sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Chineses enganam Governo Brasileiro e evadem Milhões de Dólares em Pedras Preciosas para o Exterior todo Ano


Curvelo – São 7h30 da manhã de terça-feira em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, e já se nota o início do carregamento de caminhões com contêineres cheios de pedras preciosas brutas que sairão do meio do estado em direção à indústria de joias na China. Somente em municípios mineiros como Corinto e Curvelo, a extração e venda clandestina de pedras movimenta mais de R$ 50 milhões ao ano, segundo cálculo a partir de informações da Cooperativa Regional Garimpeira de Corinto (Coopergac) e da Associação Comercial e Empresarial de Curvelo (Ace). Isso sem contar o faturamento em municípios como Inimutaba, Diamantina, Felixlândia, Governador Valadares, Teófilo Otoni e em pequenas cidades da região.

Embarcadas em contêineres, em Curvelo, pedras semipreciosas
vão em estado bruto para serem transformadas em joias na Ásia
O número contrasta com a informação oficial de exportação de pedras preciosas em bruto no estado. Em 2011, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas externas desse material em toda a Minas Gerais foram de US$ 23,06 milhões (R$ 46, 12 milhões), um total inferior à estimativa de faturamento de apenas dois municípios mineiros. Entre 80% e 90% das pedras preciosas em bruto produzidas no Brasil são exportadas, principalmente ao gigante asiático.

O dinheiro apurado no negócio é invisível aos olhos oficiais. É que 95% dele circula nas mãos de uma poderosa indústria clandestina, que começa no garimpo informal e segue comandada por atravessadores, compradores – hoje, chineses, em sua maioria –, despachantes e empresas de exportação. O silêncio ronda todos os agentes que, de uma ou de outra forma, participam do esquema. A reportagem do Estado de Minas procurou conversar com vários deles. A maioria se recusou a dar declarações sobre o assunto. Outros forneceram informações sob a condição de anonimato.

Segundo uma dessas fontes, a cada 20 dias, em média 12,5 contêineres carregados com 250 toneladas de pedras extraídas dessa região seguem de Curvelo para serem embarcadas no Rio de Janeiro. O mesmo acontece com dezenas de tambores cheios de material mais valioso, que viajam de avião. Tudo aparentemente certo, não fosse o fato de que as notas fiscais mostram valores subfaturados, o que permite que essas pedras sejam enviadas para fora a preços muito inferiores aos praticados pelo mercado. “Um dos caminhos do subfaturamento é a própria Receita Estadual. Os garimpeiros saem de lá com o documento nas mãos”, diz G.L.H, que atua no ramo.

“Qualquer empresário, de dentro ou de fora do país, só pode comprar pedras preciosas de mineradoras legalizadas ou de cooperativas de garimpeiros. Mas os números da nossa exportação são tão baixos que ou elas saem altamente subfaturadas ou são contrabandeadas”, diz Raymundo Vianna, presidente do Sindicato das Indústrias de Joalheria, Ourivesaria, Lapidação de Pedras Preciosas e Relojoaria de Minas Gerais (Sindijoias). Curvelo é o centro mineiro dessa indústria fantasma. De lá partem minerais como quartzos e cristais variados (rutilo, cabelo fachado, lodo verde), ametistas e águas-marinhas, que enriquecem os integrantes da rede.

Valor declarado para os cristais fica abaixo do que é cobrado para venda
no mercado interno - (foto: Euler Júnior/EM/DA Press)
Esquema Para facilitar o caminho até as pedras, os chineses contam com empresas que oferecem a eles um pacote de serviços para localização, compra e desembaraço das pedras por cerca de R$ 13 mil. São R$ 3.500 de transporte de Curvelo ao porto, R$ 300 para o “chapa” (carregador), R$ 2.000 pelo frete marítimo e R$ 500 de imposto. Para cada contêiner, o lucro dos prestadores de serviço com o negócio é de cerca de R$ 7 mil. Ou seja: uma média de R$ 87,5 mil ao mês para cada 12,5 contêineres enviados ao exterior, segundo uma fonte que pediu anonimato.

“Em média, o total declarado para o conteúdo de cada contêiner é de US$ 6 mil (R$ 24 mil em 2019), mas o valor de fato pode ser US$ 100 mil (R$ 411 mil em 2019)”, diz uma fonte do setor. Ele lembra que o quartzo mais barato custa R$ 2 o quilo, mas, segundo Raymundo Vianna, o preço do quilo do quartzo muda de acordo com a variedade e a qualidade da pedra. “O quartzo rosa e o rutilado de boa qualidade custam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil o quilo. Já a ametista e a rodonita, outras variedades, podem valer até R$ 30 mil o quilo. Porém é impossível estabelecer o valor da pedra sem a avaliação de um perito”, diz.

Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda, há equipes especializadas para atuar na fiscalização do setor nas regiões onde a exploração de gemas é predominante. Além disso, o produtor individual pode emitir sua nota fiscal, mas um procedimento de retaguarda é adotado no caso de remessa de mercadoria para o exterior.


Chineses invadem o estado

A rota de interesse dos chineses pelas pedras preciosas brasileiras passa por municípios mineiros e também baianos. Em Minas, os principais são Curvelo, Corinto e Inimutaba. Na Bahia, Novo Horizonte, Ipupiara, Campo Formoso e Oliveira dos Brejinhos. Em Curvelo, profissionais que atuam com eles, mesmo sem formação superior, aprendem até a falar mandarim, ainda que com noções rudimentares. Com isso, têm rendimentos garantidos. Os pagamentos são todos feitos em dinheiro vivo. E adiantados. Entram nessa lista prestadores de serviço, restaurantes, hotéis, postos de gasolina, imobiliárias e lojas de aluguel de veículos. Todos extremamente satisfeitos.

“De coração, se for para prejudicar os chineses não faça essa matéria. Eles pararam de comprar pedras por quatro meses por causa do preço e do ano novo chinês e Curvelo inteira sentiu”, diz um prestador de serviços que viu na chegada dos compradores da China a solução para ter renda. De acordo com ele, de 2006 para cá a presença de chineses na cidade cresceu 70%. “Só na Bahia tem dez famílias”, afirma. Em Curvelo, alguns vivem em hotéis baratos, de R$ 25 a R$ 70 a diária, outros alugam casas onde vivem por cerca de três meses, depois dos quais voltam para o seu país de origem e são substituídos por membros da família.

Em junho de 2010, a Polícia Federal apreendeu 700 quilos de pedras semipreciosas e cristal em Itacambira. Elas foram obtidas por meio da exploração ilegal por quatro chineses e dois brasileiros. As investigações indicaram a existência de um esquema de venda dos produtos para a China, que teria base em Curvelo, na Região Central do estado. Foram presos os chineses Wu Tsung Ying, Daí Yong Dong, Rayoin Huo e Shao Kang He, além do garimpeiro Adilson Mariano de Oliveira e Cláudio Afonso dos Santos, transportador e intermediário do negócio.

Os 700 quilos de cristal e pedras semipreciosas estavam sendo transportados em 18 sacos de linhagem na carroceria de um Fiat Strada e, de acordo com informações da Polícia Federal, foram vendidos para os chineses por R$ 15 mil. Os produtos minerais teriam sido retirados de garimpo no povoado de Machados, na zona rural de Bocaiúva, e seguiam para Itacambira, passando por uma estrada vicinal. A Polícia Militar de Itacambira fez a apreensão, depois de receber uma denúncia anônima. Dias antes, também no Norte de Minas, foi apreendida 1,2 tonelada de cristal de quartzo e 20 quilos de pedras semipreciosas, que saíram de Licínio de Almeida, no sertão da Bahia, e que seriam levados para Curvelo. Segundo a PF, os minérios extraídos na Bahia também teriam como destino a China.Continua depois da publicidade

"Se for para prejudicar os chineses não faça essa matéria. Eles pararam de comprar pedras por quatro meses por causa do preço e do ano novo chinês e Curvelo inteira sentiu" - prestador de serviços aos chineses em Corinto, que pediu para não ser identificado.


Caminhos da pedra brasileira rumo à Ásia

Garimpo
É dos garimpos, a maioria deles clandestinos, que saem as pedras preciosas brutas que serão exportadas pelo estado

Subfaturamento
É esse um dos caminhos usados pelos produtores para "maquiar" a pedra bruta clandestina, tornando-a aparentemente legalizada

Venda
Uma vez feita a "maquiagem", as pedras são repassadas aos atravessadores, que vão vendê-las aos clientes estrangeiros

Desembaraço
Empresas especializadas desembaraçam a mercadoria, enviando-a para o Rio de Janeiro, de onde será exportada

China
As pedras chegam à indústria joalheira na China, a segunda maior do mundo, onde serão transformadas em joias, semijoias e bijuterias

Joias montadas (prontas)
Parte das joias e bijuterias entram novamente no Brasil, muitas vezes via contrabando, prejudicando a indústria joalheira nacional.


