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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mistérios da Amazônia: Obras de Índios Pré-Históricos ou de Extraterrestres?


Estudiosos de várias especialidades, sobretudo arqueólogos e paleontólogos, dedicam-se desde os anos 1970 a estudar uma região do Acre que abriga geoglifos. Quem fez estes "monumentos"? As populações originais ou seres de outros planetas?

Os geoglifos são grandes formas geométricas desenhadas no chão, em forma de círculos, quadrados e octógonos, de tamanhos variados, entre 113 e 200 metros de largura e entre 30 centímetros e 4,5 metros de profundidade. No total, somente no Acre já foram registradas cerca de 450 dessas estruturas, numa área de quase 13 mil quilômetros quadrados.  

Artigo publicado na mídia europeia nesta semana mostra que o desmatamento da Amazônia tem revelado geoglifos até então desconhecidos e suscitado a rediscussão de um tema que há quase 5 décadas vem despertando o interesse de cientistas e de leigos.

O paleontólogo Alceu Ranzi, que cunhou o termo geoglifo, traduzido por "desenho na terra", e o arqueólogo Ondemar Dias, presidente do IAB (Instituto de Arqueologia Brasileira), sustentam que o estudo de sítios arqueológicos na Região Amazônica poderá revelar o passado dos habitantes da América do Sul, antes mesmo da chegada ao continente dos colonizadores europeus.

Alceu Ranzi vai além, afirmando a existência de estudos que comprovam a presença de tribos indígenas instaladas na Região Amazônica brasileira pelo menos 500 anos antes da chegada dos colonizadores portugueses ao país, e que seriam esses índios os autores dos geoglifos. As pesquisas arqueológicas indicam que tais desenhos na terra podem estar datados de um grande período compreendido entre os séculos I e XIII.

Mas não faltam também especulações de que estes geoglifos poderiam ter sido feitos por alienígenas ou ETs (seres extraterrestres). Tudo isso, porém, tem sido motivo de ampla controvérsia em boa parte do mundo.

O Professor Ondemar Dias, presidente do IAB – Instituto Arqueológico Brasileiro, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, explica o fenômeno e diz que inúmeros estudos foram prejudicados pela degradação das áreas pesquisadas provocada por ações humanas. Mas aqueles geoglifos seriam sinais de uma antiga civilização?

"O importante é tentarmos entender para que eles [os índios] faziam aqueles sinais", comenta o arqueólogo. "Geralmente, eles [os geoglifos] estão em áreas muito degradadas pelo próprio homem. Aquele região toda ali do Abunã, Campos do Capatará, é uma região que os biólogos dizem que está totalmente destruída por ação humana. E, se foi ação humana, implica em muito tempo de exploração. Sem dúvida as populações indígenas são numerosas e estão ali há muito tempo, mas não chegaram a constituir uma civilização, porque civilização implica uma série de categorias sociais mais complexas. Isso em toda a América, não só no Brasil, em todo o mundo, praticamente."


Desmatamento revela misteriosas estruturas de 2.000 anos na Amazônia.


Centenas de misteriosas estruturas construídas por indígenas na Terra há mais de dois mil anos foram descobertas na Floresta Amazônica e têm intrigado pesquisadores.

Os notáveis geoglifos, descobertos recentemente no Acre, ficaram por muito tempo escondidos sob a copa das árvores da Floresta Amazônica, mas o desflorestamento nos anos últimos anos revelou as misteriosas figuras.


De acordo com estudiosos, citados pelo Daily Mail, a revelação de novas estruturas na região, conhecida como o "Stonehenge" da Amazônia, mostra que as matas da Floresta Amazônica não eram tão intocadas como se esperava. 

No total, já foram registradas cerca de 450 estruturas,  compondo uma área de cerca de 13 mil quilômetros quadrados.  


Pesquisadores acreditam que os geoglifos podem ter sido construídos por indígenas para serem usados na realização de rituais.  

As primeiras figuras feitas por povos antigos na Amazônia foram encontradas no fim da década de 1970. Por muito tempo, se pensava que todos os geoglifos haviam sido encontrados, mas pesquisadores estimam que, devido a enormes áreas encobertas por árvores, ainda há muitas estruturas feitas por povos originários a serem descobertas.  


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O CAMINHO do PEABIRÚ - A Estrada Inca que Cortava o Brasil - [VÍDEO]


REGIÃO DE AVARÉ E BOTUCATU

PEABIRÚ: O CAMINHO PERDIDO NO TEMPO

Há evidências de um lendário caminho para o interior da América do Sul, sendo chamado pelos índios de “Caminho de Peabirú ou Peabiyú, e os jesuítas designavam como “Caminho de São Tomé”, que em tupi-guarani “Pe”(caminho) e “abirú”(gramado amassado) significam “caminho batido”.

Este caminho é citado pela primeira vez no livro “História da Conquista do Paraguai, rio Prata e Tucumán”, escrito por Pedro Lozano, padre jesuíta nascido em 1697. Outras referências importantes estruturadas em outras obras, são a “Revista Comentário” nº 49 (1971) do historiador Hernani Donato e o livro “Peabiru – Os Incas no Brasil”, de Luiz Galdino (1999). Em síntese, segundo as referências, o caminho possuía oito palmos de largura ou cerca de 1,3 metros, sendo o ponto de partida a região de São Vicente (SP), com indícios que vem beirando o litoral desde Porto dos Patos/SC e Cananéia/SP.


SÃO TOMÉ

Os índios afirmam que o caminho foi construído por Pay Sumé, mas os jesuítas não acreditavam que os pudessem ter feito e atribuíam o feito ao apóstolo São Tomé. Certamente o “Peabiru” fora a porta de entrada para à colonização portuguesa na direção do interior do estado de São Paulo até a sua proibição em 1533, por Tomé de Souza, inclusive impondo pena de morte aos infratores. Essa medida proibitiva só foi tomada para evitar o fácil acesso às colônias castelianas, pois este dava grande prejuízo à alfândega portuguesa. Através do contrabando, só para termos a idéia de como era relativamente fácil o “trânsito” por este caminho, o gado introduzido em 1502 na região de Cananéia, já estava presente em 1513 na corte dos Incas no Peru. Só em 1603, o caminho voltou a ser utilizado pelos índios guarani.

Mas qual seria o traçado deste estranho caminho pelo o interior do estado de São Paulo?

Provavelmente seguia-se ao longo do vale do rio Tietê até a região de Itu e Sorocaba e, seguia em direção sul do estado, dividindo-se em duas ramificações:- uma à esquerda (ou Sul), por Araçoiaba, Itapetininga , Itapeva e estado do Paraná, onde há registros arqueológicos encontrados pelo Prof. Igor Chmys, da Univ. Federal do Paraná; - a outra ramificação seria à direita, saindo de Sorocaba, passando por Bofete e pela Serra de Botucatu, seguindo à “Cuesta” e o rio Paranapanema, seguindo-se até o Paraguai e, supostamente ao Peru. Uma curiosidade: próximo à Sorocaba, existem estranhas formações rochosas com o perfil de rosto humano bem definido, onde especulamos se teria algo a ver com o Peabirú., Pois bem agora vamos ao que mais interessa, quem diria que em pleno século XXI, a quase 300 km de São Paulo, existe um lugar onde muita gente acredita ser morada de Satanás ? Tudo isso teve inicio em 1952 quando um frei capuchinho, Fidélis da Motta, austríaco foi para cidade do interior paulista, chamada Botucatu. Frei Fidélis da Motta era historiador e estudioso da língua suméria, autor do livro “A América Pré-histórica e Exumados da Filosofia Suméria”, e, ao ouvir as histórias locais, e intimamente ligado às “Três pedras”, fez um curioso trabalho, que designou-as – em sumério – como Ex_tu, o “templo negro fálico”, onde supostamente as Pedras seriam a “sede” do culto negro liderado por Xumé, tido como um sacerdote sumério.

Para Fidélis, seria o local da reunião dos “cantores negros”, que seriam adoradores de satã ou sa_an (grande serpente), e de certa forma, seria a morada da serpente.

Segundo Fidélis, às redondezas de Botucatu era realizado o culto negro. Seus estudos à base do seu conhecimento sumério que, Bofete (Bofe_te) seria a “região dos cantores negros”; Avaré (Av_a_ré) seria o “templo de todos os cantores”; Itu (I_tu) seria os “filhos do templo”; Anhembi (An_hem_by) seria o “templo dedicado à serpente” e Tietê (Ti_e_te) seria o “rio que corre para o templo”. E até mesmo na palavra Sorocaba, Fidélis encontrou referência suméria, seria Sor_ok_ab_a, ou seja, “cantores da serpente destruíram o templo”. Isso tudo só para citar a riqueza e rumores existentes em torno das “Três Pedras”, que seriam visualmente os “pés” de uma formação montanhosa ainda maior, conhecida como “gigante deitado”, sendo que o epicentro dos fenômenos estaria na região dos “pés do gigante”, conhecida como Três Pedras ou, segundo Frei Fidélis, do sumério EX-TU, “templo negro fálico”. Varias histórias circundam este local, próximo de uma antiga estrada indígena, chamada de Peabiru, que também foi usada por jesuítas e que, em sumério, significa PE-AB-I-RU: “entrada para o templo do culto negro (fálico)”. O tríplice monumento, que se alteia no alto da Serra de Botucatu, destoa em relação ao resto da região, chamando atenção para si, nos dando dúvidas de ter sido construído pela natureza, em sua base de mil metros de extensão longitudinal e de uns 70 m latidudinal, que teria sido construído no século XXVI antes de Cristo. A pedra que chama mais a atenção é a chamada Pedra do Meio, um enorme rochedo com 200 m de comprimento 50 de altura, onde seria o centro de culto negro desbaratado por Xumé ou Sumé, grão-sacerdote sumério.


Para os moradores do local, ali se encerra um mundo de assombros e mistérios, como as bolas de fogo de mais ou menos dois metros que fazem circunvoluções nos céus das noites frias e de vento, todas amarelas e de muito brilho, com um som discreto de zumbido que voam lentamente entre as Três Pedras; algumas vezes elas param no ar, pousam e somem em cima da Pedra do Meio, às vezes se separam e vêm caindo como se fossem lágrimas. Uns dizem que é simplesmente fogo fátuo outro já evitam falar, pois acham que ali existe algo mais. Algumas histórias verdadeiras da época dos jesuítas contam que quando eles eram donatários da fazenda de Botucatu, um enorme carregamento de ouro estava sendo levado para São Paulo quando foram atacados por índios. Procuraram refúgio na Pedra do Meio, onde descobriram uma entrada secreta e ali esconderam as barras de ouro. Mas, mortos pelos índios, foi-se o segredo da entrada secreta de um tesouro. Houve muitos aventureiros que apareceram com picaretas nas mãos a revirar o território, e se alguém descobriu uma outra entrada secreta, pode ter sido um rapaz da cidade de Conchas, de família pobre, que há muitos anos, aparecia todo mês nas Três Pedras, passava lá a cavar uns dois dias e depois andava a gastar nas redondezas como um milionário.

Mas um dia, o rapaz desapareceu, nunca mais voltou e dele nunca mais se teve notícias. Segundo moradores antigos, foi castigo: dinheiro fácil é perigoso. No alto da Pedra do Meio, temos o que parece ser dois falos gigantescos, onde fica a dúvida se foram esculpidos pela mão do homem ou da natureza, e foi constatado que, ao aproximar uma bússola dos mesmos, a agulha é atraída para eles. Instrumentos de precisão. Tipo teodolitos, não conseguem marcar uma linha reta, pois são desviados por “algum tipo de força magnética”, segundo técnicos da região. Lanternas com pilhas novas se apagam, aparelhos eletrônicos param de funcionar, pequenos e curtos flashes à noite se vêem no local, passos fortes de alguém que não é visto se somam aos fenômenos locais. A estrada Marechal Rondon passa a uns 10 km do local e alguns motoristas contaram terem visto um “verdadeiro sol” à noite, passando lentamente próximo de seus veículos. Em uma noite muito fria de julho de 1978, pessoas que vieram em um trem que partiu de Avaré à 01h30 da madrugada teve seu vagão acompanhado por uma dessas bolas de fogo por 26 km e a mesma estava a 500 km do trem, era toda amarela e fazia movimentos de aceleração, o que aumentava a intensidade de sua luz. Desapareceu quando se aproximou a 40 km da composição, com forte luminosidade. A história foi confirmada pelo foguista e publicada no jornal local da região.

Foi encontrado, também, próximo das Três Pedras, uma outra caverna, esta de arenito, com mais ou menos 15 m de profundidade, 2,5 m de altura e 18 m de largura, onde, no fundo, existe uma passagem onde se pode entrar agachado por mais uns oito metros; depois a mesma fica muito estreita para permitir a entrada de uma pessoa. Quando fiz uma fogueira com folhas verdes e secas em sua boca, vi a fumaça entrar para o seu interior, mas não há saída da mesma em nenhum outro ponto pelo local. Há morcegos ali, e mesmo quando se coloca fogo, não sai nenhum, como se encontrassem refúgio em algum ponto interior da caverna. Será que é ali que foi colocado algum tesouro? E, o mais importante, haverá ali algum tesouro arqueológico?

Há mais ou menos 20 km desta região existe um lugarejo chamado Rubião Júnior, onde fica um campus da Universidade Estadual Paulista (UNESP), e em 01 de julho de 1968, há mais ou menos 200 m do Hospital das Clínicas por volta das 12h30, foi visto, segundo uma testemunha, um aparelho sem asas, de forma circular, cinza, com uma abóbada em cima e outra embaixo que deixou cinco marcas no solo, e mais ou menos 20 cm de diâmetro. Três marcas em forma de triângulo e duas como se fosse uma escada no meio do triângulo. Falou-se que era uma brincadeira de crianças etc, mas índice de compactação do solo nas marcas era equivalente a uma pressão de 15 toneladas. No dia 16 de julho de 1968, em Avaré, cidade vizinha de Botucatu, às 10h00, foi observado por várias pessoas um objeto com as mesmas características. Na época, o caso foi pesquisado pelos ufólogos e médicos Walter Buhler, Willi Wirs e Nigel Alan Ruies, que foi piloto da RAF. O caso na época teve muita divulgação, publicado pela imprensa local. Ainda nessa região, existe um local conhecido como Morro de Rubião Junior, onde existe uma igreja em forma de castelo. Quase que do lado da igreja há uma série de formações rochosas muito peculiares pra serem somente obras da natureza, pois podemos ver nitidamente um rosto e crânio negroide que olha para uma certa direção; ha possibilidade também de ver nitidamente um camelo esculpido na pedra que olha para na mesma direção da outra, e também um homem com características similares á humana, de corpo inteiro, olhando para outra direção. Coincidentemente, se é assim que podemos chamar, os dois primeiros olham exatamente me direção do gigante deitado e às três Pedras, e o último em direção a um local, no município de são Manoel, lugar este também com histórias interessantes. Nessa mesma localidade, encontramos também, gravadas na rocha, uma série de inscrições desconhecidas por nós e que muito impressionou: é que nas fotografias tiradas dali vê-se nitidamente o rosto e a cabeça do que podemos chamar de ser extraterrestre, tão perfeito, com um crânio volumoso e olhos em forma dos répteis. Outra coisa interessante acerca desse lugar é que é o ponto mais alto da região, então, há tempos atrás, a Polícia Militar resolveu fazer uma estação de rádio para controle do tráfego de região, onde colocou uma torre de mais ou menos 20 m de altura. Para surpresa de todos, essa estação foi fechada e abandonada, pois não conseguia se comunicar com ninguém devido a uma forte interferência, não se sabe causada pelo que; inda hoje vê-se ali os restos dessa estação de rádio, com sua torre já bastante enferrujada pelo tempo. Em fim, observamos várias coisas nos lugarejos, que muitas vezes exigem muito esforço físico, trabalho e coragem para se atingi-los, e para entrar em buracos de montanhas, não se sabendo o que se vai encontrar, ainda desafiando as maldições locais descritas pelos da região. No começo, era muitas histórias e, pouco a pouco, conseguimos ir fotografando, documentos e observando com nossos próprios sentidos, que muitas delas são verdadeiras e que ainda há muito o que se descobris tanto ali, como em muitos outros territórios do Brasil, pois todas essas formações rochosas de formato peculiar, as inscrições indecifráveis, os fenômenos luminosos e sondas parecem formar peças de um imenso quebra-cabeças que devagar estamos tentando desvendar.



Peabiru - Estrada Inca que Cortava o Brasil

O caminho do Peabiru, foi uma estrada Inca que tinha inicio nos Andes peruanos e se estendia ate o Oceano Atlântico , mais precisamente ligando as cidades de Cusco no Peru ao litoral do estado de São Paulo.Com cerca de 3 mil quilômetros ,ela atravessava os territórios de Bolívia e Paraguai além do Brasil e Peru.Outras ramificações do caminho levavam até aos estados do sul do país chegando   ao Rio Grande do Sul.


Peabiru em tupi significa;  ''pe''- caminho, ''abiru''- gramado amassado.O caminho que continha muitas ramificações ,era uma   rota de locomoção que ligava regiões extremas do Brasil,ligando desde a  Lagoa dos Patos - Rs, até a Amazônia.Apesar de muito usado pelos guaranis eles próprios afirmavam que  o caminho não foi aberto por eles, os indígenas atribuíam a construção ao seu deus Sumé,que teria criado a rota inicial no sentido leste-oeste.


Usando os caminhos ,era realizado uma intensa troca comercial entre os povos do litoral  brasileiro e os Incas,os índios do litoral forneciam sal e conchas enquanto os do norte ,feijão ,milho e penas de aves, em troca os Incas davam objetos de cobre,ouro,prata e bronze. Um fato que comprova isso e um machado andino de cobre descoberto em Cananeia ,litoral de São Paulo.

Hoje apenas pequenos trechos do caminho estão preservados,que na sua maioria são formados por carreiros de 1 metro e meio de largura, e um leito com rebaixo de cerca de 40 centímetros coberto com uma espécie de grama chamada; puxa -tripa.Em alguns trechos mais difíceis ,ele chega a ter pavimentação feitas com pedras.Inscrições rupestres,mapas e símbolos astronômicos também são encontrados...

Por  o que pode se perceber nos comentários , há muita contradição se o Peabiru é ou não um caminho Inca, que demonstra  a falta de estudos sobre o assunto,mas nada fora do comum no país,assim como também acontece com a cidade indígena  de Kuhikugu , os Geoglífos da Amazônia  e o Stonehenge do Brasil .

Credito: Armando Capeletto


O Caminho do Peabiru


A palavra Peabiru é tupi-guarani e para ela há uma variedade de definições: “Caminho forrado”; “Caminho antigo de ida e volta”; “Caminho pisado”; “Caminho sem ervas”; “Caminho que leva ao céu”, entre outras.

A intensa ocupação humana destruiu o Peabiru, hoje restam pouquíssimos vestígios. Os mais importantes deles, até o momento, localizam-se em Pitanga / PR.

Provavelmente milenar, o Caminho foi descrito desde o século 16 como possuindo cerca de oito palmos de largura, uma profundidade de 40 cm. e forrado por gramíneas que impediam o crescimento do mato.

Ainda não é possível saber a rota exata do Caminho, mas, é possível traçar um roteiro aproximado.
O tronco paulista, que começava em São Vicente e Cananéia, seguia a direção do rio Tietê – município de Itu – rio Paranapanema – rio Itararé – nascente do rio Ribeira do Iguape.

Entrando no PR, percorria Doutor Ulisses – Cerro Azul – Castro – Tibagi – Reserva – Cândido de Abreu – Pitanga – Palmital – Guaraniaçu – Corbélia – Nova Aurora – Tupãssi – Assis Chateubriand – Palotina – Guaíra.

O tronco principal catarinense, iniciava-se provavelmente no Massiambu (Palhoça), seguindo por Florianópolis – litoral norte – rio Itapocu – Guaramirim – São Bento – Mafra. Entrava no PR por Rio Negro – Campo do Tenente – Lapa – Porto Amazonas – Palmeira – Castro, trecho usado depois pelos tropeiros.

O Peabiru deixava o estado do PR por Guaíra. Havia outra passagem por Foz do Iguaçu – usada por Alvarez Nunes Cabeza de Vaca em 1542.

O Peabiru então, seguia ao norte até a serra de Santa Luzia, perto de Corumbá / MS. Em Puerto Suarez penetrava na Bolívia. Passava por Cochabamba – Sucre – Potosí. Nesses locais existiam caminhos incas com várias opções para alcançar o Pacífico, as mais próximas eram Tacna, Montegua e Arequipa.

Os estudiosos ainda não sabem quem abriu o Caminho do Peabiru. Há três hipóteses principais:

1 – Caminho da Terra Sem Mal – A primeira hipótese supõe que o Peabiru tenha sido aberto pelos guaranis ou por povos anteriores – talvez os itararés.

Originária do Paraguai, a tribo teria se deslocado para o litoral sul do Brasil entre os anos 1000 e 1300. O Peabiru teria sido aberto nessa migração, cujo objetivo era a procura de um paraíso, a Terra Sem Mal.

2 – Caminho dos Incas – Supõe a construção da trilha como uma iniciativa inca ou pré inca. Neste caso, o Peabiru seria uma via aberta para a prospecção de territórios do Atlântico, visando o comércio com as tribos selváticas do Paraguai, MS, PR, SP e SC.

Primeiro uma estrada de comércio. Depois quem sabe, uma estrada de penetração definitiva das poderosas civilizações andinas no Atlântico sul.

Como via de mão dupla, o Peabiru permitiu a chegada dos guaranis aos Andes. Mesmo sem relações duradouras, as idas e vindas de guaranis e incas pelo Caminho deixaram vestígios de uma certa influência cultural na astronomia (leitura e uso de manchas da Via Láctea), estatística (semelhança do ainhé, cordão de cipó guarani com o quipu dos incas), música (flauta de pã), armamento (semelhança da macaná, borduna guarani com a maqana incaica), denominação de fauna e flora : sara (espiga, em guarani; milho em quêchua), cui (animal roedor, nos dois idiomas), jaguar (felino, nos dois idiomas), mandioca e ioca / iuca, suri (ema, nos dois idiomas).

3 – Caminho de São Tomé – Segundo essa versão, o Peabiru teria sido aberto por São Tomé, apóstolo de Cristo. Segundo Sérgio Buarque de Holanda, a devoção suscitada pela descoberta deste Caminho de Tomé na América no século 16 foi tal, que quase desbancou o de Santiago de Compostela. “Pouco faltaria em verdade que não apenas na India, mas em todo o mundo colonial português, essa devoção tomasse um pouco o lugar que na metrópole e na Espanha em geral… “tivera o culto bélico de outro companheiro e discípulo de Jesus, cujo corpo se julgava sepultado em Compostela”.

A passagem de Tomé pelo Novo Mundo foi mencionada por índios, padres, autoridades e colonos europeus no século 16. A versão corrente é que um homem branco, barbudo, teria chegado ao litoral brasileiro “andando sobre as águas”. Foi chamado de Sumé.

Em sua peregrinação, teria ido ao Paraguai, abrindo o Caminho. Ali foi visto e chamado de Pay Sumé. Saindo do Paraguai, a misteriosa figura teria continuado até os Andes. Os pré incas o chamaram de Kuniraya. Mais tarde, o personagem recebeu dos incas o nome de Viracocha. Após um período no Peru, ele teria ido embora, também “andando sobre as águas”.

O Caminho do Peabiru tem toda uma parte ligada a cultura indígena. Um aspecto interessante é que ele também pode ser relacionado com a astronomia indígena.


Observando o mapa do Peabiru percebemos que ele inclui, na verdade, diversos caminhos. Vamos nos ater a um só, que foi percorrido pelo pioneiro Aleixo Garcia. Este se inicia em Florianópolis, no oceano Atlântico e vai até Potosi na Bolívia, pegando depois as estradas dos Incas e indo terminar no oceano Pacífico. Ou seja, é um caminho transcontinental pré-colombiano.

O Caminho do Aleixo – talvez o mais importante de todos – não é na direção norte-sul e nem leste-oeste, mas sim “inclinado”. Ele vai aproximadamente de sudeste para noroeste.

Ao notar essa inclinação a primeira pergunta que se coloca é a seguinte: por que os primeiros índios escolheram essa direção ao abrir a trilha? E como eles se orientaram para percorrer esse caminho?

É espantoso constatar que os Guarani de Florianópolis falaram para o Aleixo Garcia que conheciam Potosí nos Andes. Que sabiam com o ir e como voltar. Isso tudo a pé, em 1524, mais de 2000 quilômetros em linha reta – naturalmente seguiam os acidentes naturais, rios e tudo o mais – mas a direção inicial-final era sudeste-noroeste.

Ao olhar para o céu, em condições propícias, vemos a Via Láctea, que é chamada pelos Guarani de Caminho da Anta (Tapirapé), ou Morada dos Deuses.

È natural supor que o caminho da Terra Sem Mal, para eles era aquele caminho que estava lá em cima, no Céu. Que é o Caminho dos Deuses, dos espíritos, é a própria Via Láctea.

Não são só os nossos índios que viam assim. Pesquisando na História notamos que egípcios, os gregos, os indianos, todos viam a Via Láctea como um caminho. Os antigos nos falavam que havia um tesouro no fim e outro no começo do arco-íris. E a gente vivia sonhando em em encontrar o começo e o fim dele. Fazendo uma comparação, os índios brasileiros e também os peruanos, queriam saber onde começava ou terminava o arco-íris celeste, ou seja, a Via Láctea.

Seguindo a Via Láctea, por terra, viam que o fim do Caminho ia dar no mar, no oceano Atlântico. E a Terra Sem Mal ficava “ali”, ou “lá”, em algum lugar. Por isso é que os índios foram à direção do mar. Por isso é que na maioria dos mitos indígenas, o profeta, o Sumé, vem do mar. Porque ele vem daquela ponta da Via Láctea à qual o índio não tem acesso.

Muito bem, pensa o índio, mas e do lado contrário do caminho da Anta, o que existe? O índio não sabe. Então ele vai procurando na terra, seguindo a Via Láctea. E acaba chegando no outro lado, que também não tem fim, chega num outro mar, o oceano Pacífico.

Então a idéia básica é essa. O Caminho que nosso índio percorreu é aquele da Via Láctea, quando está mais alta no céu. E que é também, aproximadamente o caminho que liga as posições do nascer-do-sol no verão com o pôr-do-sol no inverno. Ou, SUDESTE-NOROESTE.

Trecho da palestra do astrônomo Germano Bruno Afonso, no 1 Encontro Nacional dos Estudiosos do Caminho do Peabiru, em Pitanga / PR, em novembro de 2003.

Fonte: Cadernos da Ilha, edição número 2. Curso de Jornalismo da UFSC.
cadernosdailha@yahoo.com.br

Fonte

Assista ao ótimo vídeo do professor Eduardo Bueno:



quarta-feira, 8 de junho de 2016

TRIBO DA AMAZÔNIA afirma: "A TERRA OCA existe e é HABITADA por GIGANTES e SERES DO ESPAÇO"

Os índios Macuxi sabem da existência da Terra Oca há quase cem anos. Será que de fato a terra oca existe ou é mais outra incrível história do folclore?


E se clássico "Viagem ao Centro da Terra" de Júlio Verne fosse realmente verdade? E em algum lugar lá embaixo, todo um mundo novo estaria esperando para ser explorado, um lugar onde de alguma forma, os seres vivos habitam as profundezas do nosso planeta, um lugar que culturas e civilizações antigas sabiam que existia, ou ainda existe hoje. E se de fato isso for realmente verdade?

Os índios Macuxi são povos indígenas que vivem na Amazônia, no Brasil, Guiana e Venezuela. De acordo com suas lendas, eles são os descendentes dos filhos do Sol, o criador do Fogo e da doença e os protetores do "interior da Terra."

Suas lendas orais falam de uma entrada na Terra. Até o ano 1907, os Macuxies entraram em algum tipo de caverna, e viajaram de 13 a 15 dias até que chegaram ao interior. É ali, "no outro lado do mundo, no interior da Terra" é o lugar onde os gigantes vivem, criaturas que têm cerca de 3-4 metros de altura.


De acordo com os Macuxies a eles foi dada a tarefa de cuidar de fora a entrada para impedir que os estranhos entrem na "Terra oca." Lendas do povo Macuxi afirmam que aqueles que entram no caminho da caverna misteriosa, descem durante três dias escadarias gigantes. Após o terceiro dia, eles deixam para trás suas tochas, e continuar sua jornada ao centro da Terra, iluminado por luzes que já estavam presentes nas cavernas. Lanternas gigantes, do tamanho de uma melancia e brilhando como o sol.

Depois de 4 a 5 dias de viagem, aqueles dentro da caverna começam a perder peso e massa corporal, o que lhes permite se mover muito mais rápido. As lendas do povo Macuxi afirmam que 5 dias dentro das cavernas, eles começaram a ver enormes cavernas cujos limites não podiam serem vistos, e em uma das câmaras do sistema de cavernas, há quatro objetos "como o Sol", que são impossíveis de fixar o olha, cujo propósito é desconhecido para o povo Macuxi.

Existe um mundo dentro do nosso "mundo"?

No interior da Terra, há lugares onde as árvores com alimentos são capazes de crescer. Os Macuxi dizem que frutas como caju , carvalhos, mangas, bananas e algumas plantas menores podem ser encontradas durante 6-7 dias em sua jornada. Quanto mais o povo Macuxi desceu para o centro da Terra, maior áreas com vegetações apareciam. Mas nem todas as áreas são verdes e prósperas. O povo Macuxi dizem que alguns lugares são extremamente perigosos e devem ser evitados, como aqueles com pedras e riachos.

É possível que haja uma entrada para o interior da Terra apenas como lendas Macuxi sugere?

As tradições orais dos Macuxis continuam a dizer que depois de passar estas câmaras gigantes, tendo passado metade da viagem, eles precisam se mover com cuidado uma vez que o "ar" misterioso pode levar as pessoas a "voar ou flutuar" ao redor. Continuando sua jornada, eles iriam chegar a um lugar no interior da Terra, onde os gigantes viveram. Lá, os exploradores Macuxi iriam comer a comida dos gigantes, onde existem maçãs do tamanho de uma cabeça humana, uvas do tamanho de um punho humano, e peixes deliciosos e gigante foram capturados pelos gigantes e entregues ao Macuxis como presentes.

Após abastecer com comida oferecida pelos gigantes, os exploradores Macuxi voltaram "para casa", para o mundo "exterior", ajudados pelos gigantes do mundo interior.

O Macuxi disseram ser os "guardiões" do submundo, os protetores da entrada para o interior da Terra, e suas lendas falam de uma terra, no interior da terra, que está cheia de poderes e riquezas incríveis.

Esta lenda, claro, é considerada por muitos como apenas lenda, uma outra história dos antigos. Mas, para os Macuxi, a sua "lenda" é totalmente real e eles eram os protetores da entrada até exploradores britânicos chegarem na Amazônia em busca de ouro e diamantes, ao se aventurar nas cavernas, nunca voltaram novamente. Os Macuxis dizem que os gigantes acabaram punindo eles por não cumprir os seus deveres e as "lendas" dos gigantes desapareceram com os anos.

O que você acha? É possível que esta seja apenas mais uma lenda? Ou há algo mais nessa história toda? De acordo com muitas civilizações antigas e culturas ao redor do mundo a Terra Oca existe. A existência de seres gigantes que habitam o nosso planeta é outro fato presente em dezenas de culturas antigas em todo o mundo, até mesmo presentes em textos religiosos, como a Bíblia.

É possível que as lendas Macuxi sejam reais? E que em algum lugar na Amazônia, uma entrada para o interior da Terra existiu no passado? Será que ainda existe?