Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Chimpanzés Declararam Guerra aos Humanos em Uganda


No oeste de Uganda, perto do lago Alberto, os chimpanzés selvagens desencadearam uma guerra territorial real contra colonos humanos.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou o braço, abriu o estômago e removeu os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

Esquerda: Teddy Atuhaire tinha quatro anos na vila Mukichanga, quando um chimpanzé entrou na casa enquanto sua mãe estava fora e levou Teddy para uma árvore. O chimpanzé cortou sua cabeça, quebrou tanto o braço que precisou ser amputado e a deixou cair. Os anos de recuperação foram difíceis. Com seus pais mortos, seus irmãos mortos ou desaparecidos, ela vive de trabalho ocasional e cuida de suas tias.
Direita: Alguns moradores colocam armadilhas na floresta para prender antílopes, porcos do mato e outros animais como alimento. Os chimpanzés, apesar de um tabu em Uganda contra comê-los, tornam-se vítimas não intencionais. Cerca de um terço dos chimpanzés de uma comunidade do Parque Nacional de Kibale sofreu ferimentos na armadilha, incluindo este jovem macho, conhecido pelos pesquisadores como Max, que perdeu os dois pés.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

As áreas em laranja delimitam o território dos chimpanzés. O quadrado mostra a área onde a maioria dos ataques tem ocorrido.

Nos últimos anos, os agricultores locais vêm reduzindo ativamente a floresta para a colheita, privando primatas de seu habitat.

As respostas dos chimpanzés são ataques sangrentos, principalmente contra crianças porque temem atacar pessoas armadas adultas, pelo menos por enquanto, enfatiza a National Geographic. Os agricultores locais contam histórias de horror.

Uma dos camponesas que trabalhava em um campo próximo ao assentamento Muhororo afirma que um chimpanzé macho grande agarrou seu filho pequeno, arrastou-o para a floresta, onde ele lhe quebrou a cabeça, rasgou a barriga e arrancou os rins.

Mais tarde, o grupo de macacos começou a aterrorizar a família dessa camponesa, atacando sua casa, apesar da cerca colocada pelo marido. Como resultado, a família foi forçada a deixar a área.

Em outro caso, um chimpanzé atacou um garoto de dois anos. arranhando seu braço e a virilha. Outra garota foi levada para uma árvore, onde um macaco machucou gravemente a sua mão e a jogou no chão. A menina teve que amputar sua mão.

Uma lástima o que está ocorrendo em Uganda e em outros lugares do mundo, com animais perdendo seus habitats. Nós humanos precisamos encontrar um equilíbrio entre nossas necessidades e a dos animais, antes que seja tarde demais.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

OMS e UNICEF admitem que Surto de Poliomielite é causado pela Própria Vacina.


Depois de quase duas décadas declaradas "livres da poliomielite" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as Filipinas estão agora enfrentando seu primeiro surto de poliomielite em 19 anos - e as autoridades estão realmente admitindo que a causa foi a vacina contra a poliomielite em si!

O secretário de saúde Francisco Tiongson Duque III anunciou em uma recente entrevista coletiva que pelo menos uma pessoa, uma menina de três anos na província de Lanao del Sur, ao sul, contraiu o vírus, que também foi detectado em cursos de água na região sul de Davao, bem como em esgotos em Manila.

Esses três pontos vetoriais são suficientes para declarar um surto oficial de poliomielite, dizem as autoridades, o que está criando um pânico, já que se pensava que a poliomielite havia sido completamente erradicada.

"Enquanto uma única criança permanece infectada, crianças em todo o país e até mesmo ao redor estão em risco de contrair poliomielite", acrescentou Oyun Dendevnorov, representante da UNICEF nas Filipinas.


Em uma declaração conjunta, tanto a OMS quanto a UNICEF admitiram que o tipo de poliovírus que está se espalhando atualmente é o poliovírus derivado de vacina tipo 2, o que mais uma vez significa que as vacinas são a fonte e a causa desse primeiro surto de poliomielite em quase 20 anos.

"O vírus enfraquecido usado nas vacinas se replica por um curto período no intestino das crianças e é excretado nas fezes", escreve Carley Petesch para a Associated Press (AP). "Em casos raros... o vírus enfraquecido pode se fortalecer em áreas com falta de saneamento e higiene".

Esse parece ser um daqueles "casos raros", visto que o esgoto bruto é um dos maiores fatores de risco, junto com a água do rio poluída.

O site Natural News alertou sobre isso e foi banido pela indústria tecnológica - então, onde está o nosso pedido de desculpas?

A última vez que uma infecção por poliomielite decorrente de uma cepa selvagem do vírus foi detectada nas Filipinas foi em 1993. Mais tarde, em 2015, a OMS declarou oficialmente que o poliovírus selvagem tipo 2 foi erradicado não apenas nas Filipinas, mas em todo o mundo.

Em outras palavras, o poliovírus selvagem tipo 2 era coisa do passado, até que as vacinas contra a poliomielite o trouxeram de volta à existência. Mesmo assim, a OMS e a UNICEF ainda estão pressionando as pessoas a serem vacinadas contra a poliomielite em meio a esta crise, pois alegam que essa é a única maneira de prevenir a infecção.

Por mais que isso não faça absolutamente sentido, esta é a recomendação oficial de funcionários do governo que estão pressionando para que pelo menos 95% das crianças menores de cinco anos nas Filipinas sejam vacinadas contra a poliomielite.

Ainda assim, esses mesmos funcionários admitiram que a vacina foi a causa desse último surto, o que legitima o site Natural News, já que estamos alertando sobre isso há anos - a ponto de sermos banidos de todas as principais plataformas de tecnologia por espalhar “desinformação”.

No entanto, agora que está provado que as vacinas contra a poliomielite espalham a poliomielite, onde está o nosso pedido de desculpas? Quando podemos esperar ser restabelecidos no Facebook e Pinterest? As autoridades de saúde vão agora dizer que os meios de comunicação independentes como o Natural News estavam certos o tempo todo e concordam que fizemos uma coisa boa no interesse de apoiar a saúde pública?

Enquanto nós certamente não vamos prender a respiração, queremos esclarecer as coisas nós mesmos, declarando: Nós avisamos.

"As vacinas contra a poliomielite são frequentemente citadas como uma história de sucesso que prova que as vacinas funcionam para eliminar doenças infecciosas", escreve Mike Adams, o Health Ranger. "Na verdade, quase todos os casos de poliomielite no mundo moderno são causados ​​pelas próprias vacinas contra a poliomielite."

"Em termos claros, mais casos de poliomielite são causados ​​por vacinas contra a poliomielite do que pela poliomielite selvagem", acrescenta ele.

Fonte1

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Misteriosa Tragédia do PASSO DYATLOV

Um acontecimento terrível que até os dias de hoje deixa uma lacuna de dúvidas e incertezas. O que houve realmente naquela noite? Possivelmente as autoridades Russas saibam e, por algum motivo obscuro, nunca divulgaram.


Em 25 de janeiro de 1959, dez esquiadores experientes da antiga União Soviética se reuniram ao norte das montanhas do Ural para participar de uma expedição de 14 dias que prometia ser divertida ao esquiar pelos montes através de uma rota conhecida ao norte das Urais, em Oblast de Sverdlovsk. Liderado por Igor Dyatlov, consistia de oito homens e duas mulheres, a maioria estudantes ou graduados do Instituto Politécnico de Ural (atualmente Universidade Técnica Estadual de Ural).

O objetivo da expedição era alcançar Otorten, uma montanha situada 10 quilômetros ao norte do local do incidente. Esta rota, naquela temporada, era classificada como “categoria III”, a mais difícil. Todos os integrantes possuíam experiência em excursões de esqui e expedições em montanhas.

O grupo viajou de trem para Ivdel, cidade ao centro da província de Oblast de Sverdlovsk, desembarcando ali em 25 de janeiro. Eles então tomaram um caminhão para Vizhai, o último assentamento inabitado ao norte, começando a marcha em direção a Otorten em 27 de janeiro. No dia seguinte, um dos integrantes, Yuri Yudin, foi forçado a voltar devido a problemas de saúde.

Diários e câmeras encontrados em seu último acampamento tornaram possível rastrear a derradeira rota do grupo no dia anterior ao incidente. Em 31 de janeiro, eles chegaram na beira de um morro e prepararam-se para escalá-lo. Em um vale silvestre, eles estocaram comida e equipamento extra, que seriam utilizados mais tarde na viagem de volta. No dia seguinte, 1 de fevereiro, os esquiadores começaram a descer o passo. Ao que parece eles planejavam atravessar o local e acampar do outro lado durante a noite seguinte, mas devido à piora nas condições meteorológicas, com tempestades de neve e declínio de visibilidade, o grupo acabou se perdendo e seguindo para oeste, subindo em direção ao topo do Kholat Syakhl. Quando perceberam o equívoco, eles decidiram parar e montar acampamento no declive da montanha.


O Grupo Desaparecido


– Igor Dyatlov (23 años) Líder da Equipe
– Yuri Yudin Único Sobrevivente
– Yuri Doroshenko (21)
– Zinaida Kolmogorova (22)
– Lyudmila Dubinina (21)
– Alexander Kolevatov (25)
– Alexander Zolotariov (37)
– Rustem Slobodin (23)
– Georgyi Krivonischenko (24)
– Nicolay Thibeaux-Brignollel (24)


O Único Sobrevivente


 No povoado Vizhai que Yuri Yudin, o único sobrevivente, adoeceu de repente e teve que abandonar a expedição. Uma velha lesão nas costas o impediu de continuar. Naquele momento ele sentiu inveja pelos seus companheiros e o resto da vida sentiu a angústia de não saber o que havia acontecido com eles.

Estas fotos foram as últimas que tiraram com o acampamento montado e mostram todos alegres e se divertindo.




A Expedição

O objetivo da expedição era alcançar o topo da montanha, considerado um desafio difícil, porém todos os integrantes do grupo possuíam experiência em escaladas. Com a ajuda das anotações de viagem, foi possível, identificar a rota do grupo até o dia da tragédia. No dia 1o. de fevereiro, o tempo na montanha piorou, os esquiadores se perderam – provavelmente se separam – e resolveram montar acampamento.


A partir dali, provavelmente, começou uma sequência de horrores causada por algo desconhecido. Sem sinal dos esquiadores, as buscas tiveram início no dia 20 de fevereiro. Seis dias depois, foram encontrados os primeiros corpos. Eles estavam apenas com roupas íntimas, indicando que os esquiadores estavam dormindo e tentaram fugir de alguma coisa ameaçadora. Estima-se que naquela noite a temperatura deveria estar em torno de -25 C e -30 C graus.

Pelo estado da barraca algo ou alguma coisa aterradora assustou os alpinistas profundamente, como se estivessem fugindo de algo.

As surpresas não acabam aqui. Ao examinar a barraca, eles verificam que estava feita em pedaços. Foram os próprios garotos que em uma tentativa desesperada de fugir de algo, rasgaram a barraca.

A barraca segue sendo o maior mistério sem solução do caso e a que menos provas úteis proporciona. Ao localizá-la, todos tinham a esperança de encontrar a equipe com vida, no entanto, o seu interior não foi investigado como deveria. Não foram feitas fotografias, foram separados os objetos pessoais para entregá-los aos familiares, o diário do grupo apareceu, mas desapareceu o de Zolotariov. Foram encontrados vários rolos de filmes sem revelar. Não foi feito um inventário preciso.

Posterior análise chegou a uma conclusão surpreendente: os cortes não haviam sido feitos pelo lado de fora, mas sim a partir de dentro da barraca!

Próximo dali, entre 300 e 630 metros, foram encontrados, outros três corpos. Pela maneira que estavam dispostos, a hipótese é de que estivessem tentando voltar às barracas. Os outros quatro esquiadores só foram encontrados mais de dois meses depois, no dia 4 de maio, sob quatro metros de neve.


O que aconteceu?

Mais tarde, uma investigação constatou que ao menos quatro dos esquiadores receberam ferimentos fatais – dois no crânio e dois no tórax. Um dos corpos estava sem a língua. O que espantou os investigadores foi a força usada nestes ferimentos, praticamente impossível para um ser humano. Os corpos não tinham machucados externos e pareciam ter sido submetidos a uma grande pressão. Para adicionar mais mistério à história, também foi encontrado um alto índice de radiação nas roupas dos esquiadores.

De início, suspeitou-se que as mortes tivessem sido causadas pelo povo indígena Mansi, porém não havia qualquer tipo de pegadas ali, a não ser as dos esquiadores. Nos ano 90, pessoas envolvidas na investigação revelaram que houve relatos naquela época de que “esferas voadoras brilhantes” foram avistadas na área, mas nada pode ser comprovado – anos mais tarde, foi divulgado que as luzes foram causadas por testes de mísseis balísticos R-7. Sem ter como resolver o caso, a investigação final apontou que o grupo morreu vítima de “força desconhecida” e o caso foi arquivado. O incidente só veio à tona na década de 1990.

Igor Dyatlov combinou que enviaria uma mensagem telegráfica para seu clube esportivo assim que o grupo retornasse a Vizhai. Estimava-se que isso ocorreria por volta de 12 de fevereiro, mas mesmo com o passar da data não houve reação, pois atrasos eram comuns em expedições desse tipo. Em 20 de fevereiro, depois que familiares dos viajantes exigiram uma operação de resgate, os administradores do instituto enviaram as primeiras equipes de busca, formadas por alunos e professores voluntários. Posteriormente, o exército e forças policiais foram envolvidas, com aviões e helicópteros requisitados a juntar-se à operação.


Os Primeiros Corpos analisados por médicos forenses

Próximo  a uma árvore, encontram os dois primeiros corpos, Krivonischenko e Doroshenko, os dois de pés descalços e em roupa interior, apesar do frio que fazia naquela noite. Os dois estavam cobertos por ramos de árvores caídos cheios de neve.



Krivonischenko

É o mais próximo da fotografia e se encontra de barriga para cima, com os braços na altura da cabeça, sinal de que teria sido arrastado. Foi identificado pela sua altura, 1,80 m. Era o mais forte dos nove e casualmente um dos primeiros a morrer. Saiu da barraca em boas condições, porque as impressões de uma pessoa alta que caminhava com passo firme se distingue claramente. Vestido com uma calça de lã, calças curtas sobre essas, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa e colete. Nos pés um par de meias de lã. Sem calçados. Nas calças foram encontradas restos de lágrimas e a meia do pé esquerdo estava parcialmente queimada.

Sobre as lesões que apresentavam o corpo: Presença de sangue na boca, nariz e ouvidos. Danos no braço direito na altura do ombro: Hematoma de 2 centímetro na axila, abrasões de 2 a 1,5 cm (Isto quer dizer que cobre uma superfície de 2 x 1,5 cm de área, dentro da qual estão os danos) na parte interna do ombro não há sangramentos, mas haviam dois cortes na pele.


  • Marcas de golpes acimas do antebraço direito (sob o cotovelo) de coloração marrom-avermelhada entre 4 a 5 cm.
  • A pele dos dedos de ambas as mãos estavam arrancadas e estas apareceram no tronco da árvore sob a qual foram encontrados os corpos.
  • Machucados em ambas as pernas (abaixo dos joelhos).
  • Marcas de congelamento no rosto e orelhas (que em volta, a pele tem um tom marrom escuro-negro)

  • Na bochecha direita, havia a descarga de líquidos cinzentos espumosos procedentes da boca. Este líquido costuma aparecer em caso de compressão do tórax.
  • A conclusão é que as feridas foram produzidas ao cair da árvore, ao arrancar ramos utilizando o peso do corpo ou tentando se manter sobre os galhos.

Quando o forense investiga o tronco, ele viu que estava coberto com pedaços de carne e pele humana. Os cadáveres tinham mãos dilaceradas, então presume-se que eles tentaram subir na árvore desesperados, e os galhos cederam com o seu peso. Não havia nenhum sinal de qualquer animal, mas alguma coisa tinha que aterrorizá-los de tal forma para fazê-los correr para fora da barraca sem se vestirem e tentarem subir numa árvore dilacerando as mãos.


Igor Dyatlov

Perto do local, cerca de 270 metros em direção a barraca, encontraram o terceiro cadáver, o do líder do grupo, Igor Dyatlov. O encontro não é menos surpreendente. Ele estava deitado virado para cima com a cabeça na direção da barraca e em uma mão segurava um raminho e com o outro braço cobria o rosto, protegendo-se.

Cabeça nua. Abrigo de pele com bolsos desabotoados. Camisa de manga longa, camiseta não muito grossa. Calças, calças de esqui. Sem calçado. Meias de algodão em ambos os pés, meia de lã só no pé direito. Nos bolsos, tinha um canivete pequeno e uma fotografia de Zinaida Kolmogorova. Seu relógio parou às 05:31. A camisa de manga longa era de Yuri Yudin, este a identificou posteriormente e explicou que a havia emprestado a Doroshenko. Tudo indica que as peças de roupas dos dois primeiros a morrerem, foram repartidas entre seus colegas, ou que entre eles trocaram as roupas.

Lesões: Abrasões na testa de cor marrom-avermelhada. Escoriações em ambas bochechas de cor marrom-avermelhada sangue seco nos lábios, perda antiga de um incisivo na mandíbula inferior.

Na parte inferior do antebraço e na superfície da palma da mão (não indicam qual das duas, suponho que a direita) haviam muitos arranhões pequenos de cor vermelha escura. Contusão nas articulações metacarpofalangicas da mão direita de cor marrom-avermelhada (isto é, a zona do punho com a qual se bate com a mão fechada). Contusões na mão esquerda de cor marrom-avermelhada. Feridas superficiais no segundo e no quinto dedo de dita mão.

Forte golpe nos joelhos sem sangramento. Hematomas na parte inferior da perna direita (acima do tornozelo). Abrasões em ambos tornozelos de cor vermelha brilhante com hemorragia subjacente.


Rustem Slobodin

Pouco mais de 180 metros a frente em direção a barraca, encontram o cadáver de Rustem meio coberto de neve com o rosto no chão e com uma fratura de 17 centímetros na cabeça.

Levava uma camisa de manga longa, outra camisa, uma camiseta, calças em cima de outras calças, quatro pares de meias e uma bota no pé direito. Nos bolsos levava uma faca, uma caixa de fósforos, um pente, seu passaporte, 310 rublos e um lápis. Seu relógio estava parado, marcando 08:45.

Lesões: Abrasões na testa de cor avermelhada, hematoma de cor marrom-avermelhada na pálpebra do olho direito com hemorragia subjacente. Restos de sangue no nariz. Lábios inflamados, inchaço e abrasões irregulares na metade direita do rosto. Abrasões no lado esquerdo do rosto.

Epiderme rachada em todo o antebraço direito. Hematomas na zona metacarpofalangica de ambas as mãos. Machucaduras de cor marrom-avermelhada na face média do braço esquerdo e na palma da mão esquerda.

Contusões na tíbia esquerda.

A cabeça apresentava uma fratura no osso frontal e nos músculos temporais de ambos lados do rosto.
O forense não explica a natureza das lesões, mas é como se ele tivesse ido se ferindo sucessivamente com tudo o que encontrasse no caminho.

Era o único corpo que mantinha algo de calor corporal no momento de cair ao solo, já que a neve sob a sua cabeça havia derretido e se transformando posteriormente em gelo (a ferida na cabeça ajudou). Seu cadáver estava completamente coberto pela neve.


Zinaida Kolmogorova

Nas proximidades existem vestígios de sangue, ao segui-los eles acham Zinaida, a que mais se aproximou da barraca depois de ter fugido. Não foi possível comprovar se o sangue era seu, mas não parecia ser dela.

Seu cadáver foi encontrado semi-enterrado. Estava melhor vestida, levava dois gorros, camisa de manga longa, camiseta, outra camisa sobre a camiseta e outra camiseta em cima com as mangas rasgadas. Calças esportivas, calças de algodão, calças de esqui com três pequenos buracos na parte inferior. Três pares de meias. Sem calçado. Levava uma máscara militar, sem a indicação de que tipo.

Tinha um hematoma de 29 cm de comprimento por 6 de largura que rodeava o lado direito na região da cintura.

Congelamento nas falanges dos dedos, contusões nas mãos e nas palmas. Meninges inflamadas (sinal de hipotermia).


Lyudmila Dubinina

Levava roupa interior, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa, duas jaquetas, dois pares de calças, meias longas, outro par de meias danificadas pelo fogo e uma meia sem par. Tinha cortado em tiras uma camiseta, levando uma parte enrolada no pé esquerdo e a outra havia se desprendido. Foi encontrada entre a neve. Levava a calça e a camiseta de Krivonishenko, em que foi encontrado uns níveis baixos de radiação.

Danos corporais: A língua não foi encontrada, faltava o nervo hipoglosso bem como os músculos do céu da boca. Não indicam se foi arrancada ou não, simplesmente que não está. Os tecidos macios ao redor dos olhos, os olhos e as sobrancelhas desapareceram, assim como a pele da área temporal esquerda e o osso encontrava-se parcialmente exposto.

As cartilagens nasais foram rompidas. Faltavam os tecidos macios do lábio superior, no qual, os dentes e o osso da mandíbula superior estavam expostos

Lesões nas costelas. No lado direito estavam quebradas as costelas 2, 3, 4 e 5 seguindo duas linhas de fraturas visíveis. No lado esquerdo: foram quebradas as costelas 2, 3, 4, 5, 6 e 7, seguindo também duas linhas de fraturas visíveis.

Hemorragia em massa na aurícula direita do coração. Foi encontrado 100 gramas de sangue coagulado no estômago. Hematoma na coxa esquerda, com o tamanho de 10 ,5 cm.
Tecidos danificados ao redor do osso temporal esquerdo, com tamanho de 4, 4 cm.


Alexander Zolotariov

Os olhos desapareceram. Faltavam os tecidos macios ao redor da sobrancelha do olho esquerdo, em uma superfície de 7, 6 cm, o osso está exposto. Teve as costelas quebradas 2, 3, 4, 5 e 6 do lado direito, seguindo duas linhas de fraturas visíveis. Ferida aberta no lado direito com o osso exposto de 8 a 6 cm de tamanho.

Tanto Zolotariov como Dubinina tiveram um mesmo padrão de lesões. São muito similares no ângulo e na força exercida, apesar de que tanto a altura e a compleição corporal dos dois é muito diferente. O que lhes causou estas lesões não foi um evento único e uniforme, mas sim, produziu danos similares em duas pessoas diferentes. Seria como comprovar quanta força seria preciso exercer para quebrar as costelas de uma mulher forte de 20 anos e de um homem atlético de 37, a potência da força exercida é diferente, mas o resultado é o mesmo.

Sob a roupa foi encontrada a seguinte tatuagem: Г + С + П = Д (não foi especificado em que parte do corpo) O último símbolo depois do igual, significa ‘amizade’, os três primeiros são as iniciais dos amigos, era uma tatuagem muito comum entre os soldados soviéticos que serviram muito tempo juntos. Entre as letras não há nenhum A, pelo qual o nome com que se apresentou ao grupo, Alexander, realmente não era o seu nome, mas sim, Cemen. Também encontraram uma frase militar e seu ano de nascimento, 1921.


Nicolay Thibeaux-Brignollel

Apresentava múltiplas fraturas no osso temporal direito, com ampliações nos ossos frontais e esfenoides, seguindo um padrão ovalado. Segundo uma das hipóteses, seguindo a teoria da avalanche, ele estaria dormindo próximo de sua câmera fotográfica e ao cair a neve sobre eles, sua cabeça teria batido contra o objeto. Dentro da barraca não havia nenhuma câmera quebrada nem manchada de sangue e o padrão das impressões não mostra o arraste de uma pessoa inconsciente na fuga para o bosque, quando esta ferida provocou uma hemorragia cerebral que o deixou em um estado muito similar ao coma. O forense, Vozrojdenniy, não estava de acordo, porque a ferida e o afundamento do crânio não mostravam um círculo perfeito, mas sim, irregular, mais parecendo ao de uma pedra, mas também descarta a queda acidental sobre uma pedra.

Se poderia saber mais sobre o impacto caso se pudesse observar a retina, desprendida ou não, mas lamentavelmente, os globos oculares haviam desaparecido.

Também apresentava um hematoma no lado esquerdo do lábio superior e uma hemorragia na parte baixa do antebraço, com o tamanho 10 a 12 cm.


Alexandre Kolevatov

Ausência dos tecidos macios ao redor dos olhos e dos globos oculares, as sobrancelhas desapareceram e os ossos do crânio estavam expostos. Os danos no rosto que sofreram os quatro cadáveres têm uma explicação simples, a carne, primeiro congelada e depois molhada durante o degelo, pode se separar com muita facilidade do crânio.

Tinha uma fratura no nariz, uma ferida aberta por trás da orelha, com o tamanho de 3 cm e o pescoço deformado (não é detalhado que tipo de deformidade).


As Teorias.

Muitas perguntas foram levantadas:

– O que pode aterrorizar um grupo de nove pessoas, acostumados a acampar em locais extremos e com grande força física? Eles não eram colegiais acampando com medo do escuro.
– Por que Ludmila foi encontrada sem a língua?
– Os ferimentos foram tão intensos que nenhum ser humano seria capaz de fazer. Quem fez?
– Eles estavam a -20ºC – O que os fez fugir da barraca cortando de dentro para fora?
– A última foto tirada pelos estudante mostra o que? O que é aquela luz?

Logo circularam várias hipóteses, desde as mais assustadoras que parecem ser as mais razoáveis.
O caso teve muita publicidade por se tratar de nove jovens, mas terminou com outra incógnita:
nove esquiadores morreram por uma “causa maior” ou por uma “força não identificada”, de acordo com o exército russo, que fechou o local durante três anos. A mesma passagem que agora leva o nome do líder da expedição, passagem Dyatlov, onde uma placa recorda os 9 falecidos.


Teoria sobre a Conspiração OVNI

Sempre que há uma história misteriosa surge a ideia de que foi produzida por organismos alienígenas.. ou seres  de outro mundo.

A ideia veio desta vez do depoimento de um grupo de excursionistas que se encontravam acampados há vários quilômetros ao sul, que afirmaram terem visto na noite das mortes, várias esferas de cor laranja sobrevoando a zona onde se encontravam os esquiadores.

Curiosamente, um dos defensores desta teoria era um militar, que não podia mostrar as provas por estarem classificadas mas afirmava que existiam. Este cavalheiro era Lev Ivanov que junto com Vasily Ivanovich Tempalov estudaram o caso e propuseram diversas teorias a partir do depoimento dos excursionistas e das fotografias feitas por eles, mas superiores os obrigaram a fechar o caso e seus arquivos foram classificados. Tempanov se recusou, enquanto Ivanov acatou as ordens e foi promovido no dia seguinte.

Foto original encontrada no acampamento
Com a queda da URSS, estes supostos arquivos OVNIs não apareceram com o resto de arquivos desclassificados. Ivanov fazia questão de dizer que precisamente os seus, se encontravam entre os ‘não desclassificáveis’

A teoria de Ivanov aponta a que durante a noite de primeiro de fevereiro, várias esferas de cor laranja, vistas pelos excursionistas que foram testemunhas e vários habitantes de cidades da zona e de procedência alienígena, sobrevoaram o acampamento dos nove esquiadores. O pânico se espalhou e fugiram. Talvez não lhes atacassem, mas naqueles anos o medo de luzes no céu estava muito enraizado. Estavam em plena guerra fria… Ou talvez sim lhes atacaram, lhes obrigando a fugir da barraca e a abandonà-la, se escondendo no bosque. As feridas que quatro dos esquiadores sofreram, segundo Ivanov, poderiam ser da colisão de uma nave e o impacto de algum fragmento.

Não encontraram restos de nenhuma nave, mas para Ivanov a resposta está na rápida atuação do exército, que poderia ter levado embora os restos. Os primeiros a encontrarem o acampamento foram os soldados soviéticos a bordo de um avião. Até que chegassem a equipe de resgate do Instituto Politécnico e os civis, havia passado ao menos um dia, porque já haviam se afastado da zona, e desde o início, pensavam em encontrá-los vivos.

A coloração da pele e cabelos, a radioatividade na roupa e a paralisia dos corpos, indicava a Ivanov que foram objetos de um ataque alienígena. Também parecia que ele levava em conta a ausência da língua de Dubidina, por ser similar as mutilações de gado. (Cattle mutilation)

É curioso que esta afirmação venha de um militar. Ele realmente acreditava ou tentava tapar algum assunto do exército?


Teoria do Yeti

Os Mansi dizem que a região é habitada por uma criatura chamada Menk. Seu rugido vez os esquiadores se apavorarem e por isso eles fugiram da barraca e correram em direção a floresta. O Menk o seguiu e eles foram todos mortos.

O que seria uma das teorias mais malucas, com a liberação de arquivos antes confidenciais acabou se tornando uma das mais interessantes como vamos ver.

Em janeiro de 2014 o explorador Mike Libecky, a jornalista russa Maria Klenokova e uma equipe de filmagem se embrenharam na Rússia atrás de respostar para o caso e o resultado foi o documentário Russian Yeti: The Killer Lives exibido no Discovery Channel (tem completinho e em português no Youtube). O que eles descobriram foi impressionante e surpreendeu a todos, pois tudo indica que foi um Yeti que matou os 9 estudantes.

A equipe foi visitar a Fundação Diatlov e lá conversaram com as duas primeiras pessoas que chegaram ao local e descobriram a barraca. Eles disseram que viram pegadas na neve com o dobro da humana e que elas não foram mencionadas nos relatórios oficiais.


Essas pegadas foram encontradas perto do acampamento dos alpinistas, fotos ocultado pelos militares Soviéticos, descobertas em 1990 após a queda do comunismo.

Depois eles partem para falar com os Mansis e encontram a última testemunha Mansi viva dos eventos! Ela contou que tinha 5 anos na época e que ela sabe o que matou os estudantes: O Menk! e uma criatura com 2 a 3 metros de altura, muito forte e que que costuma matar cervos e arrancar suas línguas (lembra que a Ludmila foi encontrada sem a língua?). O Menk seria apenas um dos nomes para criaturas grandes e peludas que vivem el florestas isoladas. Ele não gosta que assovie, portanto quando for para uma floresta russa não assovie!

O assunto é tão sério que em 1958 o governo russo lançou uma expedição com o objetivo de capturar um Yeti vivo!

Então Maria recebe um CD de uma fonte anônima com imagens do único sobrevivente, Yuri Yudin, falando sobre o caso e que encontrou uma peça de roupa militar.

Depois de meses eles conseguem ver o material sobre o caso que está no arquivo público da cidade de Ecaterimburgo. Neste arquivo encontraram a análise da barraca e fotos de pegadas muito estranhas. Mas o mais interessante foi a revelação de que em um pedaço de papel escrito pelos estudantes dizia “Agora sabemos que o Homem das Neves Existe“.

Eles então reexaminam foto por foto que obtiveram na Fundação Dyatlov e encontram uma muito estranha, uma que mostra um Yeti! Eles voltam a Fundação para ver se ela é real e encontram o negativo! E mais, foi tirada apenas um dia antes deles morrerem.

Essa foto foi tirada um dia antes do ataque.

Tem mais coisa interessante… Eles descobrem um vídeo um militar dizendo que na época estavam testando misseis de 2 estágios e escolheram aquela região justamente por não ter ninguém, nem o povo Mansi ia até lá.


Teoria da Conspiração Militar

A teoria que quase todo mundo tem em mente. Depois de analisar as outras teorias, muitas pistas apontam para ela. Armas químicas, teste de mísseis, protótipos de aviões sobrevoando a zona…

Não era desconhecido para ninguém que aquela foi uma zona de manobras militares. Grande parte da área era militar. Ecaterimburgo estava rodeada de mísseis anti-aéreos.

Naqueles anos, estavam experimentando um protótipo de míssil que falhava mais que espingarda de parque de diversões.

Eliminar testemunhas inoportunas não era um problema para eles. Acredita-se que os militares conheciam a rota que seguiriam os rapazes, mas acidentes acontecem. Perto de Sverdlovsk, existia um grande complexo de experimentação de armas químicas.

Entre os tipos de armas que poderiam estar experimentando, se fala de algo que explodiu, mesmo que não aparecessem restos, o que explicaria os danos físicos de 4 dos garotos. Algum tipo de spray paralisante, ressonâncias ultra-sônicas que produzem confusão momentânea, um forte reflexo que pudesse cegá-los, alguma arma química.

Qualquer coisa que justificasse sua fuga e porque não voltaram para a barraca.

Poderiam ser testemunhas incômodas, sendo preciso executá-las.

Aviões de teste sobrevoando a zona e talvez borrifando algum produto, é algo que não se pode descartar.

E o que opinava Yuri, o único sobrevivente? Ele sempre esteve convencido de que os militares tivessem algo a ver. Teve que reconhecer os corpos de seus amigos, que a julgar pelas fotografias dos cadáveres, não deve ter sido nada agradável e ainda explicar que roupa era de quem.


Um obmtki

Também identificou 2 materiais que não pertenciam ao grupo, uns óculos militares e um ‘obmtki’, uma peça de roupa que se usa para envolver os pés ou as pernas para manter o calor, enrolando-o como uma venda. Tem uma forma característica e é de um material determinado. Se utilizou amplamente entre os soldados nos anos 40 e depois entre os prisioneiros dos campos de concentração de Stálin .

E quem sabe, não seguiria sendo usado por algum soldado na época. Ninguém sabe como chegou lá e ninguém sabe como desapareceu da sala de provas.

Encontraram 3 câmeras dentro da barraca, todas com fotografias similares de distintas perspectivas, mas ele insistiu que eram 4 câmeras, as levadas pelos seus companheiros. Também faltava um dos diários.

Yuri Yudin também menciona que em algum momento da investigação, ele viu uns documentos que indicavam que os militares começaram as indagações 10 dias antes de que começassem a busca oficial pelas pessoas do instituto politécnico. Mas esses documentos também desapareceram. Também viu como tiravam da sala de necrópsia, recipientes com os órgãos de seus amigos para enviarem a laboratório, que nunca chegaram. E se chegaram, não há informe deles. Apesar de que os informes forenses preliminares são muito detalhados e profissionais.

O barranco onde apareceram os últimos 4 esquiadores, era uma fossa cavada por eles mesmos aproveitando o desnível do terreno, em teoria para se protegerem do frio, mas nesse lugar apareceram os mais feridos. Talvez fosse um primeiro refúgio após apagarem o fogo, e tentarem se esconder  de alguma coisa.

Tinha algo na floresta e eles fizeram pequenos rasgos na cabana para observar alguma coisa que estava no acampamento, talvez Um míssil caiu ali perto pois segundo se conta, havia um treinamento militar e usavam a região para testes, e após a queda, assustou tanto eles quando o Yeti que se sentiu vulnerável. A última foto tirada pelos esquiadores mostra justamente um clarão no céu. Eles correm para a floresta somente com as roupas interiores e tentam acender uma fogueira. Dois morrem ali. Três tentam voltar para a barraca, mas morrem. Os outros quatro se protegem em uma parece de gelo, mas o Yeti furioso ataca matando todos.


quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Só a Destruição Apocalíptica Pode Eliminar o Fosso Entre Ricos e Pobres" - Afirma o Historiador


Não é preciso ser um gênio para ver que há muita injustiça em nosso planeta. As pessoas ricas estão ficando mais ricas e as pessoas pobres muitas vezes têm muito poucas possibilidades de melhorar suas vidas.

Um historiador apresentou uma teoria radical sugerindo que apenas a destruição apocalíptica pode eliminar a lacuna entre ricos e pobres.

É uma visão pessimista, mas alguns cientistas acreditam que esta é a única maneira de "salvar" o mundo.

Em seu livro The Great Leveler: Violence and the History of Inequality, da Idade da Pedra até o Século XXI , o historiador de Stanford Walter Scheidel argumenta que a violência em massa e as catástrofes podem diminuir seriamente a desigualdade econômica,

De acordo com Scheidel, os registros históricos mostram que as sociedades são “niveladas” apenas por eventos enormemente destrutivos: guerra de mobilização de massa, revoluções radicais, fracassos do Estado e pandemias mortais.

"...A violência em massa e as catástrofes são as únicas forças que podem reduzir seriamente a desigualdade econômica? Para julgar por milhares de anos de história, a resposta é sim. Traçando a história global da desigualdade desde a Idade da Pedra até hoje, Walter Scheidel mostra que a desigualdade nunca morre pacificamente. A desigualdade diminui quando a carnificina e o desastre aumentam e aumenta quando a paz e a estabilidade retornam. The Great Leveler é o primeiro livro a mapear o papel crucial dos choques violentos na redução da desigualdade ao longo de toda a história humana ao redor do mundo.
  Desde que os humanos começaram a cultivar, rebanhar animais e repassar seus bens para as gerações futuras, a desigualdade econômica tem sido uma característica definidora da civilização. Ao longo de milhares de anos, apenas eventos violentos diminuíram significativamente a desigualdade. Os "Quatro Cavaleiros" de nivelamento - guerra de mobilização de massa, revoluções transformadoras, colapso estatal e pragas catastróficas - repetidamente destruíram a sorte dos ricos. Scheidel identifica e examina esses processos, desde as crises das primeiras civilizações até as cataclísmicas guerras mundiais e as revoluções comunistas do século XX. Hoje, a violência que reduziu a desigualdade no passado parece ter diminuído, e isso é uma coisa boa. Mas lança sérias dúvidas sobre as perspectivas de um futuro mais igual.
  Uma contribuição essencial para o debate sobre a desigualdade, The Great Leveler fornece novos insights importantes sobre por que a desigualdade é tão persistente - e porque é improvável que ela diminua tão cedo."

Como exemplos históricos que comprovam o caso, Scheidel menciona o colapso do Império Romano, da Peste Bubônica, da Revolução Francesa e das Guerras Napoleônicas, da Guerra Civil Americana, das revoluções comunistas russas e chinesas e das Guerras Mundiais I e II.

Quando as sociedades estão sob estresse, elas tendem a se reformar de maneiras que reduzem temporariamente as desigualdades de oportunidade e renda.

Sem um evento dramático e destrutivo, a distância entre ricos e pobres aumentará, disse o historiador.

“Nas próximas décadas, o dramático envelhecimento dos países ricos e as pressões da imigração sobre a solidariedade social dificultarão ainda mais a distribuição equitativa dos rendimentos líquidos. E, acima de tudo, a mudança tecnológica em curso pode impulsionar a desigualdade de formas imprevisíveis, desde a automação mais sofisticada que esvazia os mercados de trabalho, até as melhorias genéticas e cibernéticas do corpo humano privilegiado”, disse Scheidel.

Scheidel salienta que uma guerra não é suficiente para melhorar as condições de vida futuras daqueles que são pobres agora. Segundo ele, apenas uma guerra nuclear pode remodelar o mundo como é agora.

"Apenas a guerra termonuclear total", afirma ele, "pode ​​fundamentalmente redefinir a distribuição existente de recursos", disse Scheidel.

Assim, parece que a escolha é a desigualdade ou o apocalipse, a menos que haja uma terceira opção que Scheidel e outros cientistas negligenciaram.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

STANLEY MEYER - O Inventor Assassinado e a Invenção Banida

Ao longo da história, houve muitas pessoas que apresentaram suas invenções ao mundo, alcançando ganhos incríveis ao criar algo extremamente prático e facilitador de uma tarefa específica. No entanto, existem outros inventores que, ao contrário dos bem sucedidos, não conseguiram nada, ou por terem invenções que não se encaixaram com a população, ou porque não era conveniente ao governo e a outras instituições que tal experimento entrasse em funcionamento.

O que aconteceria se todos e cada um dos motores de automóveis que atualmente existem em no nosso planeta simplesmente pudessem funcionar sem o uso de gasolina? Ao longo deste artigo falaremos de uma excelente invenção que se tornou algo muito perigoso para seu criador, o que resultou em nunca apresentar e comercializar a descoberta. Se você gosta de histórias interessantes, não deixe de seguir lendo este artigo.

No ano de 1985, Stanley Meyer foi à televisão para contar para toda a humanidade que havia inventado uma máquina que poderia libertar o nosso planeta da exploração do petróleo. Engenheiro de investigação e pesquisa, após 30 anos de estudos, conseguiu criar um dispositivo no interior de um motor de combustão capaz de produzir hidrogênio e oxigênio a partir da água, utilizando eletricidade sob os princípios do chamado eletrólise da água.

O seu sistema se baseava em quebrar a molécula da água com impulsos positivos de vários kilovolts e injetar a mistura para dentro da água de modo que a combustão pudesse criar água novamente. Por esse motivo Meyer afirmou que seu circuito poderia funcionar sem a necessidade de que se adicionasse mais água, já que o que sairia pelo cano de escape poderia ser reciclado. O custo da transformação do veículo seria menor do que custaria o combustível necessário para a vida inteira do motor.


Seriam necessários 7,4 microlitros de água por cada explosão, já que a água contém quase 3 vezes mais energia do que a gasolina. Stanley lançou o seu sistema em um pequeno veículo, os resultados foram surpreendentes e, imediatamente, muitas companhias de petróleo ofereceram grandes quantias em dinheiro em troca da patente, exaltando inclusive o interesse do Pentágono, mas Stanley sempre se manteve firme em não aceitar trato nenhum.

Em 1993, ele foi considerado o segundo melhor inventor do século ficando atrás apenas de Edison. Tudo estava indo bem e ele estava preste a iniciar a produção em massa de sua obra-prima para destiná-la ao público e acabar com o império do petróleo, mas em 21 de março de 1998 o inventor foi encontrado morto. Oficialmente, Stanley Meyer morreu acidentalmente em seu carro depois de um jantar em um restaurante, mas um dia antes havia assinado um contrato com o Ministério da Defesa dos Estados Unidos.


O relatório forense determinou que ele morreu de um aneurisma cerebral. Ele possuía 57 anos e, para muitas pessoas, morreu envenenado, enquanto outras acreditam que ele foi morto pelas companhias petrolíferas. O irmão de Stanley Meyer informou tempo depois que tanto o veículo quanto o equipamento experimental foram roubados de sua casa. Finalmente, o desenvolvimento de sua invenção foi totalmente imerso no mistério, assim como o final de sua vida.


Em nosso tempo, os seguidores de Meyer começaram a busca do material roubado e o recolhimento das investigações do inventor. Infelizmente, como vem acontecendo ao longo dos anos não só com vários inventores como também com o povo revolucionário em prol do bem-estar social, inocentemente um ou outro caso acaba com o responsável por aquilo na cadeia ou debaixo do chão.

É por isso que a triste realidade é a seguinte: se você tiver uma invenção revolucionária, antes de pensar em quem se beneficiaria com ela, pense no poder que ela tem e em que você pode prejudicar. Se você acha que este tema é interessante, também pode saber mais sobre o assunto com uma simples busca na Internet, onde poderá ver a entrevista completa que fizeram com Meyer.


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Como os Ingleses dividiram o Mundo Árabe


O desenvolvimento dos modernos Estados nacionais em todo o mundo árabe é um processo fascinante e comovente. Há 100 anos, a maioria dos árabes faziam parte do Império Otomano / Califado, um grande Estado multiétnico com sede em Istambul. Hoje, um mapa político do mundo árabe parece um quebra-cabeça muito complexo. Um curso complexo e intrincado de eventos na década de 1910 trouxeram o fim dos otomanos e a ascensão dessas novas nações com fronteiras que cortam todo o Oriente Médio, dividindo os muçulmanos uns dos outrs. Embora existam diversos fatores que tenham levado à isso, o papel que os britânicos fizeram nesta tarefa era muito maior do que qualquer outro participante na região. Em três acordos separados, eles fizeram promessas conflitantes em que os britânicos tiveram que sustentar. O resultado foi uma confusão política que dividiu uma grande parte do mundo muçulmano.


A eclosão da Primeira Guerra Mundial

O Império Otomano, em 1914, no início da guerra
No verão de 1914, eclodiu a guerra na Europa. Um complexo sistema de alianças, uma corrida armamentista militarista, ambições coloniais e má gestão geral nos níveis mais altos do governo levaram a esta guerra devastadora que tiraram a vida de 12 milhões de pessoas entre 1914 e 1918. No lado “Aliados” estavam os impérios da Grã-Bretanha, França e Rússia. O poder “Central” consistiu na Alemanha e da Áustria-Hungria.

A princípio, o Império Otomano decidiu permanecer neutro. Eles não eram quase tão fortes quanto qualquer um dos outros países que lutavam na guerra e eram assolados por ameaças internas e externas. O sultão otomano / califa era nada mais do que uma figura de proa, neste ponto, com o último sultão poderoso, Abdulhamid II, tendo sido derrubado em 1908 e substituído por um governo militar liderado pelos “Três Pashas”. Eles eram do grupo ocidentalizado secular, os Jovens Turcos. Financeiramente, os otomanos estavam em um dilema grave, devido a enormes dívidas para as potências européias que eles não foram capazes de pagar. Depois de tentar se juntar ao lado dos Aliados e serem rejeitados, os otomanos alinharam com as Potências Centrais em outubro de 1914.

Os britânicos imediatamente começaram a conceber planos para dissolver o Império Otomano e expandir seu império no Oriente Médio. Eles já tinham o controle do Egito desde 1888 e da Índia desde 1857. O Oriente Médio otomano estava bem no meio dessas duas colônias importantes e os britânicos estavam determinados a exterminá-lo como parte da guerra mundial.
A Revolta Árabe

Uma das estratégias britânicas foi transformar os assuntos árabes do Império Otomano contra o governo. Eles encontraram um ajudante pronto e disposto no Hejaz, a região ocidental da Península Arábica. Sharif Hussein bin Ali, o emir (governador) de Makkah entrou em um acordo com o governo britânico para se revoltar contra os otomanos. Suas razões para aliar-se com os britânicos contra outros muçulmanos permanece incerto. As possíveis razões para a sua revolta foram: desaprovação com os objetivos nacionalistas turcos dos Três Pashas, uma rixa pessoal com o governo otomano ou simplesmente um desejo de ter seu próprio reino.

O que quer que suas razões tenham sido, Sharif Hussein decidiu revoltar-se contra o governo otomano em aliança com os britânicos. Em troca, os britânicos prometeram fornecer dinheiro e armas para os rebeldes para ajudá-los a lutarem contra o exército muito mais organizado Otomano. Além disso, os britânicos prometeram-lhe que, depois da guerra, ele teria seu próprio reino árabe que cobriria toda a Península Arábica, incluindo a Síria e o Iraque. As cartas em que os dois lados negociavam e discutiam a revolta são conhecidas como as Correspondências McMahon-Hussein , já que Sharif Hussein estava se comunicando com o alto comissário britânico no Egito, Sir Henry McMahon.

Rebeldes árabes com os britânicos projetando
a bandeira da revolta árabe
Em junho de 1916, Sharif Hussein levou seu grupo de guerreiros armados beduínos do Hejaz em uma campanha armada contra os otomanos. Dentro de poucos meses, os rebeldes árabes conseguiram capturar inúmeras cidades do Hejaz (incluindo Jeddah e Makkah) com a ajuda do exército e da marinha britânica. Os britânicos prestaram apoio na forma de soldados, armas, dinheiro, conselheiros (incluindo o “lendário” Lawrence da Arábia) e uma bandeira. Os britânicos no Egito elaboraram uma bandeira para os árabes para usarem em batalha, que era conhecida como a “Bandeira da revolta árabe”. Esta bandeira se tornaria mais tarde o modelo para outras bandeiras árabes de países como a Jordânia, Palestina, Sudão, Síria e Kuwait.

Como a Primeira Guerra Mundial atravessou os anos 1917 e 1918, os rebeldes árabes conseguiram capturar algumas das principais cidades dos otomanos. Os britânicos avançaram na Palestina e no Iraque, capturando cidades como Jerusalém e Bagdá, os árabes ajudou-os através da captura de Amman e Aqaba. É importante notar que a Revolta Árabe não teve o apoio de uma grande maioria da população árabe. Foi um movimento minoritário de quase 2000 membros da tribo liderada por alguns líderes que procuravam aumentar seus próprios poderes. A grande maioria dos povos árabes ficou longe do conflito e não apoiaram os rebeldes ou o governo otomano. O plano de Sharif Hussein para criar seu próprio reino árabe foi um sucesso até agora, se não fosse por outras promessas que os britânicos fariam.


O Acordo Sykes-Picot

Antes que a revolta árabe pudesse mesmo começar e antes de Sharif Hussein criar seu reino árabe, os britânicos e franceses tinham outros planos. No inverno de 1915-1916, dois diplomatas, Sir Mark Sykes da Grã-Bretanha e François Georges-Picot da França secretamente se reuniram para decidir o destino do mundo árabe pós-otomano.

Controle britânico e francês de acordo com o Acordo Sykes-Picot

De acordo com o que se tornaria conhecido como o Acordo Sykes-Picot, os britânicos e franceses concordaram em dividir o mundo árabe entre si. Os britânicos estavam a tomar o controle do que é hoje o Iraque, Kuwait e Jordânia. Aos franceses foram dados Síria moderna, Líbano e sul da Turquia. O estado da Palestina foi determinado posteriormente, com a ambição sionista sendo tomada em conta. As zonas de controle que os britânicos e franceses criaram permitiram uma certa quantidade de autonomia árabe em algumas áreas, embora com controle europeu sobre esses reinos árabes. Em outras áreas, os britânicos e franceses foram prometidos controle total.

Apesar de ter sido concebido para ser um acordo secreto para um pós-Primeira Guerra Mundial do Oriente Médio, o acordo ficou conhecido publicamente em 1917, quando o governo russo bolchevique o expôs. O Acordo Sykes-Picot contradisse diretamente as promessas feitas pelos britânicos para Sherif Hussein e causou uma quantidade considerável de tensão entre os britânicos e árabes. No entanto, este não seria o último dos acordos conflitantes que os britânicos fariam.


A Declaração Balfour

Outro grupo que queria seu espaço no poder no cenário político do Oriente Médio foram os sionistas. O sionismo é um movimento político que apela à criação de um Estado judeu na Terra Santa da Palestina. Tudo começou em 1800 como um movimento que buscou encontrar uma pátria fora da Europa para os judeus (a maioria dos quais viviam na Alemanha, Polônia e Rússia).

Arthur Balfour e a Declaração Balfour original
Eventualmente os sionistas decidiram pressionar o governo britânico durante a Primeira Guerra Mundial para que permitissem se estabelecerem na Palestina após a guerra tivesse acabado. Dentro do governo britânico, haviam muitos que eram simpáticos a esse movimento político. Um deles foi Arthur Balfour, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha. Em 2 de novembro de 1917, ele enviou uma carta ao barão Rothschild, um líder na comunidade sionista. A carta declarou apoio oficial do governo britânico para os objetivos do movimento sionista para estabelecer um Estado judeu na Palestina:

“O ponto de vista do governo de Sua Majestade é a favor do estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e vai usar seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades existentes de não-judeus na Palestina, ou os direitos e estatuto político dos judeus em qualquer outro país.”

Três acordos conflitantes

Em 1917, os britânicos tinham feito três acordos diferentes com três grupos diferentes prometendo três futuros políticos diferentes para o mundo árabe. Os árabes insistiram em terem seu reino árabe que foi prometido a eles através de Sharif Hussein. Os franceses (e próprios britânicos) planejavam dividir essa mesma terra entre si. E os sionistas deveriam receber a Palestina como prometido por Balfour.

Em 1918, a guerra terminou com a vitória dos Aliados e a completa destruição do Império Otomano. Embora os otomanos existissem nominalmente até 1922 (e o califado existisse nominalmente até 1924), todos as ex-terras Otomanas estavam agora sob a ocupação européia. A guerra acabou mas o futuro do Oriente Médio ainda estava em disputa entre três lados diferentes.

Os mandatos que a Liga das Nações, criaram após a Primeira Guerra Mundial

Qual lado ganhou? Nenhum totalmente conseguiu o que queria. No rescaldo da Primeira Guerra Mundial, a Liga das Nações (precursora da Organização das Nações Unidas) foi estabelecida. Uma de suas tarefas era dividir as terras otomanas conquistadas. Ela elaborou “mandatos” para o mundo árabe. Cada mandato deveria ser governado pelos britânicos ou franceses “até o momento em que eles fossem capazes de se governarem sozinhos.” A Liga foi a que elaborou as fronteiras que vemos nos mapas modernos políticos do Oriente Médio. As fronteiras foram traçadas sem levar em conta os desejos das pessoas que viviam lá ou ao longo de fronteiras étnicas, geográficas ou religiosas – elas eram verdadeiramente arbitrárias. É importante notar que, ainda hoje, as fronteiras políticas no Oriente Médio não indicam diferentes grupos de pessoas. As diferenças entre os iraquianos, sírios, jordanianos, etc. foram totalmente criadas pelos colonizadores europeus como um método de dividir os árabes uns contra os outros.

Através do sistema de mandato, os britânicos e os franceses foram capazes de obterem o controle que queriam sob todo o Oriente Médio. Para Sharif Hussein, seus filhos foram autorizados a governarem com esses mandatos sob a “proteção” britânica. O Príncipe Faisal foi feito rei do Iraque e da Síria e o príncipe Abdullah foi feito rei da Jordânia. Na prática, porém, os britânicos e franceses tinham autoridade real sobre essas áreas.

Para os sionistas, eles foram autorizados pelo governo britânico a se estabelecerem na Palestina, embora com limitações. Os britânicos não queriam irritar os árabes que já viviam na Palestina, então eles tentaram limitar o número de judeus com permissão para migrar para a Palestina. Isto enfureceu os sionistas, que procuravam formas ilegais de imigrar ao longo das décadas de 1920 e 1940, bem como os árabes, que viram a imigração como a invasão da terra que havia sido deles desde que Salah al-Din a libertou em 1187.

A confusão política que a Grã-Bretanha criou no rescaldo da Primeira Guerra Mundial permanece até hoje. Os acordos concorrentes e os países subseqüentes que foram criados para desunir um muçulmanos do outro levou à instabilidade política em todo o Oriente Médio. O surgimento do sionismo juntamente com a desunião dos muçulmanos na região levou a governos corruptos e declínio econômico para o Oriente Médio como um todo. As divisões que os britânicos instituiram no mundo muçulmano permanecem fortes até hoje, apesar de terem sido inteiramente criadas dentro dos últimos 100 anos.


Bibliografia

  • Fromkin, David. A Peace to End All Peace: The Fall of the Ottoman Empire and the Creation of the Modern Middle East. New York: H. Holt, 2001.
  • Hourani, Albert Habib. A History Of The Arab Peoples. New York: Mjf Books, 1997. Print.
  • Ochsenwald, William, and Sydney Fisher. The Middle East: A History. 6th. New York: McGraw-Hill, 2003. Print.