terça-feira, 19 de julho de 2011

Brilho na ionosfera anuncia tsunami com uma hora de antecedência

A linha vermelha representa a localização do tsunami ao
 nível do oceano no momento em que a imagem foi feita.
[Imagem: Jonathan Makela]
Luminescência na ionosfera

Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo um cientista brasileiro, descobriu que pode ser possível detectar mais rapidamente um tsunami olhando para o ar do que para a água.

O grupo descobriu que a formação do tsunami gera uma "assinatura" característica na forma de uma leve luminescência, uma espécie de brilho, nas camadas mais altas da atmosfera.

A luminescência precede o tsunami em cerca de uma hora, sugerindo que a tecnologia poderá ser usada como um sistema de alerta complementar para a população.

Os pesquisadores usaram uma câmera especial em Maui, no Havaí, para captar a assinatura gerada pelo terremoto de 11 de Março, que gerou um tsunami que devastou grandes áreas de Japão.

A luminescência foi detectada a 250 quilômetros de altitude.

Ondas de grande amplitude

Tsunamis podem gerar ondas de amplitudes significativas na atmosfera superior - neste caso, gerando o brilho na camada de ar.

Conforme um tsunami se move através do oceano, ele produz ondas de gravidade atmosféricas, forçadas pelas ondulações na superfície do oceano, mesmo que estas tenham poucos centímetros de altura.

As ondas podem alcançar vários quilômetros de altitude, onde a atmosfera neutra coexiste com o plasma na ionosfera, causando perturbações que geram o brilho.

Os cientistas verificaram que as propriedades das ondas na alta atmosfera coincidiam com as medições do tsunami ao nível do mar, confirmando que o brilho foi originado pela onda gigante.

Céu claro e sorte

A observação confirma uma teoria desenvolvida na década de 1970, que propõe que a assinatura de tsunamis pode ser observada na atmosfera superior, especificamente na ionosfera. Mas, até agora, a teoria só havia sido demonstrada usando sinais de rádio transmitidos por satélites.

"Gerar uma imagem dessa resposta usando a luminescência é muito mais difícil porque a janela de oportunidade para fazer as observações é muito estreita," explica Jonathan Makela, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos. "Nossa câmera estava no lugar certo, na hora certa."

Na noite do tsunami, as condições acima do Havaí estavam ótimas para permitir o registro da luminescência: eram quase 02:00 horas da madrugada, sem a lua e sem nuvens obstruindo a visão do céu noturno.

De cima para baixo

O grande inconveniente de usar o brilho da ionosfera como um sistema de alerta de tsunamis é que ele somente seria eficaz em noites de céu muito claro.

Os cientistas afirmam que a alternativa é colocar uma câmera especial a bordo de um satélite geoestacionário, que poderia monitorar continuamente grandes regiões oceânicas.

O estudo contou com a participação do pesquisador Alan Kherani, do Instituto Nacional de Pesquisais Espaciais (INPE).

Bibliografia:

Imaging and modeling the ionospheric airglow response over Hawaii to the tsunami generated by the Tohoku earthquake of 11 March 2011
J. J. Makela, P. Lognonné, H. Hébert, T. Gehrels, L. Rolland, S. Allgeyer, A. Kherani, G. Occhipinti, E. Astafyeva, P. Coïsson, A. Loevenbruck, E. Clévédé, M. C. Kelley, J. Lamouroux
Geophysical Research Letters
Vol.: 38, L00G02
DOI: 10.1029/2011GL047860

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Algo grandioso está acontecendo em Guizé, no Egito

Tem sido relatado que algumas marcas estranhas foram encontradas dentro do que muitos têm chamado de ‘túnel secreto’.

Como sempre, a mídia convencional está, ou exagerando, ou simplesmente noticiando os fatos de forma errônea. O túnel já não é segredo por muitos anos. O segredo está naquilo que é contido no túnel, e para onde o mesmo vai.

Há contudo um mistério aqui. O mistério envolve algumas estranhas marcas parecidas com hieróglifos, que foram encontradas dentro do túnel. Elas foram desenhadas com tinta vermelha, e encontradas no piso do túnel e nas paredes.

Ainda não acessível aos humanos [devido ao seu pequeno tamanho], o túnel foi explorado por um robô com uma câmera montada nele. Usando este robô, os arqueólogos foram capazes de determinar que o túnel percorre uma certa distância e acaba no que se parece como uma porta. Este é um dos quatro, assim chamados, túneis secretos que originam na ‘Câmara do Rei’ e na ‘Câmara da Rainha’. O propósito destes túneis ainda é desconhecido.

A primeira grande história deste evento é que as marcas nas paredes ainda não são compreendidas. Parece ser um pouco estranho que essas marcas foram encontradas em uma pirâmide a qual os Egiptólogos alegam ter sido construída pelo Faraó Quéops (um egípcio), e que estes pesquisadores sejam capazes de ler os outros hieróglifos daquela época. Todavia, eles não podem decifrar estas marcas no interior da pirâmide que eles dizem ter sido construída por Quéops.

Aparentemente estes são símbolos que não encaixam no sistema de escrita conhecido aos egiptólogos com hieróglifos. Este fato parece levantar a possibilidade de que, apesar destas marcas serem uma linguagem, elas não são egípcias.

Já que a tumba de Osiris foi descoberta dentro de outra tumba subterrânea ‘secreta’, somente alguns metros da Grande Pirâmide, seria possível que esta tenha sido construída pela clã de Osiris, e não de Quéops? Se este for o caso, seria possível que os mitos sobre Osiris e sua família (Ra, Ísis, Tot, Set) de não serem deste planeta sejam verdadeiros? Talvez estas marcas encontradas na parede do túnel sejam a linguagem de Osiris.

O segundo grande mistério deste evento é que ele ocorre logo após a descoberta da tumba de Osiris em 2010, e a descoberta pelos satélites da NASA de uma enorme coleção de pirâmides enterradas no Plateau de Guizé.

Quando a tumba de Osiris foi encontrada, várias medidas estranhas foram tomadas quase que imediatamente. O Dr. Zahi Hawass (Minístro das Antiguidades do Egito) ordenou que uma parede fosse construída ao redor do complexo das pirâmides. Aparentemente esta ação foi tomada para proteger as pirâmides de serem danificadas pelo público. Foi relatado em vários sites da Internet que uma unidade das Forças Armadas dos EUA estava presente, bem como o exército egípcio, para proteger o complexo das pirâmides.

Assim, surgiu a questão das imagens geradas por satélite pela NASA. Por que? Imagens já haviam sido geradas anteriormente. Já contamos com fotos das pirâmides tiradas do espaço. Por que agora? Por que um satélite da NASA?

Quando você alinha as descobertas e os eventos, uma imagem interessante começa a emergir.

- Tumba de Osiris encontrada
- Sarcófago de Osiris aberto, mas não publicadas as fotos de seu interior
- O Dr. Hawass diz que o sarcófago estava vazio
- Os militares são chamados para proteger o local
- Foi dada uma ordem para construir ao redor do complexo das pirâmides
- O satélite da NASA é convocado para uma varredura do local
- 17 novas pirâmides são localizadas pela varredura do satélite
- Marcas parecidas com os hieróglifos, as quais os peritos não conseguem decifrar, são encontradas na pirâmide

Certamente, este cronograma de eventos dá a aparência que algo grande, muito grande, foi descoberto no Plateau de Guizé. Não é somente algo grandioso, mas também algo de importância para os militares. Não é somente importante para os militares, mas também algo muito secreto.

O cronograma de eventos relacionado acima não é teórico e tampouco especulativo. Estes são eventos genuínos. Todavia , a Internet está cheia de especulação sobre o que tenha sido descoberto. Uma teoria é a de que eles encontraram um ‘stargate‘. Talvez não. Críticos da comunidades de OVNIs tendem a ridicularizar todas as especulações. Mas, quando todos os fatos não são apresentados, então toda a especulação é válida. De fato, isso é inevitável.

Kevin Smith
E a propósito, o nome do robô que tirou a foto acima é Djedi, e a equipe que trabalha com o robô é a equipe Dejdi. Este é o nome de um antigo mágico egípcio no tempo de Quéops. O ‘d’ e o ‘j’ são pronunciados juntos [em inglês], tornando sua pronúncia como a da palavra JEDI. Vocês lembram os cavaleiros JEDI do filme Guerra nas Estrelas, não lembram?

