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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

ASTRONAUTAS foram FORÇADOS a Não Falarem sobre CONTATO com OVNIs e EXTRATERRESTRES?

O artigo abaixo, escrito por Douglas Herman e publicado no site alien-ufo-sightings.com, relata um tema já comentado aqui e em outros sites que tratam estes assuntos com seriedade e respeito, contudo dessa vez trazendo informações muito interessantes ainda não publicadas por este canal:


"Em nenhum momento, quando os astronautas estavam no espaço estavam sozinhos: havia uma vigilância constante por OVNIs." – Scott Carpenter, astronauta da NASA

Buzz Aldrin é um homem brilhante. Não é simplesmente notável por seu intelecto, mas por ser um homem profundamente espiritual. Desde há muito aposentado, o coronel Aldrin agora orbita as dimensões mais íntimas de sua mente, um universo secreto tão profundo e misterioso quanto o alcance da Lua.

Como um jovem militar, meu caminho levou-me a um encontro próximo com o coronel Aldrin, há mais de 30 anos. Como motorista de um carro com um rádio, servi na Base da Força Aérea Lackland quando o coronel Aldrin estava passando por uma série de testes lá. Uma tarde, meu rádio trouxe a mensagem de que o coronel Aldrin precisava ser levado para Wilford Hall, o grande hospital da base. Infelizmente, meu carro não foi escolhido. Muitas vezes eu me perguntei se a ‘crise nervosa’ que este astronauta notável sofria foi devido à pressão do governo ou não. Eu acho que foi.

Por que o coronel Aldrin sofreu uma ‘crise nervosa’ naquele momento? O peso da celebridade súbita, certamente. “Endeusamento” pela imprensa e massas adoradoras. Mas havia algo mais.

De acordo com Fred Steckling, autor do livro, We Discovered Alien Bases on the Moon II (Descobrimos Bases Alienígenas na Lua II), Aldrin poderia ter tido a intenção de proclamar a verdade do que viu. Muito provavelmente, os funcionários do Pentágono e da Casa Branca, receosos como sempre, o teriam persuadido, convencido ou ameaçado para não fazê-lo.

De acordo com Steckling:

"Esta é uma lista de fatos que aprendi de vários indivíduos que trabalham, ou que trabalharam, ou que estavam vinculados com a NASA de alguma forma ao longo dos anos. Por razões óbvias, agora não usarei seus nomes reais. A lista abaixo representa algumas das informações de três pessoas: uma atualmente está trabalhando em  missões para a NASA no Departamento de Defesa (​​DOD), outro que começou a trabalhar com a NASA e o DOD quando o JSC (Johnson Space Center) foi construído.
O terceiro é um cientista que trabalhou na NASA e outras instalações, e com Edward Teller.
Há edifícios na Lua. Há equipamentos de mineração na Lua.
Fotos, fotos da NASA, existem, as quais mostram claramente ambos. Centenas, mas provavelmente milhares, de fotos da NASA foram adulteradas. Especificamente, pelo uso cuidadoso de um aerógrafo, discos voadores e outros OVNIs podem ser removidos e, em seguida, a foto é liberada para o público e / ou imprensa.
O filme feito pelos astronautas mostra claramente OVNIs, OVIs, Veículos Alienígenas, etc. A NSA (Agência Nacional de Segurança) filtra todas as fotos antes de serem divulgadas ao público. Tudo o que a NASA liberou foi monitorado de perto por pelo menos uma cultura ‘alienígena’.
A NASA sabia sobre a atividade ‘alienígena’ na Lua antes que Armstrong, Aldrin e Collins lá pisassem. Edwin Aldrin, a um dado momento, encontrou evidências de que não éramos os primeiros a chegar na Lua. Depois de ver e tirar fotografias de pegadas no solo lunar (Aldrin), viu os seres que fizeram as pegadas (o relatório e as transcrições das conversas entre os astronautas não foram claras se Aldrin teve contato físico e / ou mental com as entidades).
Os veículos alienígenas voaram a menos de 15 metros de um veículo espacial dos EUA durante uma órbita terrestre completa e, em seguida, o VA partiu; novamente enquanto Aldrin estava presente. ‘Buzz’ Aldrin teve uma ataque nervoso por causa desses eventos e devido a pressão para não falar. Houve 22 mortes (muitos ‘suicídios’) no JSC em Houston. Nenhum astronauta que tenha visto AV ou ETs tem permissão para falar sobre isso, mesmo entre eles. Se o fizerem e forem pegos, eles podem ser multados, humilhados publicamente, presos ou terem todas as pensões e futuros salários retirados."

Quanto do relato acima é ficcional e quanto é fato? Somente aqueles que foram para a Lua e regressaram sabem com certeza. Há muitos relatos de segunda mão e supostas conversas, (pesquise no Google sobre Avistamentos de OVNIs por Astronautas), onde ambos, Aldrin e Armstrong, declaram em termos inequívocos que viram enormes naves e outros sinais de ocupação alienígena da Lua.

Return to Earth (Retornar à Terra), a autobiografia de Aldrin, conta sua luta com a depressão e alcoolismo após sua longa e dedicada carreira na USAF e na NASA. A NASA, a CIA e o Pentágono obrigaram o coronel Aldrin (e todos os outros astronauta) a ocultar o que viram na Lua? Quanto disso contribuiu para os problemas mentais de Aldrin?

Algum tempo atrás, o Science Channel exibiu um programa chamado ‘First on the Moon: The Untold Story‘ (Primeiro na Lua: A História Não Contada). Um segmento descreveu um encontro com OVNI que os astronautas do Apolo 11 testemunharam durante o vôo para a Lua. Aldrin falou de algo que viu.

Dave Stone escreveu:

"Para o meu melhor conhecimento, esta é a primeira vez que Buzz Aldrin, um astronauta Apolo 11, já relatou publicamente qualquer experiência de OVNI associada à missão lunar Apolo 11."

Buzz Aldrin observou:

"Havia algo lá fora, que estava perto o suficiente para ser observado, e o que poderia ser? … Mike (Collins) decidiu que poderia ver aquilo no telescópio e ele conseguiu, e quando estava em uma determinada posição, que tinha uma série de elipses, mas quando você o colocava em foco, era uma forma de L."

O cientista sênior da NASA, Dr. David Baker, disse:

"A NASA sabia muito pouco, hum, o objeto relatado pela equipe Apolo 11. Era obviamente um objeto voador não identificado. Mas tais objetos não eram incomuns e a história dos vôos espaciais na órbita terrestre nos anos anteriores indicou que várias tripulações viram objetos."

Aldrin observou:

"Agora, obviamente, nós três não íamos declarar, “Hey Houston, temos algo se movendo ao nosso lado e nós não sabemos o que é”. Não estávamos prestes a fazer isso, porque sabíamos que essas transmissões seriam ouvidas por todos os tipos de pessoas e quem sabe o que alguém teria exigido que voltássemos por causa dos alienígenas, ou seja qual for o motivo, então não o fizemos, mas decidimos apenas perguntar cautelosamente a Houston, onde, e o quão longe estava o S-IVB."

O S-IVB serviu como terceiro estágio do foguete Saturno V e segundo estágio no Saturno IB. Possuia um motor J-2. Para a missão lunar ele foi usado duas vezes: primeiro para a inserção em órbita após o corte do segundo estágio, e depois para a injeção trans lunar (TLI). Naquele momento, a NASA relatou que o estágio estava a 6.000 milhas (9.600 km) atrás.

Aldrin respondeu:

"E depois de alguns momentos decidimos que, após o observarmos (OVNI), era hora de dormir e não falar mais sobre isso até que voltássemos e passássemos pelo interrogatório."

Talvez um dia, um astronauta vivo, um herói se apresentará e, francamente, dirá o que viu e pelo que passou.

Um proeminente pesquisador de OVNI observou:

'Um desses caras – mais cedo ou mais tarde – tem que vir ao público. Este é um acobertamento cósmico da ordem mais alta."

O cientista da NASA, David Baker, disse:

"Havia muitas pessoas dentro do programa que saíram mais tarde e se convenceram de que os OVNIs existiam. Isso causou alguma preocupação por parte da NASA, onde eles conseguiram um acordo da equipe para nunca falar publicamente sobre essas coisas, por medo da ridicularização."