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O Relatório Secreto sobre o Clima e o Maior Pesadelo da Humanidade.


Por Rui Palmela.

Para quem não sabe, existe um Relatório Secreto do Pentágono, dizendo que o Mundo atravessará um período de grandes transformações devido a catástrofes e calamidades nunca vistas pelas alterações climáticas bruscas que poderão ceifar a vida de milhões de pessoas, associado a guerras e conflitos generalizados numa luta desigual pela sobrevivência.

Esse documento oficial na posse do Governo dos EUA acabou por transpirar para a imprensa e a revista norte-americana Fortune o publicou pela 1ª vez no dia 9 de Fevereiro de 2004, tendo causado grande preocupação.

O relatório foi pedido por Andrew Marsahll, influente Conselheiro de Defesa do Pentágono nas últimas três décadas, e baseia-se em estudos científicos minuciosos realizados nos últimos anos para tentar prever grandes catástrofes naturais desencadeadas pelo homem com sua forma de Civilização, porquanto agride e destrói a Natureza a um ritmo nunca visto sofrendo as consequências de suas loucuras, ganância e ambição.

O título desse trabalho é Climate Collapse, The Pentagon’s Weather Nightmare (Colapso climático, o pesadelo do Pentágono) e o articulista David Stipp afirma mesmo que as mudanças que seriam impossíveis de prever há alguns anos atrás são agora bem reais e em menos de uma década, «o clima no mundo pode virar como uma canoa que se inclina pouco a pouco até emborcar de repente»... A previsão é que essa mudança brusca poderia ocorrer entre 2010 e 2020.

Em 22 de Fevereiro/2004, a revista britânica Observer também publicou as informações do Pentágono que acabaram por ganhar repercussão internacional, visto que veio corroborar a primeira publicação reforçando assim o já anteriormente anunciado. Aos poucos, os responsáveis que elaboraram esses estudos vieram a público manifestar-se confirmando tudo, o que provocou a crítica de alguns sectores da sociedade norte-americana e europeia que ficaram irritados com o facto do Governo dos E.U.A ter escondido essas informações por muito tempo até que a imprensa as descobrisse.

Também no Brasil a coisa foi explorada na revista Carta Capital de 3 de Março do mesmo ano, onde Peter Schwartz (consultor da CIA) e Doug Randall (da Global Business Network) afirmam que... «a mudança climática deveria ser elevada além do debate científico para uma preocupação mundial e da própria segurança nacional norte-americana». Os autores do relatório asseveram mesmo que... «um cenário de mudanças climáticas catastróficas e iminentes é plausível e desafiaria a segurança nacional norte-americana de maneira que deveriam ser imediatamente consideradas». Os dois previram enchentes generalizadas em algumas partes do Mundo a partir de 2005 (o que efetivamente se tem verificado) e o nível das águas dos Oceanos subiria 6 ou 7 metros devido ao degelo polar, o que poderá ter proporções calamitosas para milhões de pessoas.

"As guerras futuras serão travadas por sobrevivência", diz o Relatório que traça um cenário avassalador para o futuro da Humanidade. Chuvas torrenciais cairão em muitos lugares destruindo barreiras, podendo mesmo tornar inabitável parte da Holanda que terá de reforçar seus diques. O mesmo sucederá ao Bangladesh que poderá ficar submerso devido ao aumento do nível do mar que contaminará também seus suprimentos de água doce.

Cientistas de renome internacional visitaram a Casa Branca para exporem seus temores sobre os efeitos do «Aquecimento Global», já que na tal reportagem na revista Carta Capital, segundo os investigadores, «até 2020 faltas catastróficas de água e energia vão se tornar cada vez mais difíceis de superar e causarão guerras em redor do mundo... É uma coisa deprimente, a ameaça à segurança é única porque não existe um 'inimigo' para apontar nossas armas e não temos controle sobre a situação».

O sombrio relatório termina com previsões apocalípticas, e refere algumas zonas do globo mais susceptíveis de serem afetadas, como a República das Maldivas, a América Central, a América do Norte e do Sul, parte da Europa, África, Ásia e Oceania.

Com o derretimento das geleiras do Ártico já tão nítido nos nossos dias, a água doce será libertada juntamente com a chuva intensificada pelo "Aquecimento Global" e será misturada à corrente do Golfo, reduzindo a salinidade deste. Assim... «a corrente, hoje submarina, seria retida na superfície e perderia o seu ímpeto, travando a 'correia' transportadora que conduz calor das Caraíbas para a Europa Ocidental». O resultado disso seria pois que os Icebergs chegariam à costa de Portugal e a Europa congelaria. Em 2020, a temperatura média já teria caído 3 graus na maior parte do Hemisfério Norte.

Outras previsões dão conta que... «uma redução significativa na capacidade do planeta em sustentar a sua população atual ficará evidente nos próximos 20 anos», pois haveria um aumento de 33% das temperaturas de verão nalguns países, prevendo-se que «o clima começará a perturbar a economia à medida que chuvas diluvianas, secas e ondas de calor tragam o caos à agricultura».

Não há duvida que tudo isto vem ao encontro daquilo Jesus Cristo profetizou no seu Sermão dizendo que viriam "dias de Noé" sobre a nossa civilização, porquanto é certo que já se observam o degelo polar que se acelera e vai aumentar o nível das águas do mar, a par de fenômenos climáticos nunca vistos que tendem a agravar-se não só pelo famigerado "Aquecimento Global" como pela própria mudança do eixo da Terra que ocorre ciclicamente e coincide sempre com a Degeneração geral da espécie humana, sendo verdade que esta já afetou mais o planeta nas últimas décadas do que em milhares de anos de evolução, e a história se repete na atual geração. A última vez que aconteceu foi no tempo da lendária Atlântida quando esta submergiu sob as águas do Dilúvio.

Naquele tempo foram os sacerdotes que avisaram sobre o que sucederia e o povo não prestou qualquer atenção e se continuava corrompendo de tal modo que atingiu o limite de sua própria Degeneração, até que veio o Dilúvio e os apanhou a todos, tal como se descreve no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis. Agora, são os próprios cientistas que alertam todos os governantes do planeta que já têm consciência do que se passa e sabem da gravidade da situação, mas se preocupam mais com as questões politicas, econômico/financeiras e tardam em tomar medidas ou decisões que minimizem os riscos e protejam as populações. Na verdade os homens fazem ainda "olhos cegos" e "ouvidos moucos" e nem a Ciência se faz ouvir até ao dia em que o mundo sofrerá de novo uma Grande Transformação.

Pausa para reflexão!


terça-feira, 1 de outubro de 2019

A Starship - Elon Musk apresenta a Nave que nos levará a Marte


Elon Musk revela protótipo da Starship, nave que poderá levar
os humanos a Marte / Foto: Space X/Divulgação
O fundador da SpaceX e da Tesla, Elon Musk, apresentou a espaçonave Starship ao público. Além disso, ele compartilhou alguns detalhes sobre ela e os planos da empresa espacial.

Durante a apresentação, realizada no Texas, o empresário disse que a nova espaçonave pode ser usada para visitar a Lua, Marte e outras partes do universo. De fato, poderia até ser usado para colonizar o planeta vermelho, pois pode transportar até 100 pessoas a bordo.

No momento, esta nave não decolou, mas, segundo Musk, o primeiro protótipo fará seus primeiros testes de decolagem e pouso “em um ou dois meses”. Durante esses testes, a nave decolará e alcançará uma altitude de cerca de 20 quilômetros e depois pousará.

Então, no decorrer de um ano, poderemos andar nessas espaçonaves. De fato, a SpaceX já tem seu primeiro cliente privado para este programa espacial: o bilionário japonês Yusaku Maezawa. Ele planeja fazer um voo ao redor da Lua em 2023.

Até agora, e como parte do programa, apenas alguns saltos foram feitos com a nave Starhopper, um protótipo de teste para a Nave Estelar. O Starhopper – equipado com apenas um motor – decolou várias vezes a uma altitude de 150 metros e pousou com sucesso.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Misteriosa Tragédia do PASSO DYATLOV

Um acontecimento terrível que até os dias de hoje deixa uma lacuna de dúvidas e incertezas. O que houve realmente naquela noite? Possivelmente as autoridades Russas saibam e, por algum motivo obscuro, nunca divulgaram.


