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domingo, 8 de novembro de 2020

As Pirâmides Gigantes de 25.000 Anos da Indonésia

 



A seguinte descoberta foi feita em 1914, quando uma equipe de arqueólogos descobriu este sítio insano em Gunung Padang, na Indonésia.

A equipe descobriu essencialmente duas montanhas enormes que pareciam muito deslocadas simplesmente por causa de suas formas e tamanhos.

Foi quando eles perceberam o fato de que encontraram duas enormes pirâmides artificiais, não apenas um sítio megalítico natural.

No início, eles não podiam nem acreditar em seus olhos, pois as estruturas eram simplesmente grandes demais para que fossem realmente considerados artificiais, mas, conforme eles continuaram com sua pesquisa, ficou claro que esse era o caso.

Cem anos depois, a pesquisa ainda está em andamento até hoje, com mais e mais evidências parecendo apoiar essa teoria um tanto bizarra.

Quer estejamos falando sobre radares de penetração no solo, imagens de satélite e eco-fotografia, agora temos os meios para provar oficialmente de uma vez por todas que, afinal, não se tratam apenas de montanhas.

Para esconder a verdade, dizem que muitas pessoas foram pagas para mentir sobre a descoberta, mas o dinheiro não foi suficiente para influenciar os arqueólogos originais.

Diz-se que os monumentos já têm mais de 25.000 anos e, embora a mídia nunca divulgue a descoberta, está bastante claro que esta é a prova legítima de uma civilização que era ainda mais “louca por pirâmides” do que os antigos egípcios.

Fonte1 / Fonte2

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Antigos Egípcios Possuíam Força Sobre-Humana, Segundo Pesquisadores.

Os antigos egípcios tinham "força sobre-humana" que os ajudava nas batalhas contra rivais poderosos, é o que afirmam pesquisadores que estudam textos antigos e isso tem gerado muita polêmica nos meios científicos.

Assista ao vídeo abaixo.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Descoberta no Fundo do Pacífico Gigantesca Estrutura Artificial.

Uma misteriosa estrutura subaquática foi descoberta no Pacífico. É uma formação natural, uma estrutura antiga criada por uma civilização perdida ou uma construção moderna desconhecida da qual poucos ouviram falar?


A anomalia foi descoberta por Mac McIver, que é um arqueólogo submarino amador.

Ele disse:

Minha carreira de mergulho tem sido fundamental para o meu interesse no assunto e, como tal, me levou a este ponto em que gosto de passar um tempo estudando o fundo do mar no Google Earth, que é o programa que eu estava usando quando descobri essa anomalia. Percebi a estrutura pela primeira vez em agosto de 2018.
Minha curiosidade me atraiu para aquele local desde que eu visitei a Ilha do Coco, a bordo de uma excursão de mergulho da Liveaboard de 10 dias até a área. Coco é o lar dos tubarões-martelo que visitam em grande número. Além disso, enquanto estavam lá, os operadores da Dive Excursion me agraciaram (eu sou um piloto submarino aposentado) com um mergulho em águas profundas a 1.000 pés (304 m) a bordo do submarino de três lugares que eles usam para fins científicos e turísticos. Esta é uma atração adicional oferecida pela empresa aos visitantes da ilha. 
Portanto, por essas razões, minha visita e exploração das águas ao redor da Ilha do Coco me levaram a retornar à área usando o Google Earth. Foi assim que vi pela primeira vez a estrutura de águas profundas

A estrutura subaquática do Pacífico está localizada a aproximadamente 80 km a nordeste da Ilha do Coco, na Costa Rica. Ela está a 6.000 pés (1.800 m) de profundidade ao largo da costa oeste da Costa Rica. Se você usa o Google Earth, pode encontrá-lo a 6° 04′ 56″ N, 86° 03′ 16″ O.

A estrutura subaquática desconhecida é enorme e lembra um aeroporto moderno

McIver explicou:

Aeroporto moderno.
A estrutura mede 128 quilômetros de um lado ao outro. As pistas/estradas individuais têm aproximadamente 8 quilômetros de largura e têm vãos (sombras) que parecem sugerir que estão elevadas acima do fundo do mar.

Agora, dê uma olhada nessa comparação entre um aeroporto moderno e a anomalia encontrada no Pacífico. O layout dos dois tem uma semelhança impressionante. A principal diferença é que um está localizado a 300 metros acima do nível do mar e os outros 1.800 metros abaixo do nível do mar.

Quando o MessageToEagle.com conversou com McIver, foi perguntado a ele se havia outras formações subaquáticas estranhas na área, e na verdade há outra estrutura que também merece mais atenção.

McIver descobriu uma estrutura subaquática intrigante que é semelhante à anomalia subaquática na costa leste da Costa Rica.


De acordo com McIver, a Anomalia do Mar do Caribe também possui pistas/estradas semelhantes, com vãos que se assemelham à estrutura da Ilha do Coco.

A Anomalia do Mar do Caribe está localizada a aproximadamente 100 quilômetros a nordeste da fronteira entre Costa Rica e Nicarágua. As coordenadas são 11° 14′ 30″ N, 82° 38′ 53″ O.

Por que um grande aeroporto estaria localizado no fundo do oceano?

Sem realizar um estudo subaquático, é muito difícil determinar se a anomalia é natural ou artificial. Atualmente, também é impossível dizer quantos anos a estrutura tem. No entanto, nosso leitor McIver perguntou a especialistas se já haviam encontrado algo assim antes.

Ele disse:

Alguns comentários que recebi sugeriram as estruturas como simples anomalias do sonar, em que as fotos do sonar do lado do mar digitalizadas ao lado, quando unidas, criam as linhas. 
Sim, esses “pontos” cruzam o fundo do oceano. No entanto, os ângulos de 45 graus e as “estradas” paralelas conectadas a essa estrutura parecem diferentes. Não parece haver linhas aleatórias no fundo do mar. Há mais para ser visto aqui do que simplesmente linhas de sonar na minha opinião. 
Além disso, a questão “por que um aeroporto enorme seria localizado no fundo do oceano?” foi levantada. Bem, eu não sei. Talvez em um período muito anterior essa parte do oceano fosse terra seca. Essa anomalia abre todos os tipos de perguntas a serem consideradas, você não acha?