Uma coisa é certa, algo grandioso está acontecendo em Guizé.




Seu Jardim Pode Ajudar A Baixar Sua Conta de Energia

Muitas pessoas planejam seu jardim para definir a área da propriedade, outras acreditam que isso pode aumentar o valor da casa no mercado, e muitas procuram somente uma área de lazer agradável. Porém, pouca gente sabe que um jardim bem planejado ajuda a economizar na conta de luz. Em dias quentes de verão, por exemplo, é mais fresco sentar debaixo de uma árvore ou mesmo na grama, não é mesmo? Então, árvores bem posicionadas podem deixar a sua casa mais fresca também. Isso faz com que não seja preciso ligar nem ar condicionado nem ventiladores. O U.S. Departament of Energy estima que árvores em volta da casa fazem com que o consumo de energia diminua em 25%.

Grandes árvores e arbustos são considerados mais eficientes na econômia de energia. Uma boa ideia é pensar a longo prazo, usando plantas que crescem devagar mas duram mais e aguentam condições mais severas. As árvores têm que ser localizadas perto das janelas (mas não grudadas), de modo que elas impeçam a entrada dos raios solares ou pelo menos barre um pouco deles.

Se o seu medo é que no inverno fique muito frio, não se preocupe, pois a partir do outono as folhas de algumas árvores e plantas caem fazendo com que o calor do sol entre na residência. Além disso, se você escolher uma espécie que não se encaixe nesse perfil, é possível podá-la. Mas lembre-se de que é importante pensar tanto no verão como no inverno na hora de planejar seu jardim.

Contratar um paisagista profissional é o melhor a se fazer para ter um jardim bem planejado, mas também há maneiras de executá-lo sozinho. O primeiro passo é descobrir por qual janela entra o sol da manhã e o da tarde. O sol da manhã é desejável e benéfico, então pequenos arbustos perto da parede resolvem o problema do calor. Já para a janela com o sol da tarde, que é o realmente forte, é preciso plantar árvores que fiquem cheias. A arquiteta Viviane Cunha indica plantas nativas, como a pitangueira, que estão mais apropriadas ao nosso clima. Elas têm menor chance de pegar doenças e bichos e precisam de menos água.

Por isso, anote mais um quesito a ser levado em conta: tempo de crescimento da espécie que você vai querer colocar em casa. Uma árvore pode levar 20 anos para atingir o seu tamanho máximo. Então, para começar a poupar energia mais rápido, uma dica é usar as famosas “unhas de gato”, que fazem com que o calor não passe pelas paredes.



Apollo 18 - A Missão Proibida

Foi divulgado um novo trailer de “A Missão Proibida – Apollo 18″, sci-fi lunar no estilo “Atividade Paranormal’, produzido pelo cineasta russo Timur Bekmambetov (“O Procurado”).

O filme explorará as teorias da conspiração sobre a missão espacial Apollo 18, cancelada na década de 1970 pela NASA. A trama revelará que a missão existiu e envolveu a descoberta de vida na lua, razão pela qual a humanidade nunca mais retornou ao satélite da Terra.

A direção é do espanhol Gonzalo Lopes-Gallego (“O Rei da Montanha). O filme estreia em 2 de setembro nos EUA e em 27 de janeiro de 2012 no Brasil.



Fantasmas na câmara dos vereadores de Jaru/Rondônia

A grande polêmica criada após a divulgação das aparições de fantasmas na Câmara municipal de Vereadores de Jaru, despertou o interesse de um investigador de fenômenos paranormais da cidade de Vilhena. O investigador que pediu para não revelar seu nome por enquanto, a fim de não atrapalhar seus trabalhos, disse que após acompanhar atentamente os relatos dos servidores da Casa de Leis por meio da matéria publicada neste site, resolveu comparecer até a câmara municipal de Jaru para investigar a fundo o caso.

“Após ler todos os relatos, fiz um comparativo com outros fenômenos já estudados e relatados no Brasil e no mundo, o que nos fez chegar a uma conclusão, realmente a câmara pode estar mau assombrada”. O pesquisador ainda afirmou que fatores favorecedores, como a existência no passado de um cemitério próximo ao local, aumentam em muito a incidência de aparições de espectros.
“Um cemitério que já existiu, despachos que muito provavelmente foram realizados nas duas encruzilhadas existentes ali, tudo isto somado ao fato de que no local do antigo cemitério foi edificado uma casa sagrada, expulsando os demônios, fez com que alguns deles se refugiasse na Câmera de vereadores. Este são fatores mais do que necessários para as aparições das assombrações”, finalizou ele.

Aparições relatas por servidores, de pessoas sem rosto, portas batendo, murmúrios e vultos, foram facilmente justificado pelo pesquisador. Ele ainda na oportunidade ressaltou que nem todos os espíritos são do mau, dando exemplo que pode justificar as aparições na câmara, dizendo que algumas pessoas durante a sua vida se apegam demais em bens ou no seu trabalho e quando morrem sem cumprir a sua missão, volta a freqüentar o ambiente em forma de espírito.

O pesquisador falou que tentará manter contato com os espectros durante a noite, fazendo uso de equipamentos eletrônicos, pois segundo ele, as almas são mais sensitivas a lentes de câmeras fotográficas, filmadoras e rádios gravadores, e após algum registro que venha a confirmar as tais evidências, irá divulgar o fato amplamente.


Leia mais sobre o caso, abaixo:

Há quem não acredite, mas fato é que há muito tempo alguns servidores da Câmara Municipal de Jaru têm convivido com aquilo que chamam de sobrenatural. O assunto é delicado, são poucos os que vencem o medo e acabam relatando o que já viram, ou, o que pelo menos ouviram. Alguns servidores que trabalham na Câmara declararam ter presenciado experiências no mínimo estranhas no exercício de suas funções.

“Ver eu nunca vi, mas já ouvi. Acho que o único que viu até hoje foi um só, os outros apenas ouviram ou sentiram”, disse um dos vigias noturnos daquela casa de leis. Perguntado sobre o que quis dizer quando falou “sentiram”, o guarda, que não quis se identificar, esclarece: “Senti, oras! Às vezes, altas horas da madrugada, estamos dormindo quando de repente somos acordados com um cutucão, uma puxada na camisa ou até mesmo, como aconteceu com um colega nosso, sendo sufocado pelo lençol”, revelou ele.

Até aí estaria quase tudo bem, poderíamos até dizer que seriam meras impressões desses vigilantes, que no cair da noite começavam a imaginar coisas. Mas há outros relatos que fogem de qualquer lógica ou mesmo de qualquer explicação racional. “Rapaz, eu já durmo nesse lugar com todas as luzes acesas, até mesmo a da sala dos guardas eu deixo ligada, já para me prevenir dessas aparições”, explica ele. “Daí que uma certa madrugada eu saio aqui no corredor para ir ao banheiro e quando olho para o lado do Plenário, não é que eu vejo o vereador Zenildo entrando vestido de terno pela porta que dá acesso ao salão!?!”, comenta ele. Entrou? Perguntamos a ele. “Sim, tô te falando, eu tenho certeza do que vi. O cara tava vestido a rigor e eu o vi entrando para o salão, rumo ao Plenário, como se fosse um dia qualquer de sessão”, declara ele ainda assustado.

O detalhe assustador é que o vereador Zenildo Ferreira dos Santos, que assumiu o cargo na terceira legislatura de 1993 a 1996, morreu em 6 de maio de 2001. Perguntado se não poderia ser um vulto por causa do escuro, Marcos (nome fictício) é categórico: “Claro que não, rapaz. Eu já te falei, estava tudo claro, eu já durmo com essas luzes aqui tudo acesa para evitar esse tipo de coisa”, retrucou o vigia.

