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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Anomalia do Campo Magnético da Terra está Crescendo.

Por Felipe Miranda.

Existe uma enorme anomalia no campo magnético da Terra, bem acima de uma região da América do Sul, e também pega uma parte da África, como você pode ver na imagem acima. 

A anomalia, que está crescendo, é monitorada pela NASA. Isso, é claro, não significa o apocalipse, mas não deixa de ser um problema. Pode ser algo bastante ruim, principalmente se continuar crescendo. 

Uma anomalia do campo magnético da Terra significa que, naquela região, a intensidade do campo é menor. E você deve estar pensando: “mas por que isso me afetaria, se eu nem ligo pra esse campo magnético?”.

Bom. O campo magnético é, basicamente, uma das características da Terra mais importantes para possibilidade da existência da vida, por dois trabalhos principais que esse campo desempenha. 

O primeiro é que o espaço é muito radiativo. Somos bombardeados por radiação solar e de diversos outros locais. O campo magnético barra grande parte dessas ondas eletromagnéticas, que em excesso podem ser muito prejudiciais para os seres humanos.

O segundo papel também tem a ver com isso. Esses raios perigosos são chamados, na física, de raios ionizantes. Isso significa que eles são capazes de transformar um átomo em um íon, ou seja, retirar elétrons do átomo.

Além de serem cancerígenos (por isso os raios ultravioleta são perigosos), eles podem destruir a atmosfera. E é por isso que Marte só tem !% da densidade da atmosfera terrestre – seu campo magnético já se foi. 

O campo magnético é formado com a movimentação do ferro e níquel dentro da Terra. Marte é quase dormente nesse quesito, e seu quase insignificante campo magnético é gerado pelas interações dos próprios ventos solares.


 Observações da NASA 

Uma das maiores preocupações com relação aos ventos solares é sobre a tecnologia. Os equipamentos eletrônicos poderiam ser destruídos no caso de uma tempestade solar muito forte – e os satélites seriam os mais afetados. Esse deve ser, portanto, o principal motivo que leve a NASA a ficar tão atenta.

Para entender o enfraquecimento, devemos nos aprofundar um pouco mais nos assuntos. Ali em cima eu havia falado que é o ferro e o níquel que geram o campo magnético, correto? Bom, isso não está totalmente correto.

“O campo magnético é na verdade uma superposição de campos de muitas fontes atuais”, explica em um comunicado o geofísico Terry Sabaka, da NASA. Ele se refere às outras fontes de magnetismo.

Conforme o Serviço Geológico do Brasil, outras fontes, como os próprios ventos solares, rochas magnetizadas na superfície da Terra, por exemplo, correspondem a cerca de 10% do campo magnético da Terra.

E é esse o ponto. O campo dipolo, ou seja, aquele campo causado pelo ferro e níquel derretido, pode estar se enfraquecendo. “A SAA - (South Atlantic Anomaly) - observada também pode ser interpretada como uma consequência do enfraquecimento da dominância do campo dipolo na região”, explica Weijia Kuang. 


A perturbação parece estar se dividindo em duas bolhas. Um estudo recente percebeu que isso pode ser os primeiros sinais de um fenômeno recorrente: a inversão magnética, conforme o Science Alert.

A inversão magnética ocorre quando os pólos magnéticos de invertem ao ponto de o sul ficar onde hoje é o norte magnético, e já estamos vendo essa mudança lentamente. Entretanto, essa anomalia pode significar uma mudança mais rápida do que esperamos, gerando diversas instabilidades no campo magnético.

Fonte


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Documento de Químico Nuclear detalha “O Envenenamento da Humanidade por Alumínio via Geoengenharia”


Somente nos últimos dois anos o conceito de geoengenharia gerou um interesse crescente (que parece acelerar a um ritmo crescente) no mundo acadêmico.

Isso também acendeu um grande interesse na formulação de políticas, o que não é surpresa, dado que estamos a falar de “geoengenharia” do clima global em resposta às mudanças climáticas globais.

Isso é exatamente o que a geoengenharia é – uma resposta à atividade humana destrutiva que ainda temos de cessar – e envolve a injeção de partículas/aerossóis estratosféricos na atmosfera para, novamente, reduzir o efeito da mudança climática global.

Por exemplo, o SPICE é um projeto de pesquisa de geoengenharia financiado pelo governo do Reino Unido, que colabora com as universidades de Oxford, Cambridge, Edimburgo e Bristol para examinar a ideia da gestão da Radiação Solar [Solar Radiation Management – SRM].

Algumas das partículas candidatas a pulverizar no ar propostas pela SPICE (para citar apenas algumas) são (fonte):
  • Sulfato / Ácido sulfúrico / Dióxido de enxofre
  • Titânia
  • Carbeto de silício
  • Carbonato de cálcio
  • Alumina
  • Sílica
  • Óxido de zinco

Investigação inovadora

O Dr. Marvin Herndon, PhD., Um químico nuclear, geoquímico, e cosmoquímico – mais conhecido por deduzir a composição do núcleo interno da terra como sendo de silicieto de níquel, e não o metal de níquel-ferro parcialmente cristalizado – publicou uma investigação inovadora na revista de análise pelos seus pares, a Current Science (Academia Indiana de Ciências) intitulado “Envenenamento com alumínio da Humanidade e do biota da Terra pela actividade de geoengenharia clandestina: implicações para a Índia”.

O resumo diz o seguinte:

Em resposta a um apelo urgente por meio de um artigo na Current Science para auxiliar na compreensão da associação geológica da alta mobilidade do alumínio na saúde humana na planície aluvial de Ganga, eu descrevo as evidências da actividade de geoengenharia clandestina que ocorre há pelo menos 15 anos e que tem escalado acentuadamente nos últimos dois anos. A actividade de geoengenharia através de aviões-tanques a jacto lança uma substância não-natural e tóxica na atmosfera da Terra que, com a água da chuva, liberta alumínio altamente móvel. Para além disso, apresento as provas de que a substância tóxica é a cinza volante da combustão do carvão. A dispersão clandestina de cinzas de carvão e a consequente libertação de alumínio altamente móvel, eu afirmo, é uma causa subjacente do aumento generalizado e pronunciado das doenças neurológicas assim como da debilitação actualmente difundida e crescente na biota da Terra. Recomendações são feitas para verificar se a evidência apresentada aqui é aplicável à planície aluvial do Ganga. (Fonte) (Fonte)

O artigo continua, discutindo e citando publicações que detectaram metais pesados como o alumínio, bário, estrôncio e mais na água da chuva, cinzas volantes e muito mais. Por exemplo, durante o período entre Julho de 2011 e Novembro de 2012, 73 amostras da água da chuva foram colectadas e analisadas para o alumínio e bário; 71 foram recolhidas em 60 locais diferentes na Alemanha, 1 na França e 1 na Áustria.

O alumínio foi detectado em 77% das amostras da água da chuva e havia também uma concentração muito alta de bário e estrôncio.

Ele também discute como essas concentrações de metais não são o resultado de fenómenos naturais, como explosões vulcânicas, por exemplo.

Esta não é a única publicação recente e inovadora que vem do mundo da academia sobre este fenômeno. Há alguns meses, a Dra. Rose Cairns, doutorada, que pertence à Escola do Meio Ambiente e da Terra da Universidade de Leeds, publicou um artigo no Geophysical Journal, revisto por pares, intitulado “Climas de suspeição: narrativas da conspiração dos “rastos químicos” e Políticas da geoengenharia”. Ela também está a realizar pesquisas sobre a Governança da Geoengenharia como parte de um projeto multidisciplinar colaborativo entre a Universidade de Sussex, UCL e Universidade de Oxford (http://geoengineering-governance-research.org/). O projeto examina as implicações sociais, éticas e políticas das propostas de geoengenharia climática. (Fonte)

No seu artigo, ela descreve desenvolvimentos no discurso acadêmico e político sobre a geoengenharia, e como a modificação climática, também a ser discutida pelos cidadãos do mundo (que usam o termo “rastos químicos”), está a ter efeitos ecológicos e na saúde devastadores por todo o mundo. De acordo com o seu trabalho:

Entender a política emergente da geoengenharia e levar a sério as reivindicações sobre a importância da participação pública requer uma compreensão de toda a paisagem discursiva em torno das ideias do controlo climático global – incluindo as ideias marginais como aquelas defendidas pelos ativistas dos rastos químicos. Ignorar ou descartar esses discursos como patológicos ou paranoicos é ignorar perspectivas potencialmente reveladoras sobre a política emergente da geoengenharia. (Fonte)

Ela também menciona que:

Esta análise sugere um número de formas pelas quais a narrativa dos rastos químicos pode conter perspectivas e implicações importantes para as emergentes políticas de geoengenharia, e que não podem ser descartadas como “paranoicas” ou “patológicas”. (Fonte)

Embora a Dra. Rose não seja uma proponente da “conspiração dos rastos químicos”, é ótimo ver outro artigo publicado por um acadêmico tendo uma perspectiva neutra, reconhecendo a importância dessas alegações, em vez de descartá-las diretamente.

A diferença básica aqui é que a geoengenharia no âmbito académico é estritamente uma proposta, e que esses meios de engenharia do clima da Terra ainda não estão operacionais. Quando se trata dos defensores dos “rastos químicos”, eles acreditam que eles estão operacionais, assim como o artigo académico descrito no início deste artigo, juntamente com muitos outros.

A verdade é que parece haver uma tremenda quantidade de informações que sugerem que esses programas estão verdadeiramente operacionais. Ainda não é claro se a sua intenção é modificar o clima para combater os efeitos do aquecimento global ou promover algum outro tipo de agenda.

Evidências que sugerem que esses programas já estão operacionais:

Nos últimos anos tem havido um declínio no apoio à pesquisa da modificação climática, e uma tendência para os deslocar diretamente para projetos operacionais” – Associação Meteorológica Mundial (Fonte) 

Para além de programas de pesquisa específicos patrocinados por agências federais, existem outras funções relacionadas com a modificação climática que são realizadas em vários lugares do ramo executivo. Vários painéis e comités consultivos federais – criados para realizar estudos aprofundados e preparar relatórios, fornecer conselhos ou recomendações ou coordenar programas de modificação climática – foram alocados e apoiados dentro de departamentos executivos, agências ou serviços. (Fonte)