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sábado, 27 de abril de 2019

E Estamos À Beira de Mais Um Colapso de Civilizações?

Grandes civilizações não são exterminadas, mas acabam com a sua própria existência. Essa é a conclusão do historiador britânico Arnold Toynbee em sua principal obra, Um Estudo da História, dividida em 12 volumes. Ele explorou a ascensão e a queda de 28 civilizações diferentes ao longo da história de nossa civilização. O historiador estava certo em alguns aspectos: as civilizações são frequentemente responsáveis por seu próprio declínio. Sua autodestruição, no entanto, geralmente tem alguma “ajuda” externa.

'As civilizações são frequentemente responsáveis pelo seu próprio declínio e posterior extinção, mas sua autodestruição geralmente recebe ajuda externa', diz pesquisador

Luke Kemp – Especial para a BBC Future - BBC.com

O Império Romano, por exemplo, foi vítima de diversos problemas graves, incluindo super expansão, mudanças climáticas, degradação ambiental e más lideranças políticas e de pensadores. Um episódio marcante nesse processo de decadência foi a invasão e saque sucessivos de Roma pelos visigodos no ano de 410 (sob o comando de Alarico) e pelos vândalos em 455.

O exemplo romano mostra que tamanho não necessariamente blinda civilizações do colapso. O Império chegou a abranger cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a pouco mais da metade do território brasileiro), mas em poucos séculos viu suas dimensões encolherem praticamente a zero.



Pesquisa

Nosso passado é marcado por fracassos recorrentes. Como parte da minha pesquisa no Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, estou tentando descobrir, por meio de uma “autópsia histórica”, por que colapsos ocorrem. O que a ascensão e a queda das civilizações históricas nos dizem sobre a nossa civilização atual? Quais são as forças que precipitam ou retardam um colapso? Conseguimos ver padrões semelhantes hoje em dia?

A primeira forma de observar civilizações passadas é comparar sua longevidade. Mas isso pode ser difícil, já que não há uma definição absoluta de civilização, nem um banco de dados abrangente dos nascimentos e mortes das populações. Eu comparei o tempo de vida de várias civilizações, que defino como uma sociedade com agricultura, várias cidades, domínio militar em sua região geográfica e uma estrutura política abrangente. Dada essa definição, todos os impérios são civilizações, mas nem todas as civilizações são impérios.

Forum Romano em Roma, Itália. Coliseu à distância.
Às vezes as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma

Um colapso pode ser definido como um processo de perda de população, identidade e complexidade socioeconômica. Há desmantelamento de serviços públicos e a desordem cresce à medida que o governo perde o controle de seu monopólio sobre a violência. Praticamente todas as civilizações passadas encararam esse destino.

Algumas se recuperaram ou se transformaram, como os chineses e os egípcios. Outros colapsos foram permanentes, como foi o caso da Ilha de Páscoa. Às vezes, as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma. Em outros casos, como as ruínas maias, elas são abandonadas como mausoléu para futuros turistas e pesquisadores.


Lições

O que isso pode nos dizer sobre o futuro da atual civilização moderna global? As lições de impérios baseados na agricultura se aplicam ao nosso período pós-século 18 de capitalismo industrial?

Eu diria que sim. As sociedades do passado e do presente são apenas sistemas complexos compostos por pessoas e tecnologia. A teoria dos “acidentes normais” sugere que sistemas tecnológicos complexos frequentemente permitem que falhas ocorram. Dessa forma, colapsos podem ser fenômenos normais para as civilizações, independentemente de seu tamanho e estágio.

Imagem mostra casa sendo arrastada pelo mar agitado
Não há uma teoria única aceita sobre o porquê dos colapsos. Várias explicações
são apontadas e, entre elas, estão ambiente e clima

As civilizações atuais podem estar mais avançadas tecnologicamente, mas isso nos dá pouco fundamento para acreditar que somos imunes às ameaças que dizimaram nossos ancestrais. As nossas novas habilidades tecnológicas trazem novos desafios sem precedentes. E enquanto nossa escala pode agora ser global, o colapso parece acontecer tanto em vastos impérios quanto em reinos jovens. Não há razão para acreditar que um tamanho maior seja armadura contra a dissolução social. Nosso sistema econômico globalizado, fortemente conectado, é até mais propenso a propagar crises.

Se o destino das civilizações anteriores pode ser um roteiro para o nosso futuro, o que ele diz? Uma forma de analisá-lo é examinar as tendências que precederam colapsos históricos e observam os acontecimentos de hoje. Embora não exista uma teoria única aceita sobre o porquê da decadência de civilizações, historiadores, antropólogos e outros especialistas propuseram várias explicações, incluindo:

Mudança climática: Quando a estabilidade climática muda, os resultados podem ser desastrosos, resultando em quebra de safra, fome e desertificação. O colapso dos anasazis (América do Norte), da civilização de Tiahuanaco (Bolivia), dos acadianos (Oriente Médio), dos maias (América Central), do Império Romano e de muitos outros coincidiu com mudanças climáticas abruptas, geralmente secas.

Degradação ambiental: Colapsos podem ocorrer quando as sociedades sobrecarregam seu ambiente. Essa teoria do colapso ecológico aponta para o desmatamento excessivo, a poluição da água, a degradação do solo e a perda da biodiversidade como causas principais.

Desigualdade e oligarquias: A riqueza e a desigualdade política podem ser fatores centrais da desintegração social, assim como a oligarquia e a centralização de poder entre líderes. Isso não só causa desconforto social, mas prejudica a capacidade de uma sociedade responder a problemas ambientais, sociais e econômicos.

O campo da cliodinâmica (ciência que tenta explicar eventos históricos a partir da interação de diversos fatores) analisa de que modo aspectos como igualdade e demografia se correlacionam com a violência política. A análise estatística de sociedades anteriores sugere que isso acontece em ciclos. À medida que a população aumenta, a oferta de mão de obra supera a demanda, os trabalhadores tornam-se “baratos” e a sociedade se torna mais disfuncional. Essa desigualdade enfraquece a solidariedade coletiva e alimenta turbulências políticas.

Complexidade: O historiador Joseph Tainter afirma que as sociedades acabam entrando em colapso sob o peso de sua própria complexidade e burocracia acumuladas. Sociedades são coletivos de solução de problemas que crescem em complexidade para superar novos problemas. No entanto, o crescimento dessa complexidade acaba alcançando um limite. Depois desse ponto, o declínio acabará acontecendo.

Outra medida de crescente complexidade é chamada de Energia Retornada Sobre Energia Investida (EROI, na sigla em inglês). Isso se refere à razão entre a quantidade de energia produzida por um recurso em relação à energia necessária para obtê-lo. Em seu livro The Upside of Down: Catastrophe, Creativity, and the Renewal of Civilization  (atualmente sem edição no Brasil), o cientista político Thomas Homer-Dixon observou que a degradação ambiental em todo o Império Romano levou à queda da EROI de sua fonte de energia básica: as culturas de trigo e alfafa.

O império caiu junto com seu EROI. Tainter também considera a queda do indicador uma das principais responsáveis pelos colapsos, inclusive dos maias.

Choque externo: Em outras palavras, os “quatro cavaleiros do apocalipse”: guerra, desastres naturais, fome e pragas. O Império Asteca (México), por exemplo, foi extinto pelos invasores espanhóis.

A maioria dos primeiros Estados agrários desapareceu devido a epidemias mortais. A concentração de seres humanos e gado em assentamentos murados e com higiene precária tornou os surtos de doenças inevitáveis e catastróficos. Às vezes esses desastres acontecem combinados a fatores como, por exemplo, a introdução da salmonela (bactéria causadora de diversas doenças) nas Américas por meio dos conquistadores espanhóis.

Acaso/má sorte: Análises estatísticas sobre os impérios sugerem que o declínio é aleatório e independente de longevidade.

A bióloga evolucionista e cientista de dados Indre Zliobaite e seus colegas observaram um padrão semelhante no registro evolutivo das espécies. Uma explicação comum para essa aparente aleatoriedade é a “Hipótese da Rainha Vermelha”: se as espécies estão em luta constante pela sobrevivência em um ambiente em transformação com inúmeros concorrentes, a extinção é uma possibilidade real.

Apesar da abundância de livros e artigos, não temos uma explicação conclusiva sobre o porquê de as civilizações entrarem em decadência. O que sabemos é o seguinte: todos os fatores destacados acima podem contribuir. O colapso é um fenômeno que acontece quando fatores de tensão ultrapassam a capacidade de tolerância da sociedade.

