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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Aplicativo Registra Anomalia Sobre o Brasil


Nas últimas semanas estranhas anomalias com formatos geométricos perfeitos tem aparecido em radares climáticos pelo planeta e registrado pelo App Windy.

Foi vista sobre o Chile em formato circular, e sobre a Índia em formato retangular e agora sobre o Brasil, em formato circular.



Essas anomalias quase perfeitamente geométricas, tem entre 300km e 700km de diâmetro e aparecem e somem repentinamente.

Seriam essas anomalias, na verdade naves extraterrestres? Pois na mesma anomalia existem diferentes temperaturas, como vemos através das cores, na qual vermelho é mais quente e azul mais frio.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Anomalia do Campo Magnético da Terra está Crescendo.

Por Felipe Miranda.

Existe uma enorme anomalia no campo magnético da Terra, bem acima de uma região da América do Sul, e também pega uma parte da África, como você pode ver na imagem acima. 

A anomalia, que está crescendo, é monitorada pela NASA. Isso, é claro, não significa o apocalipse, mas não deixa de ser um problema. Pode ser algo bastante ruim, principalmente se continuar crescendo. 

Uma anomalia do campo magnético da Terra significa que, naquela região, a intensidade do campo é menor. E você deve estar pensando: “mas por que isso me afetaria, se eu nem ligo pra esse campo magnético?”.

Bom. O campo magnético é, basicamente, uma das características da Terra mais importantes para possibilidade da existência da vida, por dois trabalhos principais que esse campo desempenha. 

O primeiro é que o espaço é muito radiativo. Somos bombardeados por radiação solar e de diversos outros locais. O campo magnético barra grande parte dessas ondas eletromagnéticas, que em excesso podem ser muito prejudiciais para os seres humanos.

O segundo papel também tem a ver com isso. Esses raios perigosos são chamados, na física, de raios ionizantes. Isso significa que eles são capazes de transformar um átomo em um íon, ou seja, retirar elétrons do átomo.

Além de serem cancerígenos (por isso os raios ultravioleta são perigosos), eles podem destruir a atmosfera. E é por isso que Marte só tem !% da densidade da atmosfera terrestre – seu campo magnético já se foi. 

O campo magnético é formado com a movimentação do ferro e níquel dentro da Terra. Marte é quase dormente nesse quesito, e seu quase insignificante campo magnético é gerado pelas interações dos próprios ventos solares.


 Observações da NASA 

Uma das maiores preocupações com relação aos ventos solares é sobre a tecnologia. Os equipamentos eletrônicos poderiam ser destruídos no caso de uma tempestade solar muito forte – e os satélites seriam os mais afetados. Esse deve ser, portanto, o principal motivo que leve a NASA a ficar tão atenta.

Para entender o enfraquecimento, devemos nos aprofundar um pouco mais nos assuntos. Ali em cima eu havia falado que é o ferro e o níquel que geram o campo magnético, correto? Bom, isso não está totalmente correto.

“O campo magnético é na verdade uma superposição de campos de muitas fontes atuais”, explica em um comunicado o geofísico Terry Sabaka, da NASA. Ele se refere às outras fontes de magnetismo.

Conforme o Serviço Geológico do Brasil, outras fontes, como os próprios ventos solares, rochas magnetizadas na superfície da Terra, por exemplo, correspondem a cerca de 10% do campo magnético da Terra.

E é esse o ponto. O campo dipolo, ou seja, aquele campo causado pelo ferro e níquel derretido, pode estar se enfraquecendo. “A SAA - (South Atlantic Anomaly) - observada também pode ser interpretada como uma consequência do enfraquecimento da dominância do campo dipolo na região”, explica Weijia Kuang. 


A perturbação parece estar se dividindo em duas bolhas. Um estudo recente percebeu que isso pode ser os primeiros sinais de um fenômeno recorrente: a inversão magnética, conforme o Science Alert.

A inversão magnética ocorre quando os pólos magnéticos de invertem ao ponto de o sul ficar onde hoje é o norte magnético, e já estamos vendo essa mudança lentamente. Entretanto, essa anomalia pode significar uma mudança mais rápida do que esperamos, gerando diversas instabilidades no campo magnético.

Fonte


segunda-feira, 2 de março de 2020

Árvore Frutífera da Época Romana revive com Sementes de 2.000 anos.

Os cientistas conseguiram esse feito cultivando plantas a partir de sementes de tamareira que estavam entre ruínas e cavernas no sul de Israel.


Os cientistas conseguiram esse feito cultivando plantas a partir de sementes de tamareira que estavam entre ruínas e cavernas no sul de Israel.

Esse feito notável pra história da ciência e da natureza confirma a viabilidade a longo prazo dos grãos, uma vez instalados nas datas propícias da Judeia, uma variedade de frutas que foram perdidas durante séculos.

A partir desses brotos de tamareiras, os cientistas começaram a descobrir os segredos das práticas de cultivo altamente sofisticadas que produzidas na época por nomes como Heródoto, Galeno e Plínio, o Velho.

“O presente estudo lança luz sobre as origens da palmeira da Judeia, que sugere que seu cultivo, que se beneficiou de populações orientais e ocidentais geneticamente distintas, surgiu de variedades orientais locais ou introduzidas, que foram cruzadas com variedades ocidentais”, escreveram os pesquisadores em artigo publicado.


“Essas descobertas são consistentes com a localização da Judeia entre as áreas de diversificação de tamareiras de leste a oeste, os antigos centros de cultivo de tamareiras e o impacto das rotas de dispersão humana nessa encruzilhada de continentes”.

Encontradas em uma antiga fortaleza do palácio construída pelo rei Herodes, o Grande, e em cavernas localizadas no sul de Israel, entre as colinas da Judeia e o Mar Morto, os arqueólogos recuperaram centenas de sementes da tamareira.

Eles selecionaram 34 sementes que consideravam as mais viáveis para serem cultivadas hoje em dia. Uma foi separada para controle[, enquanto as outra 33 restantes foram embebidos cuidadosamente em água e fertilizante para estimular a germinação.

Após esse processo, foi descoberto que mais uma semente foi danificada e posteriormente acabou sendo descartada; As 32 sementes restantes foram plantadas.


Destas, seis das sementes germinaram com absoluto sucesso. Elas receberam os nomes de Jonas, Uriel, Boaz, Judite, Ana e Adão. (Uma tentativa anterior de Sallon e seus colegas publicada em 2008 produziu uma única prole; e foi chamada Matusalém).

Com as plantas em mãos, os cientistas agora podem realizar testes e análises que eles não puderam realizar antes.

Primeiro, eles coletaram fragmentos das cascas das sementes que ainda se agarravam às raízes das plantas. Elas eram perfeitas para a datação por radiocarbono, o que confirmou que as sementes datam de 1800 a 2400 anos atrás. Muitos anos, né?

Em seguida, os pesquisadores utilizaram as sementes para realizarem análises genéticas das próprias plantas, comparando-as com um banco de dados genético das palmeiras atuais. Isso mostrou trocas de material genético das palmas das mãos do leste do Oriente Médio e das palmas do oeste do norte da África.

Isso sugere práticas agrícolas sofisticadas na época: reprodução deliberada para introduzir características desejáveis ​​nas árvores cultivadas.

“Vários tipos de datas na Judeia também são descritos nos tempos antigos, incluindo a variedade excepcionalmente grande ‘Nicolai’, que mede até 11 centímetros (4,3 polegadas).”

De fato, os pesquisadores descobriram que as sementes velhas eram até 30% maiores e que provavelmente significava que a fruta também era maior.

E, claro, há a germinação aparentemente milagrosa após tantos tempo passado. Como qualquer um que compra sementes para o seu jardim sabe, as sementes se deterioram com o tempo; Quanto mais tempo você tiver um pacote de sementes armazenado, menos ele germinará quando até finalmente o plantar.

Se os cientistas descobrirem como as sementes mantêm sua viabilidade por tanto tempo, isso pode ter implicações importantes para a agricultura do mundo e para novas práticas.

As florestas de tâmaras, outrora ricas, declinaram gradualmente após a queda do Império Romano. A Judei ainda poderia ter sido cultivada no século 11 A.C, disseram os pesquisadores, mas certamente no século 19, as florestas haviam desaparecido completamente.

Agora, essas famosas aldeias podem reaparecer, pelo menos para fins científicos.

“À medida que novas informações são encontradas sobre características específicas associadas aos genes (por exemplo, cor e textura da fruta), esperamos reconstruir os fenótipos dessa tamareira histórica, identificar regiões genômicas associadas a pressões de seleção na história evolutiva. recentemente e estudar as propriedades e datas produzidas com o uso de mudas velhas masculinas para polinizar fêmeas velhas”, escreveram os pesquisadores.

“Ao fazer isso, entenderemos mais completamente a genética e a fisiologia da tamareira antiga da Judeia, uma vez cultivada nesta região”.

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A Lua de Saturno Titã é Coberta por Material Orgânico, diz Estudo.

Ao mapear a superfície de Titã com dados da missão Cassini, os cientistas descobriram que a lua é coberta por material orgânico.


Por Giovane Almeida.

Titã, a segunda maior lua do Sistema Solar, está literalmente envolta em mistério. Uma espessa camada de nuvens opacas de metano obscurece a superfície da lua e impede uma análise aprofundada de suas importantes características geológicas. Mesmo assim, os cientistas foram capazes de observar através das nuvens, graças à missão Cassini, e descobriram que a superfície de Titã é composta por materiais orgânicos.

A sonda orbitou Saturno entre 2004 e 2017 e passou por Titã mais de 120 vezes. Graças a essas repetidas visitas, os instrumentos da Cassini tiveram tempo de examinar as características de Titã, resultando no primeiro mapa geológico global do mundo gelado e estranho.

O mapa, publicado na Nature Astronomy, identifica seis características-chave (ou “unidades geológicas”): planícies, dunas, terreno montanhoso (pequenas montanhas), lagos, labirintos e crateras. A superfície de Titã é repleta de planícies nas latitudes médias, que representam aproximadamente 65% da área total mapeada. As dunas abrangem o comprimento do equador, enquanto os polos abrigam os estranhos lagos de metano.

Os autores observaram que a maioria dos lagos de Titã está situada no polo norte, enquanto o polo sul parece relativamente seco. Isso pode ser o resultado de ciclos climáticos globais, e as características distintas em Titã sugerem que há vários processos agindo na superfície da lua, controlados pelo clima, estações e elevação.

“A maior parte da superfície é coberta por materiais orgânicos, particularmente as planícies (65%) e dunas (17%). Estes são formados, pensamos, por materiais orgânicos que caem da atmosfera e são movidos pelo vento. Então isso nos diz que os ventos foram muito importantes para moldar a superfície de Titã”, disse Rosaly Lopes, autora do estudo e pesquisadora sênior do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

A NASA divulgou o mapa completo, com as principais características geológicas. Veja abaixo:


Titã é uma Terra bizarra, o que levanta algumas perspectivas tentadoras: poderia abrigar vida? E quão diferente seria essa vida, graças ao incomum ciclo de metano da lua? A vida, tendo substituído o oxigênio pelo metano, poderia estar prosperando em Titã? Essas são apenas algumas das perguntas que a NASA espera responder no futuro.

A agência planeja retornar à Titã em 2034 com a missão Dragonfly, que lançará um drone na superfície da lua. O drone será o primeiro veículo voador da NASA a realizar uma missão científica em outro mundo. Ele será capaz de decolar e pousar na paisagem de Titã, e a NASA espera percorrer aproximadamente 175 quilômetros durante um estudo inicial de 2,7 anos.

“A missão da Cassini revelou que Titã é um mundo geologicamente ativo, onde hidrocarbonetos como metano e etano assumem o papel que a água tem na Terra”, disse David Williams, geólogo planetário da Universidade Estadual do Arizona e coautor do estudo em um comunicado de imprensa. “Esses hidrocarbonetos chovem na superfície, fluem em córregos e rios, se acumulam em lagos e mares e evaporam na atmosfera. É um mundo bastante surpreendente!”, contou o pesquisador.


A Terra poderá viver ‘mini Era Glacial’ na década de 2030, Segundo Cientistas

Pesquisadores do País de Gales preveem forte diminuição na atividade solar entre 2030 e 2040.

O inverno de Boston, no estado americano de Massachusetts, em janeiro deste ano: astrônomos acreditam que Terra terá Era Glacial moderada em 2030 Foto: BRIAN SNYDER / REUTERS

LLANDUDNO, País de Gales — O planeta Terra pode entrar em uma pequena Era Glacial a partir de 2030, segundo cientistas do Reino Unido. Atualmente, os astrônomos conseguem prever os ciclos do Sol com uma precisão muito maior do que era possível algumas décadas atrás. E agora um novo modelo de previsão da atividade solar, apresentado pela professora Valentina Zharkova na semana passada durante o Encontro Nacional da Real Sociedade de Astronomia em Llandudno, no País de Gales, indica uma forte queda nesta atividade nos anos 2030, provocando um moderado resfriamento da Terra.

As condições previstas pelo novo modelo não são experimentadas pela Terra desde a última “mini Era Glacial”, registrada entre 1645 e 1715 e que ganhou o apelido de de Mínimo de Maunder, um período em que as temperaturas ficaram abaixo da média em toda a Europa. Em 1843, os cientistas descobriram que a atividade do Sol varia ao longo em ciclos de 10 a 12 anos entre seus picos de atividade mínima e máxima. As flutuações no total de radiação solar recebida pela Terra dentro deste período, no entanto, são difíceis de se prever.

Os cientistas acreditam que essas variações sejam causadas pelo efeito de dínamo gerado pelo constante movimento dos fluidos próximos ao núcleo do Sol. A equipe liderada pela professora Valentina percebeu, porém, que, ao adicionar um segundo dínamo alimentado pelo movimentos dos fluidos mais próximos da superfície do astro, aumentando a precisão dos modelos de previsão do comportamento solar.

- Encontramos componentes de ondas magnéticas se originando em duas camadas diferentes no interior do Sol. Ambas tem uma frequência de aproximadamente 11 anos, embora elas sejam sutilmente diferentes, o que faz com que fiquem fora de fase com o tempo - diz Valentina. - Ao longo destes ciclos, estas ondas flutuam entre os hemisférios Sul e Norte do Sol. Combinando estas duas ondas e comparando com dados reais do atual ciclo solar, mostramos que nossas previsões têm uma precisão de 97% .

Assim, as previsões para os próximos ciclos solares indicam que estas duas ondas vão ficar cada vez mais fora de fase, isto é, com o vale de uma “casando” com o pico da outra, se contrabalançando, durante o chamado Ciclo 25, que atingirá seu pico em 2022. Já durante o Ciclo 26, que cobre a década de 2030 a 2040, estas duas ondas estarão exatamente fora de fase, com uma onda geradora de atividade anulando a outra e levando a uma redução significativa da atividade solar.

- No Clico 26, as duas ondas vão se espelhar, atingindo o pico ao mesmo tempo em hemisférios opostos do Sol - explica Valentina. - A sua interação será disruptiva, isto é, elas vão quase cancelar uma a outra. Efetivamente, quando estas ondas estão aproximadamente em fase, elas podem mostrar um grande interação, ou ressonância, e termos uma forte atividade solar. Já quando elas estão fora de fase, temos os mínimos solares. E quando a uma separação total de fases, temos condições vistas pela última vez durante o Mínimo de Maunder, há 370 anos.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Jovem Mexicano Cria Torres que Purificam o Ar com a Mesma Eficiência de 360 Árvores

Um jovem mexicano desenvolveu uma torre autossustentável com microalgas capaz de filtrar o ar. A torre realiza o trabalho de 360 árvores.


Carlos Monroy Sampieri, inventor do equipamento, conta que as torres equipadas com microalgas podem filtrar o ar contaminado com dióxido de carbono e convertê-lo em oxigênio com a mesma eficiência das plantas terrestres e sua fotossíntese.


Como funcionam as BIOURBAN?

Batizadas de BIOURBAN, elas operam a partir de um sistema de biofiltração de poluentes atmosféricos, capturados e filtrados por microalgas. Instaladas em grandes centros urbanos e distritos industriais, as torres podem ser a chave para a melhora da qualidade do ar.

Além disso, durante esse processo, as torres ejetam biomassa que pode ser usada para fabricar biocombustível ou compostos químicos.

As “biourbans” são equipadas com sensores que monitoram a qualidade do ar e são autossustentáveis, uma vez que funcionam com energia solar. Outro ponto positivo é o baixo impacto ambiental necessário para sua construção.

“Válido ressaltar que os filtros contém algas, organismos fotossintéticos muito comuns e populosos em nosso planeta. A tecnologia é delas, e já existe há muito tempo. Estamos apenas replicando em maior escala para o bem comum. Não desejamos alterar a pegada ambiental”, disse Carlos Monroy ao site de notícias Tecnológico Monterrey.


Novos lançamentos à vista

Por meio de sua recém-fundada empresa Biomitech, o jovem empreendedor pretende lançar quatro modelos de torres em breve: para uso doméstico, para uso em pequenas empresas, para complexos industriais e para locais públicos, como praças e ruas.

Por sua invenção, Monroy ganhou o prêmio de inovação Heineken Green Challenge, entregue durante o festival de empreendedorismo INCMTY 2018, realizado no México.

Você conhece o VOAA? VOAA significa vaquinha online com amor e afeto. E é do Razões! Se existe uma história triste, lutamos para transformar em final feliz. Acesse e nos ajude a mudar histórias.


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Egípcios Plantam Floresta no Deserto Usando Águas de Esgoto [VÍDEO]

O trabalho teve início na década de 90, com o intuito de promover a ecologização de 36 pontos diferentes no deserto. A floresta Serapium é um dos frutos deste trabalho.


Plantar árvore no deserto já soa estranho, usando efluente de esgoto fica ainda mais confuso. Mas, essa é a estratégia usada por um programa de pesquisa no Egito. O trabalho teve início na década de 90, com o intuito de promover a ecologização de 36 pontos diferentes no deserto. A floresta Serapium é um dos frutos deste trabalho.

O processo de florestamento está localizado em uma bacia de drenagem para efluentes de esgoto a duas horas de Cairo. O local recebe o esgoto de mais de 500 mil habitantes, tornando-o ideal para abastecer todo o plantio que cresce em suas margens.


Os pesquisadores criaram um modelo de floresta que mescla espécies nativas e exóticas de grande valor, como o eucalipto e o mogno. O solo é coberto por folhas e possui tubos de irrigação que levam água e nutrientes às árvores. O abastecimento é feito duas vezes ao dia e cada árvore recebe, em média cinco litros de água.

Como este é um recurso escasso no deserto nada de água potável é usado no processo. Todo o sistema é abastecido com os efluentes de esgoto, que passam por duas fases de tratamento antes de serem liberados na plantação. Na primeira etapa são retirados os resíduos sólidos e na segunda são incluídos micróbios e oxigênio, para decompor os materiais orgânicos.

O que chega às árvores é um líquido com alta concentração de fosfato e composto de azoto, que funcionam como excelentes fertilizantes naturais. Por conta disso, o processo deixa o crescimento das árvores muito mais rápido do que o tradicional, mesmo estando em condições climáticas tão adversas. Um eucalipto, por exemplo, leva 15 anos para crescer no Egito e alcançar o mesmo tamanho que na Alemanha levaria, em média, 60 anos.

Apesar de ser um processo com alto teor de nutrientes para o solo, ele não é adequado para o cultivo de alimentos. Neste caso, os efluentes teriam que passar por uma terceira fase de tratamento antes de seu usado nas hortas. Mas, esta é uma opção para tornar o deserto uma área produtiva, elevando a economia local, ao mesmo tempo em que colabora para o controle da desertificação. Já que, segundo a Organização para a Alimentação e Agricultura da ONU, a FAO, considera que os desertos se espalham a um ritmo de 23 hectares por minutos.

Para conhecer mais sobre este processo, assista ao vídeo abaixo, produzido pela agência alemã Deutsche Welle:

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Chimpanzés Declararam Guerra aos Humanos em Uganda


No oeste de Uganda, perto do lago Alberto, os chimpanzés selvagens desencadearam uma guerra territorial real contra colonos humanos.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou o braço, abriu o estômago e removeu os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

Esquerda: Teddy Atuhaire tinha quatro anos na vila Mukichanga, quando um chimpanzé entrou na casa enquanto sua mãe estava fora e levou Teddy para uma árvore. O chimpanzé cortou sua cabeça, quebrou tanto o braço que precisou ser amputado e a deixou cair. Os anos de recuperação foram difíceis. Com seus pais mortos, seus irmãos mortos ou desaparecidos, ela vive de trabalho ocasional e cuida de suas tias.
Direita: Alguns moradores colocam armadilhas na floresta para prender antílopes, porcos do mato e outros animais como alimento. Os chimpanzés, apesar de um tabu em Uganda contra comê-los, tornam-se vítimas não intencionais. Cerca de um terço dos chimpanzés de uma comunidade do Parque Nacional de Kibale sofreu ferimentos na armadilha, incluindo este jovem macho, conhecido pelos pesquisadores como Max, que perdeu os dois pés.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

As áreas em laranja delimitam o território dos chimpanzés. O quadrado mostra a área onde a maioria dos ataques tem ocorrido.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Uma lástima o que está ocorrendo em Uganda e em outros lugares do mundo, com animais perdendo seus habitats. Nós humanos precisamos encontrar um equilíbrio entre nossas necessidades e a dos animais, antes que seja tarde demais.


domingo, 10 de novembro de 2019

Novo TETO SOLAR da TESLA será Tão Barato Quanto um Telhado de Telha


Segundo o CEO da Tesla , Elon Musk, as novas telhas solares da empresa serão acessíveis para o proprietário médio. Musk diz que elas terão aproximadamente o mesmo custo que o telhado de telha típico.

O produto foi anunciado inicialmente em 2017 e a empresa deveria começar a construí-los no ano seguinte, em 2018, mas sua produção foi adiada por dois anos consecutivos.

Segundo Musk, isso se deve ao fato de que ele queria ter certeza de que era o melhor produto possível para o mercado e que duraria 30 anos sem precisar de substituição.


Como esses objetivos eram altamente ambiciosos, foi um processo muito desafiador para concluí-los. Musk explicou que é um problema de difícil tecnologia ter uma célula solar bonita e integrada com uma telha, que durasse 30 anos e o tornasse um dos telhados mais baratos disponíveis.