Alguns desses eventos extra-sensoriais sequer esperam o manto da noite para poderem se manifestar. Um dos secretários de gabinete relata o que passou numa tarde de sexta-feira quando o prédio já estava vazio e silencioso: “Foi mais ou menos assim: eu tava aqui de dia digitando um trabalho da faculdade quando precisei usar o banheiro. Eu sempre usava o banheiro dos deficientes porque sempre estava mais limpinho, além do mais, a Câmara já tinha fechado o expediente, então não teria problema algum. Daí que quando me aproximei da porta, escutei o barulho de descarga. Então parei e me sentei no banco do saguão para esperar quem estivesse usando sair”. Luís (outro nome fictício) já tinha ouvido histórias parecidas ali na Câmara Municipal de Jaru, mas até então não tinha vivenciado nenhuma. “Aí eu esperei, esperei e quando vi que estava demorando demais, resolvi bater na porta e percebi que ela estava aberta e quando abri, vi que não tinha ninguém lá dentro. A janela estava fechada, o banheiro limpo e a descarga não parecia ter sido puxada. Daí, que eu caí fora, nem terminei de digitar trabalho coisa nenhuma”, revela ele.

Perguntado se talvez não fosse uma brincadeira de mau gosto e que quem puxou a tal descarga não tivesse saído escondido, Luís é contundente: “Impossível alguém ter feito isso e saído sem ser visto, a única porta por onde se pode sair desse banheiro é essa aqui e eu fiquei bem aqui plantado sentado naquele banco e ninguém saiu daí de dentro”, explicou ele apontando para a porta do banheiro dos deficientes e para o banco que fica no saguão.

Outra história envolvendo aparições aconteceu numa tarde tranquila no ano passado. Uma das secretárias foi até o prédio da Câmara fora do horário de expediente a fim de fazer uma pesquisa rápida na Internet e pegar uma apostila que havia esquecido no gabinete. Meia hora depois, que foi o tempo mais que suficiente, já havia terminado e resolveu ir embora. Ao trancar o gabinete escutou um barulho e viu a figura do vigia saindo do banheiro dos homens (o coletivo) e adentrando à cozinha. Como quem havia recebido a secretária, quando da sua chegada, havia sido o próprio vigia, a secretária não estranhou nada e caminhou em direção à cozinha. Chegando àquela copa, a surpresa: não havia ninguém. Como a chave da porta principal estava na mesma, a secretária tratou de sair o mais rápido que pôde do local. Esse evento chama a atenção por ser a primeira e até agora a única vez em que as aparições tomam a forma de alguém vivo na CMJ. Foram frações de segundos.

Um ex-funcionário (que chamaremos de Fábio), hoje em outro órgão público por conta de um novo concurso, diz que era muito comum em seus plantões, nos tempos de guarda da Câmara Municipal, ouvir gente conversando. “Burburinho de gente, sabe? Aquele burburinho como se fosse um dia de sessão e os corredores estivessem lotado, mas aí eu saía e estava tudo vazio e silencioso. Comecei a dormir com as luzes acesas também por conta disso”, relata Fábio. “Mas até hoje o que me deixou mais intrigado foi uma vez que escutei mexendo nas panelas lá na cozinha, depois escutei o barulho da tampa do freezer. Daí eu pensei, será que eu dormi demais e passou da hora de eu ir embora e as meninas da limpeza já chegaram? Então escutei os sons de panela novamente, outra vez o som da tampa do freezer e então o cheiro bastante forte de café recém coado. Tive certeza de ter chegado o pessoal da limpeza. Me levantei e saí da minha sala e quando cheguei à cozinha estava um mar de calmaria, tudo apagado, o freezer fechado, nenhum café coado e eu morto de pavor. Isso era umas 4 horas da matina. Saí da Câmara e fiquei na praça sentado num banco esperando as meninas da limpeza chegar – elas só iam chegar às seis hora, porque essa é a hora certa”, explica ele.

Fábio ainda conta que ao falar às funcionárias que cuidam da limpeza e manutenção o que havia acontecido, recebeu uma respostas nenhum pouco animadora: “Elas me disseram que aquilo era muito comum por lá e que eu não era o primeiro a reclamar das mesmas coisas”, disse ele. O ex-funcionário ainda relatou que já havia passado outros maus-bocados em seus plantões na Casa de Leis: “Já fui cutucado, beliscado, empurrado, sufocado com lençol enquanto dormia. Já passei péssimas noites por lá com alguém sussurrando no meu ouvido tão logo meus olhos fechassem e eu tentasse dormir”, conta Fábio.

Outro ex-vigia que também faz declarações parecidas pode ser facilmente encontrado ali nas adjacências do prédio municipal onde faz seu ganha-pão como autônomo. Chegamos como quem não quer nada até o ponto de seu Afonso (nome fictício). Primeiro jogamos uma conversa fora, compramos alguma coisa até que de supetão perguntamos: “Seu Afonso, é verdade que à Câmara Municipal de Jaru é assombrada?”. Meio sem jeito ele reponde: “Desculpe, não posso ajudar vocês, não sei nada sobre isso.”

Mais alguma insistência e algumas outras coisas compradas seu Pedro acaba falando. Trabalhou na Câmara por 11 anos e 3 meses, nesse período viu alguma coisa apenas uma vez: um rato – até rimos na hora – mas era um rato enorme, quase do tamanho dum gato e estava no banheiro, quando ele rapidamente acendeu a luz o “bendito” já não estava mais lá. Coisa de segundos. “Que eu vi por mim mesmo foi só dessa vez”, continua seu Pedro, ainda meio ressabiado, mas ouvi várias vezes nesses 11 anos e 3 meses. O quê?, perguntamos. “Era muito comum nesse prédio barulho de quebradeira, como se tivesse acontecendo uma reforma. Geralmente isso acontecia de madrugada. Eu levantava alarmado com aquele barulho de construção - coisa sendo quebrada, móvel sendo afastado - normalmente era no Plenário da Câmara ou então na cozinha e quando lá chegava, nada.” E era assim sempre?, indagamos novamente. “Dificilmente não acontecia. Na cozinha acontecia algo parecido também, mas mudava o estilo: não era barulho de construção, mas de panela batendo, a tampa do freezer sendo erguida e depois fechada, barulho de alguém preparando café ou cozinhando alguma coisa, ou então, o barulho de móveis sendo arrastados de um lugar para o outro. Daí eu chegava lá e estava o canto mais limpo”, revela ele.

“Dormir era outra tarefa difícil”, continua o ex-vigia: “sempre no melhor do sono você era acordado por cutucões, sussurros no pé-de-ouvido, gente conversando ali perto, mas em lugar nenhum... Você se cobria com o lençol e alguém vinha e te descobria, você se cobria de novo e alguém te descobria outra vez... daí que na época eu lembro que tinha um banco embaixo dum pé de coité nos fundos da Câmara e quando as coisa apertavam para valer eu fechava a Casa e ficava lá embaixo. Era a única maneira de descansar um pouco”, explica ele.

Os relatos são vários e dos mais variados. Batidas de portas, arrastar de chinelos, pessoas conversando, cutucões e sussurros são os mais comuns. Mas o que foi marcante pelo seu inedismo foi o que aconteceu mês passado, não propriamente na Câmara, mas em suas redondezas. Segundo um servidor da Câmara Municipal - mas não podemos afirmar que seja fato verdadeiro – teria ficado sabendo que certa vez, quatro policiais militares em uma viatura faziam a sua ronda de plantão, lá pelas tantas da madrugada, quando avistaram caminhando suspeitosamente um elemento com pesada roupa de frio que dificultava a visualização de seu rosto por causa de um capuz. O individuo caminhava rumo ao antigo ponto de ônibus tranquilamente enquanto a viatura o seguia, quando o elemento fez menção de evadir-se rumo ao prédio da Câmara, subindo numa calçada bastante deteriorada, já no ponto de ônibus da rua Goiás, os policiais tiveram de agir. Deram um toque rápido de sirene, o que fez o tal individuo parar de costas para os policiais com as mãos levantadas. Um se aproximou e pediu que ele se virasse: foi aí que os PMs teriam ficado pálidos de medo. É que o tal indivíduo não tinha rosto, mas apenas uma mancha preta no lugar deste, uma distorção como se fosse uma imagem desfocada, semitransparente. O policial que conduzia a viatura saiu em disparada, mas como não havia visto o que de fato acontecera, quis voltar às imediações da Câmara para apurar o que ocorrera, mas (obviamente) foi impedido pelos outros três colegas de farda que haviam descido.

