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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

"Campos de Concentração" no Ceará Confinavam Mais de 70 Mil Pessoas


O recente tombamento do sítio arquitetônico do "Campo de Concentração do Patu”, no Ceará, revela um capítulo pouco conhecido da história do Brasil. No início da década de 1930, o local servia para confinar milhares de pessoas que fugiam da seca que atingia o nordeste. O objetivo era evitar que os retirantes chegassem a outras cidades, principalmente Fortaleza, capital cearense.

As ruínas da construção ficam na cidade de Senador Pompeu, a 270 quilômetros de Fortaleza. Oficialmente, 16.221 pessoas ficaram concentradas no local, sob alegação de que estariam sob a proteção do governo. De acordo com historiadores, lá elas eram expostas a uma série de sofrimentos e privações. Muitas delas morreram de inanição e de doenças, como tifo. Os retirantes também seriam explorados como mão-de-obra escrava, trabalhando de forma forçada em obras públicas.


Na época, outros seis campos com a mesma função foram instalados no Ceará. Ao menos 73.918 retirantes ficaram confinados nesses locais, segundo registros do jornal O Povo. “Foi absolutamente cruel, mas houve discursos humanistas. O discurso era que o confinamento seria para cuidar das pessoas, mas passaram a morrer oito, nove, dez pessoas por dia”, disse Kênia Rios, historiadora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela conta que resolveu estudar os campos de concentração para entender como os ricos tratam e isolam os pobres, em casos como esse.


O isolamento das pessoas de baixa renda dos grandes centros urbanos não era o único propósito dos campos. Na época, a ideia do darwinismo social era popular e ajudava a justificar iniciativas como essas. De acordo essa teoria, algumas sociedades seriam superiores às outras. Esse conceito motivou as ideias de eugenia, racismo, fascismo e nazismo.


O darwinismo social tinha entre seus seguidores Getúlio Vargas."Para se ter uma ideia, na Constituição de 1937, há um artigo [Art. 138] que diz que o Estado teria que 'estimular a educação eugênica'", disse Valdecy Alves, advogado e ativista dos direitos humanos, em entrevista ao portal Deutsche Welle. De acordo com ele, que é natural de Senador Pompeu, essa teoria era usada como justificativa moral para a implantação dos campos. Esses locais foram desativados em 1933. O número de mortos nunca foi oficialmente contabilizado. 




Fontes: Deutsche Welle e EBC

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

FLÚOR - Os Absurdos da Fluoretação das Águas

Você sabia que está sendo envenenado por um resíduo industrial tóxico capaz de diminuir sua inteligência? O assunto é bem antigo mas acredito que ainda há muitas pessoas que desconhecem, e nada mudou ainda no Brasil. Uma prova de que a sociedade anda sempre muito atrás do progresso científico, unicamente por conta de interesses escusos.


(Artigo Original em inglês - A nossa tradução é uma versão levemente modificada da tradução publicada no Uma Outra Visão)

Paul Connet, PhD, professor de Química.
St.Lawrence University, NY/USA
A fluoretação das águas é um fenômeno tipicamente norte-americano. Inicia lá nos tempos em que o asbesto (nt.: amianto, entre nós) era a base de nossas tubulações, o chumbo era acrescentado à gasolina, os PCB’s (nt.: askarel, nome mais comum) enchiam nossos transformadores elétricos e o DDT era tido como “seguro e efetivo”. E de tal forma este veneno era “seguro” que os agentes sanitários nem tonteavam quando aplicavam em nossas crianças, sentadas em sala de aula ou nas mesas rústicas dos piqueniques escolares. E um por um estes químicos foram sendo, progressivamente, banidos. Só a fluoretação permanece incólume.

Por mais de cinquenta anos, as autoridades governamentais, confiante e entusiasticamente, clamam de que a fluoretação é “segura e efetiva”. Entretanto, eles nunca estão preparados para defender esta prática em quaisquer debates públicos abertos. Hoje são tantos os argumentos contra este método que este confronto pode ser devastador.


Simplificando as coisas, ajuda começar separando os argumentos éticos dos argumentos científicos.

Para aqueles que as preocupações éticas são preponderantes, a questão da fluoretação torna-se muito simples de resolver. Ela é completamente antiética. Pessoas serem forçadas a tomar uma determinada medicação sem terem tido a mínima chance de dar seu “consentimento consciente”, já esclarece tudo. A má notícia é que argumentos éticos não têm muita influência em Washington, DC, a não ser que os políticos se conscientizem das milhões de pessoas os observando. Já a boa nova é de que os argumentos éticos estão apoiados em sólidos argumentos do senso comum e de pesquisas científicas que demonstram convincentemente de que a fluoretação não é “segura e efetiva” e nem tampouco necessária. A seguir, resumi os argumentos em diversas categorias:



A fluoretação é ANTIÉTICA porque:

1) Viola o direito individual de só se ser medicado com consentimento consciente;
2) A municipalidade não pode controlar a dose para cada paciente;
3) A municipalidade não consegue acompanhar a resposta individual de cada munícipe;
4) Ignora o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis do que outros aos efeitos tóxicos do flúor. algumas pessoas poderão sofrer enquanto outras podem se beneficiar
5) Viola o Código de Nuremberg com relação a experimentos feitos em humanos.


Como declarado pelo recente ganhador do Prêmio Nobel da Medicina (2000), Dr. Arvid Carlsson:

“Estou efetivamente convencido de que a fluoretação da água, num futuro não muito distante, será remetida às páginas da história da medicina ... A fluoretação da água vai contra os princípios básicos da farmacoterapia que sai do receituário estereotipado da medicação do tipo – uma cápsula três vezes ao dia – para uma terapia muito mais individualizada onde se coaduna dosagem e seleção do fármaco. Já a adição de drogas à água potável significa exatamente o contrário desta visão terapêutica individualizada.”

Já o Dr.Peter Mansfield, médico inglês e assessor do Conselho Superior do atual governo no processo de revisão do processo de fluoretação, afirma (McDonagh et al 2000): 

“Nenhum médico em seu juízo perfeito, prescreverá a uma pessoa que jamais encontrou e que nem conhece seu histórico médico, uma substância que está destinada a criar condições de alterações orgânicas com a seguinte receita: ‘utilize na quantidade que quiser e será para o resto de sua vida tendo em vista que algumas crianças sofrem cáries dentárias’. Isto é uma postura estapafúrdia.”


A fluoretação é DESNECESSÁRIA porque:

1) As crianças podem ter dentes perfeitamente sadios sem serem expostas ao flúor;
2) Seus promotores (Centers of Disease Control/CDC-USA-Centros de Controle de Doenças/EUA – 1999, 2001) admitem que os benéficos são pela aplicação tópica e não sistêmica. Assim, introduzir flúor nas pastas de dente, como está hoje disponível em todo o planeta, é uma ação muito mais racional de aplicar flúor a um órgão específico (dentes) enquanto minimiza a exposição ao restante do organismo;
3) A maioria dos povos na Europa ocidental rejeitou a fluoretação da água e alcançou igual, ou talvez maior, sucesso do que os norte-americanos no manejo dos problemas dentários;
4) Se o flúor fosse necessário para se ter dentes fortes poder-se-ia esperar encontrá-lo no leite materno, no entanto seu nível é de 0,01 ppm, ou seja, 100 vezes menor do que o presente no mesmo volume de água fluoretada (IOM, 1997);
5) As crianças que são de comunidade sem fluoretação já recebem doses assim chamadas “ótimas”, originárias de outras fontes (Heller et al, 1997). E, de fato, muitas são até superexpostas ao flúor.


A fluoretação é INEFICAZ porque:

1) Os maiores pesquisadores dentais afirmam que os benefícios da fluoretação são pela aplicação tópica e não sistêmica (Fejerskov, 1981; Carlos, 1983; CDC, 1999, 2001; Locker, 1999; Featherstone, 2000); 
2) Os pesquisadores dentais mais destacados afirmam também que a fluoretação é ineficaz para prevenir cáries e fissuras dentais e que representam 85% dos problemas de dentes apresentados por crianças (JADA, 1984; Gray, 1987; White, 1993; Pinkham, 1999);
3) Uma série de pesquisas demonstrou que os problemas dentais estão caindo tão rápido, se não mais rápido, em países industrializados sem fluoretação do que naqueles que são fluoretados (Diesendorf, 1986; Colqhoun, 1994; World Health Organization, Online);
4) A mais longa pesquisa conduzida nos EUA, demonstrou que havia somente uma diminuta diferença nos problemas dentais entre crianças que viveram toda sua vida em comunidades com fluoretação comparadas com aquelas em que não havia. A diferença não teve significância clínica nem mostrou ser estatisticamente significativa (Brunelle & Carlos, 1990);
5) A pior situação de problemas dentais nos EUA ocorre nas periferias pobres de suas grandes cidades, e a vasta maioria delas recebeu fluoretação durante décadas;
6) Quando a fluoretação foi suspensa na Finlândia, na antiga Alemanha Oriental, Cuba e Canadá, os problemas dentais não cresceram, mas diminuíram (Maupome et al, 2001; Kunzel e Fischer, 1997; Kunzel et al, 2000; Seppa et al, 2000).


A fluoretação é INSEGURA porque:

1) Ele se acumula em nossos ossos e torna-os quebradiços e predispostos à fraturas. O peso das evidências, vindas de pesquisas com animais, estudos clínicos e epidemiológicos sobre este tema, é gigantesco. O tempo de vida de exposição ao flúor contribuirá para maiores níveis de fraturas ósseas na maturidade;
2) Ele se acumula em nossa glândula pineal, possivelmente diminuindo a produção de melatonina, importantíssimo hormônio regulador de nossas funções orgânicas;
3) Agride o esmalte dos dentes (fluorose dental) das crianças, em altos percentuais. Entre 30 e 50% das crianças têm fluorose dental, em pelo menos dois dentes, em comunidades com fluoretação otimizada;
4) Há uma séria preocupação, ainda não comprovada, de uma possível conexão entre a fluoretação e a osteosarcoma em homens jovens (Cohen, 1992) assim como com as epidemias atuais de artrite e hipotireoidismo;
5) Em pesquisas com animais, o emprego de flúor a 1 ppm em água potável aumenta a absorção de alumínio pelo cérebro (Varner et al, 1998);
6) Países que empregam 3 ppm ou mais de flúor no fornecimento de água apresentam maiores níveis de infertilidade (Freni, 1994);
7) Em estudos humanos, os agentes da fluoretação mais comumente utilizados nos EUA, não só incrementam a presença do chumbo no sangue das crianças (Masters e Coplan, 1999, 2000) como também estão associados ao aumento de seu comportamento violento;
8) A margem de segurança entre o assim chamado benefício terapêutico na redução dos problemas dentais e muitos destes últimos pontos é ainda não existente ou muito baixa tendo como parâmetro a precaução.


A fluoretação é INJUSTA porque:

1) O fornecimento atinge todas as residências, mas é a população mais pobre a que não tem meios para evitá-la, caso quisessem, porque não tem recursos para adquirir água de fontes minerais ou dispor de capital para instalar algum caro equipamento para removê-la;
2) Os pobres são mais suscetíveis de sofrer desnutrição, reconhecidamente uma realidade que torna as crianças mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do flúor (Massler e Schour, 1952; Marier e Rose, 1977; ATSDR, 1993; Teotia e al, 1998);
3) Muito raramente, se é que isto ocorre, os governos se oferecem para apoiar aqueles desafortunados que adquirem fluoroses dentais tão severas que exigiriam um dispendioso tratamento.


A fluoretação é INEFICIENTE e com BAIXO CUSTO-BENEFÍCIO porque:

1) Somente uma pequena parte da água fluoretada alcança seus objetivos. A maior parcela termina sendo utilizada para limpeza de pratos e talheres, para a descarga dos vasos sanitários ou para irrigar gramados e jardins;
2) Seria totalmente proibitivo, em termos de custos, a utilização do produto graduado farmaceuticamente, o fluoreto de sódio (a substância que foi empregado para testes), como agente para fluoretação no fornecimento público de água encanada. A fluoretação da água é artificialmente barata. Isto porque, e a maioria da população desconhece, o agente empregado para a fluoretação é um resíduo, impuro e perigoso, originário da indústria de fertilizantes ao produzir o adubo fosfato;
3) Se fosse considerado apropriado ingerirmos flúor (ainda que seu maior benefício seja de forma tópica e não sistêmica), uma forma mais segura e de melhor custo-benefício seria providenciar água fluoretada, engarrafada e disponível, gratuitamente, nas prateleiras dos supermercados. Esta solução possibilitaria controlar tanto a qualidade como a dose. Além do mais, não poria “goela abaixo” daqueles que não querem consumi-la.


A fluoretação é promovida de forma ANTICIENTÍFICA porque:

1) Em 1950, o Serviço de Saúde Pública dos EUA endossou entusiasticamente a fluoretação antes mesmo de que uma simples experimentação tivesse sido completada;
2) Ainda que se tenha muito mais fontes de flúor hoje do que se dispunha em 1945, a assim chamada “ótima concentração” de 1 ppm permaneceu inalterada;
3) O Serviço de Saúde Pública dos EUA nunca se sentiu obrigado a monitorar os níveis de flúor em nossos ossos mesmo sabendo, por anos, que 50% do que ingerimos a cada dia acumule-se aí;
4) Os responsáveis públicos que promovem a fluoretação nunca se dispuseram a avaliar os níveis de fluorose dental que as comunidades tinham antes da fluoretação, ainda que eles saibam que este nível indica se a criança está tendo ou não uma superdose;
5) Nenhuma agência pública dos EUA contestou a pesquisa feita por Luke de que o flúor se acumula na glândula pineal, mesmo após suas conclusões serem publicadas em 1994 (resumo, abstract), em sua tese de Ph.D em 1997, em seu trabalho em uma conferência internacional da Society for Fluoride Research em 1998, e em 2001 na Caries Research;
6) Os relatórios da CDC (Centers of Disease Control dos USA) de 1999 e 2001 que advogam a fluoretação estavam ambos desatualizados em seis anos nas pesquisas citadas quanto à preocupação em relação à saúde.


A fluoretação é INDEFENSÁVEL EM DEBATES PÚBLICOS

Os proponentes da fluoretação das águas recusam-se a defender esta prática em debates abertos porque sabem que perderão. A vasta maioria dos responsáveis públicos pela saúde, em todo os EUA e em outros países que promovem a fluoretação, baseia-se em aconselhamento de assessores e não em familiaridade com a literatura científica mais atualizada. Estas informações, de segunda mão, produzem inconsistência em seus discursos quando são desfiados a defenderem suas posições. Suas opiniões estão mais baseadas na fé do que na razão.

Aqueles que estão com os cordéis destes marionetes da saúde pública nas mãos, sabem destes fatos, e estão cinicamente ganhando tempo e esperando continuar enganando as pessoas, recitando esta longa lista de “autoridades” que sustentam a fluoretação, em vez de se atacarem os pontos principais. Como Brian Martin deixou claro em seu livro “Scientific Knowledge in Controversy: The Social Dynamics of the Fluoridation Debate” (1991) {O Conhecimento Científico em Controvérsia: A dinâmica social do debate sobre a fluoretação}, a promoção da fluoretação está fundada no exercício do poder político e não em análises racionais. A questão a responder então é : “porque o Serviço Público de Saúde escolhe exercer seu poder desta forma ?”.

As motivações, especialmente aquelas que são exercidas há muitas gerações de tomadores de decisão, são sempre difíceis de determinar. Entretanto, intencionalmente ou não, a fluoretação serviu para nos distrair de uma série de fatos marcantes.


A fluoretação NOS DISTRAIU de:

A. A omissão de um dos países mais ricos do mundo em prover cuidados dentais decentes para sua população pobre;
B. A incapacidade de 80% dos dentistas norte-americanos de atender crianças pelo sistema “Medicaid”;
C. O fracasso da comunidade de saúde pública em combater o imenso super-consumo dos alimentos açucarados por nossas crianças, a tal ponto de fazermos vista grossa à indiscriminada invasão de máquinas de refrigerantes nos prédios de nossas escolas. Esta atitude parece ser a de, "já que o flúor interrompe todos problemas dentais, porque então se preocupar em controlar a ingestão de açúcares?";
D. A omissão de se tratar adequadamente os efeitos ecológicos e de saúde pública gerados pela poluição do flúor originário da grande indústria. Apesar dos danos já gerados, e que permanecem sendo gerados, poucos são os ambientalistas que consideram o flúor como efetivamente “poluente”;
E. A omissão da U.S.EPA (nt.: Environmental Protection Agency-Agência de Proteção Ambiental dos EUA) em desenvolver um Nível Máximo de Contaminação para o flúor na água que pudesse ser cientificamente aceito;
F. A verdade é que mais e mais compostos organo-fluorados estão sendo introduzidos no mercado na forma de plásticos, fármacos e agrotóxicos. Apesar do fato de que alguns destes compostos oferecem tantas ameaças à nossa saúde e ao ambiente do que seus parentes, os clorados e os compostos de bromo (eles são persistentes, lipossolúveis e podem se acumular na cadeia alimentar e na nossa gordura corporal), as organizações e agências governamentais que agiram para limitar a disseminação global destes últimos halogenados, parecem estar completamente cegas para os perigos trazidos pelos compostos organo-fluorados.

Assim, enquanto a fluoretação não é efetiva e nem segura, sua continuação serve para acobertar muitos dos interesses que lucram em cima da desinformação do público a respeito do flúor.

Infelizmente, as instituições públicas têm colocado muita de sua credibilidade na defesa da fluoretação, e será muito difícil a seus prepostos falarem, honesta e abertamente sobre este assunto. Como foi com a amálgama de mercúrio, é muito complicado para instituições como a American Dental Association (nt.: Associação Norte-americana de Odontologia) reconhecer os riscos sobre a saúde já que isto poderá dar margens a ações de responsabilidade tão logo declarem algo a respeito.

Mesmo que ainda seja muito difícil, é essencial - para a proteção de milhões de pessoas desta agressão desnecessária - que o governo norte-americano comece a sair deste anacrônico e cada vez mais absurdo status quo em que se transformou este assunto. Existem precedentes, pois eles foram capazes de fazer o mesmo com a terapia de reposição hormonal.

Mas arrancar-se qualquer ação honesta do governo dos EUA nesta área, será bem difícil. Efetuar mudanças é como fazer uma ranhura numa madeira com a unha - a ciência pode afiar a unha mas é necessário o peso do público para fazer acontecer. Então, são necessários esforços constantes no sentido de se educar a população norte-americana para então contar com seu auxílio para exercermos pressões sobre nossos representantes políticos. No mínimo o que necessitamos é uma moratória quanto à utilização do flúor na água (o que significaria simplesmente se fechar a torneira da fluoretação por alguns meses) até haver um grande congresso público para serem apresentados os pontos chaves com testemunho de cientistas de ambos os lados. Com a questão da educação estamos numa situação melhor do que nunca. A maioria dos estudos fundamentais estão completamente disponíveis na Internet (www.slweb.org/bibliografy.html) assim como há entrevistas gravadas em vídeo com muitos dos cientistas e protagonistas cujos trabalhos são muitíssimo importantes para a atual reavaliação desta questão (ver vídeos em www.fluoridealert.org).

Com estas novas informações, mais e mais comunidades estão rejeitando novas propostas de fluoretação a nível local. A nível nacional, existem alguns passos esperançosos, como a contestação da EPA Headquarters Union (nt.: União do Conselho Superior da EPA) posicionando-se contra a fluoretação e o Sierra Club peticionando uma nova reavaliação desta matéria. Entretanto, ainda há necessidade de colossal ação de outros grupos nacionais envolvendo-se no sentido de tornar este um assunto que, desesperadamente, precisa ser de interesse nacional.

Espero que os leitores deste site (RedFlagsWeekly.com de 28.11.2002) que discordem do que disse aqui, manifestem-se, refutando com seus argumentos. Se não puderem, espero então que ultrapassem este barreira e cooperem para que se finalize uma das políticas mais tolas que se impingiu ao cidadão norte-americano. Este é o tempo de parar com esta loucura de fluoretar a água, sem mais delongas. Não será nada fácil. A fluoretação representa um poderosíssimo “sistema de crença” acalentado por grandes interesses e por poderes e influências entrincheirados no âmago do governo.

Dr. Paul Connett
Professor of Chemistry
St. Lawrence University, NY 13617
315-229-5853 mailto:ggvideo@northnet

com apoio de 

Michael Connett
Webmaster
Fluoride Action Network

Todas as referências pode ser encontradas em http://www.fluoridealert.org/health/biblio.html


Fonte: PontoZero

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Seca do Sudeste - Será mesmo culpa da falta de chuva?


Abaixo, apresentamos dois artigos, um escrito por Guigo Xavier e outro em vídeo, onde é feita uma denúncia sobre as reservas do Cantareira.

Em primeiro, apresentamos o vídeo de uma pessoa cujo nome é Rubens, dono do canal Verdade Oculta, no Youtube. Ele fez um vídeo, onde mostra que a seca não é bem aquilo que as TVs vem mostrando e alardeando. Ele ainda afirma que tudo não passa de um longo processo de privatização da água, em nome de empresas apátridas.

Bom, vamos assistir...





A Coca-Cola é assim


“Obrigado por compartilhar a felicidade”, diz-se no último anúncio da Coca-Cola (em espanhol), mas olhando de perto parece que a Coca-Cola de felicidade compartilha bem pouco. Se pensam que não, perguntem aos trabalhadores das fábricas que a multinacional pretende fechar agora no Estado Espanhol ou aos sindicalistas perseguidos, e alguns, até sequestrados e torturados na Colômbia, na Turquia, no Paquistão, na Rússia, na Nicarágua ou às comunidades da Índia que ficaram sem água após a saída da companhia. Isso para não falar da péssima qualidade dos seus ingredientes e do impacto na nossa saúde.

Em cada segundo consomem-se 18,5 mil latas ou garrafas de Coca-Cola em todo o mundo, segundo os dados da própria empresa. O império Coca-Cola vende as suas 500 marcas em mais de 200 países. Quem garantiria isso a John S. Pemberton, quando em 1886, elaborou tão exitosa poção numa pequena farmácia de Atlanta. Hoje, pelo contrário, a multinacional já não vende apenas uma só bebida mas muito mais. Através de campanhas multimilionárias de marketing, a Coca-Cola vende-nos algo tão desejado como “a felicidade”, “a faísca da vida” ou “um sorriso”. Todavia, nem o seu Instituto de la Felicidad [ou a Fábrica da Felicidade, em português] é capaz de esconder toda a dor que a empresa provoca. O seu currículo de abusos sociais e laborais corre, tal como os seus refrigerantes, todo o planeta.

Agora, chegou a vez do Estado Espanhol. A Companhia acaba de anunciar uma reorganização que implica o encerramento de quatro das suas onze fábricas, o despedimento de 1.250 trabalhadores e a recolocação de outros 500. Uma medida que, segundo a multinacional, é tomada “por causas organizativas e produtivas”. Pelo contrário, um comunicado da central sindical CCOO desmente esta informação e assinala que a empresa tem enormes lucros de cerca de 900 milhões de euros e um faturamento de mais de 3 bilhões de euros.

As más práticas da empresa são tão globais como a sua marca. Na Colômbia, desde 1990, oito trabalhadores da Coca-Cola foram assassinados por paramilitares e outros 65 receberam ameaças de morte, segundo “El informe alternativo de Coca-Cola” da organização War on Want. O sindicato colombiano Sinaltrainal denunciou a multinacional por detrás destas ações. Em 2001, o Sinaltrainal, através da International Labor Rights Fund e da United Steel Workers Union, conseguiu interpor nos Estados Unidos um processo contra a empresa por estes casos. Em 2003, o tribunal indeferiu a petição alegando que os assassinatos ocorreram fora dos Estados Unidos. A campanha do Sinaltrainal, de qualquer maneira, tinha já conseguido numerosos apoios.

O rastro de abusos da Coca-Cola se encontra praticamente em cada canto do planeta onde ela está presente (ZooFari/Wikimedia Commons)

Encontramos o rastro de abusos da Coca-Cola praticamente em cada canto do planeta onde ela está presente. No Paquistão, em 2001, vários trabalhadores da fábrica do Punjab foram despedidos por protestar e as tentativas de sindicalização dos seus trabalhadores em Lahore, Faisal e Gujranwala se chocaram com a oposição da multinacional e da administração. Na Turquia, os seus empregados, em 2005, denunciaram a Coca-Cola por intimidação e torturas e por utilizar um setor especial da polícia para estes fins. Na Nicarágua, no mesmo ano, o Sindicato Único de Trabalhadores (Sutec) acusou a multinacional de não permitir a organização sindical e ameaçar com despedimentos. E encontramos casos semelhantes em Guatemala, Rússia, Perú, Chile, México, Brasil, Panamá. Uma das principais tentativas para coordenar uma campanha de denúncia internacional contra a Coca-Cola foi em 2002 quando sindicatos da Colômbia, da Venezuela, do Zimbábue e das Filipinas denunciaram conjuntamente a repressão sofrida pelos seus sindicalistas na Coca-Cola e as ameaças de sequestros e assassinatos que receberam.

Cabe destacar ainda que a companhia não é unicamente conhecida pelos seus abusos laborais mas também pelo impacto social e ecológico das suas práticas. Como a própria empresa reconhece: “A Coca-Cola é a empresa da hidratação. Sem água, não há negócio”. E onde se instala, ela suga a água até à última gota. De fato, para produzir um litro de Coca-Cola, são precisos três litros de água. E não só para a bebida mas também para lavar garrafas, máquinas… Água que a posteriori é descartada como água contaminada, com o consequente prejuízo do meio ambiente. Para saciar a sua sede uma engarrafadora da Coca-Cola pode chegar a consumir até um milhão de litros de água por dia, a empresa toma unilateralmente o controle de aquíferos que abastecem as comunidades locais deixando-as sem um bem essencial como a água.

Na Índia, vários Estados (Rajastán, Uttar Pradesh, Kerala, Maharastra) encontram-se em pé de guerra contra a multinacional. Vários documentos oficiais assinalam a diminuição drástica dos recursos hídricos onde a empresa está instalada, acabando com a água para o consumo, a higiene pessoal e a agricultura, sustento de muitas famílias. Em Kerala, em 2004, a fábrica de Plachimada da Coca-Cola foi obrigada a fechar depois do município ter negado a renovação da sua licença acusando a Companhia de esgotar e contaminar a sua água. Meses antes, o Tribunal Supremo de Kerala sentenciou que a extração massiva de água por parte da Coca-Cola era ilegal. O seu encerramento foi uma grande vitória para a comunidade.

Casos similares aconteceram também em El Salvador e Chiapas, entre outros. Em El Salvador, as fábricas de engarrafamento da Coca-Cola esgotaram os recursos hídricos após décadas de extração e contaminaram aquíferos ao desfazer-se da água não tratada procedente das fábricas da empresa. A multinacional sempre se recusou a responsabilizar-se pelo impacto das suas práticas. No México, a Companhia privatizou inúmeros aquíferos, deixando as comunidades locais sem acesso aos mesmos, graças ao apoio incondicional do Governo de Vicente Fox (2000-2006), antigo presidente da Coca-Cola do México.

O impacto da sua fórmula secreta sobre a nossa saúde está também extensamente documentado. As suas altas doses de açúcar não nos beneficiam e convertem-nos em “viciados” da sua poção. E o uso do aspartame, edulcorante não calórico substitutivo do açúcar, colocado na Coca-Cola Zero, está demonstrado que consumido em altas doses pode ser cancerígeno, como assinalou a jornalista Marie Monique Robin no seu documentário “O nosso veneno cotidiano”. Em 2004, a Coca-Cola da Grã-Bretanha viu-se obrigada a retirar, após o seu lançamento, a água engarrafada Desani, depois de se ter descoberto no seu conteúdo níveis ilegais de brometo, substância que aumenta o risco de cancro. A empresa teve que separar meio milhão de garrafas, do que havia anunciado como “uma das águas mais puras do mercado”, apesar de um artigo na revista The Grocer assinalar que a sua fonte era água tratada das torneiras de Londres.

Os tentáculos da Coca-Cola, assim mesmo, são tão grandes que, em 2012, uma das suas diretoras, Àngela López de Sá, chegou à direção da Agência Espanhola de Segurança Alimentar. Que posição vai ter, por exemplo, a Agência face ao uso do aspartame quando a empresa, que até poucos dias lhe pagava o salário como sua atual diretora, o usa sistematicamente? Conflito de interesses? Já o assinalamos antes com o caso de Vicente Fox.

A marca que nos diz vender felicidade, reparte antes pesadelos. A Coca-Cola é assim diz o anúncio. Assim é e assim a descrevemos."

Em Jundiaí - SP, está situada a MAIOR fábrica da Coca-Cola do mundo.

Veja:

Jundiaí é sede da maior fábrica da Coca-Cola do mundo*

A localização privilegiada e a boa infraestrutura de Jundiaí foram determinantes para que o município paulista se tornasse a sede da maior fábrica da Coca-Cola no mundo em volume de produção. A unidade tem quase 180 000 metros quadrados de área, emprega mais de 1.000 funcionários e produziu 1,7 bilhão de litros de bebidas em 2013. Os produtos que saem de lá abastecem a maior parte do Estado de São Paulo, inclusive a capital, e parte de Minas Gerais. Recentemente, a fábrica montou um gigantesco armazém vertical com 23 metros de altura, 100 de largura e 75 de profundidade. A estrutura é capaz de armazenar a produção de quatro dias da fábrica, o que simplifica a logística e encurta os prazo de distribuição. (Gabriel Castro, de Jundiaí)


Suspeita de desvio de rio para abastecimento de indústria da Coca-Cola

Existe uma investigação da Promotoria de São Paulo que apura o desvio de um rio para atender a fábrica. Isso mesmo, um rio. A capacidade desse desvio é de 500 litros por segundo. Fazendo um cálculo rápido chega-se a quantia de 30.000 litros por minuto, 1.800.000 por hora e 43.200.000 litros por dia de água roubada. 

O MP indica que, em caso de seca, esse volume de água desviado causaria sério risco de escassez de água na região. 

Ora, temos a maior fábrica da bebida mais vendida do mundo que utiliza 3 litros de água para cada 1 litro do veneno preto. Acredito que essa fonte de água da empresa está sobrecarregada e a seca está prejudicando as reservas mais abaixo. Eu não sou geógrafo, mas racionando sobre o rumo das águas que desembocam no mar, acredito que isso pode afetar o sistema da cantareira.

Na própria apuração do MP, indica que "em tempo de estiagem mais de 1 milhão de pessoas podem ficar sem abastecimento de água em Campinas". 

Veja: Folha


Em guerra contra a Nestlé

Em Minas Gerais, moradores e o Ministério Público também brigam com outra multinacional devido a apropriação das águas da região. Nesse caso, a meu ver, não afeta diretamente o sistema da cantareira, mas reforça a a metodologia empregada por essas empresas para com os nossos recursos hídricos. Se apropriam de algo natural e ganham rios de dinheiro.

Não inserirei o texto na íntegra pois é extenso e ficaria cansativo. Deixarei o Link.


Bem, como essa situação se encaixa na Nova Ordem???

Eu vejo que a dominação cultural e manipulação dos governos fazem terrenos férteis para a exploração dos senhores do mundo. 

Governos corruptos ganham sua esmola para que essas riquezas sejam levadas para os dominadores. Pegam a nossa água e revendem um produto caro para nós mesmos e o dinheiro vai embora para o bolso da NOM que reinveste em marketing para enganar a nossa mente e consumirmos os produtos tóxicos que eles produzem. Todos são felizes consumindo coca nas propagandas, não são?

Pessoas trocam água por coca no dia a dia. Ficam doentes, entrando em outro ramo da NOM que é a indústria farmacêutica. É tudo um ciclo bem planejado.

Nós precisamos assumir a responsabilidade de buscar a mudança. Todas as revoluções da história partiram de lutas do povo. Governante nenhum se mexeu para alterar a situação sem que houvesse uma pressão da massa. 

Devemos continuar tentando abrir os olhos de todos. Todos somos seres iguais e temos direitos iguais sobre todos os recursos que esse mundo oferece. 

O que nasce da terra não é propriedade de ninguém. Ninguém trabalhou para que a água nascesse. Ela apenas nasce. 

No interior já estão passando necessidade. 

Esse final de semana teve grande prêmio de F1 em interlagos (cidade de São Paulo). Será que algum poderoso daquele passou necessidade de água? Definitivamente NÃO! É revoltante!

Me lembro da lição do tio Ben, tio de Peter Parker, "grandes poderes trazem grandes responsabilidades". 
Se conhecimento é poder, então estamos nos tornando poderosos. Esse poder trará a responsabilidade de lutar por mudanças. Lutar por aqueles cegos também. 
"Eles não sabem o que fazem", já disse Jesus na cruz do calvário. 

Um grande abraço amigos. 

Estava afastado do fórum. Graças a Deus, estou concluindo meu curso de Direito, passei na OAB, defendi monografia... esse semestre foi meio puxado. Tudo que aprendi aqui me ajudou muito na minha formação.

Cada contribuição é muito importante. Obrigado a todos! 

Fonte:

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A CONSPIRAÇÃO DO BÓRAX - Como se impediu a cura da artrite


É possível que não consiga imaginar que o bórax, esse humilde inseticida e detergente da roupa, tenha o potencial para derrubar, sozinho, todo o nosso sistema econômico. 

Mas não tem de se preocupar, o perigo foi reconhecido e já estão a ser tomadas as medidas necessárias para resolver a situação. Vou começar pelos factos básicos e irá perceber o que quero dizer à medida que a história se desenrola.

O bórax é um sal mineral natural extraído de depósitos e é a fonte de outros compostos de boro fabricados. 

Os principais depósitos encontram-se na Turquia e na Califórnia. 

Os nomes químicos são tetraborato de sódio decahidratado, tetraborato dissódico decahidratado ou, simplesmente, borato de sódio. Isso significa que contém quatro átomos de boro como característica central combinados com dois átomos de sódio e dez moléculas (ou por vezes menos) de água de cristalização. 

Todo o bórax é extraído de depósitos naturais, não existe bórax sintético, a diferença reside apenas na quantidade de água de cristalização que contém – decahidratado significa 10 moléculas de água, pentahidratado significa 5 e anidro significa 0 de água; quimicamente é tudo igual.

Por conseguinte, o bórax é o sal de sódio do ácido bórico fraco. 

Uma vez que o sódio é mais fortemente alcalino, isto faz com que uma solução de bórax seja fortemente alcalina com um pH entre 9 e 10 (o pH 7 é neutro). 

Quando ingerido, reage com o ácido clorídrico no estômago para formar ácido bórico e cloreto de sódio. 

O teor de boro do bórax é de 11,3% enquanto o do ácido bórico é de 17,5% ou cerca de 50% mais elevado. 

Os compostos de boro ingeridos são rapidamente e quase completamente excretados com a urina. 

Antigamente, o ácido bórico era muito utilizado como conservante nos alimentos, mas atualmente é proibido para este efeito na maioria dos países e a sua venda ao público é também proibida na Austrália.

Segundo a medicina convencional, desconhece-se se o boro é essencial para os seres humanos, mas a investigação mostra que precisamos dele. 

A razão que tem dificultado a resposta a esta pergunta é a presença de boro em todas as plantas e alimentos não transformados. 

As dietas com uma quantidade razoável de fruta e legumes fornecem cerca de 2 a 5 mg de boro por dia, mas isto também depende da região onde os alimentos foram cultivados e da forma como foram cultivados.

Na realidade, a ingestão média nos países desenvolvidos é de 1 a 2 mg de boro por dia.

Os doentes institucionalizados podem receber apenas 0,25 mg de boro por dia. 

Os fertilizantes químicos inibem a captação de boro do solo: uma maçã orgânica cultivada num bom solo pode ter 20 mg de boro, mas se for cultivada com fertilizantes pode ter apenas 1 mg de boro. 

Os fertilizantes aliados a más opções alimentares reduziram imenso a nossa ingestão de boro em comparação com o que acontecia há 50 ou 100 anos.

Além disso, os métodos de cozinhar pouco saudáveis reduzem muito a disponibilidade do boro nos alimentos. 

A água de cozedura dos legumes que contém a maioria dos minerais muitas vezes deita-se fora quando se cozinha em casa ou durante a transformação comercial; o ácido fítico existente nos produtos de padaria, cereais e legumes cozinhados pode reduzir muito a disponibilidade, enquanto a sensibilidade ao glúten e o crescimento excessivo de Candida inibem a absorção de minerais. 

Tudo isto faz com que os problemas de saúde devidos à deficiência de boro sejam atualmente muito frequentes.


Efeitos do boro na saúde

Devido ao seu teor de boro, o bórax e o ácido bórico têm basicamente os mesmos efeitos na saúde, com boas propriedades antissépticas, antifúngicas e antivirais, mas apenas uma ligeira ação antibacteriana. 

Nas plantas e também nos animais, o boro é essencial para a integridade e o funcionamento das paredes das células e para a forma como os sinais são transmitidos através das membranas.

O boro é distribuído por todo o organismo com a concentração mais elevada nas glândulas paratiroides, seguindo-se os ossos e o esmalte dentário. 

É essencial para um funcionamento saudável dos ossos e das articulações, regulando a absorção e o metabolismo do cálcio, do magnésio e do fósforo através da sua influência nas glândulas paratiroides. 

O boro está assim para as paratiroides como o iodo está para a tiroide.

A deficiência de boro faz com que as paratiroides fiquem hiperativas, libertando demasiada hormona paratiroide que aumenta o nível de cálcio no sangue ao libertar cálcio dos ossos e dos dentes. Isto conduz depois a osteoartrite e outras formas de artrite, osteoporose e cáries dentárias. 

Com o avançar da idade, os níveis elevados de cálcio no sangue conduzem à calcificação dos tecidos moles provocando rigidez e contrações musculares; calcificação das glândulas endócrinas, especialmente a glândula pineal e os ovários; arteriosclerose, pedras nos rins e calcificação dos rins que acabam por provocar insuficiência renal. 

A deficiência de boro aliada à deficiência de magnésio é especialmente prejudicial para os ossos e os dentes.

O boro afeta o metabolismo das hormonas esteroides e, especialmente, das hormonas sexuais. Aumenta os baixos níveis de testosterona nos homens e os níveis de estrogénios nas mulheres na menopausa. 

Desempenha também uma função na conversão da vitamina D na sua forma ativa, aumentando assim a captação de cálcio e a deposição nos ossos e nos dentes em vez de provocar a calcificação dos tecidos moles. 

Foram referidos também outros efeitos benéficos como, por exemplo, melhoria de problemas cardíacos, da visão, psoríase, equilíbrio, memória e cognição.

O investigador alemão do cancro, Dr. Paul-Gerhard Seeger, mostrou que o cancro começa frequentemente com a deterioração das membranas celulares. 

Como o boro é essencial para as membranas celulares e a deficiência de boro é vasta, isto pode ser uma causa importante do início do crescimento dos tumores. 

Os compostos de boro têm propriedades antitumorais e são "potentes agentes anti-osteoporóticos, anti-inflamatórios, hipolipémicos, anticoagulantes e antineoplásicos" (1).

Este resumo mostra a vasta influência do boro na nossa saúde. Em seguida irei descrever alguns destes efeitos na saúde com mais pormenor.


A cura da artrite de Rex Newnham

Na década de 1960, Rex Newnham, Ph.D., D.O., N.D, contraiu artrite. Nessa altura, trabalhava como cientista de solos e plantas em Perth, na Austrália Ocidental. Como os medicamentos convencionais não ajudavam, procurou a causa na química das plantas. Apercebeu-se que as plantas nessa zona eram bastante deficientes em minerais. Sabendo que o boro ajuda o metabolismo do cálcio nas plantas, decidiu experimentar. Começou a tomar 30 mg de bórax por dia e em três semanas todas as dores, inchaço e rigidez tinham desaparecido.

Informou as autoridades escolares médicas e de saúde pública sobre a sua descoberta, mas não se mostraram interessadas. No entanto, algumas pessoas com artrite ficaram encantadas à medida que melhoravam. Outras tinham receio de tomar uma coisa cujo recipiente apresentava um rótulo de veneno e que se destinava a matar baratas e formigas. Eventualmente, mandou fazer comprimidos com uma quantidade segura e eficaz de bórax.

Em cinco anos e com a informação a passar apenas de boca em boca vendeu 10.000 frascos por mês. Deixou de conseguir fazer face à situação e pediu a uma empresa farmacêutica para os comercializar. Foi um erro tremendo. A empresa indicou que esses comprimidos iriam substituir medicamentos mais caros e reduzir os seus lucros. Sucedeu que a empresa tinha representantes nos comités de saúde pública e fez com que, em 1981, a Austrália criasse um regulamento em que se declarava que o boro e os respetivos compostos eram venenos em qualquer concentração. Foi multado em 1000 dólares por vender um veneno e isto veio pôr um ponto final na disseminação da sua cura para a artrite na Austrália. (2)

Subsequentemente, publicou vários artigos científicos sobre o bórax e a artrite. Um deles foi um ensaio duplamente cego realizado em meados da década de 1980, no Royal Melbourne Hospital, que revelou que 70% das pessoas que concluíram o ensaio melhoraram muito. Apenas 12% melhoraram com placebo. Não houve efeitos secundários negativos, mas algumas pessoas referiram que os seus problemas cardíacos também tinham melhorado e registavam melhorias ao nível da saúde em geral e menos cansaço. (3)

A maioria da sua investigação posterior foi dedicada à relação entre os níveis de boro no solo e a artrite. 

Descobriu, por exemplo, que as ilhas tradicionais da cana-de-açúcar, devido à utilização pesada de fertilizantes por períodos prolongados, têm níveis muito baixos de boro no solo. A Jamaica tem o nível mais baixo e as taxas de artrite rondam os 70%. Reparou que até a maioria dos cães coxeava. A seguir vêm as Maurícias com níveis de boro muito baixos e 50% de artrite. A ingestão diária de boro nestes países é inferior a 1 mg/dia. Uma comparação interessante é entre os indianos e os fijianos de origem. Estima-se que os indianos têm uma taxa de artrite de cerca de 40% e comem muito arroz cultivado com fertilizantes, ao passo que os fijianos de origem, com uma taxa de artrite estimada em 10%, comem principalmente raízes amiláceas cultivadas por particulares, sem fertilizantes.

Os EUA, a Inglaterra, a Austrália e a Nova Zelândia têm em geral níveis médios de boro no solo, com uma ingestão estimada de 1 a 2 mg de boro e taxas de artrite de cerca de 20%. Mas Carnarvon, na Austrália Ocidental, tem elevados níveis de boro no solo e na água e a taxa de artrite é de apenas 1%. O mesmo se passa num local chamado Ngawha Springs, na Nova Zelândia, com níveis muito elevados de boro na água termal que tem efeitos curativos na artrite. Efetivamente, todas as termas com fama de curar a artrite têm níveis muito elevados de boro. Estes são também elevados em Israel, com uma ingestão diária de boro estimada em 5 a 8 mg e apenas 0,5 a 1% de artrite.

Uma análise óssea revelou que as articulações artríticas e os ossos próximos das mesmas tinham apenas metade do teor de boro das articulações saudáveis.

Igualmente, o líquido sinovial que lubrifica as articulações e fornece nutrientes à cartilagem é deficiente em boro nas articulações artríticas. Após suplementação com boro, os ossos apresentavam-se muito mais duros do que o normal e os cirurgiões tiveram mais dificuldades em os serrar. 

Com boro adicional, as fraturas ósseas curam em cerca de metade do tempo normal, tanto nas pessoas como nos animais. 

Os cavalos e os cães com pernas partidas, ou mesmo com fraturas da bacia, recuperaram completamente.

O bórax também é eficaz com outras formas de artrite, como a artrite reumatoide, a artrite juvenil e o lúpus (lúpus eritematoso sistêmico). 

Por exemplo, o Dr. Newnham viu uma menina de 9 meses com artrite juvenil. Conseguiu curá-la em 2 semanas.

Escreveu que é frequente as pessoas conseguirem livrar-se das dores, do inchaço e da rigidez em cerca de 1 a 3 meses. 

Em seguida, podem reduzir o tratamento de 3 para 1 comprimido de boro (cada um de 3 mg) por dia como dose de manutenção a fim de evitarem a artrite no futuro. 

Afirmou também que os doentes com artrite reumatoide tinham geralmente uma reação de Herxheimer e que isso é sempre um sinal de bom prognóstico. Devem ser perseverantes e bastam mais 2 ou 3 semanas para que as dores, o inchaço e a rigidez desapareçam. (4,5)

Achei esta declaração não só interessante mas também surpreendente. 

A reação de Herxheimer é um agravamento inicial dos sintomas com aumento da dor. Deve-se, frequentemente, às toxinas libertadas por Candida e micoplasmas mortos. 

Isto é muito frequente com a terapia antimicrobiana e o bórax é, definitivamente, um fungicida excecionalmente bom e forte. 

O que me surpreende, porém, é que este efeito fungicida já se encontre presente nesta dose bastante baixa de 75 a 90 mg de bórax. Igualmente surpreendente é a descoberta de que também até 30% das pessoas com osteoartrite tiveram uma reação de Herxheimer, o que sugere que a fronteira entre osteoartrite e artrite reumatoide é bastante fluida. 

Creio que em casos prolongados e especialmente resistentes será aconselhável utilizar adicionalmente outros antimicrobianos. Para os co-fatores do tratamento da artrite, ver também o meu artigo Arthritis and Rheumatism ou a brochura OVERCOMING ARTHRITIS.


Osteoporose e hormonas sexuais

A deficiência de boro faz com que se percam na urina muito maiores quantidades de cálcio e magnésio. 

Um suplemento de bórax reduz a perda diária de cálcio em cerca de 50%. 

Uma vez que este cálcio vem principalmente de osso reabsorvido e dos dentes, a deficiência de boro pode ser o fator mais importante para a causa da osteoporose e das cáries dentárias.

Estima-se que 55% dos americanos com mais de 50 anos tenham osteoporose e destes cerca de 80% são mulheres. 

A nível mundial, 1 em 3 mulheres e 1 em 12 homens com mais de 50 anos podem ter osteoporose, sendo esta responsável por milhões de fraturas todos os anos. 

Durante 30 dias foi administrado um suplemento de boro a ratos com osteoporose e o resultado foi que a qualidade dos seus ossos se tornou comparável à do grupo de controlo saudável e de um grupo com um suplemento de estradiol (6).

O efeito benéfico do bórax nos ossos parece dever-se a dois efeitos interrelacionados: um teor mais elevado de boro dos ossos que os torna mais duros e uma normalização das hormonas sexuais que estimula o crescimento de osso novo. 

Pensa-se que os baixos níveis de estrogênios após a menopausa são a principal razão pela qual tantas mulheres mais velhas contraem osteoporose. 

Nos homens, os níveis de testosterona diminuem de forma mais gradual, o que parece traduzir-se no aparecimento mais tardio de osteoporose neste grupo.

A investigação já mostrou que a suplementação de boro nas mulheres pós-menopausa duplica o nível sanguíneo da forma mais ativa de estrogênio, 17-beta estradiol, para o nível encontrado nas mulheres submetidas a terapêutica de substituição estrogênica. Igualmente, os níveis sanguíneos de testosterona mais do que duplicaram (7). 

Com a terapia de substituição hormonal (TSH) existe um risco mais elevado de cancro da mama ou do endométrio, o que não se constata com as hormonas produzidas pelo organismo nem com a suplementação de boro.

Algumas mulheres têm problemas pré-menstruais porque os níveis de estrogênio são demasiado elevados e a progesterona é demasiado baixa e, por conseguinte, poderão ter receio de utilizar boro. 
No entanto, não encontrei quaisquer provas de que o boro eleve o estrogênio acima de níveis saudáveis normais. 

O boro pode equilibrar os níveis de hormonas sexuais de uma forma semelhante à ação da raiz de maca em pó. 

A maca atua sobre a glândula pituitária não só para aumentar mas também para equilibrar as nossas hormonas sexuais e parece estimular a nossa própria produção de progesterona conforme necessário.
Um estudo recente realizado em homens jovens (29 - 50) revelou que o nível de testosterona livre (a forma que mais interessa) subira um terço após uma suplementação diária de cerca de 100 mg de bórax durante uma semana (8). Isto reveste-se de especial interesse para os culturistas.

Contrariamente à preferência médica de castrar quimicamente os homens com cancro da próstata, a investigação com boro revelou que os níveis elevados de testosterona são benéficos ao diminuírem os tumores da próstata e os níveis de PSA, sendo o PSA um marcador para tumores e inflamação na próstata. 

Além disso, a melhoria significativa da memória e da cognição em indivíduos idosos pode dever-se em parte ao aumento dos níveis de hormonas sexuais e em parte à melhoria das funções das membranas das células cerebrais (9).

Foram-me feitas perguntas sobre a suplementação de boro no caso de mulheres com cancro da mama sensível aos estrogénios. O cancro da mama está relacionado com calcificações na mama. 

Na minha opinião, é mais importante normalizar o metabolismo do cálcio-magnésio e as funções das membranas celulares do que sentirmo-nos limitados por um conceito médico eventualmente errado, especialmente porque acredito que o cancro pode geralmente ser controlado com terapia antimicrobiana prolongada. 

Por conseguinte, eu utilizaria boro e maca neste caso.


Fungos e fluoreto

Sendo um ótimo fungicida, não surpreende que o bórax esteja a ser utilizado com sucesso no tratamento de Candida. 

Existe informação muito interessante num fórum da Earth Clinic chamado Borax Cures (10). 

Nas pessoas de peso baixo a médio, utilizar 1/8 de colher de chá de bórax em pó e nas pessoas mais pesadas 1/4 de colher de chá por litro de água. Bebe-se a água a intervalos durante o dia, durante 4 ou 5 dias por semana enquanto for necessário.

Muitos participantes escreveram que este tratamento os curou ou ajudou muitíssimo. 

Por exemplo, este comentário: "Também tenho psoríase, por isso talvez as dores nas minhas articulações sejam a artrite psoriática a avançar. Pensei, depois de ler sobre o bórax aqui neste fórum, que ia experimentar. 

Oh Meu Deus! Num dia, as dores nos meus joelhos desapareceram! 

Além disso, a minha psoríase parece muito melhor ao fim de 2 dias a beber ¼ de colher de chá de bórax em 1 litro de água por dia."

Outra sobre fungos dos dedos dos pés: "Molhou os pés e depois pegou numa mão cheia (de bórax) e esfregou-a nos pés. 

Disse que parou imediatamente a comichão! Ficou espantado. 

Umas semanas mais tarde perguntei-lhe como é que estava o pé de atleta e ele respondeu: É espantoso! Não voltou! Aquela coisa curou-o totalmente!!!"

Outros comentários entusiásticos eram sobre candidíase vaginal. 

O bórax pareceu ser mais eficaz do que outros medicamentos. 

Em geral, uma cápsula grande de gelatina cheia de bórax ou ácido bórico foi introduzida ao deitar durante várias noites ou até 2 semanas. 

Em alternativa, o pó pode ser misturado com óleo de coco solidificado frio como um bólus ou supositório.

Um estudo científico recente (11) confirma estas observações positivas com a candidíase vaginal. O ácido bórico na dose de uma cápsula cheia funcionou mesmo nos casos de Candida resistente aos medicamentos e contra todas as bactérias patogênicas testadas. 

Devido à maior diluição, um duche poderá não ser suficientemente forte para as bactérias e para a Candida resistente aos medicamentos, mas deve funcionar para a Candida normal. 

O bórax, devido à sua alcalinidade, foi mais eficaz do que o ácido bórico.

Em condições saudáveis normais, a Candida existe como células de levedura ovais inofensivas. 

Quando desafiada, desenvolvem-se cadeias de células alongadas chamadas pseudohifas e, por último, filamentos longos e estreitos semelhantes a tubos, fortemente invasivos, chamados hifas. Estes danificam a parede intestinal, causando inflamação e síndrome do intestino permeável. 

As pseudohifas e hifas podem ser observadas no sangue de indivíduos com cancro e doenças autoimunes. 

A Candida pode também formar camadas resistentes de biofilme. 

Este mesmo estudo mostra que o ácido bórico/bórax inibe a formação de biofilmes e também a transformação de células de levedura inofensivas em forma hifal invasiva. 

Noutros artigos mostrei que este processo, frequentemente iniciado por antibióticos, é uma causa básica da maioria das nossas doenças modernas, e isto faz do bórax e do ácido bórico remédios para os cuidados de saúde primários. Mas este artigo mostra que existem muito mais razões para lhes atribuir uma classificação máxima.

Uma análise científica em 2011 concluiu que: "... o ácido bórico é uma opção econômica, alternativa e segura para as mulheres com sintomas recorrentes e crônicos de vaginite quando o tratamento convencional falha..." (12). Mas já que é tão melhor do que os medicamentos, por que não utilizá-lo como primeira opção ou utilizar o ainda mais eficaz bórax?

Outro estudo da Turquia (13) mostra o efeito protetor do ácido bórico em alimentos contaminados com micotoxinas, especialmente aflatoxinas fúngicas. Entre estas, a aflatoxina B1 (AFB1) causa danos extensos ao nível do ADN e é o carcinogêneo mais potente jamais testado, afetando especialmente o fígado e os pulmões, causando também defeitos de nascença, imunotoxicidade e mesmo a morte em animais de produção e nos seres humanos. 

O tratamento com ácido bórico foi protetor e suscitou o aumento da resistência do ADN aos danos oxidativos induzidos pela AFB1. 

A forte ação antifúngica do ácido bórico é, evidentemente, a razão pela qual tem sido tradicionalmente utilizado como conservante alimentar.

O bórax, à semelhança da solução de iodo de lugol igualmente em perigo, também pode ser utilizado para remover os fluoretos acumulados e os metais pesados do organismo (14). 

O fluoreto não só provoca a deterioração dos ossos, mas também a calcificação da glândula pineal e a hipoatividade da tiroide. 

O bórax reage com os iões de fluoreto para formar fluoretos de boro que são depois excretados na urina.

Num estudo chinês, utilizou-se bórax para tratar 31 doentes com fluorose esquelética.

A quantidade foi gradualmente aumentada de 300 para 1100 mg/dia durante um período de três meses, com uma semana de paragem todos os meses. 

O tratamento foi eficaz com 50 a 80% de melhoria.

Uma participante do fórum sofreu de fibromialgia/rosácea, fadiga crônica e problemas da ATM (articulação temporomandibular) durante mais de 10 anos e pensa que foram causados pelos fluoretos. 

Utilizou 1/8 de colher de chá de bórax e 1/8 de colher de chá de sal marinho num litro de água desclorada e bebeu-a durante 5 dias todas as semanas. 

Em duas semanas, a cara estava limpa, a vermelhidão regredira, a temperatura corporal normalizara, o nível de energia aumentara e ela perdera o excesso de peso de forma regular.

O único efeito secundário foi um agravamento inicial dos sintomas de rosácea.

Outro comentário: "Há 7 anos cancro da tiroide, no ano seguinte fadiga adrenal, depois menopausa precoce, no ano seguinte prolapso uterino seguido de histerectomia – no ano seguinte fibromialgia e neuropatia. 

Na minha infância era água fluorada juntamente com comprimidos de flúor. 

No outono de 2008 enfrentava a incapacidade total. Mal podia andar e não conseguia dormir por causa das dores e vomitava todos os dias devido às dores nas costas.

Depois de ler sobre o flúor, comecei a perceber de onde vinham todos os meus problemas. ... Comecei a desintoxicação com bórax, 1/8 de colher de chá num litro de água, e em 3 dias os meus sintomas praticamente desapareceram."


Metabolismo do cálcio-magnésio

Existe antagonismo e também cooperação entre o cálcio e o magnésio. 

Cerca de metade do magnésio total do organismo encontra-se nos ossos e a outra metade no interior das células de tecidos e órgãos. 

Apenas 1% se encontra no sangue e os rins tentam manter este nível constante excretando mais ou menos com a urina.

Em contrapartida, 99% do cálcio encontra-se nos ossos e o resto no líquido no exterior das células. 
Os músculos contraem quando o cálcio entra para as células e relaxam quando o cálcio é novamente bombeado para fora e entra o magnésio. 

Esta bomba celular exige muita energia para bombear o cálcio para fora e, se as células estiverem com uma baixa de energia, o cálcio pode acumular-se dentro das células. 

A baixa energia celular pode dever-se a Candida, ao metabolismo deficiente dos açúcares ou das gorduras, a deficiências ou à acumulação de resíduos metabólicos e toxinas.

Isto conduz depois à relaxação apenas parcial dos músculos com rigidez, uma tendência para cãibras e má circulação sanguínea e linfática. 

O problema agrava-se quanto mais cálcio se move dos ossos para os tecidos moles. 

As células nervosas também podem acumular cálcio, conduzindo a uma transmissão nervosa deficiente, no cristalino causa cataratas, a produção hormonal é cada vez mais reduzida à medida que as glândulas endócrinas calcificam cada vez mais e todas as outras células são afetadas nas suas funções normais. 

Além disso, causa deficiência de magnésio intracelular. 

O magnésio é necessário para ativar inúmeras enzimas e a sua deficiência faz com que a produção de energia seja ineficaz e bloqueada.

Um outro problema é que o excesso de cálcio danifica a membrana celular e torna mais difícil a entrada de nutrientes e a saída de resíduos. Quando o nível de cálcio intracelular fica demasiado elevado a célula morre.

Podemos ver aqui a importância do boro como regulador das funções das membranas celulares, especialmente no que diz respeito aos movimentos do cálcio e do magnésio. 

Com uma deficiência de boro, entra demasiado cálcio para a célula ao passo que o magnésio não consegue entrar para o deslocar. 

Este é o problema da velhice e das doenças com deficiência de boro que a ela conduzem.

Enquanto se está de boa saúde e especialmente quando se é mais novo, uma proporção de cálcio-magnésio de 2:1 é normal e benéfica e fornecida com uma boa dieta. 

Mas à medida que a idade avança, com a deficiência de boro e os problemas de doença daí resultantes, precisamos progressivamente de menos cálcio e de mais magnésio.

Para que o boro seja totalmente eficaz a inverter a calcificação dos tecidos, é necessária uma grande quantidade de magnésio. 

Para as pessoas idosas, recomendo 400 a 600 mg de magnésio juntamente com a suplementação diária de boro intervalados durante o dia e, com problemas prolongados de articulações, magnésio transdérmico adicional. No entanto, o magnésio oral poderá ter de ser ajustado em função do seu efeito laxativo. Tenho dúvidas se os suplementos de cálcio são necessários e benéficos, mesmo no caso de osteoporose. 

Na minha opinião, essas pessoas têm muito cálcio armazenado nos tecidos moles onde não deveria estar, e os suplementos de boro e magnésio irão voltar a depositar esse cálcio deslocado nos ossos. 
Considero a insistência dos médicos numa elevada ingestão de cálcio como uma receita para o envelhecimento acelerado.


O que e quanto utilizar

Em certos países (por exemplo, a Austrália, a Nova Zelândia e os EUA) ainda é possível encontrar bórax nas secções de lavandaria e limpeza dos supermercados. 

Não está disponível nem é necessário bórax de "qualidade alimentar". 

Todo o bórax é igual e "natural" e, normalmente, extraído de depósitos na Califórnia ou na Turquia, independentemente de ter sido embalado na China ou em qualquer outro país. O rótulo normalmente indica que é 99% puro (ou 990 g/kg de bórax) o que é seguro de utilizar e é a norma legal para o bórax de qualidade agrícola. 

Permite-se até 1% de resíduos de exploração mineira e refinação. 

O ácido bórico, caso esteja disponível, pode ser utilizado em cerca de T da dose de bórax, mas não se encontra à venda ao público na Austrália.

Em primeiro lugar, dissolver uma colher de chá ligeiramente arredondada (5 a 6 gramas) de bórax em 1 litro de água de boa qualidade. 

Esta é a sua solução concentrada, mantenha-a fora do alcance das crianças.

Dose padrão = 1 colher de chá (5 ml) de concentrado. Esta tem 25 a 30 mg de bórax e fornece cerca de 3 mg de boro. 

Tome 1 dose por dia misturada com bebidas ou alimentos. 

Se se sentir bem, tome uma segunda dose com outra refeição. 

Se não houver nenhum problema de saúde específico ou para fins de manutenção, pode continuar indefinidamente com 1 ou 2 doses por dia.

Caso tenha um problema, como por exemplo artrite, osteoporose e doenças associadas, cãibras ou espasmos, rigidez devida à idade, menopausa, e também para melhorar a baixa produção de hormonas sexuais, aumente a ingestão para 3 ou mais doses padrão intervaladas, durante vários meses ou mais tempo, até sentir que o seu problema melhorou suficientemente. 

Em seguida, volte a reduzir para 1 ou 2 doses por dia.

Para o tratamento de Candida, outros fungos e micoplasmas, ou para a remoção de fluoretos do organismo – utilizando o seu frasco de solução concentrada:

Dose menor para peso baixo a normal - 100 ml 1/8 de colher de chá de bórax em pó ou 500 mg); beber intervalado durante o dia.

Dose maior para pessoas mais pesadas - 200 ml 1/4 de colher de chá de bórax em pó ou 1000 mg); beber intervalado durante o dia.

Começar sempre com uma dose menor e aumentar gradualmente para o máximo pretendido. 

Tomar as quantidades máximas durante 4 ou 5 dias por semana durante o tempo que for necessário ou, em alternativa, alternar periodicamente entre uma dose baixa e a sua dose máxima.

Para a candidíase vaginal, encher uma cápsula de gelatina grande com bórax e introduzi-la ao deitar durante uma a duas semanas. 

Com os fungos dos dedos dos pés ou pé de atleta, molhe os pés e esfregue-os com bórax em pó.

Pode tomar bórax misturado com alimentos ou bebidas. 

É bastante alcalino e, em concentrações mais elevadas, sabe a sabão. 

Pode disfarçar o sabor com sumo de limão, vinagre ou ácido ascórbico.

Na Europa, o bórax e o ácido bórico foram classificados como venenos para a reprodução e, desde dezembro de 2010, já não estão disponíveis ao público na UE. 

Presentemente, o bórax ainda está disponível na Suíça (15), mas o seu envio para a Alemanha não é permitido. Na Alemanha, é possível encomendar uma pequena quantidade (20 a 50 gramas) através de uma farmácia como veneno para as formigas, ficando o pedido registado.

É possível comprar comprimidos de boro nas lojas de produtos dietéticos ou na Internet, frequentemente com 3 mg de boro. 

Estes contêm boro firmemente ligado não presente em forma iônica, como sucede com o bórax ou o ácido bórico. 

Embora sejam adequados como um suplemento geral de boro, não espero que funcionem contra a Candida e os micoplasmas, nem como uma cura rápida para a artrite, a osteoporose ou a menopausa. 
A maioria dos estudos científicos e das experiências individuais foram com bórax ou ácido bórico. 

Para melhorar a eficácia, recomendo 3 ou mais comprimidos de boro intervalados por dia, durante um período prolongado, combinados com magnésio em quantidade suficiente e um programa antimicrobiano adequado (16).


Efeitos secundários possíveis

Enquanto os efeitos secundários dos medicamentos farmacêuticos tendem a ser negativos e muitas vezes perigosos, com a medicina natural como, por exemplo, a terapia com bórax, estes efeitos são geralmente reações de cura com efeitos benéficos a longo prazo. 

O mais frequente é a reação de Herxheimer resultante da eliminação de Candida.

Nalguns dos comentários do fórum acima referido, são relatadas melhorias rápidas ao fim de alguns dias. 

Esta é sempre uma resposta funcional. 

Os níveis elevados de cálcio nas células provocam contrações musculares com cãibras ou espasmos como uma causa frequente de dor. 

O boro, especialmente em conjunto com o magnésio, consegue relaxar rapidamente esses músculos e afastar a dor.

No entanto, com calcificações severas prolongadas não é possível redistribuir uma grande quantidade de cálcio em pouco tempo. Isto suscita o aumento dos níveis de cálcio na zona afetada, especialmente as ancas e os ombros, e pode causar problemas durante bastante tempo, como, por exemplo, a tendência para cãibras e dores severas, ou problemas ao nível da circulação sanguínea ou da transmissão nervosa. 

Os efeitos relacionados com os nervos nas mãos e nos pés podem ser dormência ou sensibilidade reduzida na pele. 

A passagem pelos rins de quantidades mais elevadas de cálcio e fluoreto pode causar dores temporárias nos rins. 

Estas reações de cura não podem ser evitadas quando se pretende um nível mais elevado de saúde.
Sempre que tiver um efeito desagradável, reduza ou suspenda temporariamente a ingestão de bórax até o problema desaparecer. Em seguida, comece a aumentar gradualmente outra vez. 

Outras medidas úteis são o aumento substancial da ingestão de líquidos, a utilização de mais ácidos orgânicos como sumo de limão, ácido ascórbico ou vinagre, e a melhoria do fluxo linfático como sucede ao saltar, andar a pé ou fazendo posições invertidas.


Problemas de toxicidade

As agências de saúde governamentais estão preocupadas com a toxicidade do boro. 

É possível que também se preocupe se ler o seguinte que diz respeito ao cloreto de sódio ou SAL DE MESA (17): “Toxicidade oral aguda (LD50 – a dose à qual metade dos animais testados morre): 3000 mg/kg [rato]. Efeitos crônicos nos seres humanos: mutagênico para as células somáticas dos mamíferos. Ligeiramente perigoso em caso de contacto com a pele, ingestão ou inalação. Menor dose oral letal no homem publicada: 1000 mg/kg. 

Causa efeitos adversos sobre a reprodução nos seres humanos (toxicidade fetal, aborto) por via intraplacentária, pode aumentar o risco de toxemia da gravidez em mulheres suscetíveis. Pode causar efeitos adversos sobre a reprodução e defeitos de nascença em animais, em especial em ratos e ratinhos - toxicidade fetal, aborto, anomalias musculosqueléticas e efeitos maternos (nos ovários, trompas de Falópio). 

Pode afetar o material genético (mutagênico). 

A ingestão de grandes quantidades pode irritar o estômago com náuseas e vômitos. 

Pode afetar o comportamento (espasticidade/contração muscular, sonolência), os órgãos dos sentidos, o metabolismo e o sistema cardiovascular. 

A exposição contínua pode produzir desidratação, congestão dos órgãos internos e coma.”

Agora compare a toxicidade do cloreto de sódio com a ficha de dados de segurança dos materiais ou FDSM do bórax (18): “Baixa toxicidade oral aguda; LD50 em ratos 4500 a 6000 mg/kg de peso corporal. 

Toxicidade para a reprodução/desenvolvimento: Estudos de alimentação animal no rato, ratinho e cão, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre a fertilidade e os testículos. Estudos com ácido bórico no rato, ratinho e coelho, com doses elevadas, demonstraram efeitos sobre o comportamento no feto, incluindo perda de peso do feto e variações esqueléticas menores. 

As doses administradas foram muitas vezes superiores àquelas a que os seres humanos seriam normalmente expostos. 

Não foram encontradas provas de carcinogenicidade nos ratinhos. 

Não foi observada atividade mutagênica num conjunto de ensaios sobre mutagenicidade de curta duração. 

Estudos epidemiológicos em seres humanos não revelam aumento de doença pulmonar em populações ocupacionais com exposições crônicas a poeiras de borato nem efeitos sobre a fertilidade.”

Aqui vê-se que o sal de mesa é 50 a 100% mais tóxico do que o bórax, altera o material genético e é mutagénico, ao passo que o bórax é inofensivo a este respeito. 

Os bebés são os que correm maior risco com a elevada ingestão de bórax. 

Estima-se que 5 a 10 gramas possam causar vómitos severos, diarreia, choque e mesmo a morte, mas também diz que as doses letais não estão bem documentadas na literatura.

Os dados de toxicidade seguintes foram retirados de documentos da Agência de Proteção do Ambiente dos EUA e dos Centros de Controlo das Doenças (19, 20).

Numa análise de 784 envenenamentos acidentais de seres humanos com 10 a 88 gramas de ácido bórico não foram notificadas fatalidades, com 88% dos casos a serem assintomáticos, o que significa que não se notou nada. 

No entanto, foram observados efeitos gastrointestinais, cardiovasculares, hepáticos, renais e no sistema nervoso central, dermatite, eritema e morte em algumas crianças e adultos expostos a mais de 84 mg de boro/kg, o que corresponde a mais de 40 gramas de bórax por 60 kg de peso corporal.
Estudos em animais identificaram a toxicidade reprodutiva como sendo o efeito mais sensível da ingestão de boro. 

A exposição de ratos, ratinhos e cães durante várias semanas revelou alguns danos ao nível dos testículos e do esperma com doses superiores a 26 mg de boro/kg, o que corresponde a 15 gramas de bórax/dia por 60 kg de peso corporal.

Quem corre maior risco é o feto em desenvolvimento e, nos animais estudados, os ratos foram os mais afetados. 

Num estudo, foram encontradas ligeiras reduções do peso corporal fetal com 13,7 mg de boro/kg/dia utilizado durante a gravidez. 

A dose sem efeitos foi estabelecida como sendo inferior a 13,7 mg/kg/dia, o que corresponde a cerca de 7 gramas de bórax por dia por 60 kg de peso corporal. 

Com um fator de segurança acrescentado, foi calculado um valor sem efeitos de 9,6 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 5 gramas de bórax por 60 kg.

No entanto, num estudo com ratos que se prolongou por 3 gerações não foram detetados efeitos nem toxicidade reprodutiva nos progenitores nem nas crias com 30 mg de boro/kg/dia. Esta dose corresponde a 17 gramas de bórax por 60 kg ingeridos para 3 gerações! Noutro estudo envolvendo 3 gerações, não foram detetados problemas com 17,5 mg de boro/kg/dia, o que corresponde a 9 gramas de bórax/60 kg, ao passo que a dose seguinte mais elevada testada de 58,5 mg/kg/dia, correspondente a 30 gramas de bórax/60 kg, resultou em infertilidade. 

Assim, podemos admitir que a dose segura para a reprodução é até cerca de 20 gramas/60 kg/dia.

Estudos em seres humanos sobre a possível associação entre problemas de infertilidade e elevados níveis de boro na água, no solo e no pó numa população turca e em trabalhadores do setor de extração e transformação de boro, não detetaram efeitos. 

Um estudo chegou mesmo a relatar taxas de fertilidade elevadas em trabalhadores envolvidos na produção de bórax em comparação com a média nacional dos EUA.

Tudo isto é importante porque a possível toxicidade reprodutiva é a razão oficial para o atual ataque ao bórax. 

A FDSM do cloreto de sódio acima referida indica também: "Embora o cloreto de sódio tenha sido utilizado como controlo negativo nalguns estudos de reprodução, também tem sido utilizado como exemplo de que praticamente todos os produtos químicos podem causar defeitos de nascença em animais experimentais se forem estudados nas condições certas." Lembre-se disto quando ler o que se segue.


O ataque ao bórax

A artrite nas suas várias formas e o seu parente próximo, a osteoporose, afetam cerca de 30% da população dos países desenvolvidos. 

A osteoporose é responsável por mais cuidados hospitalares prolongados do que qualquer outra doença individual. 

Tal deve-se à incidência muito elevada de fraturas e, especialmente, à natureza prolongada das fraturas da anca. 

Trata-se de uma das principais fontes de rendimento para o sistema médico-farmacêutico. 

Se a cura destas doenças com boro-magnésio se tornasse muito conhecida, esta corrente de rendimento vital secaria e o sistema ruiria. Como esta é a indústria maior e mais lucrativa do mundo, não se pode deixar que isso aconteça.

Quando o Dr. Newnham descobriu a cura da artrite com boro, isto não constituiu um grande problema para as empresas farmacêuticas porque as notícias espalhavam-se lentamente e eram facilmente suprimidas. 

Agora é tudo muito diferente com comunicação através da Internet. 

A maioria dos financiamentos para a investigação vem da indústria farmacêutica e nada foi apresentado para duplicar as descobertas do Dr. Newnham e de outros estudos positivos sobre a osteoporose. 

Em vez disso, os financiamentos vão para o desenvolvimento de medicamentos à base de boro patenteáveis para aplicação limitada, como na quimioterapia, ou mesmo para desacreditar o boro. 

Numa experiência em tubo de ensaio descobriu-se que uma dose relativamente baixa de cerca de 4 gramas de bórax pode danificar os linfócitos, da mesma forma que um estudo anterior em tubo de ensaio revelou que os suplementos de vitamina C são tóxicos. 

A maioria dos estudos positivos sobre o bórax vem atualmente da China, do Japão e da Turquia.

Além disso, a PubMed é uma ferramenta de pesquisa com financiamento público, para publicações de investigação biomédica. Enquanto outros artigos relativos a Newnham R.E. e Zhou L.Y. continuam listados, as duas importantes publicações sobre o bórax anteriormente referidas – sobre o ensaio da artrite no Royal Melbourne Hospital e o tratamento de fluorose esquelética na China – já não estão listadas, mas é aí que pertencem e, obviamente, estiveram aí originalmente. Suspeito que tenham sido removidas deliberadamente para impedir que sejam citadas noutros estudos de investigação.

Além disso, cada vez se fazem mais esforços para demonizar publicamente o bórax pela sua alegada toxicidade para a reprodução e para os bebés. 

A título de exemplo, li recentemente um artigo de um “cientista sénior” do supostamente “verde” Grupo de Trabalho Ambiental. 

Nesse artigo, os perigos atribuídos ao bórax eram tão exagerados que a maioria dos comentários efetivamente dizia: "Obrigado por me abrir os olhos. Não sabia que o bórax era tão venenoso e perigoso, de certeza que não o vou utilizar mais para lavagem de roupa ou para limpeza da casa de banho e da cozinha".

Trata-se, obviamente, de uma campanha deliberada para fazer com que as pessoas se sintam gratas pela proibição da venda de bórax ao público. 

Para fins de lavagem de roupa e de limpeza, um Substituto do Bórax substitui agora o produto anteriormente vendido como Bórax. 

A UE encabeçou esta campanha. Em junho de 2010, o bórax e o ácido bórico foram reclassificados como “tóxicos para a reprodução de categoria 2“, o que sugere que podem ser nocivos para as funções reprodutivas dos seres humanos em doses elevadas, devendo a embalagem do produto apresentar o símbolo da caveira e dos ossos cruzados. 

A partir de dezembro de 2010, estes produtos deixaram de estar disponíveis para venda ao público na UE. 

Embora esta classificação se aplique atualmente a toda a Europa, os países não pertencentes à UE ainda têm alguma margem de manobra no que diz respeito às vendas ao público. 

Esta iniciativa faz parte de um Sistema Mundial Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) que irá ser implementado logo que possível.

A Austrália está bem avançada na preparação de regulamentos para implementação do GHS para os produtos químicos industriais, estando previstos novos regulamentos em 2012 (21).

A Agência Europeia dos Produtos Químicos apresentou como motivo para a reclassificação dos produtos de boro (parafraseado):

“Os dados disponíveis não indicam grandes diferenças entre os animais de laboratório e os seres humanos, pelo que se deve admitir que os efeitos observados nos animais podem ocorrer nos seres humanos uma vez que os estudos epidemiológicos em seres humanos são insuficientes para demonstrar a ausência de um efeito adverso dos boratos inorgânicos na fertilidade. 

Foi determinado o valor de 17,5 mg de boro/kg/dia como um NOAEL (nível sem efeitos adversos observados) relativamente à fertilidade masculina e feminina. Para o rato, a diminuição do peso fetal ocorreu com 13,7 mg de boro/kg/dia e foi determinado um limite seguro de 9,6 mg/kg/dia.” (22)

O que eles estão de facto a dizer é o seguinte: “Embora não tenhamos dados sobre os seres humanos, os estudos em animais sugerem que, para as funções reprodutivas adultas, é segura uma ingestão diária de cerca de 2 colheres de chá de bórax. Mas para ter a certeza absoluta de que ninguém é afetado, vamos proibi-lo totalmente.” 

O que é importante é que esta decisão não está relacionada com o bórax nos alimentos ou suplementos onde já é proibido, mas apenas para uso geral como em produtos de lavandaria ou de limpeza ou como inseticidas. 

Uma vez que o bórax não é imediatamente inalado ou absorvido através da pele intacta, é difícil ver como é que mesmo alguns miligramas por dia poderiam entrar para o organismo com a utilização convencional. 

Se o mesmo padrão fosse aplicado a outros produtos químicos, não ficaria nenhum de fora.

O estudo principal desta avaliação foi publicado em 1972. 

Por que é que este estudo está agora a ser desenterrado para justificar a proibição do bórax quando não interessou durante os últimos 40 anos? 

Não faz qualquer sentido científico, especialmente se considerarmos que o principal produto químico existente no novo substituto do bórax, o percarbonato de sódio, é cerca de três vezes mais tóxico do que o bórax. 

Os valores orais agudos (LD50) para os animais vão de 1034 a 2200 mg/kg/dia (23). Mesmo o vulgarmente utilizado bicarbonato de sódio, com uma LD50 nos animais de 3360 mg/kg, é quase duas vezes mais tóxico do que o bórax (24). Ambos estes produtos químicos não foram testados relativamente à toxicidade reprodutiva a longo prazo com as doses elevadas que causaram problemas de fertilidade nos ratos e ratinhos.

O mesmo se aplica aos pós de lavar, foi indicado que não é de prever toxicidade se forem utilizados da forma aprovada ou que não foram realizados testes de reprodução. 

Os componentes destes produtos são mais tóxicos do que o bórax, por que motivo podem ser utilizados da forma aprovada mas o bórax não? 

E quanto aos produtos verdadeiramente tóxicos como a soda cáustica e o ácido clorídrico? 

Por que motivo se mantêm à disposição do público quando um dos produtos químicos de uso doméstico mais seguros é proibido apesar de ser absolutamente impossível que cause qualquer dano na reprodução com a utilização aprovada?

Independentemente da falta de qualquer credibilidade científica, estão criadas as condições para remover globalmente o bórax e o ácido bórico da venda ao público a curto prazo ou sem aviso. 

Mesmo os comprimidos de boro de baixo nível e menos eficazes são agora rigorosamente controlados pela indústria farmacêutica e poderão ser restringidos em qualquer altura através dos regulamentos do Codex Alimentarius. 

Com isto, o sistema médico-farmacêutico neutralizou de forma segura qualquer situação de perigo potencial que o bórax representasse para a sua rentabilidade e sobrevivência.

REFERÊNCIAS
(9) lef.org


> Autor: Walter Last
Fonte: acordem.com