Mac McIver acha que “o mundo está pronto para novas descobertas” e concordamos com ele. Nossos oceanos estão cheios de segredos, e se dermos um tempo para explorarmos reinos subaquáticos, podemos encontrar estruturas incríveis, animais incríveis e ‘coisas’ que nunca imaginávamos existir.


sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Arqueologia: Encontram 20 Sarcófagos Praticamente Intactos no Egito

'Uma das mais importantes descobertas dos últimos anos!'


Uma missão arqueológica no Egito encontrou ao menos 20 sarcófagos de madeira em ótimo estado de conservação na cidade de Luxor, no sul do país. Autoridades classificam essa como "uma das maiores e mais importantes descobertas anunciadas nos últimos anos".


Imagens divulgadas pelo Ministério de Antiguidades egípcio mostram que os caixões de madeira ainda estão todos fechados, com pinturas e inscrições com cores vivas. As urnas funerárias estavam espalhadas em dois níveis de uma grande tumba na necrópole de Asasif, uma área cercada por cemitérios.


Pesquisadores ainda não sabem precisar a data dos itens encontrados, mas na mesma região, já foram encontrados objetos datados de 18ª dinastia do Egito, que começou por volta do ano de 1539 A.C.


Há menos de uma semana, autoridades locais divulgaram outra grande descoberta na mesma região: uma "área industrial" usada para produzir itens decorativos, móveis e cerâmicas para tumbas.




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Cidade de Ouro de Krishna Foi Encontrada!


Dwaraka é uma das sete cidades sagradas da Índia Antiga. As outras são: Ayodhya (a capital do império de Rama, citada no Ramayana), Mathura, Haridwar, Benares, Kanchipuran e Ujjain.

A grandiosidade e beleza de Dwaraka têm sido descrita por muitos cronistas. A cidade é mencionada como ‘Cidade Dourada’ no Srimad Bhagavatam, no Skanda Purana, no Vishnu Purana e também no Mahabarata. Dwaraka, conhecida por ser a capital do Reino de Krishna (ele viveu aproximadamente em 3.100 a.C.), não foi e nem é uma lenda; antes, ela é bastante real.

A região da costa oeste da Índia, em Gujarat, onde Krishna estabeleceu a dinastia dos Yadavas, era uma costa repleta de frutos e flores. Ali, Krishna resolveu construir uma nova cidade e chamou-a Dvaravati. Uma sociedade progressista viveu na região. Era uma cidade bem planejada e tecnologicamente avançada, um porto movimentado de onde entravam e saíam grandes navios.

Dwaraka é a cidade sagrada onde o Senhor Krishna, a Suprema
Personalidade de Deus, passou a maior parte de seu tempo
durante sua aparição na terra há cinco mil anos. Em Vrindavan,
o Senhor Krishna viveu como um menino vaqueiro simples,
mas na Dwarka Ele vivia como um príncipe rico.
Dwaraka ou Dvaraka (sânscrito: “uma porta ou uma porta de entrada”, também conhecida como Dvaravati, “a cidade de muitas portas”) é a capital dos Yadavas que governaram o reino de Anarta. A cidade estava situada no ponto mais ocidental de Gujarat , e foi submersa pelo mar de acordo com a narrativa do volume 16 do épico Mahabharata. 

Dwaraka é uma das cidades mais sagradas na Índia antiga e uma das quatro principais “dhams”, juntamente com Badrinath, Puri, Rameshwaram. Dwaraka era uma cidade-estado que se estendia até Sankhodhara (Bet Dwaraka) para o norte e Okhamadhi para o sul.


Descrição

Dwaraka também era conhecida como Dwaravati. Foi também uma cidade-porto, que tinha relações comerciais com muitos outros países com saída para o mar. Pode ser que este antigo porto da cidade tenha sido uma porta de entrada para navegadores de reinos estrangeiros para o continente indiano e vice-versa. O território de Dwaraka inclui a Ilha Dwaraka, muitas ilhas vizinhas, como  Antar Dwipa e área continental vizinha ao reino de Anarta. 

O reino estava situado aproximadamente na região noroeste do estado de Gujarat. Sua capital era Dwaravati (perto de Dwarka, Gujarat). O Mahabharata não menciona Dwaraka como um reino, mas sim como a capital do reino dos Yadavas que governaram o reino de Anarta.

A cidade foi fundada por um clã de chefes dos Yadavas que fugiram do reino de Surasena por medo do rei Jarasandha de Magadha. Dwaraka foi uma federação de muitas cidades, em vez de um reino sob um único rei. Dentro da Federação de Dwaraka estavam incluídos os estados de Andhakas, Vrishnis e Bhojas. Os Yadavas dominantes em Dwaraka também eram conhecidos como Dasarhas e Madhus .

Proeminentes  chefes do clã dos Yadavas residentes em Dwaraka incluíam os heróis Krishna, Balarama, Satyaki,  Kritavarma, Uddhava, Akrura  e  Ugrasena.

Krishna e sua consorte Radharani

A antiga cidade de Dwaraka

A antiga cidade de Dwaraka, situada na costa do extremo oeste do território indiano, ocupa um lugar importante na história cultural e religiosa da Índia. O planejamento arquitetônico fabuloso do templo Dwarka tem atraído turistas de todo o mundo. A cidade tem associação com o Senhor Krishna, que se acredita te-la fundado com a recuperação de 12 terras yojana do mar. Durante seu passado glorioso, Dwarka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, toda murada com várias portas de acesso, várias lagoas e palácios, mas acredita-se que tenha sido submersa logo após o desaparecimento de Lord Krishna da face da Terra.


Historicidade de Dwarka

Devido à sua importância histórica e associação com o grande épico indiano Mahabharata, a região de Dwarka continua a atrair arqueólogos e historiadores, além de cientistas. Antigas palavras em sânscrito como Pattana e Dronimukha têm sido geralmente utilizadas para descrever cidades portuárias costeiras onde os navios e barcos nacionais e internacionais aportavam em busca de cargas e abrigo. A referência mais antiga ao porto Agade vem do texto mesopotâmico que menciona que os barcos de Meluhha costumavam ser ancorados no porto de Agade, em citação datável de meados do terceiro milênio a.C. 

Escavações arqueológicas trouxeram à luz um pontão em Kuntasi em Gujarat que remonta ao período histórico de Harappa(*). Da mesma forma, as escavações revelaram um estaleiro e algumas âncoras de pedra em Lothal, outro site do tempo e época da civilização de Harappa. Há várias referências literárias que citam portos em muitas zonas costeiras durante o período histórico mais cedo (2500-1500 anos a.C.), mas vestígios arqueológicos desses antigos portos são escassos. A maioria dos assentamentos estão situadas, quer nas margens dos rios ou nas margens de lagoas, que teriam servido como um excelente porto natural.

(*) n.t. Harappa ou Harappá era uma das cidades – e é um dos sítios arqueológicos – da antiga civilização harappeana, também chamada de ‘civilização do Vale do rio Indus‘ – hoje situada no Paquistão. Esta civilização floresceu quando o equinócio vernal do hemisfério norte ocorria na constelação do Touro – em torno de 4.000 a.C. – Foi esquecida por milênios, e sua existência veio à luz com escavações feitas em 1920.

Esses portos se situavam em locais altamente vulneráveis a inundações e outros desastres naturais, e portanto, não é de se estranhar que apenas escassas evidencias de sua existência foram descobertas. Escavações em Poompuhar trouxeram à luz um cais situado na margem do antigo curso do rio Kaveri. 

Da mesma forma, escavações onshore na ilha Elefanta rendeu a descoberta de ruínas de um cais antigo que remonta aos séculos iniciais da Era Cristã. Há evidências que sugerem que o atual quebra mar (molhes), o antigo cais da hoje Dwarka tem sido utilizado como um porto desde o período histórico inicial, há cerca de 6 mil atrás.

No início dos anos oitenta do século passado, um importante sítio arqueológico foi localizado e desenterrado em Dwaraka, o site da lendária cidade de Krishna, descrita nos versos do épico Mahabharata. A antiga cidade de Dwaraka foi submersa pelo mar logo após o desaparecimento de Shri Krishna. Esta inscrição refere-se a Dwaraka como a capital da costa ocidental da Saurashtra e ainda mais importante, afirma que Krishna viveu ali. 

A descoberta da lendária cidade de Dwaraka, é um marco importante na história da Índia. Esse fato estabelecido serve para eliminar as dúvidas expressas por historiadores sobre a historicidade do Mahabharata e a própria existência da cidade de Dwaraka. Também reduziu muito a diferença na história da Índia, estabelecendo a continuidade da civilização indiana da antiguíssima Idade Védica até os dias atuais.

Agora recentes evidências arqueológicas vieram à tona para provar além de qualquer dúvida razoável a existência da cidade histórica de Krishna, Dwaraka, e lançar luz sobre a vida das pessoas que habitavam a “Cidade de Ouro”. Esta é a terra sagrada, a cidade sobre a qual o Senhor Krishna governou. Gujarat remonta aos tempos pré-históricos, aqui existe um dos três maiores sitios arqueológicos de dinossauros do mundo, que incluem ovos petrificados que datam de 65 milhões anos. Mas além do interesse nesse Jurassic Park, não obstante, para os hindus devotos, Gujarat está intimamente ligado com uma das histórias mais duradouras da Índia, a encarnação do avatar – Senhor Krishna.

Escavações recentes das ruínas submersas de Dwaraka
Escavações em Dwaraka, que começaram em 1981, ajudaram a adicionar credibilidade à história de Krishna e da guerra de Kurukshetra narrada no Mahabharata (Baghavad Gita), bem como fornecer ampla evidência das sociedades avançadas que viviam nessas áreas dos assentamentos harappeanos que representam algumas das maiores cidades da maior civilização do mundo antigo. 

Um dos primeiros postos arqueológicos a ser escavado, logo após a independência foi no distrito de Ahmedabad. As evidências sugerem que esses colonos trouxeram com eles uma cultura altamente desenvolvida, que era rica e não apenas nas artes, mas nas ciências também. A ênfase estava em uma sociedade bem organizada com base no comércio que era realizado através de seus portos.

Dwaraka, por exemplo era uma cidade bem planejada, o seu porto consistia em um cume rochoso modificado em um ancoradouro para atracação de embarcações, uma característica única em tecnologia portuária que estava em uso antes mesmo de os fenícios tentarem fazer o mesmo no mar Mediterrâneo, só que muito mais tarde. 

Os buracos feitos pelo homem no cume e as grandes âncoras de pedra lá existentes sugerem que grandes navios costumavam ancorar no porto, enquanto barcos menores realizavam o transporte de homens e de cargas até o rio.

A fundação de pedras em que as muralhas da cidade foram erguidas prova que o terreno foi recuperado do mar há cerca de 3.600 anos atrás. O Mahabharata tem referências a essa atividade de recuperação de terras do mar em Dwaraka. As Sete ilhas mencionadas na obra foram também descobertas submersas no Mar da Arábia. Peças de cerâmica, cuja datação foi confirmada por testes de termoluminescência indicam 3.528 anos de idade e contem inscrições do final do período da civilização do Vale do rio Indus (Harappa); estacas de ferro e  três âncoras triangulares  furadas descobertas no local são também artefatos mencionados no Mahabharata. 

Entre os muitos objetos descobertos que demonstram e comprovam ainda mais a conexão de Dwaraka com o épico do Mahabharata é um selo gravado com a imagem de um animal de três cabeças. O épico menciona que tal selo foi dado aos cidadãos de Dwaraka como prova de identidade, quando a cidade foi ameaçada pelo rei Jarasandha do poderoso reino Magadh. O Dr Rao, do Instituto Nacional de Oceanografia da Índia, que foi fundamental para a realização de grande parte das escavações subaquáticas, diz:

“Os resultados das pesquisas em Dwaraka e as evidências arqueológicas encontradas são consideradas compatíveis com a tradição do Mahabharata e removem a  persistente dúvida sobre a historicidade do Mahabharata, diríamos definitivamente que Krishna realmente existiu.“

Reprodução da costa de Dwaraka
Essas evidências provam além de qualquer dúvida que Kusasthali, um assentamento pré-Dwaraka existia (hoje uma ilha) em Bet Dwaraka. Os arqueólogos concluíram que esta primeira ocupação de Kusasthali foi fortificada e aconteceu durante o período histórico do Mahabharata e foi nomeado como Dwaraka.

Depois de perceber que os terraços eram estreitos, e não eram suficientes para o aumento da população, uma nova cidade foi construída alguns anos mais tarde, na foz do rio Gomati. Esta planejada cidade portuária também foi chamada como Dwaraka, acrescentando ainda mais credibilidade ao fato de que a história do Mahabharata não era um mito, mas uma fonte importante de fatos históricos da Índia. 


A PERSONALIDADE DE SRI KRISHNA

Shri Krishna é mais conhecido na história cultural e religiosa da Índia como o Rei e Imperador de Dwaraka. De acordo com textos hindus antigos, a cidade era um novo reino fundado pelo clã de chefes Yadavas que fugiram do reino de Surasena devido ao medo do rei Jarasandha de Magadha. 

Shri Krishna teria nascido à meia-noite de uma sexta-feira, do dia 27 de julho de 3.112 a.C., conforme a data e hora calculado por astrônomos na base das posições planetárias nesse dia registrados por Vyasa.

Shri Krishna – o protetor de Mathura, o senhor de Dwaraka e recitador do Bhagavad Gita no campo de batalha de Kurukshetra é uma das lendas mais duradouras de Bharata (como a Índia era conhecida nos tempos de Krishna). São entidades históricas reais Krishna e a cidade de Dwaraka? Para a maioria dos hindus, a resposta é um inequívoco sim. Alguns arqueólogos e historiadores também estão agora dispostos a aceitar que a fé do homem comum hindu tem uma base na mais completa realidade.

A localização da cidade de Dwaraka

Sri Krishna é uma personalidade imponente e é difícil separar o aspecto humano de sua vida a partir do divino no conceito sobre Krishna. Ele é um grande mistério e todo mundo já tentou entendê-lo à sua maneira, de acordo com a sua luz ou visão espiritual. Como um guerreiro ele não teve rival, como um estadista foi o mais astuto, como um pensador social foi muito liberal, como professor foi o mais eloquente, nunca falhando com um amigo e como um chefe de família foi o mais ideal.


A IMPORTÂNCIA DO PATRIMÔNIO

Dwaraka tem uma importância especial como um dos principais lugares de peregrinação da cultura hindu, conhecida como a capital do Reino de Sri Krishna. Também foi descrita como a terra do caçador Ekalavya. Dronacarya também tinha vivido aqui. Krishna decidiu construir uma nova cidade ali e colocou sua fundação num momento auspicioso. Ele nomeou a nova cidade como Dwaravati. Muito mais tarde o poeta Magha em sua obra Sisupalavadha Sarga,  nos versos 31 em diante, descreve a cidade de Dwaraka, o Sloka 33 pode ser traduzido:

“O brilho amarelo do forte de ouro da cidade do mar jogando uma luz amarela por todo o espaço adjacente parecia como se as chamas da vadavagni saísse rasgando em pedaços ao mar.”

Antes da lendária cidade de Dwaraka ter sido descoberta alguns estudiosos (n.t. sempre os “eruditos”…) eram da opinião de que as histórias contadas no épico Mahabharata seriam apenas um mito, que seria inútil para procurar os restos de Dwaraka mesmo no mar. Outros sustentam que a batalha de Kurukshetra descrita no Mahabharata teria sido apenas uma briga de família exagerada em uma guerra. 

Mas escavações feitas por Dr. S.R. Rao em Dwaraka provam que as descrições como encontradas nesses textos não devem ser descartadas apenas como mitos fantasiosos, mas devem ser tratados como fatos que aconteceram baseados em realidades históricas como pode ser visto pelos seus autores. A arquitetura da antiga cidade de Dwaraka, é majestosa e maravilhosa.


Dwaraka no continente, foi um dos portos mais movimentados do período histórico do Mahabharata e teve um fim repentino devido à fúria do mar. Após a guerra descrita no Mahabharata, Krishna viveu durante 36 anos em Dwaraka. No final desse período, os Vrishnis, Bhojas e Satvatas se destruíram em uma briga fratricida no Prabhasa mas Krishna não interferiu para salvá-los. 

Os atos de destruição vistos por Sri Krishna, que aconselhou a evacuação imediata de Dwaraka esta indicado no Bhagavata Purana. A bela Dwaraka foi então abandonada por Hari (Krishna) para ser engolida pelo mar. A submersão teve lugar imediatamente após a partida de Sri Krishna do nosso mundo.


A CONSTRUÇÃO DE DWARAKA

Descrições interessantes sobre a sua construção são encontrados nos Puranas:

Temendo ataque de Jarasangh e Kaalayvan em Mathura, Sri Krishna e os Yadavas deixou Mathura e chegou à costa de Saurashtra. Eles decidiram construir sua nova capital na região costeira e invocar o Vishwakarma a divindade das construções. No entanto, Vishwakarma disse que a tarefa somente poderia ser concluída se Samudradeva, o Senhor do mar fornecesse alguma terra. Sri Krishna adorou a Samudradeva, que ficou satisfeito e deu-lhes novas terras emersas do fundo do oceano medindo 12 yojans para o Senhor Vishwakarma construir Dwaraka, uma “cidade dourada”.

Esta bela cidade também era conhecido como Dwaramati, Dwarawati e Kushsthali. Outra história diz que, no momento da morte de Sri Krishna, que foi atingido pela flecha de um caçador perto de Somnath em Bhalka Tirth, Dwaraka desapareceu afundando no mar.

A importância da descoberta de Dwaraka não reside apenas no fornecimento de evidências arqueológicas necessários para corroborar o relato tradicional da submersão da Dwaraka mas também indiretamente, que determina a data do épico do Mahabharata, que é um marco na história da Índia. Assim, os resultados provaram que a história do Mahabharata quanto à existência de uma linda cidade capital de Dwaraka de Sri Krishna não era um mero produto da imaginação, mas que de fato ela existiu. A Guerra descrita no Mahabharata ocorreu em 22 de novembro de 3.067 aC e o Bhagavad Gita foi compilado por volta de 500 a.C.


A SUBMERSÃO DE DWARAKA

Depois que Sri Krishna partiu da Terra de volta para a sua morada celestial, e os principais cabeças Yadavas foram mortos em lutas entre si;  Arjuna foi para Dwaraka para buscar os netos de Krishna e as esposas Yadava e lavá-los para Hastinapur. Após Arjuna sair de Dwaraka, a cidade foi submersa no fundo do mar. Este é o relato de Arjuna, constante no Mahabharata:

“O mar, que sempre esteve batendo nas costas de Dwaraka, de repente quebrou o limite que lhe foi imposto pela natureza. Suas águas correram as ruas invadindo a cidade. Ele percorreu todas as ruas da bela cidade. O mar encobriu tudo na cidade. … Eu vi os belos edifícios ficando submersos um por um. Em questão de alguns momentos foi tudo soterrado pelo mar, que se tornou tão plácido como um lago. Não havia mais nenhum traço da cidade de Dwaraka, agora ela era apenas um nome; apenas uma lembrança”.

Templo na atual Dwarka
A cidade associada com Sri Krishna, que a teria fundado com a recuperação de 12 yojanas de terras ao mar. Durante seu passado glorioso, Dwaraka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, e várias lagoas e palácios (Vishnu Purana), mas acredita-se que tenha submersa logo após o desaparecimento de Sri Krishna.

Devido à sua importância histórica e associação com o Mahabharata, Dwaraka continua a atrair os arqueólogos e historiadores, além de cientistas.

“O néscio pode associar-se a um sábio toda a sua vida, mas percebe tão pouco da verdade como a colher do gosto da sopa. O homem inteligente pode associar-se a um sábio por um minuto, e perceber tanto da verdade quanto o paladar sabe do sabor da sopa”.
 –  Textos Budistas  –  


Fontes: 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Palácio de 3.400 Anos Emerge das Águas no Iraque


Uma incrível descoberta arqueológica foi feita no Iraque. Trata-se do milenar palácio de Kemune, construído há 3.400 anos. A estrutura estava submersa pelas águas de uma represa em Mosul, mas uma terrível seca que assola o Curdistão iraquiano fez com que as águas baixassem muito e as ruínas fossem vistas pela primeira vez em milênios.

O palácio data da época do Império Mitanni, um dos reinos menos estudados do antigo Oriente Médio. Assim que as ruínas ressurgiram às margens do Rio Tigre, foi organizado o resgate desse tesouro arqueológico, em um projeto conjunto entre a Universidade de Tübingen, na Alemanha, e a Organização Arqueológica do Curdistão. Trata-se de “um dos achados mais importantes registrados na região nas últimas décadas”, como afirma o arqueólogo Hasan Qasim.  


Os reis de Mitanni dominaram grande parte do norte da Mesopotâmia e da Síria, entre os séculos XV e XIV a.C.  Além das grandes paredes de adobe de até sete metros de altura e dois metros de espessura, também foram encontradas no palácio dez tábuas de argila com escrita cuneiforme e restos de tinta azul e vermelha sobre as paredes. Esses textos podem revelar novas informações sobre a política, a economia e a história do Império Mitanni.

Os pesquisadores adiantam que os escritos encontrados no palácio indicam que é possível que Kemune fizesse parte da mítica cidade perdida de Zakhiku. A localidade é citada em antigos textos que datam do ano 1800 a.C. Caso essa informação se confirme, a descoberta será ainda mais impressionante.


Fonte: BBC

sábado, 27 de abril de 2019

E Estamos À Beira de Mais Um Colapso de Civilizações?

Grandes civilizações não são exterminadas, mas acabam com a sua própria existência. Essa é a conclusão do historiador britânico Arnold Toynbee em sua principal obra, Um Estudo da História, dividida em 12 volumes. Ele explorou a ascensão e a queda de 28 civilizações diferentes ao longo da história de nossa civilização. O historiador estava certo em alguns aspectos: as civilizações são frequentemente responsáveis por seu próprio declínio. Sua autodestruição, no entanto, geralmente tem alguma “ajuda” externa.

'As civilizações são frequentemente responsáveis pelo seu próprio declínio e posterior extinção, mas sua autodestruição geralmente recebe ajuda externa', diz pesquisador

Luke Kemp – Especial para a BBC Future - BBC.com

O Império Romano, por exemplo, foi vítima de diversos problemas graves, incluindo super expansão, mudanças climáticas, degradação ambiental e más lideranças políticas e de pensadores. Um episódio marcante nesse processo de decadência foi a invasão e saque sucessivos de Roma pelos visigodos no ano de 410 (sob o comando de Alarico) e pelos vândalos em 455.

O exemplo romano mostra que tamanho não necessariamente blinda civilizações do colapso. O Império chegou a abranger cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a pouco mais da metade do território brasileiro), mas em poucos séculos viu suas dimensões encolherem praticamente a zero.



Pesquisa

Nosso passado é marcado por fracassos recorrentes. Como parte da minha pesquisa no Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, estou tentando descobrir, por meio de uma “autópsia histórica”, por que colapsos ocorrem. O que a ascensão e a queda das civilizações históricas nos dizem sobre a nossa civilização atual? Quais são as forças que precipitam ou retardam um colapso? Conseguimos ver padrões semelhantes hoje em dia?

A primeira forma de observar civilizações passadas é comparar sua longevidade. Mas isso pode ser difícil, já que não há uma definição absoluta de civilização, nem um banco de dados abrangente dos nascimentos e mortes das populações. Eu comparei o tempo de vida de várias civilizações, que defino como uma sociedade com agricultura, várias cidades, domínio militar em sua região geográfica e uma estrutura política abrangente. Dada essa definição, todos os impérios são civilizações, mas nem todas as civilizações são impérios.

Forum Romano em Roma, Itália. Coliseu à distância.
Às vezes as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma

Um colapso pode ser definido como um processo de perda de população, identidade e complexidade socioeconômica. Há desmantelamento de serviços públicos e a desordem cresce à medida que o governo perde o controle de seu monopólio sobre a violência. Praticamente todas as civilizações passadas encararam esse destino.

Algumas se recuperaram ou se transformaram, como os chineses e os egípcios. Outros colapsos foram permanentes, como foi o caso da Ilha de Páscoa. Às vezes, as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma. Em outros casos, como as ruínas maias, elas são abandonadas como mausoléu para futuros turistas e pesquisadores.


Lições

O que isso pode nos dizer sobre o futuro da atual civilização moderna global? As lições de impérios baseados na agricultura se aplicam ao nosso período pós-século 18 de capitalismo industrial?

Eu diria que sim. As sociedades do passado e do presente são apenas sistemas complexos compostos por pessoas e tecnologia. A teoria dos “acidentes normais” sugere que sistemas tecnológicos complexos frequentemente permitem que falhas ocorram. Dessa forma, colapsos podem ser fenômenos normais para as civilizações, independentemente de seu tamanho e estágio.

Imagem mostra casa sendo arrastada pelo mar agitado
Não há uma teoria única aceita sobre o porquê dos colapsos. Várias explicações
são apontadas e, entre elas, estão ambiente e clima

As civilizações atuais podem estar mais avançadas tecnologicamente, mas isso nos dá pouco fundamento para acreditar que somos imunes às ameaças que dizimaram nossos ancestrais. As nossas novas habilidades tecnológicas trazem novos desafios sem precedentes. E enquanto nossa escala pode agora ser global, o colapso parece acontecer tanto em vastos impérios quanto em reinos jovens. Não há razão para acreditar que um tamanho maior seja armadura contra a dissolução social. Nosso sistema econômico globalizado, fortemente conectado, é até mais propenso a propagar crises.

Se o destino das civilizações anteriores pode ser um roteiro para o nosso futuro, o que ele diz? Uma forma de analisá-lo é examinar as tendências que precederam colapsos históricos e observam os acontecimentos de hoje. Embora não exista uma teoria única aceita sobre o porquê da decadência de civilizações, historiadores, antropólogos e outros especialistas propuseram várias explicações, incluindo:

Mudança climática: Quando a estabilidade climática muda, os resultados podem ser desastrosos, resultando em quebra de safra, fome e desertificação. O colapso dos anasazis (América do Norte), da civilização de Tiahuanaco (Bolivia), dos acadianos (Oriente Médio), dos maias (América Central), do Império Romano e de muitos outros coincidiu com mudanças climáticas abruptas, geralmente secas.

Degradação ambiental: Colapsos podem ocorrer quando as sociedades sobrecarregam seu ambiente. Essa teoria do colapso ecológico aponta para o desmatamento excessivo, a poluição da água, a degradação do solo e a perda da biodiversidade como causas principais.

Desigualdade e oligarquias: A riqueza e a desigualdade política podem ser fatores centrais da desintegração social, assim como a oligarquia e a centralização de poder entre líderes. Isso não só causa desconforto social, mas prejudica a capacidade de uma sociedade responder a problemas ambientais, sociais e econômicos.

O campo da cliodinâmica (ciência que tenta explicar eventos históricos a partir da interação de diversos fatores) analisa de que modo aspectos como igualdade e demografia se correlacionam com a violência política. A análise estatística de sociedades anteriores sugere que isso acontece em ciclos. À medida que a população aumenta, a oferta de mão de obra supera a demanda, os trabalhadores tornam-se “baratos” e a sociedade se torna mais disfuncional. Essa desigualdade enfraquece a solidariedade coletiva e alimenta turbulências políticas.

Complexidade: O historiador Joseph Tainter afirma que as sociedades acabam entrando em colapso sob o peso de sua própria complexidade e burocracia acumuladas. Sociedades são coletivos de solução de problemas que crescem em complexidade para superar novos problemas. No entanto, o crescimento dessa complexidade acaba alcançando um limite. Depois desse ponto, o declínio acabará acontecendo.

Outra medida de crescente complexidade é chamada de Energia Retornada Sobre Energia Investida (EROI, na sigla em inglês). Isso se refere à razão entre a quantidade de energia produzida por um recurso em relação à energia necessária para obtê-lo. Em seu livro The Upside of Down: Catastrophe, Creativity, and the Renewal of Civilization  (atualmente sem edição no Brasil), o cientista político Thomas Homer-Dixon observou que a degradação ambiental em todo o Império Romano levou à queda da EROI de sua fonte de energia básica: as culturas de trigo e alfafa.

O império caiu junto com seu EROI. Tainter também considera a queda do indicador uma das principais responsáveis pelos colapsos, inclusive dos maias.

Choque externo: Em outras palavras, os “quatro cavaleiros do apocalipse”: guerra, desastres naturais, fome e pragas. O Império Asteca (México), por exemplo, foi extinto pelos invasores espanhóis.

A maioria dos primeiros Estados agrários desapareceu devido a epidemias mortais. A concentração de seres humanos e gado em assentamentos murados e com higiene precária tornou os surtos de doenças inevitáveis e catastróficos. Às vezes esses desastres acontecem combinados a fatores como, por exemplo, a introdução da salmonela (bactéria causadora de diversas doenças) nas Américas por meio dos conquistadores espanhóis.

Acaso/má sorte: Análises estatísticas sobre os impérios sugerem que o declínio é aleatório e independente de longevidade.

A bióloga evolucionista e cientista de dados Indre Zliobaite e seus colegas observaram um padrão semelhante no registro evolutivo das espécies. Uma explicação comum para essa aparente aleatoriedade é a “Hipótese da Rainha Vermelha”: se as espécies estão em luta constante pela sobrevivência em um ambiente em transformação com inúmeros concorrentes, a extinção é uma possibilidade real.

Apesar da abundância de livros e artigos, não temos uma explicação conclusiva sobre o porquê de as civilizações entrarem em decadência. O que sabemos é o seguinte: todos os fatores destacados acima podem contribuir. O colapso é um fenômeno que acontece quando fatores de tensão ultrapassam a capacidade de tolerância da sociedade.

Podemos examinar esses indicadores para ver se o risco, no caso das civilizações atuais, está caindo ou aumentando. Quatro desses possíveis indicadores que deveriam ser considerados são mudanças climáticas, impacto ambiental, desigualdade e complexidade. A temperatura é um claro indicador de mudança climática, o PIB é um parâmetro de complexidade e a pegada ecológica é um indicador de degradação ambiental. Cada um desses indicadores tem seguido uma tendência de alta acentuada.

A desigualdade é mais difícil de calcular. A medição típica do Coeficiente de Gini (instrumento estatístico para medir condições de renda das populações) sugere que a desigualdade diminuiu um pouco globalmente (embora esteja aumentando dentro de determinados países).

No entanto, o Coeficiente de Gini pode ser equivocado, pois mede apenas as mudanças relativas à renda. Em outras palavras, se um indivíduo que ganha US$ 1 e outro que ganha US$ 100 mil dobrassem sua renda, o Gini não mostraria mudança alguma. Mas a lacuna entre os dois teria saltado de US$ 99.999 para US$ 198.998.

Por causa disso, eu também olhei para a renda dos 1% mais ricos do mundo. Esse 1% aumentou sua participação na receita global de aproximadamente 16% em 1980 para mais de 20% hoje. É importante ressaltar que a desigualdade de riqueza é ainda pior. A parcela da riqueza global desse 1% aumentou de 25-30% na década de 1980 para aproximadamente 40% em 2016. É provável que a realidade seja mais acentuada, pois esses números não consideram riqueza e renda desviadas para paraísos fiscais no exterior.

Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, o que nas civilizações do passado criou uma tensão adicional sobre as sociedades

Estudos sinalizam que o EROI para combustíveis fósseis vem diminuindo ao longo do tempo, à medida que as reservas mais fáceis de alcançar e as mais ricas estão se esgotando. Infelizmente, a maioria das fontes renováveis, como a solar, tem um EROI consideravelmente menor, principalmente devido à densidade de energia, metais raros e processo de fabricação necessários para produzi-los.

Isso levou grande parte dos pesquisadores a discutir a possibilidade de um “abismo energético”, à medida que o EROI diminui a um ponto em que os atuais níveis sociais de riqueza não podem mais ser mantidos. Esse “abismo energético” não precisa ser definitivo se as tecnologias renováveis continuarem a melhorar e as medidas de eficiência energética forem rapidamente implementadas.

Medidas de Recuperação

Uma notícia mais tranquilizadora é que os indicadores de colapso não são definitivos. A recuperação social pode atrasar ou até mesmo impedir o colapso. Por exemplo, globalmente, a “diversidade econômica” – uma medida da diversidade e sofisticação das exportações dos países – é maior hoje do que era nas décadas de 1960 e 1970, segundo medições pelo Índice de Complexidade Econômico (ECI, na sigla em inglês).

As nações são, em média, menos dependentes de tipos únicos de exportação do que eram antes. Por exemplo, uma nação que conseguisse diversificar suas exportações para além de produtos agrícolas estaria mais propensa a enfrentar a degradação ecológica ou a perda de parceiros comerciais.

O ECI também mede a intensidade do conhecimento das exportações. Populações mais qualificadas podem ter maior capacidade de lidar com crises à medida em que elas surgem. Da mesma forma, a inovação – medida por pedidos de patente per capita – também está aumentando. Em teoria, uma civilização pode ser menos vulnerável ao colapso se novas tecnologias puderem amenizar pressões como as mudanças climáticas.

Homens trabalham usando maçaricos em indústria
Nossas capacidades tecnológicas podem ter o potencial de retardar a decadência da civilização
Também é possível que o declínio possa acontecer sem uma catástrofe violenta. Como Rachel Nuwer escreveu para o BBC Future em 2017, “em alguns casos, as civilizações simplesmente desaparecem – tornando-se material para a História sem um grande estrondo, mas apenas com um gemido”.

Ainda assim, quando olhamos todos esses indicadores de colapso e recuperação como um todo, a mensagem é clara: não devemos ser complacentes. Existem algumas razões para sermos otimistas, graças à nossa capacidade de inovar e diversificar longe do desastre. No entanto, o mundo está piorando em áreas que contribuíram para o colapso das sociedades anteriores.

O clima está mudando, a distância entre ricos e pobres está aumentando, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e nossa pressão sobre o meio ambiente está sobrecarregando o planeta.

A Escada Sem Degraus

Isso não é tudo. O mundo está agora profundamente interligado e interdependente. No passado, o colapso acontecia em nível regional – era um retrocesso temporário, e as pessoas podiam facilmente retornar a estilos de vida agrários ou caçadores-coletores. Para muitos, o colapso funcionou como um alívio da opressão dos primeiros Estados. Além disso, as armas disponíveis durante as rebeliões sociais eram rudimentares: espadas, flechas e ocasionalmente armas de fogo.

Hoje, o declínio social é uma perspectiva mais traiçoeira. As armas disponíveis para um Estado e, às vezes, até para grupos, agora variam de agentes biológicos a armas nucleares. Novos instrumentos de violência, como armas autônomas letais, podem estar disponíveis num futuro próximo. As pessoas estão cada vez mais especializadas e desconectadas da produção de alimentos e bens básicos e cada vez mais dependentes da TECNOLOGIA. E as mudanças climáticas podem prejudicar irremediavelmente nossa capacidade de retornar a práticas agrícolas simples.

Pense na civilização como uma escada mal construída. Conforme você sobe, cada degrau que você usou desmorona. Uma queda de uma altura de apenas alguns degraus não é tão perigosa. No entanto, quanto mais alto você sobe, maior a queda. Inevitavelmente, uma vez que você alcance uma altura maior, qualquer queda da escada é fatal.

Mulher caminha com criança em meio a ruínas de cidade na Síria após conflito entre combatentes
Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco
de ser permanente’, diz especialista
Com a proliferação de armas nucleares, podemos já ter atingido este ponto de limite civilizacional. Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco de ser permanente. Uma guerra nuclear em si poderia resultar em um risco existencial: a extinção de nossa espécie ou uma catapulta permanente de volta à Idade da Pedra.

Enquanto estamos nos tornando economicamente mais poderosos e resistentes, nossas capacidades tecnológicas também apresentam ameaças sem precedentes que nenhuma civilização teve que enfrentar. Por exemplo, as mudanças climáticas que estamos encarando são de natureza diferente daquelas que os maias ou anazasi enfrentaram. Elas são globais, influenciadas pelas ações dos seres humanos, mais rápidas e mais severas.

A ajuda para nossa ruína auto-imposta não virá de vizinhos hostis, mas das nossas próprias capacidades tecnológicas. O colapso, no nosso caso, seria uma armadilha do progresso. O colapso da nossa civilização não é inevitável. A História sugere que ele é provável, mas temos a vantagem única de poder aprender com as ruínas das sociedades do passado.

Nós sabemos o que precisa ser feito: as emissões podem ser reduzidas, as desigualdades, niveladas, a degradação ambiental, revertida, a inovação, desencadeada e as economias, diversificadas. As propostas políticas estão aí. O que falta é a vontade política. Nós também podemos investir em recuperação. Evitar a criação de tecnologias perigosas e amplamente acessíveis também é fundamental. Tais medidas diminuirão a chance de um colapso futuro se tornar irreversível. Nós só entraremos em declínio se avançarmos cegamente. Estaremos condenados apenas se não estivermos dispostos a ouvir o passado.

*Luke Kemp é especialista em colapsos de civilizações.

Este artigo faz parte de uma nova série da BBC Future chamada “Deep Civilization” (Civilização Profunda, em tradução livre), sobre uma visão de longo prazo da humanidade, que visa se afastar do ciclo de notícias diárias e ampliar o olhar sobre nosso lugar atual no tempo. A sociedade moderna está sofrendo de “exaustão temporal”, disse a socióloga Elise Boulding. “Se alguém está o tempo inteiro mentalmente sem fôlego, por lidar com o presente, não resta energia para imaginar o futuro”, escreveu ela. É por isso que essa série de reportagens vai explorar o que realmente importa no arco mais amplo da História humana e o que isso significa para nós e nossos descendentes.

Bases subterrâneas construídas pela ELITE:
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 “E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos (A ELITE), e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” –   Apocalipse 6:15,16,17


terça-feira, 26 de março de 2019

Ajanta - As Incompreensíveis Estruturas que Espantam Até Engenheiros Renomados


No oeste da Índia, em 18 de Abril de 1819, enquanto caçava tigres perto da aldeia de Ajanta, o oficial britânico John Smith descobriu 29 templos - em cavernas - escavados em um penhasco acima do rio. 

A arquitetura e a ornamentação das cavernas construídas em 200 a.C. revelaram novas informações sobre o passado sagrado da Índia e outros mistérios. 

David Childress (Autor, Technology of the Gods): Conforme você anda pelas cavernas de Ajanta, você vê todo o tipo de templos escavados em rocha solida, com uma grande variedade de estatuas. Mas tudo isso foi escavado em um único bloco de pedra gigantesco.

Visitadas todos os anos por milhares de budistas, ainda hoje as cavernas são consideradas sagradas. Construídas como santuários e templos, elas contem muitos lugares de adoração completos, com esculturas e pinturas que retratam a vida e a época do Buda Supremo, muitas vezes chamado de 'O Iluminado'.


David Efurd (Professor de história do colégio de Wofford): Existem muitos assuntos esculpidos em Ajanta, muitas dessas esculturas são do buda. Além dessas esculturas, existem diversas representações de outros seres mitológicos. 

Ainda hoje, os engenheiros modernos ficam intrigados com o modo que as cavernas foram cortadas nos penhascos de granito com 20 metros de altura há mais de 2.000 anos atrás. 


David Efurd (Professor de história do colégio de Wofford): Estas cavernas foram criadas por meio da remoção da pedra, levada por tuneis até a superfície da rocha. A pedra foi removida, cinzelada, retirada e todos os espaços interiores que vemos nas cavernas hoje, foram criados dessa forma. Todos os detalhes arquitetônicos que vemos no sítio e as esculturas, foram escavados no mesmo bloco de rocha que é a própria encosta da montanha.


Segundo os pesquisadores, o complexo de Ajanta é importante por causa do posicionamento intencional das cavernas nos penhascos. Uma formação que revela o entendimento extremamente adiantado da atividade celeste. 

David Efurd (Professor de história do colégio de Wofford): As cavernas foram escavadas em forma de ferradura, e assim, orientadas em diversas direções. Algumas são orientadas para o oeste, outras para o sul, e algumas são orientadas para o leste, de modo a se voltarem para o Sol nascente. Tudo indica que os povos antigos na época na Índia eram muito interessados no universo e na relação entre os corpos celestes. 

Evidencias do conhecimento preciso que o escultor tinha dos movimentos celestes são encontradas em duas cavernas especificas. Cada uma delas contem estruturas em forma de domo representando Sidarta Gautama, o buda supremo e mestre espiritual que fundou o budismo.

David Efurd (Professor de história do colégio de Wofford): A caverna 19 é orientada para o solstício de inverno, e isso significa que, no dia do solstício de inverno, o Sol da manhã se filtra pela grande janela da fachada, e a luz do Sol ilumina a base do domo. Isso também ocorre na caverna 26 em Ajanta, ela é orientada para o solstício de verão, e assim, no dia solstício de verão a luz é filtrada e atinge o domo. 


David Childress (Autor, Technology of the Gods): Isso é uma coisa muito difícil de fazer, porque estavam cortando rochas sólidas dentro da caverna. Então seria preciso um equipamento de alta tecnologia, afim de fazer um túnel, construir e escavar dentro da rocha sólida, e ainda sim esta perfeitamente orientado para o solstício.

Será que as cavernas de Ajanta foram construídas com a ajuda de tecnologia alienígena avançada como acreditam os teóricos dos antigos astronautas? Se assim for, será que são consideradas sagradas pela população local devido a sua conexão com vistantes extraterrestres? 

Jason Martell (Autor, Knowledge Apocalypse): Muitos teóricos do astronauta do passado olham o domo e dizem que é uma referencia simbólica do poder do voo. Muitas vezes ela é mostrada simbolicamente com um jovem buda, e parece mesmo que ele esta manipulando algum tipo de controle dentro do domo. Os domos sempre foram usados como uma forma dos budas subir aos céus ou descer dos céus. Podemos dizer que esses seres estavam indo para o espaço. 

David Childress (Autor, Technology of the Gods): Eles representavam nas cavernas deuses e figuras que eram meio animal e meio deuses. Assim temos aqui o que parece ser algum tipo de templo subterrâneo especial, que foi construído por extraterrestres ou algum tipo de deuses espaciais.

Bill Birnes (Autor, pesquisador de OVNIs): O que os monges budistas viam? Será que os monges foram ajudados por algum tipo de presença extraterrestre no passdo?