É unânime que a tal aparição caminhava em direção à Câmara e nela adentraria quando foi abordado pelos policiais. Por algum motivo tal entidade, e ao que tudo indica não só ela, faz da Casa de Leis sua morada. A pergunta é: Por quê? Inúmeras são as explicações: Uma é que a Câmara de Jaru foi construída num terreno localizado em frente onde já foi o Cemitério Municipal, num passado ainda bastante recente. O local também já serviu para inúmeros velórios. Há outros que afirmam que nada disso acontece, que tudo não passa de imaginação dos envolvidos. Alguém certa vez disse que nesse mundo existe um mal verdadeiro e entre o mundo que vemos e as coisas que tememos, existem portas, e quando elas se abrem, nossos pesadelos se tornam realidade: ASSOMBRAÇÕES.

Eletricidade sem fios alimenta implantes cardíacos

A configuração de teste usa uma grande bobina de transmissão,
 à direita, conectada à energia do prédio. À esquerda fica a bobina
 de recepção. A pequena bobina próxima está conectada à
 bomba cardíaca, que está trabalhando com o fluido da jarra.
[Imagem: University of Washington]
Bombas cardíacas

Os sistemas de assistência ventricular, ou bombas cardíacas, são bombas eletromecânicas desenvolvidas para dar um reforço temporário ao coração de pacientes que estão esperando por um transplante.

Ocorre que a tecnologia desenvolveu-se mais rapidamente do que o andar da fila de transplantes, o que fez com que esses assistentes ventriculares passassem a ficar cada vez mais no corpo dos pacientes, por vezes sendo usados continuamente por vários anos.

O problema é que eles precisam de um fio elétrico para alimentá-los. O fio, que sai pelo umbigo, é uma fonte séria de infecções - cerca de 40% dos pacientes sofrem de infecção, já tendo sido computados casos fatais.

Eletricidade sem fios

Por isso, pesquisadores das universidades de Washington e Pittsburgh, nos Estados Unidos, estão utilizando o conceito de transmissão sem fios de energia elétrica para alimentar esses dispositivos, eliminando a necessidade da fiação e do "cordão umbilical" elétrico.

O conceito é diferente dos nanogeradores para alimentação wireless, que prevê a geração no próprio implante, mas tem a vantagem de poder ser implantada mais rapidamente.

Joshua Smith e seus colegas construíram uma variação da chamada energia indutiva, na qual uma bobina transmissora emite ondas eletromagnéticas de uma determinada frequência, e uma bobina receptora capta essa energia e a utiliza para carregar uma bateria ou alimentar diretamente um aparelho.

Nesse novo sistema de transmissão de energia - que também é indutivo - o equipamento ajusta a frequência e potência conforme varia a distância e a orientação entre as bobinas transmissora e receptora.

Segundo os pesquisadores, isso permite a transmissão sem fios de eletricidade por distâncias maiores do que o que havia sido demonstrado de forma prática até agora.

"A intuição da maioria das pessoas sobre a transmissão de energia wireless é que se dispõe de menor potência quando o receptor se afasta do transmissor," explica Smith. "Mas, com esta nova técnica, há um regime no qual a eficiência de fato não se altera com a distância.

Recarregamento de implantes médicos

Na verdade, a potência permanece constante ao longo de uma distância equivalente ao diâmetro da bobina - uma bobina de 5 centímetros de diâmetro, por exemplo, mantém a potência em uma faixa de 5 centímetros, enquanto uma bobina de 30 centímetros garante a potência em uma área de 30 centímetros.

Parece não ser muito, é mais do que suficiente para passar pela pele e pelo corpo humano e alimentar o implante médico.

Como a faixa de alcance é pequena, a ideia dos pesquisadores é usar o sistema de energia wireless para recarregar uma bateria no interior do implante.

A bateria garante energia para o aparelho durante duas horas, o que dá ao paciente a liberdade para andar pela casa, tomar banho ou mesmo liberdade para pequenas saídas de casa, o que não é possível hoje.

Transmissores acoplados à cama do paciente poderão permitir que ele durma sem qualquer preocupação com seu implante.

O sistema está em fase de avaliação e, agora, será testado em animais.



Presidente do IBAMA, em "off", admite não "respeitar" os índios

Kurt Trennepohl
FI: Kurt Trennepohl, presidente do IBAMA, faz uma afirmação em "off", admitindo não "respeitar" os índios. Este é um caso muito sério! E precisa ser punido severamente pelas autoridades competentes. Não há mais espaço para este tipo de pensamento predatório e irresponsavelmente inconsequente.


O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, causou polêmica ao dizer a uma equipe de TV australiana que seu trabalho não é cuidar do ambiente, e sim minimizar impactos ambientais. Depois, sem saber que estava sendo filmado, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália fez com os aborígenes, população nativa do país da Oceania.

As declarações foram dadas à repórter Allison Langdon, do programa “60 Minutes”, que fazia uma reportagem sobre a licença de instalação da usina de Belo Monte, assinada por Trennepohl.

Na entrevista, Langdon confrontou o presidente do Ibama. Disse que seu antecessor, Abelardo Bayma, renunciara devido à pressão pelo licenciamento da usina que, segundo organizações ambientalistas, afetará os índios do Xingu, no Pará.

‘TRANQUILO’

A repórter da Nine Network perguntou a Trennepohl se ele estava tranquilo com a decisão de licenciar a obra.

“Sim, a decisão foi minha”, respondeu Trennepohl.
“Mas seu trabalho não é cuidar do ambiente?”
“Não, meu trabalho é minimizar os impactos.”
Após a entrevista, sem saber que ainda estava com o microfone ligado, Trennepohl tentou argumentar com a jornalista australiana:
“Vocês têm os aborígenes lá e não os respeitam.”
“Então vocês vão fazer com os índios a mesma coisa que nós fizemos com os aborígines?”, questionou Landgon.
“Sim, sim”, respondeu Trennepohl.

Hoje há cerca de 500 mil aborígines na Austrália, compondo menos de 3% da população do país.

Ao longo do século 19, os colonos britânicos que ocuparam a ilha chegaram a conduzir campanhas de extermínio, com recompensas pela morte de aborígines. O caso mais grave foi o da Tasmânia, Estado onde toda a população aborígine não mestiça tinha sumido em 1876.

AGREDIDO

Procurado pela Folha, o presidente do Ibama disse que foi agredido verbalmente pela repórter e que não afirmou “de forma nenhuma” que seu trabalho não era cuidar do ambiente brasileiro.

“Essa moça chegou numa atitude extremamente agressiva, disse que eu estava acabando com os índios.”

Segundo Trennepohl, “a função do órgão licenciador é minimizar impactos quando um empreendimento é licenciado. Quando não dá para minimizar, nós indeferimos”, afirmou.

Ele disse que não comentaria as declarações sobre os aborígines da Austrália.

domingo, 17 de julho de 2011

OVNI em rodovia no meio do Pantanal intriga pesquisadores


Foto: Sílvio Andrade
Marinheiro aposentado, o corumbaense Waldir Padilha,
59 anos garante ter visto objeto
Marinheiro aposentado, o corumbaense Waldir Padilha, 59, conduzia um grupo de 15 pessoas em uma Van com destino a Campo Grande, na madrugada de 25 de março deste ano, quando percebeu um zumbido muito forte naquela noite iluminada apenas pelos faróis do ônibus. O barulho intrigante deixou-o ainda mais pasmado com a súbita perda de velocidade do veículo numa reta plana da BR-262.

Padilha pediu para um passageiro sentado no banco a seu lado olhar pela janela e tentar desvendar o que estava acontecendo. O rapaz, com semblante de espanto, perdeu a voz e apenas apontou para cima com o dedo indicador. O motorista parou o veículo no acostamento e ao sair dele teve um sobressalto: um objeto grande e luminoso, em forma oval, cruzava lentamente a rodovia no sentido sul-norte.

O relato de Padilha e dos demais passageiros do ônibus, que acordaram com o zumbido, não deixa dúvidas de que se tratava de um Objetivo Voador Não-Identificado (OVNI, ou UFO, em inglês), segundo ufólogos, pesquisadores de outras espécies cósmicas no Universo. O fenômeno ocorreu às 2h45, no quilômetro 584 da BR-262, próximo a entrada da fazenda e pousada São Francisco, em Miranda.

“Eu era um incrédulo em relação a essa história de disco voador, jamais acreditaria se não tivesse visto”, disse Padilha. “Mas agora sou obrigado a acreditar. Existe mesmo, e não foi apenas eu quem viu”, afirma. Ao comentar com os amigos, de forma desinteressada, o fato espalhou-se e um ufólogo africano, que mora em Corumbá, iniciou pesquisa associada a outras ocorrências na região.

Descendente de portugueses nascido em Luanda (África do Sul), o ufólogo Luis Vieira Matos, 60, colheu o depoimento de Padilha e ouvirá outras testemunhas do ocorrido. Mas está convicto, no início de sua pesquisa, de que realmente se trata de um UFO, descrito em sua forma clássica. “São informações precisas, substanciais, as quais não deixam dúvidas de que esta região é um manancial”, diz ele.

Luzes no silo

Padilha contou ao Correio do Estado que viaja com frequência entre Corumbá e Campo Grande e o local onde avistou o UFO, distante 30 quilômetros de Miranda, sempre chamou a atenção por ser desabitado e silencioso. Naquele 25 de março, o zumbido e seu som diferente e alto, semelhante ao de uma furadeira elétrica, vindo do nada, era um mistério. “Olhei pelo retrovisor, tava tudo escuro”, lembra.
O motorista dirigiu a Van por mais um quilômetro e parou. “Podia ser alguma coisa no motor do ônibus, sei lá”, conta. Ao olhar para o alto, viu aquele objeto voador, com cerca de 10 a 12 metros de cumprimento, por três metros de altura, em movimento lento a uma altitude de 80 metros. “Havia umas dez janelas laterais com luz fraca”, descreve. O fenômeno foi presenciado pelos 15 passageiros.
O objeto voador não-identificado foi em direção a uma área onde fica um dos silos da fazenda, que tem plantação de arroz irrigado. “Aquela coisa parou alguns segundos em cima do silo e acendeu três holofotes em sua extremidade, iluminando tudo em volta, parecia um dia”, relata Padilha, ainda assustado com o que viu. “Depois, inclinou-se, veio um zumbido mais forte e deslocou-se velozmente.”

Bola de fogo

Cruzando a mesma região com a família uma semana depois, o administrador de empresa em Corumbá Mílton Bezerra da Silva, 42, também presenciou algo estranho que deixou a todos no carro atônicos. Em meio àquela escuridão e o céu estrelado do Pantanal, surgiu do alto, no horizonte, uma luz forte em queda. Mílton parou o carro esperando o impacto daquela bola de fogo no chão.

“Meu sobrinho, assustado, escondeu-se no banco traseiro, com as mãos nos ouvidos”, conta ele. Houve o choque com a superfície, contudo sem explosão, apenas silêncio naquele campo aberto. “Cara, foi muito louco aquilo, ate arrepia a gente”, lembra o sobrinho de Mílton, Felipe Bezerra, 16. O fato ocorreu por volta de 21h, antes do silo onde Padilha e os turistas viram o que pode ser um UFO.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Papel solar - células solares são impressas em papel

Em uma das demonstrações, um avião de papel foi construído
com a folha fotoelétrica e começou a gerar energia tão
 logo acabou de ser dobrado. [Imagem: MIT]
Fabricar células solares diretamente em papel ou tecido, de um modo simples e rápido.

Este é o objetivo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

Eles já construíram diversos protótipos funcionais, com alguns mantendo o funcionamento depois de diversos meses e muitas dobraduras.

Impressão de circuitos eletrônicos

Há uma forte tendência no sentido de trazer os circuitos eletrônicos para mais próximo ao que as pessoas usam no dia-a-dia, o que inclui sobretudo papel e e tecido das roupas, mas também plásticos, sobretudo folhas flexíveis, que possam ser enroladas e dobradas.

Antenas capazes de capturar a energia do ar e até uma caneta capaz de desenhar circuitos eletrônicos foram demonstrados nos últimos dias. Células solares impressas por jato de tinta também já foram demonstradas experimentalmente por diversos grupos.

Tudo isto está sendo possível graças ao desenvolvimento das chamadas tintas eletrônicas, que não são exatamente tintas, mas soluções de partículas capazes de desempenhar a função desejada.

Deposição de vapor

O trabalho do MIT é um pouco mais complexo do que a impressão jato de tinta ou laser, mas também está dando resultados mais robustos.

O processo de impressão usa vapor - e não líquidos ou pó - em um processo que ocorre em temperaturas abaixo de 120 ºC - uma temperatura bastante amena em comparação com a fabricação de uma célula solar fotovoltaica tradicional, que emprega temperaturas elevadas e elementos corrosivos.

Nessas condições mais amenas, é possível empregar materiais como papéis não tratados, tecidos ou plástico como substratos para imprimir as células.

São aplicadas cinco camadas de materiais, que são depositados sobre o papel em etapas sucessivas. Uma máscara, também feita de papel, é usada para formar os padrões das células solares.

O processo ainda exige uma câmara a vácuo, para evitar a contaminação por poeira ou outras impurezas, o que diminuiria o rendimento das células solares.

O rendimento das células solares impressas ainda é baixo -
em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos
 aparelhos portáteis e sensores ambientais.
[Imagem: Patrick Gillooly/MIT]
Papel fotoelétrico

Terminada a "impressão", basta ligar os eletrodos e colocar o "papel fotoelétrico" sob a luz para que ele comece a gerar energia.

Em uma das demonstrações, um avião de papel foi construído com a folha fotoelétrica e começou a gerar energia tão logo acabou de ser dobrado. Em outra, as células solares foram impressas sobre uma fina folha de plástico PET, que foi dobrada e desdobrada mil vezes, sem perder a funcionalidade.

O rendimento das células solares impressas ainda é baixo - em torno de 1% - mas suficiente para alimentar pequenos aparelhos portáteis e sensores ambientais. Os pesquisadores afirmam que estão trabalhando nesse quesito, ajustando os materiais aplicados na técnica de deposição por vapor para melhoria da eficiência.

"Nós demonstramos a robustez dessa tecnologia. Acreditamos que poderemos fabricar células solares em larga escala capazes de atingir desempenhos recordes em termos de watts por quilo [de material]," disse Vladimir Bulovic, um dos autores da pesquisa.

Bibliografia:

Direct Monolithic Integration of Organic Photovoltaic Circuits on Unmodified Paper
Miles C. Barr, Jill A. Rowehl, Richard R. Lunt, Jingjing Xu, Annie Wang, Christopher M. Boyce, Sung Gap Im, Vladimir Bulovic, Karen K. Gleason
Advanced Materials
8 JUL 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1002/adma.201101263



O que faz um buraco negro entrar em atividade?

Buracos negros ativos e inativos


O campo COSMOS, com os "alvos" mostrando o grande número
 de galáxias de brilho muito fraco.
[Imagem: CFHT/IAP/Terapix/CNRS/ESO]
Um novo estudo, que combina dados do Telescópio VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO) e do observatório espacial de raios X XMM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA), fez uma descoberta surpreendente.



A maior parte dos buracos negros gigantes que se encontram no centro das galáxias desde os últimos 11 bilhões de anos não se tornaram ativos devido a fusões de galáxias, como se pensava até agora.



No coração da maior parte das grandes galáxias (ou até mesmo em todas) existe um buraco negro de massa extremamente elevada, com uma massa de milhões de vezes, ou até bilhões de vezes, a massa do Sol.



Em muitas galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, o buraco negro central não se encontra em atividade.



Mas em algumas galáxias, particularmente no início da história do Universo, o monstro central alimenta-se de material que emite imensa radiação à medida que cai no buraco negro - as galáxias ativas mais brilhantes eram mais comuns no Universo cerca de três a quatro bilhões de anos depois do Big Bang, enquanto os objetos menos brilhantes aparecem mais tarde, cerca de oito bilhões de anos depois do Big Bang.



Ignição do ponto buraco negro



Um dos mistérios por resolver está em descobrir de onde vem o material que ativa um buraco negro adormecido, originando violentas explosões no centro da galáxia, tornando-o assim num núcleo ativo de galáxia.



Até agora, os astrônomos pensavam que a maioria destes núcleos ativos se "acendiam" quando se dava a fusão de duas galáxias ou quando duas galáxias passavam muito perto uma da outra e o material perturbado se tornava o combustível do buraco negro central.



No entanto, novos resultados indicam que esta ideia pode estar errada no caso de muitas galáxias ativas.



Viola Allevato, do Instituto Max-Planck, na Alemanha, juntamente com uma equipe internacional de cientistas da colaboração COSMOS observaram detalhadamente mais de 600 galáxias ativas numa região do céu extensivamente estudada, o chamado campo COSMOS.



O campo COSMOS é uma área com cerca de dez vezes o tamanho da Lua Cheia, na constelação do Sextante. Foi mapeada por uma série de telescópios em diferentes comprimentos de onda, de modo que muitos estudos e investigações possam se beneficiar desta imensidão de dados.


Algumas das galáxias estudadas, incluindo galáxias com núcleos
 ativos (AGN) e galáxias com núcleos inativos.
[Imagem: NASA/ESA/M. Cisternas]
Núcleos ativos de galáxias


Tal como se esperava, os astrônomos descobriram que os núcleos ativos extremamente brilhantes são raros, enquanto a maior parte das galáxias ativas nos 11 bilhões de anos anteriores são apenas moderadamente brilhantes.



No entanto, os cientistas tiveram uma enorme surpresa: os novos dados mostram que a maioria das galáxias ativas mais comuns, as menos brilhantes, não se tornaram ativas devido à fusão de galáxias.



A presença de núcleos ativos de galáxias revela-se através dos raios X emitidos pela região que circunda o buraco negro. O telescópio espacial XMM-Newton observou esta radiação e as galáxias foram a seguir observadas pelo VLT, no Chile, que mediu as distâncias até estes objetos.



Quando se combinam os dois tipos de observações é possível fazer um mapa tridimensional que nos mostra onde se encontram as galáxias ativas.



"Demoramos mais de cinco anos, mas conseguimos obter um dos maiores e mais completos catálogos de galáxias ativas no céu em raios X," diz Marcella Brusa, uma das autoras do estudo.



Os astrônomos utilizaram este novo mapa para determinar a distribuição das galáxias ativas e compararam estes resultados às predições feitas pela teoria. Determinaram também como é que esta distribuição varia à medida que o Universo envelhece - desde há aproximadamente 11 bilhões de anos até aos nossos dias.



Fundindo a teoria da fusão


A equipe descobriu que os núcleos ativos são encontrados majoritariamente em galáxias de massa muito elevada, que contêm muita matéria escura.A matéria escura é uma substância misteriosa que forma uma componente invisível na maior parte, senão mesmo todas, as galáxias (ativas ou não) - incluindo a nossa própria Via Láctea. Os autores estimaram a quantidade de matéria escura em cada galáxia - valor que indica a sua massa total - a partir da distribuição de galáxias no novo estudo.Este fato revelou-se surpreendente e nada consistente com as previsões feitas pela teoria - se a maior parte dos núcleos ativos fossem uma consequência de fusões e colisões entre galáxias seria de esperar que fossem encontrados em galáxias com massa moderada (cerca de um trilhão de vezes a massa do Sol).A equipe descobriu que a maior parte dos núcleos ativos se encontra em galáxias com massas cerca de 20 vezes maiores do que o valor previsto pela teoria da fusão."Estes novos resultados abrem-nos uma nova janela sobre como é que os buracos negros de massa extremamente elevada iniciam as suas 'refeições'," diz Viola Allevato, autora principal do artigo que descreve este trabalho."Estes resultados indicam que os buracos negros são normalmente alimentados por processos gerados no interior da própria galáxia, tais como instabilidades do disco e formação estelar violenta, em oposição a colisões de galáxias," explica Allevato.Alexis Finoguenov, que supervisou o trabalho, conclui: "Mesmo no passado distante, até cerca de 11 bilhões de anos atrás, as colisões de galáxias apenas justificam uma pequena percentagem das galáxias ativas moderadamente brilhantes. Nessa altura as galáxias estavam todas mais próximas umas das outras e portanto era de se esperar que a fusão fosse mais frequente do que no passado mais recente. Por isso mesmo os novos resultados são ainda mais surpreendentes."

Bibliografia:
The XMM-Newton wide field survey in the cosmos field: redshift evolution of agn bias and subdominant role of mergers in triggering moderate luminosity agn at redshift up to 2.2V. Allevato, A. Finoguenov, N. Cappelluti, T. Miyaji, G. Hasinger, M. Salvato, M. Brusa, R. Gilli, G. Zamorani, F. Shankar, J. B. James, H. J. McCracken, A. Bongiorno, A. Merloni, J. A. Peacock, J. Silverman, A. ComastriAstrophysical JournalJuly 2011Vol.: Accepted for publicationhttp://arxiv.org/abs/1105.0520v1



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fenômenos de Cura nos Casos Ufológicos

Interessantíssimo programa da rede Mundo Maior, que aborda diversas áreas da Ufologia mundial. Neste programa, o tema abordado são os fenômenos de cura. Vale muito a pena assistir e pensar a respeito.



Astronauta Edgar Mitchell Fala O Que Sabe...

Sexto homem a pisar na Lua, diz que OVNIs são coisa séria.

Edgar Mitchell
"Alienígenas existem e suas naves são verdadeiras. Pelo menos, uma já se acidentou na Terra e foi resgatada por militares norte-americanos, que a desmontaram para conhecer seu funcionamento. É possível também que sofisticados aviões de espionagem e outros aparatos de alta tecnologia estejam funcionando graças a princípios obtidos por cientistas nos destroços de naves alienígenas acidentadas”. Essas palavras não partiram de um ufólogo apaixonado, como seria de se esperar, mas do astronauta Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar na Lua, que tem proferido polêmicas palestras em várias partes do mundo, defendendo a realidade do Fenômeno UFO e sua origem não-terrestre. “Sabemos que os UFOs são reais. São naves que vêm de fora e os governos sabem disso”, declarou recentemente, numa entrevista ao repórter Eliot Kleinberg, do Palm Beach Post, de Miami.

A Revista Ufo teve acesso a esta e a outras recentes entrevistas do autor, que confirmam aquilo que já se sabia: vários astronautas norte-americanos não querem mais atender às determinações da NASA para se calarem diante do que sabem sobre discos voadores e seres extraterrestres. Quase todos eles, tendo operado nas mais variadas missões espaciais, tanto orbitais terrestres como de vôo à Lua, fizeram observações de UFOs – e alguns tiveram contatos até mais próximos com o fenômeno. O mesmo aconteceu com os cosmonautas russos, que começaram a revelar o que sabem há bem mais tempo que seus colegas norte-americanos [Veja cobertura completa em Ufo 83].

A transformação de Mitchell não é recente. Desde seu retorno do espaço, quando fez parte da missão Apollo 14, em fevereiro de 1971, o astronauta já demonstrava ter adquirido o que ele próprio chama, hoje, de “uma maior consciência”. Mitchell pisou na Lua no dia 05 daquele mês, sendo piloto do módulo lunar ao lado do comandante da missão, Alan Sheppard Júnior, e de Stuart Roosa. Durante o vôo espacial, segundo fontes, ele teria feito diversos experimentos de telepatia, tentando manter um diálogo mental com pesquisadores do tema, na Terra. “Temos que expandir nossos horizontes, embora tal processo nos apresente mais perguntas do que respostas”, declarou ao voltar do espaço. De fato!

O recente livro de Edgar Mitchell, The Way of the Explorer: An Apollo Astronaut’s Journey Through the Material and Mystical Worlds [O Caminho do Explorador: A Jornada de um Astronauta da Apollo Através de Mundos Materiais e Místicos, ainda sem tradução no Brasil], despertou imensa polêmica quando foi publicado, em 1996. A obra foi conjunta com o autor Dwight Williams. Nela, Mitchell declara textualmente sua crença na multiplicidade da vida no universo. O livro contém a base da filosofia de trabalho do Instituto de Ciências Noéticas (ICN), que o astronauta fundou nos Estados Unidos. Segundo ele, a inspiração para criar o ICN surgiu-lhe quando viu a Terra a partir de uma órbita elevada. Isso o teria conduzido no sentido de buscar respostas espirituais para os fatos materiais da vida.

O Bom, o Mal e o Feio — Ativíssimo no movimento ufológico mundial, Mitchell é uma voz que não se cala quando está em jogo a credibilidade da Ufologia. Em ocasião recente, ao ter seu nome usado inapropriadamente pelo ufólogo norte-americano Steven Greer, fundador do polêmico e combatido Disclosure Project [Projeto Abertura], fez duras críticas aos integrantes da Ufologia daquele país que buscam respostas fáceis e notoriedade na imprensa às custas do trabalho alheio. O recado para Greer foi contundente. Mitchell, que já havia feito parte do projeto, viu seu desenvolvimento divergir da proposta inicial e não concorda que o Disclosure hoje beneficie seu fundador, em detrimento de uma conduta lícita na Ufologia. Por causa dessa atitude, o astronauta foi recentemente incluído na lista O Bom, o Ruim e o Feio da Ufologia Norte-Americana, que está publicada no site AQUI.


Pelo menos, um UFO já se acidentou na Terra e foi resgatado por militares norte-americanos, que o desmontaram para conhecer seu funcionamento.
— Edgar Mitchell


A lista – uma paródia de um filme de faroeste dos anos 60, que tinha Clint Eastwood e Lee Van Cleef no elenco – é uma iniciativa dos ufólogos dos EUA que policiam constantemente o meio, sempre denunciando a atuação pouco recomendável de ufólogos sem credibilidade. Apenas a título de curiosidade, entre os classificados como “bons ufólogos” estão, ao lado de Mitchell, o expert em círculos ingleses Colin Andrews, o piloto comercial James Courant, o presidente do National UFO Reporting Center (NUFOC) Peter Davenport e o professor de psiquiatria da Universidade de Harvard John Mack. Entre os “maus” estão listados Walter Andrus, ex-diretor da Mutual UFO Network (MUFON), e Derrel Sims, que alega (sem nunca ter provado) ter sido agente da CIA e especialista em implantes alienígenas. E entre os “feios” estão Michael Hesemann, ex-editor da revista alemã Magazin 2000, e Bob Oechsler, conferencista.

Mesmo que possa ser considerada como uma forma de reconhecimento por sua atuação, a lista não envaideceu Edgar Mitchell. Pelo contrário, o astronauta acha que iniciativas como essa acabam por distrair a opinião pública do verdadeiro âmago da questão ufológica. E tal distração é altamente prejudicial. O fato é que Mitchell, em algum lugar do espaço sideral, experimentou um despertar cósmico que mudou sua vida. “Passei horas olhando para fora da janela da Apollo 14”, declarou a Kleinberg, do Post. “Isso ampliou meus horizontes”. Desde então, fundou o ICN para estudar o inexplicado, escreveu seu livro e se mantém ocupado num intenso circuito de conferências. “Há muitas pessoas como eu, questionando, desafiando, mantendo uma mente aberta acerca do inexplicado”.

Deserto Cósmico — Edgar Mitchell fez doutorado em aeronáutica e astronáutica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1964. Foi capitão da Marinha dos EUA durante 20 anos e teve papel decisivo na operação que resultou no salvamento da Apollo 13, avariada em órbita da Terra, em 1970. Enquanto muitos de seus companheiros dos anos 1960 permanecem quietos quanto às experiências ufológicas que tiveram, Mitchell, hoje com 73 anos, não economiza palavras para descrever o quão importante considera, para toda a humanidade, descobrir-se apenas um grão de areia num incomensurável deserto cósmico, repleto de outros grãos semelhantes, cada um uma civilização alienígena ainda por ser contatada.

Morando numa fazenda, cuja casa, enorme, é abarrotada de livros, esculturas, pinturas e fotografias, Mitchell tem tempo para dedicar-se a escrever mais um livro, que espera lançar no ano que vem. Seu interesse vai além da astronáutica e da Ufologia. Em sua residência, o item que mais chama atenção, ao lado de placas e memórias da sua carreira na NASA, é uma tapeçaria curda que comprou na Turquia, em 1982, durante uma missão científica para encontrar documentos e artefatos dos nestorians, uma seita antiga cristã. O astronauta tem fascínio por história e extintas civilizações, e devora toda obra literária que traga informações sobre a origem do ser humano terrestre e sua trajetória cósmica. “Nossa vida não se resume a essa breve passagem pela Terra. Há mais, muito mais”, garante.

Edgar Mitchell na época da missão Apollo 14.
Nascido na época da depressão econômica dos EUA, no oeste do Texas, Mitchell cresceu numa fazenda em Artesia, Novo México. Um dia, indo para a escola, perto de Roswell, viu Robert Goddard lançando foguetes experimentais que ele mesmo fabricava. Goddard é hoje considerado o precursor dos modernos foguetes. Desde aquele tempo, Mitchell já era curioso para saber ao certo o que teria acontecido em Roswell, a modesta cidade desértica que ficou mundialmente conhecida, quase 20 anos depois, como o local da queda de uma nave alienígena, em junho de 1947. Ele estava num navio da Marinha dos EUA no Oceano Pacífico, em 1957, quando os soviéticos chocaram o mundo lançando o Sputnik e começando a corrida espacial. Decidiu então, com apenas 27 anos, engajar-se no incipiente programa espacial da NASA. “Desde aquele momento eu soube que os humanos não poderiam estar tão atrasados que não pudessem se aventurar pelo espaço”. E foi seguir seus instintos.

Começou a voar com 13 anos e obteve sua licença de piloto aos 16. Depois da faculdade, alistou-se na Marinha e atuou em missões de combate na Guerra da Coréia. Conquistou duas graduações com louvor, antes de entrar para o MIT, onde defendeu como tese um trabalho que simulava uma missão para Marte – em 1964. Mitchell juntou-se ao corpo de astronautas na NASA dois anos mais tarde, em 1966. Menos de 10 meses depois, três de seus colegas foram vaporizados por uma bola de fogo que surgiu da explosão da Apollo 1, durante seu trágico lançamento. “O programa espacial era um negócio arriscado e sabíamos disso. Uma pessoa não pode perder seus amigos e não ser afetado”, declarou. Mas mesmo assim não desistiu.

Apesar do acidente, o programa espacial continuou e Mitchell especializou-se na operação do módulo lunar, a parte mais complexa de uma viagem à Lua. Seu papel na missão consistia em desatracar o módulo do foguete, ainda em órbita de nosso satélite, e pousá-lo suavemente em sua superfície. E depois, coisa mais complicada ainda, decolar da Lua e reatracar-se no foguete, quando então volta à Terra. Mitchell estava escalado para a desastrada missão Apollo 13, mas foi preterido para a seguinte. Assim, juntou-se à equipe da Apollo 14, que durou vários dias entre a ida à Lua, pouso e retorno, descendo no Oceano Pacífico em 09 de fevereiro de 1971.

Como ocorreu nos dias negros após os desastres dos ônibus espaciais Columbia e Challenger, as missões à Lua da década de 70 também estavam atrasadas por causa da crise da Apollo 13. Mitchell sabia que sua responsabilidade seria tremenda, na Apollo seguinte. “Se o resultado da missão fosse qualquer coisa que não um sucesso total, a NASA teria dificuldades em readquirir a confiança do público e do governo em favor do programa espacial”.

33 Horas e Meia — Ele estava certo. Mesmo com atraso, finalmente, a Apollo 14 subiu e foi exemplarmente bem sucedida. Pouco tempo depois, cortes no orçamento da agência espacial determinariam o cancelamento das missões Apollo 18, 19 e 20 – a Apollo 17 foi a última. Mitchell e Alan Sheppard passaram 33 horas e meia na Lua. Foi Sheppard quem deu uma tacada de golfe no planeta – a primeira jogada cósmica do esporte. Mitchell, sem que os demais tripulantes da Apollo 14 soubessem e seus superiores na NASA autorizassem, realizou diversos experimentos secretos de emissão e recepção telepática e outros testes de percepção extra-sensorial.

“Estava ciente de que poderia ter problemas, mas achei que devia arriscar, pelo bem da ciência”, disse. Assim, por quatro vezes, a bordo, focalizou sua mente em números, que tentou transmitir telepaticamente. Descobriu posteriormente que os testes deram positivo em 35 de 400 vezes, o que realmente não constitui uma façanha. Depois do retorno da Apollo 14, um dos participantes vazou os testes para a imprensa, mas Mitchell não sofreu represálias, pois a NASA achou um meio de capitalizar isso em seu favor.


É uma irracionalidade acreditar que a Terra seja o único lugar no Universo a abrigar vida inteligente, embora não creio que haja vida em qualquer ponto
do Sistema Solar
- Edgar Mitchell


Mas foi outra experiência que ele teve durante sua navegação de retorno à Terra que mudaria sua vida. Finalmente, em 1996, Mitchell revelou que experiência foi em suas memórias, The Way of the Explorer. “O que vivenciei durante aqueles dias de viagem de volta para casa não era nada menos do que um senso de conectismo universal”, referindo-se ao que ele descreveu como uma religação sua com o Cosmos. “Na verdade, senti um êxtase de unidade com o espaço”. Mitchell escreveu que nossa ação como viajantes espaciais e a existência do próprio universo não era acidental, mas que havia uma lógica inteligente por trás disso. “Percebi que o universo é, de algum modo, consciente”. Um ano e meio depois, em 1972, Mitchell deixou a NASA e a Marinha. O programa da Apollo havia terminado, o Space Shuttle o substituiria dali uma década e ele decidiu que mudaria radicalmente sua vida, colocando em prática aquilo que o impulsionava.

Vivências Extra-Sensoriais — Começou a pesquisar literatura mística, incluindo religiões hindus e budistas, e acabou conseguindo vívidas experiências transcendentais. Entre elas, a samadhi, palavra que em sânscrito descreve uma espécie de estado de consciência e unidade total. Mitchell garante que todas as formas de religiões tradicionais têm fortes conteúdos que podem levar o indivíduo a ter vivências extra-sensoriais, como a clarividência, por exemplo, e outros feitos supostamente sobrenaturais. “Mas eles não têm nada de extraordinário e estão dentro da capacidade de todas as pessoas. A maioria das experiências denominadas místicas e espirituais são parte das propriedades de todo organismo vivo”. Assim, em janeiro de 1973, vendo a necessidade de ampliar a difusão que já vinha fazendo de tais conceitos, fundou o Instituto de Ciências Noéticas [Mente em grego].

A entidade não tem fins lucrativos e elenca cientistas, filósofos e estudantes religiosos. O ICN investiga os eventos psíquicos e espirituais com fundamentação científica avançada. Mitchell atua na organização como consultor e preside seu conselho de administração. Sua meta é levar os conceitos que expõe para fora do reino da ficção ou da aberração e trazê-los para a perspectiva científica. Ele também atua como consultor da entidade baseada em Las Vegas National Institute for the Discovery of Science [Instituto Nacional para a Descoberta da Ciência, NIDS], fundado pelo milionário do ramo hoteleiro Bob Bigelow, um aficcionado por Ufologia e astronáutica que pretende lançar o primeiro hotel especial [O NIDS é a entidade que adquiriu a fazenda no Estado de Utah onde os fenômenos descritos em artigo dessa edição são investigados. Veja o texto de George Knapp].

Até mesmo quando Edgar Mitchell busca paz interior, sua vida pessoal nem sempre é tão calma quanto gostaria. Enfrentou divórcios e processos de paternidade impetrados por suas ex-namoradas. Mas nada disso o afastou de seu caminho. Mudando-se para Palm Beach, na Flórida, ainda em 1972, Mitchell fez amizade com G. Pope, então editor do The National Enquirer, e fundou jornais tablóides em Lantana, no mesmo Estado. O trabalho de Mitchell no Enquirer era coordenar, com suas conexões no mundo psíquico, trabalhos que pudessem trazer esclarecimento sobre a paranormalidade. Ufologia viria em seguida. Hoje, Mitchell vive de sua aposentadoria da Marinha, dos royalties do seu livro e de suas conferências. Ele diz que o que o incomoda é que, durante os últimos 3.000 anos, temos nos perguntado quem somos, como chegamos aqui e para onde vamos? “E se não agirmos rápido numa tentativa de conhecer nossos visitantes, continuaremos com as mesmas indagações por muito mais tempo”.


O que Edgar Mitchell fala sobre...

por Eliot Kleinberg

A CHALLENGER E O COLUMBIA
“Durante os últimos 20 anos, a NASA estabeleceu dias de trabalho para as missões espaciais. Isso é importante, mas não excitante. Levou à construção acelerada da Estação Espacial Internacional, mas tirou o brilho que havia na conquista do espaço. Entretanto, agora, está recuperando isso com novas missões a Marte e projetos de futuras missões tripuladas para explorar a Lua e o Planeta Vermelho”.

NASA ANTES E AGORA
“Quando trabalhei na agência, do começo dos anos 1960 até meados da década seguinte, havia mais excitação, mais sensação de aventura. Nossas equipes eram mais dedicadas, unidas e motivadas. Tal motivação durou até o programa Apollo e hoje já não é tão intensa. De qualquer forma, não estávamos cientificamente prontos, naquela época, para ir mais fundo no espaço”.

MISSÃO TRIPULADA A MARTE
“A recente proposta do presidente George W. Bush, de enviar uma missão a Marte, me surpreendeu imensamente. Pode ser apenas um golpe de marketing dele, mas estou seguro de que um dia teremos mesmo que ir até lá. Isso acontecerá no devido tempo, é claro. Sem atropelo. Pessoalmente, acho que é apenas um blefe de Bush em ano de eleição, mas não quero diminuir a importância de se ir para a Lua e a Marte. Isso será algo muito sério e o faremos, cedo ou tarde. Mas duas coisas são fundamentais para tanto: um bom orçamento e muita cooperação internacional. E não estamos próximos de nenhuma delas”.

VIDA EM OUTROS PLANETAS
“É uma irracionalidade acreditar que a Terra seja o único lugar no Universo a abrigar vida inteligente. Não creio que haja vida em qualquer ponto do Sistema Solar, pelo menos no presente momento. Sabemos bastante sobre esses planetas para dizermos isso. Porém, não sabemos se eles tiveram algum tipo de vida no passado. De qualquer forma, noutros sistemas estelares, a vida inteligente é óbvia”.

ALIENS VISITANDO A TERRA
“Não tive nenhum contato frente-a-frente com ETs, mas estou convencido de que muita gente em nosso mundo tem tido. E essas pessoas não estão mentindo. Não creio que nossos visitantes sejam hostis e o fantástico número de pessoas que alegam ter sido seqüestradas por alienígenas confirma isso. Mas o grande público ainda ignora o que está acontecendo, o que é da maior gravidade. Não se pode negar que alienígenas estejam nos visitando e coletando amostras terrestres para pesquisa”.

ACOBERTAMENTO UFOLÓGICO
“Nós estamos sendo enganados e a verdade está sendo encoberta. Mas isso mudará rapidamente. Há 50 anos essa política de sigilo aos UFOs tinha uma razão militar e estratégica. Agora, não. Tal jogo governamental é pantanoso, sujo e burocrático. Isso tem que ser acabado e será. Os ufólogos não se calam e têm a seu favor o fato de que o Fenômeno UFO está em constante evolução, inquieto, aumentando a cada dia. Não se pode mais tapar o Sol com a peneira. No entanto, a revelação da verdade deve ser gradativa, senão sacudirá e abalará nossos alicerces”.

QUEDAS DE UFOs
“Elas já aconteceram mais de uma vez. As naves acidentadas foram levadas para a Área 51, uma base militar secreta no Deserto do Nevada. Lá os cientistas estudam os discos voadores resgatados e, em ocasiões em que havia tripulações vivas, estas foram tratadas. Quando foram encontradas mortas, seus corpos foram examinados por especialistas. Isso tudo me foi dito por gente “de dentro”, de confiança, mas não posso revelar seus nomes. Um caso notório é a queda de Roswell, em 1947. Fui informado de que alguns alienígenas foram encontrados ainda com vida”.

ORIGEM DA VIDA NA TERRA
“Há muitas contradições e teorias confusas no meio, sobre esse assunto. Desde Erich Von Däniken temos visto autores defenderem que temos ligação com civilizações extraterrestres. Muitos livros descrevem passagens bíblicas e histórias de povos ancestrais que teriam recebido visitas de alienígenas. Seria uma loucura? Creio que não. Há algo de verdadeiro nisso. O gênero humano teria sido criado geneticamente por outras civilizações ou por visitantes de outros planetas? Pode ser, mas ainda não vi validação para essa teoria. Pelo menos até agora”.

Fonte: Revista UFO

Assista ao documentário Out Of The Blue (Legendado), onde Mitchell fala abertamente sobre a experiência com alienígenas na missão Apollo: