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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Bárbara dos Prazeres: A "Vampira" que Aterrorizou o Rio de Janeiro do Século XIX.

Dona de uma beleza estonteante, a serial killer teria matado diversas crianças para se manter jovem.


Por Victória Gearini.

Localizado na Praça XV de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro, o Arco do Teles é considerado um dos maiores marcos arquitetônicos. Foi contruído a mando do juíz português Antônio Telles Barreto de Menezes que, vendo o crescimento da cidade, comprou diversos lotes de terras para posteriormente alugá-los. No entanto, segundo crenças populares, o lugar também foi palco de insólitos rituais e crimes.

Em 1790, um incêndio se alastrou pela região e destruiu boa parte das construções, restando apenas parte delas. Em decorrência da tragédia, a região passou a ser desvalorizada e se tornou o lar de muitas prostitutas e usuários de drogas. Neste cenário surge a jovem portuguesa Bárbara dos Prazeres, de apenas 20 anos, que tinha acabado de se mudar para o Brasil junto de seu marido.

Dona de uma beleza estonteante, Bárbara dos Prazeres matou seu marido a sangue frio e passou a se prostituir na área do Arco do Teles. Desejada e atraente, a jovem atraia clientes com altos poderes aquisitivos.

Arco do Teles, localizado no Centro do Rio de Janeiro / Crédito: Wikimedia Commons

Reza a lenda que, ao envelhecer, Bárbara percebeu que seus clientes estavam diminuindo. Doente e temendo a morte, a mulher procurou feiticeiros para que pudessem curá-la. Segundo o mito local, Bárbara foi orientada a se banhar com sangue de crianças, para que desta forma conquistasse a juventude eterna.

Coincidência ou não, na época, muitas crianças estavam desaparecendo sempre que estavam desacompanhadas. Logo, os moradores da região proibiram seus filhos de brincarem nas ruas, acreditando ser obra de Bárbara dos Prazeres.

Criada em 1809, a Guarda Real da Polícia passou a investigar os desaparecimentos. Muitos negros escravizados foram acusados pelos sequestros de crianças e foram mortos injustamente.

Os sequestros diminuíram na década de 1830, o que levou a crença popular acreditar que Bárbara dos Prazeres havia morrido. Não se sabe como ou quando a serial killer morreu, muito menos se sabe até onde é lenda e até onde é verdade.

Apenas o que há certeza é que após o incêndio, a região do Arco do Teles ficou degradada e o Rio de Janeiro sofreu com ondas de sequestros de crianças, penalizando de forma injusta, negros escravizados.


OVNI está Transmitindo Ondas de Rádio para a Terra a cada 16 Dias .

Uma galáxia? Um astro? Um objeto alienígena? Informações vindas do espaço vêm intrigando os cientistas do mundo.


Por André Nogueira

Um objeto astronômico não identificado, a 500 milhões de anos-luz da Terra, vem intrigando os cientistas, que vem receptando transmissões de sinais periódicos que chegam a cada 16 dias no planeta. Sem saber do que se trata, apenas sabe-se que as transmissões ocorrem via rádio.

Até o inicio das captações, já foram percebidos mais de cem tipos de rajadas breves de radiação, sendo que apenas 10 delas demonstraram repetição. Não foi possível perceber qualquer tipo ritmo consistente. Porém, o radiotelescópio CHIME, do Canadá, concebeu o padrão de chagada dos raios.

Segundo a hipótese de alguns pesquisadores, o responsável pelas transmissões é uma galáxia espiral. "Isso nos levará em uma direção interessante para chegar ao fundo desses repetidores", afirma Duncan Lorimer, astrofísico da Universidade de West Virginia, à Science News.

Por conta da periodicidade das transmissões, bastante esparsas, anula-se a hipótese de um canal de transmissão intencional e racional (um “farol alienígena”, nas palavras de Leon Oostrum, do Instituto Holandês de Radioastronomia), mas é possível afirmar que o transmissor orbita algum astro maior, como uma estrela.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A Terra poderá viver ‘mini Era Glacial’ na década de 2030, Segundo Cientistas

Pesquisadores do País de Gales preveem forte diminuição na atividade solar entre 2030 e 2040.

O inverno de Boston, no estado americano de Massachusetts, em janeiro deste ano: astrônomos acreditam que Terra terá Era Glacial moderada em 2030 Foto: BRIAN SNYDER / REUTERS

LLANDUDNO, País de Gales — O planeta Terra pode entrar em uma pequena Era Glacial a partir de 2030, segundo cientistas do Reino Unido. Atualmente, os astrônomos conseguem prever os ciclos do Sol com uma precisão muito maior do que era possível algumas décadas atrás. E agora um novo modelo de previsão da atividade solar, apresentado pela professora Valentina Zharkova na semana passada durante o Encontro Nacional da Real Sociedade de Astronomia em Llandudno, no País de Gales, indica uma forte queda nesta atividade nos anos 2030, provocando um moderado resfriamento da Terra.

As condições previstas pelo novo modelo não são experimentadas pela Terra desde a última “mini Era Glacial”, registrada entre 1645 e 1715 e que ganhou o apelido de de Mínimo de Maunder, um período em que as temperaturas ficaram abaixo da média em toda a Europa. Em 1843, os cientistas descobriram que a atividade do Sol varia ao longo em ciclos de 10 a 12 anos entre seus picos de atividade mínima e máxima. As flutuações no total de radiação solar recebida pela Terra dentro deste período, no entanto, são difíceis de se prever.

Os cientistas acreditam que essas variações sejam causadas pelo efeito de dínamo gerado pelo constante movimento dos fluidos próximos ao núcleo do Sol. A equipe liderada pela professora Valentina percebeu, porém, que, ao adicionar um segundo dínamo alimentado pelo movimentos dos fluidos mais próximos da superfície do astro, aumentando a precisão dos modelos de previsão do comportamento solar.

- Encontramos componentes de ondas magnéticas se originando em duas camadas diferentes no interior do Sol. Ambas tem uma frequência de aproximadamente 11 anos, embora elas sejam sutilmente diferentes, o que faz com que fiquem fora de fase com o tempo - diz Valentina. - Ao longo destes ciclos, estas ondas flutuam entre os hemisférios Sul e Norte do Sol. Combinando estas duas ondas e comparando com dados reais do atual ciclo solar, mostramos que nossas previsões têm uma precisão de 97% .

Assim, as previsões para os próximos ciclos solares indicam que estas duas ondas vão ficar cada vez mais fora de fase, isto é, com o vale de uma “casando” com o pico da outra, se contrabalançando, durante o chamado Ciclo 25, que atingirá seu pico em 2022. Já durante o Ciclo 26, que cobre a década de 2030 a 2040, estas duas ondas estarão exatamente fora de fase, com uma onda geradora de atividade anulando a outra e levando a uma redução significativa da atividade solar.

- No Clico 26, as duas ondas vão se espelhar, atingindo o pico ao mesmo tempo em hemisférios opostos do Sol - explica Valentina. - A sua interação será disruptiva, isto é, elas vão quase cancelar uma a outra. Efetivamente, quando estas ondas estão aproximadamente em fase, elas podem mostrar um grande interação, ou ressonância, e termos uma forte atividade solar. Já quando elas estão fora de fase, temos os mínimos solares. E quando a uma separação total de fases, temos condições vistas pela última vez durante o Mínimo de Maunder, há 370 anos.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Por Que Tesla Estava Obcecado Com as Pirâmides?


O inventor e cientista Nikola Tesla tinha mais do que um interesse passageiro nas maravilhas arqueológicas do Egito.

Poucas pessoas contribuíram mais para a ampla implementação da eletricidade no mundo moderno do que Tesla - um homem cujos elogios vão desde o pioneirismo no uso de corrente alternada até a realização de experimentos projetados para transmitir eletricidade sem fio pelo ar.

Em 1905, ele apresentou uma patente intitulada 'A arte de transmitir energia elétrica através do meio natural', fundada em sua crença de que a própria Terra é um gerador elétrico gigante que poderia ser aproveitado para fornecer quantidades praticamente ilimitadas de eletricidade.

Entre suas principais inspirações estavam as pirâmides de Gizé - algo que Tesla achou infinitamente fascinante. Ele acreditava que essas estruturas antigas eram elas mesmas transmissores gigantes de energia e as procuravam ao montar seus próprios projetos.

Suas instalações de teste sem fio, como a Estação Experimental Tesla, em Colorado Springs, e a Torre Wardenclyffe, na costa leste, foram inspiradas pelos locais das pirâmides.

Tesla também havia demonstrado uma obsessão com os números 3, 6 e 9, a ponto de dirigir em torno de um prédio três vezes antes de entrar e só ficava em hotéis com números divisíveis por 3. Ele também fazia muitas escolhas baseadas nesses mesmos princípios.

Embora hoje seja geralmente aceito que o esquema de energia sem fio de Tesla nunca teria funcionado, ainda existem alguns que subscrevem sua teoria de que as pirâmides são transmissores de energia.

Resta ver, no entanto, se as crenças de Tesla a esse respeito serão realmente verdadeiras.


domingo, 1 de dezembro de 2019

O Caso de Maurizio Cavallo - [VÍDEO]


Maurizio Cavallo, nascido em Crotone (um município da região da Calábria na Itália) no ano de 1952 é um escritor e artista, conhecido sob o pseudônimo de Jhlos. 

Ele também é considerado um dos contatados italianos mais confiáveis, sendo admirado na Itália e no exterior por seus poemas e obras musicais de intensidade sugestiva. Além disso, é um jornalista especializado na busca do paranormal e foi professor na Universade Popular de Vercelli, sendo hoje palestrante oficial em congressos internacionais e membro de vários grupos de pesquisas e também fundador do Centro de Pesquisa Filosófica Clarion (Clarion Philosophical Research Center). 

Ele atualmente reside no município de Vercelli, na região do Piemonte na Itália.


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Chimpanzés Declararam Guerra aos Humanos em Uganda


No oeste de Uganda, perto do lago Alberto, os chimpanzés selvagens desencadearam uma guerra territorial real contra colonos humanos.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou o braço, abriu o estômago e removeu os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

Esquerda: Teddy Atuhaire tinha quatro anos na vila Mukichanga, quando um chimpanzé entrou na casa enquanto sua mãe estava fora e levou Teddy para uma árvore. O chimpanzé cortou sua cabeça, quebrou tanto o braço que precisou ser amputado e a deixou cair. Os anos de recuperação foram difíceis. Com seus pais mortos, seus irmãos mortos ou desaparecidos, ela vive de trabalho ocasional e cuida de suas tias.
Direita: Alguns moradores colocam armadilhas na floresta para prender antílopes, porcos do mato e outros animais como alimento. Os chimpanzés, apesar de um tabu em Uganda contra comê-los, tornam-se vítimas não intencionais. Cerca de um terço dos chimpanzés de uma comunidade do Parque Nacional de Kibale sofreu ferimentos na armadilha, incluindo este jovem macho, conhecido pelos pesquisadores como Max, que perdeu os dois pés.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

As áreas em laranja delimitam o território dos chimpanzés. O quadrado mostra a área onde a maioria dos ataques tem ocorrido.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Uma lástima o que está ocorrendo em Uganda e em outros lugares do mundo, com animais perdendo seus habitats. Nós humanos precisamos encontrar um equilíbrio entre nossas necessidades e a dos animais, antes que seja tarde demais.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Flash Verde na Via Láctea Choca Cientistas


Um flash verde diferente de uma fonte misteriosa no centro de uma galáxia distante foi visto por cientistas usando o satélite NuSTAR da NASA. Observações posteriores revelaram que o flash desapareceu dentro de duas semanas, deixando os cientistas refletir sobre o que poderia ter causado isso.

Pesquisadores liderados por Hannah Earnshaw, da Caltech, notaram uma mancha verde nas observações retornadas pelo NuSTAR – uma missão em que um dos objetivos é estudar a supernova. Essas explosões estelares produzem tanta luz que podem, em alguns momentos, ofuscar as galáxias. A imagem de satélite, que mostra a ‘Galáxia do Fireworks’ NGC 6946, normalmente mostra a supernova como manchas verdes e azuis, com uma atualmente aparecendo no canto superior direito da imagem fornecida.

Essa imagem, no entanto, também mostrou outra coisa. Na parte inferior da imagem havia outro ponto verde que não estava presente na primeira observação 10 dias antes. As observações de acompanhamento com o Observatório de Raios-X Chandra mostraram que a fonte havia desaparecido. Desde então, a equipe nomeou o flash ULX-4 (raio X ultraluminoso), pois é o quarto ULX desta galáxia até agora identificado.

“Dez dias são um período muito curto para que um objeto tão brilhante apareça”, disse Earnshaw em comunicado. “Normalmente, com o NuSTAR, observamos mudanças mais graduais ao longo do tempo, e muitas vezes não observamos uma fonte várias vezes em rápida sucessão. Nesse caso, tivemos a sorte de perceber uma mudança de fonte com extrema rapidez, o que é muito emocionante”.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Campo Magnético Terrestre Está se Comportando Erraticamente e Não Sabemos o Porquê


Algo estranho está acontecendo no topo do planeta: o polo magnético norte da Terra está se afastando do Canadá em direção à Sibéria, provavelmente impulsionado pelo fluxo de ferro líquido dentro do núcleo da Terra.

O campo magnético terrestre está constantemente em movimento, mas esse comportamento recente é totalmente errático.

Os especialistas não têm certeza do que está acontecendo. De acordo com um novo estudo, o movimento poderia ter algo a ver com as ondas hidromagnéticas das profundezas do núcleo do planeta, ou com um jato rápido de ferro líquido.

O que eles sabem é que o Modelo Mundial Magnético (MMM), uma representação do campo magnético global que suporta a navegação, precisa urgente de uma atualização.


Mudanças muito rápidas

São os pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) que mantêm o MMM, cujo papel na navegação moderna é essencial, desde sistemas que guiam navios no mar até o Google Maps nos smartphones.

Em 30 de janeiro, eles devem atualizá-lo. A versão mais recente do modelo saiu em 2015 e deveria durar até 2020.

O problema é que o campo magnético está mudando tão rapidamente que os cientistas precisam consertar o MMM agora.

“O erro está aumentando o tempo todo”, explica Arnaud Chulliat, geomagnetista da Universidade do Colorado em Boulder (EUA) e dos Centros Nacionais de Informações Ambientais da NOAA.


De quem é a culpa?

O problema vem parcialmente do movimento do polo, e parcialmente de outras mudanças no interior do planeta.

A agitação líquida no núcleo da Terra gera a maior parte do campo magnético, que varia com o tempo à medida que os fluxos mudam. Em 2016, por exemplo, parte do campo magnético acelerou temporariamente no norte da América do Sul e no leste do Oceano Pacífico. Satélites como a missão Swarm da Agência Espacial Europeia (ESA) acompanharam a mudança.

No início de 2018, pesquisadores da NOAA e do British Geological Survey (BGS) perceberam, durante sua verificação anual de quão bem o modelo estava capturando todas essas variações no campo magnético da Terra, que o MMM estava tão impreciso que em breve excederia o limite aceitável para erros de navegação.


A dificuldade de atualização

Devido à recente atividade errática do campo magnético da Terra, o grupo NOAA decidiu antecipar a próxima atualização.

Os pesquisadores alimentaram três anos de dados recentes para chegar a uma versão que, acredita-se, permanecerá correta até a atualização regular programada para 2020. Esses dados deveriam ser lançados em 15 de janeiro, mas foram adiados para o dia 30 devido ao desligamento do governo americano.

A atual paralisação de serviços do governo federal americano foi causada por um impasse na aprovação do financiamento para a construção do muro na fronteira com o México. A Casa Branca exige que o Congresso aprove US$ 5 bilhões para a construção de tal muro, mas os democratas consideram este um gasto supérfluo. A NOAA precisa que os serviços voltem a funcionar para realizar a modernização do MMM.

Um artigo sobre o comportamento errático do campo magnético foi publicado na revista científica Nature. 


segunda-feira, 3 de junho de 2019

A Conspiração Skinwalker - [VÍDEO]

Episódio da série documental Conspiracy Theory With Jesse Ventura que investiga as relações do bilionário Robert Bigelow com engenharia reversa, com a mufon e suas ligações com o governo americano. 

Você sabia que a FAA tem uma diretiva que te encaminha para a Bigelow Aerospace caso queira reportar um ovni? 

Qual o real interesse do bilionario em ufologia, por que suas descobertas no lendário rancho Skinwalker são mantidas em sigilo? 

Robert Bigelow comprou a MUFON?


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Islândia Transforma CO2 em Rocha para Limpar a Atmosfera


A quantidade de CO2 na atmosfera atingiu um recorde histórico desde a evolução dos humanos nesta semana. Níveis mais altos do que o normal de CO2 na atmosfera é uma das principais causas da mudança climática, pois bloqueia a capacidade de resfriamento natural da Terra. Os níveis de CO2 estão aumentando devido à queima de combustíveis fósseis e outras ações humanas, como o desmatamento.

Se quisermos evitar a catástrofe do aquecimento da Terra em 2 graus, ações radicais devem ser tomadas, o que inclui cortar a quantidade de CO2 produzida. O abrandamento da mudança climática também só é possível com a introdução de tecnologias que possam remover o CO2 da atmosfera.


Imitando a natureza

A Islândia está liderando o caminho em um desses métodos e após dois anos de experimentação, seu sistema parece estar funcionando. O CarbFix é uma colaboração entre pesquisadores e engenheiros da empresa Reykjavik Energy, da Universidade da Islândia, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A tecnologia desenvolvida pelo grupo imita um processo natural, mas, em vez de levar milhares de anos, os resultados podem ser vistos em apenas um alguns anos. O processo funciona injetando CO2 em rocha basáltica porosa onde ela mineraliza, capturando-a para sempre. “Com este método, nós realmente mudamos a escala de tempo dramaticamente”, diz a geóloga Sandra Osk Snaebjornsdottir.


Usina geotérmica funciona como laboratório

A equipe de pesquisa passou os últimos dois anos usando a usina geotérmica Hellisheidi como seu próprio laboratório. A planta, que é uma das maiores do mundo, está localizada no vulcão Hengill, no sudoeste da Islândia. Ela fica em uma camada de rocha basáltica formada de lava resfriada, a usina tem acesso a uma quantidade quase ilimitada de água que sobe do vulcão para operar seis turbinas que fornecem eletricidade e calor para a capital, Reykjavik, a cerca de 30 km .

O CO2 deste processo é capturado do vapor, liquefeito em condensado e depois dissolvido em grandes quantidades de água. Essa água pesada de CO2 é então canalizada para uma área a vários quilômetros de distância. A água é então soprado na rocha de basalto 1,000 m abaixo onde ele preenche as cavidades da rocha e começa o processo de solidificação. Uma reação química ocorre quando o gás entra em contato com o cálcio, magnésio e ferro no basalto.

“Quase todo o CO2 injetado foi mineralizado dentro de dois anos em nossa injeção piloto”, diz Snaebjornsdottir. O projeto CarbFix reduz as emissões de dióxido de carbono da usina em um terço, o que equivale a 12.000 toneladas de CO2 capturado e armazenado a um custo de US $ 25 por tonelada.

Mas a Islândia ainda está longe de ser um país modelo na luta contra a mudança climática. Sob o acordo climático de Paris, a Islândia concordou em cortar suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2030. No entanto, suas emissões aumentaram 2,2% de 2016 a 2017, e aumentaram 85% desde 1990, de acordo com um relatório da Agência Ambiental da Islândia.


sábado, 27 de abril de 2019

E Estamos À Beira de Mais Um Colapso de Civilizações?

