quarta-feira, 20 de março de 2019

Infestação de Escorpiões em Estados do Brasil pode estar Fora de Controle


Um problema recente tem chamado atenção de alguns dos maiores centros urbanos no Brasil: escorpiões. A infestação tem atingido principalmente os estados de São Paulo e Minas Gerais, forçando o Ministério da Saúde a criar uma força-tarefa para combatê-los.

Segundo informações da BBC News Brasil, o número de picadas passou de 52.509 em 2010, para 124.903 em 2017, registrando um aumento de 138%. Quanto as mortes, o aumento no período foi de 152%, indo de 74 (2010) para 184 (2017).

O Ministério da Saúde de fato reconheceu o problema, afirmando que desde 2009 vem fazendo campanhas educativas com profissionais da saúde para alertar sobre os aracnídeos. Mas, devido ao crescimento acelerado do problema, precisou unir forças com o Instituto Butantan – fabricante do soro antiescorpiônico – para elaborar novos projetos de educação e assistência.  

O que causa estranhamento é que os escorpiões não são seres exatamente conhecidos por habitar cidades, de modo que eram mais comuns em áreas rurais.

Para compreender essa mudança de comportamento da espécie, o Instituto Butantan firmou uma parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP para fazer uma pesquisa que mapeará a evolução dos casos e buscará entender porque o escorpião amarelo (espécie Tityus serrulatus) tem se espalhado pela região Sudeste.

Precisamos entender como o escorpião se comporta, como ele se desloca. Ele não anda quilômetros, ele é levado de um lugar para o outro. Hoje em dia já nem conseguimos dizer mais qual é o seu habitat natural, de tão bem que ele se adaptou às áreas urbanas“, disse a médica Fan Hui Wen, gestora de projetos do Núcleo Estratégico de Venenos e Antivenenos do Butantan, à BBC.


Para o Ministério da Saúde, embora ainda não haja uma resposta específica para a causa da infestação, que pode não ser de fator única, o aquecimento global tem influenciado na reprodução da espécie.

Os escorpiões gostam de ambientes quentes e úmidos. Há inúmeros estudos sendo feitos analisando o aumento da temperatura com o aparecimento dos escorpiões“, explicou Wen.

Outro fator que poderia estar contribuindo para a proliferação é o crescimento desordenado das cidades, que consequentemente leva ao aumento de lixos e entulho. Tais locais são propícios para o aumento de baratas, que são o principal alimento dos escorpiões.

Pior do que isso, só o fato de que as fêmeas não precisam dos machos para se reproduzir. Quando estas entram em um processo chamado partenogênese, são capazes de se reproduzir sozinhas, liberando uma média de 20 a 30 filhotes a cada ciclo.

Considerando o fato de que ainda não existem venenos específicos para combater escorpiões, os especialistas recomendam às pessoas que fique atentas à limpeza da casa (para não atrair baratas) e cuidar de terrenos vizinhos abandonados.  

Ao encontrar um escorpião em casa, o ideal é não tentar pegá-lo ou jogar inseticida. Acerte-o com um objeto até cerificá-lo de que esteja morto. Se você for picado, procure imediatamente o hospital mais próximo para que os médicos avaliem a necessidade de recebimento do soro.

O veneno do escorpião tem ação neurotóxica, atacando o sistema nervoso central, podendo ser letal. Embora a maioria das picadas não sejam graves, o socorro imediato é fundamental para evitar complicações fatais.


China Realiza a Primeira Cirurgia Cerebral Remota


Um médico na China realizou uma cirurgia remota no cérebro humano pela primeira vez. Eles usaram a tecnologia 5G.

A primeira cirurgia remota feita em 5G

De acordo com o China Daily, um paciente que sofre de doença de Parkinson na China passou pela primeira cirurgia remota baseada em 5G do país em um cérebro humano.

Com a ajuda da China Mobile e da gigante chinesa de tecnologia Huawei, o PLA General Hospital da China (PLAGH) realizou a operação no sábado (16) usando tecnologia 5G. Realizada por Ling Zhipei, o médico chefe do Primeiro Centro Médico do PLAGH, a operação implantou um dispositivo de estimulação cerebral profunda (DBS) no cérebro do paciente para ajudar a controlar os sintomas de Parkinson.

Ling, que circula entre o campus principal da PLAGH em Pequim e o Hospital Hainan de PLAGH, a 3.000 km de distância, realizou a delicada cirurgia em cerca de três horas.

Após a operação, o paciente respondeu positivamente: “Eu me sinto bem”.

De sua parte, Ling não esperava fazer história quando recebeu a chamada para a cirurgia.

“Eu me revezo trabalhando em Pequim e Hainan, e a operação ocorreu durante minha rotação em Hainan. Um paciente com Parkinson em Pequim precisou de cirurgia e não pôde voar para Hainan”, disse ele.

A rede 5G resolveu problemas como o atraso de vídeo e o atraso do controle remoto experimentados na rede 4G, garantindo uma operação quase em tempo real. E você mal sente que o paciente esteja a 3.000 km de distância.”


Cientistas criam Pele Eletrônica Auto-Regenerativa e Elástica Inspirada em Águas-Vivas


Muitas das maiores invenções do mundo foram inspiradas pela natureza. Alguns dos exemplos são os trens balas japoneses que foram remodelados para um formato similar ao bico do pássaro martim-pescador, e com isso eles passaram a viajar de maneira mais silenciosa e também se tornaram 10% mais rápido e 15% mais econômicos.


Agora, cientistas da Universidade Nacional de Cingapura se inspiraram na água-viva para projetar uma pele eletrônica auto-curável, elástica e sensível ao toque que poderia ter aplicações para desenvolver robôs macios e até mesmo telas sensíveis ao toque.

“Nós nos perguntávamos como poderíamos fabricar um material artificial que imitasse a natureza e fosse resistente e que também fosse sensível ao toque”, disse Benjamin Tee, principal pesquisador do estudo, em um comunicado à imprensa.

A equipe de pesquisa, liderada pelo professor assistente Benjamin Tee levou um ano para desenvolver o material em colaboração com a Universidade de Tsinghua e a Universidade da Califórnia Riverside.

Pele elástica

O professor assistente Benjamin Tee fez parte da equipe que desenvolveu a primeira pele de auto recuperação em 2012. “Um dos desafios com muitos materiais de autocura hoje é que eles não são transparentes e não funcionam eficientemente quando molhados”, ele explica. 

“Essas desvantagens as tornam menos úteis para aplicações eletrônicas, como telas sensíveis ao toque, que geralmente precisam ser usadas em condições de clima úmido.” 

Tee continuou: “Com essa idéia em mente, começamos a observar as medusas – que são transparentes e capazes de sentir o ambiente úmido. Então, ficamos imaginando como poderíamos fabricar um material artificial que pudesse imitar a natureza resistente à água como as medusas e, ao mesmo tempo, ser sensível ao toque. ”

A equipe alcançou seu objetivo criando um gel que consiste em um polímero à base de fluorocarbono com um líquido iônico rico em flúor. Em combinação, a ‘rede polimérica interage com o líquido iônico por meio de interações íon-dipolo altamente reversíveis, o que permite a autocura.’ 

Materiais anteriormente autorrecuperáveis ​​incharam quando úmidos e encolheram quando secos, este material exclusivo pode reter sua forma em ambientes úmidos e secos e trabalhar efetivamente na água do mar e até mesmo em ambientes ácidos ou alcalinos.