Assista abaixo um vídeo de uma entrevista como finado astronauta da NASA, Gordon Cooper, onde ele relata duas de suas experiências onde avistou OVNIs (Para informações de como ativar a legenda em português, embora esta não seja precisa, clique aqui):


E a lista de astronautas que viram OVNIs não para por aí. São muitos mais, e abaixo está um artigo que fala de mais alguns que se  manifestaram, entre muitos que ainda se mantêm em silêncio:


Alguns avistamentos de OVNIs / UFOs por astronautas da NASA

Em 12 de setembro de 2006, um objeto anômalo é visto sendo refletido no visor do astronauta Joseph R. Tanner, da missão STS-115, enquanto ele acenava para uma câmera digital da sua colega astronauta, Heidemarie M. Stefanyshyn-Piper.

Toda a informação a respeito de alienígenas pode ser bem aceita a um público selecionado, mas para aqueles que não crêem, a história de astronautas da NASA que avistaram OVNIs pode vir como surpresa.  Um site anônimo, com o domínio syti.net, bem como vários outros sites na Internet, documenta vários astronautas que alegadamente fizeram declarações de terem encontrado OVNIs durante seu trabalho.

O Major Gordon Cooper foi um dos primeiros astronautas da missão Mercury e o último a voar no espaço sozinho.  Cooper deixou uma importante mensagem para a estação de rastreamento, Muchea, perto de Perth, na Austrália.  O astronauta relatou um avistamento de um objeto com brilho verde se aproximando de sua cápsula.  O OVNI foi detectado pelo seu radar, mas Cooper foi aconselhado a não comentar sobre o avistamento.  Ele também afirmou ter visto um outro OVNI, quase uma década antes do seu voo espacial, quando estava pilotando um Sabrejet F-86 sobre a Alemanha ocidental.  Cooper falou para as Nações Unidas, e em muitas ocasiões disse que os astronautas “vivem em segredo porque os Estados Unidos temem a reação da população”.

A luz verde surgiu novamente numa recente reportagem da CNN, no dia dois de janeiro de 2014.  Tom Watkins, da CNN, reportou sobre um agroglifo elaborado que foi encontrado na propriedade de um fazendeiro na Califórnia, a somente duas horas de carro ao sul de São Francisco.  Luzes verdes foram vistas e gravadas por um observador.  Muitas pessoas especulam entre o caso de serem alienígenas ou algo forjado. Porém, o agroglifo circular é similar em descrição à maioria de relatos de casos de OVNIs

Outros avistamentos de OVNIs de astronautas da NASA incluem o de Donald Slayton, que também foi um astronauta da missão Mercury.  Ele alega ter visto um OVNI durante um voo num caça P-51, em 1951, sobre Minneapolis. Primeiramente o objeto parecia para ele como uma pipa, mas logo deu para ver que objeto tinha a forma de disco.  Ele perseguiu o objeto até que o mesmo desapareceu.

O Major Robert White, em 1962, também relatou um avistamento de OVNI.  White estava testando um X-15 que também foi pilotado por Joseph A. Walker no mesmo ano.  Walker foi um piloto da NASA, cuja tarefa era a de realmente detectar OVNIs.  Ele alega ter filmado muitos avistamentos, embora as filmagens nunca foram liberadas.

Em 1973, o comandante da Missão Apolo 17, Eugene Ceman, declarou num artigo para o Los Angeles Times, que os OVNIs eram de “diferentes civilizações“.

Edward Higgins White (o primeiro estadunidense a fazer uma “caminhada espacial”) e James Mcdivitt em 1965, tiraram fotos de um OVNI metálico com longos braços.  Uma pessoa poderia imaginar que este era somente um objeto de outro país mais avançado.  Porém, mais astronautas relataram sobre a possibilidade de vida extraterrestre.

James Lovell e Frank Borman reportaram por rádio, enquanto no espaço durante seu voo de 14 dias em 1965: “Bogey, às 10 horas, ao alto“, ou seja: “Aeronave não identificada, ligeiramente à esquerda, numa posição elevada“.

Em 1969, Neil Armstrong e Edwin Aldrin relataram uma misteriosa experiência na Lua.  Abaixo, uma transcrição do que se alega ter sido transmitido:

NASA: O que está lá?  Controle da missão chamando Apolo 11.
Apolo 11: Estes ‘bebês’ são grandes, senhor!  Enormes!  Oh meu Deus!  Você não vai acreditar nisso!  Estou lhe dizendo que há outras espaçonaves lá, alinhadas no lado oposto da beira da cratera!  Eles estão na Lua nos vigiando!

Armstrong alegou que havia uma base na Lua e ele foi alertado pelos alienígenas a não permanecer por lá.  Ele não entrou em detalhes, mas indicou que a CIA estava por detrás do acobertamento.  Maurice Chatelain, em 1979, ex-Chefe de Sistemas de Comunicação da NASA, confirmou que Armstrong teria mesmo relatado ter visto os OVNIs.  Chatelain falou sobre o codinome ‘Santa Claus’ (Papai Noel), que começou a ser usado como resultado de Walter Schirra, da missão Mercury 8, ter atribuído o nome para qualquer avistamento de OVNI.  James Lovell deu continuidade a este termo e o declarou numa transmissão para que todo o público escutasse: “Por favor estejam informados que Papai Noel existe“.

Scott Carpenter, um astronauta, mergulhador e piloto de testes, foi um dos primeiros astronautas do Projeto Mercury da NASA, em 1959.  Ele teria declarado: “Em momento algum, quando os astronautas estavam no espaço, eles ficaram sós.  Havia uma constante vigilância pelos OVNIs“.

– Texto de Lindsey Alexander, traduzido e adaptado por n3m3 (OVNIHoje)

O histórico das missões espaciais, tanto estadunidenses quanto russas, estão repletas de relatos de OVNIs se aproximando dos astronautas/cosmonautas.  Certamente, estes indivíduos altamente treinados não iriam sair por aí inventando estórias.  A realidade é que há mesmo um fenômeno ainda não explicado, pelo menos para a população em geral, que para as missões espaciais ocorre desde seu início na década de 1950, e continua a ocorrer ainda nos dias de hoje.

Quem assiste constantemente a transmissão ao vivo pela Internet da Estação Espacial Internacional, pode muito bem respaldar este fato.  É só uma questão de tempo até que um objeto anômalo apareça no vídeo e a NASA corte a transmissão com sua famosa tela azul.

Fonte1

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Campo Magnético da Terra está Mudando e isso Vai Afetar Tua Vida


Um dia, em 1905, o geofísico francês Bernard Brunhes trouxe de volta para seu laboratório algumas rochas que tinha desenterrado de uma estrada recém-aberta perto da aldeia de Pont Farin.

Quando ele analisou suas propriedades magnéticas, ele estava espantado com o que elas mostraram: Milhões de anos atrás, os pólos magnéticos da Terra estava em lados opostos do planeta. O Norte era o Sul e o Sul era o Norte.

A descoberta indicava uma anarquia planetária. Os cientistas não tinham como explicar isso.

Quando os pólos mudarem de lugar novamente, as consequências para as infra-estruturas elétricas e eletrônicas da nossa civilização serão terríveis. A questão é quando isso vai acontecer.

Hoje, sabemos que os pólos mudaram de lugar centenas de vezes, mais recentemente 780.000 anos atrás.

(Às vezes, os pólos tentar reverter posições, mas, em seguida, pulam de volta no lugar, no que é chamado uma excursão. A última vez foi cerca de 40.000 anos atrás.)

Na últimas décadas, geofísicos têm tentado responder a essa pergunta através de imagens de satélite e de matemática.

Eles descobriram como olhar nas profundezas da Terra, até a borda do núcleo derretido, metálico, onde o campo magnético está continuamente sendo gerado. Acontece que o dipolo – o campo magnético de dois pólos para o qual nossas bússolas reagem – está sob ataque vindo de dentro.

Os últimos dados de satélite, a partir do trio Swarm da Agência Espacial Europeia, que começaram a enviar dados em 2014, mostram que uma batalha está sendo travada na borda do núcleo. Como facções planejando um golpe, aglomerados de ferro fundido e de níquel estão ganhando força e drenando a energia do dipolo.

O pólo norte magnético está na corrida, um sinal de turbulência reforçada e imprevisibilidade. O grupo no Hemisfério Sul já ganhou vantagem sobre cerca de um quinto da superfície da Terra. Uma revolução está se moldando.

Se esses blocos magnéticos ganharem força suficiente e enfraquecerem o dipolo ainda mais, eles vão forçar os pólos norte e sul de trocarem de lugar.

Os cientistas não podem dizer com certeza se está acontecendo agora – o dipolo poderia combater os intrusos. Mas eles podem dizer que o fenômeno está se intensificando e que não se pode descartar a possibilidade de que uma reversão está começando.

É hora de acordar para os perigos e começar a preparação.

Esta animação mostra o movimento do pólo norte magnético em intervalos de 10 anos de 1970 a 2020. As linhas vermelhas e azuis indicam “declinação”, a diferença entre o norte magnético e o norte verdadeiro, dependendo de onde se está de pé; na linha verde, uma bússola apontaria para o norte verdadeiro. – NOAA National Centers for Environmental Information

O campo magnético da Terra protege o nosso planeta dos raios solares e cósmicos perigosos, como um escudo gigante. Quando os pólos trocam de lugar (ou tentam), esse escudo é enfraquecido; os cientistas estimam que ele poderia perder no mínimo um décimo de sua força habitual.

O escudo pode ficar comprometida por séculos, enquanto os pólos se movem, permitindo que a radiação maléfica chegue mais perto da superfície do planeta durante aquele período.

Mudanças dentro da Terra já enfraqueceram o campo sobre o Atlântico Sul, tanto que satélites expostos à radiação resultante tiveram falhas de memória.

Essa radiação não está atingindo a superfície ainda. Mas em algum ponto, quando o campo magnético diminuiu o suficiente, poderá ser uma história diferente.

Daniel Baker, diretor do Laboratório para Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder, um dos maiores especialistas do mundo sobre como a radiação cósmica afeta a Terra, teme que partes do planeta vão se tornar inabitáveis durante uma reversão.

Os perigos: fluxos devastadores de partículas do Sol, raios cósmicos galácticos, e os raios ultravioleta B aprimorados a partir de uma camada de ozônio danificada por radiação, para citar apenas algumas das forças invisíveis que poderiam ferir ou matar seres vivos.

O quão ruim poderia ser? Os cientistas nunca estabeleceram uma ligação entre as reversões de pólo anteriores e catástrofes como extinções em massa. Mas o mundo de hoje não é o mundo de 780.000 anos atrás, quando os pólos inverteram pela última vez, ou até 40.000 anos atrás, quando eles tentaram.

Hoje, existem cerca de 7,6 bilhões de pessoas na Terra, o dobro do que em 1970. Nós mudamos drasticamente a química da atmosfera e do oceano com nossas atividades, prejudicando o sistema de suporte de vida do planeta.

Os seres humanos têm construído cidades enormes, indústrias e redes de estradas, cortando o acesso aos espaços mais seguros para muitas outras criaturas. Temos empurrado, talvez, um terço de todas as espécies conhecidas em direção à extinção e colocamos em perigo os habitats de muitas mais. Adicione a radiação cósmica e ultravioleta a esta mistura, e as consequências para a vida na Terra podem ser calamitosas.

E os perigos não são apenas biológicos. A grande casulo cyber-elétrico que tornou-se o sistema de processamento central da civilização moderna está em grave perigo. Partículas energéticas solares podem romper através dos minúsculos componentes eletrônicos sensíveis do crescente número de satélites que circundam a Terra, danificando-os.

Os sistemas de cronometragem por satélite que governam  as redes elétricas estariam susceptíveis à falha. Transformadores da rede podem ser incendiados em massa. Porque as redes são tão fortemente acoplados uns com os outros, a falha poderia ocorrer por todo o globo, causando um efeito dominó com uma série de apagões que podem durar décadas.

Nesta animação, as linhas azuis indicam um campo magnético mais fraco, as linhas vermelhas um mais forte, e a linha verde a fronteira entre eles, em intervalos de 10 anos de 1910 a 2020. O campo está enfraquecendo na América do Sul, e  a área vermelha sobre a América do Norte está perdendo força. – NOAA National Centers for Environmental Information

Sem luzes. Sem computadores. Sem telefones celulares. Até mesmo dar a descarga num banheiro ou encher o tanque do carro de gasolina seria impossível. E isso é só para começar.

Mas estes perigos raramente são considerados por aqueles cujo trabalho é proteger o pulso eletrônico da civilização.

Mais satélites estão sendo colocados em órbita com a eletrônica mais altamente miniaturizados (e, portanto, mais vulneráveis). A rede elétrica se torna mais interligada a cada dia, apesar dos maiores riscos de tempestades solares.

Uma das melhores maneiras de proteger satélites e redes de clima espacial é de prever com precisão onde a força mais prejudicial vai atingir. Operadores poderiam desligar temporariamente um satélite ou desconectar parte da rede.

Mas o progresso em aprender a controlar o clima espacial prejudicial não se manteve com o ritmo do aumento exponencial de tecnologias que podem ser danificadas por ele.

E operadores de satélite privados não catalogando e compartilhando informações sobre como seus aparelhos eletrônicos poderão suportar a radiação espacial, uma prática que poderia ajudar a todos para protegerem seus equipamentos.

Temos alegremente construído infra-estruturas críticas da nossa civilização durante um tempo quando o campo magnético do planeta era relativamente forte, não levando em consideração a tendência do campo magnético para a anarquia.

O campo magnético não é só turbulento e ingovernável, mas, neste momento, é imprevisível. Ela fará do seu modo, não importa o que fazemos. Nossa tarefa é descobrir como fazer doer o menos possível.


domingo, 7 de janeiro de 2018

O Pentágono e a Intervenção Extraterrestre nos Testes Nucleares


O canal do Ocultos, do YouTube, publicou um vídeo que certamente será de interesse de todos que acompanham o fenômeno dos OVNIs, e pode causar muita controvérsia na área de comentários.

Veja:

No dia 22 de dezembro, o mundo foi surpreendido por um “show noturno” CRIADO PELO FOGUETE FALCON 9, após a sua descolagem, muitos moradores se assustaram e o governo americano deu satisfação antes dos testes pra encobrir o real motivo. E em 26 de dezembro, novamente a Rússia fez um teste de míssil balístico intercontinental. Estes lançamentos quase ao mesmo tempo não são uma coincidência e embora tenha sido dito que todos estes eventos não representam um risco para a humanidade, acredita-se que a verdadeira razão é preparar-se para uma guerra que vem do espaço.


Equador: Mar Recua e Deixa Habitantes Receosos

Crédito da imagem: David Lainez / Twitter.
Habitantes da localidade de Santa Rosa, na subdivisão Salinas da província de Santa Elena, e Bahía de Caráquez, em Manabi, todos na costa do Pacífico do Equador, ficaram alarmados no momento em que o mar recuou a mais de 100 metros da costa, informa Actualidad.RT .

Várias fotografias do fenômeno circularam nas redes sociais, que os usuários associaram ao que ocorre antes de um tsunami.

No entanto, o Instituto Oceanográfico da Marinha (Inocar) excluiu que fosse um tsunami. Em um comunicado, eles explicaram que até sexta-feira, 5 de janeiro, haverá marés de sicigia ou aguajes, e que foi precisamente isso que causou a retirada do mar.

De 2 a 5 de janeiro de 2018, houve um nível máximo de água que também coincide com o periélio (quando a Terra está mais próxima do Sol).

O comunicado ainda diz:

Essa coincidência, além dos fatores oceanográficos e atmosféricos que contribuíram para a diminuição do nível do mar, causou nestes dias em alguns setores da costa um recolhimento do mar, que não é comum.
Crédito da imagem: Noticiero 24 Horas.

Mas seria este realmente um fenômeno causado como resultado da Terra estar mais perto do sol?

E quanto a toda a água do oceano que desapareceu misteriosamente das praias no ano passado no Brasil, nas Bahamas, no Uruguai, no México, e também a água em muitos lagos e rios, como o Mississippi, lago da Geórgia, PA Lake que de repente desapareceu?


A água nos oceanos, lagos e rios simplesmente não desaparecem, a menos que algo esteja acontecendo, e não estão nos contando a verdade sobre esse “fenômeno”.

Muito provavelmente, o que está acontecendo aqui nesses casos é um fenômeno natural, embora muito incomum. Todavia, não custa ficarmos atentos, pois quando uma série de fenômenos incomuns, mesmo naturais, ocorrem em sequência, pode ser um alarme de que algo está desequilibrado.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ESPIRAL GIGANTE no Céu Assusta População na Russia - [VÍDEOS]


Internautas da Rússia estão relatando que viram luzes e objetos estranhos no céu, e muitos enviaram fotos, e até vídeos, evidenciando o evento.

Há muitas imagens desse objeto não identificado – o que muitos descreveram como um flash brilhante, seguido por um rastro de fumaça e um claro distúrbio no céu. As testemunhas dizem ter visto o que parecia ser uma estrutura pequena e brilhantemente iluminada, como uma pequena nave, que liderava a trilha. Quase como uma nave que caiu em chamas.

As imagens vêm de muitos ângulos diferentes e parecem apoiar o que os que descrevem no chão.


Os militares dizem que foi um teste de lançamento

Não surpreendentemente, o governo russo logo deu sua explicação oficial para o que aconteceu e assegurou aos interessados ​​que era apenas um teste de foguete.

Esta é provavelmente a explicação mais usada para OVNIs, e muitos não acreditam nisso. No entanto, mesmo que fosse um teste, isso ainda é motivo de grande preocupação. Por que os russos estariam testando um novo míssil balístico? Onde eles estão planejando usá-lo? Eles antecipam uma guerra em breve?

Devido aos conflitos recentemente entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, qualquer tipo de demonstração militar ou teste deve ser uma preocupação…

Poderia isto ser o início de uma nova Guerra Fria, enquanto as relações entre Moscou e Washington pioram?

Seja o objeto nessas fotos e vídeos de origem extraterrestre, ou apenas um sinal perturbador da tensão mundial moderna, isso é motivo de grande preocupação.


De acordo com o site Newsweek.com, o Ministério da Defesa Russa disse que lançou com sucesso um míssil Topol RS-12M, do local de lançamento Kapustin Yar. O míssil teria voado 1.900 quilômetros antes de atingir seu alvo num local de teste no Cazaquistão.

Bem, na verdade, quando se vê uma espiral no céu, pode significar que o míssil saiu de controle e começou a girar, fazendo assim esse espetáculo de luz. Então, se esse foi o caso, o suposto teste de míssil não obteve sucesso, salvo é claro que aquilo que começou a desenhar a espiral no céu tenha sido um dos estágios do míssil. Mas, como não sou perito no assunto, deixo esta questão para nossos leitores que possam nos elucidar quanto a isto.

Veja abaixo dois vídeos sobre o incidente. (Para informações de como ativar a legenda em português, embora esta não seja precisa, clique aqui):



E, para os que ainda não sabem, o este tipo de fenômeno já foi registrado várias vezes nos céus do mundo:

Teria uma espiral aparecido em Oaxaca, México, em março deste ano?


Fonte

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Batalha Mística da Grã-Bretanha na Segunda Guerra Mundial

Guerra e Magia têm sido companheiros de cama regulares desde o início dos tempos. Durante conflitos e em tempos de turbulência, vale tudo para superar os inimigos e derrotá-los. E se magia constitui uma espécie de trunfo ou arma secreta capaz de assegurar a vitória, com certeza valia a pena explorá-la. 

Neste septuagésimo sétimo aniversário da desesperada Batalha da Grã-Bretanha, este artigo analisa as formas como a Magia foi usada neste dramático momento da Segunda Guerra Mundial. Ao lado da Batalha Aérea que estava sendo travada nos céus durante o verão e o outono de 1940, houve outra batalha sendo disputada simultaneamente - uma Batalha Mística. Vamos ser claros - estamos falando aqui de "magia" no sentido oculto, não de "mágica", não há nada de conjuração ou ilusionismo, e sim rituais místicos e tradições ocultas. 

A Grã-Bretanha tem uma longa tradição de recorrer a magia quando os inimigos se apresentam e ameaçam a segurança de suas Ilhas. No início da Era Moderna, em Friar Bacon, um feiticeiro inglês teria desafiado um oponente saxônico para um duelo de magia no qual sua vitória garantiu a posse das ilhas. O lendário Rei Arthur teve suas mais importantes vitórias garantidas pelo seu fiel feiticeiro Merlin, contando ainda com o poder da espada mágica Excalibur. Saindo dos Mitos e investigando a realidade, temos casos de elementos sobrenaturais auxiliando governantes britânicos em vários momentos. 

Em 1588 o matemático, conselheiro e espião da Rainha Elizabeth I, o misterioso Doutor John Dee, supostamente conjurou um enorme vendaval para destruir a Invencível Armada e obrigá-la a retornar arruinada para a Espanha. Em 1807, a iminente invasão de Napoleão foi, segundo lendas, revertida por rituais místicos realizados por bruxas do Sul da Ilha Britânica que afetaram psicologicamente os franceses e os encheram de receio de atravessar o mar. A Primeira Guerra Mundial viu os Anjos de Mons, supostas figuras angelicais intervindo a favor dos britânicos e em um nível pessoal, muitos soldados acreditavam que carregar talismãs caseiros serviria para prevenir ferimentos e impedir a morte no campo de batalha.

A Segunda Guerra Mundial estava destinada a ser lutada em muitos níveis. Acima e além das maneiras conhecidas e testadas que envolviam disparar algum tipo de projétil contra o inimigo, ela viu o uso da manipulação da psicologia chegar a novas alturas como um meio de desestabilizar o outro lado. O astrólogo Louis de Wohl foi empregado pelos serviços de inteligência britânicos, cuja equipe também incluía Dennis Wheatley e Ian Fleming. Sua função era alimentar a desinformação e contrariar as previsões astrológicas feitas a respeito de Hitler. Segundo os astrólogos nazistas, os alemães estavam fadados a conquistar a Europa inteira. Com base nessas previsões, os nazistas lançaram milhares de panfletos sobre a Inglaterra, alegando que não fazia sentido tentar impedir a invasão prevista pelos astros. Imediatamente, os astrólogos britânicos fizeram suas próprias previsões que contrariavam os alemães. 

Mas os ocultistas britânicos foram muito além disso. Eles se envolveram usando métodos ainda menos ortodoxos para apoiar o esforço de guerra. 


AUTO-DEFESA PSÍQUICA

Uma figura tem sido associada mais do que qualquer outra a Batalha Mística da Britânia: a ocultista e escritora Dion Fortune. Nascida como Violet Mary Firth em 1890 em uma Família de Cientistas Cristãos no Norte de Gales, ela teve experiências com visões e mediunidade desde a sua infância, acreditando ser a reencarnação de uma sacerdotisa de Atlântida. Além disso, Dion acreditava ser capaz de canalizar psiquicamente a presença de Socrates e Merlin em sessões espíritas. Ela começou a direcionar suas experiências psíquicas de modo mais coerente após se filiar a famosa Sociedade Teosófica. Depois da Grande Guerra, ela se juntou a Stella Matutina, uma semente nascida da Sociedade Hermética da Golden Dawn, um grupo de ocultistas que por algum tempo congregou sob uma mesma Ordem Aleister Crowley, MacGregor Mathers, WB Yeats e muitos outros expoentes, que incluem a própria Dion. 

O nome místico "Dion Fortune" pelo qual ela se tornou conhecida, era composto pelas iniciais de seu nome código dos tempos de Golden Dawn – "Deo, Non Fortuna", que pode ser traduzido como "Não pela sorte, mas através de Deus" e deriva de um lema em latim de sua Família.

Como parece ter acontecido frequentemente ao longo da história da Golden Dawn, disputas internas levaram Fortune a abandonar a Stella Matutina e criar seu próprio grupo, com uma forte ênfase no Cristianismo Esotérico e com uma roupagem menos formal. Ela realizava experimentos com meditação e magia ritualística assimilando elementos dos Mitos Arthurianos (Rei Arthur) sobretudo as lendas derivadas do Santo Graal e a respeito de Glaston­bury. Apoiada pelo visionário arqueólogo Frederick Bligh Bond, ela acreditava que o Santo Graal era uma força mística que fornecia poder e protegia a Britânia.

Ironicamente, após algo que, para nossos padrões, poderia ser compreendido como um colapso nervoso, e que ela tratou como um ataque místico, Fortune passou a treinar e praticar psicoterapia. Ela escreveu diversos livros, novelas e artigos para revistas de grande influência na época, como a Occult Review, combinando psicologia e misticismo, explorando o inconsciente coletivo, noções Jungianas de anima/animus, conceitos de Linhas de Ley, projeção astral psíquica, e métodos esotéricos de cura. Fortune desenvolveu um ocultismo profundamente embasado pela psicologia (ela usava o termo "Ciência Oculta"), uma espécie de sincretismo que se apropriava de elementos religiosos de várias culturas, incluindo a cosmologia egípcia, astrologia teosofista, numerologia, Cabala e técnicas orientais que permitiam acessar a "Biblioteca de Todas as Coisas", os Arquivos Akashic. Ela desenvolveu técnicas para canalizar sua mediunidade, induzir o transe, visualização de pentagramas e globos de proteção, auto-hipnose, meditação transcendental, uso de ferramentas para previsão do futuro através de taro, bolas de cristal e espelhos escuros, análise de sonhos e contato através de sonhos com "mestres secretos". Para muitos especialistas ela foi uma das maiores ocultistas de sua época.

Dion, esteve envolvida em todo tipo de tradição hermética e testou os limites do oculto em suas experiências colecionando desafetos. Acreditando que poderia haver utilizadores de magia capazes de atacá-la física e espiritualmente, ela redigiu seu mais famoso livro com o título Auto-Defesa Psíquica em 1930.


UM EXÉRCITO MÁGICO

Para Dion Fortune, o que importava era o estudo, sendo que qualquer resultado mágico seria produzido por elementos sobrenaturais superiores: "algo desse mundo, mas que não é desse mundo agindo através de nós". Ela acreditava que problemas sociais, políticos e até econômicos, seja de pessoas ou até nações, poderiam ser resolvidos através do uso de magia.

Ela considerava ocultismo como "uma nobre busca pela alma, uma verdadeira cruzada contra os Poderes das Trevas", a magia estava a serviço da humanidade, e de 1939 em diante ela acreditava que sua Ordem – A Fraternidade da Luz Interior (Fraternity of Inner Light) – estava destinada a defender o Reino, herdando o papel do legendário Rei Arthur e dos Cavaleiros do Graal. Com o início da Guerra, ela também passou a acreditar que a tarefa carecia de mais do que os membros iniciados de sua Ordem, diante de uma ameaça desse tamanho, seria necessário reforçar suas fileiras. Em uma surpreendente reviravolta, a Fraternidade começou a alistar novos membros, convidando pessoas de fora, fazendo deles membros honorários com o discurso "Todos temos de fazer a nossa parte". 

Com membros espalhados em todo Grã-Bretanha, a Ordem começou a agir como um verdadeiro Exército Místico operando na Defesa do Império. Fortune fez da sua propriedade em Queensborough Terrace, distrito de Bayswater em Londres, o Quartel General do grupo. Havia outros quartéis generais místicos em outras cidades, sendo que o de Glastonbury era um dos centros mais importantes. Ao longo de três anos (Outubro de 1939 a outubro de 1942), o Exército Místico se juntou, realizando Rituais Místicos, Meditação e Encantos de Proteção semelhantes aos usados pela Golden Dawn, com o objetivo de proteger prédios e lugares importantes que eram alvos chave do bombardeios nazistas.

Fortune acreditava em um Espírito Nacional que habitava Glastonbury, uma força personificada pelo fantasma do Rei Arthur que despertaria para ajudá-los. O grupo acrescentou elementos cristãos, rituais da Rosa-Cruz, tradições mágicas do Livro de Abra-Merlin, a lenda do Cálice Sagrado e o Arcanjo Miguel, todos unidos para proteger a Nação contra os Invasores Nazistas, considerados servos de forças obscuras e malignas. 


O INÍCIO DA BATALHA

Os novos membros alistados para ajudar na Batalha Mística receberam treinamento em meditação e como criar proteções místicas. 

"Os membros da Fraternidade da Luz Interior foram cuidadosamente treinados na teoria e na prática da meditação. Todo domingo de manhã entre 12:15 até 12:30 certos membros focavam em um transe para criar um Círculo de Proteção ao redor de seu Quartel General. Outros membros, se uniam nessa mesma meditação ao mesmo tempo. Os membros também eram convidados a visitar o Centro para participar dos rituais e aprender magias, sobretudo de proteção. Os mais capazes recebiam permissão de passar adiante o que haviam aprendido e iniciar novos membros fazendo o Exército Místico crescer.

Através de meditação, os membros da Fraternidade acreditavam poder desviar bombas, desarmar detonadores, causar problemas mecânicos em aviões, modificar o clima, criando tempestades e nevoeiros e influenciar os pilotos e artilheiros para que errassem os alvos pretendidos. Os membros acreditavam compartilhar de uma única alma. Quando os aviões da Lufftewaffe sobrevoavam Londres, eles se colocavam em círculo de mãos dadas e canalizavam sua energia para produzir efeitos mágicos. 

Além disso, a Fraternidade acreditava que a Batalha pela Britânia era essencial para frear o avanço das Forças das Trevas. Dion Fortune foi uma das primeiras pessoas a se referir a Alemanha Nazista como uma Força comprometida com o Mal. Ela havia estudado a simbologia secreta e estava ciente de vários rituais místicos empregados pelos Nazistas. Para Dion Fortune, a Guerra não era travada apenas nos céus, nas praias e nas cidades, o Campo Espiritual estava saturado de energia que os nazistas estavam empregando para suas vitórias arrasadoras até então. A Blitzkrieg, no seu entender, estava sendo alimentada com magia, o que explicava sua incrível eficiência. Nações caíam diante do avanço das tropas nazistas em dias e nada parecia ser capaz de fazer frente a ela. 

Nada, a não ser usar magia contra magia! 

Os membros usavam seus rituais para proteção, mas também agiam ofensivamente. Aqueles capazes de empreender viagens astrais, alegavam espionar bases inimigas e ouvir planos consultando bolas de cristal e espelhos. Usavam totens e símbolos de proteção para evitar que os nazistas usassem a mesma estratégia contra eles. Ocultistas tentavam afetar Generais inimigos através de magia direcionada. Consultavam a astrologia e numerologia para determinar as melhores datas para empreender bombardeios. Enviavam relatórios a respeito de onde deveriam ser posicionadas as baterias anti-aéreas, de preferência sobre Linhas de Ley - que conduziam magia e favoreciam a mira dos artilheiros. Símbolos de proteção mística foram pintados em instalações vitais com o intuito de desviar as bombas.

A medida que a confiança de Fortune crescia, ela começou a exigir mais de seus soldados mágicos. Em 28 de janeiro de 1940, Dion enviou um relatório ao Alto Comando de Defesa do Reino afirmando que a Fraternidade da Luz Interna pretendia realizar um Ritual para invocar presenças angelicais - Anjos vestindo mantos vermelhos, tendo espadas flamejantes em suas mãos, para defender a Grã-Bretanha contra o Mal. Se o Alto Comando de Defesa se manifestou a respeito do ritual não se sabe ao certo, mas em tempos desesperados, toda ajuda parece bem vinda.

Em 21 de abril do mesmo ano, outro Ritual estendendo o apoio dos Anjos foi realizado pela Fraternidade. A invocação visava defender a Costa da Inglaterra contra uma invasão que parecia iminente. Mapas e fotos da Costa sul da Inglaterra foram colocados sobre mesas e os membros da Ordem se dispuseram ao redor delas canalizando energias. O objetivo era ousado: criar uma muralha de nevoeiro que impedisse os navios nazistas de realizar o desembarque previsto em uma consulta astrológica. Bem sucedido ou não, é fato que a semana foi de enorme nevoeiro o que impedia a visualização do litoral. Nenhum desembarque aconteceu nesse dia ou em qualquer outro e a Fraternidade comemorou seu feito.

A seguir, Fortune começou a liderar ataques ritualísticos e batalhas no plano astral, com seus seguidores visualizando a si mesmos como armas mortais. A Fraternidade tentava descobrir planos secretos, determinar a localização de submarinos e de deslocamento de tropas se valendo de rituais que supostamente reverberavam no plano astral. Além disso, havia um grupo determinado a espalhar maldições e atormentar os nazistas mais graduados com todo tipo de malefício. Na luta contra o mal, qualquer arma à disposição poderia ser usada. Fortune e seus colegas mais próximos contavam que chegaram a lançar maldições semanalmente contra Hitler, Goebbels, Heinrich e Mussolini.

Quando Dion Fortune ganhou fama de feitiçaria e de empregar magia negra ela se saiu de forma bem humorada: "Se a magia que uso é branca ou negra, eu não sei. Mas após o fim da guerra, eu usarei água e sabão para remover qualquer mancha".