Em 25 de janeiro de 1959, dez esquiadores experientes da antiga União Soviética se reuniram ao norte das montanhas do Ural para participar de uma expedição de 14 dias que prometia ser divertida ao esquiar pelos montes através de uma rota conhecida ao norte das Urais, em Oblast de Sverdlovsk. Liderado por Igor Dyatlov, consistia de oito homens e duas mulheres, a maioria estudantes ou graduados do Instituto Politécnico de Ural (atualmente Universidade Técnica Estadual de Ural).

O objetivo da expedição era alcançar Otorten, uma montanha situada 10 quilômetros ao norte do local do incidente. Esta rota, naquela temporada, era classificada como “categoria III”, a mais difícil. Todos os integrantes possuíam experiência em excursões de esqui e expedições em montanhas.

O grupo viajou de trem para Ivdel, cidade ao centro da província de Oblast de Sverdlovsk, desembarcando ali em 25 de janeiro. Eles então tomaram um caminhão para Vizhai, o último assentamento inabitado ao norte, começando a marcha em direção a Otorten em 27 de janeiro. No dia seguinte, um dos integrantes, Yuri Yudin, foi forçado a voltar devido a problemas de saúde.

Diários e câmeras encontrados em seu último acampamento tornaram possível rastrear a derradeira rota do grupo no dia anterior ao incidente. Em 31 de janeiro, eles chegaram na beira de um morro e prepararam-se para escalá-lo. Em um vale silvestre, eles estocaram comida e equipamento extra, que seriam utilizados mais tarde na viagem de volta. No dia seguinte, 1 de fevereiro, os esquiadores começaram a descer o passo. Ao que parece eles planejavam atravessar o local e acampar do outro lado durante a noite seguinte, mas devido à piora nas condições meteorológicas, com tempestades de neve e declínio de visibilidade, o grupo acabou se perdendo e seguindo para oeste, subindo em direção ao topo do Kholat Syakhl. Quando perceberam o equívoco, eles decidiram parar e montar acampamento no declive da montanha.


O Grupo Desaparecido


– Igor Dyatlov (23 años) Líder da Equipe
– Yuri Yudin Único Sobrevivente
– Yuri Doroshenko (21)
– Zinaida Kolmogorova (22)
– Lyudmila Dubinina (21)
– Alexander Kolevatov (25)
– Alexander Zolotariov (37)
– Rustem Slobodin (23)
– Georgyi Krivonischenko (24)
– Nicolay Thibeaux-Brignollel (24)


O Único Sobrevivente


 No povoado Vizhai que Yuri Yudin, o único sobrevivente, adoeceu de repente e teve que abandonar a expedição. Uma velha lesão nas costas o impediu de continuar. Naquele momento ele sentiu inveja pelos seus companheiros e o resto da vida sentiu a angústia de não saber o que havia acontecido com eles.

Estas fotos foram as últimas que tiraram com o acampamento montado e mostram todos alegres e se divertindo.




A Expedição

O objetivo da expedição era alcançar o topo da montanha, considerado um desafio difícil, porém todos os integrantes do grupo possuíam experiência em escaladas. Com a ajuda das anotações de viagem, foi possível, identificar a rota do grupo até o dia da tragédia. No dia 1o. de fevereiro, o tempo na montanha piorou, os esquiadores se perderam – provavelmente se separam – e resolveram montar acampamento.


A partir dali, provavelmente, começou uma sequência de horrores causada por algo desconhecido. Sem sinal dos esquiadores, as buscas tiveram início no dia 20 de fevereiro. Seis dias depois, foram encontrados os primeiros corpos. Eles estavam apenas com roupas íntimas, indicando que os esquiadores estavam dormindo e tentaram fugir de alguma coisa ameaçadora. Estima-se que naquela noite a temperatura deveria estar em torno de -25 C e -30 C graus.

Pelo estado da barraca algo ou alguma coisa aterradora assustou os alpinistas profundamente, como se estivessem fugindo de algo.

As surpresas não acabam aqui. Ao examinar a barraca, eles verificam que estava feita em pedaços. Foram os próprios garotos que em uma tentativa desesperada de fugir de algo, rasgaram a barraca.

A barraca segue sendo o maior mistério sem solução do caso e a que menos provas úteis proporciona. Ao localizá-la, todos tinham a esperança de encontrar a equipe com vida, no entanto, o seu interior não foi investigado como deveria. Não foram feitas fotografias, foram separados os objetos pessoais para entregá-los aos familiares, o diário do grupo apareceu, mas desapareceu o de Zolotariov. Foram encontrados vários rolos de filmes sem revelar. Não foi feito um inventário preciso.

Posterior análise chegou a uma conclusão surpreendente: os cortes não haviam sido feitos pelo lado de fora, mas sim a partir de dentro da barraca!

Próximo dali, entre 300 e 630 metros, foram encontrados, outros três corpos. Pela maneira que estavam dispostos, a hipótese é de que estivessem tentando voltar às barracas. Os outros quatro esquiadores só foram encontrados mais de dois meses depois, no dia 4 de maio, sob quatro metros de neve.


O que aconteceu?

Mais tarde, uma investigação constatou que ao menos quatro dos esquiadores receberam ferimentos fatais – dois no crânio e dois no tórax. Um dos corpos estava sem a língua. O que espantou os investigadores foi a força usada nestes ferimentos, praticamente impossível para um ser humano. Os corpos não tinham machucados externos e pareciam ter sido submetidos a uma grande pressão. Para adicionar mais mistério à história, também foi encontrado um alto índice de radiação nas roupas dos esquiadores.

De início, suspeitou-se que as mortes tivessem sido causadas pelo povo indígena Mansi, porém não havia qualquer tipo de pegadas ali, a não ser as dos esquiadores. Nos ano 90, pessoas envolvidas na investigação revelaram que houve relatos naquela época de que “esferas voadoras brilhantes” foram avistadas na área, mas nada pode ser comprovado – anos mais tarde, foi divulgado que as luzes foram causadas por testes de mísseis balísticos R-7. Sem ter como resolver o caso, a investigação final apontou que o grupo morreu vítima de “força desconhecida” e o caso foi arquivado. O incidente só veio à tona na década de 1990.

Igor Dyatlov combinou que enviaria uma mensagem telegráfica para seu clube esportivo assim que o grupo retornasse a Vizhai. Estimava-se que isso ocorreria por volta de 12 de fevereiro, mas mesmo com o passar da data não houve reação, pois atrasos eram comuns em expedições desse tipo. Em 20 de fevereiro, depois que familiares dos viajantes exigiram uma operação de resgate, os administradores do instituto enviaram as primeiras equipes de busca, formadas por alunos e professores voluntários. Posteriormente, o exército e forças policiais foram envolvidas, com aviões e helicópteros requisitados a juntar-se à operação.


Os Primeiros Corpos analisados por médicos forenses

Próximo  a uma árvore, encontram os dois primeiros corpos, Krivonischenko e Doroshenko, os dois de pés descalços e em roupa interior, apesar do frio que fazia naquela noite. Os dois estavam cobertos por ramos de árvores caídos cheios de neve.



Krivonischenko

É o mais próximo da fotografia e se encontra de barriga para cima, com os braços na altura da cabeça, sinal de que teria sido arrastado. Foi identificado pela sua altura, 1,80 m. Era o mais forte dos nove e casualmente um dos primeiros a morrer. Saiu da barraca em boas condições, porque as impressões de uma pessoa alta que caminhava com passo firme se distingue claramente. Vestido com uma calça de lã, calças curtas sobre essas, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa e colete. Nos pés um par de meias de lã. Sem calçados. Nas calças foram encontradas restos de lágrimas e a meia do pé esquerdo estava parcialmente queimada.

Sobre as lesões que apresentavam o corpo: Presença de sangue na boca, nariz e ouvidos. Danos no braço direito na altura do ombro: Hematoma de 2 centímetro na axila, abrasões de 2 a 1,5 cm (Isto quer dizer que cobre uma superfície de 2 x 1,5 cm de área, dentro da qual estão os danos) na parte interna do ombro não há sangramentos, mas haviam dois cortes na pele.


  • Marcas de golpes acimas do antebraço direito (sob o cotovelo) de coloração marrom-avermelhada entre 4 a 5 cm.
  • A pele dos dedos de ambas as mãos estavam arrancadas e estas apareceram no tronco da árvore sob a qual foram encontrados os corpos.
  • Machucados em ambas as pernas (abaixo dos joelhos).
  • Marcas de congelamento no rosto e orelhas (que em volta, a pele tem um tom marrom escuro-negro)

  • Na bochecha direita, havia a descarga de líquidos cinzentos espumosos procedentes da boca. Este líquido costuma aparecer em caso de compressão do tórax.
  • A conclusão é que as feridas foram produzidas ao cair da árvore, ao arrancar ramos utilizando o peso do corpo ou tentando se manter sobre os galhos.

Quando o forense investiga o tronco, ele viu que estava coberto com pedaços de carne e pele humana. Os cadáveres tinham mãos dilaceradas, então presume-se que eles tentaram subir na árvore desesperados, e os galhos cederam com o seu peso. Não havia nenhum sinal de qualquer animal, mas alguma coisa tinha que aterrorizá-los de tal forma para fazê-los correr para fora da barraca sem se vestirem e tentarem subir numa árvore dilacerando as mãos.


Igor Dyatlov

Perto do local, cerca de 270 metros em direção a barraca, encontraram o terceiro cadáver, o do líder do grupo, Igor Dyatlov. O encontro não é menos surpreendente. Ele estava deitado virado para cima com a cabeça na direção da barraca e em uma mão segurava um raminho e com o outro braço cobria o rosto, protegendo-se.

Cabeça nua. Abrigo de pele com bolsos desabotoados. Camisa de manga longa, camiseta não muito grossa. Calças, calças de esqui. Sem calçado. Meias de algodão em ambos os pés, meia de lã só no pé direito. Nos bolsos, tinha um canivete pequeno e uma fotografia de Zinaida Kolmogorova. Seu relógio parou às 05:31. A camisa de manga longa era de Yuri Yudin, este a identificou posteriormente e explicou que a havia emprestado a Doroshenko. Tudo indica que as peças de roupas dos dois primeiros a morrerem, foram repartidas entre seus colegas, ou que entre eles trocaram as roupas.

Lesões: Abrasões na testa de cor marrom-avermelhada. Escoriações em ambas bochechas de cor marrom-avermelhada sangue seco nos lábios, perda antiga de um incisivo na mandíbula inferior.

Na parte inferior do antebraço e na superfície da palma da mão (não indicam qual das duas, suponho que a direita) haviam muitos arranhões pequenos de cor vermelha escura. Contusão nas articulações metacarpofalangicas da mão direita de cor marrom-avermelhada (isto é, a zona do punho com a qual se bate com a mão fechada). Contusões na mão esquerda de cor marrom-avermelhada. Feridas superficiais no segundo e no quinto dedo de dita mão.

Forte golpe nos joelhos sem sangramento. Hematomas na parte inferior da perna direita (acima do tornozelo). Abrasões em ambos tornozelos de cor vermelha brilhante com hemorragia subjacente.


Rustem Slobodin

Pouco mais de 180 metros a frente em direção a barraca, encontram o cadáver de Rustem meio coberto de neve com o rosto no chão e com uma fratura de 17 centímetros na cabeça.

Levava uma camisa de manga longa, outra camisa, uma camiseta, calças em cima de outras calças, quatro pares de meias e uma bota no pé direito. Nos bolsos levava uma faca, uma caixa de fósforos, um pente, seu passaporte, 310 rublos e um lápis. Seu relógio estava parado, marcando 08:45.

Lesões: Abrasões na testa de cor avermelhada, hematoma de cor marrom-avermelhada na pálpebra do olho direito com hemorragia subjacente. Restos de sangue no nariz. Lábios inflamados, inchaço e abrasões irregulares na metade direita do rosto. Abrasões no lado esquerdo do rosto.

Epiderme rachada em todo o antebraço direito. Hematomas na zona metacarpofalangica de ambas as mãos. Machucaduras de cor marrom-avermelhada na face média do braço esquerdo e na palma da mão esquerda.

Contusões na tíbia esquerda.

A cabeça apresentava uma fratura no osso frontal e nos músculos temporais de ambos lados do rosto.
O forense não explica a natureza das lesões, mas é como se ele tivesse ido se ferindo sucessivamente com tudo o que encontrasse no caminho.

Era o único corpo que mantinha algo de calor corporal no momento de cair ao solo, já que a neve sob a sua cabeça havia derretido e se transformando posteriormente em gelo (a ferida na cabeça ajudou). Seu cadáver estava completamente coberto pela neve.


Zinaida Kolmogorova

Nas proximidades existem vestígios de sangue, ao segui-los eles acham Zinaida, a que mais se aproximou da barraca depois de ter fugido. Não foi possível comprovar se o sangue era seu, mas não parecia ser dela.

Seu cadáver foi encontrado semi-enterrado. Estava melhor vestida, levava dois gorros, camisa de manga longa, camiseta, outra camisa sobre a camiseta e outra camiseta em cima com as mangas rasgadas. Calças esportivas, calças de algodão, calças de esqui com três pequenos buracos na parte inferior. Três pares de meias. Sem calçado. Levava uma máscara militar, sem a indicação de que tipo.

Tinha um hematoma de 29 cm de comprimento por 6 de largura que rodeava o lado direito na região da cintura.

Congelamento nas falanges dos dedos, contusões nas mãos e nas palmas. Meninges inflamadas (sinal de hipotermia).


Lyudmila Dubinina

Levava roupa interior, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa, duas jaquetas, dois pares de calças, meias longas, outro par de meias danificadas pelo fogo e uma meia sem par. Tinha cortado em tiras uma camiseta, levando uma parte enrolada no pé esquerdo e a outra havia se desprendido. Foi encontrada entre a neve. Levava a calça e a camiseta de Krivonishenko, em que foi encontrado uns níveis baixos de radiação.

Danos corporais: A língua não foi encontrada, faltava o nervo hipoglosso bem como os músculos do céu da boca. Não indicam se foi arrancada ou não, simplesmente que não está. Os tecidos macios ao redor dos olhos, os olhos e as sobrancelhas desapareceram, assim como a pele da área temporal esquerda e o osso encontrava-se parcialmente exposto.

As cartilagens nasais foram rompidas. Faltavam os tecidos macios do lábio superior, no qual, os dentes e o osso da mandíbula superior estavam expostos

Lesões nas costelas. No lado direito estavam quebradas as costelas 2, 3, 4 e 5 seguindo duas linhas de fraturas visíveis. No lado esquerdo: foram quebradas as costelas 2, 3, 4, 5, 6 e 7, seguindo também duas linhas de fraturas visíveis.

Hemorragia em massa na aurícula direita do coração. Foi encontrado 100 gramas de sangue coagulado no estômago. Hematoma na coxa esquerda, com o tamanho de 10 ,5 cm.
Tecidos danificados ao redor do osso temporal esquerdo, com tamanho de 4, 4 cm.


Alexander Zolotariov

Os olhos desapareceram. Faltavam os tecidos macios ao redor da sobrancelha do olho esquerdo, em uma superfície de 7, 6 cm, o osso está exposto. Teve as costelas quebradas 2, 3, 4, 5 e 6 do lado direito, seguindo duas linhas de fraturas visíveis. Ferida aberta no lado direito com o osso exposto de 8 a 6 cm de tamanho.

Tanto Zolotariov como Dubinina tiveram um mesmo padrão de lesões. São muito similares no ângulo e na força exercida, apesar de que tanto a altura e a compleição corporal dos dois é muito diferente. O que lhes causou estas lesões não foi um evento único e uniforme, mas sim, produziu danos similares em duas pessoas diferentes. Seria como comprovar quanta força seria preciso exercer para quebrar as costelas de uma mulher forte de 20 anos e de um homem atlético de 37, a potência da força exercida é diferente, mas o resultado é o mesmo.

Sob a roupa foi encontrada a seguinte tatuagem: Г + С + П = Д (não foi especificado em que parte do corpo) O último símbolo depois do igual, significa ‘amizade’, os três primeiros são as iniciais dos amigos, era uma tatuagem muito comum entre os soldados soviéticos que serviram muito tempo juntos. Entre as letras não há nenhum A, pelo qual o nome com que se apresentou ao grupo, Alexander, realmente não era o seu nome, mas sim, Cemen. Também encontraram uma frase militar e seu ano de nascimento, 1921.


Nicolay Thibeaux-Brignollel

Apresentava múltiplas fraturas no osso temporal direito, com ampliações nos ossos frontais e esfenoides, seguindo um padrão ovalado. Segundo uma das hipóteses, seguindo a teoria da avalanche, ele estaria dormindo próximo de sua câmera fotográfica e ao cair a neve sobre eles, sua cabeça teria batido contra o objeto. Dentro da barraca não havia nenhuma câmera quebrada nem manchada de sangue e o padrão das impressões não mostra o arraste de uma pessoa inconsciente na fuga para o bosque, quando esta ferida provocou uma hemorragia cerebral que o deixou em um estado muito similar ao coma. O forense, Vozrojdenniy, não estava de acordo, porque a ferida e o afundamento do crânio não mostravam um círculo perfeito, mas sim, irregular, mais parecendo ao de uma pedra, mas também descarta a queda acidental sobre uma pedra.

Se poderia saber mais sobre o impacto caso se pudesse observar a retina, desprendida ou não, mas lamentavelmente, os globos oculares haviam desaparecido.

Também apresentava um hematoma no lado esquerdo do lábio superior e uma hemorragia na parte baixa do antebraço, com o tamanho 10 a 12 cm.


Alexandre Kolevatov

Ausência dos tecidos macios ao redor dos olhos e dos globos oculares, as sobrancelhas desapareceram e os ossos do crânio estavam expostos. Os danos no rosto que sofreram os quatro cadáveres têm uma explicação simples, a carne, primeiro congelada e depois molhada durante o degelo, pode se separar com muita facilidade do crânio.

Tinha uma fratura no nariz, uma ferida aberta por trás da orelha, com o tamanho de 3 cm e o pescoço deformado (não é detalhado que tipo de deformidade).


As Teorias.

Muitas perguntas foram levantadas:

– O que pode aterrorizar um grupo de nove pessoas, acostumados a acampar em locais extremos e com grande força física? Eles não eram colegiais acampando com medo do escuro.
– Por que Ludmila foi encontrada sem a língua?
– Os ferimentos foram tão intensos que nenhum ser humano seria capaz de fazer. Quem fez?
– Eles estavam a -20ºC – O que os fez fugir da barraca cortando de dentro para fora?
– A última foto tirada pelos estudante mostra o que? O que é aquela luz?

Logo circularam várias hipóteses, desde as mais assustadoras que parecem ser as mais razoáveis.
O caso teve muita publicidade por se tratar de nove jovens, mas terminou com outra incógnita:
nove esquiadores morreram por uma “causa maior” ou por uma “força não identificada”, de acordo com o exército russo, que fechou o local durante três anos. A mesma passagem que agora leva o nome do líder da expedição, passagem Dyatlov, onde uma placa recorda os 9 falecidos.


Teoria sobre a Conspiração OVNI

Sempre que há uma história misteriosa surge a ideia de que foi produzida por organismos alienígenas.. ou seres  de outro mundo.

A ideia veio desta vez do depoimento de um grupo de excursionistas que se encontravam acampados há vários quilômetros ao sul, que afirmaram terem visto na noite das mortes, várias esferas de cor laranja sobrevoando a zona onde se encontravam os esquiadores.

Curiosamente, um dos defensores desta teoria era um militar, que não podia mostrar as provas por estarem classificadas mas afirmava que existiam. Este cavalheiro era Lev Ivanov que junto com Vasily Ivanovich Tempalov estudaram o caso e propuseram diversas teorias a partir do depoimento dos excursionistas e das fotografias feitas por eles, mas superiores os obrigaram a fechar o caso e seus arquivos foram classificados. Tempanov se recusou, enquanto Ivanov acatou as ordens e foi promovido no dia seguinte.

Foto original encontrada no acampamento
Com a queda da URSS, estes supostos arquivos OVNIs não apareceram com o resto de arquivos desclassificados. Ivanov fazia questão de dizer que precisamente os seus, se encontravam entre os ‘não desclassificáveis’

A teoria de Ivanov aponta a que durante a noite de primeiro de fevereiro, várias esferas de cor laranja, vistas pelos excursionistas que foram testemunhas e vários habitantes de cidades da zona e de procedência alienígena, sobrevoaram o acampamento dos nove esquiadores. O pânico se espalhou e fugiram. Talvez não lhes atacassem, mas naqueles anos o medo de luzes no céu estava muito enraizado. Estavam em plena guerra fria… Ou talvez sim lhes atacaram, lhes obrigando a fugir da barraca e a abandonà-la, se escondendo no bosque. As feridas que quatro dos esquiadores sofreram, segundo Ivanov, poderiam ser da colisão de uma nave e o impacto de algum fragmento.

Não encontraram restos de nenhuma nave, mas para Ivanov a resposta está na rápida atuação do exército, que poderia ter levado embora os restos. Os primeiros a encontrarem o acampamento foram os soldados soviéticos a bordo de um avião. Até que chegassem a equipe de resgate do Instituto Politécnico e os civis, havia passado ao menos um dia, porque já haviam se afastado da zona, e desde o início, pensavam em encontrá-los vivos.

A coloração da pele e cabelos, a radioatividade na roupa e a paralisia dos corpos, indicava a Ivanov que foram objetos de um ataque alienígena. Também parecia que ele levava em conta a ausência da língua de Dubidina, por ser similar as mutilações de gado. (Cattle mutilation)

É curioso que esta afirmação venha de um militar. Ele realmente acreditava ou tentava tapar algum assunto do exército?


Teoria do Yeti

Os Mansi dizem que a região é habitada por uma criatura chamada Menk. Seu rugido vez os esquiadores se apavorarem e por isso eles fugiram da barraca e correram em direção a floresta. O Menk o seguiu e eles foram todos mortos.

O que seria uma das teorias mais malucas, com a liberação de arquivos antes confidenciais acabou se tornando uma das mais interessantes como vamos ver.

Em janeiro de 2014 o explorador Mike Libecky, a jornalista russa Maria Klenokova e uma equipe de filmagem se embrenharam na Rússia atrás de respostar para o caso e o resultado foi o documentário Russian Yeti: The Killer Lives exibido no Discovery Channel (tem completinho e em português no Youtube). O que eles descobriram foi impressionante e surpreendeu a todos, pois tudo indica que foi um Yeti que matou os 9 estudantes.

A equipe foi visitar a Fundação Diatlov e lá conversaram com as duas primeiras pessoas que chegaram ao local e descobriram a barraca. Eles disseram que viram pegadas na neve com o dobro da humana e que elas não foram mencionadas nos relatórios oficiais.


Essas pegadas foram encontradas perto do acampamento dos alpinistas, fotos ocultado pelos militares Soviéticos, descobertas em 1990 após a queda do comunismo.

Depois eles partem para falar com os Mansis e encontram a última testemunha Mansi viva dos eventos! Ela contou que tinha 5 anos na época e que ela sabe o que matou os estudantes: O Menk! e uma criatura com 2 a 3 metros de altura, muito forte e que que costuma matar cervos e arrancar suas línguas (lembra que a Ludmila foi encontrada sem a língua?). O Menk seria apenas um dos nomes para criaturas grandes e peludas que vivem el florestas isoladas. Ele não gosta que assovie, portanto quando for para uma floresta russa não assovie!

O assunto é tão sério que em 1958 o governo russo lançou uma expedição com o objetivo de capturar um Yeti vivo!

Então Maria recebe um CD de uma fonte anônima com imagens do único sobrevivente, Yuri Yudin, falando sobre o caso e que encontrou uma peça de roupa militar.

Depois de meses eles conseguem ver o material sobre o caso que está no arquivo público da cidade de Ecaterimburgo. Neste arquivo encontraram a análise da barraca e fotos de pegadas muito estranhas. Mas o mais interessante foi a revelação de que em um pedaço de papel escrito pelos estudantes dizia “Agora sabemos que o Homem das Neves Existe“.

Eles então reexaminam foto por foto que obtiveram na Fundação Dyatlov e encontram uma muito estranha, uma que mostra um Yeti! Eles voltam a Fundação para ver se ela é real e encontram o negativo! E mais, foi tirada apenas um dia antes deles morrerem.

Essa foto foi tirada um dia antes do ataque.

Tem mais coisa interessante… Eles descobrem um vídeo um militar dizendo que na época estavam testando misseis de 2 estágios e escolheram aquela região justamente por não ter ninguém, nem o povo Mansi ia até lá.


Teoria da Conspiração Militar

A teoria que quase todo mundo tem em mente. Depois de analisar as outras teorias, muitas pistas apontam para ela. Armas químicas, teste de mísseis, protótipos de aviões sobrevoando a zona…

Não era desconhecido para ninguém que aquela foi uma zona de manobras militares. Grande parte da área era militar. Ecaterimburgo estava rodeada de mísseis anti-aéreos.

Naqueles anos, estavam experimentando um protótipo de míssil que falhava mais que espingarda de parque de diversões.

Eliminar testemunhas inoportunas não era um problema para eles. Acredita-se que os militares conheciam a rota que seguiriam os rapazes, mas acidentes acontecem. Perto de Sverdlovsk, existia um grande complexo de experimentação de armas químicas.

Entre os tipos de armas que poderiam estar experimentando, se fala de algo que explodiu, mesmo que não aparecessem restos, o que explicaria os danos físicos de 4 dos garotos. Algum tipo de spray paralisante, ressonâncias ultra-sônicas que produzem confusão momentânea, um forte reflexo que pudesse cegá-los, alguma arma química.

Qualquer coisa que justificasse sua fuga e porque não voltaram para a barraca.

Poderiam ser testemunhas incômodas, sendo preciso executá-las.

Aviões de teste sobrevoando a zona e talvez borrifando algum produto, é algo que não se pode descartar.

E o que opinava Yuri, o único sobrevivente? Ele sempre esteve convencido de que os militares tivessem algo a ver. Teve que reconhecer os corpos de seus amigos, que a julgar pelas fotografias dos cadáveres, não deve ter sido nada agradável e ainda explicar que roupa era de quem.


Um obmtki

Também identificou 2 materiais que não pertenciam ao grupo, uns óculos militares e um ‘obmtki’, uma peça de roupa que se usa para envolver os pés ou as pernas para manter o calor, enrolando-o como uma venda. Tem uma forma característica e é de um material determinado. Se utilizou amplamente entre os soldados nos anos 40 e depois entre os prisioneiros dos campos de concentração de Stálin .

E quem sabe, não seguiria sendo usado por algum soldado na época. Ninguém sabe como chegou lá e ninguém sabe como desapareceu da sala de provas.

Encontraram 3 câmeras dentro da barraca, todas com fotografias similares de distintas perspectivas, mas ele insistiu que eram 4 câmeras, as levadas pelos seus companheiros. Também faltava um dos diários.

Yuri Yudin também menciona que em algum momento da investigação, ele viu uns documentos que indicavam que os militares começaram as indagações 10 dias antes de que começassem a busca oficial pelas pessoas do instituto politécnico. Mas esses documentos também desapareceram. Também viu como tiravam da sala de necrópsia, recipientes com os órgãos de seus amigos para enviarem a laboratório, que nunca chegaram. E se chegaram, não há informe deles. Apesar de que os informes forenses preliminares são muito detalhados e profissionais.

O barranco onde apareceram os últimos 4 esquiadores, era uma fossa cavada por eles mesmos aproveitando o desnível do terreno, em teoria para se protegerem do frio, mas nesse lugar apareceram os mais feridos. Talvez fosse um primeiro refúgio após apagarem o fogo, e tentarem se esconder  de alguma coisa.

Tinha algo na floresta e eles fizeram pequenos rasgos na cabana para observar alguma coisa que estava no acampamento, talvez Um míssil caiu ali perto pois segundo se conta, havia um treinamento militar e usavam a região para testes, e após a queda, assustou tanto eles quando o Yeti que se sentiu vulnerável. A última foto tirada pelos esquiadores mostra justamente um clarão no céu. Eles correm para a floresta somente com as roupas interiores e tentam acender uma fogueira. Dois morrem ali. Três tentam voltar para a barraca, mas morrem. Os outros quatro se protegem em uma parece de gelo, mas o Yeti furioso ataca matando todos.


A Marinha dos EUA confirma Autenticidade de ‘OVNI’ em Vídeos vazados.


Para a surpresa de muitas pessoas, a Marinha dos EUA confirmou pela primeira vez que objetos voadores não identificáveis, ou OVNIs, são realmente reais. Isso ocorre depois que imagens de tais OVNIs foram capturadas por câmera.

As imagens reais foram capturadas pelos pilotos da Marinha dos EUA e depois exibidas online por um grupo de pesquisa privado, To The Stars Academy of Arts and Science.


O que mostram os vídeos?

Oficialmente, o termo Objeto Voador Não Identificável não está em uso. Atualmente, o termo foi alterado para Fenômenos Aéreos não Identificados (do inglês, Unidentified Aerial Phenomena, UAP). Foi isso que um porta-voz da Marinha dos EUA disse ao The Black Vault – o maior arquivo civil de documentos governamentais.

“A Marinha designa os objetos contidos nesses vídeos como fenômenos aéreos não identificados”, disse Joseph Gradisher, porta-voz oficial do vice-chefe de operações navais, disse ao autor do The Black Vault John Greenewald.

Agora, isso não significa que os alienígenas foram capturados pela câmera, ou que a Marinha está apontando nessa direção. Significa apenas que os objetos capturados no filme não podem ser identificados – daí o nome UAP.


Portanto, mesmo que não haja informações suficientes para decifrar com precisão quais são esses objetos voadores, ainda é interessante ouvir a Marinha usar o termo ‘Fenômenos aéreos não identificáveis’ e que o público agora sabe disso.

Roger Glassel, escritor da revista sueca UFO-Aktuellt, disse: “O fato de a Marinha estar usando o termo ‘Fenômenos Aéreos Não Identificados’ mostra que eles ampliaram o que se espera que os pilotos de caça americanos relatem para investigar qualquer coisa desconhecida em seu espaço aéreo que no passado foi associado a um estigma.

Agora que os estigmas são deixados de lado, é hora de tentar descobrir exatamente o que são esses objetos voadores.


Computador Quântico Mais Poderoso do Mundo foi criado pelo Google, Segundo Relatório


A gigante da tecnologia Google criou um computador quântico muito superior aos supercomputadores mais poderosos do mundo atualmente. Pelo menos isso é afirmado em um relatório obtido pelo British Financial Times.

Assim, a empresa relatou em um estudo que sua nova máquina leva apenas 3 minutos e 20 segundos para executar um cálculo que levaria 10.000 anos para concluir o Summit – da IBM -, hoje o supercomputador mais poderoso do mundo.

Este estudo foi publicado por um curto período de tempo no site da agência espacial dos EUA – NASA – antes de ser removido. No entanto, a mídia do Financial Times conseguiu investigar o documento.

É um aumento significativo na velocidade em comparação com qualquer algoritmo clássico que permite alcançar experimentalmente uma supremacia quântica no campo dos cálculos e que implica o nascimento do paradigma computacional”, afirmou o estudo.


A Cidade de Ouro de Krishna Foi Encontrada!


Dwaraka é uma das sete cidades sagradas da Índia Antiga. As outras são: Ayodhya (a capital do império de Rama, citada no Ramayana), Mathura, Haridwar, Benares, Kanchipuran e Ujjain.

A grandiosidade e beleza de Dwaraka têm sido descrita por muitos cronistas. A cidade é mencionada como ‘Cidade Dourada’ no Srimad Bhagavatam, no Skanda Purana, no Vishnu Purana e também no Mahabarata. Dwaraka, conhecida por ser a capital do Reino de Krishna (ele viveu aproximadamente em 3.100 a.C.), não foi e nem é uma lenda; antes, ela é bastante real.

A região da costa oeste da Índia, em Gujarat, onde Krishna estabeleceu a dinastia dos Yadavas, era uma costa repleta de frutos e flores. Ali, Krishna resolveu construir uma nova cidade e chamou-a Dvaravati. Uma sociedade progressista viveu na região. Era uma cidade bem planejada e tecnologicamente avançada, um porto movimentado de onde entravam e saíam grandes navios.

Dwaraka é a cidade sagrada onde o Senhor Krishna, a Suprema
Personalidade de Deus, passou a maior parte de seu tempo
durante sua aparição na terra há cinco mil anos. Em Vrindavan,
o Senhor Krishna viveu como um menino vaqueiro simples,
mas na Dwarka Ele vivia como um príncipe rico.
Dwaraka ou Dvaraka (sânscrito: “uma porta ou uma porta de entrada”, também conhecida como Dvaravati, “a cidade de muitas portas”) é a capital dos Yadavas que governaram o reino de Anarta. A cidade estava situada no ponto mais ocidental de Gujarat , e foi submersa pelo mar de acordo com a narrativa do volume 16 do épico Mahabharata. 

Dwaraka é uma das cidades mais sagradas na Índia antiga e uma das quatro principais “dhams”, juntamente com Badrinath, Puri, Rameshwaram. Dwaraka era uma cidade-estado que se estendia até Sankhodhara (Bet Dwaraka) para o norte e Okhamadhi para o sul.


Descrição

Dwaraka também era conhecida como Dwaravati. Foi também uma cidade-porto, que tinha relações comerciais com muitos outros países com saída para o mar. Pode ser que este antigo porto da cidade tenha sido uma porta de entrada para navegadores de reinos estrangeiros para o continente indiano e vice-versa. O território de Dwaraka inclui a Ilha Dwaraka, muitas ilhas vizinhas, como  Antar Dwipa e área continental vizinha ao reino de Anarta. 

O reino estava situado aproximadamente na região noroeste do estado de Gujarat. Sua capital era Dwaravati (perto de Dwarka, Gujarat). O Mahabharata não menciona Dwaraka como um reino, mas sim como a capital do reino dos Yadavas que governaram o reino de Anarta.

A cidade foi fundada por um clã de chefes dos Yadavas que fugiram do reino de Surasena por medo do rei Jarasandha de Magadha. Dwaraka foi uma federação de muitas cidades, em vez de um reino sob um único rei. Dentro da Federação de Dwaraka estavam incluídos os estados de Andhakas, Vrishnis e Bhojas. Os Yadavas dominantes em Dwaraka também eram conhecidos como Dasarhas e Madhus .

Proeminentes  chefes do clã dos Yadavas residentes em Dwaraka incluíam os heróis Krishna, Balarama, Satyaki,  Kritavarma, Uddhava, Akrura  e  Ugrasena.

Krishna e sua consorte Radharani

A antiga cidade de Dwaraka

A antiga cidade de Dwaraka, situada na costa do extremo oeste do território indiano, ocupa um lugar importante na história cultural e religiosa da Índia. O planejamento arquitetônico fabuloso do templo Dwarka tem atraído turistas de todo o mundo. A cidade tem associação com o Senhor Krishna, que se acredita te-la fundado com a recuperação de 12 terras yojana do mar. Durante seu passado glorioso, Dwarka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, toda murada com várias portas de acesso, várias lagoas e palácios, mas acredita-se que tenha sido submersa logo após o desaparecimento de Lord Krishna da face da Terra.


Historicidade de Dwarka

Devido à sua importância histórica e associação com o grande épico indiano Mahabharata, a região de Dwarka continua a atrair arqueólogos e historiadores, além de cientistas. Antigas palavras em sânscrito como Pattana e Dronimukha têm sido geralmente utilizadas para descrever cidades portuárias costeiras onde os navios e barcos nacionais e internacionais aportavam em busca de cargas e abrigo. A referência mais antiga ao porto Agade vem do texto mesopotâmico que menciona que os barcos de Meluhha costumavam ser ancorados no porto de Agade, em citação datável de meados do terceiro milênio a.C. 

Escavações arqueológicas trouxeram à luz um pontão em Kuntasi em Gujarat que remonta ao período histórico de Harappa(*). Da mesma forma, as escavações revelaram um estaleiro e algumas âncoras de pedra em Lothal, outro site do tempo e época da civilização de Harappa. Há várias referências literárias que citam portos em muitas zonas costeiras durante o período histórico mais cedo (2500-1500 anos a.C.), mas vestígios arqueológicos desses antigos portos são escassos. A maioria dos assentamentos estão situadas, quer nas margens dos rios ou nas margens de lagoas, que teriam servido como um excelente porto natural.

(*) n.t. Harappa ou Harappá era uma das cidades – e é um dos sítios arqueológicos – da antiga civilização harappeana, também chamada de ‘civilização do Vale do rio Indus‘ – hoje situada no Paquistão. Esta civilização floresceu quando o equinócio vernal do hemisfério norte ocorria na constelação do Touro – em torno de 4.000 a.C. – Foi esquecida por milênios, e sua existência veio à luz com escavações feitas em 1920.

Esses portos se situavam em locais altamente vulneráveis a inundações e outros desastres naturais, e portanto, não é de se estranhar que apenas escassas evidencias de sua existência foram descobertas. Escavações em Poompuhar trouxeram à luz um cais situado na margem do antigo curso do rio Kaveri. 

Da mesma forma, escavações onshore na ilha Elefanta rendeu a descoberta de ruínas de um cais antigo que remonta aos séculos iniciais da Era Cristã. Há evidências que sugerem que o atual quebra mar (molhes), o antigo cais da hoje Dwarka tem sido utilizado como um porto desde o período histórico inicial, há cerca de 6 mil atrás.

No início dos anos oitenta do século passado, um importante sítio arqueológico foi localizado e desenterrado em Dwaraka, o site da lendária cidade de Krishna, descrita nos versos do épico Mahabharata. A antiga cidade de Dwaraka foi submersa pelo mar logo após o desaparecimento de Shri Krishna. Esta inscrição refere-se a Dwaraka como a capital da costa ocidental da Saurashtra e ainda mais importante, afirma que Krishna viveu ali

A descoberta da lendária cidade de Dwaraka, é um marco importante na história da Índia. Esse fato estabelecido serve para eliminar as dúvidas expressas por historiadores sobre a historicidade do Mahabharata e a própria existência da cidade de Dwaraka. Também reduziu muito a diferença na história da Índia, estabelecendo a continuidade da civilização indiana da antiguíssima Idade Védica até os dias atuais.

Agora recentes evidências arqueológicas vieram à tona para provar além de qualquer dúvida razoável a existência da cidade histórica de Krishna, Dwaraka, e lançar luz sobre a vida das pessoas que habitavam a “Cidade de Ouro”. Esta é a terra sagrada, a cidade sobre a qual o Senhor Krishna governou. Gujarat remonta aos tempos pré-históricos, aqui existe um dos três maiores sitios arqueológicos de dinossauros do mundo, que incluem ovos petrificados que datam de 65 milhões anos. Mas além do interesse nesse Jurassic Park, não obstante, para os hindus devotos, Gujarat está intimamente ligado com uma das histórias mais duradouras da Índia, a encarnação do avatar – Senhor Krishna.

Escavações recentes das ruínas submersas de Dwaraka
Escavações em Dwaraka, que começaram em 1981, ajudaram a adicionar credibilidade à história de Krishna e da guerra de Kurukshetra narrada no Mahabharata (Baghavad Gita), bem como fornecer ampla evidência das sociedades avançadas que viviam nessas áreas dos assentamentos harappeanos que representam algumas das maiores cidades da maior civilização do mundo antigo. 

Um dos primeiros postos arqueológicos a ser escavado, logo após a independência foi no distrito de Ahmedabad. As evidências sugerem que esses colonos trouxeram com eles uma cultura altamente desenvolvida, que era rica e não apenas nas artes, mas nas ciências também. A ênfase estava em uma sociedade bem organizada com base no comércio que era realizado através de seus portos.

Dwaraka, por exemplo era uma cidade bem planejada, o seu porto consistia em um cume rochoso modificado em um ancoradouro para atracação de embarcações, uma característica única em tecnologia portuária que estava em uso antes mesmo de os fenícios tentarem fazer o mesmo no mar Mediterrâneo, só que muito mais tarde. 

Os buracos feitos pelo homem no cume e as grandes âncoras de pedra lá existentes sugerem que grandes navios costumavam ancorar no porto, enquanto barcos menores realizavam o transporte de homens e de cargas até o rio.

A fundação de pedras em que as muralhas da cidade foram erguidas prova que o terreno foi recuperado do mar há cerca de 3.600 anos atrás. O Mahabharata tem referências a essa atividade de recuperação de terras do mar em Dwaraka. As Sete ilhas mencionadas na obra foram também descobertas submersas no Mar da Arábia. Peças de cerâmica, cuja datação foi confirmada por testes de termoluminescência indicam 3.528 anos de idade e contem inscrições do final do período da civilização do Vale do rio Indus (Harappa); estacas de ferro e  três âncoras triangulares  furadas descobertas no local são também artefatos mencionados no Mahabharata. 

Entre os muitos objetos descobertos que demonstram e comprovam ainda mais a conexão de Dwaraka com o épico do Mahabharata é um selo gravado com a imagem de um animal de três cabeças. O épico menciona que tal selo foi dado aos cidadãos de Dwaraka como prova de identidade, quando a cidade foi ameaçada pelo rei Jarasandha do poderoso reino Magadh. O Dr Rao, do Instituto Nacional de Oceanografia da Índia, que foi fundamental para a realização de grande parte das escavações subaquáticas, diz:

“Os resultados das pesquisas em Dwaraka e as evidências arqueológicas encontradas são consideradas compatíveis com a tradição do Mahabharata e removem a  persistente dúvida sobre a historicidade do Mahabharata, diríamos definitivamente que Krishna realmente existiu.

Reprodução da costa de Dwaraka
Essas evidências provam além de qualquer dúvida que Kusasthali, um assentamento pré-Dwaraka existia (hoje uma ilha) em Bet Dwaraka. Os arqueólogos concluíram que esta primeira ocupação de Kusasthali foi fortificada e aconteceu durante o período histórico do Mahabharata e foi nomeado como Dwaraka.

Depois de perceber que os terraços eram estreitos, e não eram suficientes para o aumento da população, uma nova cidade foi construída alguns anos mais tarde, na foz do rio Gomati. Esta planejada cidade portuária também foi chamada como Dwaraka, acrescentando ainda mais credibilidade ao fato de que a história do Mahabharata não era um mito, mas uma fonte importante de fatos históricos da Índia. 


A PERSONALIDADE DE SRI KRISHNA

Shri Krishna é mais conhecido na história cultural e religiosa da Índia como o Rei e Imperador de Dwaraka. De acordo com textos hindus antigos, a cidade era um novo reino fundado pelo clã de chefes Yadavas que fugiram do reino de Surasena devido ao medo do rei Jarasandha de Magadha. 

Shri Krishna teria nascido à meia-noite de uma sexta-feira, do dia 27 de julho de 3.112 a.C., conforme a data e hora calculado por astrônomos na base das posições planetárias nesse dia registrados por Vyasa.

Shri Krishna – o protetor de Mathura, o senhor de Dwaraka e recitador do Bhagavad Gita no campo de batalha de Kurukshetra é uma das lendas mais duradouras de Bharata (como a Índia era conhecida nos tempos de Krishna). São entidades históricas reais Krishna e a cidade de Dwaraka? Para a maioria dos hindus, a resposta é um inequívoco sim. Alguns arqueólogos e historiadores também estão agora dispostos a aceitar que a fé do homem comum hindu tem uma base na mais completa realidade.

A localização da cidade de Dwaraka

Sri Krishna é uma personalidade imponente e é difícil separar o aspecto humano de sua vida a partir do divino no conceito sobre Krishna. Ele é um grande mistério e todo mundo já tentou entendê-lo à sua maneira, de acordo com a sua luz ou visão espiritual. Como um guerreiro ele não teve rival, como um estadista foi o mais astuto, como um pensador social foi muito liberal, como professor foi o mais eloquente, nunca falhando com um amigo e como um chefe de família foi o mais ideal.


A IMPORTÂNCIA DO PATRIMÔNIO

Dwaraka tem uma importância especial como um dos principais lugares de peregrinação da cultura hindu, conhecida como a capital do Reino de Sri Krishna. Também foi descrita como a terra do caçador Ekalavya. Dronacarya também tinha vivido aqui. Krishna decidiu construir uma nova cidade ali e colocou sua fundação num momento auspicioso. Ele nomeou a nova cidade como Dwaravati. Muito mais tarde o poeta Magha em sua obra Sisupalavadha Sarga,  nos versos 31 em diante, descreve a cidade de Dwaraka, o Sloka 33 pode ser traduzido:

“O brilho amarelo do forte de ouro da cidade do mar jogando uma luz amarela por todo o espaço adjacente parecia como se as chamas da vadavagni saísse rasgando em pedaços ao mar.”

Antes da lendária cidade de Dwaraka ter sido descoberta alguns estudiosos (n.t. sempre os “eruditos”…) eram da opinião de que as histórias contadas no épico Mahabharata seriam apenas um mito, que seria inútil para procurar os restos de Dwaraka mesmo no mar. Outros sustentam que a batalha de Kurukshetra descrita no Mahabharata teria sido apenas uma briga de família exagerada em uma guerra. 

Mas escavações feitas por Dr. S.R. Rao em Dwaraka provam que as descrições como encontradas nesses textos não devem ser descartadas apenas como mitos fantasiosos, mas devem ser tratados como fatos que aconteceram baseados em realidades históricas como pode ser visto pelos seus autores. A arquitetura da antiga cidade de Dwaraka, é majestosa e maravilhosa.


Dwaraka no continente, foi um dos portos mais movimentados do período histórico do Mahabharata e teve um fim repentino devido à fúria do mar. Após a guerra descrita no Mahabharata, Krishna viveu durante 36 anos em Dwaraka. No final desse período, os Vrishnis, Bhojas e Satvatas se destruíram em uma briga fratricida no Prabhasa mas Krishna não interferiu para salvá-los. 

Os atos de destruição vistos por Sri Krishna, que aconselhou a evacuação imediata de Dwaraka esta indicado no Bhagavata Purana. A bela Dwaraka foi então abandonada por Hari (Krishna) para ser engolida pelo mar. A submersão teve lugar imediatamente após a partida de Sri Krishna do nosso mundo.


A CONSTRUÇÃO DE DWARAKA

Descrições interessantes sobre a sua construção são encontrados nos Puranas:

Temendo ataque de Jarasangh e Kaalayvan em Mathura, Sri Krishna e os Yadavas deixou Mathura e chegou à costa de Saurashtra. Eles decidiram construir sua nova capital na região costeira e invocar o Vishwakarma a divindade das construções. No entanto, Vishwakarma disse que a tarefa somente poderia ser concluída se Samudradeva, o Senhor do mar fornecesse alguma terra. Sri Krishna adorou a Samudradeva, que ficou satisfeito e deu-lhes novas terras emersas do fundo do oceano medindo 12 yojans para o Senhor Vishwakarma construir Dwaraka, uma “cidade dourada”.

Esta bela cidade também era conhecido como Dwaramati, Dwarawati e Kushsthali. Outra história diz que, no momento da morte de Sri Krishna, que foi atingido pela flecha de um caçador perto de Somnath em Bhalka Tirth, Dwaraka desapareceu afundando no mar.

A importância da descoberta de Dwaraka não reside apenas no fornecimento de evidências arqueológicas necessários para corroborar o relato tradicional da submersão da Dwaraka mas também indiretamente, que determina a data do épico do Mahabharata, que é um marco na história da Índia. Assim, os resultados provaram que a história do Mahabharata quanto à existência de uma linda cidade capital de Dwaraka de Sri Krishna não era um mero produto da imaginação, mas que de fato ela existiu. A Guerra descrita no Mahabharata ocorreu em 22 de novembro de 3.067 aC e o Bhagavad Gita foi compilado por volta de 500 a.C.


A SUBMERSÃO DE DWARAKA

Depois que Sri Krishna partiu da Terra de volta para a sua morada celestial, e os principais cabeças Yadavas foram mortos em lutas entre si;  Arjuna foi para Dwaraka para buscar os netos de Krishna e as esposas Yadava e lavá-los para Hastinapur. Após Arjuna sair de Dwaraka, a cidade foi submersa no fundo do mar. Este é o relato de Arjuna, constante no Mahabharata:

“O mar, que sempre esteve batendo nas costas de Dwaraka, de repente quebrou o limite que lhe foi imposto pela natureza. Suas águas correram as ruas invadindo a cidade. Ele percorreu todas as ruas da bela cidade. O mar encobriu tudo na cidade. … Eu vi os belos edifícios ficando submersos um por um. Em questão de alguns momentos foi tudo soterrado pelo mar, que se tornou tão plácido como um lago. Não havia mais nenhum traço da cidade de Dwaraka, agora ela era apenas um nome; apenas uma lembrança”.

Templo na atual Dwarka
A cidade associada com Sri Krishna, que a teria fundado com a recuperação de 12 yojanas de terras ao mar. Durante seu passado glorioso, Dwaraka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, e várias lagoas e palácios (Vishnu Purana), mas acredita-se que tenha submersa logo após o desaparecimento de Sri Krishna.

Devido à sua importância histórica e associação com o Mahabharata, Dwaraka continua a atrair os arqueólogos e historiadores, além de cientistas.

“O néscio pode associar-se a um sábio toda a sua vida, mas percebe tão pouco da verdade como a colher do gosto da sopa. O homem inteligente pode associar-se a um sábio por um minuto, e perceber tanto da verdade quanto o paladar sabe do sabor da sopa”.
 –  Textos Budistas  –  


Fontes: