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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Sua RELIGIÃO está Preparada para Lidar com EXTRATERRESTRES?

Professor de astronomia da Universidade de Vanderbilt questiona como religiões reagirão se vida extraterrestre for descoberta um dia


Como a humanidade reagirá quando astrônomos encontrarem evidências sólidas da existência de vida além da Terra? Sem especulação. Sem dúvidas. O momento em que os cientistas anunciarem essa descoberta, tudo mudará. No mínimo, nossas filosofias e religiões precisarão incorporar essa nova informação.


Buscando sinais de vida

Até o momento astrônomos identificaram milhares de planetas na órbita de suas estrelas. Nesse ritmo de descoberta, milhões de outros serão descobertos ainda nesse século.

Agora que já encontraram planetas físicos, os astrônomos estão procurando por nossos vizinhos biológicos. Ao longo dos próximos 50 anos, eles darão início ao estudo provocador e detalhado de milhões de planetas, em busca de evidência da presença de vida acima ou abaixo das superfícies ou nas atmosferas desses planetas.

E é bem possível que os astrônomos encontrarão o que buscam. Apesar do fato de mais de um terço dos americanos acreditarem que alienígenas já visitaram a Terra, a primeira evidência de vida além do nosso planeta provavelmente não será descoberta por meio de sinais de rádio, homenzinhos verdes ou discos voadores. Em vez disso, um Galileu do século 21, usando um telescópio enorme, de uns 50 metros de diâmetro, coletará luz das atmosferas de planetas distantes, em busca de sinais de moléculas biologicamente significantes.

Astrônomos filtram essa luz distante por meio de espectrógrafo — prismas de alta tecnologia que permitem uma análise da luz em vários comprimentos de ondas diferentes. Eles estão em busca do que vai identificar moléculas que não existiriam em abundância nessas atmosferas na ausência de seres vivo. Os dados do espectrógrafo dirão se processos biológicos alteraram o ambiente do planeta.


Se não estamos sozinhos, quem somos?

Com a descoberta da luz de espectro em planetas distantes de elementos que só poderiam ser produzidos por seres vivos, a humanidade terá a oportunidade de ler uma nova página no livro do conhecimento. Nós não estaremos mais especulando sobre a possibilidade de existirem outros seres no universo. Saberemos que não estamos mais sozinhos.

Uma resposta afirmativa para a pergunta: “A vida existe em algum lugar no universo além da Terra?” levantará algumas questões imediatas e profundas cosmológicas e éticas sobre o lugar que ocupamos no universo. Se seres extraterrestres existirem, a minha religião e minhas crenças e práticas religiosas podem não ser universais. Se a minha religião não é universalmente aplicável para seres extraterrestres, talvez minha religião não precise ser oferecida ou forçada nos seres terrestres. Basicamente, talvez nós aprendamos algumas lições importantes aplicáveis em casa só de considerar a possibilidade de vida em outro planeta além do nosso.

No meu livro, eu investiguei os escritos sagrados das religiões mais praticadas ao redor do mundo, questionando o que cada religião tem a dizer sobre a singularidade e não-singularidade da vida na Terra e como, ou se, uma religião em particular funcionaria em outros planetas em partes distantes do universo.


Pecadores extraterrestres?

Vamos analisar a questão teológica aparentemente simples ainda assim muito complexa: extraterrestres poderiam ser cristão? Se Jesus morreu com o objetivo de resgatar a humanidade do estado do pecado no qual os humanos nascem, a morte e ressurreição de Jesus, na Terra, também redime outros seres perdidos que são nascidos em um estado parecido de pecado? E se for assim, por que os extraterrestres seriam tão pecadores? O pecado é algo construído no tecido do espaço-tempo do universo? Ou a vida pode existir em partes do universo sem ser em um estado de pecado e, logo, sem a necessidade de redenção que não necessita do Cristianismo? Várias soluções diferentes para os quebra-cabeças que envolvem a teologia cristã vêm à tona. Nenhuma delas satisfaz todos os cristãos.


Mundos mórmons

A escritura mórmon claramente ensina que outros mundo inabitados existem e que “esses inabitantes são nascidos filhos e filhas de Deus”. Na Terra, no entanto, o mundo dos mórmons, no qual Jesus, como é compreendido por eles, viveu e ressuscitou somente na Terra, é privilegiado. Além disso, as inteligências mórmons só conseguem alcançar seus próprios objetivos espirituais durante suas vidas na Terra, não durante suas vidas em outros mundo. Logo, para os mórmons, a Terra pode não ser o centro físico do universo, mas é o lugar mais privilegiado do universo. Essa visão sugere que todos os outros mundos são, de alguma forma, menos importantes do que a Terra.


Fé bahá’í sem viés

Membros da fé Bahá’í têm uma visão do universo que não tem viés a favor ou contra a Terra como um lugar especial ou os humanos como uma espécie especial. Os princípios para a fé Bahá’í — unificar a sociedade, abandonar preconceitos, tornar as oportunidades iguais para todas as pessoas, eliminar a pobreza — são sobre os humanos na Terra. Quem segue essa fé esperaria que qualquer criatura de qualquer lugar do universo venerasse o mesmo Deus que os humanos, mas talvez não das mesmas formas específicas da Terra.


Anos-luz da Meca

Para os muçulmanos, os pilares da fé exigem que eles rezem cinco vezes todos os dias na direção da Meca. Já que determinar a direção correta da Meca pode ser extremamente difícil em um planeta que gira rápido a milhões de anos-luz da Terra, praticar a mesma fé em outro lugar pode não fazer sentido. Ainda assim as palavras de Qu’ran são “Seja lá quais seres existem nos céus e na Terra, eles se dirigem a Alá”. Será que os muçulmanos terrestres podem aceitar que o que foi dito profeticamente na religião de Maomé é direcionado tanto para os humanos na Terra quanto em outros mundos que possuem seus próprios profetas?


Astrônomos como quebra de paradigmas

Em algum momento ao longo da história, as descobertas de astrônomos exerceram uma influência gigante na cultura humana. Astrônomos gregos “desachataram” a Terra — mesmo que vários deles escolheram esquecer esse conhecimento. Copérnico e Galileu, acadêmicos da Renascença, colocaram a Terra em movimento ao redor do Sol e moveram humanos para longe do centro do universo. No século 20, Edwin Hubble eliminou a ideia de que o universo sequer possui um centro. Ele demonstrou o que o universo era no começo do tempo e o que, bizarramente, o universo, o próprio tecido tridimensional do espaço, está se expandindo.

Fica claro que astrônomos não estão de brincadeira quando oferecem novas ideias para o mundo. Outra ideia de quebrar paradigma pode estar chegando aos nossos telescópios agora mesmo.

Não importa quais informações oferecem a sua teologia, você talvez tenha que lutar com os dados que astrônomos trarão para dentro de nossas casas no futuro próximo. Você precisará perguntar: é o meu deus o deus de todo o universo? A minha religião é terrestre ou universal? Conforme as pessoas trabalham para reconciliar a descoberta de vida extraterrestre com suas visões teológicas e filosóficas de mundo, a adaptação às notícias de vida além da Terra será desconfortável e talvez até perturbador.

*David a Weintraub é professor de astronomia da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. Este texto foi publicado originalmente em inglês no The Conversation.

Através de OvniHoje.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Juliano Pozati - Os Paradigmas e o Novo Tempo - [VÍDEO]


Vivendo a época onde, mais do que nunca, se faz necessário que abramos nossas mentes e nossos olhos, pra que possamos galgar novo patamar humano, primeiro observando conscientemente  e compreendendo os grilhões infundados que ainda nos aprisionam em filosofias, ideias e comportamentos limitantes, muitas vezes mais globalmente prejudiciais do que jamais imaginamos, para em seguida mudarmos de rumo.

Uma ótima palestra para realmente nos darmos conta do que estamos pensando, fazendo e causando, sem jamais nos questionarmos a respeito dos fundamentos que possam estar incentivando esse comportamento. E pode ser realmente surpreendente descobrirmos que eles não existem.

Trazemos a palestra "Paradigmas e o Novo Tempo", onde Juliano Pozati faz uma abordagem lógica e racional sobre o impacto que novas ideias podem causar sobre dogmas estabelecidos e propõe uma integração cada vez maior entre ciência, filosofia e espiritualidade.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

9 SINAIS de que você é uma ALMA ANTIGA


Há um tipo especial de pessoa em nosso mundo que se encontra sozinha e isolada, quase desde o nascimento. Sua existência solitária não é por uma preferência ou um temperamento antisocial, ela é simplesmente da idade, velha de coração, velha na mente e velha na alma.

Essa pessoa é uma alma antiga que possui uma visão de vida muito diferente e mais amadurecida do que daquelas ao seu redor. Como resultado, a velha alma vive sua vida internamente passeando em seu próprio caminho solitário, enquanto o resto do rebanho ao seu redor segue outro caminho.

Talvez você já tenha experimentado isso em sua própria vida, ou testemunhado em outra pessoa? Se assim for, este artigo é dedicado a você, na esperança de que o ajude a definir-se ou a compreender melhor o outro.

A velha alma

Robert Frost, Eckhart Tolle e até mesmo Nick Jonas têm sido chamados assim; talvez até mesmo você tem sido… Eu, como muitos deles, fiz esta auto descoberta após a reunião com Sol, que me contou sobre sua infância como um menino precoce e inteligente que teria amizade com os professores ao invés de alunos, apenas porque eles eram muito diferentes de si, e de como relatou sua incapacidade de encontrar interesse e conexão com as pessoas de sua idade. Descobri que sentia o mesmo que Sol. E ainda sinto.

Se você ainda não descobriu se é uma velha alma, leia alguns dos sinais reveladores abaixo:

1. Você tende a ser um solitário.

Devido ao fato de que as velhas almas são desinteressadas ​​nas atividades e interesses de pessoas de sua faixa etária, elas acham lamentável fazer amizade com pessoas que possuem dificuldades de se relacionar. Assim, as velhas almas tendem a encontrarem-se sozinhas a maior parte do tempo… as pessoas simplesmente não se relacionam com elas.

2. Você ama o conhecimento, a sabedoria e a verdade.

Sim… Isso parece um pouco grandioso e excessivamente nobre, mas a velha alma se encontra naturalmente gravitando para o lado intelectual da vida. Velhas almas entendem que o conhecimento é poder, a sabedoria é a felicidade e a verdade é a liberdade. Então por que não buscar tais coisas? Essas atividades são mais significativas para elas do que ler sobre as últimas fofocas do mais recente namorado de uma famosa qualquer, ou os últimos resultados do futebol.

3. Você é espiritualmente inclinado.

Velhas almas são mais emocionais e tendem a naturezas sensíveis e espirituais, a superar os limites do ego, a buscar a iluminação, promover o amor e a paz. Estas são suas principais atividades, pois para elas o uso gratificante do tempo é algo sábio.

4. Você entende a transitoriedade da vida.

Velhas almas são frequentemente atormentadas com lembranças não só da sua própria mortalidade, mas de tudo e de todos ao seu redor. Isto faz com que eles sejam cautelosos e por vezes sabiamente se retirem, buscando uma melhor maneira de viverem suas vidas.

5. Você é pensativo e introspectivo.

Velhas almas tendem a pensar muito sobre tudo. Sua capacidade de refletir e aprender com as suas ações e as ações dos outros é o seu maior mestre na vida. Uma razão pela qual as almas sentem tanto no coração é porque elas aprenderam muitas lições através de seus próprios processos de pensamentos, e possuem muito conhecimento sobre diversas situações da vida devido a sua capacidade de silêncio e de atenta observação do que se passa ao seu redor.

“Com que idade você estaria se você não soubesse quantos anos tem?” - Satchel Paige

6. Você vê o panorama da situação.

Raramente velhas almas se perdem em detalhes superficiais, promoções no trabalho, bustos e homenagens na TV, artificialidades em geral… Velhas almas têm a tendência de olhar para a vida a partir de uma visão panorâmica, vendo qual o caminho mais sensato e significativo para abordar a vida. Quando confrontadas com questões, velhas almas tendem a vê-las como dores temporárias que apenas servem para aumentar a quantidade de alegria sentida no futuro. Consequentemente, velhas almas tendem a ser plácidas, de natureza estável, como resultado de sua abordagem à vida.

7. Você não é materialista.

Riqueza, status, fama, e a última versão do iPhone são um fardo para as velhas almas, que não veem o propósito de perseguir coisas que podem ser facilmente tiradas de seu meio. Além disso, elas possuem pouco tempo e interesse pelas coisas de curta duração na vida, pois estas trazem consigo pouco significado ou satisfação duradoura. No entanto, costumam ter facilidade para entender como funcionam as novidades tecnológicas, pois possuem mentes ágeis e de fácil assimilação.

8. Você era uma criança estranha e socialmente mal adaptada.

Isso nem sempre é o caso, mas muitas almas apresentam sinais estranhos de maturidade em idades jovens. Muitas vezes essas crianças são rotuladas como “precoces”, “introvertidas” ou “rebeldes”, deixando de se enquadrar nos comportamentos tradicionais. Geralmente são extremamente curiosas e inteligentes, vendo a inutilidade de muitas coisas que seus professores, pais e colegas proferem, resistindo a elas de forma passiva ou agressiva. Se você pode falar com seu filho/filha como se ele/ela fosse um adulto, você provavelmente tem uma velha alma sob seus cuidados.

9. Você apenas “sente” a idade.

Antes de colocar um nome para o que eu sentia experimentei algumas sensações de ser simplesmente uma “pessoa idosa” por dentro… Os sentimentos que acompanham uma velha alma geralmente são: desconfiança mundial, cansaço mental, paciência vigilante e calma destacada. Infelizmente, muitas vezes isso pode ser percebido como indiferença e frieza, apenas um dos muitos mitos em relação a uma velha alma. Assim como algumas pessoas já de idade se descrevem como sendo “jovens de coração”, também os jovens podem se sentir “velhos no coração”.

Fontes: 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

“Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro”.

Confira abaixo a excelente entrevista com Giorgio Agamben, um dos principais intelectuais de sua geração

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin (Foto: Arquivo)
“O capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro”, afirma Giorgio Agamben, em entrevista concedida a Peppe Salvà.

Giorgio Agamben é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, foi definido pelo Times e pelo Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.

Segundo ele, “a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governabilidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas”. Assim, “a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afima Agamben.

A tradução é de Selvino J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC [e tradutor de três das quatro obras de Agamben publicadas pela Boitempo].

“Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. “Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.

Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a ideia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas – assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas.

A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?

A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado têm um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.

O passado não é, pois, apenas um patrimônio de bens e de tradições, de memórias e de saberes, mas também e sobretudo um componente antropológico essencial do homem europeu, que só pode ter acesso ao presente olhando, de cada vez, para o que ele foi. Daí nasce a relação especial que os países europeus (a Itália, ou melhor, a Sicília, sob este ponto de vista é exemplar) têm com relação às suas cidades, às suas obras de arte, à sua paisagem: não se trata de conservar bens mais ou menos preciosos, entretanto exteriores e disponíveis; trata-se, isso sim, da própria realidade da Europa, da sua indisponível sobrevivência. Neste sentido, ao destruírem, com o cimento, com as autopistas e a Alta Velocidade, a paisagem italiana, os especuladores não nos privam apenas de um bem, mas destroem a nossa própria identidade. A própria expressão “bens culturais” é enganadora, pois sugere que se trata de bens entre outros bens, que podem ser desfrutados economicamente e talvez vendidos, como se fosse possível liquidar e por à venda a própria identidade.

Há muitos anos, um filósofo que também era um alto funcionário da Europa nascente, Alexandre Kojève, afirmava que o homo sapiens havia chegado ao fim de sua história e já não tinha nada diante de si a não ser duas possibilidades: o acesso a uma animalidade pós-histórica (encarnado pela american way of life) ou o esnobismo (encarnado pelos japoneses, que continuavam a celebrar as suas cerimônias do chá, esvaziadas, porém, de qualquer significado histórico). Entre uma América do Norte integralmente re-animalizada e um Japão que só se mantém humano ao preço de renunciar a todo conteúdo histórico, a Europa poderia oferecer a alternativa de uma cultura que continua sendo humana e vital, mesmo depois do fim da história, porque é capaz de confrontar-se com a sua própria história na sua totalidade e capaz de alcançar, a partir deste confronto, uma nova vida.

A sua obra mais conhecida, Homo Sacer, pergunta pela relação entre poder político e vida nua, e evidencia as dificuldades presentes nos dois termos. Qual é o ponto de mediação possível entre os dois pólos?

Minhas investigações mostraram que o poder soberano se fundamenta, desde a sua origem, na separação entre vida nua (a vida biológica, que, na Grécia, encontrava seu lugar na casa) e vida politicamente qualificada (que tinha seu lugar na cidade). A vida nua foi excluída da política e, ao mesmo tempo, foi incluída e capturada através da sua exclusão. Neste sentido, a vida nua é o fundamento negativo do poder. Tal separação atinge sua forma extrema na biopolítica moderna, na qual o cuidado e a decisão sobre a vida nua se tornam aquilo que está em jogo na política.Leia também

O que aconteceu nos estados totalitários do século XX reside no fato de que é o poder (também na forma da ciência) que decide, em última análise, sobre o que é uma vida humana e sobre o que ela não é. Contra isso, se trata de pensar numa política das formas de vida, a saber, de uma vida que nunca seja separável da sua forma, que jamais seja vida nua.

O mal-estar, para usar um eufemismo, com que o ser humano comum se põe frente ao mundo da política tem a ver especificamente com a condição italiana ou é de algum modo inevitável?

Acredito que atualmente estamos frente a um fenômeno novo que vai além do desencanto e da desconfiança recíproca entre os cidadãos e o poder e tem a ver com o planeta inteiro. O que está acontecendo é uma transformação radical das categorias com que estávamos acostumados a pensar a política. A nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas. E que este modelo seja, do ponto de vista do poder, mais econômico e funcional é provado pelo fato de que foi adotado também por aqueles regimes que até poucos anos atrás eram ditaduras. É mais simples manipular a opinião das pessoas através da mídia e da televisão do que dever impor em cada oportunidade as próprias decisões com a violência. As formas da política por nós conhecidas – o Estado nacional, a soberania, a participação democrática, os partidos políticos, o direito internacional – já chegaram ao fim da sua história. Elas continuam vivas como formas vazias, mas a política tem hoje a forma de uma “economia”, a saber, de um governo das coisas e dos seres humanos. A tarefa que nos espera consiste, portanto, em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”.

O estado de exceção, que o senhor vinculou ao conceito de soberania, hoje em dia parece assumir o caráter de normalidade, mas os cidadãos ficam perdidos perante a incerteza na qual vivem cotidianamente. É possível atenuar esta sensação?

Vivemos há decênios num estado de exceção que se tornou regra, exatamente assim como acontece na economia em que a crise se tornou a condição normal. O estado de exceção – que deveria sempre ser limitado no tempo – é, pelo contrário, o modelo normal de governo, e isso precisamente nos estados que se dizem democráticos. Poucos sabem que as normas introduzidas, em matéria de segurança, depois do 11 de setembro (na Itália já se havia começado a partir dos anos de chumbo) são piores do que aquelas que vigoravam sob o fascismo. E os crimes contra a humanidade cometidos durante o nazismo foram possibilitados exatamente pelo fato de Hitler, logo depois que assumiu o poder, ter proclamado um estado de exceção que nunca foi revogado. E certamente ele não dispunha das possibilidades de controle (dados biométricos, videocâmeras, celulares, cartões de crédito) próprias dos estados contemporâneos. Poder-se-ia afirmar hoje que o Estado considera todo cidadão um terrorista virtual. Isso não pode senão piorar e tornar impossível aquela participação na política que deveria definir a democracia. Uma cidade cujas praças e cujas estradas são controladas por videocâmeras não é mais um lugar público: é uma prisão.

A grande autoridade que muitos atribuem a estudiosos que, como o senhor, investigam a natureza do poder político poderá trazer-nos esperanças de que, dizendo-o de forma banal, o futuro será melhor do que o presente?

Otimismo e pessimismo não são categorias úteis para pensar. Como escrevia Marx em carta a Ruge: “a situação desesperada da época em que vivo me enche de esperança”.

Podemos fazer-lhe uma pergunta sobre a aula que o senhor deu em Scicli? Houve quem lesse a conclusão que se refere a Piero Guccione como se fosse uma homenagem devida a uma amizade enraizada no tempo, enquanto outros viram nela uma indicação de como sair do xeque-mate no qual a arte contemporânea está envolvida.

Trata-se de uma homenagem a Piero Guccione e a Scicli, pequena cidade em que moram alguns dos mais importantes pintores vivos. A situação da arte hoje em dia é talvez o lugar exemplar para compreendermos a crise na relação com o passado, de que acabamos de falar. O único lugar em que o passado pode viver é o presente, e se o presente não sente mais o próprio passado como vivo, o museu e a arte, que daquele passado é a figura eminente, se tornam lugares problemáticos. Em uma sociedade que já não sabe o que fazer do seu passado, a arte se encontra premida entre a Cila do museu e a Caribdis da mercantilização. E muitas vezes, como acontece nos templos do absurdo que são os museus de arte contemporânea, as duas coisas coincidem.

Duchamp talvez tenha sido o primeiro a dar-se conta do beco sem saída em que a arte se meteu. O que faz Duchamp quando inventa o ready-made? Ele toma um objeto de uso qualquer, por exemplo, um vaso sanitário, e, introduzindo-o num museu, o força a apresentar-se como obra de arte. Naturalmente – a não ser o breve instante que dura o efeito do estranhamento e da surpresa – na realidade nada alcança aqui a presença: nem a obra, pois se trata de um objeto de uso qualquer, produzido industrialmente, nem a operação artística, porque não há de forma alguma uma poiesis, produção – e nem sequer o artista, porque aquele que assina com um irônico nome falso o vaso sanitário não age como artista, mas, se muito, como filósofo ou crítico, ou, conforme gostava de dizer Duchamp, como “alguém que respira”, um simples ser vivo.

Em todo caso, certamente ele não queria produzir uma obra de arte, mas desobstruir o caminhar da arte, fechada entre o museu e a mercantilização. Vocês sabem: o que de fato aconteceu é que um conluio, infelizmente ainda ativo, de hábeis especuladores e de “vivos” transformou o ready-made em obra de arte. E a chamada arte contemporânea nada mais faz do que repetir o gesto de Duchamp, enchendo com não-obras e performances em museus, que são meros organismos do mercado, destinados a acelerar a circulação de mercadorias, que, assim como o dinheiro, já alcançaram o estado de liquidez e querem ainda valer como obras. Esta é a contradição da arte contemporânea: abolir a obra e ao mesmo tempo estipular seu preço.
Sobre o autor

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin. Deu cursos em várias universidades europeias e norte-americanas, recusando-se a prosseguir lecionando na New York University em protesto à política de segurança dos Estados Unidos. Foi diretor de programa no Collège International de Philosophie de Paris. Mais recentemente ministrou aulas de Iconologia no Istituto Universitario di Architettura di Venezia (Iuav), afastando-se da carreira docente no final de 2009. Sua obra, influenciada por Michel Foucault e Hannah Arendt, centra-se nas relações entre filosofia, literatura, poesia e, fundamentalmente, política. Entre seus principais livros destacam-se Homo sacer (2005), Estado de exceção (2005), Profanações (2007), O que resta de Auschwitz (2008) e O reino e a glória (2011), os quatro últimos publicados no Brasil pela Boitempo Editorial.

Fontes:

domingo, 28 de dezembro de 2014

A Verdade sobre Moisés e o Êxodo?

O Faraó Mernephtah é um romance mediúnico espírita inglês, ditado pelo espírito de Conde John Wilmot Rochester para a médium russa Vera Kryzhanovskaia, que conta a vida de Moisés sob a visão de 3 espíritos: Thermutis (mãe de Moisés e irmã do faraó, segundo o livro), Pinehas (um mago egípcio) e Necho (soldado do faraó).

O livro é divido em dois volumes, o primeiro com as narrativas de Thermutis e Pinehas e o segundo com a de Necho e observações suplementares do espírito autor.

Narrativa de Thermutis

A narrativa de Thermutis conta que Mesu (Messu, nome verdadeiro de Moisés) foi um filho de um amor proibido entre ela e um hebreu, povo tido como indigno na época. Depois de ter o filho ela o dá para a família do pai, até o faraó Ramsés II decretar a matança dos bebês hebreus quando ela pede para que a família que cuidava, dele até então, colocasse ele em uma cesta e ela encenasse o encontro com a cesta para alegar ao faraó Ramsés II que o menino foi dado a ela pelos deuses, salvando assim sua vida. A narrativa para de ser detalhista om a mote de Thermutis e termina com a morte de Moisés.

Narrativa de Pinehas

A narrativa Pinehas conta a vide dele próprio e as intersecções que esta teve com a vida do profeta Moisés. Pinehas foi um mago iniciado por Enoch, um hebreu amigo de sua mãe, em um templo onde estudou os mistérios egípcios. Mais a frente na narrativa, Pinehas é convencido por Enoch a ajudar Moisés a libertar os hebreus do Faraó Merneptah, quem, segundo o livro, é o faraó citado pela bíblia. Pinehas descreve Moisés como um impostor, porquanto usava as forças da natureza (que ele, Moisés, aprendeu a dominar na Índia, citada por ele como 'A mãe da sabedoria egípcia') para atemorizar a massa egípcia e forçar o faraó a libertar os hebreus. Pinehas conta também que: as pragas egípcias eram todas magias, descritas bem detalhadamente, feitas por Moisés, que aprendeu a usar profundamente as leis da natureza, e alguns sacerdotes submissos a ele; o sonho de Moisés era ser rei do povo hebreu; Moisés era uma pessoa extremamente obstinada e magnética, porém não hesitava em ferir alguém para cumprir seu plano. A narrativa de Pinehas termina com a morte dele mesmo e descrições de sua vida espiritual.

Narrativa de Necho

Necho, amigo de iniciação de Pinehas, é o único que faz sua narrativa de uma visão totalmente egípcia e sua narrativa conta detalhadamente como o povo egípcio sofreu com as pragas e como as pragas eram apenas manipulações de leis naturais, como descrito por Pinehas. Necho conta toda a saga de resistência do faraó contra todos os ataques de Moisés, até a sua morte com grande parte do exército egípcio no Mar Vermelho.

Comentários do Conde Rochester

O autor espirital do livro, que é na história o próprio faraó Merneptah, faz apenas dois comentários, o primeiro durante a narrativa de Pinehas e o segundo no final do Livro.

"A missão revelada (a Moisés) era conquistar a amizade de Mernephtah e dominar assim, esse homem violento, mas generoso. Por intermédio do faraó, deveria aliviar a sorte dos hebreus (...) prepará-los para a liberdade e, chegado o momento favorável, obter de Mernephtah a libertação."

Conde Rochester/Merneptah também conta que Moisés era temido por todo o povo egípcio, inclusive os soldados, por usar seu magnetismo para provocar os mais diversos fenômenos físicos, e por isso não conseguiu prendê-lo.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Os Livros Apócrifos


Tradução dos Evangelhos Gnósticos

Durante muito tempo, vários livros do Cristianismo permaneceram na obscuridade. Por apresentarem informações que divergiam da doutrina ortodoxa estabelecida pela igreja, foram considerados heréticos, e acabaram não sendo incluídos na versão oficial da Bíblia.

Muitos desses livros se perderam no tempo, outros foram destruídos, e é provável ainda que o Vaticano tenha em seu poder parte dessas obras cujo conteúdo é de extrema importância para que possamos entender o surgimento da religião que tem hoje o maior número de seguidores no mundo.

Diferente do relato da Criação encontrado no Gênesis, escritos apócrifos contam uma história complexa e fascinante sobre as coisas que já estavam em existência antes da Criação; e que neste Universo, que surgiu depois, não tem apenas um céu e um deus, mas muitos céus e deuses numa hierarquia de poderes conflituosos. Esses poderes e autoridades que foram estabelecidos produziram não somente os humanos, mas também inúmeros outros seres, e raças que se assimilaram à humanidade há muito tempo atrás.

Há descrições de como a vida se iniciou 'nas águas', e eventos catastróficos de destruição em massa que se sucederam; como o dilúvio, que ecoa nas tradições de diversos povos antigos; e a conflagração, uma chuva de fogo, asfalto, e enxofre, lançada sobre a Terra pelos regentes. Poderiam estes acontecimentos terem sido os responsáveis pela extinção e o desaparecimento dos dinossauros?

Se não fosse pelas evidências materiais que podem ser rastreadas através dos acontecimentos narrados, poderia se dizer que estes textos são o mais fantástico trabalho de ficção já feito, dada a coerência da história relatada, e a sofisticação de seus conceitos metafísicos que hoje possuem poucos ou nenhum equivalente.

A sabedoria proibida ressurge

Com a descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi, em 1945 no Egito, treze manuscritos antigos contendo mais de cinquenta textos trouxeram à tona os pensamentos que circulavam nos meios gnósticos do início do Cristianismo e que tanto preocupavam a igreja.

O que em tempos remotos era um privilégio apenas para os mais avançados estudantes de teosofia, hoje revoluciona nosso entendimento sobre um dos personagens mais intrigantes de toda a história. Quem foi Jesus? Um louco? Um mensageiro? Ele realmente existiu?

Um dos evangelhos apócrifos encontrados em Nag Hammadi é o Evangelho de Tomé, e nele encontramos uma versão bem diferente do Jesus bíblico. Nos escritos, Jesus pouco menciona pecado, se posiciona contra a igreja; acusa os doutores e cientistas de terem roubado e escondido as chaves da sabedoria, obstruindo o processo de salvação; e diz que não veio ao mundo para a paz, mas para a guerra.

Tem também uma impressionante reviravolta na lenda de Adão e Eva, a árvore da sabedoria e a queda do Paraíso; a relação dos deuses com a humanidade; reinos eternos e a descida de seres imortais para a Terra; impérios de deuses e anjos em outros planetas e seus domínios nos céus do caos. Conteúdos estes que por vezes se assemelham a lendas Sumérias e Babilônicas, como os tabletes do Enuma Elish, ou o Épico de Gilgamesh. E se são apenas lendas, por que culturas distintas em épocas tão diferentes insistem em contá-las com uma sequência de fatos e riqueza de detalhes tão extraordinárias?

Se a verdade estiver na sua frente, você seria capaz de reconhecê-la?

Acesse abaixo, na íntegra, a tradução dos livros secretos:

A Origem do Mundo (portanto, quatro raças existem) 

Apocalipse de Adão (palavras que nenhuma geração dos homens conhecerá)*

Apócrifo de João (versão longa) (e assim a humanidade foi escravizada para sempre) 

Apocalipse de Pedro (gnóstico) (aquele que eles crucificaram era o primogênito na casa dos demônios)

Segundo Tratado do Grande Seth(Porque ele era um homem terrestre, mas eu, eu vim do lugar acima dos céus) 

Revelações e Pensamentos Gnósticos(No fim desta estrada há uma árvore cuja altura chega até as nuvens)

Protenóia Trimórfica (Desistam, vocês que andam na matéria, pois vejam, eu estou descendo ao mundo dos mortais) 

Carta de Pedro a Felipe (eles não me reconheceram; eles estavam achando que eu era um homem mortal)

O Trovão, Mente Perfeita (E eles me encontrarão lá, e eles viverão, e eles não morrerão novamente.) 

A Sabedoria Secreta de Cristo (Eu vos dei autoridade sobre todas as coisas como Filhos da Luz, para que vocês possam esmagar o poder deles com vossos pés)

Apocalipse de Paulo (Deixe a sua mente acordar, Paulo) 

A Hipóstase dos Arcontes (e todos que se instruíram sobre estas coisas existem como imortais no meio da humanidade mortal)

O Livro de Tomé o Contendor (Pois quando você sair dos sofrimentos e das paixões do corpo, você irá receber descanso) 

Ensinamento Autorizado (Deste mesmo modo nós existimos neste mundo, como peixes.)

Apocalipse de Tiago (EU SOU aquele que estava dentro de mim. Eu nunca sofri de modo algum, nem estive angustiado.) 

Apócrifo de Tiago (deste momento em diante, eu irei me despir, para que eu possa me vestir)

Segundo Apocalipse de Tiago (esta sabedoria é cobiçada por um criador inferior, e a civilização que ele criou ainda não terminou.)

Fonte: Mistérios Antigos


domingo, 23 de março de 2014

7 HÁBITOS que você precisa ABANDONAR se quiser ter SUCESSO


Correr atrás dos seus sonhos e apostar em projetos pessoais exige uma grande dose de esforço e coragem. Permanecer estático no mesmo lugar, apesar de ser entediante, causa muito menos dor do que ir realmente em busca de algo que você acredita. Muita gente só vê os frutos colhidos do final, e acha que pessoas bem sucedidas tiveram “sorte” – mas na verdade, a palavra sorte em 90% dos casos deveria ser trocada pela palavra “merecimento.”

Ouvimos muitos casos de pessoas que começam a investir tempo e energia para fazer o que eles realmente gostam, mas que param no meio do caminho quando encontram as primeiras dificuldades. E depois, dizem que não deu certo, que o mercado não estava bom, que eles não tiveram sorte, dentre outras desculpas. Isso é natural, já que a verdade nesses casos costuma ser bem difícil de digerir: se algo que você estava fazendo não deu certo, o responsável por isso geralmente é você.

Por isso achamos bem legal esse texto escrito pela Juliana Garcia, no qual ela lista 7 coisas que você precisa parar de fazer hoje para que seus projetos deem certo, confira:

1. Procrastinação
Enrolar, deixar pra depois, amanhã eu faço… Se você quer ver seu negócio dar frutos, vai ter que cortar essa erva daninha pela raiz. Em primeiro lugar, é bom entender que por trás da procrastinação muitas vezes está o perfeccionismo. A exigência da perfeição pode estar fazendo você querer dourar demais a pílula, enrolar para lançar seus projetos. Drible isso com muito pé no chão e ação. Já!

 2. O medo do julgamento ou “o que os outros vão pensar?”
Essa preocupação bloqueia sua criatividade, mina sua autoconfiança e ainda dá força para a procrastinação. Claro, você não pode esperar lançar um produto e achar que não importa o que seus clientes pensam. A questão é: pra saber o que seu cliente pensa, não dá para ficar criando hipóteses e mais hipóteses na sua cabeça, precisa agir, perguntar, interagir, colocar sua ideia no mundo.

3. A necessidade de estar sempre certo
Filho do medo do julgamento, o medo de errar também paralisa. Porém o mais curioso nisso é que esse medo nos cega para o seguinte fato: se não estivermos em nosso verdadeiro caminho, as coisas já estão erradas. É ou não é?

Então, viva, se lance, se tropeçar, levante, caminhe, lance sementes, faça acontecer.

4. Os papos negativos
Se você quer crescer, precisa se cercar de pessoas, climas e ideias que promovam crescimento. Começando por suas conversas internas e se expandindo para o cotidiano. Não alimente papos que diminuam os seus sonhos, que acabem com sua esperança, que coloquem em dúvida o seu potencial.

5. Críticas e reclamações
O clima da reclamação e da crítica alimenta os papos ruins, climas sabotadores e crenças negativas. Experimente: 21 dias sem reclamar ou criticar nadinha! Se criticar ou reclamar, volte a contagem. Supere esse vício, já!

6. Resistência à mudança
Vivemos na tendência à inércia, a se manter no mesmo lugar, no que já é conhecido. Re-signifique isso! Mudar é bom. Mudar é positivo. Mudar faz a gente crescer e conhecer novos ares. Abrace a mudança!

7. As velhas desculpas
Elas não servem mais para você, não condizem com a nova vida que você quer levar. E o principal: você não precisa delas para se proteger. A partir de agora você tem outros escudos mais eficazes: seu trabalho, seus sonhos, sua vontade, sua energia positiva, sua criatividade. Você tem boas companhias para seguir crescendo, abandone o medo e siga em frente.

O que mais você precisa abandonar? E que novas atitudes você escolhe para lhe acompanhar?




quinta-feira, 6 de março de 2014

MANIFESTO DA MAÇONARIA em Relação à Situação Atual do Brasil

Filosofia Imortal: Vimo-nos frente a este manifesto e consideramos de suma importância, devido a presença da Maçonaria em grandes eventos históricos de nosso país. Não temos certeza de que a carta realmente foi escrita pela Loja Maçônica em questão, mas cumprimos o ideal do Filosofia Imortal de levar ao leitor a informação e deixar a cargo do mesmo, as conclusões ou iniciativas de mais aprofundadas pesquisas.



admin post on fevereiro 26th, 2014

CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22 ORIENTE DE SÃO JOAQUIM-SC – FILIADA AO G.O.S.C

Agora o governo corrupto e tirânico do PT conseguiu motivo para ficar preocupado. A partir do momento em que a maçonaria começa a veicular manifestos como este, é porque nas sombras está sendo tramada um revolução que fará rolarem milhares de cabeças de corruptos por este país afora. Esta é a mais poderosa força do mundo e contra a força não há resistência. Aguardem.

Independentemente de crenças ou religiões, acredito que todos deveriam ler, refletir e…AGIR!

ESTA MENSAGEM DEVE SER DIVULGADA PARA TODOS OS BRASILEIROS LIVRES E DE BONS COSTUMES, E TAMBÉM, A TODOS OS PROFANOS POIS, É CLARA E VERDADEIRA.

Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.

O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância.

A tirania mudou sua face. Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço. Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças de outra forma. A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.

Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse: “DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO”. Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos, especialmente sob a influência da televisão, que dá ao povo essa fartura de “pão” e de “circo”. Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.

Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol, atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena. Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços.

Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais; já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e absolutamente corrompido. Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.

Porém, a construção dos “circos” continua ! Mas o pão e o circo também vêm dos “Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais. Quanto mais circo, mais pão ao povo. E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância, é disso que mais gosta.

Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de “lazer”. O Coliseu está entre nós. O circo está entre nós.

Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes. Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos. Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno,nem mesmo para morrer.

Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos não cubanos. Os tiranos têm a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização. Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa. É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania. Esses médicos recebem migalhas daquele governo. Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.

Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba solucionariam o problema de inúmeros pequenos hospitais pelo interior deste País. Mas não é a isto que ele servirá. Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado, de profissionais que não têm asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.

E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto, porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentar todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte. Esses governantes, que tanto criticam o trabalho escravo, também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS.

Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda, através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado, que pode chegar ao percentual de 27,5%.

Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional, cabos eleitorais desses governantes.

Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.

Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro o povo brasileiro é o palhaço !

A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem. Foi por Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura. Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.

E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado, com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual ? Não podemos ficar calados e inertes !

A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo. Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.

A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmãos: para que desencadeemos um movimento de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada, a todas as Lojas e os Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de cavar masmorras aos vícios !

Fraternalmente,

Alaor Francisco Tissot
Grão-Mestre – GOSC



terça-feira, 1 de outubro de 2013

VOCÊ é ENERGIA!


Por Neale Donald Walsch

Lembre-se do que eu disse. Que a nova espiritualidade, não será uma rejeição completa da antiga, mas uma expansão dela. Eliminará da antiga tudo que claramente não serve mais para você, e trará nova e mais profunda compreensão na sua antiga sabedoria.

Assim, o que encontrarão aqui já ouviram antes. Porém, agora vamos mais adiante, vamos passar para um nível mais profundo.

A maioria das religiões ensinou que você é ‘mais do que o corpo’. A mensagem é que você não é um corpo de modo algum. Você é a essência daquilo que soprou a vida no seu corpo.

Essa é a chave. Esse é o cerne da questão.

Você não é o seu corpo. Você é ilimitado e sem fim.

Essa é a verdade básica. A primeira causa. Tudo o mais tem novo significado quando esse significado se torna claro.

Você não é o seu corpo. Você é ilimitado e sem fim.

Você não é um conglomerado de ossos, músculos, tecidos e sistemas internos a que chamam de corpo. Não é isso Quem Você É.

Seu corpo é seu, mas não é você.

É um instrumento. Um aparelho. Um mecanismo que responde e reage de modo específico sob específicas influências e quando sujeito a determinados estímulos.

Esse mecanismo pode ser danificado, ferido ou destruído, mas “você” não pode. Esse instrumento pode se tornar completamente inoperável, mas você não. Esse aparelho pode deixar de funcionar, mas você não pode.

O Princípio Básico da Vida da funcionalidade se expressa eternamente por meio de você.

Alguns acreditam que é o corpo que o sustenta, que abriga a sua essência. Essa é a ideia: que o corpo abriga a Essência da Vida chamada alma. Isso não é correto. É a alma que abriga o corpo.

Sua alma não vive dentro do seu corpo. O contrário é que é o verdadeiro. Seu corpo vive dentro do campo de força que você chama de alma. Está contido dentro da configuração de energia, no interior da expressão localizada do Espírito Universal, que é a Essência de Quem Você É.

Esse campo de força, esse pacote de energia pulsante que envolve seu corpo, é as vezes, chamado de aura. É mais do que isso, muito mais do que você pode imaginar que é a aura, mas é uma boa imagem para sua primeira compreensão.

A parte que alguns consideram a alma é a própria energia da Vida, localizada e concentrada em um determinado ponto, no que você chama de Espaço-tempo contínuo. Essa Energia da Vida vibra e tremula, pulsa e brilha em volta de todos os objetos físicos do Universo. Dependendo da frequência da sua vibração, essa energia pode ás vezes ser vista. Pode também produzir outros efeitos como calor.

Alguns chamam esse brilho de Luz, Chama Eterna, Fonte, Alma ou outro nome qualquer condizente com a poesia usada. Na verdade é a Primeira Essência, a Substância-Base, o Material Básico de todas as coisas. Essa Luz é quem Você É.

Na sua incompreensão, vocês pensam que essa Luz se irradia de todos os objetos físicos. De fato, o processo é exatamente o oposto. A Luz irradia em todos os objetos físicos e desse modo, os cria. O campo de energia a que vocês chamam de luz, ou alma, envolve o objeto físico que o criou e se estende externamente desse objeto para a eternidade. Isto é, a energia jamais acaba. Não há nenhum lugar onde seu campo de energia pare e outro campo de energia comece. Isso significa que em nenhum lugar sua alma acaba e outra começa.

É como o ar em sua casa. Há vários cômodos separados, mas só um ar.

Essa é minha analogia para ajudar você a compreender. E eu não disse que no meu reino há muitas mansões?

O campo de força que é a sua alma se afina e se expande à medida que se expande, mas nunca desaparece completamente, nem deixa de existir. Em vez disso, se mistura e se funde com outros campos de força, formando outras concentrações localizadas e criando um padrão entrelaçado que se estende infinitamente. Estamos falando de um campo de força sem fronteiras. Estamos descrevendo uma alma que nunca se acaba.

Isto é de fato o que Você É.

Você É uma energia que nunca acaba no tempo ou no espaço.

Fonte: Universo Natural


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Boechat: Vandalismo é o cacete!

O jornalista Ricardo Boechat abre o verbo, deixando clara a diferença entre protesto revolucionário e vandalismo.

Assista a entrevista dada à Band:
Fonte: facebook.com


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Com a Morte do Ego, Nasce o Reino dos Céus

por Eckhart Tolle
Publicado em 01 de fevereiro de 2011



ALÉM DO EGO: NOSSA VERDADEIRA IDENTIDADE

Quando o ego está em guerra, saiba que isso não passa de uma ilusão que está lutando para sobreviver. Essa ilusão pensa ser nós. A princípio, não é fácil estarmos lá como testemunhas, no estado de presença, sobretudo quando o ego se encontra nessa situação ou quando um padrão emocional do passado é ativado. No entanto, depois que sentimos o gosto dessa experiência, nosso poder de atingir o estado de presença começa a crescer e o ego perde o domínio que tem sobre nós. E, assim, chega à nossa vida um poder que é muito maior do que o ego, maior do que a mente. 

Tudo de que precisamos para nos livrar do ego é estarmos conscientes dele, uma vez que ele e a consciência são incompatíveis. A consciência é o poder oculto dentro do momento presente. É por isso que podemos chamá-la de presença. 

O propósito supremo da existência humana, isto é, de cada um de nós, é trazer esse poder ao mundo. E é também por isso que nossa libertação do ego não pode ser transformada numa meta a ser atingida em algum ponto no futuro. Somente a presença é capaz de nos libertar dele, pois só podemos estar presentes agora - e não ontem nem amanhã. Apenas ela consegue desfazer o passado em nós e assim transformar nosso estado de consciência. 

O que é a compreensão da espiritualidade? A crença de que somos espíritos? Não, isso é um pensamento. De fato, ele está um pouco mais próximo da verdade do que a ideia de que somos a pessoa descrita na nossa certidão de nascimento, mas, ainda assim, é um pensamento. A compreensão da espiritualidade é ver com clareza que o que nós percebemos, vivenciamos, pensamos ou sentimos não é, em última análise, quem somos, que não podemos nos encontrar em todas essas coisas, que são transitórias e se acabam continuamente. É provável que Buda tenha sido o primeiro ser humano a entender isso, e dessa maneira anata (a noção do não-eu) se tornou um dos pontos centrais dos seus ensinamentos. E, quando Jesus disse "Negue-se a si mesmo", sua intenção era afirmar: negue (e assim desfaça) a ilusão do eu. Se o eu - o ego - fosse de fato quem somos, seria um absurdo "negá-lo". O que permanece é a luz da consciência, sob a qual percepções, sensações, pensamentos e sentimentos vêm e vão. Isso é o Ser, o mais profundo e verdadeiro eu. Quando sabemos que somos isso, qualquer coisa que ocorra na nossa vida deixa de ter importância absoluta para adquirir importância apenas relativa. Respeitamos os acontecimentos, mas eles perdem sua seriedade plena, seu peso. A única coisa que faz diferença realmente é isto: podemos sentir nosso Ser essencial, o "eu sou", como o pano de fundo da nossa vida o tempo todo? Para ser mais exato, conseguimos sentir o "eu sou" que somos neste momento? Somos capazes de sentir nossa identidade essencial como consciência propriamente dita? Ou estamos nos perdendo no que acontece, na mente, no mundo?


TODAS AS ESTRUTURAS SÃO INSTÁVEIS

Seja qual for a forma que assuma, a motivação inconsciente por trás do ego é fortalecer a imagem de quem nós pensamos que somos, o eu-fantasma que passa a existir quando o pensamento - uma enorme bênção, assim como uma grande maldição - começa a dominar e a obscurecer a simples, e ainda assim profunda, alegria da conectividade com o Ser, a Origem, Deus. Independentemente do comportamento que o ego manifeste, a força motivadora oculta é sempre a mesma: a incessante necessidade de aparecer, ser especial, estar no controle, ter poder, ganhar atenção. E, é claro, a necessidade de experimentar uma sensação de isolamento, ou seja, de oposição, de ter inimigos. O ego sempre quer alguma coisa das pessoas ou das situações. No caso dele há sempre um plano oculto, um sentimento de "ainda não é o bastante", de insuficiência e falta, que precisa ser atendido. Ele usa as pessoas e situações para conseguir o que deseja e, até mesmo quando é bem-sucedido, nunca fica satisfeito por muito tempo. Em geral, vive frustrado com seus objetivos - na maior parte do tempo, a lacuna entre o "eu quero" e "o que acontece" torna-se uma fonte constante de aborrecimento e angústia. 

A clássica canção dos Rolling Stones (I Can’t Get No) Satisfaction ("Não consigo ter satisfação") é sua música. A emoção subjacente que governa todas as atividades do ego é o medo. O medo de não ser ninguém, o medo da não-existência, o medo da morte. Todas as suas ações, enfim, destinam-se a eliminar esse temor. No entanto, o máximo que o ego consegue fazer é encobri-lo temporariamente, seja com um relacionamento íntimo, a aquisição de um novo bem ou tendo um bom desempenho numa coisa ou noutra. A ilusão nunca nos satisfaz. Apenas a verdade de quem nós somos, se compreendida, nos libertará. Por que o medo? Porque o ego surge pela identificação com a forma e, na verdade, ele sabe que nenhuma forma é permanente, que todas elas são transitórias. Assim, há sempre um sentimento de insegurança ao seu redor, mesmo que externamente ele pareça confiante. 

Certa vez, quando eu caminhava com um amigo numa linda reserva natural próxima a Malibu, na Califórnia, chegamos às ruínas do que fora uma casa de campo, destruída pelo fogo décadas atrás. Aos nos aproximarmos da propriedade, toda cercada de árvores e de plantas magníficas, vimos, ao lado da trilha, uma placa que as autoridades do parque haviam colocado ali. Nela estava escrito: "Perigo. Todas as estruturas são instáveis." Comentei com meu amigo: "Este é um sutra profundo." E ficamos parados, impressionados. 

Depois que compreendemos e aceitamos que todas as estruturas (formas) são efêmeras, até mesmo os materiais aparentemente sólidos, a paz surge dentro de nós. Isso acontece porque o reconhecimento da impermanencia de todas as formas nos desperta para a dimensão do que não tem forma no nosso interior, o que está além da morte. Jesus chamou isso de "vida eterna".


A NECESSIDADE DO EGO DE SE SENTIR SUPERIOR

Existem muitas formas sutis de ego que, mesmo sendo tênues, podemos observar com facilidade nas pessoas e, mais importante, em nós. Lembre-se: no momento em que nos tornamos conscientes do nosso ego, essa consciência emergente é quem somos além do ego, o "eu" profundo. O reconhecimento do falso já é o surgimento do real. Por exemplo, imagine que você está prestes a contar uma novidade a alguém. "Já sabe o que aconteceu? Não? Vou lhe dizer." Se estiver alerta o suficiente, no pleno estado de presença, será capaz de detectar um rápido sentimento de satisfação dentro de si imediatamente antes de dar a notícia, até mesmo se ela for má. Isso ocorre porque, por um breve momento, existe, aos olhos do ego, um desequilíbrio a seu favor na relação entre você e a outra pessoa. Durante esse instante, você sabe mais do que ela. Essa satisfação provém do ego e ela surge porque sua percepção do eu é mais forte em comparação com a outra pessoa. Ainda que o interlocutor seja o presidente ou o papa, você se sente superior a ele naquele momento porque sabe mais. Esse é um dos motivos que fazem com que muita gente se vicie em fofoca. Além disso, a fofoca costuma carregar um elemento de crítica e julgamento malicioso dos outros. Dessa forma, também fortalece o ego por meio da superioridade moral imaginada, que fica implícita em toda apreciação negativa que fazemos de alguém. 

Se uma pessoa tem mais, sabe mais ou pode fazer mais do que nós, o ego se sente ameaçado porque o sentimento de "menos" diminui sua percepção imaginada do eu em relação a ela. Assim, ele pode tentar se recuperar procurando, de algum modo, criticar, reduzir ou menosprezar o valor das capacidades, dos bens ou dos conhecimentos desse indivíduo. Ou pode mudar de estratégia: em vez de competir, vai se valorizar por meio da associação com essa pessoa, caso ela seja considerada importante aos olhos dos outros.

Fonte: luzdegaia.net


sábado, 19 de janeiro de 2013

Popular fala a verdade que Políticos tentam esconder!

"Piauí", artesão que trabalha na Avenida Paulista, abre o verbo e fala a verdade que todos nós deveríamos saber. Se fôssemos atentos como ele, o Brasil seria melhor.


Fonte do vídeo: Fábio Félix Domingues


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Suicídio, segundo o Espiritismo

Acordei hoje com uma triste notícia: a morte da jovem Michele Santos, de 25 anos, esposa do meu amigo Deda Lobo, candidato a vereador por Piaçabuçu. O corpo foi encontrado pendurado em uma árvore com uma corda no pescoço. Ela deixou uma carta, avisando que estava passando por depressão e pedindo perdão a Deus e aos pais. As informações foram tiradas do Portal Boa Informação.

Não conhecia a jovem, mas fico sentido pelo sofrimento que ela gerou para ela mesma e para os entes e amigos. Como a morte do corpo não muda ninguém, acredito que ela esteja passando por um momento difícil, já que percebeu que não morreu o espírito é eterno) e a tentativa de se livrar do problema gerou outro mais grave, pois precisará resgatar essa ação contra sua própria vida, o que é infração as leis de Deus. Peço muito a Deus que envie os Seus mensageiros para guiá-la nesse momento, além de consolo para a família.

Mas, qual a opinião do Espiritismo sobre o suicídio? A doutrina dos Espíritos diz que é uma visão material e falta de confiança em Deus e no futuro. O Evangelho Segundo o Espiritismo afirma que quem tem esperança em dias melhores enche-se de paciência e, quem não crer na eternidade, julga que, com a vida, tudo se acaba. “A simples dúvida sobre o futuro e as ideias materialistas levam ao suicídio, que é uma covardia moral. A doutrina materialista é um veneno, levando a assumirmos tremenda responsabilidade”, afirma Allan Kardec. Lembrando que suicídio não é só atirar na cabeça ou se enforcar, quem fuma, por exemplo, sabe que o cigarro faz mal e mata, ele será considerado um suicida involuntário.

O desgosto pela vida vem da ociosidade, da falta de fé e esperança na vida futura, e da satisfação da plena vontade. Tentar escapar das decepções mostra pobreza de espírito, falta de coragem de suportar frustrações, geralmente fruto das más escolhas que fez. O arrependimento sincero traz perdão, mas a reparação é inevitável, tendo como consequência o prolongamento da perturbação espiritual e a ilusão que, durante tempo mais ou menos longo, faz o espírito acreditar que ainda está vivo, sentindo alguns sentidos da matéria, tentando falar com as pessoas e não sendo ouvido e nem percebido, etc.

Perispírito
Não podemos deixar de lado a sintonia de pensamento, que atrai pessoas e situações semelhantes. Pensar em suicídio, atraímos espíritos que incentivam a cometer o crime por simples prazer em ver o próximo igual a eles, infelizes. Esses seres espirituais inferiores são os obsessores. Mas eles só ficam do lado de quem prefere continuar escutando, obedecendo. Essa companhia depende de cada um, com suas escolhas de pensamento. A religião bem vivida, independente de qual seja, muda nossa vibração, atraindo espíritos bons.

Aconselho a família e amigos de Michele, e todas as pessoas que perderam entes queridos, que façam o culto do evangelho no lar. Se reunindo uma vez por semana (ou individual), fazendo uma prece inicial pedindo proteção, lendo um texto com mensagem moral, fazendo um breve comentário e fazendo a prece final pedindo paz. Assim, atrairemos, com o poder da oração, espíritos bons, além de podermos ajudar os desencarnados que vagam por ai. Essas orações são recebidas, pela transmissão do pensamento positivo, pelas pessoas que amamos, de um modo especial Mariana, que irá precisar muito da nossa ajuda. Muita paz! 

Hugo Minas
Jornalista