Grandes civilizações não são exterminadas, mas acabam com a sua própria existência. Essa é a conclusão do historiador britânico Arnold Toynbee em sua principal obra, Um Estudo da História, dividida em 12 volumes. Ele explorou a ascensão e a queda de 28 civilizações diferentes ao longo da história de nossa civilização. O historiador estava certo em alguns aspectos: as civilizações são frequentemente responsáveis por seu próprio declínio. Sua autodestruição, no entanto, geralmente tem alguma “ajuda” externa.

'As civilizações são frequentemente responsáveis pelo seu próprio declínio e posterior extinção, mas sua autodestruição geralmente recebe ajuda externa', diz pesquisador

Luke Kemp – Especial para a BBC Future - BBC.com

O Império Romano, por exemplo, foi vítima de diversos problemas graves, incluindo super expansão, mudanças climáticas, degradação ambiental e más lideranças políticas e de pensadores. Um episódio marcante nesse processo de decadência foi a invasão e saque sucessivos de Roma pelos visigodos no ano de 410 (sob o comando de Alarico) e pelos vândalos em 455.

O exemplo romano mostra que tamanho não necessariamente blinda civilizações do colapso. O Império chegou a abranger cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a pouco mais da metade do território brasileiro), mas em poucos séculos viu suas dimensões encolherem praticamente a zero.



Pesquisa

Nosso passado é marcado por fracassos recorrentes. Como parte da minha pesquisa no Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, estou tentando descobrir, por meio de uma “autópsia histórica”, por que colapsos ocorrem. O que a ascensão e a queda das civilizações históricas nos dizem sobre a nossa civilização atual? Quais são as forças que precipitam ou retardam um colapso? Conseguimos ver padrões semelhantes hoje em dia?

A primeira forma de observar civilizações passadas é comparar sua longevidade. Mas isso pode ser difícil, já que não há uma definição absoluta de civilização, nem um banco de dados abrangente dos nascimentos e mortes das populações. Eu comparei o tempo de vida de várias civilizações, que defino como uma sociedade com agricultura, várias cidades, domínio militar em sua região geográfica e uma estrutura política abrangente. Dada essa definição, todos os impérios são civilizações, mas nem todas as civilizações são impérios.

Forum Romano em Roma, Itália. Coliseu à distância.
Às vezes as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma

Um colapso pode ser definido como um processo de perda de população, identidade e complexidade socioeconômica. Há desmantelamento de serviços públicos e a desordem cresce à medida que o governo perde o controle de seu monopólio sobre a violência. Praticamente todas as civilizações passadas encararam esse destino.

Algumas se recuperaram ou se transformaram, como os chineses e os egípcios. Outros colapsos foram permanentes, como foi o caso da Ilha de Páscoa. Às vezes, as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma. Em outros casos, como as ruínas maias, elas são abandonadas como mausoléu para futuros turistas e pesquisadores.


Lições

O que isso pode nos dizer sobre o futuro da atual civilização moderna global? As lições de impérios baseados na agricultura se aplicam ao nosso período pós-século 18 de capitalismo industrial?

Eu diria que sim. As sociedades do passado e do presente são apenas sistemas complexos compostos por pessoas e tecnologia. A teoria dos “acidentes normais” sugere que sistemas tecnológicos complexos frequentemente permitem que falhas ocorram. Dessa forma, colapsos podem ser fenômenos normais para as civilizações, independentemente de seu tamanho e estágio.

Imagem mostra casa sendo arrastada pelo mar agitado
Não há uma teoria única aceita sobre o porquê dos colapsos. Várias explicações
são apontadas e, entre elas, estão ambiente e clima

As civilizações atuais podem estar mais avançadas tecnologicamente, mas isso nos dá pouco fundamento para acreditar que somos imunes às ameaças que dizimaram nossos ancestrais. As nossas novas habilidades tecnológicas trazem novos desafios sem precedentes. E enquanto nossa escala pode agora ser global, o colapso parece acontecer tanto em vastos impérios quanto em reinos jovens. Não há razão para acreditar que um tamanho maior seja armadura contra a dissolução social. Nosso sistema econômico globalizado, fortemente conectado, é até mais propenso a propagar crises.

Se o destino das civilizações anteriores pode ser um roteiro para o nosso futuro, o que ele diz? Uma forma de analisá-lo é examinar as tendências que precederam colapsos históricos e observam os acontecimentos de hoje. Embora não exista uma teoria única aceita sobre o porquê da decadência de civilizações, historiadores, antropólogos e outros especialistas propuseram várias explicações, incluindo:

Mudança climática: Quando a estabilidade climática muda, os resultados podem ser desastrosos, resultando em quebra de safra, fome e desertificação. O colapso dos anasazis (América do Norte), da civilização de Tiahuanaco (Bolivia), dos acadianos (Oriente Médio), dos maias (América Central), do Império Romano e de muitos outros coincidiu com mudanças climáticas abruptas, geralmente secas.

Degradação ambiental: Colapsos podem ocorrer quando as sociedades sobrecarregam seu ambiente. Essa teoria do colapso ecológico aponta para o desmatamento excessivo, a poluição da água, a degradação do solo e a perda da biodiversidade como causas principais.

Desigualdade e oligarquias: A riqueza e a desigualdade política podem ser fatores centrais da desintegração social, assim como a oligarquia e a centralização de poder entre líderes. Isso não só causa desconforto social, mas prejudica a capacidade de uma sociedade responder a problemas ambientais, sociais e econômicos.

O campo da cliodinâmica (ciência que tenta explicar eventos históricos a partir da interação de diversos fatores) analisa de que modo aspectos como igualdade e demografia se correlacionam com a violência política. A análise estatística de sociedades anteriores sugere que isso acontece em ciclos. À medida que a população aumenta, a oferta de mão de obra supera a demanda, os trabalhadores tornam-se “baratos” e a sociedade se torna mais disfuncional. Essa desigualdade enfraquece a solidariedade coletiva e alimenta turbulências políticas.

Complexidade: O historiador Joseph Tainter afirma que as sociedades acabam entrando em colapso sob o peso de sua própria complexidade e burocracia acumuladas. Sociedades são coletivos de solução de problemas que crescem em complexidade para superar novos problemas. No entanto, o crescimento dessa complexidade acaba alcançando um limite. Depois desse ponto, o declínio acabará acontecendo.

Outra medida de crescente complexidade é chamada de Energia Retornada Sobre Energia Investida (EROI, na sigla em inglês). Isso se refere à razão entre a quantidade de energia produzida por um recurso em relação à energia necessária para obtê-lo. Em seu livro The Upside of Down: Catastrophe, Creativity, and the Renewal of Civilization  (atualmente sem edição no Brasil), o cientista político Thomas Homer-Dixon observou que a degradação ambiental em todo o Império Romano levou à queda da EROI de sua fonte de energia básica: as culturas de trigo e alfafa.

O império caiu junto com seu EROI. Tainter também considera a queda do indicador uma das principais responsáveis pelos colapsos, inclusive dos maias.

Choque externo: Em outras palavras, os “quatro cavaleiros do apocalipse”: guerra, desastres naturais, fome e pragas. O Império Asteca (México), por exemplo, foi extinto pelos invasores espanhóis.

A maioria dos primeiros Estados agrários desapareceu devido a epidemias mortais. A concentração de seres humanos e gado em assentamentos murados e com higiene precária tornou os surtos de doenças inevitáveis e catastróficos. Às vezes esses desastres acontecem combinados a fatores como, por exemplo, a introdução da salmonela (bactéria causadora de diversas doenças) nas Américas por meio dos conquistadores espanhóis.

Acaso/má sorte: Análises estatísticas sobre os impérios sugerem que o declínio é aleatório e independente de longevidade.

A bióloga evolucionista e cientista de dados Indre Zliobaite e seus colegas observaram um padrão semelhante no registro evolutivo das espécies. Uma explicação comum para essa aparente aleatoriedade é a “Hipótese da Rainha Vermelha”: se as espécies estão em luta constante pela sobrevivência em um ambiente em transformação com inúmeros concorrentes, a extinção é uma possibilidade real.

Apesar da abundância de livros e artigos, não temos uma explicação conclusiva sobre o porquê de as civilizações entrarem em decadência. O que sabemos é o seguinte: todos os fatores destacados acima podem contribuir. O colapso é um fenômeno que acontece quando fatores de tensão ultrapassam a capacidade de tolerância da sociedade.

Podemos examinar esses indicadores para ver se o risco, no caso das civilizações atuais, está caindo ou aumentando. Quatro desses possíveis indicadores que deveriam ser considerados são mudanças climáticas, impacto ambiental, desigualdade e complexidade. A temperatura é um claro indicador de mudança climática, o PIB é um parâmetro de complexidade e a pegada ecológica é um indicador de degradação ambiental. Cada um desses indicadores tem seguido uma tendência de alta acentuada.

A desigualdade é mais difícil de calcular. A medição típica do Coeficiente de Gini (instrumento estatístico para medir condições de renda das populações) sugere que a desigualdade diminuiu um pouco globalmente (embora esteja aumentando dentro de determinados países).

No entanto, o Coeficiente de Gini pode ser equivocado, pois mede apenas as mudanças relativas à renda. Em outras palavras, se um indivíduo que ganha US$ 1 e outro que ganha US$ 100 mil dobrassem sua renda, o Gini não mostraria mudança alguma. Mas a lacuna entre os dois teria saltado de US$ 99.999 para US$ 198.998.

Por causa disso, eu também olhei para a renda dos 1% mais ricos do mundo. Esse 1% aumentou sua participação na receita global de aproximadamente 16% em 1980 para mais de 20% hoje. É importante ressaltar que a desigualdade de riqueza é ainda pior. A parcela da riqueza global desse 1% aumentou de 25-30% na década de 1980 para aproximadamente 40% em 2016. É provável que a realidade seja mais acentuada, pois esses números não consideram riqueza e renda desviadas para paraísos fiscais no exterior.

Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, o que nas civilizações do passado criou uma tensão adicional sobre as sociedades

Estudos sinalizam que o EROI para combustíveis fósseis vem diminuindo ao longo do tempo, à medida que as reservas mais fáceis de alcançar e as mais ricas estão se esgotando. Infelizmente, a maioria das fontes renováveis, como a solar, tem um EROI consideravelmente menor, principalmente devido à densidade de energia, metais raros e processo de fabricação necessários para produzi-los.

Isso levou grande parte dos pesquisadores a discutir a possibilidade de um “abismo energético”, à medida que o EROI diminui a um ponto em que os atuais níveis sociais de riqueza não podem mais ser mantidos. Esse “abismo energético” não precisa ser definitivo se as tecnologias renováveis continuarem a melhorar e as medidas de eficiência energética forem rapidamente implementadas.

Medidas de Recuperação

Uma notícia mais tranquilizadora é que os indicadores de colapso não são definitivos. A recuperação social pode atrasar ou até mesmo impedir o colapso. Por exemplo, globalmente, a “diversidade econômica” – uma medida da diversidade e sofisticação das exportações dos países – é maior hoje do que era nas décadas de 1960 e 1970, segundo medições pelo Índice de Complexidade Econômico (ECI, na sigla em inglês).

As nações são, em média, menos dependentes de tipos únicos de exportação do que eram antes. Por exemplo, uma nação que conseguisse diversificar suas exportações para além de produtos agrícolas estaria mais propensa a enfrentar a degradação ecológica ou a perda de parceiros comerciais.

O ECI também mede a intensidade do conhecimento das exportações. Populações mais qualificadas podem ter maior capacidade de lidar com crises à medida em que elas surgem. Da mesma forma, a inovação – medida por pedidos de patente per capita – também está aumentando. Em teoria, uma civilização pode ser menos vulnerável ao colapso se novas tecnologias puderem amenizar pressões como as mudanças climáticas.

Homens trabalham usando maçaricos em indústria
Nossas capacidades tecnológicas podem ter o potencial de retardar a decadência da civilização
Também é possível que o declínio possa acontecer sem uma catástrofe violenta. Como Rachel Nuwer escreveu para o BBC Future em 2017, “em alguns casos, as civilizações simplesmente desaparecem – tornando-se material para a História sem um grande estrondo, mas apenas com um gemido”.

Ainda assim, quando olhamos todos esses indicadores de colapso e recuperação como um todo, a mensagem é clara: não devemos ser complacentes. Existem algumas razões para sermos otimistas, graças à nossa capacidade de inovar e diversificar longe do desastre. No entanto, o mundo está piorando em áreas que contribuíram para o colapso das sociedades anteriores.

O clima está mudando, a distância entre ricos e pobres está aumentando, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e nossa pressão sobre o meio ambiente está sobrecarregando o planeta.

A Escada Sem Degraus

Isso não é tudo. O mundo está agora profundamente interligado e interdependente. No passado, o colapso acontecia em nível regional – era um retrocesso temporário, e as pessoas podiam facilmente retornar a estilos de vida agrários ou caçadores-coletores. Para muitos, o colapso funcionou como um alívio da opressão dos primeiros Estados. Além disso, as armas disponíveis durante as rebeliões sociais eram rudimentares: espadas, flechas e ocasionalmente armas de fogo.

Hoje, o declínio social é uma perspectiva mais traiçoeira. As armas disponíveis para um Estado e, às vezes, até para grupos, agora variam de agentes biológicos a armas nucleares. Novos instrumentos de violência, como armas autônomas letais, podem estar disponíveis num futuro próximo. As pessoas estão cada vez mais especializadas e desconectadas da produção de alimentos e bens básicos e cada vez mais dependentes da TECNOLOGIA. E as mudanças climáticas podem prejudicar irremediavelmente nossa capacidade de retornar a práticas agrícolas simples.

Pense na civilização como uma escada mal construída. Conforme você sobe, cada degrau que você usou desmorona. Uma queda de uma altura de apenas alguns degraus não é tão perigosa. No entanto, quanto mais alto você sobe, maior a queda. Inevitavelmente, uma vez que você alcance uma altura maior, qualquer queda da escada é fatal.

Mulher caminha com criança em meio a ruínas de cidade na Síria após conflito entre combatentes
Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco
de ser permanente’, diz especialista
Com a proliferação de armas nucleares, podemos já ter atingido este ponto de limite civilizacional. Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco de ser permanente. Uma guerra nuclear em si poderia resultar em um risco existencial: a extinção de nossa espécie ou uma catapulta permanente de volta à Idade da Pedra.

Enquanto estamos nos tornando economicamente mais poderosos e resistentes, nossas capacidades tecnológicas também apresentam ameaças sem precedentes que nenhuma civilização teve que enfrentar. Por exemplo, as mudanças climáticas que estamos encarando são de natureza diferente daquelas que os maias ou anazasi enfrentaram. Elas são globais, influenciadas pelas ações dos seres humanos, mais rápidas e mais severas.

A ajuda para nossa ruína auto-imposta não virá de vizinhos hostis, mas das nossas próprias capacidades tecnológicas. O colapso, no nosso caso, seria uma armadilha do progresso. O colapso da nossa civilização não é inevitável. A História sugere que ele é provável, mas temos a vantagem única de poder aprender com as ruínas das sociedades do passado.

Nós sabemos o que precisa ser feito: as emissões podem ser reduzidas, as desigualdades, niveladas, a degradação ambiental, revertida, a inovação, desencadeada e as economias, diversificadas. As propostas políticas estão aí. O que falta é a vontade política. Nós também podemos investir em recuperação. Evitar a criação de tecnologias perigosas e amplamente acessíveis também é fundamental. Tais medidas diminuirão a chance de um colapso futuro se tornar irreversível. Nós só entraremos em declínio se avançarmos cegamente. Estaremos condenados apenas se não estivermos dispostos a ouvir o passado.

*Luke Kemp é especialista em colapsos de civilizações.

Este artigo faz parte de uma nova série da BBC Future chamada “Deep Civilization” (Civilização Profunda, em tradução livre), sobre uma visão de longo prazo da humanidade, que visa se afastar do ciclo de notícias diárias e ampliar o olhar sobre nosso lugar atual no tempo. A sociedade moderna está sofrendo de “exaustão temporal”, disse a socióloga Elise Boulding. “Se alguém está o tempo inteiro mentalmente sem fôlego, por lidar com o presente, não resta energia para imaginar o futuro”, escreveu ela. É por isso que essa série de reportagens vai explorar o que realmente importa no arco mais amplo da História humana e o que isso significa para nós e nossos descendentes.

Bases subterrâneas construídas pela ELITE:
► Pine Gap, Austrália: Base subterrânea (NWO) e seus segredos
► Denver International Airport, uma enorme base subterrânea NWO?
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► O SOL pode ser o gatilho do APOCALIPSE. Os EUA se preparam.
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 “E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos (A ELITE), e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” –   Apocalipse 6:15,16,17


quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Sistema Nervoso pode ser Manipulado pelo Campo Eletromagnético dos Televisores


O tema do controle mental tem sido vivamente contestado já desde há algum tempo. O controle da mente ou dos pensamento é amplamente definido como a situação em que sujeitos humanos são doutrinados de uma forma que causa um prejuízo na sua autonomia – a incapacidade de pensarem de forma independente e causa uma ruptura com crenças e afiliações.

O controle mental foi inicialmente considerado uma mera teoria da conspiração. Durante os primeiros dias desta expressão, os seus adeptos acreditavam que a mente de um ser humano poderia ser controlada através da disseminação de mensagens de propaganda para atender à pessoa que disseminava a mensagem. Mesmo as teorias sobre os meios de comunicação como a Definição de Agendas, Incriminação e Pré-tratamento apoiaram a noção de que a mente humana poderia ser controlada para pensar numa determinada direção que os meios de comunicação pretendessem. Isso, em teoria, torna-se possível através das mensagens que os meios de comunicação divulgam ao público. Como os meios de comunicação bombardeiam constantemente as pessoas com uma mensagem ou ideia específica, ao longo do tempo, as pessoas ficam viciadas nela, adotando-a como uma realidade. Claro que, se isso acontecer, significa que as faculdades de pensamento das pessoas foram alteradas.

No entanto, o controle mental mudou do conceito de mera mensagem de comunicação nos meios de comunicação para algo mais profundo após uma revelação chocante. Em 1999, o psicólogo forense Dick Anthony revelou que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) tinha inventado condenáveis técnicas de lavagem cerebral contra o comunismo durante a Guerra da Coreia.

A revelação de Anthony levou a um maior escrutínio da CIA. Mais tarde veio a lume que o governo dos Estados Unidos tinha efetuado experiências sobre como controlar a mente humana, imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1945, o governo recrutou secretamente muitos cientistas nazis, alguns dos quais tinham sido identificados e processados ​​como criminosos de guerra durante os Julgamentos de Nuremberg. A esse recrutamento foi dado o nome código de Operação Paperclip. O objetivo da Operação Paperclip era o de explorar o conhecimento desses cientistas criminosos nazis. Os nazis foram informados de que se eles concordassem em trabalhar para o governo dos Estados Unidos, o governo iria protege-los das acusações. Os nazis concordaram para evitarem serem enviados para a forca.

Depois de serem recrutados para os Estados Unidos, o governo usou os nazis em muitas experiências altamente clandestinas. Uma dessas experiências foi sobre como controlar a mente humana através da tecnologia e da ciência. Com a ajuda dos nazis, na década de 1950, a CIA e o Departamento de Defesa levaram a cabo pesquisas secretas com o nome de código MKULTRA. O projeto foi mais tarde renomeado Projeto ARTICHOKE. O objetivo era o de estudar o controle da mente, interrogatórios, modificação de comportamentos e outros tópicos relacionados.

Quando esses segredos foram tornados públicos, a CIA nunca os contestou, exceto para dizer que descontinuou os programas. Mas a grande questão aqui é: podemos confiar na CIA? E se eles conseguiram inventar uma tecnologia para controlar a mente humana da qual não temos Consciência?

Em 2013, a BBC publicou um artigo intitulado “Estaremos perto de tornar o controle da mente humana ‘uma realidade?” No artigo foi dito que Rajesh Rao, um investigador da Universidade de Washington, tinha conseguido jogar um jogo de computador com a sua mente, sem usar qualquer controlador físico.

A invenção de Rao convenceu muitos investigadores de que o controle da mente já não é uma teoria da conspiração, e que é real. Alguns investigadores expressaram sérias preocupações sobre a invenção de Rao, afirmando que poderia levar a um apocalipse Zombie.

“Quando temos ligações diretas para o cérebro e você pode controlar alguém como um robô, então poderemos vir a ter problemas”, disse o Dr. Ian Pearson, um futurologista com formação em ciência e engenharia.

Para lhe demonstrar, sem qualquer ambiguidade, que o controle da mente é real e que a tecnologia para fazer o trabalho altamente imoral, antiético e corrupto está disponível, nós vamos olhar para algo que nós encontramos, por sorte, na Internet.

A Patente U.S. 5356368 – 18 de Outubro de 1994 “Método e tecnologia para induzir estados de Consciência desejados” Este aparelho usa ondas cerebrais pré-gravadas - Ondas cerebrais >>Frequência>>Seguida por>>Resposta Para forçar a sua Mente - A seguir aqueles padrões de ondas cerebrais e sentir aquilo que lhe é dito que deve sentir Isto não é teoria, isto é tecnologia verdadeira que funciona.

Nós encontramos uma investigação científica publicada na internet com o número de patente US 6506148 B2. Intitula-se “manipulação do sistema nervoso por campos eletromagnéticos dos televisores”.

O resumo do trabalho diz:
Foram observados efeitos fisiológicos num sujeito humano em resposta à estimulação da pele com campos eletromagnéticos fracos que são pulsados ​​em certas frequências próximas de ½ Hz ou 2,4 Hz, de modo a excitar uma ressonância sensorial. Muitos monitores de computador e tubos dos televisores, ao exibirem as imagens pulsadas, emitem campos eletromagnéticos pulsados ​​de amplitudes suficientes para causar tal excitação. É, portanto, possível manipular o sistema nervoso de um sujeito pulsando imagens exibidas num monitor de computador ou aparelho de TV próximo. Para este último, o impulso da imagem pode ser incorporado no material do programa, ou pode ser sobreposto modulando um fluxo de vídeo, quer como um sinal de RF ou como um sinal de vídeo. A imagem exibida num monitor de computador pode ser pulsada efetivamente por um simples programa de computador. Para certos monitores, os campos eletromagnéticos pulsados ​​capazes de excitar ressonâncias sensoriais nos sujeitos próximos podem ser gerados mesmo quando as imagens exibidas são pulsadas com intensidade subliminar.

De acordo com a publicação no Google, Hendricus G. Loos é o proprietário do trabalho. Ele arquivou o trabalho em Junho de 2001, mas foi publicado em Janeiro de 2003. Quando tentamos encontrar mais detalhes sobre o Sr. Loos, percebemos que ele não é popular na internet, nem sequer mencionado no Wikipedia. Poucos artigos foram escritos sobre ele. O que descobrimos, no entanto, foi o seu trabalho sobre a manipulação do sistema nervoso com dispositivos eletrônicos que teve início em 1978, tendo publicado nove obras desde então.

Agora, para colocar o trabalho num contexto simples, vamos considerar uma definição simples do sistema nervoso. De acordo com os neurocientistas, o sistema nervoso humano controla tudo, desde a respiração e produção de enzimas digestivas, à memória e à inteligência. Na verdade, a parte central do sistema nervoso é o cérebro.

Se a patente com o número US 6506148 B2 diz que o sistema nervoso pode ser manipulado por campos electromagnéticos de monitores, precisamos dizer que a sua mente está a ser manipulada por monitores?

Os televisores, em particular, tornaram-se armas mortais para nós. A partir da recente divulgação do Vault 7 do WikiLeaks, descobrimos como a CIA usava as TV’s inteligentes da Samsung para espiar as pessoas.

Sabemos de várias fontes que o governo dos Estados Unidos tem tecnologias secretas. As tecnologias secretas estão cada vez mais incorporadas na maioria das tecnologias que usamos todos os dias. Isso ajuda o governo dos Estados Unidos a manter a sua hegemonia sobre cada ser neste planeta. O conhecimento secreto que os nazis tinham sob Adolf Hitler está agora nas mãos dos Estados Unidos e está sendo usado.

Com esta TV, eu já não terei de pensar por mim mesmo. Eu espero conseguir adotar as ideias e a percepção da realidade que é difundida através deste sinal. Uma vida de trivialidades sem sentido, desportos, mexericos de celebridades, inseguranças e posses materiais está agora à distância de um clique.

O nosso objectivo é o de aumentar a Consciência. Quando estávamos investigando esta questão, alguém nos disse que estava na hora de nos descartarmos dos nossos aparelhos de TV. A pessoa disse que a evidência é esmagadora. Verdadeiramente, estamos chocados com as evidências disponíveis. Uma pergunta importante que devemos fazer agora é: porque é que os principais meios de comunicação continuam em silêncio sobre esta questão? Isto diz-lhe que o objetivo final dos meios de comunicação é o de nunca educar e aumentar a Consciência. Eles foram criados e controlados pela elites para nos manter na escuridão para que eles possam continuar a lucrar conosco.

De agora em diante, nunca descarte qualquer teoria da conspiração. Leve o tempo que for necessário para ler sobre a teoria e fazer uma pequena pesquisa sobre isso primeiro. A pesquisa sobre esses tópicos não deve ser difícil, uma vez que estamos na Idade da Informação.

À medida que terminamos, pesquise no Google pela US 6506148 B2. Dispenda alguns minutos pensando. Diga-nos o que pensa escrevendo na seção de comentários. Como poderemos libertar-nos destas amarras e escravidão?


segunda-feira, 28 de maio de 2018

A Era das Novas Bruxas


Em uma noite recente, sentei-me em uma aula chamada "Bruxaria 101: Maldições, Feitiços e Pragas", na Catland, a butique de ocultismo da moda no Brooklyn, em Nova York. Mais de uma dúzia de pessoas, a maioria moças, estava acomodada em cadeiras dobráveis no espaço de eventos de paredes negras da loja. A instrutora era uma das donas da Catland, Dakota Bracciale, antiga maquiadora carismática e mal humorada de 28 anos, vestida de preto esvoaçante, com uma barba e longas unhas cor de alfazema.

"Se você não está pronto para admitir que o universo é um caos, não tenho certeza de até onde pode ir", disse Bracciale à classe, descrevendo a bruxaria como uma maneira de exercitar poder em um mundo sem regras morais transcendentes, uma tecnologia sobrenatural para tomar conta de si mesmo quando ninguém mais o fará. A bruxaria, afirmou, "permite que você seja o árbitro de sua própria justiça".

Eu suspeito que essa suposição de caos – a sensação de que as instituições falharam e de que ninguém está no comando – ajuda a explicar o bem documentado ressurgimento do ocultismo entre os integrantes da geração Y. As tentativas de lançar feitiços logicamente não são exclusivas dos jovens de hoje; Sally Quinn, escritora e apresentadora de Washington, acabou de publicar um livro em que se orgulha de ter enfeitiçado o renomado editor de revistas Clay Felker, que foi meu professor de jornalismo, antes que ele morresse de câncer. Ainda assim, a mágica e a bruxaria andam com o ânimo renovado, que parece estar relacionado ao clima atual de colapso da política e da cultura.

"As bruxas estão por todo o lado nos dias de hoje", lê-se na introdução de "Basic Witches" (Bruxas Básicas), um livro atrevido sobre como fazer bruxarias, publicado em agosto. Na Catland, além de velas, pés de faisão e pequenos vidros com ossos de ratos, é possível comprar a Sabat, uma bem produzida revista feminista de bruxaria, cujas capas trazem fotos em preto e branco de lindas garotas pensativas que parecem estrelas do pop. Há um número surpreendente de caixas por assinatura de parafernálias para mágicas. "Por que a Bruxa é a Heroína da Cultura Pop de que Precisamos Nesse Momento", diz a manchete de um artigo recente publicado no site Vulture, da New York Magazine, que integra a série da semana das bruxas.

Parte dessa moda é sobre a bruxa como metáfora, um ícone que captura a fúria e a independência determinada de legiões de mulheres desagradáveis. Mas parte disso é uma prática real, apesar de eclética, e espiritual, adotada por pessoas céticas quanto às religiões organizadas, mas que não se sentem completas sendo ateístas. São essas tentativas sinceras de usar a mágica que me interessam, porque o ocultismo frequentemente cresce durante os tempos de crise social.

Houve um movimento espiritualista vibrante nos Estados Unidos antes da Guerra Civil, e, durante a guerra, diziam que a primeira-dama Mary Todd Lincoln teria mantido sessões na Casa Branca. O ocultismo floresceu na Rússia pré-revolução e na República de Weimar na Alemanha, assim como na época turbulenta e perturbada dos EUA nos anos 1970. Em geral, quando as instituições e crenças tradicionais entram em colapso, e as pessoas ficam entre o desespero cultural e as esperanças cósmicas, elas se voltam para a mágica. Como Bracciale me disse: "Se os poderes existentes e as estruturas estabelecidas estão deixando você pelo caminho, e há uma coisa que essencialmente oferece outra saída, ou uma maneira de manipular as circunstâncias, por que não tentar?".

Bracciale, que usa pronomes neutros de gênero, cresceu em uma casa evangélica – algo "entre um 'acampamento de Jesus' e encantadores de cobras" – e diz que o novo ateísmo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens teve um efeito profundo em sua geração. Mas o ateísmo não foi suficiente, explica: "Criou um vácuo imenso que precisou ser preenchido com alguma coisa".

Esse é um padrão familiar. A teosofia, mãe de todos os movimentos New Age, foi fundada no século XIX quando as descobertas de Charles Darwin minaram a fé nas histórias cristãs da Criação, que levaram alguns a abandonar a religião de uma vez, mas outros a se interessar por novas formas de misticismo. O crescimento do ocultismo entre aqueles que abraçaram a contracultura das décadas de 1960 e 1970 confundiu os estudiosos que acreditaram que a sociedade norte-americana estava se tornando ainda mais secular. O modelo sociológico dominante na época, escreveu um professor da Universidade de Chicago em 1970, "não conseguiu lidar com as novas manifestações do sagrado nos campus universitários e nas comunas para onde os estudantes vão quando fogem dos campus".

Hoje também a racionalidade tecnocrática está perdendo a força. Embora a cultura do ocultismo existisse entre os jovens antes de Donald Trump assumir a presidência, Bracciale acredita que a calamidade da eleição acelerou o interesse pela bruxaria. A bruxaria em si, com certeza, tornou-se política. A cada mês, milhares de bruxas, novos-pagãos e outros praticantes de magia se unem virtualmente para jogar uma praga em Trump: "Que ele fracasse completamente. Que ele não faça mal". (A estrela pop Lana Del Rey já participou.)

"Quando uma grande crise está acontecendo, talvez você se sinta impotente para fazer qualquer coisa através de qualquer meio tangível disponível", explicou Jaya Saxena, uma das autoras de "Basic Witches". "Você não é um político. Talvez não tenha muito dinheiro e não esteja no controle de tudo que acaba lhe afetando e acabe procurando maneiras em sua vida para mudar isso."

A Catland já realizou três cerimônias lotadas para enfeitiçar Trump, que envolveram o uso de "ingredientes de maldições", assim como a recitação do Salmo 109: "Sejam poucos os seus dias, e outro tome seu ofício. Sejam órfãos os seus filhos, e viúva sua mulher. Sejam vagabundos e pedintes os seus filhos; e busquem o pão também em lugares desolados".

Pode parecer estranho que pessoas que rejeitam o monoteísmo digam versos da Bíblia, mas Bracciale frequentemente usa o Livro dos Salmos em feitiçarias. (Atentos à apropriação cultural, alguns dos jovens ocultistas de hoje procuram ideias esotéricas em suas próprias culturas em vez de pegar emprestado de tradições estrangeiras.) Bracciale observa, saboreando a ironia, que por oito anos alguns guerreiros de oração cristãos utilizaram o mesmo salmo imprecatório contra Obama. "Eles apenas usam 'pensamentos e orações', e sabemos o quando elas valem", disse Bracciale com desprezo. "Conosco, há uma estrutura em volta, há uma metodologia por trás."

Por décadas, a direita espiritualizou a guerra política, tratando-a como uma disputa metafísica entre o bem e o mal. Não surpreende que a ascensão de Trump, uma pessoa que para muitos representa uma inversão de todos os valores decentes, criaria uma reação sobrenatural na esquerda. Os ocultistas da geração Y podem parecer bobos para quem está de fora, mas você não precisa acreditar em seus feitiços, na bruxaria ou na magia para vê-los seriamente como um sinal de que muita gente acha o presente intolerável. Sob a superfície da cultura norte-americana, uma mistura furiosa está começando a ser preparada.

Por Michelle Goldberg