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domingo, 18 de setembro de 2011

A Vida

"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, como uma criança brincando de esconde-esconde. Infelizmente não percebemos isso, e passamos a vida inteira colecionando nãos: a viagem que não fizemos, a festa que não fomos... A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador... A morte não é a maior perda da vida. A maior perda é o que morre dentro de nós enquanto vivemos".

Dalai Lama

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sucessor político de Dalai Lama faz juramento em cerimónia na Índia

Sangay é o primeiro líder político secular (Mukesh Gupta/Reuters)
Lobsang Sangay, advogado de 43 anos, e que é o sucessor político de Dalai Lama, prestou juramento nesta segunda-feira como primeiro-ministro do governo tibetano no exílio e como líder da luta dos tibetanos pela auto-determinação.

A cerimónia foi presidida pelo próprio Dalai Lama, no Templo de Tsuglagkhang, centro espiritual de Dharamsala. A cidade fica no norte da Índia, sede do governo no exílio e onde se refugiou o líder espiritual depois do fracasso da revolta contra a China em 1959.

Sangay, eleito para o cargo em Abril, fez o juramento à frente de centenas de monges budistas. Entretanto, já afirmou que vai seguir o modo de abordagem de Dalai Lama para lutar pela autonomia do Tibete em relação à China, que se recusa, porém, a reconhecer a autoridade de Sangay.

“Vamos continuar a utilizar a política da ‘via média’ (mais do que uma independência pura em relação à China, Sangay pretende uma autonomia significativa).Estamos igualmente dispostos a negociar com o Governo chinês a qualquer altura, em qualquer lugar”, declarou Sangay perante a multidão presente para assistir à cerimónia.

Acrescentou ainda que iria trabalhar com o objectivo de preencher a visão de Dalai Lama sobre o que é verdadeiramente uma sociedade secular democrática: “A liderança tibetana está longe de fracassar. Estamos cá para ficar.”

Para além das tradicionais oferendas de chá e arroz, o novo líder fez o juramento exactamente nove segundos depois das 9h09 (hora local), seguindo a crença que associa o número nove à longevidade.

Esta transição política e histórica garante uma posição muito mais visível ao novo primeiro-ministro, que terá poderes alargados em relação aos antecessores. De facto, Lobsang Sangay, nascido numa região produtora de chá no noroeste da Índia, vem romper com o passado, no qual figuras religiosas dominavam a vida política do movimento tibetano. Além disso, Sangay, especialista em direito internacional, nunca viveu no Tibete nem nunca lá esteve.

O Dalai Lama, de 76 anos, anunciou em Março que abandonaria o cargo político como chefe do movimento de exílio tibetano, essencialmente simbólico, mas que permaneceria líder espiritual dos budistas. Para explicar a sua decisão, disse apenas que precisava de se demitir como líder político porque receava o caos depois da sua morte quando o Governo chinês e os monges budistas discutissem quem seria o sucessor. “Agora, já não existe esse perigo”, disse o líder espiritual à Associated Press, citada pelo "Guardian".

Fonte: www.publico.pt


domingo, 24 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dalai Lama promete que participará na eleição de seu sucessor

WASHINGTON, EUA — O Dalai Lama, chefe espiritual dos tibetanos, insistiu no fato de que participará na eleição de seu sucessor, durante uma entrevista divulgada na segunda-feira nos Estados Unidos, na qual classificou de ridícula a vontade de Pequim de controlar o processo.

Dalai Lama partiu dos Estados Unidos na véspera, depois de uma estada de quase duas semanas, durante a qual foi recebido no sábado na Casa Branca pelo presidente Barack Obama, o que provocou a irritação das autoridades chinesas, que o acusam de intenções separatistas.

O líder espiritual tibetano, que festejou seus 76 anos durante essa viagem, insistiu no fato de que não deixará a China tomar controle de sua sucessão.

"A reencarnação ou a próxima vida do Dalai Lama logicamente é assunto meu, não de outros", declarou ao canal NBC.

"Minha próxima vida, no final das contas, será decidida por mim mesmo, e mais ninguém", insistiu.

Fazendo referência aos dirigentes chineses, declarou que eles "adotaram uma política que é ridícula".

O Dalai Lama não explicitou claramente se vai se ocupar de sua sucessão no sentido material ou espiritual. A tradição tibetana determina que os monges identifiquem um jovem como a reencarnação de um lama falecido.

O Dalai Lama já declarou no passado que tinha a tradição de romper com a tradição de eleger seu sucessor antes de morrer.

As autoridades chinesas afirmaram em 2010 que tinham a última autoridade em termos de eleição do sucessor do Dalai Lama e que qualquer eleição que não tiver a assinatura de Pequim será ilegítima e sem valor.

Fonte: AFP