os agentes da fluoretação mais comumente utilizados nos EUA, não só incrementam a presença do chumbo no sangue das crianças (Masters e Coplan, 1999, 2000) como também estão associados ao aumento de seu comportamento violento;
8) A margem de segurança entre o assim chamado benefício terapêutico na redução dos problemas dentais e muitos destes últimos pontos é ainda não existente ou muito baixa tendo como parâmetro a precaução.


A fluoretação é INJUSTA porque:

1) O fornecimento atinge todas as residências, mas é a população mais pobre a que não tem meios para evitá-la, caso quisessem, porque não tem recursos para adquirir água de fontes minerais ou dispor de capital para instalar algum caro equipamento para removê-la;
2) Os pobres são mais suscetíveis de sofrer desnutrição, reconhecidamente uma realidade que torna as crianças mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do flúor (Massler e Schour, 1952; Marier e Rose, 1977; ATSDR, 1993; Teotia e al, 1998);
3) Muito raramente, se é que isto ocorre, os governos se oferecem para apoiar aqueles desafortunados que adquirem fluoroses dentais tão severas que exigiriam um dispendioso tratamento.


A fluoretação é INEFICIENTE e com BAIXO CUSTO-BENEFÍCIO porque:

1) Somente uma pequena parte da água fluoretada alcança seus objetivos. A maior parcela termina sendo utilizada para limpeza de pratos e talheres, para a descarga dos vasos sanitários ou para irrigar gramados e jardins;
2) Seria totalmente proibitivo, em termos de custos, a utilização do produto graduado farmaceuticamente, o fluoreto de sódio (a substância que foi empregado para testes), como agente para fluoretação no fornecimento público de água encanada. A fluoretação da água é artificialmente barata. Isto porque, e a maioria da população desconhece, o agente empregado para a fluoretação é um resíduo, impuro e perigoso, originário da indústria de fertilizantes ao produzir o adubo fosfato;
3) Se fosse considerado apropriado ingerirmos flúor (ainda que seu maior benefício seja de forma tópica e não sistêmica), uma forma mais segura e de melhor custo-benefício seria providenciar água fluoretada, engarrafada e disponível, gratuitamente, nas prateleiras dos supermercados. Esta solução possibilitaria controlar tanto a qualidade como a dose. Além do mais, não poria “goela abaixo” daqueles que não querem consumi-la.


A fluoretação é promovida de forma ANTICIENTÍFICA porque:

1) Em 1950, o Serviço de Saúde Pública dos EUA endossou entusiasticamente a fluoretação antes mesmo de que uma simples experimentação tivesse sido completada;
2) Ainda que se tenha muito mais fontes de flúor hoje do que se dispunha em 1945, a assim chamada “ótima concentração” de 1 ppm permaneceu inalterada;
3) O Serviço de Saúde Pública dos EUA nunca se sentiu obrigado a monitorar os níveis de flúor em nossos ossos mesmo sabendo, por anos, que 50% do que ingerimos a cada dia acumule-se aí;
4) Os responsáveis públicos que promovem a fluoretação nunca se dispuseram a avaliar os níveis de fluorose dental que as comunidades tinham antes da fluoretação, ainda que eles saibam que este nível indica se a criança está tendo ou não uma superdose;
5) Nenhuma agência pública dos EUA contestou a pesquisa feita por Luke de que o flúor se acumula na glândula pineal, mesmo após suas conclusões serem publicadas em 1994 (resumo, abstract), em sua tese de Ph.D em 1997, em seu trabalho em uma conferência internacional da Society for Fluoride Research em 1998, e em 2001 na Caries Research;
6) Os relatórios da CDC (Centers of Disease Control dos USA) de 1999 e 2001 que advogam a fluoretação estavam ambos desatualizados em seis anos nas pesquisas citadas quanto à preocupação em relação à saúde.


A fluoretação é INDEFENSÁVEL EM DEBATES PÚBLICOS

Os proponentes da fluoretação das águas recusam-se a defender esta prática em debates abertos porque sabem que perderão. A vasta maioria dos responsáveis públicos pela saúde, em todo os EUA e em outros países que promovem a fluoretação, baseia-se em aconselhamento de assessores e não em familiaridade com a literatura científica mais atualizada. Estas informações, de segunda mão, produzem inconsistência em seus discursos quando são desfiados a defenderem suas posições. Suas opiniões estão mais baseadas na fé do que na razão.

Aqueles que estão com os cordéis destes marionetes da saúde pública nas mãos, sabem destes fatos, e estão cinicamente ganhando tempo e esperando continuar enganando as pessoas, recitando esta longa lista de “autoridades” que sustentam a fluoretação, em vez de se atacarem os pontos principais. Como Brian Martin deixou claro em seu livro “Scientific Knowledge in Controversy: The Social Dynamics of the Fluoridation Debate” (1991) {O Conhecimento Científico em Controvérsia: A dinâmica social do debate sobre a fluoretação}, a promoção da fluoretação está fundada no exercício do poder político e não em análises racionais. A questão a responder então é : “porque o Serviço Público de Saúde escolhe exercer seu poder desta forma ?”.

As motivações, especialmente aquelas que são exercidas há muitas gerações de tomadores de decisão, são sempre difíceis de determinar. Entretanto, intencionalmente ou não, a fluoretação serviu para nos distrair de uma série de fatos marcantes.


A fluoretação NOS DISTRAIU de:

A. A omissão de um dos países mais ricos do mundo em prover cuidados dentais decentes para sua população pobre;
B. A incapacidade de 80% dos dentistas norte-americanos de atender crianças pelo sistema “Medicaid”;
C. O fracasso da comunidade de saúde pública em combater o imenso super-consumo dos alimentos açucarados por nossas crianças, a tal ponto de fazermos vista grossa à indiscriminada invasão de máquinas de refrigerantes nos prédios de nossas escolas. Esta atitude parece ser a de, "já que o flúor interrompe todos problemas dentais, porque então se preocupar em controlar a ingestão de açúcares?";
D. A omissão de se tratar adequadamente os efeitos ecológicos e de saúde pública gerados pela poluição do flúor originário da grande indústria. Apesar dos danos já gerados, e que permanecem sendo gerados, poucos são os ambientalistas que consideram o flúor como efetivamente “poluente”;
E. A omissão da U.S.EPA (nt.: Environmental Protection Agency-Agência de Proteção Ambiental dos EUA) em desenvolver um Nível Máximo de Contaminação para o flúor na água que pudesse ser cientificamente aceito;
F. A verdade é que mais e mais compostos organo-fluorados estão sendo introduzidos no mercado na forma de plásticos, fármacos e agrotóxicos. Apesar do fato de que alguns destes compostos oferecem tantas ameaças à nossa saúde e ao ambiente do que seus parentes, os clorados e os compostos de bromo (eles são persistentes, lipossolúveis e podem se acumular na cadeia alimentar e na nossa gordura corporal), as organizações e agências governamentais que agiram para limitar a disseminação global destes últimos halogenados, parecem estar completamente cegas para os perigos trazidos pelos compostos organo-fluorados.

Assim, enquanto a fluoretação não é efetiva e nem segura, sua continuação serve para acobertar muitos dos interesses que lucram em cima da desinformação do público a respeito do flúor.

Infelizmente, as instituições públicas têm colocado muita de sua credibilidade na defesa da fluoretação, e será muito difícil a seus prepostos falarem, honesta e abertamente sobre este assunto. Como foi com a amálgama de mercúrio, é muito complicado para instituições como a American Dental Association (nt.: Associação Norte-americana de Odontologia) reconhecer os riscos sobre a saúde já que isto poderá dar margens a ações de responsabilidade tão logo declarem algo a respeito.

Mesmo que ainda seja muito difícil, é essencial - para a proteção de milhões de pessoas desta agressão desnecessária - que o governo norte-americano comece a sair deste anacrônico e cada vez mais absurdo status quo em que se transformou este assunto. Existem precedentes, pois eles foram capazes de fazer o mesmo com a terapia de reposição hormonal.

Mas arrancar-se qualquer ação honesta do governo dos EUA nesta área, será bem difícil. Efetuar mudanças é como fazer uma ranhura numa madeira com a unha - a ciência pode afiar a unha mas é necessário o peso do público para fazer acontecer. Então, são necessários esforços constantes no sentido de se educar a população norte-americana para então contar com seu auxílio para exercermos pressões sobre nossos representantes políticos. No mínimo o que necessitamos é uma moratória quanto à utilização do flúor na água (o que significaria simplesmente se fechar a torneira da fluoretação por alguns meses) até haver um grande congresso público para serem apresentados os pontos chaves com testemunho de cientistas de ambos os lados. Com a questão da educação estamos numa situação melhor do que nunca. A maioria dos estudos fundamentais estão completamente disponíveis na Internet (www.slweb.org/bibliografy.html) assim como há entrevistas gravadas em vídeo com muitos dos cientistas e protagonistas cujos trabalhos são muitíssimo importantes para a atual reavaliação desta questão (ver vídeos em www.fluoridealert.org).

Com estas novas informações, mais e mais comunidades estão rejeitando novas propostas de fluoretação a nível local. A nível nacional, existem alguns passos esperançosos, como a contestação da EPA Headquarters Union (nt.: União do Conselho Superior da EPA) posicionando-se contra a fluoretação e o Sierra Club peticionando uma nova reavaliação desta matéria. Entretanto, ainda há necessidade de colossal ação de outros grupos nacionais envolvendo-se no sentido de tornar este um assunto que, desesperadamente, precisa ser de interesse nacional.

Espero que os leitores deste site (RedFlagsWeekly.com de 28.11.2002) que discordem do que disse aqui, manifestem-se, refutando com seus argumentos. Se não puderem, espero então que ultrapassem este barreira e cooperem para que se finalize uma das políticas mais tolas que se impingiu ao cidadão norte-americano. Este é o tempo de parar com esta loucura de fluoretar a água, sem mais delongas. Não será nada fácil. A fluoretação representa um poderosíssimo “sistema de crença” acalentado por grandes interesses e por poderes e influências entrincheirados no âmago do governo.

Dr. Paul Connett
Professor of Chemistry
St. Lawrence University, NY 13617
315-229-5853 mailto:ggvideo@northnet

com apoio de 

Michael Connett
Webmaster
Fluoride Action Network

Todas as referências pode ser encontradas em http://www.fluoridealert.org/health/biblio.html


Fonte: PontoZero

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Seca do Sudeste - Será mesmo culpa da falta de chuva?


Abaixo, apresentamos dois artigos, um escrito por Guigo Xavier e outro em vídeo, onde é feita uma denúncia sobre as reservas do Cantareira.

Em primeiro, apresentamos o vídeo de uma pessoa cujo nome é Rubens, dono do canal Verdade Oculta, no Youtube. Ele fez um vídeo, onde mostra que a seca não é bem aquilo que as TVs vem mostrando e alardeando. Ele ainda afirma que tudo não passa de um longo processo de privatização da água, em nome de empresas apátridas.

Bom, vamos assistir...





A Coca-Cola é assim


“Obrigado por compartilhar a felicidade”, diz-se no último anúncio da Coca-Cola (em espanhol), mas olhando de perto parece que a Coca-Cola de felicidade compartilha bem pouco. Se pensam que não, perguntem aos trabalhadores das fábricas que a multinacional pretende fechar agora no Estado Espanhol ou aos sindicalistas perseguidos, e alguns, até sequestrados e torturados na Colômbia, na Turquia, no Paquistão, na Rússia, na Nicarágua ou às comunidades da Índia que ficaram sem água após a saída da companhia. Isso para não falar da péssima qualidade dos seus ingredientes e do impacto na nossa saúde.

Em cada segundo consomem-se 18,5 mil latas ou garrafas de Coca-Cola em todo o mundo, segundo os dados da própria empresa. O império Coca-Cola vende as suas 500 marcas em mais de 200 países. Quem garantiria isso a John S. Pemberton, quando em 1886, elaborou tão exitosa poção numa pequena farmácia de Atlanta. Hoje, pelo contrário, a multinacional já não vende apenas uma só bebida mas muito mais. Através de campanhas multimilionárias de marketing, a Coca-Cola vende-nos algo tão desejado como “a felicidade”, “a faísca da vida” ou “um sorriso”. Todavia, nem o seu Instituto de la Felicidad [ou a Fábrica da Felicidade, em português] é capaz de esconder toda a dor que a empresa provoca. O seu currículo de abusos sociais e laborais corre, tal como os seus refrigerantes, todo o planeta.

Agora, chegou a vez do Estado Espanhol. A Companhia acaba de anunciar uma reorganização que implica o encerramento de quatro das suas onze fábricas, o despedimento de 1.250 trabalhadores e a recolocação de outros 500. Uma medida que, segundo a multinacional, é tomada “por causas organizativas e produtivas”. Pelo contrário, um comunicado da central sindical CCOO desmente esta informação e assinala que a empresa tem enormes lucros de cerca de 900 milhões de euros e um faturamento de mais de 3 bilhões de euros.

As más práticas da empresa são tão globais como a sua marca. Na Colômbia, desde 1990, oito trabalhadores da Coca-Cola foram assassinados por paramilitares e outros 65 receberam ameaças de morte, segundo “El informe alternativo de Coca-Cola” da organização War on Want. O sindicato colombiano Sinaltrainal denunciou a multinacional por detrás destas ações. Em 2001, o Sinaltrainal, através da International Labor Rights Fund e da United Steel Workers Union, conseguiu interpor nos Estados Unidos um processo contra a empresa por estes casos. Em 2003, o tribunal indeferiu a petição alegando que os assassinatos ocorreram fora dos Estados Unidos. A campanha do Sinaltrainal, de qualquer maneira, tinha já conseguido numerosos apoios.

O rastro de abusos da Coca-Cola se encontra praticamente em cada canto do planeta onde ela está presente (ZooFari/Wikimedia Commons)

Encontramos o rastro de abusos da Coca-Cola praticamente em cada canto do planeta onde ela está presente. No Paquistão, em 2001, vários trabalhadores da fábrica do Punjab foram despedidos por protestar e as tentativas de sindicalização dos seus trabalhadores em Lahore, Faisal e Gujranwala se chocaram com a oposição da multinacional e da administração. Na Turquia, os seus empregados, em 2005, denunciaram a Coca-Cola por intimidação e torturas e por utilizar um setor especial da polícia para estes fins. Na Nicarágua, no mesmo ano, o Sindicato Único de Trabalhadores (Sutec) acusou a multinacional de não permitir a organização sindical e ameaçar com despedimentos. E encontramos casos semelhantes em Guatemala, Rússia, Perú, Chile, México, Brasil, Panamá. Uma das principais tentativas para coordenar uma campanha de denúncia internacional contra a Coca-Cola foi em 2002 quando sindicatos da Colômbia, da Venezuela, do Zimbábue e das Filipinas denunciaram conjuntamente a repressão sofrida pelos seus sindicalistas na Coca-Cola e as ameaças de sequestros e assassinatos que receberam.

Cabe destacar ainda que a companhia não é unicamente conhecida pelos seus abusos laborais mas também pelo impacto social e ecológico das suas práticas. Como a própria empresa reconhece: “A Coca-Cola é a empresa da hidratação. Sem água, não há negócio”. E onde se instala, ela suga a água até à última gota. De fato, para produzir um litro de Coca-Cola, são precisos três litros de água. E não só para a bebida mas também para lavar garrafas, máquinas… Água que a posteriori é descartada como água contaminada, com o consequente prejuízo do meio ambiente. Para saciar a sua sede uma engarrafadora da Coca-Cola pode chegar a consumir até um milhão de litros de água por dia, a empresa toma unilateralmente o controle de aquíferos que abastecem as comunidades locais deixando-as sem um bem essencial como a água.

Na Índia, vários Estados (Rajastán, Uttar Pradesh, Kerala, Maharastra) encontram-se em pé de guerra contra a multinacional. Vários documentos oficiais assinalam a diminuição drástica dos recursos hídricos onde a empresa está instalada, acabando com a água para o consumo, a higiene pessoal e a agricultura, sustento de muitas famílias. Em Kerala, em 2004, a fábrica de Plachimada da Coca-Cola foi obrigada a fechar depois do município ter negado a renovação da sua licença acusando a Companhia de esgotar e contaminar a sua água. Meses antes, o Tribunal Supremo de Kerala sentenciou que a extração massiva de água por parte da Coca-Cola era ilegal. O seu encerramento foi uma grande vitória para a comunidade.

Casos similares aconteceram também em El Salvador e Chiapas, entre outros. Em El Salvador, as fábricas de engarrafamento da Coca-Cola esgotaram os recursos hídricos após décadas de extração e contaminaram aquíferos ao desfazer-se da água não tratada procedente das fábricas da empresa. A multinacional sempre se recusou a responsabilizar-se pelo impacto das suas práticas. No México, a Companhia privatizou inúmeros aquíferos, deixando as comunidades locais sem acesso aos mesmos, graças ao apoio incondicional do Governo de Vicente Fox (2000-2006), antigo presidente da Coca-Cola do México.

O impacto da sua fórmula secreta sobre a nossa saúde está também extensamente documentado. As suas altas doses de açúcar não nos beneficiam e convertem-nos em “viciados” da sua poção. E o uso do aspartame, edulcorante não calórico substitutivo do açúcar, colocado na Coca-Cola Zero, está demonstrado que consumido em altas doses pode ser cancerígeno, como assinalou a jornalista Marie Monique Robin no seu documentário “O nosso veneno cotidiano”. Em 2004, a Coca-Cola da Grã-Bretanha viu-se obrigada a retirar, após o seu lançamento, a água engarrafada Desani, depois de se ter descoberto no seu conteúdo níveis ilegais de brometo, substância que aumenta o risco de cancro. A empresa teve que separar meio milhão de garrafas, do que havia anunciado como “uma das águas mais puras do mercado”, apesar de um artigo na revista The Grocer assinalar que a sua fonte era água tratada das torneiras de Londres.

Os tentáculos da Coca-Cola, assim mesmo, são tão grandes que, em 2012, uma das suas diretoras, Àngela López de Sá, chegou à direção da Agência Espanhola de Segurança Alimentar. Que posição vai ter, por exemplo, a Agência face ao uso do aspartame quando a empresa, que até poucos dias lhe pagava o salário como sua atual diretora, o usa sistematicamente? Conflito de interesses? Já o assinalamos antes com o caso de Vicente Fox.

A marca que nos diz vender felicidade, reparte antes pesadelos. A Coca-Cola é assim diz o anúncio. Assim é e assim a descrevemos."

Em Jundiaí - SP, está situada a MAIOR fábrica da Coca-Cola do mundo.

Veja:

Jundiaí é sede da maior fábrica da Coca-Cola do mundo*

A localização privilegiada e a boa infraestrutura de Jundiaí foram determinantes para que o município paulista se tornasse a sede da maior fábrica da Coca-Cola no mundo em volume de produção. A unidade tem quase 180 000 metros quadrados de área, emprega mais de 1.000 funcionários e produziu 1,7 bilhão de litros de bebidas em 2013. Os produtos que saem de lá abastecem a maior parte do Estado de São Paulo, inclusive a capital, e parte de Minas Gerais. Recentemente, a fábrica montou um gigantesco armazém vertical com 23 metros de altura, 100 de largura e 75 de profundidade. A estrutura é capaz de armazenar a produção de quatro dias da fábrica, o que simplifica a logística e encurta os prazo de distribuição. (Gabriel Castro, de Jundiaí)


Suspeita de desvio de rio para abastecimento de indústria da Coca-Cola

Existe uma investigação da Promotoria de São Paulo que apura o desvio de um rio para atender a fábrica. Isso mesmo, um rio. A capacidade desse desvio é de 500 litros por segundo. Fazendo um cálculo rápido chega-se a quantia de 30.000 litros por minuto, 1.800.000 por hora e 43.200.000 litros por dia de água roubada. 

O MP indica que, em caso de seca, esse volume de água desviado causaria sério risco de escassez de água na região. 

Ora, temos a maior fábrica da bebida mais vendida do mundo que utiliza 3 litros de água para cada 1 litro do veneno preto. Acredito que essa fonte de água da empresa está sobrecarregada e a seca está prejudicando as reservas mais abaixo. Eu não sou geógrafo, mas racionando sobre o rumo das águas que desembocam no mar, acredito que isso pode afetar o sistema da cantareira.

Na própria apuração do MP, indica que "em tempo de estiagem mais de 1 milhão de pessoas podem ficar sem abastecimento de água em Campinas". 

Veja: Folha


Em guerra contra a Nestlé

Em Minas Gerais, moradores e o Ministério Público também brigam com outra multinacional devido a apropriação das águas da região. Nesse caso, a meu ver, não afeta diretamente o sistema da cantareira, mas reforça a a metodologia empregada por essas empresas para com os nossos recursos hídricos. Se apropriam de algo natural e ganham rios de dinheiro.

Não inserirei o texto na íntegra pois é extenso e ficaria cansativo. Deixarei o Link.


Bem, como essa situação se encaixa na Nova Ordem???

Eu vejo que a dominação cultural e manipulação dos governos fazem terrenos férteis para a exploração dos senhores do mundo. 

Governos corruptos ganham sua esmola para que essas riquezas sejam levadas para os dominadores. Pegam a nossa água e revendem um produto caro para nós mesmos e o dinheiro vai embora para o bolso da NOM que reinveste em marketing para enganar a nossa mente e consumirmos os produtos tóxicos que eles produzem. Todos são felizes consumindo coca nas propagandas, não são?

Pessoas trocam água por coca no dia a dia. Ficam doentes, entrando em outro ramo da NOM que é a indústria farmacêutica. É tudo um ciclo bem planejado.

Nós precisamos assumir a responsabilidade de buscar a mudança. Todas as revoluções da história partiram de lutas do povo. Governante nenhum se mexeu para alterar a situação sem que houvesse uma pressão da massa. 

Devemos continuar tentando abrir os olhos de todos. Todos somos seres iguais e temos direitos iguais sobre todos os recursos que esse mundo oferece. 

O que nasce da terra não é propriedade de ninguém. Ninguém trabalhou para que a água nascesse. Ela apenas nasce. 

No interior já estão passando necessidade. 

Esse final de semana teve grande prêmio de F1 em interlagos (cidade de São Paulo). Será que algum poderoso daquele passou necessidade de água? Definitivamente NÃO! É revoltante!

Me lembro da lição do tio Ben, tio de Peter Parker, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades". 
Se conhecimento é poder, então estamos nos tornando poderosos. Esse poder trará a responsabilidade de lutar por mudanças. Lutar por aqueles cegos também. 
"Eles não sabem o que fazem", já disse Jesus na cruz do calvário. 

Um grande abraço amigos. 

Estava afastado do fórum. Graças a Deus, estou concluindo meu curso de Direito, passei na OAB, defendi monografia... esse semestre foi meio puxado. Tudo que aprendi aqui me ajudou muito na minha formação.

Cada contribuição é muito importante. Obrigado a todos! 

Fonte:

quarta-feira, 16 de julho de 2014

FUKUSHIMA: Radiação do Japão Já ESTÁ MATANDO os Norte-Americanos


Se você mora na costa oeste do Canadá ou dos Estados Unidos, você já está praticamente ferrado a esta altura, graças ao terremoto e tsunami de 2011 no Japão. Os níveis de radiação já estão aumentando no alimento e água, a quantidade de bebês que nascem com problemas de tireoide associados à radiação está aumentando rapidamente e os governos do Canadá e dos Estados Unidos estão elevando os "níveis aceitáveis" de certas substâncias tóxicas nos alimentos que vêm do Japão.

Isto não é uma teoria da conspiração, isso está acontecendo e isso está acontecendo agora.

A pequena imagem no topo do artigo está mostrando o fluxo de radiação da usina nuclear de Fukushima após o devastador terremoto e tsunami de 2011 . Sim, essa dor aguda você só sentiu no peito é a súbita percepção de que a imagem mostra a radiação atingindo o Havaí a mais de um ano atrás.

Faça as contas - se que a radiação alcançou aquela distância através do Oceano Pacífico, agora, um ano depois, o quão longe você acha que chegou? Olhe o que diz este artigo do World Truth TV, e em seguida, decida por si mesmo:
As amostras de leite colhidas nos Estados Unidos têm mostrado níveis de radiação em 2.000 por cento mais elevados dos máximos autorizado pela EPA. A razão pela qual o leite é tão importante é que ele representa toda a cadeia alimentar. De acordo com um artigo publicado no site Natural News: "as vacas consomem grama e são expostas aos mesmos elementos como culturas alimentares e fontes de água. Em outras palavras, quando o leite de vaca começa a testar positivo para altos níveis de elementos radioativos, isto é indicativo de contaminação radioativa de toda a cadeia alimentar."
A FDA e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) em vez de proibirem a venda de alimentos contaminados e e exigir testes em alimentos produzidos na costa do Pacífico, simplesmente aumentaram os "níveis aceitáveis" de material radioativo nesses alimentos.
Se isso não lhe assustar, então dê uma olhada na lista de alimentos que você agora deveria supostamente ser cauteloso, pelos próximos 30 mil anos:

Como podemos nos proteger? 

Em primeiro lugar, estar ciente dos itens que são susceptíveis de serem altamente contaminados

Frutos do mar: Pergunte a origem de todos frutos do mar. Peixes e crustáceos do Oceano Pacífico devem ser considerados estar envenenados com radiação.

Água: As chuvas e neve estão todas irradiadas. Não beba água que não tenha sido filtrada. A água que sai de sua torneira não foi tratada para se livrar de partículas radioativas. Um artigo recente de um escritor que contribui ~regularmente para o NY Times informa: "Um programa de monitoramento de água de chuva gerido pelo Departamento de Engenharia Nuclear da Universidade de Berkeley detectou picos substanciais na chuva e iodo-131 durante as chuvas torrenciais...

Produtos lácteos: Leite e produtos lácteos de estados da Costa oeste têm atualmente os mais altos níveis de radiação nos EUA.

Vegetais e derivados: vegetais folhosos, Vinhos, tomates, morangos... todos os produtos da Califórnia ou qualquer outro Estado da Costa Oeste também são susceptíveis.

Carne: Se um animal come algum legume ao longo de toda a costa oeste, o animal consumiu radiação, e está envenenado. Isto é todo o animal como vacas, porcos, cabras, ovelhas, viados selvagens ou outro tipo de caça.

Se você comeu os alimentos acima de áreas com altos níveis de radiação, você e seus filhos estão ingerindo radiação. Lentamente, os níveis de radiação dentro de seu corpo irão acumular e isto é permanente.

As taxas de mortalidade infantil nos Estados Unidos aumentaram mais de 35% desde o desastre nuclear, de acordo com um comunicado do tribunal pelo Dr. Sherman e o cientista independente, médico e PhD, Leuren Moret. Um estudo publicado no The International Journal of Medicine indica que mais de 20 mil mortes na América do Norte podem ser diretamente atribuídas à liberação de material radioativo de Fukushima.

Isótopos radioativos do tipo liberado de Fukushima tem uma meia-vida de 30.000 anos. Isso significa que temos que mudar permanentemente a maneira de como preparar nossa comida:

• Lave os alimentos com água e sabão e enxague em água filtrada.

• Esteja ciente das origens de seus legumes, peixes, carnes e frutos do mar.

• Mantenha-se informado dos níveis de radiação para ajudar a monitorar onde o seu alimento é adquirido.

• Utilize somente água filtrada para beber, cozinhar e congelar.

Nota Blog Anti-NOM: Tradução inicial feita pelo site Dias de Noé e melhorada, corrigida e revisada pelo Blog Anti-NOM. As recomendações acima são especialmente para os norte-americanos, que correm o risco de consumir produtos contaminados, embora sejam bem-vindas para nós brasileiros, que somos entupidos de agrotóxicos.


Fukushima: barreira de proteção é incapaz de lidar com vazamento de água radioativa

A barreira protetora do porto técnico da usina nuclear Fukushima 1, no Japão, já não é capaz de lidar com o vazamento de água radioativa para o oceano, declarou a empresa operadora da usina, TEPKO.

No momento, o nível de água subterrânea contaminada sob a área da Fukushima 1 é de 60 cm acima das barreiras de proteção.

De acordo com peritos, diariamente, a usina vaza cerca de 300 toneladas de água radioativa para o oceano. Atualmente, as autoridades japonesas e os funcionários da TEPKO estão considerando a possibilidade do reforço urgente da barreira e da retirada da água contaminada.


Fontes:

segunda-feira, 31 de março de 2014

10 Mentiras da Crença Popular

Há um grande número de “fatos” amplamente aceitos que são completamente falsos. Esses equívocos são bastante difundidos, de modo que você pode se surpreender ao saber que eles não são reais.


1. A cor da coriza que sai de seu nariz não indica se você está com uma doença bacteriana ou viral. Na verdade, a cor da famosa ‘meleca’ pode indicar uma quantidade muito maior de doenças

2. Raios podem sim cair duas vezes no mesmo lugar. O prédio do Empire State, por exemplo, recebe cerca de 100 raios por ano.

3. Ao contrário do que afirma a crença popular, morcegos não são cegos. Eles usam outros mecanismos para caçar e voar, mas podem enxergar.

4. A água (desde que pura) não conduz eletricidade. O que causa a condutividade na água são os minérios e detritos presentes na mesma.

5. Chicletes não levam sete anos para serem digeridos. Na verdade, eles não chegam a ser digeridos, passam diretamente por nossos corpos.

6. Unhas e cabelos não crescem após a morte. O que acontece é que nossa pele encolhe, dando uma sensação de crescimento para as unhas e cabelos.

7. Estralar os dedos não causa artrite. Essa condição é causada pela idade, obesidade e genética.

8. Uma moeda de cinco centavos arremessada do topo de um prédio não pode lhe matar. No entanto, isso pode machucar bastante.

9. Hambúrgueres do McDonalds apodrecem sim, se expostos às condições necessárias.

10. Cachorros e gatos não enxergam em preto e branco. Na verdade, eles enxergam em tons de azul e verde.

Fontes: 


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Astrobiólogo acusa NASA de OCULTAÇÃO de "indícios de VIDA EXTRATERRESTRE" em Marte

Um astrobiólogo apresentou uma queixa contra a Agência Espacial Norte-Americana, acusando a NASA de ocultação de «indícios de vida extraterrestre» em Marte.


De acordo com o norte-americano Rhawn Joseph, que estuda a possibilidade da existência de vida extraterrestre, os responsáveis da NASA terão decidido esconder do mundo imagens do que acredita ser um organismo vivo.

Recorde-se que a sonda Opportunity registou uma «rocha» em forma de rosca que, segundo a NASA, terá sido arrastada pelas rodas da sonda, ao passar por um terreno rochoso.

Rhawn Joseph, que tem vários livros publicados sobre o tema da vida extraterrestre, considera «estranho» que a agência espacial dos EUA tenha decidido não divulgar fotos ampliadas e microscópicas da rocha.

Fonte: diariodigital.sapo.pt


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

QUEIMA DE ARQUIVO! Militares que Mataram Bin Laden Foram Assassinados pelo Governo dos EUA?

HELICÓPTERO ABATIDO DE FORMA SUSPEITA: Alex Jones discute o caso do helicóptero que foi abatido no dia 06 de agosto de 2011 em Cabul, no Afeganistão, e que levava mais de 20 integrantes da equipe "SEAL 6", que executa "Black Ops" (Operações Clandestinas), e que foi responsável pela Operação Bin Laden, na qual o terrorista foi supostamente morto e sepultado no mar.

ESTATISTICAMENTE IMPOSSÍVEL: As coincidências e peculiaridades que envolvem este caso são de deixar o queixo caído:

• É a maior baixa de militares em um único dia, em 10 anos de operações no Afeganistão.
• Além de ser a maior baixa, transportava um grande número de militares SEALS da marinha, que é uma equipe militar altamente especializada, portanto uma minoria entre os militares americanos. É muitíssimo mais provável ocorrer eventos desta natureza com militares comuns, que são um número muito maior de pessoas e que fazem muito mais viagens de helicóptero, em números absolutos.
• "Por coincidência", os militares que morreram neste evento são os mesmos que executaram a missão que matou Bin Laden.
• Militares SEALS dificilmente viajam em grande número em um mesmo helicóptero.
• Militares SEALS não utilizam helicópteros Chinook da Guarda Nacional (helicóptero que foi abatido no Afeganistão) para executar as suas missões.
• Foi divulgado que os Talibãs sabiam que os SEALS estariam no helicóptero que foi abatido, mas pouquíssimas pessoas nas forças armadas americanas sabem aonde os SEALS executam suas missões.

FONTES CONFIRMAM - FOI QUEIMA DE ARQUIVO: Alex Jones revela que 3 de suas fontes militares, que sempre lhe passam informações e previsões precisas, confirmam que este evento no Afeganistão trata-se de queima de arquivo.

O objetivo desta missão foi assassinar o restante dos SEALS 6 da marinha, equipe que executou a Operação Bin Laden, porque eles estavam ameaçando vir a público para revelar a farsa que foi essa operação, que Bin Laden não estava naquela mansão, que eles estavam em busca de outro terrorista, e que parte da equipe SEAL 6 morreu quando um helicóptero invisível ao radar, de última geração, teria explodido por razões desconhecidas, apesar de ter sido divulgado que foi devido à falha do piloto.

Assista ao vídeo de Alex Jones:

Fonte do vídeo: Youtube

Fonte: Samurai Sagrado


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pedro Cardoso detona a mídia em programa da TV Globo

Fica claro o incômodo mal disfarçado de Pedro Bial, diante das afirmações de  Pedro Cardoso, que a nosso ver é um exemplo de artista e cidadão consciente.


Fonte do vídeo:André Segala


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Barbies Humanas: Somos Extraterrestres das Plêiades


As ucranianas Valeria Lukyanova e Olga Oleynik queriam fazer de tudo para terem alguns minutos de fama.
Talvez algum distúrbio psicológico lhes tenha dito que se se transformassem na boneca Barbie teriam o seu estrelato.

E aqui estão elas posando para a posteridade:



Mas o estrelato das feições “à Barbie  não deve ter durado muito tempo. Por isso, o que diz agora a Olga para continuar nas notícias? Diz: “Eu e a Valeria viemos da constelação de Plêiades  Lá, este nosso aspecto é normal”.

E pronto, depois disto, o que dizer? Podia dizer que Plêiades não é uma constelação. Podia dizer que constelações não são locais físicos no Universo, mas sim estrelas que, a partir da Terra, parecem estar próximas, mas na verdade podem estar a milhares de anos-luz de distância umas das outras. Podia dizer ainda várias outras coisas. Mas, para quê? Já se percebeu o nível de conhecimento destas personagens…




Farsa é descoberta





Carlos F. Oliveira é astrônomo e educador científico. Licenciatura em Gestão de Empresas. Licenciatura em Astronomia, Ficção Científica e Comunicação Científica. Doutoramento em Educação Científica com especialização em Astrobiologia, na Universidade do Texas. Criou e leccionou durante vários anos um inovador curso de Astrobiologia na Universidade do Texas. É atualmente Research Affiliate-Fellow em Astrobiology Education na Universidade do Texas em Austin, EUA. Trabalhou no Maryland Science Center, EUA, e no Astronomy Outreach Project, UK, recebeu dois prêmios da ESA, e realizou várias palestras e entrevistas nos media.

Fonte: astropt.org


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Arca de Noé é real e foi até filmada por uma expedição?

A história da Arca de Noé é uma das grandes histórias da humanidade e faz parte de nossa cultura há centenas de anos. Segundo a mesma, após 40 dia se 40 noites de chuva, ela veio a pousar sobre o monte Ararat. Mas, por que ninguém nunca foi lá, para tentar encontrá-la? Será que ninguém foi?

Segundo o vídeo abaixo, postado no youtube, muitas expedições já foram até lá e, inclusive, filmaram a Arca.

Verdade? Mentira? Mais uma vez, deixamos a cargo do leitor tirar suas próprias conclusões.


Fonte do vídeo: edmarassisyoutub


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Melhor avistamento de UFO de 2012 ou mais uma Farsa Digital?

O incidente aconteceu há pouco tempo, em 19 de Agosto, na região de Mauna Kea, Havaí. Dois helicópteros circulam a bola que paira no ar.

Apesar dos inúmeros casos relatados sobre objetos que pairam no ar e subitamente arrancam em velocidades que a tecnologia humana ainda não alcançou, são corriqueiros. Mas nestes tempos de Computação Gráfica, fica a dúvida: Real ou Farsa?

Bom, deixamos o vídeo falar por si só. E que o leitor tire suas próprias conclusões. 

O espaço para comentários está aberto!



Fonte do vídeo: thirdphaseofmoon
Fonte da matéria: O Que Aconteceu?


quinta-feira, 1 de março de 2012

"O roubo na previdência só mudou de mãos"

Jorgina de Freitas, chefe da quadrilha responsável pela maior fraude já ocorrida no Brasil, fala pela primeira vez depois da prisão e denuncia esquema com leilão de imóveis do INSS

Ela personifica a maior fraude já ocorrida no Brasil contra a Previdência Social. Na década de 1980, Jorgina Maria de Freitas Fernandes, hoje com 61 anos, esteve à frente de uma quadrilha formada por 25 pessoas – entre juízes, advogados, procuradores do INSS, contadores e peritos – para desviar R$ 1,2 bilhão dos cofres públicos, em valor atualizado. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, a primeira após 12 anos presa, ela reverte a situação e agora acusa a Previdência de promover nova fraude. Só que, desta vez, Jorgina se coloca na outra ponta do esquema, do lado de quem é roubado. Segundo ela, os 60 imóveis que adquiriu com o dinheiro do golpe e que foram sequestrados pela Justiça para ressarcir a Previdência serão leiloados a preço de banana por algum motivo obscuro. “Eles me chamam de fraudadora e quem está fraudando agora?”, questiona. Três advogados contratados por ela brigam na Justiça para suspender o leilão do primeiro lote de seus imóveis. São cinco terrenos em Búzios, no valor de R$ 1,2 milhão, e um casarão histórico em Petrópolis, ex-residência do presidente Eurico Gaspar Dutra, que a Previdência avaliou em R$ 800 mil. No entanto, segundo especialistas consultados por ISTOÉ, só o casarão de 490 metros quadrados, construído num terreno de dez mil metros quadrados, vale mais de R$ 5milhões. “Estão lesando a Previdência do mesmo jeito”, acusa Jorgina.

CASSADA - Jorgina deixa o prédio da OAB-RJ,
que cassou seu registro de advogada em 2001
As barbadas imobiliárias da Previdência são tão evidentes quanto os interesses de Jorgina. Embora ela se apresente como paladina contra novos golpes, na verdade briga para reduzir sua enorme dívida com o erário público. Jorgina precisa de dinheiro, muito dinheiro. No ano passado, foi condenada a devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos. A esperança de Jorgina e de seus advogados, que trabalham em contrato de risco, é que, ao final dos leilões, ainda sobre alguma quantia para ela. O patrimônio imobiliário formado por Jorgina com dinheiro dos contribuintes brasileiros é valioso. Entre os 60 imóveis, há, por exemplo, dois apartamentos na Avenida Delfim Moreira, de frente para a magnífica praia do Leblon, no Rio, o mais caro endereço do Brasil. Em 2003, cada um deles foi avaliado pela Previdência em apenas R$ 1,7 milhão. De lá para cá, porém, houve uma explosão de preços no mercado imobiliário carioca. Hoje, um apartamento como o de Jorgina, naquela cobiçada localização, está avaliado entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões. Somente um deles, portanto, já superaria com folga a avaliação total de R$ 11 milhões, feita para o conjunto dos 60 bens de Jorgina que irão a leilão. “Os valores são de 2003, por isso nós já pedimos a reavaliação”, esclarece o procurador da República Marcos Couto, chefe do escritório regional da Procuradoria no Rio. 

DE: R$ 15 milhões POR: R$ 1,7 milhão
Apartamento na av. Delfim Moreira, no Leblon,
vira barbada no leilão
Jorgina acha que está sendo passada para trás. Ela defende que a Previdência venda diretamente os bens no mercado e questiona a idoneidade dos leilões. “Na primeira praça (primeiro leilão), se o imóvel não for arrematado, vai para a segunda e, aí, sai por qualquer preço. Isso aqui é Brasil... Existem grupos especializados em arrematar as coisas de qualquer maneira, com preço irrisório”, disse ela na entrevista que concedeu à ISTOÉ na sexta-feira 8. Sua especulação se confirmou: no primeiro leilão de seis imóveis, realizado na quarta-feira 13, no Tribunal de Justiça do Rio, não apareceu sequer um comprador. A leiloeira pública Norma Maria Machado disse que realizará novo leilão, no dia 27 de abril, e os lances começarão com 60% do valor de avaliação. Desta maneira, o histórico casarão de dois andares em Petrópolis, onde Jorgina promovia grandes festas antes de ser condenada, poderá ser arrematado por meros R$ 480 mil, embora seja cobiçado por corretores por R$ 5 milhões.

Filha de um militar, mais velha de uma família de sete irmãos, Jorgina começou a trabalhar aos 16 anos. Formou-se em direito pela Universidade Candido Mendes e transformou-se em uma bem-sucedida advogada, especializada em acidentes de trabalho, com escritório na Baixada Fluminense, zona norte do Rio, com cerca de oito mil clientes. Foi ali que ela percebeu uma bagunça no Ministério do Trabalho da qual se aproveitaria: a procrastinação nos pagamentos das indenizações de acidentes de trabalho podia gerar correção dupla no momento da liquidação da dívida. “O governo levava 15 anos para pagar uma sentença de acidente de trabalho e isso favoreceu a fraude”, diz ela. Devido à hiperinflação, que chegava a 80% ao mês, as atualizações com juros e correção monetária complicavam as contas das indenizações e abriam frestas para o roubo.

DE: R$ 5 milhões POR: R$ 480 mil
Casa histórica, com terreno de dez mil metros quadrados é torrada em Petrópolis
Jorgina não conta quando entrou nessa jogada. Aliás, não gosta de falar do passado. Fecha a expressão, se cala. Até se ofende quando é acusada de ter surrupiado aposentados e pensionistas. “Isto é quiquiquiqui...” Para ela, fraude nos pagamentos de acidente de trabalho é outra coisa: “As empresas é que deveriam figurar no polo passivo, e não a Previdência.” As provas contra Jorgina mostram o contrário. Ela e a quadrilha muitas vezes inventavam situações envolvendo trabalhadores humildes, alguns inválidos, para conseguir indenizações milionárias. O grande golpe acontecia no momento dos cálculos referentes às correções de benefícios e pagamentos de atrasados. “Havia o envolvimento do contador, que colocava zeros ou atualizava quando não era para atualizar”, lembra o procurador Marcos Couto. Aí entravam autoridades como o juiz Nestor José do Nascimento, que mandava pagar tudo em 24 horas. Então, os procuradores do próprio INSS, envolvidos no esquema, não contestavam as ações. Fabulosas quantias eram repartidas entre os membros da quadrilha e, na maioria das vezes, o beneficiário não via a cor do dinheiro.

Um dos casos mais famosos se refere à ação de Assis dos Santos. Ele trabalhava numa pedreira quando sofreu um ataque cardíaco e aposentou-se por invalidez. Aconselhado por amigos, procurou Jorgina, que entrou com a ação na 3ª Vara Cível de São João do Meriti, presidida pelo juiz Nestor José do Nascimento, em 1983. Assis acabou morrendo em 1986, no decorrer do processo, mas as filhas dele, Shirley e Sonia, mantiveram Jorgina na ação. Em fevereiro de 1991, a indenização foi paga: sete bilhões de cruzeiros, moeda da época que, convertida em dólar, atingia o montante de US$ 45 milhões. Alegando desconhecer o paradeiro dos parentes de Assis, Jorgina ficou com o dinheiro. Apesar de ser apontada como a maior fraudadora da história do INSS, ela ocupava o segundo lugar no ranking. Seu comparsa, o também advogado Ilson Escossia da Veiga, foi quem mais fraudou. É dele, inclusive, a maior de todas as indenizações fraudulentas, o equivalente a US$ 128 milhões, obtidos com a ação de um operador de empilhadeira. Veiga ficou doente e morreu quando cumpria pena num presídio carioca, em 2006. Entre 1990 e 1991, estas fraudes sangraram dos cofres do INSS o correspondente a US$ 300 milhões.

"O governo levava 15 anos para pagar as dívidas, o que facilitou a fraude"

Jorgina ficou fugitiva durante cinco anos. Meses antes do julgamento, em julho de 1992, ela refugiou-se em Miami, nos Estados Unidos. Sua foto foi parar na lista de procurados internacionais da Interpol. Por isso, fez algumas plásticas. Ao ser descoberta nos EUA, largou para trás dois apartamentos de luxo em Miami (avaliados em US$ 900 mil) e US$ 9 milhões numa conta-corrente. Passou um tempo na Nicarágua e, em 1994, ingressou na Costa Rica. Para atravessar fronteiras em segurança, contratou mercenários nicaraguenses. Na Costa Rica adotou o nome de Maria de Freitas e recebia visitas frequentes do marido (de quem se separou logo depois) e dos filhos. Na tentativa de obter a cidadania costarriquenha chegou a casar-se com Lionel Yglesias Amador, um bandido acusado de fazer parte do cartel de Cáli, da Colômbia. Quando sua presença naquele país foi confirmada, em 1995, o governo local decretou-a persona non grata, e também os parentes dela, que foram impedidos de ingressar na Costa Rica. Sem o apoio da família e constantemente extorquida pelos nicaraguenses que eram encarregados da sua proteção, Jorgina negociou sua rendição. Em novembro de 1997 foi recolhida a um presídio feminino da periferia da capital San José. Ficou lá até fevereiro de 1998, quando foi transferida para o Brasil.

A extradição de Jorgina foi deferida de forma condicionada. Ela só poderia ser processada pelo crime de peculato e, com isso, livrou-se da condenação de 11 anos, por fraude, e de outra de dois anos, por formação de quadrilha, além de duas ações por fraudes contra o INSS. Na cadeia, ganhou o apelido de “prefeitinha” porque ajudava na administração do cárcere, prestava consultoria jurídica às presas e organizava eventos, como os concursos de Miss Presidiária, no presídio feminino carioca Talavera Bruce. Desde que saiu da prisão, Jorgina começou a cursar pedagogia numa faculdade do Rio e diz ter projetos para trabalhar com ONGs em presídios. Confessa ter medo de ser reconhecida na rua, embora já tenha feito o teste e constatado que as pessoas lembram de seu nome associado a fraudes, mas não de seu rosto.
"É porque sou negra, bisneta de escravos. O fato de eu ser negra contribuiu
para esse estereótipo da fraudadora”

“Fui usada como bode expiatório”

Jorgina de Freitas levou quase um ano para marcar esta entrevista com ISTOÉ, que aconteceu no escritório do advogado Ricardo Horácio dos Santos, no Rio. Ela teme ser sequestrada e diz que não quer voltar a ter “imagem pública” . Por isso, só autorizou que se fotografasse metade de seu rosto. Magra, com vestido preto discreto, ela pintou os cabelos de vermelho e usa bijuterias. Elétrica, desconfiada, aceitou apenas um café, e surpreendeu pela demora em tomá-lo. “Gosto de café frio”, explicou.

ISTOÉ – A sra. roubou dinheiro dos velhinhos da Previdência?
Jorgina de Freitas – Fui julgada, condenada, cumpri minha pena e a Previdência Social, que arrecadou todos os meus bens, está vendendo os imóveis por preço vil. Só isso.

ISTOÉ – Os desvios não prejudicaram pensionistas e aposentados?
Jorgina – Nada disso. Era apenas com acidentes de trabalho.

ISTOÉ – Mas tem diferença?
Jorgina – Claro que tem. É um benefício à parte. As ações acidentárias são pagas com recursos das empresas. O acidente do trabalho tem uma receita diferenciada da receita de pensões de velhinhos, de aposentadorias, de quiquiquiqui... O que você contribui não vai para os acidentes. O que vai é o que incide em cima da empresa, de acordo com o risco do trabalhador. Na realidade quem deveria estar reclamando essas ações não é a Previdência, mas o empregador. As empresas é que deveriam figurar no polo passivo e não a Previdência, para fazer marketing em cima de mim, dizendo que eu roubei velhinho e quiquiquiqui...

ISTOÉ – A Previdência garante que seus 60 imóveis irão a leilão este ano. A sra. está tentando evitar isso?
Jorgina – Não, pode ir a leilão. Eu acho que tem que ir a leilão, sim. Mas por valor justo, porque a sociedade exige a reposição desse suposto – suposto, não – desse prejuízo. Não pode é ser vendido a preço de banana como eles querem fazer.

ISTOÉ – O que está acontecendo?
Jorgina – Não sei. É uma boa pergunta, por isso os meus advogados estão entrando com um pedido de avaliação (dos imóveis) para que sejam vendidos por um preço justo. A Previdência Social diz que saiu no prejuízo, se coloca acima do bem e do mal, e como é que se explica uma avaliação tão baixa? Veja, por exemplo, a casa de Petrópolis, um terreno imenso que pertenceu ao presidente-general Eurico Gaspar Dutra. É, inclusive, um imóvel histórico. Como pode ter sido avaliado por R$ 800 mil? Rá! Isso é uma piada! Esse imóvel, por baixo, está valendo R$ 5 milhões ou R$ 6 milhões.

ISTOÉ – Parece que a sra. quer os imóveis de volta.
Jorgina – Não, eu não quero. Eu não sei, por exemplo, quanto eles receberam de aluguel, eu não tenho a prestação de conta dos imóveis, eu não tenho nada disso. Eu não sei sobre os valores arrecadados no Exterior. Eu não vejo nada disso nos autos do sequestro. Não está lá. Nem no meu processo nem nos dos outros réus. A grande pergunta é: os outros bens que foram arrecadados (de outros réus) foram a leilão por um preço justo ou por um preço vil? O que existe por trás disso?

ISTOÉ – O que existe?
Jorgina – Só estão divulgando (o leilão) em cima da hora. Por que não está publicado? Existem grupos especializados em arrematar por preço irrisório, é tudo profissional. A técnica é a seguinte: se nada é vendido no leilão de primeira praça, que tem lance mínimo, vai à segunda e, aí, vende por qualquer preço. Isso aqui é Brasil... Na primeira praça não deve sair, mas sai na segunda. Por quanto?

ISTOÉ – O que a sra. está sugerindo?
Jorgina – Eu acho que a Previdência tem estrutura suficiente para vender os imóveis a preço de mercado. Por que têm que ir a leilão? (eleva o tom de voz). Já fui muito usada e não estou mais disposta a me deixar ser usada. É do povo, é da sociedade, então que se venda da melhor maneira possível.

ISTOÉ – A sra. é apontada como a chefe de uma quadrilha que roubou o patrimônio do trabalhador. Está acontecendo isso de novo por outras vias?
Jorgina – Claro que está. O roubo na Previdência só mudou de mãos. A partir do momento que eles disseram que nós lesamos e tentam vender esses bens por valores irrisórios, estão lesando do mesmo jeito. O roubo na Previdência não acabou.

ISTOÉ – Já que a sra. não quer os imóveis de volta, por que o interesse em reclamar do leilão?
Jorgina – Porque é o seguinte: eles me chamam de fraudadora e quem está fraudando agora? Só isso.

ISTOÉ – Quanto maior a avaliação desse patrimônio, melhor para a sra.
Jorgina – Claro, porque abate a minha dívida.

ISTOÉ – A sra. reconhece sua dívida em R$ 200 milhões?
Jorgina – Não. Eu não admito de jeito nenhum. Inclusive, tem que ver como fizeram as correções para chegar a esse número. Por que na hora de cobrar de mim eles elevam os índices astronomicamente?

ISTOÉ – Os valores que foram sequestrados da sra. não foram corrigidos?
Jorgina – Não. E eu também não sei quanto foi porque não consta dos autos do sequestro (de bens). Não há nada com relação a esse dinheiro. Eu quero saber quanto estou devendo. Eu não sei. Se a dívida é solidária (todos os réus são responsáveis juntos), já arrecadaram o suficiente.

ISTOÉ – A sra. acha que deve quanto?
Jorgina – Eu, sinceramente, perdi a noção do valor, porque são 20 anos. E a moeda passou de milhões para tostões.

ISTOÉ – Como está sua situação financeira hoje? 
Jorgina –Acham que estou arquimilionária. É porque eles somam tudo dos outros (réus) e botam na minha conta. Agora, tudo que eu tenho está registrado, está arrecadado. É o que eu tenho. Quando eu reclamo, dizem: ah, tá escondendo o jogo, tá dando uma de pobrezinha. Mas, realmente, eu não tenho mais condições financeiras. É só acompanhar a minha vida. Eu convido a população a acompanhar minha vida.

ISTOÉ – A sra. está pobre?
Jorgina – Sou pobre, ando de ônibus, mas as pessoas pensam que sou rica e por isso eu tenho medo de ser sequestrada.

ISTOÉ – Como foi sua vida na prisão?
Jorgina – Eu fiquei quase 13 anos presa. A pena era de 12 anos. Nesse período, trabalhei de 2002 até o último dia, e não foram abatidas minhas remissões (para cada 30 dias de trabalho na cadeia, sete dias de desconto na pena). Outras presidiárias saíam, ganhavam prisão aberta ou só faziam pernoite na cadeia. Eu passei na Universidade Federal do Rio de Janeiro e eles não me deixaram sair para fazer a faculdade de pedagogia porque, alegaram, eu já tinha curso superior. Me senti injustiçada lá, sem direito de defesa.

ISTOÉ – Seu nome virou símbolo de fraude. Como se sente?
Jorgina – Eu me sinto muito mal, me sinto impotente. O Estado é uma instituição que visa ao benefício do povo. É um contrato social, no qual quem viola as regras paga. Mas todos têm direitos e deveres. Eu só tive dever, dever, dever.

ISTOÉ – A sra. foi mais prejudicada do que os outros réus?
Jorgina – Totalmente. Fui usada como bode expiatório. Foi um processo político. Esse é o grande problema. Num estado democrático de direito, não se pode usar a razão de Estado para punir ninguém, porque você viola o contrato social. A lei tem que prevalecer para todo mundo em pé de igualdade. Tive meus direitos violados.

ISTOÉ –O que a sra. quer agora?
Jorgina – Quero que meus imóveis sejam vendidos por um preço justo para pagar minha dívida. E quero que deem publicidade ao leilão para que todos possam participar, e não apenas um grupinho fechado. A lei prevê que o leilão pode ser online para que uma pessoa lá do Acre ou do Amapá possa participar, e não apenas uns poucos aqui.

ISTOÉ – A sra. está conseguindo refazer sua vida?
Jorgina – Está muito difícil. Tem a limitação da idade, eu cumpri a pena inteira e não apenas um terço, como outros. Estou com problemas de saúde (hipertensa) em função do tempo de prisão. E, emocionalmente, estou arrasada.

ISTOÉ – O que mais influenciou no processo contra a sra.?
Jorgina – É porque sou negra. Sou bisneta de escravos e tenho o maior orgulho disso. Mas o fato de eu ser negra contribuiu para todo esse estereótipo que eles fizeram da fraudadora. A cor da pele influenciou. É só ver quem foi condenado e quem ficou de fora.

ISTOÉ – Sua fuga a prejudicou no processo?
Jorgina – É verdade, mas eu pedi garantias de vida porque fui ameaçada de morte e meus filhos, de sequestro. E eu estava com câncer (de mama). Imaginou uma pessoa com câncer, fazendo quimioterapia num presídio? Tudo isso eu enfrentei. A fuga estava no contexto. Eu não fugi para sair do processo, tanto que peticionava da Costa Rica para cá no tribunal (do Rio).

ISTOÉ – A sra. contou com a ajuda de mercenários para permanecer cinco anos foragida?
Jorgina – Pelo amor de Deus! Quando cheguei aqui no Brasil, vi que me envolveram com cartel de traficante internacional! Um absurdo! (Ela se levanta e termina a entrevista. Antes, solicita: “Não me chama de fraudadora. Já cumpri minha pena.”)

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Fonte: ISTOÉ