Sua durabilidade será garantida por toda a vida e será gerada por até 30 anos.

Além disso, Musk prometeu reduzir seu custo para coincidir com o de um telhado de telha, o que significa uma grande redução de preço; portanto, se ele tiver sucesso, isso mudaria o jogo no mercado e afetaria positivamente o setor de construção de casas.

Ou seja, há dois anos, um proprietário típico teria que pagar US $ 21,85 por pé quadrado por um telhado solar Tesla, enquanto esta versão avançada, o novo Solar Roof V3, que vem com uma garantia vitalícia da casa e uma garantia de geração de energia de 30 anos , estima-se que seja mais barato do que um telhado não solar de estilo semelhante ou se pague virtualmente através da economia de eletricidade.

Além disso, para aumentar a implantação, o tempo de instalação precisa ser reduzido. Ou seja, quando eles lançaram o novo produto inicialmente, a Tesla disse que demoraria aproximadamente o mesmo tempo para instalar um telhado comum, que normalmente é de 5 a 7 dias, mas no início deste ano, descobriu-se que sua instalação ainda estava demorando cerca de 2 semanas.

De acordo com dados de 2016 da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), a energia solar já se tornou a maneira mais barata de gerar energia, e a Agência Internacional de Energia estimou que será a principal fonte de energia do mundo até 2050.

A energia solar é um suprimento ilimitado, por isso pode fazer com que os preços da energia caiam tão baixo que qualquer pessoa possa pagar, e à medida que ela é desenvolvida e aperfeiçoada, a tecnologia para aproveitar a eletricidade do sol continuará a ficar mais barata.

Pesquisadores da IBM desenvolveram o novo sistema Térmico Fotovoltaico de Alta Concentração (HCPVT), que tem um desempenho muito melhor do que os atuais painéis solares convencionais, e os engenheiros afirmam que ele pode aumentar a energia do sol em 2000-5000 vezes.

Ele funciona usando centenas de células solares incrivelmente pequenas, que são constantemente resfriadas para gerar mais energia do que os painéis comuns, sem desperdiçar o excesso.

A Comissão Suíça de Tecnologia e Inovação ofereceu uma doação de US $ 2,4 milhões para apoiar o desenvolvimento deste projeto, e os pesquisadores esperam que um dia essa tecnologia possa se tornar uma maneira gratuita de alimentar o mundo.

Fontes:

Taturana Brasileira tem Veneno Capaz de Matar uma Pessoa

Contato com a espécie pode causar hemorragias internas e o soro produzido no Brasil é o único antídoto no mundo.

Lonomia obliqua vive em comunidade em árvores — Foto: Roberto Moraes/ Instituto Butantan

O Instituto Butantan alerta para os perigos do contato de pessoas com os “espinhos” envenenados de taturanas (ou lagartas) do gênero Lonomia, que apenas em 2017 foram responsáveis por 741 acidentes no país, de acordo com o Ministério da Saúde. O contato com a grande maioria das lagartas provoca dor e queimação, com inchaço e vermelhidão no local atingido. Porém, o acidente com a Lonomia pode causar uma síndrome hemorrágica, com sangramento na gengiva e na urina, até complicações graves como a insuficiência renal aguda, provocando a morte na falta de um tratamento correto.

Pesquisadores extraem o veneno da tarturana para produzir soro — Foto: Letícia Delphino/ Instituto Butantan

Atualmente, o tratamento disponível para reverter os efeitos do envenenamento é a utilização do soro antilonômico produzido pelo Instituto Butantan desde 1994, único produtor do medicamento no mundo. O soro é obtido a partir do próprio veneno da Lonomia, em um processo no qual animais são imunizados com antígenos específicos e preparados com a toxina da lagarta.

Para manter a disponibilidade do medicamento, o Instituto recebe a cada ano uma quantidade suficiente dessas lagartas por meio de parcerias com secretarias de saúde da região Sul do país, geralmente entre os meses de dezembro e fevereiro. “Existe uma cadeia de participação para a produção do soro que envolve a população, órgãos de saúde e o Instituto Butantan. Tudo isso para viabilizar o soro”, explica Fan Hui Wen, gestora de projetos do Núcleo Estratégico de Venenos e Antivenenos do Butantan.

“Na medida em que divulgamos a existência dessas lagartas consequentemente se estabelecem ações de prevenção”, explica a médica do Butantan.

Contato com a taturana Lonomia obliqua pode causar síndrome hemorrágica — Foto: Adriano Dias/ Instituto Butantan

Sobre a espécie

A Lonomia é um inseto em fase larval que possui quatro estágios de desenvolvimento – ovo, lagarta, pupa e mariposa – frequentemente encontrada nos períodos de calor e chuva em troncos de árvores, camufladas e agrupadas em colônias. Somente na fase de larval a lagarta possui cerdas “espinhudas” que contêm um veneno que, em contato com a pele, causa “queimaduras”, dor local e sangramentos. Os acidentes com Lonomia nem sempre causam envenenamento e a gravidade do caso depende da quantidade de lagartas que a pessoa tocou e o quanto de veneno foi inoculado a partir do contato, se foi um contato leve ou se houve pressão sobre as cerdas.

O encontro da lagarta com o homem deve-se provavelmente ao desmatamento e é facilitado pela existência de moradias próximas à ilhas de mata nativa, inclusive no meio urbano.

Taturana é quase imperceptível em tronco de árvore — Foto: Divulgação Instituto Butantan

Desmatamento

Os motivos da expansão populacional da taturana Lonomia obliqua foram identificados pelo pesquisador Roberto Henrique Pinto Moraes já em 2002. “O desmatamento é o responsável pelo aumento populacional da taturana; o número de acidentes é consequência”, afirmou Moraes, em reportagem divulgada pela Universidade de São Paulo (USP) em 2003.

A extinção de predadores naturais é a causa do aumento das taturanas — Foto: Divulgação Instituto Butantan

Diminuição de predadores explica avanço da taturana

Outra razão para o aumento da população da taturana do gênero Lonomia é a extinção de um ou mais de seus predadores naturais. O principal deles é uma mosca da família Tachinidae. Ela deposita cinco ou seis ovos. Outro predador é o vírus loobMNPV, nocivo apenas para a Lonomia obliqua. Entre os motivos de extinção dos predadores estariam o desmatamento e o uso de agrotóxicos nas plantações. “Para reduzir acidentes o melhor é a conscientização. Conhecer a lagarta e saber como evitá-la”, alerta Moraes


quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O Relatório Secreto sobre o Clima e o Maior Pesadelo da Humanidade.


Por Rui Palmela.

Para quem não sabe, existe um Relatório Secreto do Pentágono, dizendo que o Mundo atravessará um período de grandes transformações devido a catástrofes e calamidades nunca vistas pelas alterações climáticas bruscas que poderão ceifar a vida de milhões de pessoas, associado a guerras e conflitos generalizados numa luta desigual pela sobrevivência.

Esse documento oficial na posse do Governo dos EUA acabou por transpirar para a imprensa e a revista norte-americana Fortune o publicou pela 1ª vez no dia 9 de Fevereiro de 2004, tendo causado grande preocupação.

O relatório foi pedido por Andrew Marsahll, influente Conselheiro de Defesa do Pentágono nas últimas três décadas, e baseia-se em estudos científicos minuciosos realizados nos últimos anos para tentar prever grandes catástrofes naturais desencadeadas pelo homem com sua forma de Civilização, porquanto agride e destrói a Natureza a um ritmo nunca visto sofrendo as consequências de suas loucuras, ganância e ambição.

O título desse trabalho é Climate Collapse, The Pentagon’s Weather Nightmare (Colapso climático, o pesadelo do Pentágono) e o articulista David Stipp afirma mesmo que as mudanças que seriam impossíveis de prever há alguns anos atrás são agora bem reais e em menos de uma década, «o clima no mundo pode virar como uma canoa que se inclina pouco a pouco até emborcar de repente»... A previsão é que essa mudança brusca poderia ocorrer entre 2010 e 2020.

Em 22 de Fevereiro/2004, a revista britânica Observer também publicou as informações do Pentágono que acabaram por ganhar repercussão internacional, visto que veio corroborar a primeira publicação reforçando assim o já anteriormente anunciado. Aos poucos, os responsáveis que elaboraram esses estudos vieram a público manifestar-se confirmando tudo, o que provocou a crítica de alguns sectores da sociedade norte-americana e europeia que ficaram irritados com o facto do Governo dos E.U.A ter escondido essas informações por muito tempo até que a imprensa as descobrisse.

Também no Brasil a coisa foi explorada na revista Carta Capital de 3 de Março do mesmo ano, onde Peter Schwartz (consultor da CIA) e Doug Randall (da Global Business Network) afirmam que... «a mudança climática deveria ser elevada além do debate científico para uma preocupação mundial e da própria segurança nacional norte-americana». Os autores do relatório asseveram mesmo que... «um cenário de mudanças climáticas catastróficas e iminentes é plausível e desafiaria a segurança nacional norte-americana de maneira que deveriam ser imediatamente consideradas». Os dois previram enchentes generalizadas em algumas partes do Mundo a partir de 2005 (o que efetivamente se tem verificado) e o nível das águas dos Oceanos subiria 6 ou 7 metros devido ao degelo polar, o que poderá ter proporções calamitosas para milhões de pessoas.

"As guerras futuras serão travadas por sobrevivência", diz o Relatório que traça um cenário avassalador para o futuro da Humanidade. Chuvas torrenciais cairão em muitos lugares destruindo barreiras, podendo mesmo tornar inabitável parte da Holanda que terá de reforçar seus diques. O mesmo sucederá ao Bangladesh que poderá ficar submerso devido ao aumento do nível do mar que contaminará também seus suprimentos de água doce.

Cientistas de renome internacional visitaram a Casa Branca para exporem seus temores sobre os efeitos do «Aquecimento Global», já que na tal reportagem na revista Carta Capital, segundo os investigadores, «até 2020 faltas catastróficas de água e energia vão se tornar cada vez mais difíceis de superar e causarão guerras em redor do mundo... É uma coisa deprimente, a ameaça à segurança é única porque não existe um 'inimigo' para apontar nossas armas e não temos controle sobre a situação».

O sombrio relatório termina com previsões apocalípticas, e refere algumas zonas do globo mais susceptíveis de serem afetadas, como a República das Maldivas, a América Central, a América do Norte e do Sul, parte da Europa, África, Ásia e Oceania.

Com o derretimento das geleiras do Ártico já tão nítido nos nossos dias, a água doce será libertada juntamente com a chuva intensificada pelo "Aquecimento Global" e será misturada à corrente do Golfo, reduzindo a salinidade deste. Assim... «a corrente, hoje submarina, seria retida na superfície e perderia o seu ímpeto, travando a 'correia' transportadora que conduz calor das Caraíbas para a Europa Ocidental». O resultado disso seria pois que os Icebergs chegariam à costa de Portugal e a Europa congelaria. Em 2020, a temperatura média já teria caído 3 graus na maior parte do Hemisfério Norte.

Outras previsões dão conta que... «uma redução significativa na capacidade do planeta em sustentar a sua população atual ficará evidente nos próximos 20 anos», pois haveria um aumento de 33% das temperaturas de verão nalguns países, prevendo-se que «o clima começará a perturbar a economia à medida que chuvas diluvianas, secas e ondas de calor tragam o caos à agricultura».

Não há duvida que tudo isto vem ao encontro daquilo Jesus Cristo profetizou no seu Sermão dizendo que viriam "dias de Noé" sobre a nossa civilização, porquanto é certo que já se observam o degelo polar que se acelera e vai aumentar o nível das águas do mar, a par de fenômenos climáticos nunca vistos que tendem a agravar-se não só pelo famigerado "Aquecimento Global" como pela própria mudança do eixo da Terra que ocorre ciclicamente e coincide sempre com a Degeneração geral da espécie humana, sendo verdade que esta já afetou mais o planeta nas últimas décadas do que em milhares de anos de evolução, e a história se repete na atual geração. A última vez que aconteceu foi no tempo da lendária Atlântida quando esta submergiu sob as águas do Dilúvio.

Naquele tempo foram os sacerdotes que avisaram sobre o que sucederia e o povo não prestou qualquer atenção e se continuava corrompendo de tal modo que atingiu o limite de sua própria Degeneração, até que veio o Dilúvio e os apanhou a todos, tal como se descreve no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis. Agora, são os próprios cientistas que alertam todos os governantes do planeta que já têm consciência do que se passa e sabem da gravidade da situação, mas se preocupam mais com as questões politicas, econômico/financeiras e tardam em tomar medidas ou decisões que minimizem os riscos e protejam as populações. Na verdade os homens fazem ainda "olhos cegos" e "ouvidos moucos" e nem a Ciência se faz ouvir até ao dia em que o mundo sofrerá de novo uma Grande Transformação.

Pausa para reflexão!


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Fungo Alucinógeno leva Cigarras a Copularem até Perderem os Genitais


Cigarras infectadas por um fungo psicodélico são transformadas em "zumbis sexuais". O fenômeno foi observado por cientistas da Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos. Os insetos afetados pela substância entram em um frenesi e copulam até seus genitais serem destruídos.

Os pesquisadores já haviam identificado o comportamento inusitado dessas cigarras infectadas, mas não sabiam exatamente quais substâncias provocavam a "orgia" entre os insetos. Agora, eles identificaram traços de anfetaminas e alucinógenos no fungo Massopora. Alguns desses componentes são semelhantes aos presentes em cogumelos alucinógenos.

As cigarras contaminadas passam a desenvolver um comportamento hiperssexual, esfregando seus genitais até que eles literalmente caiam. “Elas se tornam apenas zumbis, já que o fungo passa a ter controle sobre seus corpos”, disse Matt Kasson, um dos autores do estudo. Até mesmo insetos do mesmo sexo começam a copular entre si.

As cigarras entram em contato com o fungo no subsolo, onde passam de 13 a 17 anos antes de emergirem à superfície como adultos, disse Kasson. Depois, o fungo é transmitido sexualmente entre elas. Os cientistas planejam resequenciar o genoma do fungo e analisar a expressão gênica em cigarras saudáveis e infectadas para entender melhor os aspectos genéticos da descoberta. De acordo com Kasson, o estudo pode servir para o desenvolvimento de novos medicamentos pela indústria farmacêutica.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Campo Magnético Terrestre Está se Comportando Erraticamente e Não Sabemos o Porquê


Algo estranho está acontecendo no topo do planeta: o polo magnético norte da Terra está se afastando do Canadá em direção à Sibéria, provavelmente impulsionado pelo fluxo de ferro líquido dentro do núcleo da Terra.

O campo magnético terrestre está constantemente em movimento, mas esse comportamento recente é totalmente errático.

Os especialistas não têm certeza do que está acontecendo. De acordo com um novo estudo, o movimento poderia ter algo a ver com as ondas hidromagnéticas das profundezas do núcleo do planeta, ou com um jato rápido de ferro líquido.

O que eles sabem é que o Modelo Mundial Magnético (MMM), uma representação do campo magnético global que suporta a navegação, precisa urgente de uma atualização.


Mudanças muito rápidas

São os pesquisadores da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) que mantêm o MMM, cujo papel na navegação moderna é essencial, desde sistemas que guiam navios no mar até o Google Maps nos smartphones.

Em 30 de janeiro, eles devem atualizá-lo. A versão mais recente do modelo saiu em 2015 e deveria durar até 2020.

O problema é que o campo magnético está mudando tão rapidamente que os cientistas precisam consertar o MMM agora.

“O erro está aumentando o tempo todo”, explica Arnaud Chulliat, geomagnetista da Universidade do Colorado em Boulder (EUA) e dos Centros Nacionais de Informações Ambientais da NOAA.


De quem é a culpa?

O problema vem parcialmente do movimento do polo, e parcialmente de outras mudanças no interior do planeta.

A agitação líquida no núcleo da Terra gera a maior parte do campo magnético, que varia com o tempo à medida que os fluxos mudam. Em 2016, por exemplo, parte do campo magnético acelerou temporariamente no norte da América do Sul e no leste do Oceano Pacífico. Satélites como a missão Swarm da Agência Espacial Europeia (ESA) acompanharam a mudança.

No início de 2018, pesquisadores da NOAA e do British Geological Survey (BGS) perceberam, durante sua verificação anual de quão bem o modelo estava capturando todas essas variações no campo magnético da Terra, que o MMM estava tão impreciso que em breve excederia o limite aceitável para erros de navegação.


A dificuldade de atualização

Devido à recente atividade errática do campo magnético da Terra, o grupo NOAA decidiu antecipar a próxima atualização.

Os pesquisadores alimentaram três anos de dados recentes para chegar a uma versão que, acredita-se, permanecerá correta até a atualização regular programada para 2020. Esses dados deveriam ser lançados em 15 de janeiro, mas foram adiados para o dia 30 devido ao desligamento do governo americano.

A atual paralisação de serviços do governo federal americano foi causada por um impasse na aprovação do financiamento para a construção do muro na fronteira com o México. A Casa Branca exige que o Congresso aprove US$ 5 bilhões para a construção de tal muro, mas os democratas consideram este um gasto supérfluo. A NOAA precisa que os serviços voltem a funcionar para realizar a modernização do MMM.

Um artigo sobre o comportamento errático do campo magnético foi publicado na revista científica Nature. 


quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Islândia Transforma CO2 em Rocha para Limpar a Atmosfera


A quantidade de CO2 na atmosfera atingiu um recorde histórico desde a evolução dos humanos nesta semana. Níveis mais altos do que o normal de CO2 na atmosfera é uma das principais causas da mudança climática, pois bloqueia a capacidade de resfriamento natural da Terra. Os níveis de CO2 estão aumentando devido à queima de combustíveis fósseis e outras ações humanas, como o desmatamento.

Se quisermos evitar a catástrofe do aquecimento da Terra em 2 graus, ações radicais devem ser tomadas, o que inclui cortar a quantidade de CO2 produzida. O abrandamento da mudança climática também só é possível com a introdução de tecnologias que possam remover o CO2 da atmosfera.


Imitando a natureza

A Islândia está liderando o caminho em um desses métodos e após dois anos de experimentação, seu sistema parece estar funcionando. O CarbFix é uma colaboração entre pesquisadores e engenheiros da empresa Reykjavik Energy, da Universidade da Islândia, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) e da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

A tecnologia desenvolvida pelo grupo imita um processo natural, mas, em vez de levar milhares de anos, os resultados podem ser vistos em apenas um alguns anos. O processo funciona injetando CO2 em rocha basáltica porosa onde ela mineraliza, capturando-a para sempre. “Com este método, nós realmente mudamos a escala de tempo dramaticamente”, diz a geóloga Sandra Osk Snaebjornsdottir.


Usina geotérmica funciona como laboratório

A equipe de pesquisa passou os últimos dois anos usando a usina geotérmica Hellisheidi como seu próprio laboratório. A planta, que é uma das maiores do mundo, está localizada no vulcão Hengill, no sudoeste da Islândia. Ela fica em uma camada de rocha basáltica formada de lava resfriada, a usina tem acesso a uma quantidade quase ilimitada de água que sobe do vulcão para operar seis turbinas que fornecem eletricidade e calor para a capital, Reykjavik, a cerca de 30 km .

O CO2 deste processo é capturado do vapor, liquefeito em condensado e depois dissolvido em grandes quantidades de água. Essa água pesada de CO2 é então canalizada para uma área a vários quilômetros de distância. A água é então soprado na rocha de basalto 1,000 m abaixo onde ele preenche as cavidades da rocha e começa o processo de solidificação. Uma reação química ocorre quando o gás entra em contato com o cálcio, magnésio e ferro no basalto.

“Quase todo o CO2 injetado foi mineralizado dentro de dois anos em nossa injeção piloto”, diz Snaebjornsdottir. O projeto CarbFix reduz as emissões de dióxido de carbono da usina em um terço, o que equivale a 12.000 toneladas de CO2 capturado e armazenado a um custo de US $ 25 por tonelada.

Mas a Islândia ainda está longe de ser um país modelo na luta contra a mudança climática. Sob o acordo climático de Paris, a Islândia concordou em cortar suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2030. No entanto, suas emissões aumentaram 2,2% de 2016 a 2017, e aumentaram 85% desde 1990, de acordo com um relatório da Agência Ambiental da Islândia.


sábado, 27 de abril de 2019

E Estamos À Beira de Mais Um Colapso de Civilizações?

Grandes civilizações não são exterminadas, mas acabam com a sua própria existência. Essa é a conclusão do historiador britânico Arnold Toynbee em sua principal obra, Um Estudo da História, dividida em 12 volumes. Ele explorou a ascensão e a queda de 28 civilizações diferentes ao longo da história de nossa civilização. O historiador estava certo em alguns aspectos: as civilizações são frequentemente responsáveis por seu próprio declínio. Sua autodestruição, no entanto, geralmente tem alguma “ajuda” externa.

'As civilizações são frequentemente responsáveis pelo seu próprio declínio e posterior extinção, mas sua autodestruição geralmente recebe ajuda externa', diz pesquisador

Luke Kemp – Especial para a BBC Future - BBC.com

O Império Romano, por exemplo, foi vítima de diversos problemas graves, incluindo super expansão, mudanças climáticas, degradação ambiental e más lideranças políticas e de pensadores. Um episódio marcante nesse processo de decadência foi a invasão e saque sucessivos de Roma pelos visigodos no ano de 410 (sob o comando de Alarico) e pelos vândalos em 455.

O exemplo romano mostra que tamanho não necessariamente blinda civilizações do colapso. O Império chegou a abranger cerca de 4,4 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a pouco mais da metade do território brasileiro), mas em poucos séculos viu suas dimensões encolherem praticamente a zero.



Pesquisa

Nosso passado é marcado por fracassos recorrentes. Como parte da minha pesquisa no Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, estou tentando descobrir, por meio de uma “autópsia histórica”, por que colapsos ocorrem. O que a ascensão e a queda das civilizações históricas nos dizem sobre a nossa civilização atual? Quais são as forças que precipitam ou retardam um colapso? Conseguimos ver padrões semelhantes hoje em dia?

A primeira forma de observar civilizações passadas é comparar sua longevidade. Mas isso pode ser difícil, já que não há uma definição absoluta de civilização, nem um banco de dados abrangente dos nascimentos e mortes das populações. Eu comparei o tempo de vida de várias civilizações, que defino como uma sociedade com agricultura, várias cidades, domínio militar em sua região geográfica e uma estrutura política abrangente. Dada essa definição, todos os impérios são civilizações, mas nem todas as civilizações são impérios.

Forum Romano em Roma, Itália. Coliseu à distância.
Às vezes as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma

Um colapso pode ser definido como um processo de perda de população, identidade e complexidade socioeconômica. Há desmantelamento de serviços públicos e a desordem cresce à medida que o governo perde o controle de seu monopólio sobre a violência. Praticamente todas as civilizações passadas encararam esse destino.

Algumas se recuperaram ou se transformaram, como os chineses e os egípcios. Outros colapsos foram permanentes, como foi o caso da Ilha de Páscoa. Às vezes, as cidades no epicentro do colapso são recuperadas, como foi o caso de Roma. Em outros casos, como as ruínas maias, elas são abandonadas como mausoléu para futuros turistas e pesquisadores.


Lições

O que isso pode nos dizer sobre o futuro da atual civilização moderna global? As lições de impérios baseados na agricultura se aplicam ao nosso período pós-século 18 de capitalismo industrial?

Eu diria que sim. As sociedades do passado e do presente são apenas sistemas complexos compostos por pessoas e tecnologia. A teoria dos “acidentes normais” sugere que sistemas tecnológicos complexos frequentemente permitem que falhas ocorram. Dessa forma, colapsos podem ser fenômenos normais para as civilizações, independentemente de seu tamanho e estágio.

Imagem mostra casa sendo arrastada pelo mar agitado
Não há uma teoria única aceita sobre o porquê dos colapsos. Várias explicações
são apontadas e, entre elas, estão ambiente e clima

As civilizações atuais podem estar mais avançadas tecnologicamente, mas isso nos dá pouco fundamento para acreditar que somos imunes às ameaças que dizimaram nossos ancestrais. As nossas novas habilidades tecnológicas trazem novos desafios sem precedentes. E enquanto nossa escala pode agora ser global, o colapso parece acontecer tanto em vastos impérios quanto em reinos jovens. Não há razão para acreditar que um tamanho maior seja armadura contra a dissolução social. Nosso sistema econômico globalizado, fortemente conectado, é até mais propenso a propagar crises.

Se o destino das civilizações anteriores pode ser um roteiro para o nosso futuro, o que ele diz? Uma forma de analisá-lo é examinar as tendências que precederam colapsos históricos e observam os acontecimentos de hoje. Embora não exista uma teoria única aceita sobre o porquê da decadência de civilizações, historiadores, antropólogos e outros especialistas propuseram várias explicações, incluindo:

Mudança climática: Quando a estabilidade climática muda, os resultados podem ser desastrosos, resultando em quebra de safra, fome e desertificação. O colapso dos anasazis (América do Norte), da civilização de Tiahuanaco (Bolivia), dos acadianos (Oriente Médio), dos maias (América Central), do Império Romano e de muitos outros coincidiu com mudanças climáticas abruptas, geralmente secas.

Degradação ambiental: Colapsos podem ocorrer quando as sociedades sobrecarregam seu ambiente. Essa teoria do colapso ecológico aponta para o desmatamento excessivo, a poluição da água, a degradação do solo e a perda da biodiversidade como causas principais.

Desigualdade e oligarquias: A riqueza e a desigualdade política podem ser fatores centrais da desintegração social, assim como a oligarquia e a centralização de poder entre líderes. Isso não só causa desconforto social, mas prejudica a capacidade de uma sociedade responder a problemas ambientais, sociais e econômicos.

O campo da cliodinâmica (ciência que tenta explicar eventos históricos a partir da interação de diversos fatores) analisa de que modo aspectos como igualdade e demografia se correlacionam com a violência política. A análise estatística de sociedades anteriores sugere que isso acontece em ciclos. À medida que a população aumenta, a oferta de mão de obra supera a demanda, os trabalhadores tornam-se “baratos” e a sociedade se torna mais disfuncional. Essa desigualdade enfraquece a solidariedade coletiva e alimenta turbulências políticas.

Complexidade: O historiador Joseph Tainter afirma que as sociedades acabam entrando em colapso sob o peso de sua própria complexidade e burocracia acumuladas. Sociedades são coletivos de solução de problemas que crescem em complexidade para superar novos problemas. No entanto, o crescimento dessa complexidade acaba alcançando um limite. Depois desse ponto, o declínio acabará acontecendo.

Outra medida de crescente complexidade é chamada de Energia Retornada Sobre Energia Investida (EROI, na sigla em inglês). Isso se refere à razão entre a quantidade de energia produzida por um recurso em relação à energia necessária para obtê-lo. Em seu livro The Upside of Down: Catastrophe, Creativity, and the Renewal of Civilization  (atualmente sem edição no Brasil), o cientista político Thomas Homer-Dixon observou que a degradação ambiental em todo o Império Romano levou à queda da EROI de sua fonte de energia básica: as culturas de trigo e alfafa.

O império caiu junto com seu EROI. Tainter também considera a queda do indicador uma das principais responsáveis pelos colapsos, inclusive dos maias.

Choque externo: Em outras palavras, os “quatro cavaleiros do apocalipse”: guerra, desastres naturais, fome e pragas. O Império Asteca (México), por exemplo, foi extinto pelos invasores espanhóis.

A maioria dos primeiros Estados agrários desapareceu devido a epidemias mortais. A concentração de seres humanos e gado em assentamentos murados e com higiene precária tornou os surtos de doenças inevitáveis e catastróficos. Às vezes esses desastres acontecem combinados a fatores como, por exemplo, a introdução da salmonela (bactéria causadora de diversas doenças) nas Américas por meio dos conquistadores espanhóis.

Acaso/má sorte: Análises estatísticas sobre os impérios sugerem que o declínio é aleatório e independente de longevidade.

A bióloga evolucionista e cientista de dados Indre Zliobaite e seus colegas observaram um padrão semelhante no registro evolutivo das espécies. Uma explicação comum para essa aparente aleatoriedade é a “Hipótese da Rainha Vermelha”: se as espécies estão em luta constante pela sobrevivência em um ambiente em transformação com inúmeros concorrentes, a extinção é uma possibilidade real.

Apesar da abundância de livros e artigos, não temos uma explicação conclusiva sobre o porquê de as civilizações entrarem em decadência. O que sabemos é o seguinte: todos os fatores destacados acima podem contribuir. O colapso é um fenômeno que acontece quando fatores de tensão ultrapassam a capacidade de tolerância da sociedade.

Podemos examinar esses indicadores para ver se o risco, no caso das civilizações atuais, está caindo ou aumentando. Quatro desses possíveis indicadores que deveriam ser considerados são mudanças climáticas, impacto ambiental, desigualdade e complexidade. A temperatura é um claro indicador de mudança climática, o PIB é um parâmetro de complexidade e a pegada ecológica é um indicador de degradação ambiental. Cada um desses indicadores tem seguido uma tendência de alta acentuada.

A desigualdade é mais difícil de calcular. A medição típica do Coeficiente de Gini (instrumento estatístico para medir condições de renda das populações) sugere que a desigualdade diminuiu um pouco globalmente (embora esteja aumentando dentro de determinados países).

No entanto, o Coeficiente de Gini pode ser equivocado, pois mede apenas as mudanças relativas à renda. Em outras palavras, se um indivíduo que ganha US$ 1 e outro que ganha US$ 100 mil dobrassem sua renda, o Gini não mostraria mudança alguma. Mas a lacuna entre os dois teria saltado de US$ 99.999 para US$ 198.998.

Por causa disso, eu também olhei para a renda dos 1% mais ricos do mundo. Esse 1% aumentou sua participação na receita global de aproximadamente 16% em 1980 para mais de 20% hoje. É importante ressaltar que a desigualdade de riqueza é ainda pior. A parcela da riqueza global desse 1% aumentou de 25-30% na década de 1980 para aproximadamente 40% em 2016. É provável que a realidade seja mais acentuada, pois esses números não consideram riqueza e renda desviadas para paraísos fiscais no exterior.

Os ricos estão ficando cada vez mais ricos, o que nas civilizações do passado criou uma tensão adicional sobre as sociedades

Estudos sinalizam que o EROI para combustíveis fósseis vem diminuindo ao longo do tempo, à medida que as reservas mais fáceis de alcançar e as mais ricas estão se esgotando. Infelizmente, a maioria das fontes renováveis, como a solar, tem um EROI consideravelmente menor, principalmente devido à densidade de energia, metais raros e processo de fabricação necessários para produzi-los.

Isso levou grande parte dos pesquisadores a discutir a possibilidade de um “abismo energético”, à medida que o EROI diminui a um ponto em que os atuais níveis sociais de riqueza não podem mais ser mantidos. Esse “abismo energético” não precisa ser definitivo se as tecnologias renováveis continuarem a melhorar e as medidas de eficiência energética forem rapidamente implementadas.

Medidas de Recuperação

Uma notícia mais tranquilizadora é que os indicadores de colapso não são definitivos. A recuperação social pode atrasar ou até mesmo impedir o colapso. Por exemplo, globalmente, a “diversidade econômica” – uma medida da diversidade e sofisticação das exportações dos países – é maior hoje do que era nas décadas de 1960 e 1970, segundo medições pelo Índice de Complexidade Econômico (ECI, na sigla em inglês).

As nações são, em média, menos dependentes de tipos únicos de exportação do que eram antes. Por exemplo, uma nação que conseguisse diversificar suas exportações para além de produtos agrícolas estaria mais propensa a enfrentar a degradação ecológica ou a perda de parceiros comerciais.

O ECI também mede a intensidade do conhecimento das exportações. Populações mais qualificadas podem ter maior capacidade de lidar com crises à medida em que elas surgem. Da mesma forma, a inovação – medida por pedidos de patente per capita – também está aumentando. Em teoria, uma civilização pode ser menos vulnerável ao colapso se novas tecnologias puderem amenizar pressões como as mudanças climáticas.

Homens trabalham usando maçaricos em indústria
Nossas capacidades tecnológicas podem ter o potencial de retardar a decadência da civilização
Também é possível que o declínio possa acontecer sem uma catástrofe violenta. Como Rachel Nuwer escreveu para o BBC Future em 2017, “em alguns casos, as civilizações simplesmente desaparecem – tornando-se material para a História sem um grande estrondo, mas apenas com um gemido”.

Ainda assim, quando olhamos todos esses indicadores de colapso e recuperação como um todo, a mensagem é clara: não devemos ser complacentes. Existem algumas razões para sermos otimistas, graças à nossa capacidade de inovar e diversificar longe do desastre. No entanto, o mundo está piorando em áreas que contribuíram para o colapso das sociedades anteriores.

O clima está mudando, a distância entre ricos e pobres está aumentando, o mundo está se tornando cada vez mais complexo e nossa pressão sobre o meio ambiente está sobrecarregando o planeta.

A Escada Sem Degraus

Isso não é tudo. O mundo está agora profundamente interligado e interdependente. No passado, o colapso acontecia em nível regional – era um retrocesso temporário, e as pessoas podiam facilmente retornar a estilos de vida agrários ou caçadores-coletores. Para muitos, o colapso funcionou como um alívio da opressão dos primeiros Estados. Além disso, as armas disponíveis durante as rebeliões sociais eram rudimentares: espadas, flechas e ocasionalmente armas de fogo.

Hoje, o declínio social é uma perspectiva mais traiçoeira. As armas disponíveis para um Estado e, às vezes, até para grupos, agora variam de agentes biológicos a armas nucleares. Novos instrumentos de violência, como armas autônomas letais, podem estar disponíveis num futuro próximo. As pessoas estão cada vez mais especializadas e desconectadas da produção de alimentos e bens básicos e cada vez mais dependentes da TECNOLOGIA. E as mudanças climáticas podem prejudicar irremediavelmente nossa capacidade de retornar a práticas agrícolas simples.

Pense na civilização como uma escada mal construída. Conforme você sobe, cada degrau que você usou desmorona. Uma queda de uma altura de apenas alguns degraus não é tão perigosa. No entanto, quanto mais alto você sobe, maior a queda. Inevitavelmente, uma vez que você alcance uma altura maior, qualquer queda da escada é fatal.

Mulher caminha com criança em meio a ruínas de cidade na Síria após conflito entre combatentes
Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco
de ser permanente’, diz especialista
Com a proliferação de armas nucleares, podemos já ter atingido este ponto de limite civilizacional. Qualquer colapso – qualquer queda da escada – corre o risco de ser permanente. Uma guerra nuclear em si poderia resultar em um risco existencial: a extinção de nossa espécie ou uma catapulta permanente de volta à Idade da Pedra.

Enquanto estamos nos tornando economicamente mais poderosos e resistentes, nossas capacidades tecnológicas também apresentam ameaças sem precedentes que nenhuma civilização teve que enfrentar. Por exemplo, as mudanças climáticas que estamos encarando são de natureza diferente daquelas que os maias ou anazasi enfrentaram. Elas são globais, influenciadas pelas ações dos seres humanos, mais rápidas e mais severas.

A ajuda para nossa ruína auto-imposta não virá de vizinhos hostis, mas das nossas próprias capacidades tecnológicas. O colapso, no nosso caso, seria uma armadilha do progresso. O colapso da nossa civilização não é inevitável. A História sugere que ele é provável, mas temos a vantagem única de poder aprender com as ruínas das sociedades do passado.

Nós sabemos o que precisa ser feito: as emissões podem ser reduzidas, as desigualdades, niveladas, a degradação ambiental, revertida, a inovação, desencadeada e as economias, diversificadas. As propostas políticas estão aí. O que falta é a vontade política. Nós também podemos investir em recuperação. Evitar a criação de tecnologias perigosas e amplamente acessíveis também é fundamental. Tais medidas diminuirão a chance de um colapso futuro se tornar irreversível. Nós só entraremos em declínio se avançarmos cegamente. Estaremos condenados apenas se não estivermos dispostos a ouvir o passado.

*Luke Kemp é especialista em colapsos de civilizações.

Este artigo faz parte de uma nova série da BBC Future chamada “Deep Civilization” (Civilização Profunda, em tradução livre), sobre uma visão de longo prazo da humanidade, que visa se afastar do ciclo de notícias diárias e ampliar o olhar sobre nosso lugar atual no tempo. A sociedade moderna está sofrendo de “exaustão temporal”, disse a socióloga Elise Boulding. “Se alguém está o tempo inteiro mentalmente sem fôlego, por lidar com o presente, não resta energia para imaginar o futuro”, escreveu ela. É por isso que essa série de reportagens vai explorar o que realmente importa no arco mais amplo da História humana e o que isso significa para nós e nossos descendentes.

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 “E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos (A ELITE), e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” –   Apocalipse 6:15,16,17