Mas embora estivesse na ofensiva, Fortune acreditava que os Nazistas também usavam forças mágicas similares, ainda que muito mais terríveis. Ela escreveu ao Comando Britânico em uma correspondência: "Não estou certa do quanto Hitler sabe a respeito do conhecimento técnico sobre o ocultismo e sua aplicação a assuntos militares, mas tenho certeza que ele está assessorado por especialistas", em outra correspondência datada de outubro de 1945, ela assumia que o Fuhrer deveria ter "algum conhecimento de ocultismo e certo grau de mediunidade desenvolvida e que isso havia permitido a ele sobreviver a atentados".

Existe consideráveis trabalhos a respeito do interesse dos nazistas em assuntos esotéricos, particularmente no que diz respeito aos Mitos do Graal e artefatos ancestrais. Fortune acreditava que os nazistas mantinham um Destacamento de Ocultistas como consultores e para a realização de rituais que aumentassem suas chances de vitória. Segundo ela, os nazistas buscavam artefatos antigos e magias nas nações que haviam conquistado. O uso desses artefatos contrabandeados da Europa ocupada, do Norte da África, do Oriente Médio e do Leste Europeu constituía um perigoso arsenal sobrenatural. Nas mãos de ocultistas alinhados com doutrinas malignas esses artefatos poderiam deflagrar efeitos aterrorizantes.

"Nós estamos lidando com forças ocultas perigosas. Eles (os nazistas) encontraram canais de expressão através do subconsciente de pessoas suscetíveis que não possuem princípios espirituais fortes. Nesse contexto, eles são tão, ou mais perigosos que a mais destrutiva das armas".


BATALHAS ASTRAIS, BOMBAS DE VERDADE

No auge da emblemática Batalha da Britânia, em meados de 1940, Fortune sentiu que o grupo já havia obtido algum sucesso sobre seus adversários. Ela sentiu, entretanto, que um momento dramático estava para acontecer e que um milagre precisava ocorrer para que a Inglaterra continuasse lutando. Esse momento, segundo Fortune, veio com a Evacuação de Dunkirk, quando tropas britânicas e francesas presas no litoral conseguiram uma milagrosa fuga através do Canal da Mancha. "Quando a tempestade estava mais bravia, tudo de que precisávamos era de uma certa calmaria, e mesmo as autoridades militares mais céticas falaram a respeito de um milagre". Até onde se sabe Fortune e seu grupo jamais afirmaram que a Evacuação de Dunkirk foi uma obra deles, mas disseram que aquele seria o momento da grande reviravolta na Guerra.

A despeito dos triunfos no campo místico, a guerra parecia cada vez mais próxima. Em um comunicado em setembro de 1940, Fortune escreveu que "toda nossa meditação esta semana foi voltada para os pilotos de caça da RAF em sua batalha mais importante". Durante os bombardeios sucessivos de Londres feitos pela força aérea alemã, boa parte da vizinhança de Bayswater foi destruída, mas o Quartel General da Fraternidade da Luz Interior se manteve intocado. "Durante todo o bombardeio e o som de explosões, nós permanecemos calmos e não experimentamos nada além de um absoluto sentimento de paz".

Essa confiança aumentou ainda mais quando a Blitz alemã acertou as duas casas vizinhas ao Quartel General da Fraternidade e esta ficou ilesa. "A casa ao lado ruiu com a explosão de bombas incendiárias e apesar dos estrondoso ruído próximo nós escapamos sem nenhum dano". Mesmo em meio a todo cenário de destruição Fortune escreveu em um diário: "Nós construímos uma proteção poderosa, quase tangível ao nosso redor. Essa é a segunda vez que um bombardeiro atinge nossa vizinhança, mas não houve vítimas. Não há como negar que existem forças poderosas agindo aqui".

Mas a despeito dos rituais e das proteções criadas, na semana seguinte, a propriedade foi atingida por um ataque aéreo maciço. "Sofremos alguns danos, mas eles não provocaram nenhuma vítima fatal. As invocações tiveram sucesso parcial, poderia ter sido muito pior". Ela se referia provavelmente a uma bomba que atravessou o telhado da biblioteca da Fraternidade, mas que não explodiu devido a uma falha no detonador. 


A NOVA ERA

A medida que a Batalha da Grã-Bretanha e a Blitz passou e a guerra gradualmente começou a pender para o lado dos Aliados, Dion começou a direcionar seus esforços para que o conflito terminasse o quanto antes. Como muitos, Fortune acreditava que após o fim da guerra deveria haver um período de reconstrução não apenas físico, mas social; a Era de Aquário estava se aproximando e muitas feridas precisavam ser cicatrizadas. A ocultista escreveu repetidas cartas pedindo a políticos e líderes do governo que não usassem os dias finais da guerra como pretexto para uma vingança. "A vitória não pode ser alcançada com a destruição completa do inimigo. Quando esta guerra terminar, a maneira como as coisas serão conduzidas serão determinantes para que conflitos desse tamanho não ocorram novamente".

Alguns seguidores mais próximos de Dion Fortune acreditam que os ataques psíquicos que ela sofreu durante a guerra, feitos pelos magos nazistas, a levaram para o túmulo mais cedo. Tendo ensinado seus métodos para os membros da Fraternidade por quase duas décadas, ela sucumbiu a leucemia pouco depois do término da guerra em 1946, alguns dias depois de completar 56 anos de idade. Ela foi enterrada em Glastonbury. 

A Fraternidade da Luz Interior continua existindo até os dias atuais.


LUTANDO O BOM COMBATE

Talvez Fortune e outros ocultistas britânicos tenham tido algum sucesso nesses dias escuros de temor e destruição. Poderia a energia psíquica focada pela Fraternidade ter ajudado a suportar a força acachapante da Blitz Nazista que despejou bombas sobre Londres 24 horas por dia, 7 dias por semana ao longo de meses?

Enquanto a intervenção sobrenatural de Dion Fortune pode não ter produzido nenhum benefício prático além do psicológico de aumentar a moral, seus efeitos não podem ser minimizados. Na história oral relatada pelos veteranos da Batalha da Britânia, é comum encontrar indivíduos atribuindo a milagres e ocorrências inexplicáveis sua própria sobrevivência. Muitos afirmam categoricamente que só saíram vivos desse conflito porque uma força superior parecia estar intercedendo por eles no momento de maior necessidade.

Apenas o olho do cético é capaz de separar a verdade da mentira e cada um tem sua própria interpretação a respeito da existência ou não do misticismo nos Campos de Batalha. Ainda assim, magia parece continuar a desempenhar um importante aspecto nas guerras contemporâneas. Nos anos 1980, o "Rei dos Bruxos Britânicos" Alex Sanders relatou ter feito uma série de rituais mágicos que visavam derrotar os inimigos argentinos na Guerra das Malvinas (Falklands). Sanders se gabava de ter encurtado o Conflito em pelo menos seis meses, graças a magias que permitiram um avanço seguro e sucessivas conquistas. Após o 11 de setembro, cerca de sete toneladas e meia de aço retirado das ruínas das Torres Gêmeas foram derretidos e usados para forjar o USS New York, que entrou em serviço em 2009. Isso carrega um imenso simbolismo, ainda mais quando sabemos dos rumores a respeito de que uma parte desse mesmo aço foi usado para forjar espadas usadas em rituais e cerimônias pelas forças armadas.

A Batalha da Grã-Bretanha com certeza foi vencida, pela imensa coragem, determinação e habilidade dos britânicos, da Commonwealth e dos pilotos aliados que lutaram nos céus enfumaçados daquele verão em 1940. Foi uma vitória imensa, com um significado profundo para o restante da Segunda Guerra Mundial e para o século XX. A monumental Operação Leão Marinho - a Invasão da Inglaterra, foi frustrada não apenas pelo sacrifício de homens e mulheres, mas pela capacidade de comprometimento de todo um povo - e porque não de magos, determinados a lutar até o último fôlego... E nunca se render!

Fonte

O Demônio Voador de Guadalupe

Parece o tipo da coisa que a gente encontraria nas páginas de um conto de horror de H.P. Lovecraft. Exceto por um pequeno detalhe: essa pequena história não surgiu no mundo da ficção, mas nos domínios do mundo real.


Tudo aconteceu em Guadalupe, em uma sexta feira, 16 de janeiro de 2004, quando um policial mexicano teve uma experiência bizarra da qual jamais se recuperou. Tudo estava perfeitamente normal até meados das 3 da manhã, quando o inexplicável teve lugar e o horror começou.

O oficial Leonardo Samanego estava em uma missão rotineira de patrulha na área de Colonia Valles de la Salla. Ele havia recebido um alerta para seguir até essa área afastada da cidade respondendo a queixa de um morador não identificado que alegava ter ouvido sons estranhos do lado de fora de sua casa. O policial sabia que poderiam ser jovens que haviam bebido ou usado drogas, ou talvez um vagabundo testando as trancas das casas. De qualquer maneira, não havia motivos para ele se preocupar, a área era bastante tranquila e não tinha histórico de violência.

Samanego, respondeu prontamente e seguiu em sua viatura. Imediatamente ele percebeu que o lugar estava deserto e que vários postes de luz estavam apagados. A rua estava às escuras e sua visibilidade estava limitada ao farol do automóvel.

Enquanto fazia um retorno para descer a rua pela segunda vez, uma figura saltou das sombras de uma grande árvore à margem da estrada e avançou contra a viatura. Samanego não conseguiu enxergar o que era e instintivamente pisou no freio. Dada a hora e a escuridão, o farol estava alto e ele se deparou frente a frente com uma sombra diante do carro. A estranha situação – e sua horrível natureza - se tornaram, repentinamente muito claros. Por alguns segundos o Oficial Samanego não conseguiu fazer nada a não ser encarar em absoluto terror aquela criatura delgada, com olhos negros e movimentos furtivos. Aquela coisa horrível parecia um demônio ou uma bruxa, não era algo natural. O impasse foi rompido quando a criatura saltou, abrindo enormes asas negras que se projetavam de suas costas. 

O diabo alado aterrizou sobre o capô do carro, escalou até o topo e começou a bater com as mão e garras no teto. Os punhos da coisa golpeavam o para-brisa violentamente. Em pânico Samanego colocou o carro em marcha ré e pisou fundo no acelerador. O veículo retrocedeu pela estrada de terra em alta velocidade com a coisa ainda agarrada no teto. O oficial tentou um cavalo de pau para derrubá-la, mas em seu desespero não calculou a extensão da estrada e acabou se chocando com um muro.

Surpreso, o policial não teve tempo de se recobrar da batida que o atirou de um lado para o outro. A coisa já estava tentando agarrá-lo novamente, as garras arranhando o vidro e os punhos batendo. Por um instante ele quase desmaiou, mas antes de perder os sentidos, sua mão deslizou pelo cinturão e agarrou a arma de serviço, um pistola 38. Mais tarde, o policial soube que esvaziou a arma. O painel se estilhaçou e enquanto ele desmaiava, o som de uma sirene se fez ouvir. Foi a última coisa antes dele mergulhar na escuridão. Isso e o som de enormes asas se afastando.

O Oficial foi socorrido por uma viatura de polícia de um colega, que foi atraído pela comoção. A coisa havia desaparecido e o policial que prestou os primeiros socorros descobriu que Samanego havia sofrido uma leve concussão. Enquanto pedia socorro pelo rádio, o Oficial não conseguia parar de olhar para o céu noturno.

Em maio de 2009, Ken Gerhard um conhecido criptozoologo de San Antonio, viajou até o México onde ouviu falar da história do Oficial Samanego. Depois de muita insistência, ele enfim conseguiu marcar uma entrevista. Gerhard logo percebeu o quão traumático o acontecimento havia sido para o policial: mesmo transcorridos cinco anos, ele ainda gaguejava ao narrar o episódio:

"Em vários momentos, era possível perceber que ele reagia de forma incomodada tendo de lembrar do acontecimento que mudou sua vida para sempre. Leonardo confessou durante a entrevista que ainda tinha pesadelos com o encontro e que ocasionalmente ainda desperta gritando em pânico, coberto de suor".

Gerhard conversou com os superiores do policial e com seus companheiros. também com a família e amigos. Todos foram unânimes em dizer que o Oficial, duas vezes condecorado era um excelente profissional, respeitado e querido por todos. Em quatro anos de serviço, até aquela noite fatídica, ele havia recebido excelentes avaliações. 

Todos disseram que não havia motivo para que o patrulheiro Leonardo Samanedo inventasse aquele encontro aterrorizante. E por mais estranho que fosse, era difícil contradizer alguns dos fatos.

Primeiro havia a viatura de polícia: O automóvel, um Cruiser, apresentava danos consistentes com os descritos pelo oficial. A batida na parte traseira e o painel estilhaçado pelos disparos da pistola. Além disso, havia um afundamento no capô e no teto, como se algo pesado tivesse caído sobre ele. Havia ainda marcas condizentes com arranhões na lataria do carro, riscos na pintura que pareciam ter sido produzidos por algo afiado.

Além disso, havia estranhas pegadas no chão que pareciam pés descalço e que foram vistas pelo policial Gustavo Martinez que socorreu Samaniedo. Diante do alerta do oficial ferido, Martinez ficou apreensivo olhando para todos os lados enquanto prestava os primeiros socorros.

"Ele estava desmaiando, acordava e apagava toda hora, mas quando voltava a si, dizia para eu tomar cuidado com uma coisa que voava", contou Martinez a Gerhard. "Eu realmente acredito que ele viu alguma coisa e que essa coisa tentou matá-lo. O que era eu não sei... talvez nunca saibamos. Mas eu acredito que havia algo lá. Se era um demônio não sei, mas conheço Leonardo o bastante para saber que um homem não poderia assustá-lo daquela maneira".

Martinez não viu o demônio voador, mas quando chegou ao local, atraído pelos tiros haviam passado alguns minutos. A coisa, se é que de fato existia, já havia sido afugentada pelos disparos.

Samanedo foi levado para um hospital e tratado de sua concussão. A princípio ele relutou em contar o que havia acontecido, apenas na semana seguinte, aconselhado pela esposa decidiu revelar o que havia atacado sua viatura. A essa altura, os pesadelos já tiravam seu sono e ele não conseguia dormir em paz, sendo acordado pela visão demoníaca noite após noite. 

O caso de Samanedo ganhou a mídia e a opinião pública foi bastante crítica sobre ele - jornalistas e repórteres fizeram grande alarde a respeito do caso do que chamaram "Demônio Voador de Guadalupe". 

A partir dessa ocorrência, outras pessoas começaram a reportar avistamentos de alguma coisa estranha voando sobre a Colonia Valles de la Salla. A maioria das pessoas parecia querer apenas chamar a atenção, mas um morador da vizinhança deu um testemunho bem mais interessante, colhido por Gerhard durante sua investigação do incidente. O morador local, que preferiu não se identificar, revelou ter sido ele quem ligara para a polícia na noite em que se deu o acontecimento. Revelou ainda que alguns outros moradores também viram o demônio, mas que preferiam não falar a respeito temendo serem ridicularizados. 

"A criatura voava baixo e caminhava sobre os telhados fazendo barulho. Eu o vi e liguei para a polícia anonimamente por saber que ninguém acreditaria se eu explicasse o que estava acontecendo. Quando vi o desenho da coisa no jornal, feito como um retrato falado, eu reconheci imediatamente", contou.

Mas havia uma surpresa inesperada na entrevista. O homem havia conseguido fotografar o demônio voador na noite anterior ao incidente envolvendo o patrulheiro. Ele disse que nunca havia mostrado a fotografia, nem mesmo para os jornais pois não queria chamar a atenção ou criar mais repercussão.

Ele descreveu em que circunstâncias conseguiu tirar a fotografia com a câmera de um celular:

"Eu já havia ouvido o som das asas batendo e o som de lâmpadas nos postes sendo quebradas. Fiquei esperando na janela a noite inteira até que finalmente, por volta das quatro da madrugada ele desceu na rua. Era muito magro, com asas nas costas e chifres. Ele se movia com agilidade batendo aquelas asas enormes, como se fosse um morcego gigante. Mas parecia um homem e quando pousou na rua foi possível ver que era como um homem com braços e pernas".



Uma cópia da fotografia foi entregue a pedido de Ken Gehard com a condição de que o nome da testemunha fosse mantido em sigilo.

Casos como esse são incrivelmente difíceis de resolver e até mesmo de categorizar. Eles dependem principalmente da fonte que revela a história e da credulidade de quem a ouve. As poucas provas produzidas; os arranhões na viatura e a fotografia escura, infelizmente não provam muita coisa. Para os céticos, o relato do Oficial e da testemunha podem ser desqualificados como delírios ou mera invenção, ainda que provenientes de um policial com ótima folha de serviços e de uma testemunha que jamais desejou lucrar com a foto. 

O que podemos dizer com certeza é que esse não é o único relato de criaturas voadoras humanoides mundo afora. Pelo contrário, há muitos outros: O Man Bat (Homem Morcego) de Houston, o Owlman (Homem Coruja) da Inglaterra, a Mulher Voadora de Da Nang, no Vietnã e é claro, o Mothman (Homem Mariposa) se tornaram famosos. A existência dessas criaturas jamais foi comprovada, mas todo ano, eles continuam sendo vistos nos céus pelas mais variadas testemunhas. Será que todas elas estariam inventando essas histórias? 

Depois da noite fatídica não houve mais nenhum registro confiável sobre a criatura sobrevoando Colonia Valles de la Salla. Talvez os disparos feitos pelo policial tenham ferido mortalmente o demônio ou pelo menos o afastado de uma vez por todas.

O Oficial de Polícia Leonardo Samanedo deixou de ser patrulheiro, ele foi transferido para uma função de escritório, mas dois anos depois se afastou da corporação. Hoje ele trabalha no ramo de construção civil e não fala sobre o ocorrido.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Homem de TAURED - Um País em Outra Dimensão?


Julho de 1954; um dia como qualquer outro, apenas um pouco mais quente do que o normal.

Um homem de aproximadamente quarenta anos chegou ao movimentado Aeroporto Internacional de Haneda em Tóquio, capital do Japão. Ele era caucasiano e tinha uma aparência convencional. Parecia um homem de negócios: vestindo um terno preto de corte moderno, gravata azul e sapatos bem engraxados, carregava uma valise de metal de visual incomum. Seus cabelos eram castanhos, os olhos azulados em um tom pálido, mas sua expressão refletia absoluta confusão. Ele suava demasiadamente e enxugava repetidas vezes a testa úmida com um lenço. Olhava de um lado para o outro como se estivesse estranhando alguma coisa no ambiente. Abordava pessoas enquanto tentava falar com elas, mas ninguém compreendia seu idioma incomum.

Finalmente, alguém chamou a segurança e logo ficou claro que ele não falava japonês e não entendia o básico de inglês. Ele foi então convidado a acompanhar os guardas até uma sala de verificação onde havia um intérprete.

Na sala, o sujeito tentou se comunicar, mas ninguém entendia seu complicado idioma. O agente de imigração pediram documentos; até que enfim ele compreendeu a palavra "passaporte" e produziu os documentos guardados no bolso do paletó.

Os papéis pareciam legítimos, documentos oficiais emitidos por alguma nação soberana atendendo todos os requisitos da legislação internacional. As palavras, no entanto, estavam escritas em caracteres estranhos, semelhantes ao árabe. Os selos e carimbos emitidos também pareciam genuínos, inclusive as estampas de entrada e saída de vários aeroportos ao redor do mundo. A fotografia também estava de acordo com o rosto do homem, apenas mais jovem.

O agente do aeroporto chamou seu supervisor e eles verificam o passaporte novamente. O problema é que eles nunca ouviram falar do país que o emitiu, um lugar chamado Taured. O procedimento seria buscar o corpo diplomático do país e falar com um funcionário oficial, mas Taured simplesmente não existia.

O homem foi interrogado. Ele se mostrou incomodado e fez menção de sair , mas acabou detido. O oficial teve então a ideia de mostrar um mapa e o sujeito olhou confuso. O agente apontou o Japão e então disse "Taured", sinalizando para o mapa.

O homem apontou para a Europa, mais especificamente o pequeno Principado de Andorra que se localiza na fronteira entre Espanha e França. Mas pareceu ainda mais confuso e a seguir zangado. Ele jamais havia ouvido falar de Andorra, e não conseguia entender porque sua terra natal, Taured, não estava no mapa.

Ele mostrou então uma série de fotografias, moedas e cédulas retiradas de uma carteira de couro. Tudo parecia legítimo. As fotos eram do sujeito ao lado de uma mulher, supostamente sua esposa, e crianças, seus filhos. O dinheiro e as moedas eram perfeitas, em papel e metal idêntico ao emitido ao redor do mundo. Ele também tinha algumas cédulas estrangeiras, libras, liras, marcos e francos. Dois carimbos atestavam que ele estivera no Japão, mas as datas de entrada e saída eram absurdas: 1986 e 1988! Na valise papéis e documentos datilografados identificavam uma companhia que possuía sede em Tóquio, mas lá, ninguém havia ouvido falar do sujeito ou de Taured.

Espantados com tudo o que viram, os oficiais decidem levá-lo a um hotel e oferecer um quarto onde ele pudesse ser mantido até que a questão fosse resolvida. O homem foi escoltado para o Hotel e durante o percurso no automóvel observava curioso pela janela, falava em seu idioma inescrutável e finalmente cedeu ao desespero... ele chora e xinga.

No hotel retoma a compostura e aceita comer um lanche providenciado pelos guardas. Então sentindo-se cansado, deita na cama e dorme. Dois guardas são destacados para ficar na porta e impedir que ele saia até sua situação diplomática ser resolvida.

Na manhã seguinte, os guardas batem a porta e ninguém responde. Eles decidem usar uma chave reserva e entrar; encontram o aposento vazio. Há um leve cheiro de ozônio no ar. O Homem de Taured, no entanto, desapareceu.

A polícia estabelece que o homem só poderia ter deixado o aposento pela janela, embora o quarto fique no oitavo andar do hotel. Todos os objetos pessoais desapareceram com ele. Os guardas sustentam que ao menos um deles esteve na porta todo período. Na portaria do hotel, que fica trancada à noite, ninguém se recorda de ter visto a saída de um hóspede com a descrição do homem. O hotel é revistado de cima até em baixo, todos os quartos, salas e instalações. Nada é achado.

Tudo o que as autoridades encontram é um pedaço de papel amassado na lixeira com alguns símbolos e números anotados. Eles foram escritos no misterioso idioma presente no passaporte.

As autoridades emitem um alerta para deter o homem com a descrição se ele aparecer em algum aeroporto, estação ferroviária ou porto do país. Ele deveria ser parado imediatamente.

Ele não é visto novamente, o mistério jamais foi solucionado.

* * *

Por estranho que possa parecer, o Caso do Homem de Taured é verídico. Ao menos, todos os fatos aqui narrados foram comprovados por testemunhas.

As autoridades japonesas jamais conseguiram determinar o paradeiro do sujeito misterioso cuja identidade permanece um mistério.

Críticos desse incidente alegam que não há como comprovar que o incidente realmente aconteceu pela ausência de provas ou documentos. Tudo o que se tem são testemunhas - os agentes do aeroporto, guardas que escoltaram o homem e alguns passageiros. Um relatório foi escrito a respeito do ocorrido, mas as autoridades do aeroporto não foram capazes de produzir sequer esse documento que validaria o ocorrido. 

Alguns teóricos que correspondem à teoria dos múltiplos universos e realidades paralelas, acreditam que o Homem de Taured era um viajante dimensional, um habitante de outra realidade que falava a verdade quando se apresentava como um cidadão de Taured. De alguma maneira, ele teria viajado através do tempo e espaço, indo parar no Japão de 1954.

Surpreendentemente, viajantes semelhantes apareceram em várias ocasiões. Em 1851, um homem foi encontrado vagando pelas ruas de Frankfurt no noroeste da Alemanha. Ele afirmava ser natural de um lugar chamado Laxaria no continente de Sakria. Outro homem que falava um idioma desconhecido foi capturado depois de roubar um pão em Paris no ano de 1905. Ele alegava ser um habitante de Lizbia, que as autoridades assumiram se tratar de Lisboa. Sua língua no entanto, não era o português e ele não reconhecia Portugal no mapa como sendo sua terra natal. 

Será que Taured fica em outra dimensão?  E o que dizer de Laxaria e Liziba? Teriam essas pessoas atravessado para nossa realidade ou estavam perpetrando uma brincadeira?

Se eles pertencem a outra dimensão, como chegaram à nossa? Como o Homem de Taured teria voltado ao seu lugar de origem, se é que ele retornou, constitui um mistério ainda maior. O que teria acontecido com o homem? Será que, pessoas poderiam realmente cruzar o limiar entre realidades e desembarcar inadvertidamente em um mundo estranho? Qual seria a reação ao se ver de um momento para outro em uma dimensão que embora similar, guardava diferenças fundamentais?

Muitas questões que tudo indica, permanecerão sem respostas. (Ao menos até um de nós cruzar... para o outro lado).