Podemos examinar esses indicadores para ver se o risco, no caso das civilizações atuais, está caindo ou aumentando. Quatro desses possíveis indicadores que deveriam ser considerados são mudanças climáticas, impacto ambiental, desigualdade e complexidade. A temperatura é um claro indicador de mudança climática, o PIB é um parâmetro de complexidade e a pegada ecológica é um indicador de degradação ambiental. Cada um desses indicadores tem seguido uma tendência de alta acentuada.

A desigualdade é mais difícil de calcular. A medição típica do Coeficiente de Gini (instrumento estatístico para medir condições de renda das populações) sugere que a desigualdade diminuiu um pouco globalmente (embora esteja aumentando dentro de determinados países).

No entanto, o Coeficiente de Gini pode ser equivocado, pois mede apenas as mudanças relativas à renda. Em outras palavras, se um indivíduo que ganha US$ 1 e outro que ganha US$ 100 mil dobrassem sua renda, o Gini não mostraria mudança alguma. Mas a lacuna entre os dois teria saltado de US$ 99.999 para US$ 198.998.

Por causa disso, eu também olhei para a renda dos 1% mais ricos do mundo. Esse 1% aumentou sua participação na receita global de aproximadamente 16% em 1980 para mais de 20% hoje. É importante ressaltar que a desigualdade de riqueza é ainda pior. A parcela da riqueza global desse 1% aumentou de 25-30% na década de 1980 para aproximadamente 40% em 2016. É provável que a realidade seja mais acentuada, pois esses números não consideram riqueza e renda desviadas para paraísos fiscais no exterior.

Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, o que nas civilizações do passado criou uma tensão adicional sobre as sociedades

Estudos sinalizam que o EROI para combustíveis fósseis vem diminuindo ao longo do tempo, à medida que as reservas mais fáceis de alcançar e as mais ricas estão se esgotando. Infelizmente, a maioria das fontes renováveis, como a solar, tem um EROI consideravelmente menor, principalmente devido à densidade de energia, metais raros e processo de fabricação necessários para produzi-los.

Isso levou grande parte dos pesquisadores a discutir a possibilidade de um “abismo energético”, à medida que o EROI diminui a um ponto em que os atuais níveis sociais de riqueza não podem mais ser mantidos. Esse “abismo energético” não precisa ser definitivo se as tecnologias renováveis continuarem a melhorar e as medidas de eficiência energética forem rapidamente implementadas.

Medidas de Recuperação

Uma notícia mais tranquilizadora é que os indicadores de colapso não são definitivos. A recuperação social pode atrasar ou até mesmo impedir o colapso. Por exemplo, globalmente, a “diversidade econômica” – uma medida da diversidade e sofisticação das exportações dos países – é maior hoje do que era nas décadas de 1960 e 1970, segundo medições pelo Índice de Complexidade Econômico (ECI, na sigla em inglês).

As nações são, em média, menos dependentes de tipos únicos de exportação do que eram antes. Por exemplo, uma nação que conseguisse diversificar suas exportações para além de produtos agrícolas estaria mais propensa a enfrentar a degradação ecológica ou a perda de parceiros comerciais.

O ECI também mede a intensidade do conhecimento das exportações. Populações mais qualificadas podem ter maior capacidade de lidar com crises à medida em que elas surgem. Da mesma forma, a inovação – medida por pedidos de patente per capita – também está aumentando. Em teoria, uma civilização pode ser menos vulnerável ao colapso se novas tecnologias puderem amenizar pressões como as mudanças climáticas.

Homens trabalham usando maçaricos em indústria
Nossas capacidades tecnológicas podem ter o potencial de retardar a decadência da civilização
Também é possível que o declínio possa acontecer sem uma catástrofe violenta. Como Rachel Nuwer escreveu para o BBC Future em 2017, “em alguns casos, as civilizações simplesmente desaparecem – tornando-se material para a História sem um grande estrondo, mas apenas com um gemido”.

Ainda assim, quando olhamos todos esses indicadores de colapso e recuperação como um todo, a mensagem é clara: não devemos ser complacentes. Existem algumas razões para sermos otimistas, graças à nossa capacidade de inovar e diversificar longe do desastre. No entanto, o mundo está piorando em áreas que contribuíram para o colapso das sociedades anteriores.

O clima está mudando, a distância entre ricos e pobres está aumentando, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e nossa pressão sobre o meio ambiente está sobrecarregando o planeta.

A Escada Sem Degraus

Isso não é tudo. O mundo está agora profundamente interligado e interdependente. No passado, o colapso acontecia em nível regional – era um retrocesso temporário, e as pessoas podiam facilmente retornar a estilos de vida agrários ou caçadores-coletores. Para muitos, o colapso funcionou como um alívio da opressão dos primeiros Estados. Além disso, as armas disponíveis durante as rebeliões sociais eram rudimentares: espadas, flechas e ocasionalmente armas de fogo.

Hoje, o declínio social é uma perspectiva mais traiçoeira. As armas disponíveis para um Estado e, às vezes, até para grupos, agora variam de agentes biológicos a armas nucleares. Novos instrumentos de violência, como armas autônomas letais, podem estar disponíveis num futuro próximo. As pessoas estão cada vez mais especializadas e desconectadas da produção de alimentos e bens básicos e cada vez mais dependentes da TECNOLOGIA. E as mudanças climáticas podem prejudicar irremediavelmente nossa capacidade de retornar a práticas agrícolas simples.

Pense na civilização como uma escada mal construída. Conforme você sobe, cada degrau que você usou desmorona. Uma queda de uma altura de apenas alguns degraus não é tão perigosa. No entanto, quanto mais alto você sobe, maior a queda. Inevitavelmente, uma vez que você alcance uma altura maior, qualquer queda da escada é fatal.

Mulher caminha com criança em meio a ruínas de cidade na Síria após conflito entre combatentes
Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco
de ser permanente’, diz especialista
Com a proliferação de armas nucleares, podemos já ter atingido este ponto de limite civilizacional. Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco de ser permanente. Uma guerra nuclear em si poderia resultar em um risco existencial: a extinção de nossa espécie ou uma catapulta permanente de volta à Idade da Pedra.

Enquanto estamos nos tornando economicamente mais poderosos e resistentes, nossas capacidades tecnológicas também apresentam ameaças sem precedentes que nenhuma civilização teve que enfrentar. Por exemplo, as mudanças climáticas que estamos encarando são de natureza diferente daquelas que os maias ou anazasi enfrentaram. Elas são globais, influenciadas pelas ações dos seres humanos, mais rápidas e mais severas.

A ajuda para nossa ruína auto-imposta não virá de vizinhos hostis, mas das nossas próprias capacidades tecnológicas. O colapso, no nosso caso, seria uma armadilha do progresso. O colapso da nossa civilização não é inevitável. A História sugere que ele é provável, mas temos a vantagem única de poder aprender com as ruínas das sociedades do passado.

Nós sabemos o que precisa ser feito: as emissões podem ser reduzidas, as desigualdades, niveladas, a degradação ambiental, revertida, a inovação, desencadeada e as economias, diversificadas. As propostas políticas estão aí. O que falta é a vontade política. Nós também podemos investir em recuperação. Evitar a criação de tecnologias perigosas e amplamente acessíveis também é fundamental. Tais medidas diminuirão a chance de um colapso futuro se tornar irreversível. Nós só entraremos em declínio se avançarmos cegamente. Estaremos condenados apenas se não estivermos dispostos a ouvir o passado.

*Luke Kemp é especialista em colapsos de civilizações.

Este artigo faz parte de uma nova série da BBC Future chamada “Deep Civilization” (Civilização Profunda, em tradução livre), sobre uma visão de longo prazo da humanidade, que visa se afastar do ciclo de notícias diárias e ampliar o olhar sobre nosso lugar atual no tempo. A sociedade moderna está sofrendo de “exaustão temporal”, disse a socióloga Elise Boulding. “Se alguém está o tempo inteiro mentalmente sem fôlego, por lidar com o presente, não resta energia para imaginar o futuro”, escreveu ela. É por isso que essa série de reportagens vai explorar o que realmente importa no arco mais amplo da História humana e o que isso significa para nós e nossos descendentes.

Bases subterrâneas construídas pela ELITE:
► Pine Gap, Austrália: Base subterrânea (NWO) e seus segredos
► Denver International Airport, uma enorme base subterrânea NWO?
► Arca de Noé para a Elite enfrentar o Apocalipse e o fim do sistema
► O SOL pode ser o gatilho do APOCALIPSE. Os EUA se preparam.
► Os abrigos para o fim do mundo construídos para os super-ricos

 “E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos (A ELITE), e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” –   Apocalipse 6:15,16,17


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Artista dos Quadrinhos Desvela o Astral em sua obra

Fernando Picheli ilustra saídas do corpo e saberes de budismo, teosofia, hinduísmo e espiritismo.


Por Ana Elizabeth Diniz

Um acidente de trabalho em 2002 levou a uma fratura do fêmur. Após a cirurgia, Fernando Picheli, 40, natural de Santo André, São Paulo, engenheiro projetista no ramo automobilístico, acordou sentindo muita dor na perna. Ela foi aumentando até ficar insuportável.

“Apaguei e, quando acordei novamente, eu estava sentado na cama do hospital, não sentia mais dores. A sensação era tão real que fiquei com receio de me levantar e apoiar os pés no chão. Aos poucos tomei coragem, fui descendo bem devagar e tive uma grande surpresa quando me vi andando no quarto. Eu realmente estava fora do meu corpo. Saí do hospital caminhando, eu podia ver muitas crianças brincando, era outra dimensão, um local extrafísico com uma energia maravilhosa, as cores eram vivas, eu conseguia sentir o ambiente alegre e contagiante. Me sentia muito bem, pude então flutuar e voar, a sensação de liberdade que sentia foi indescritível”, relembra Fernando.

Essa foi a primeira de muitas saídas espontâneas do corpo, que aconteciam quase todos os dias. Foi quando o artista passou a estudar sobre viagem astral para conseguir entender o que estava ocorrendo com ele.

Inspiração. Após sofrer um acidente em 2002, Fernando Picheli passou a fazer viagens fora do corpo e resolveu criar quadrinhos com a realidade de outras dimensões

“Naquela época, há 15 anos, eu desenhava algumas das coisas que via em minhas experiências, mas só a partir de novembro de 2014, com o auxílio da tecnologia, iniciei o projeto como as histórias em quadrinhos (HQs)”, comenta Fernando.

Nascia, assim, a HQ “Plano Astral”, que aborda um pouco desse mundo dimensional, misturando personagens fictícios em histórias de fantasia, recheadas de informações reais e extremamente úteis para aqueles que ousam romper a linha do materialismo.

“As experiências frequentes de saída do corpo me permitiram comprovar muitas coisas que antes eu só conhecia por meio da literatura espiritualista e se tornaram um grande acervo de informações para que eu pudesse utilizar em meu trabalho. Acredito que as ilustrações possam revelar minhas experiências em outras dimensões, o contato com consciências extrafísicas e ajudar aqueles que estão passando por situações parecidas a entender melhor o fenômeno da projeção astral”, analisa o quadrinista.

A realidade paralela, com a qual o artista se tornou íntimo, é fonte de inspiração para as histórias em quadrinhos. “A riqueza de informações, formas e sensações que venho experimentando por meio da projeção astral são a base para criar as histórias. Além disso, muitas das informações que coloquei na graphic novel são experiências que vivenciei. É incrível como aquilo que acreditamos ser apenas fantasia, na verdade, está muito mais próximo da realidade do que poderíamos imaginar. As dimensões além do plano físico são muito suscetíveis à forca do pensamento e às emoções. A interação é muito mais dinâmica, e as possibilidades, muito mais amplas. É esse ambiente que tento traduzir por meio dos desenhos”, observa o artista.

O trabalho do artista aborda outras correntes. “Não tem como separar. Os conceitos de imortalidade e reencarnação e o contato com espíritos estão integrados a meu trabalho. Procuro adicionar conhecimentos de doutrinas e filosofias como o budismo, a teosofia, o hinduísmo, a umbanda e também o espiritismo, que foi minha base”, diz ele.


Vivenciar outros mundos altera o sentido da morte

Desde pequeno, o artista teve muito contato com a doutrina espírita e com a umbanda. “Elas foram a base do meu conhecimento, auxiliaram muito minha formação. Procuro sempre abrir a mente para outras linhas de pensamento, pois acredito que todas elas bebem da mesma fonte de conhecimento, que é divina. Durante esses anos de pesquisa, estudo e prática da projeção, pude verificar que a linguagem nos planos mais elevados vai além de crenças e doutrinas, é algo simples e direto, a verdade é reconhecida pelo alto padrão dos sentimentos envolvidos”, diz Fernando Picheli.

O processo criativo é totalmente intuitivo. “Algumas vezes busco uma imagem que seja inspiradora, uma emoção, ou mesmo uma mensagem que quero transmitir. Essa informação muitas vezes vem em blocos, as ideias e as imagens vão surgindo na mente. Vou armazenando na memória ou faço rascunhos no papel para depois fazer a arte final. É um mundo gigantesco que vai se formando dentro da mente. Ele pode ter movimento, cenário, som ambiente e até música. É como construir várias cenas de um filme dentro da mente, depois vou juntando as partes e transferindo para o papel”, comenta.

Quando surgem dúvidas, Fernando se vale das experiências de projeção para entender e investigar o assunto do lado de lá. “De acordo com o tema que estou trabalhando é comum eu entrar em determinadas faixas de sintonia, que influenciam minhas experiências. Por exemplo, eu precisava saber como as roupas são plasmadas no plano astral, para poder representá-las em minhas histórias. Verifiquei que durante a projeção, nós geralmente criamos inconscientemente nossas vestimentas. Podem ser as roupas com as quais nos deitamos, elas estão em harmonia com o ambiente em que estamos inseridos”, ensina.

Para ele, o estudo dos vários planos existentes além do plano físico não é algo para ser usado após a morte: “Ela simplesmente não existe. O simples fato de comprovar isso e entender melhor as consequências de suas ações poderá ajudar o indivíduo a vivenciar seu dia a dia com mais sabedoria”.

Para ler, visite seu site, onde a graphic novel está disponível gratuitamente. É só clicar abaixo:


A Mídia Dilui Significado da Descoberta de Papiro com "ENSINAMENTOS SECRETOS" de Jesus


por Wilson Ferreira

As notícias foram dadas como alguma coisa entre Indiana Jones, conspirações do “Código da Vinci” de Dan Brown ou sobre Jesus convenientemente próximo do Natal. As notícias sobre a descoberta do manuscrito em grego do “Primeiro Apocalipse de Tiago” (manuscrito apócrifo gnóstico até então conhecido em linguagem copta da chamada “Biblioteca de Nag Hammadi”), perdido no acervo da Universidade de Oxford, foram cercadas por uma mitologia midiática que sempre é acionada para diluir aquilo que é de mais virulento e revolucionário no Gnosticismo (razão pela qual foi tão perseguido por toda a História): os conflitos políticos e econômicos como parte do drama de uma luta cósmica entre o Bem e o Mal, sem superação dialética ou solução evolutiva. A grande mídia cobriu a descoberta como “religiosa”, diluindo a potencial ameaça às instituições desse mundo: de que Jesus não veio para nos “salvar”, mas para nos revelar algo que já existe dentro de nós – apenas nos fazem esquecer através de ilusões. E a mídia que “noticia” a descoberta do manuscrito é uma delas.

Nem tão perto do Natal para ninguém perceber a notícias, ocupados que todos estão com seus afazeres natalinos; nem tão longe do Natal o suficiente para que ninguém associe o simbolismo da descoberta com a data do nascimento de Jesus.

Por isso o timing da notícia (primeira semana de dezembro) foi perfeito e, portanto, suspeito pelos seus propósitos.

Vamos em primeiro lugar à notícia:  estudiosos encontraram a mais antiga cópia de um texto cristão apócrifo em meio ao acervo da Universidade de Oxford, uma das mais antigas do mundo.

O manuscrito é uma edição em grego do “Primeiro Apocalipse de Tiago” que reúne os chamados “ensinamentos secretos de Jesus” para o seu “irmão” Tiago – para muitos historiadores, um “irmão espiritual”. 

Esse texto já era conhecido em copta (linguagem egípcia que evoluiu dos hieróglifos) dentro da coleção de 52 manuscritos gnósticos organizados em 13 códices de papel velino encadernados em couro, descobertos em 1945 no Alto Egito, e que acabaram conhecidos como “Biblioteca de Nag Hammadi” – aqui no Brasil reunidos em uma edição em português da editora Madras: James M. Robinson, A Biblioteca de Nag Hammadi. A biblioteca foi encontrada em um enorme jarro no que é hoje a cidade de Nag Hammadi.

Manuscritos de Nag Hammadi

O documento de 1.600 anos atrás, descreve como Jesus passa o conhecimento da “prisão terrena” para Tiago, além de revelar que o mundo é protegido por figuras demoníacas (os “Arcontes”) que bloqueiam o caminho da elevação espiritual após a morte através dos diversos céus, mantendo-nos prisioneiros do mundo material.


Narrativa herética

Essa narrativa foi considerada herética por apresentar uma versão de Jesus bem diferente: muito mais revelador de uma sabedoria já pré-existente no homem (porém, esquecida) do que um messias que teria vindo para redimir a humanidade do pecado – na verdade todo o pecado e o Mal já estariam presentes na própria Criação que aprisiona a humanidade.

Em outras palavras, o “Primeiro Apocalipse de Tiago” mostra Jesus como um enviado (um “aeon”) que não tinha o propósito de nos “salvar”, mas tentar despertar-nos do sono do esquecimento através dos “ensinamentos secretos” – a gnose.

O texto, assim como todo o restante da coleção gnóstica de Nag Hammadi, foi proibido desde que Athanasius, bispo de Alexandria, definiu o cânone dos 27 livros que formariam o Novo Testamento bíblico. Banindo todas as seitas sincréticas conhecidas como “gnósticas”, condenando-as à perseguição e o genocídio, como o episódio do massacre dos gnósticos Cátaros em Laguedoc, Sul da França, no século XII.

Geoffrey Smith e Brent Landau: professores da Universidade do Texas que descobriram o manuscrito.

Desde o triunfo do cristianismo ortodoxo, o Gnosticismo (assim como os seus derivados esotéricos como a Alquimia) acabou habitando os subterrâneos dos movimentos sociais. E acabou transcendendo o campo religioso para sua cosmogonia e ontologia inspirarem pensadores revolucionários e movimentos culturais e artísticos críticos: o Iluminismo, o Romantismo dos séculos XVIII-XIX, o revival espiritualista e esotérico do Espiritismo e Teosofia do século XIX, até chegar no século XX no campo científico e cultura de massas – dos paradoxos  da Física Quântica até alcançar Hollywood é a suas melhores traduções fílmicas (porque didáticos) do drama cósmico descrito pelos evangelhos apócrifos gnósticos: Matrix e Show de Truman.  


Mitologias midiáticas contra o Gnosticismo

Por isso, desde a descoberta da coleção de Nag Hammadi, o mundo tem uma bomba nas mãos – sincronicamente, coincidiu com as explosões das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki. Evangelhos diametralmente opostos aos bíblicos canônicos, que potencialmente são capazes de colocar os conflitos econômicos e políticos desse mundo em um novo patamar – como partes de um drama cósmico de uma luta universal entre o Bem e o Mal, sem superação dialética ou solução evolutiva. 

Seria muita ingenuidade da nossa parte acreditarmos que a perseguição ao Gnosticismo tenha acabado e ficado lá atrás na Inquisição católica. Apenas as estratégias de repressão a uma histórica heresia mudaram: de banimentos, assassinatos e genocídios à diluição através da grande mídia e indústria do entretenimento.

"Primeiro Apocalipse de Tiago": o conflito cósmico entre o Bem e o Mal.

Um olhar mais detido na cobertura feita pela mídia corporativa à notícia da descoberta da edição em grego do Apocalipse de Tiago transita por diversos mitos que compõe uma mitologia midiática maior: 

(a) a compartimentalização da notícia aos chamados “fatos diversos” – curiosidades históricas, científicas etc.; 

(b) o mito do “antigo”, do “perdido” ou do “raro” – um manuscrito em língua morta no qual o fetichismo da forma (o “papiro”, o “antigo”) desvia a atenção da mensagem do conteúdo; 

(c) o mito do objeto “religioso”, principalmente pela proximidade da suposta data do nascimento de Jesus;

(d) o mito do “herege”, do “secreto”, um fetiche que se aproxima de um imaginário conspiratório ao estilo do canal History Channel ou alguma coisa parecida com “Código da Vinci” de Dan Brown.

A cobertura foi anódina, na qual se evita o termo “Gnosticismo” para substituir por “cristianismo primitivo”, “manuscrito sobre Jesus”, “texto herege” ou “texto proibido” – menos pela sua mensagem, mas muito mais por supostos detalhes pessoais de Jesus: ele supostamente teve um “irmão”...

Os pesquisadores bíblicos da Universidade do Texas em Austin já haviam descoberto o documento no início do ano nos arquivos de Oxford e anunciada a descoberta no encontro anual da Society of Biblical Literature de Boston em 18 de novembro para só agora ser divulgado pela grande mídia, revelando o timing preciso, equidistante às comemorações natalinas. O que produz um efeito ideológico: a notícia como uma descoberta religiosa... coisas de religião...

"Primeiro Apocalipse de Tiago": o conflito cósmico entre o Bem e o Mal.

Manuscrito explosivo

E porque o “Apocalipse de Tiago” é um componente explosivo no interior da bomba armada pela Biblioteca de Nag Hammadi?

O texto não é um apocalipse propriamente dito, mas com características apocalípticas ao descrever a geografia celeste com seus 72 céus e as “senhas secretas” dadas a Tiago por Jesus para que consiga escapar dos poderes malignos dos Arcontes (regentes de cada céu sob o poder do Demiurgo – Yaodabaoth) após os martírios e a morte no plano material – para ler uma tradução do texto clique aqui.

Jesus adverte a Tiago que ele também passará por algo semelhante aos martírios da Paixão: “Não temas Tiago! Apanhar-te-ão a ti também. Mas separa-te de Jerusalém! Pois ela é a taça da amargura durante os tempos aos filhos da luz. É um lugar de estadia de um grande número de arcontes, mas tua redenção estará a salvo deles”.

A ascensão de Tiago e dos gnósticos é na direção da Plenitude (o Pleroma), a moradia do verdadeiro Pai fora da Criação.  

O Tiago em questão não é um dos apóstolos, mas aquele que na tradição do cristianismo ficou conhecido como “Tiago, o irmão do Senhor” e “Tiago, o justo”.

O cenário da narrativa é de iniquidade e perseguições ao povo e como a dedicação de Tiago  ao Deus Supremo (“Aquele-que-é”) despertou a fúria do deus dos judeus (o criador do mundo material e comandantes dos Arcontes), destruindo o Templo e Jerusalém.

O “Apocalipse de Tiago” explicita esse conflito cósmico que envolve tanto o mundo material (político) como o espiritual (pós-morte). Por isso, a contundência desse manuscrito, mensagem que passou bem distante da cobertura dada pela grande mídia.

No cinema, os clássicos Matrix e Show de Truman figuram esse conflito no mundo material – protagonistas prisioneiros em ilusões tecnologicamente criadas por arcontes desse mundo.

Por sua vez, filmes como Enter The Void, The Discovery, O Terceiro Olho, I Am a Ghost etc. são exemplos de narrativas que especulam sobre essas “senhas” (a gnose) para a alma escapar das armadilhas pós-morte que nos prendem nesse mundo físico e que fazem girar a “roda de Samsara” do ciclo interminável de reencarnações e sofrimento.

Sintetizando: a notícia da edição em grego do manuscrito seria a oportunidade da discussão do seu conteúdo – como sempre, trancado a sete chaves através da mitologia do “secreto”, do “religioso”, do “perdido”. Como o conteúdo seria “incompreensível” a opinião pública fica perdida no fetiche da “antiguidade” como um documento cuja importância está perdida em si mesmo. 

A perseguição ao Gnosticismo permanece, dessa vez sob as camadas pesadas da notícia e do entretenimento.

Com informações do Daily Mail, Society of Biblical Literature, Independent, O Globo.


sábado, 23 de dezembro de 2017

Palestra de Shellyana (EXTRATERRESTRE) Através da Médium Mônica de Medeiros - [VÍDEO]


Uma vez por ano a Shellyanna (Uma Extraterrestre) se manifesta através da mediunidade da Mônica de Medeiros na Casa do Consolador em São Paulo. Como de costume, esse ano a palestra ocorreu dia 13 de dezembro de 2017 e foi transmitida ao vivo pela Rádio Vivência Espírita e Facebook Live.

Segue ao final da postagem, esta interessante palestra, que, acreditamos, muito há a acrescentar a todos aqueles que buscam tornarem-se seres melhores e compreenderem cada vez mais a si mesmos, ao universo e nossa relação com o Cosmo. Mas antes, vamos conhecer um pouco mais sobre Mônica de Medeiros e seus trabalho.

Quem é Mônica de Medeiros?

Mônica Medeiros, médica formada pela Universidade de Campinas (Unicamp), com especialização na Universidade de Illinois, em Chicago, entre 1988 e 1990, quando se tornou membro da Sociedade Internacional de Cirurgia. Com 24 anos de experiência, Mônica se dedica há 13 anos a gerência médica de convênios e tornou-se servidora pública concursada selecionada em primeira chamada pelo Ministério da Saúde. Em hospitais de São Paulo, ocupou o cargo de chefe de equipes de cirurgia do trauma e, atualmente, trabalha em prontos socorros municipais na região de Taboão da Serra. Já em sua profissão espiritual, com visões e manifestações desde os seus cinco anos, em 1992, fundou o centro espiritualista Casa do Consolador, entidade filantrópica universalista de São Paulo. Na Casa, a doutora Mônica pratica a chamada medicina integrativa, um tipo de tratamento que trabalha a imposição das mãos, como o Reiki e o Johrei, às vezes com auxílio de entidades desencarnadas, passes mediúnicos, conceitos sobre vida após a morte, reencarnação e outras técnicas de percepção, estudo e manipulação bioenergética. 

Foi fundadora e presidente da Casa do Consolador, centro universalista com 15 anos de existência. A casa faz cerca de 7000 atendimentos por mês em reiki, cirurgia extra-terrestre, medicina espiritual e cromoterapia, umbanda pura, desobsessão, xamanismo, palestras, congressos, com cursos de escola de médiuns, cromoterapia, reiki, fraternidade branca. Nos 15 anos de existência já foram realizados mais de 270.000 consultas na área da saúde e 150 mil cirurgias extra-físicas. Atendimento a cerca de 900 pessoas carentes de São Paulo e a médica também é presidente da ONG Árvore da Vida, que protege animais em sofrimento.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Estamos Todos INTERLIGADOS!


Estamos todos interligados, mas como tudo isto pode acontecer?

Isto é chamado de física quântica e é muito difícil de explicar, mas deixe-me dar alguns exemplos de experimentos que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos executou em 1998, os quais deixaram os cientistas chocados.

Os cientistas rasparam células do céu da boca de um voluntário e as colocaram num tubo de ensaio, conectando o tubo de ensaio à um detector de mentiras, ou polígrafo. Então, eles conectaram o sujeito à um polígrafo, mas em uma área totalmente diferente do prédio.

Ao voluntário, foram mostrados vários tipos de programas num televisor. Programas pacíficos, tranquilos, como também violentos e estimulantes.

O que eles descobriram foi que as células do indivíduo registraram exatamente as mesmas atividades, no instante exato, como as do sujeito.

Quando o indivíduo assistia programas calmos, a reação psicológica tanto do indivíduo quanto das células era a de calma. Quando os programas eram mudados para um material mais estimulante, tanto o indivíduo, quanto as células mostravam um despertar fisiológico.

Os pesquisadores continuaram os testes com diferentes indivíduos e suas células, cada vez mais longe uns dos outros, até a distância de 80 quilômetros.

Já havia se passado 5 dias desde que as células haviam sido raspadas do céu da boca do sujeito, e elas ainda estavam registrando exatamente a mesma atividade, no exato mesmo momento.


Outro experimento

Um outro experimento com efeitos muito similares, mas com dois indivíduos ao invés de células da própria pessoa, foi chamado de experimento Einstein-Podolsky-Rosen.

Neste estudo, eles utilizaram dois indivíduos que eram completamente estranhos um ao outro, e os deram alguns minutos para se conhecerem superficialmente, e então os separaram à uma distância de 15 metros, cada um numa gaiola de Faraday (gaiola eletromagnética). Uma gaiola de Faraday é projetada para prevenir a radio frequência e outros sinais de lá entrarem ou saírem.

Uma vez dentro de uma gaiola de Faraday, eles conectaram ambos os indivíduos à um equipamento de eletroencefalograma (EEG), o qual monitora as atividades neurológicas.

Eles apontaram uma lanterna nos olhos do primeiro sujeito, mas não do outro.

O ato de apontar uma luz nos olhos de alguém causa uma atividade neurológica mensurável e constrições visíveis das pupilas.

No instante que eles fizeram isto, a atividade neurológica de ambos os sujeitos mostrou-se a mesma no EEG, bem como uma constrição pupilar.

Ele trocaram os sujeitos e os separaram ainda mais longe, obtendo o mesmo resultado.

Em adição à esta simples pesquisa, o Dr. Larry Dossey pessoalmente compilou mais de 130 estudos sobre o poder de cura à distância da oração, e está convencido que isto funciona.

Ele diz que “após escrutinar esta massa de dados por quase duas décadas, venho a considerar isto como um dos segredos mais bem mantidos na ciência médica. Estou convencido que efeitos distantes, não locais, são reais, e a cura ocorre.”

Estes e muitos outros experimentos comuns mostram que todos nós estamos conectados de formas que nunca havíamos percebido, formas que chocam nossas mentes.

O experimento controverso provou que todos nós estamos conectados, além do espaço.

Estamos constantemente transferindo informação a nível do subconsciente, mesmo com pessoas com as quais estamos somente superficialmente conectados.

Não devemos ter medo disto.  Esta é somente uma forma como o Universo funciona e sempre tem funcionado.

Estamos reformulando e re-criando um ao outro e não há como escapar desta lei. Somente podemos aprender a usar esta lei para nosso benefício mútuo.

Tornar-se melhor do que você era ontem, significa que você literalmente torna melhor todo mundo com quem você entra em contato.  É assim que todos nós crescemos e progredimos.  É assim que todos nós estamos conectados.

É por isto que fazendo o bem para outras pessoas, nos faz sentir maravilhosos. Porque, na verdade, estamos estimulando a nós mesmos de fora para dentro, ao nível quântico, para nos sentirmos melhores.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

27 DICAS de NIKOLA TESLA para MUDAR SUA VIDA!


Conhecido como o gênio que iluminou o mundo, Nikola Tesla inspirou nações a se unirem em nome da paz e da ciência. Como um visionário muito à frente de seu tempo, Nikola Tesla tornou-se para muitos, uma fonte de inspiração e grande sabedoria. Hoje, gostaríamos de compartilhar com você, 27 dicas deste homem incrível.

Vamos lá!


1. A ciência pode fazer mais progressos estudando os fenômenos não físicos.
“O dia que a ciência começar a estudar os fenômenos não físicos, ela vai fazer mais progressos em uma década do que em todos os séculos anteriores de sua existência” ~Nikola Tesla

2. Seu corpo é um presente inestimável.
“Todo mundo deve considerar seu corpo como um presente inestimável daquele que te ama acima de tudo, uma maravilhosa obra de arte, de beleza e mistério indescritível além da concepção humana e tão delicado que uma palavra, uma respiração, um olhar, ou melhor, um pensamento pode prejudicá-lo”. ~Nikola Tesla

3. Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.
“Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração”.~Nikola Tesla

4. Genialidade requer solidão.
“Esteja sozinho, este é o segredo da invenção, estar sozinho, isto é quando as ideias nascem”.

“A maioria das pessoas estão tão absortas na contemplação do mundo exterior que elas estão totalmente alheias ao que está passando dentro de si”. ~Nikola Tesla

5. O cérebro é apenas um receptor.
“Meu cérebro é apenas um receptor, no Universo existe um núcleo a partir do qual obtemos conhecimento, força e inspiração. Eu não penetrei nos segredos deste núcleo, mas eu sei que ele existe”. ~Nikola Tesla

6. O presente do poder mental vem de Deus.
“O dom de poder mental vem de Deus, o Ser Divino e se concentrarmos nossas mentes na verdade, ficamos em sintonia com este grande poder”. ~Nikola Tesla

7. O instinto transcende o conhecimento.
“O instinto é algo que transcende o conhecimento. Temos sem dúvida, certas fibras mais finas que nos permitem perceber as verdades quando dedução lógica, ou qualquer outro esforço intencional do cérebro é inútil”. ~Nikola Tesla

8. Quanto mais aprendemos, mais ignorantes nos tornamos.
“É paradoxal, mas verdadeiro, dizer que quanto mais aprendemos mais ignorantes nos tornamos no sentido absoluto, pois é somente através da iluminação que nos tornamos conscientes de nossas limitações”.~Nikola Tesla

9. Se o ódio pudesse ser transformado em eletricidade, iluminaria o mundo todo.
“Se o ódio pudesse ser transformado em eletricidade, iluminaria o mundo todo”. ~Nikola Tesla

10. Se você pode imaginar, você pode conseguir.
“O meu método é diferente. Eu não me apresso no trabalho atual. Quando tenho uma ideia eu começo imediatamente a construir em minha imaginação. Eu mudo a construção, faço melhorias e opero o dispositivo inteiramente em minha mente”. ~Nikola Tesla

11. Quando uma inclinação natural se desenvolve para um desejo apaixonado, avançamos em direção ao objetivo em botas de sete léguas.
“Quando uma inclinação natural se desenvolve para um desejo apaixonado, avançamos em direção ao objetivo em botas de sete léguas”. ~Nikola Tesla

12. A vida é um mistério a ser vivido.
“A vida é e sempre continuará a ser uma equação sem solução, mas contém alguns fatores conhecidos”.~Nikola Tesla

13. Nossas virtudes e nossas falhas são inseparáveis.
“Nossas virtudes e nossas falhas são inseparáveis, como a força e a matéria. Quando elas se separam, não é mais o homem”. ~Nikola Tesla

14. Os mal-entendidos são sempre causados pela incapacidade de apreciar o ponto de vista do outro.
“As lutas entre os indivíduos, bem como governos e nações, invariavelmente resultam de equívocos na interpretação mais ampla do termo. Mal-entendidos são sempre causados pela incapacidade de um apreciar o ponto de vista do outro”. ~Nikola Tesla

15. Você pode viver para ver os horrores provocados pelo homem além de sua compreensão.
“Você pode viver para ver os horrores provocados pelo homem além de sua compreensão” ~Nikola Tesla

16. Um homem não pode ser salvo de sua própria tolice pelos esforços de outra pessoa.
“Minha mãe compreendeu bem a natureza humana e nunca repreendeu ninguém. Ela sabia que o homem não pode ser salvo de sua própria tolice pelos esforços ou protestos de outra pessoa, mas somente com o uso de sua própria vontade”. ~Nikola Tesla

17. A paz só pode vir como uma consequência natural da iluminação universal.
“O que queremos agora é o contato mais próximo e uma melhor compreensão entre indivíduos e comunidades em todo o mundo, com a eliminação do egoísmo e do orgulho que são sempre propensos a mergulhar o mundo na barbárie primitiva e conflitos… A paz só pode vir como uma consequência natural da iluminação universal…” ~Nikola Tesla

18. Tudo o que foi ótimo, foi ridicularizado no passado.
“Tudo o que foi ótimo no passado foi ridicularizado, condenado, combatido, suprimido, apenas para emergir ainda mais poderoso, ainda mais triunfante da luta”. ~Nikola Tesla

19. O futuro vai avaliar cada pessoa de acordo com o seu trabalho.
“Deixe o futuro dizer a verdade e avaliar cada um de acordo com seu trabalho e realizações. O presente é deles, o futuro, para o qual eu realmente trabalho, é meu”. ~Nikola Tesla

20. As influências que moldam nossos destinos são muito sutis.
“Conforme eu revejo os eventos de minha vida passada eu percebo o quão sutil são as influências que moldam os nossos destinos”. ~Nikola Tesla

21. Não é o amor que você faz. É o amor que você dá.
“Não é o amor que você faz. É o amor que você dá”. ~Nikola Tesla

22. As maravilhas de ontem são ocorrências comuns hoje.
“Nós ansiamos por novas sensações, mas em breve nos tornamos indiferentes a elas. As maravilhas de ontem são ocorrências comuns hoje”. ~Nikola Tesla

23. Todo ser vivo é um motor engrenado na roda de trabalho do Universo.
“Todo ser vivo é um motor engrenado na roda de trabalho do Universo. Embora aparentemente afete apenas o seu entorno imediato, a esfera de influência externa se estende a distância infinita”. ~Nikola Tesla

24. A paciência é fundamental.
“Este é o problema com muitos inventores, eles não têm paciência. Eles não têm a vontade de trabalhar uma coisa devagar, claramente e agudamente em sua mente, para que eles possam realmente “senti-la funcionar”. Eles querem tentar colocar a sua primeira ideia para fora e o resultado é que eles consomem muito dinheiro e material bom, apenas para descobrir finalmente, que estão trabalhando de maneira errada. Todos nós cometemos erros, mas é melhor comete-los antes de começar”. ~Nikola Tesla

25. Raças e nações vêm e passam, mas o ser humano permanece.
“O indivíduo é efêmero, raças e nações vêm e passam, mas o ser humano permanece”. ~Nikola Tesla

26. SOMOS TODOS UM.
“Embora tenhamos liberdade de pensar e agir, nós somos mantidos juntos como as estrelas no firmamento, com laços inseparáveis. Estes laços não podem ser vistos, mas podem ser sentidos”.~Nikola Tesla

27. O dinheiro não tem o valor como os homens têm colocado sobre ele.
“O dinheiro não tem o valor como os homens têm colocado sobre ele. Todo o meu dinheiro foi investido em experimentos com o qual eu tenho feito novas descobertas que permitem a humanidade ter uma vida um pouco melhor”. ~Nikola Tesla

Origem: purposefairy

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Geometria Sagrada - A Flor da Vida e a Linguagem da Luz

Este símbolo geométrico é conhecido desde a mais remota antiguidade e chama-se “A Flor da Vida“.

Na verdade, segundo foi revelado, o símbolo da Flor da Vida é bem conhecido em todo o universo, menos aqui na Terra! Cada molécula de vida, cada célula em nosso corpo humano, cada desenho na natureza conhece esse padrão geométrico e por ele é construído. 

UM RESUMO DO CONHECIMENTO MATEMÁTICO SAGRADO UTILIZADO NAS CONSTRUÇÕES DAS GRANDES PIRÂMIDES DO EGITO, TEOTIHUACAN NO MÉXICO E EM OUTROS LOCAIS DA TERRA E EM OUTROS PLANETAS DO UNIVERSO (como em Marte)  


A Flor da Vida

A Flor da Vida: Ela é o padrão geométrico da criação e da vida, em todo lugar. Na verdade, não há nenhum conhecimento, absolutamente nenhum conhecimento no Universo que não esteja contido neste padrão da Flor da Vida. Diz-se que grandes mestres concordaram em mais uma vez revelar esta antiga sabedoria, conhecida como a Flor da Vida. Ela é um código secreto usado por muitas raças avançadas e por navegantes espaciais. O código da Flor da Vida contém toda a sabedoria similar ao código genético contido em nosso DNA. 

Esse código genético vai além das formas comuns de ensinamento e se encontra por trás de toda a estrutura da própria realidade. Todos os harmônicos da luz, do som e da música se encontram nessa estrutura geométrica, que existe como um padrão holográfico, definindo a forma tanto dos átomos como das galáxias. O símbolo da Flor da Vida se encontra inscrito nos tetos do Templo de Osíris, em Abidos, no Egito. Sabemos hoje que o símbolo da Flor da Vida também foi encontrado em Massada (Israel), no Monte Sinai, no Japão, China, India, Espanha, entre muitos outros lugares. 

Acima: O Templo de Osíris em Abydos.
A maioria das nossas experiências meditativas centra-se no hemisfério direito do cérebro – o nosso lado intuitivo, emocional e sentimental. Quando meditamos, geralmente, sentimo-nos muito bem. Às vezes, durante as meditações, conseguimos ter visões ou imagens, ouvir sons calmos ou vozes inspiradoras. Todas estas sensações se localizam no lado direito do nosso cérebro; o sentimental e intuitivo que nos conecta com nosso corpo mental superior. 

Qualquer um que tenha tido experiências meditativas, fica com a sensação de ter tido uma experiência maravilhosa, mas mal começa a tomar consciência da realidade, começa a duvidar da validade da experiência que acabou de ter e começa a ter uma conversa do tipo “Nada disso! É tudo imaginação minha isto não pode ser verdade, devo ter inventado estas coisas…”


Acima, a Flor da Vida em desenho no teto do interior do templo de Osíris em Abydos, no Egito. 
O que acontece, é que o lado esquerdo do cérebro, não foi envolvido na experiência, ou seja, o teu lado esquerdo, o teu lado lógico, não teve qualquer envolvimento com o teu lado direito, com o teu lado intuitivo, e por isso não sabe o que fazer com estas experiências. Então, o teu cérebro desata a fazer o que os pensadores, aqueles que têm a mente muito ativa, geralmente fazem, começa a rejeitar as tuas experiências intuitivas utilizando questões puramente lógicas, emocionais e racionais. E como a tua experiência foi puramente sentimental e (abstrata) intuitiva, não tem por isso uma base lógica, racional de sustentação. E é assim que começamos a diminuir as experiências internas que temos, com tanta facilidade. 

Este é só um dos exemplos do que acontece quando os teus dois hemisférios cerebrais não estão a trabalhar em conjunto tal como deveriam. O teu lado lógico mantém-se cético e por vezes até cínico, acerca do valor das experiências que acontecem no teu lado direito ou intuitivo. É como usar só um motor do barco num percurso e, em que, se utilizares os dois motores, chega lá muito mais depressa. 


Crop Circle Flor da Vida feito em 24 de Maio de 2009 em Bishop Cannings, Inglaterra.
Então, significa que existe aqui um desafio a ser superado! Ou seja, temos estas experiências maravilhosas, estes ‘insights’ e visões fantásticas que são potencialmente e extremamente úteis ao nosso progresso e desenvolvimento, mas assim que saímos daquele estado meditativo e começamos a utilizar o lado lógico/esquerdo do cérebro surge a dúvida e os questionamentos. E como é que resolvemos esse impasse? Como conseguiremos ter os dois lados do cérebro funcionando em conjunto e em harmonia? Pois bem, a vossa resposta, está na Geometria Sagrada!

A Geometria Sagrada é basicamente a geometria focada em descrever a criação e/ou consciência; o movimento da consciência pela realidade. E como está em movimento (em vez de apenas se ‘ler’ ou ‘observar’, não é por isso uma atividade estática) apela diretamente ao nosso lado racional do cérebro. Mas a Geometria Sagrada não é algo que se olhe e pense “Sim, já percebi!“, tens mesmo que pegar num lápis, num compasso e em papel e começar a desenhar. É uma experiência quase hipnótica, asseguro-vos. 

E o que acontece quando começas a desenhar é que o teu lado esquerdo do cérebro está envolvido também – e então começas a fazer, a criar algo. É então que se dá a magia! Ao desenhares estas imagens (não só por olhares para elas) começas a aceder à essência da tua/nossa realidade, a base da criação numa linguagem que o teu lado lógico consegue finalmente entender. 

Um Crop Cirle feito com a forma geométrica sagrada
da semente da Vida.
E assim que inicias este processo, começas a permitir ao lado esquerdo do teu cérebro, o racional, a compreender uma explicação lógica para a Unicidade de todas as coisas. E fazes isto porque, em parte, estás a desenhar a realidade, a descrevê-la simplesmente porque estás a usar as formas e figuras construtoras da nossa realidade. Aqui, o teu lado lógico começa a entender! Começa a envolver-se na tua experiência espiritual, e num ápice, tens os dois motores do barco na água e então surge o “equilíbrio” e tudo começa a andar a toda velocidade. 

Ao olhar para a imagem da Flor da Vida pensamos que é demasiado complicada para se desenhar. Mas por agora, olhemos para esta imagem anterior acima e pensemos que ela é a base para muitas outras. O perímetro do quadrado e a circunferência do círculo são (aproximadamente) do mesmo tamanho. Assim, se um dos lados do quadrado for 3 cm, então a circunferência do circulo tem que ter 12cm – o que significa que o raio do círculo seria de 1,9 cm – mas verifiquem por vós mesmos.] 

O Crop Circle de 1997, em Silbury Hill com a
Flor da Vida e sobreposição de um Octahedron,
um sólido platônico.
Quando fiz estes desenhos pela primeira vez, percebi que descreviam a relação entre o círculo e o quadrado, o feminino e o masculino. E mais, descreve a relação num lado bastante masculino, ou seja, através de linhas retas (no lado feminino usam-se as formas curvas). Agora, ao ler o parágrafo acima podes até dizer “sim, isso é verdade”, ou podes agarrar num lápis, compasso e papel e desenhar por ti mesmo. Depois podes começar a sentir a diferença entre olhar para a Geometria Sagrada e praticá-la – “a diferença entre saber o caminho, e caminhá-lo” é enorme. 

Como se pode saber o caminho sem o caminhar? Se o caminho se faz em cada passo que damos? Por isso digo, deixemos fluir a vida, sem pará-la em processos egóticos (puramente mental inferior), porque não saberemos o que temos pela frente se não o vivenciarmos. Nestes desenhos o processo é o mesmo, acontece por vezes ter em mente uma coisa e sai outra totalmente diferente, porque pode haver o envolvimento e a entrega de tal forma, que o resultado é aquilo que os dois lados do cérebro quiserem experiênciar. Assim é a vida também!

Contudo, fazer estes desenhos, não é uma experiência unicamente pertencente ao lado racional e lógico. Formas como o Ovo da Vida (imagens abaixo na figura 7), possuem uma beleza tão grande e universal que apelam à nossa parte mais básica, mais essencial, dentro de cada um de nós. 

Acima: Imagem de apenas UMA Galáxia, a de Andrômeda, vizinha mais próxima da nossa galáxia, com cerca de 1 trilhão de sóis/estrelas, localizada à cerca de 2,5 milhões de anos luz da Terra/sistema solar . Imagem: dailymail.co.uk/sciencetech
Falam do que de mais belo existe dentro de nós, e que está esquecido, mas pronto a ser relembrado uma vez mais. Uma beleza reconhecida intuitivamente, mas também logicamente, e por isso holisticamente. 

Formas e figuras que nos recordam o nosso lugar no universo e a forma como sentimos e entendemos, movimentamos e criamos harmonia no nosso próprio mundo, logo, em tudo o que nos rodeia. São as formas que geram a essência do nosso universo muito particular e do Todo. 
Acima: Nesta Imagem do telescópio espacial Hubble Space Telescope -HST feita do AGLOMERADO de GALÁXIAS Abell 1689, podemos ver o resultado da aplicação pelo Criador do uso da Geometria Sagrada na criação dos universos. São milhares de galáxias SEMELHANTES À DE ANDRÔMEDA em um pequeno conjunto que dá uma ideia da imensidão do Cosmos e das possibilidades que a vida têm para se manifestar…e tem pessoas que ainda pensam que somente na Terra existe vida inteligente… Aglomerado de Galáxias (Galaxy Cluster) Abell 1689HST ACS WFCH. Ford (JHU)

A Criação do Universo e a Geometria Sagrada


Figura 1 – Do vácuo à esfera
Imaginemos que no início tínhamos o vácuo, (o vazio absoluto) a consciência primordial sem forma, chamemos-lhe o Espírito. Com o objetivo de começar a criar, um raio de consciência no vácuo é disparado, primeiro para frente, depois para trás (um eixo), para a esquerda e direita (outro eixo) e por último, para cima e para baixo (terceiro eixo), obtendo-se assim o primeiro desenho da figura 1, isto com a mesma distância nas 6 direções, definindo as coordenadas espaciais (Norte, Sul, Leste, Oeste, Acima e Abaixo e o CENTRO). 

Todos nós temos estes 6 raios sensitivos partindo da nossa glândula pineal (um atravessando o chakra da coroa (o sétimo, o Sahasrara) e pescoço, outro atravessando a nuca e o chakra frontal (Ajna) e um terceiro atravessando os dois hemisférios cerebrais), correspondendo aos três eixos cartesianos x, y, z. Esta capacidade criativa é inata a todos os seres humanos. 

Se unirmos agora as várias direções tal como era feito nas antigas Escolas de Mistério, obtemos um diamante ou retângulo (segundo desenho, ver em perspectiva), após a formação deste quadrado à volta da consciência é disparado um raio de consciência no sentido ascendente, formando uma pirâmide, e um raio de consciência no sentido descendente formando outra pirâmide (terceiro desenho). 

É importante referir que a função piramidal assume uma máxima importância no retorno à Fonte Primordial, o que é amplamente descrito no “Livro do Conhecimento, As Chaves de Enoch”, de J.J.Hurtak, “A inteligência humana deve ser iniciada nas funções piramidais de Luz antes que possa ser promovida à próxima ordem de evolução, à próxima célula (a)temporal consciencial”. 

Como pode ser observado na figura 2 acabamos de obter um octaedro (na forma tridimensional). É importante observar que isto é só a consciência, não existe um corpo no vácuo. Foi simplesmente criado um campo à volta da consciência.

A partir deste momento é possível, pela primeira vez, imprimir movimento, criar energia cinética, ou seja, temos este octaedro base e podemos criar uma distância (afastarmo-nos ou aproximarmo-nos) ou então o criador pode simplesmente permanecer imóvel levando este primeiro octaedro a movimentar-se, passa a haver uma referência no centro do vácuo, logo passam a existir também distâncias. 

Se movimentarmos este octaedro na direção dos vários eixos criamos os parâmetros perfeitos para uma esfera (figura 2), era exatamente isto o que os iniciados no Egito faziam nas suas meditações (quarto desenho da figura 1), tal como na Cabala em que as direções assumem bastante importância para algumas meditações específicas.

Figura 2 – O Octaedro

Todo indivíduo que estuda geometria sagrada está de acordo quanto ao fato de que uma linha reta representa o masculino e uma linha curva representa o feminino (e também de que toda linha é feita de “minúsculos pontos”, que na realidade são micro esferas e …). 

O que os egípcios estavam criando ao realizar esta meditação era passar de uma forma masculina (octaedro) a uma forma feminina (esfera). Isto está diretamente associado à Bíblia e à parábola da separação do feminino (EVA) do princípio masculino (ambos existindo EM EQUILíBRIO na figura do Adam Kadmon, macho e fêmea ao mesmo tempo, ou seja, um ser divino não polarizado, um anjo!!) a partir das “costelas de Adão”, quando a polaridade masculina e feminina surgem.

Tudo o que conhecemos como “realidade” foi uma criação de uma consciência no infinito vácuo, os Hindus chamam-lhe Maya, que significa ilusão, todos nós podemos criar a nossa realidade (sermos deuses co-criadores) e libertarmo-nos de Maya, da ilusão do mundo material. 

Figura 3 – O Padrão da Gênese da Flor da Vida

Partindo desta primeira esfera (com o ponto central) ou bolha no vácuo (primeiro desenho à esquerda da figura 3) o Espírito projeta uma nova esfera (segundo desenho) obedecendo às mesmas regras. Este processo lembra-nos a divisão na Mitose (reprodução assexuada). Temos aqui a associação com o primeiro dia da criação (“Fez-se a Luz”). 

Neste momento encontramo-nos perante um símbolo sagrado muito antigo conhecido como “Vesica Piscis”(figura 4 a seguir) associado ao Cristianismo e também conhecido como o “Peixe de Cristo” (na simbologia e numerologia). 

UMA MERKABAH, dois tetraedros(elemento FOGO)
 entrelaçados, O veículo de luz DE UM SER
HUMANO ASCENCIONADO.
Se considerarmos uma esfera como sendo Deus ou o Céu e uma segunda esfera como a Humanidade ou a materialidade esta intersecção simboliza o Cristo, o portal que une o Céu e a Terra. Este símbolo está intimamente associado à criação da luz, sem ele a luz não seria possível, sem esta imagem geométrica não seria possível, por exemplo, a criação dos nossos olhos, responsáveis pela recepção da luz. 

No segundo dia da criação com uma terceira esfera obtemos o símbolo da Santíssima Trindade (figura 4), a geometria básica da estrela tetraédrica, uma das formas geométricas mais importantes na criação (A forma da Merkabah, o corpo de luz que nos permite voltar ao nosso estado de consciência DIVINO e original). “Quando duas Pirâmides de Luz se unem para formar um Selo de Vishnu, nasce um novo universo estelar de inteligência” (J.J. Hurtak).


Figura 4 – Acima, na água a “Vesica Piscis”

Continuando o movimento matemático da criação vamos chegar ao Sexto dia da criação obtendo-se o símbolo da flor de seis pétalas conhecida como a Semente da vida, o princípio da criação do Universo no qual nós vivemos.




Este primeiro movimento em torno da primeira esfera, representa a primeira rotação ou Padrão da Gênese (os seis dias da criação da Bíblia), ilustrados no quadro de Anarion Macintosh.

Se pegarmos no padrão da Gênese, a primeira forma tridimensional que conseguimos extrair é conhecida como um Tórus (figura 5) , esta forma é obtida a partir da rotação da Semente da vida em torno do seu eixo central (último desenho da figura representa o Tórus visto de cima em duas dimensões). 

Quadro de Anarion Macintosh – A espiral e os seis estágios (os dias da “Criação” no Gênesis) da criação (acrylic on canvas). O universal Padrão da Gênese (Criação) universal.
Foi o matemático Arthur Young que descobriu que esta forma geométrica tem sete regiões conectadas, todas do mesmo tamanho (figura 6), o Tórus representa a forma geométrica base da existência, está presente em todos os planetas, estrelas, galáxias. 


Figura 5 – um Tórus
O nosso planeta é um Tórus com dois pólos magnéticos em comunicação (primeiro desenho com o eixo central e os polos) o que permite as precessões dos equinócios (ponto zero).
Um Tórus exemplificando a conexão entre dois universos, de acordo com a teoria de Einstein-Rosen, sendo o eixo central conhecido como Wormhole (buraco de minhoca)

O Tórus está também presente no corpo humano (como por exemplo o nosso coração que tem sete músculos e sete câmaras formando um Toroidal bombeando sangue para suas sete regiões) e pode ser encontrado em todas as formas de vida existentes. 


Figura 6 – Espiral Tórus com as sete regiões diferenciadas

Se efetuarmos uma segunda rotação (figura 6 a) em torno da Semente da vida, obedecendo às mesmas regras da primeira, vamos chegar a uma segunda figura tridimensional conhecida como o Ovo da vida.


Figura 6-a – rotações

O Ovo da vida representa a estrutura morfogenética (logo após a fecundação do óvulo, ele começa a se subdividir e em dado momento apresenta essa Formação do Ovo da vida (figura 7), em oito esferas aglomeradas) a partir do qual o nosso corpo foi criado. A nossa existência física depende desta estrutura, desde a cor dos nossos olhos ao formato do nosso nariz… 


Figura 7 – Ovo da Vida

Uma forma que também é revelada neste segundo Vortex (rotação) é a Árvore da vida (figura 8) que contém dez círculos que representam os Sefirotes (esferas em Hebraico) na Cabala, 10 aspectos da personalidade sintetizados no Adão Kadmon, o Homem Celeste, Logos. Representa o caminho para iluminação espiritual e um mapa do Universo e da Psique. 


Figura 8 – A Árvore da Vida (e árvore sefirótica da Cabala inserida)

Com uma terceira rotação obtemos um padrão determinante na formação da realidade física.Quando olhamos de forma atenta para a Flor da vida (figura 9) vemos 19 círculos inscritos em dois círculos concêntricos, imagem essa encontrada um pouco por todo o mundo nas várias civilizações, a questão é por que parar nos 19 círculos ? 


Figura 9 – A Flor da Vida e seus dezenove círculos entrelaçados.

Isto se deve à descoberta do próximo componente que era de extrema importância, por essa mesma razão mantiveram-no em segredo. Esse conhecimento era considerado tão sagrado que decidiram não trazê-lo a público, codificando-o.

Se olharmos bem para a Flor da vida nos deparamos com a existência de vários círculos incompletos na periferia (esferas). Tudo o que era preciso era completar estes círculos (técnica antiga para codificar o conhecimento). Se efetuarmos uma quarta rotação torna-se fácil de perceber o padrão misterioso, o Fruto da vida: 


Figura 10 – O Fruto da Vida

Este padrão de treze círculos é uma das formas mais sagradas em toda a existência material. Na Terra é chamada de Fruto da vida (figura 10). O Tórus, o Ovo da vida e o Fruto da vida são os três padrões que nos permitem construir tudo aquilo que conhecemos como realidade tridimensional sem exceção, em todo o universo.


Figura 11 – O Cubo de Metatron
Eis a origem do por que o número treze é sagrado em todas as culturas antigas de nossa civilização. Vivemos em um universo multidimensional que existe em treze diferentes níveis de consciência. Eis a razão do porque de um mestre e doze discípulos. 

O cubo de Metatron representa um de treze sistemas universais de informação contidos no Fruto da vida, nas linhas do Cubo de Metatron podemos facilmente encontrar os conhecidos sólidos platônicos, os tijolos básicos construtores da nossa realidade física da terceira dimensão (figura 11, acima). 



Metatron e seu CUBO, o mundo tridimensional.

O cubo de Metatron demonstra-nos a verdade milenar de que toda a vida emerge, surge da mesma origem, do mesmo centro, da energia única, do Criador primordial. 

Os cinco sólidos platônicos e os cinco elementos, o cubo(Terra) , dodecaedro (O Aether, o elemento primário universal que dá origem a todos os demais e ao Universo “físico”), icosaedro (Água ), octaedro (Ar), a estrela com dois tetraedros superpostos (a Merkabah) e o tetraedro (Fogo).

Foi durante a sua permanência no Egito que Platão afirmou ter recebido conhecimento sagrado (em iniciações) no e do interior das Pirâmides, através dos sacerdotes egípcios. Os cinco sólidos mais tarde apelidados de Platônicos representam na Alquimia os cinco elementos dos quais a nossa realidade material universal é composta. 


Figura 13 – Os dois cubos dentro do Cubo de Metatron

Esfera – Vácuo; Tetraedro – Fogo; Cubo – Terra; Octaedro – Ar; Icosaedro – Água e por fim o Dodecaedro – O Aether, (o Akasha) o elemento primário universal INVISÍVEL que dá origem a todos os demais elementos, aos Universos e ao cosmos inteiro. 

Figura 14 – Os cinco elementos e suas formas geométricas

“Isto não é apenas matemática, círculos ou geometria. Isto é o mapa vivo de toda a criação da nossa realidade.” Drunvalo Melchizedek. (Publicado originalmente em Abril 2013).

Fontes: