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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Batalha Mística da Grã-Bretanha na Segunda Guerra Mundial

Guerra e Magia têm sido companheiros de cama regulares desde o início dos tempos. Durante conflitos e em tempos de turbulência, vale tudo para superar os inimigos e derrotá-los. E se magia constitui uma espécie de trunfo ou arma secreta capaz de assegurar a vitória, com certeza valia a pena explorá-la. 

Neste septuagésimo sétimo aniversário da desesperada Batalha da Grã-Bretanha, este artigo analisa as formas como a Magia foi usada neste dramático momento da Segunda Guerra Mundial. Ao lado da Batalha Aérea que estava sendo travada nos céus durante o verão e o outono de 1940, houve outra batalha sendo disputada simultaneamente - uma Batalha Mística. Vamos ser claros - estamos falando aqui de "magia" no sentido oculto, não de "mágica", não há nada de conjuração ou ilusionismo, e sim rituais místicos e tradições ocultas. 

A Grã-Bretanha tem uma longa tradição de recorrer a magia quando os inimigos se apresentam e ameaçam a segurança de suas Ilhas. No início da Era Moderna, em Friar Bacon, um feiticeiro inglês teria desafiado um oponente saxônico para um duelo de magia no qual sua vitória garantiu a posse das ilhas. O lendário Rei Arthur teve suas mais importantes vitórias garantidas pelo seu fiel feiticeiro Merlin, contando ainda com o poder da espada mágica Excalibur. Saindo dos Mitos e investigando a realidade, temos casos de elementos sobrenaturais auxiliando governantes britânicos em vários momentos. 

Em 1588 o matemático, conselheiro e espião da Rainha Elizabeth I, o misterioso Doutor John Dee, supostamente conjurou um enorme vendaval para destruir a Invencível Armada e obrigá-la a retornar arruinada para a Espanha. Em 1807, a iminente invasão de Napoleão foi, segundo lendas, revertida por rituais místicos realizados por bruxas do Sul da Ilha Britânica que afetaram psicologicamente os franceses e os encheram de receio de atravessar o mar. A Primeira Guerra Mundial viu os Anjos de Mons, supostas figuras angelicais intervindo a favor dos britânicos e em um nível pessoal, muitos soldados acreditavam que carregar talismãs caseiros serviria para prevenir ferimentos e impedir a morte no campo de batalha.

A Segunda Guerra Mundial estava destinada a ser lutada em muitos níveis. Acima e além das maneiras conhecidas e testadas que envolviam disparar algum tipo de projétil contra o inimigo, ela viu o uso da manipulação da psicologia chegar a novas alturas como um meio de desestabilizar o outro lado. O astrólogo Louis de Wohl foi empregado pelos serviços de inteligência britânicos, cuja equipe também incluía Dennis Wheatley e Ian Fleming. Sua função era alimentar a desinformação e contrariar as previsões astrológicas feitas a respeito de Hitler. Segundo os astrólogos nazistas, os alemães estavam fadados a conquistar a Europa inteira. Com base nessas previsões, os nazistas lançaram milhares de panfletos sobre a Inglaterra, alegando que não fazia sentido tentar impedir a invasão prevista pelos astros. Imediatamente, os astrólogos britânicos fizeram suas próprias previsões que contrariavam os alemães. 

Mas os ocultistas britânicos foram muito além disso. Eles se envolveram usando métodos ainda menos ortodoxos para apoiar o esforço de guerra. 


AUTO-DEFESA PSÍQUICA

Uma figura tem sido associada mais do que qualquer outra a Batalha Mística da Britânia: a ocultista e escritora Dion Fortune. Nascida como Violet Mary Firth em 1890 em uma Família de Cientistas Cristãos no Norte de Gales, ela teve experiências com visões e mediunidade desde a sua infância, acreditando ser a reencarnação de uma sacerdotisa de Atlântida. Além disso, Dion acreditava ser capaz de canalizar psiquicamente a presença de Socrates e Merlin em sessões espíritas. Ela começou a direcionar suas experiências psíquicas de modo mais coerente após se filiar a famosa Sociedade Teosófica. Depois da Grande Guerra, ela se juntou a Stella Matutina, uma semente nascida da Sociedade Hermética da Golden Dawn, um grupo de ocultistas que por algum tempo congregou sob uma mesma Ordem Aleister Crowley, MacGregor Mathers, WB Yeats e muitos outros expoentes, que incluem a própria Dion. 

O nome místico "Dion Fortune" pelo qual ela se tornou conhecida, era composto pelas iniciais de seu nome código dos tempos de Golden Dawn – "Deo, Non Fortuna", que pode ser traduzido como "Não pela sorte, mas através de Deus" e deriva de um lema em latim de sua Família.

Como parece ter acontecido frequentemente ao longo da história da Golden Dawn, disputas internas levaram Fortune a abandonar a Stella Matutina e criar seu próprio grupo, com uma forte ênfase no Cristianismo Esotérico e com uma roupagem menos formal. Ela realizava experimentos com meditação e magia ritualística assimilando elementos dos Mitos Arthurianos (Rei Arthur) sobretudo as lendas derivadas do Santo Graal e a respeito de Glaston­bury. Apoiada pelo visionário arqueólogo Frederick Bligh Bond, ela acreditava que o Santo Graal era uma força mística que fornecia poder e protegia a Britânia.

Ironicamente, após algo que, para nossos padrões, poderia ser compreendido como um colapso nervoso, e que ela tratou como um ataque místico, Fortune passou a treinar e praticar psicoterapia. Ela escreveu diversos livros, novelas e artigos para revistas de grande influência na época, como a Occult Review, combinando psicologia e misticismo, explorando o inconsciente coletivo, noções Jungianas de anima/animus, conceitos de Linhas de Ley, projeção astral psíquica, e métodos esotéricos de cura. Fortune desenvolveu um ocultismo profundamente embasado pela psicologia (ela usava o termo "Ciência Oculta"), uma espécie de sincretismo que se apropriava de elementos religiosos de várias culturas, incluindo a cosmologia egípcia, astrologia teosofista, numerologia, Cabala e técnicas orientais que permitiam acessar a "Biblioteca de Todas as Coisas", os Arquivos Akashic. Ela desenvolveu técnicas para canalizar sua mediunidade, induzir o transe, visualização de pentagramas e globos de proteção, auto-hipnose, meditação transcendental, uso de ferramentas para previsão do futuro através de taro, bolas de cristal e espelhos escuros, análise de sonhos e contato através de sonhos com "mestres secretos". Para muitos especialistas ela foi uma das maiores ocultistas de sua época.

Dion, esteve envolvida em todo tipo de tradição hermética e testou os limites do oculto em suas experiências colecionando desafetos. Acreditando que poderia haver utilizadores de magia capazes de atacá-la física e espiritualmente, ela redigiu seu mais famoso livro com o título Auto-Defesa Psíquica em 1930.


UM EXÉRCITO MÁGICO

Para Dion Fortune, o que importava era o estudo, sendo que qualquer resultado mágico seria produzido por elementos sobrenaturais superiores: "algo desse mundo, mas que não é desse mundo agindo através de nós". Ela acreditava que problemas sociais, políticos e até econômicos, seja de pessoas ou até nações, poderiam ser resolvidos através do uso de magia.

Ela considerava ocultismo como "uma nobre busca pela alma, uma verdadeira cruzada contra os Poderes das Trevas", a magia estava a serviço da humanidade, e de 1939 em diante ela acreditava que sua Ordem – A Fraternidade da Luz Interior (Fraternity of Inner Light) – estava destinada a defender o Reino, herdando o papel do legendário Rei Arthur e dos Cavaleiros do Graal. Com o início da Guerra, ela também passou a acreditar que a tarefa carecia de mais do que os membros iniciados de sua Ordem, diante de uma ameaça desse tamanho, seria necessário reforçar suas fileiras. Em uma surpreendente reviravolta, a Fraternidade começou a alistar novos membros, convidando pessoas de fora, fazendo deles membros honorários com o discurso "Todos temos de fazer a nossa parte". 

Com membros espalhados em todo Grã-Bretanha, a Ordem começou a agir como um verdadeiro Exército Místico operando na Defesa do Império. Fortune fez da sua propriedade em Queensborough Terrace, distrito de Bayswater em Londres, o Quartel General do grupo. Havia outros quartéis generais místicos em outras cidades, sendo que o de Glastonbury era um dos centros mais importantes. Ao longo de três anos (Outubro de 1939 a outubro de 1942), o Exército Místico se juntou, realizando Rituais Místicos, Meditação e Encantos de Proteção semelhantes aos usados pela Golden Dawn, com o objetivo de proteger prédios e lugares importantes que eram alvos chave do bombardeios nazistas.

Fortune acreditava em um Espírito Nacional que habitava Glastonbury, uma força personificada pelo fantasma do Rei Arthur que despertaria para ajudá-los. O grupo acrescentou elementos cristãos, rituais da Rosa-Cruz, tradições mágicas do Livro de Abra-Merlin, a lenda do Cálice Sagrado e o Arcanjo Miguel, todos unidos para proteger a Nação contra os Invasores Nazistas, considerados servos de forças obscuras e malignas. 


O INÍCIO DA BATALHA

Os novos membros alistados para ajudar na Batalha Mística receberam treinamento em meditação e como criar proteções místicas. 

"Os membros da Fraternidade da Luz Interior foram cuidadosamente treinados na teoria e na prática da meditação. Todo domingo de manhã entre 12:15 até 12:30 certos membros focavam em um transe para criar um Círculo de Proteção ao redor de seu Quartel General. Outros membros, se uniam nessa mesma meditação ao mesmo tempo. Os membros também eram convidados a visitar o Centro para participar dos rituais e aprender magias, sobretudo de proteção. Os mais capazes recebiam permissão de passar adiante o que haviam aprendido e iniciar novos membros fazendo o Exército Místico crescer.

Através de meditação, os membros da Fraternidade acreditavam poder desviar bombas, desarmar detonadores, causar problemas mecânicos em aviões, modificar o clima, criando tempestades e nevoeiros e influenciar os pilotos e artilheiros para que errassem os alvos pretendidos. Os membros acreditavam compartilhar de uma única alma. Quando os aviões da Lufftewaffe sobrevoavam Londres, eles se colocavam em círculo de mãos dadas e canalizavam sua energia para produzir efeitos mágicos. 

Além disso, a Fraternidade acreditava que a Batalha pela Britânia era essencial para frear o avanço das Forças das Trevas. Dion Fortune foi uma das primeiras pessoas a se referir a Alemanha Nazista como uma Força comprometida com o Mal. Ela havia estudado a simbologia secreta e estava ciente de vários rituais místicos empregados pelos Nazistas. Para Dion Fortune, a Guerra não era travada apenas nos céus, nas praias e nas cidades, o Campo Espiritual estava saturado de energia que os nazistas estavam empregando para suas vitórias arrasadoras até então. A Blitzkrieg, no seu entender, estava sendo alimentada com magia, o que explicava sua incrível eficiência. Nações caíam diante do avanço das tropas nazistas em dias e nada parecia ser capaz de fazer frente a ela. 

Nada, a não ser usar magia contra magia! 

Os membros usavam seus rituais para proteção, mas também agiam ofensivamente. Aqueles capazes de empreender viagens astrais, alegavam espionar bases inimigas e ouvir planos consultando bolas de cristal e espelhos. Usavam totens e símbolos de proteção para evitar que os nazistas usassem a mesma estratégia contra eles. Ocultistas tentavam afetar Generais inimigos através de magia direcionada. Consultavam a astrologia e numerologia para determinar as melhores datas para empreender bombardeios. Enviavam relatórios a respeito de onde deveriam ser posicionadas as baterias anti-aéreas, de preferência sobre Linhas de Ley - que conduziam magia e favoreciam a mira dos artilheiros. Símbolos de proteção mística foram pintados em instalações vitais com o intuito de desviar as bombas.

A medida que a confiança de Fortune crescia, ela começou a exigir mais de seus soldados mágicos. Em 28 de janeiro de 1940, Dion enviou um relatório ao Alto Comando de Defesa do Reino afirmando que a Fraternidade da Luz Interna pretendia realizar um Ritual para invocar presenças angelicais - Anjos vestindo mantos vermelhos, tendo espadas flamejantes em suas mãos, para defender a Grã-Bretanha contra o Mal. Se o Alto Comando de Defesa se manifestou a respeito do ritual não se sabe ao certo, mas em tempos desesperados, toda ajuda parece bem vinda.

Em 21 de abril do mesmo ano, outro Ritual estendendo o apoio dos Anjos foi realizado pela Fraternidade. A invocação visava defender a Costa da Inglaterra contra uma invasão que parecia iminente. Mapas e fotos da Costa sul da Inglaterra foram colocados sobre mesas e os membros da Ordem se dispuseram ao redor delas canalizando energias. O objetivo era ousado: criar uma muralha de nevoeiro que impedisse os navios nazistas de realizar o desembarque previsto em uma consulta astrológica. Bem sucedido ou não, é fato que a semana foi de enorme nevoeiro o que impedia a visualização do litoral. Nenhum desembarque aconteceu nesse dia ou em qualquer outro e a Fraternidade comemorou seu feito.

A seguir, Fortune começou a liderar ataques ritualísticos e batalhas no plano astral, com seus seguidores visualizando a si mesmos como armas mortais. A Fraternidade tentava descobrir planos secretos, determinar a localização de submarinos e de deslocamento de tropas se valendo de rituais que supostamente reverberavam no plano astral. Além disso, havia um grupo determinado a espalhar maldições e atormentar os nazistas mais graduados com todo tipo de malefício. Na luta contra o mal, qualquer arma à disposição poderia ser usada. Fortune e seus colegas mais próximos contavam que chegaram a lançar maldições semanalmente contra Hitler, Goebbels, Heinrich e Mussolini.

Quando Dion Fortune ganhou fama de feitiçaria e de empregar magia negra ela se saiu de forma bem humorada: "Se a magia que uso é branca ou negra, eu não sei. Mas após o fim da guerra, eu usarei água e sabão para remover qualquer mancha".

Mas embora estivesse na ofensiva, Fortune acreditava que os Nazistas também usavam forças mágicas similares, ainda que muito mais terríveis. Ela escreveu ao Comando Britânico em uma correspondência: "Não estou certa do quanto Hitler sabe a respeito do conhecimento técnico sobre o ocultismo e sua aplicação a assuntos militares, mas tenho certeza que ele está assessorado por especialistas", em outra correspondência datada de outubro de 1945, ela assumia que o Fuhrer deveria ter "algum conhecimento de ocultismo e certo grau de mediunidade desenvolvida e que isso havia permitido a ele sobreviver a atentados".

Existe consideráveis trabalhos a respeito do interesse dos nazistas em assuntos esotéricos, particularmente no que diz respeito aos Mitos do Graal e artefatos ancestrais. Fortune acreditava que os nazistas mantinham um Destacamento de Ocultistas como consultores e para a realização de rituais que aumentassem suas chances de vitória. Segundo ela, os nazistas buscavam artefatos antigos e magias nas nações que haviam conquistado. O uso desses artefatos contrabandeados da Europa ocupada, do Norte da África, do Oriente Médio e do Leste Europeu constituía um perigoso arsenal sobrenatural. Nas mãos de ocultistas alinhados com doutrinas malignas esses artefatos poderiam deflagrar efeitos aterrorizantes.

"Nós estamos lidando com forças ocultas perigosas. Eles (os nazistas) encontraram canais de expressão através do subconsciente de pessoas suscetíveis que não possuem princípios espirituais fortes. Nesse contexto, eles são tão, ou mais perigosos que a mais destrutiva das armas".


BATALHAS ASTRAIS, BOMBAS DE VERDADE

No auge da emblemática Batalha da Britânia, em meados de 1940, Fortune sentiu que o grupo já havia obtido algum sucesso sobre seus adversários. Ela sentiu, entretanto, que um momento dramático estava para acontecer e que um milagre precisava ocorrer para que a Inglaterra continuasse lutando. Esse momento, segundo Fortune, veio com a Evacuação de Dunkirk, quando tropas britânicas e francesas presas no litoral conseguiram uma milagrosa fuga através do Canal da Mancha. "Quando a tempestade estava mais bravia, tudo de que precisávamos era de uma certa calmaria, e mesmo as autoridades militares mais céticas falaram a respeito de um milagre". Até onde se sabe Fortune e seu grupo jamais afirmaram que a Evacuação de Dunkirk foi uma obra deles, mas disseram que aquele seria o momento da grande reviravolta na Guerra.

A despeito dos triunfos no campo místico, a guerra parecia cada vez mais próxima. Em um comunicado em setembro de 1940, Fortune escreveu que "toda nossa meditação esta semana foi voltada para os pilotos de caça da RAF em sua batalha mais importante". Durante os bombardeios sucessivos de Londres feitos pela força aérea alemã, boa parte da vizinhança de Bayswater foi destruída, mas o Quartel General da Fraternidade da Luz Interior se manteve intocado. "Durante todo o bombardeio e o som de explosões, nós permanecemos calmos e não experimentamos nada além de um absoluto sentimento de paz".

Essa confiança aumentou ainda mais quando a Blitz alemã acertou as duas casas vizinhas ao Quartel General da Fraternidade e esta ficou ilesa. "A casa ao lado ruiu com a explosão de bombas incendiárias e apesar dos estrondoso ruído próximo nós escapamos sem nenhum dano". Mesmo em meio a todo cenário de destruição Fortune escreveu em um diário: "Nós construímos uma proteção poderosa, quase tangível ao nosso redor. Essa é a segunda vez que um bombardeiro atinge nossa vizinhança, mas não houve vítimas. Não há como negar que existem forças poderosas agindo aqui".

Mas a despeito dos rituais e das proteções criadas, na semana seguinte, a propriedade foi atingida por um ataque aéreo maciço. "Sofremos alguns danos, mas eles não provocaram nenhuma vítima fatal. As invocações tiveram sucesso parcial, poderia ter sido muito pior". Ela se referia provavelmente a uma bomba que atravessou o telhado da biblioteca da Fraternidade, mas que não explodiu devido a uma falha no detonador. 


A NOVA ERA

A medida que a Batalha da Grã-Bretanha e a Blitz passou e a guerra gradualmente começou a pender para o lado dos Aliados, Dion começou a direcionar seus esforços para que o conflito terminasse o quanto antes. Como muitos, Fortune acreditava que após o fim da guerra deveria haver um período de reconstrução não apenas físico, mas social; a Era de Aquário estava se aproximando e muitas feridas precisavam ser cicatrizadas. A ocultista escreveu repetidas cartas pedindo a políticos e líderes do governo que não usassem os dias finais da guerra como pretexto para uma vingança. "A vitória não pode ser alcançada com a destruição completa do inimigo. Quando esta guerra terminar, a maneira como as coisas serão conduzidas serão determinantes para que conflitos desse tamanho não ocorram novamente".

Alguns seguidores mais próximos de Dion Fortune acreditam que os ataques psíquicos que ela sofreu durante a guerra, feitos pelos magos nazistas, a levaram para o túmulo mais cedo. Tendo ensinado seus métodos para os membros da Fraternidade por quase duas décadas, ela sucumbiu a leucemia pouco depois do término da guerra em 1946, alguns dias depois de completar 56 anos de idade. Ela foi enterrada em Glastonbury. 

A Fraternidade da Luz Interior continua existindo até os dias atuais.


LUTANDO O BOM COMBATE

Talvez Fortune e outros ocultistas britânicos tenham tido algum sucesso nesses dias escuros de temor e destruição. Poderia a energia psíquica focada pela Fraternidade ter ajudado a suportar a força acachapante da Blitz Nazista que despejou bombas sobre Londres 24 horas por dia, 7 dias por semana ao longo de meses?

Enquanto a intervenção sobrenatural de Dion Fortune pode não ter produzido nenhum benefício prático além do psicológico de aumentar a moral, seus efeitos não podem ser minimizados. Na história oral relatada pelos veteranos da Batalha da Britânia, é comum encontrar indivíduos atribuindo a milagres e ocorrências inexplicáveis sua própria sobrevivência. Muitos afirmam categoricamente que só saíram vivos desse conflito porque uma força superior parecia estar intercedendo por eles no momento de maior necessidade.

Apenas o olho do cético é capaz de separar a verdade da mentira e cada um tem sua própria interpretação a respeito da existência ou não do misticismo nos Campos de Batalha. Ainda assim, magia parece continuar a desempenhar um importante aspecto nas guerras contemporâneas. Nos anos 1980, o "Rei dos Bruxos Britânicos" Alex Sanders relatou ter feito uma série de rituais mágicos que visavam derrotar os inimigos argentinos na Guerra das Malvinas (Falklands). Sanders se gabava de ter encurtado o Conflito em pelo menos seis meses, graças a magias que permitiram um avanço seguro e sucessivas conquistas. Após o 11 de setembro, cerca de sete toneladas e meia de aço retirado das ruínas das Torres Gêmeas foram derretidos e usados para forjar o USS New York, que entrou em serviço em 2009. Isso carrega um imenso simbolismo, ainda mais quando sabemos dos rumores a respeito de que uma parte desse mesmo aço foi usado para forjar espadas usadas em rituais e cerimônias pelas forças armadas.

A Batalha da Grã-Bretanha com certeza foi vencida, pela imensa coragem, determinação e habilidade dos britânicos, da Commonwealth e dos pilotos aliados que lutaram nos céus enfumaçados daquele verão em 1940. Foi uma vitória imensa, com um significado profundo para o restante da Segunda Guerra Mundial e para o século XX. A monumental Operação Leão Marinho - a Invasão da Inglaterra, foi frustrada não apenas pelo sacrifício de homens e mulheres, mas pela capacidade de comprometimento de todo um povo - e porque não de magos, determinados a lutar até o último fôlego... E nunca se render!

Fonte

A História Kap Dwa - O Incrível Gigante de Duas Cabeças da Patagônia


Esse mundo é um lugar muito esquisito. Ele esconde muitas coisas estranhas. A história está coalhada de fatos e acontecimentos misteriosos. Percebemos que estamos cercados por um mar de esquisitices, sem nenhuma jangada para nos levar até um lugar mais... normal.

O Mundo Forteano (termo cunhado a partir de Charles Fort, um dos primeiros estudiosos de eventos bizarros) não respeita fronteiras. Ele invade os limites da normalidade e brota do nada, quando e onde menos se espera. Contudo, há lugares onde estranhezas surgem com maior frequência, como por exemplo no mundo dos circos itinerantes do passado. O infame P.T. Barnum contribuiu muito para esses mistérios. Ele era chamado de Rei do Picadeiro Incomum, o Tsar da Taxidermia, o Papa de tudo que era perturbador e chocante. Para muitos ele não passava de um picareta que apresentava atrações de gosto duvidoso e se aproveitava da miséria alheia. Para outros, ele foi o primeiro a investir num estilo de show business rasteiro, que faz sucesso até os dias atuais.

Barnum gostava de chocar o público com histórias exóticas e melodramáticas. Para isso produziu uma menagerie de criaturas bizarras, muitas delas apresentadas para exposição, custando "um níquel a olhadela". De sereias (e tritões) a vacas de duas cabeças, até criaturas mitológicas e diabinhos em garrafas, seu show itinerante apresentava de tudo um pouco. O único problema é que a maioria das coisas que ele colecionava e cobrava dos curiosos para ver, não passavam de fraudes.

Unicórnio falso exposto em show itinerante
Eles eram o que hoje chamamos de "gafes", o produto de uma cuidadosa taxidermia em que pedaços de diferentes animais e peças fabricadas são acrescidas, formando um espécime único, geralmente bizarro. Criaturas fantásticas, seres dos contos de fadas e lendas criadas e modificados com corpos preservados de animais reais com o intuito de construir dragões, quimeras e unicórnios. É incrível, mas existe todo um mercado clandestino de colecionadores e artistas especializados em criar e negociar "gafes". 

Isso nos leva ao tópico central desse artigo, o surgimento de Kap Dwa, o gigante de duas cabeças da Patagônia.

Nos anos 1950 o gigante ainda era exibido
na Inglaterra
A história de Kap Dwa tem início no distante ano de 1673, quando esse pobre diabo, um gigante com inacreditáveis 3 metros de altura e duas cabeças, teria sido capturado por marinheiros espanhóis na Costa da Patagônia, extremo sul da Argentina. Os espanhóis teriam ouvido falar de um gigante canibal vivendo em uma praia afastada, reverenciado e temido como um Deus pelas tribos que habitavam aquela região. Curiosos com as lendas eles decidiram ir à terra fortemente armados, carregando cordas para prender criatura tão singular. Durante a incursão, os homens toparam com o gigante e aterrorizados com a visão dispararam contra ele, ferindo-o gravemente. A seguir, o carregaram para um bote e dali para o navio, onde o amarraram ao mastro principal. Infelizmente os ferimentos eram muito profundos e Kap Dwa não resistiu a eles, morrendo dois dias depois de sua captura. 

O que aconteceu com o gigante a seguir não é totalmente claro, mas seus restos foram cuidadosamente preservados pelo cirurgião de bordo que usou um grande barril de aguardente para estocá-lo afim de que ele não se deteriorasse. Eventualmente, o cadáver foi levado para a Espanha onde foi comprado por um Empresário Catalão que enriqueceu com o comércio do Novo Mundo. O sujeito tinha interesse em curiosidades e diz a lenda, adquiriu os restos do gigante que passaram a adornar sua mansão. O corpo devidamente embalsamado foi montado e exposto por décadas em um caixão de vidro. Finalmente, ele acabou desaparecendo misteriosamente, vendido ou roubado não se sabe ao certo para quem.  

O enorme pé do Gigante
O gigante de duas cabeças só foi ressurgir novamente no século XIX em Dover, Inglaterra. Ele foi comprado por um proprietário de Espetáculo de Bizarrice para ser exibido ao público como curiosidade. Esse tipo de show itinerante fazia muito sucesso na época, arrastando multidões com a promessa de experiências incomuns e legítimos arrepios. As atrações eram apresentadas com eloquência e cartazes coloridos que ofereciam um vislumbre do que havia de mais estranho nos quatro cantos do mundo. O circuito de shows no Período Edwardiano chegou a contar com mais de trinta companhias itinerantes apreciadas em toda a Europa e convidadas a se apresentar no continente. O espetáculo, degradante para os padrões atuais, era uma sensação em todas as classes sociais, atraindo até famílias reais e dignatários. Em uma época sem cinema ou televisão, esses shows eram uma forma perfeita de entretenimento.

Depois de mudar de mãos várias vezes, a "atração" foi adquirida pelo Espetáculo do Pier Weston Birnbeck em North Somerset no ano de 1914. Lá ele ficou por 45 anos, atraindo pessoas interessadas em ver aquele "bizarro erro da natureza" ou ainda "o mais estranho espécime humano jamais capturado". Em 1959 o Pier fechou suas portas e o gigante foi comprado por Lord Thomas Howard e oferecido como presente ao Hospital de Baltimore Maryland para ser devidamente estudado.      
    
O Hospital temendo uma propaganda negativa jamais realizou testes para atestar se os restos eram genuínos e ele acabou sendo entregue a uma casa de leilões para ser negociado. O Gigante da Patagônia passou de mão em mão até finalmente ser comprado pelo Bob’s Side Show de Baltimore, um dos últimos Espetáculos de Bizarrice ainda em atividade hoje em dia. Lá ele continua repousando em seu caixão de vidro.

A essa altura, você leitor deve estar se perguntando quanto dessa história é verdade e quanto dela não passa de invenção. 

Uma comparação do Gigante de Castelnau
e de um homem de 1,80 m
Primeiro e mais importante: Kap Dwa de fato existe, ou pelo menos seu corpo mumificado com incríveis três metros e catorze centímetros do pé até a ponta de suas duas cabeças.

O atual proprietário dos restos, o Sr. Lionel Gerber oferece uma história diferente a respeito de sua mais estranha peça. Ele afirma que o gigante é um espécime de um bizarro gênero humano, chamado por ele de homogiganticus, um parente próximo do Gigante de Castelnau, outro espécime gigantesco cujos ossos dividem a opinião dos especialista no que diz respeito a sua autenticidade.

Segundo Gerber, ao adquirir a múmia, o dono anterior relatou uma história diferente. O gigante não teria sido morto pelos espanhóis e sim por nativos que acompanharam a expedição na Patagônia e que queriam trocar a criatura por armas. O gigante teria sido morto com perfurações de lança e não a tiros, como se acreditava, e de fato, segundo Gerber os ferimentos que ele apresenta no abdomen são condizentes com a ponta de lanças e não com disparos de armas de fogo. Os marinheiros teriam ficado aterrorizados pela visão da criatura e se negaram a barganhar com os nativos que então preservaram o corpo e o negociaram com uma tribo no Gran Chaco do Paraguai. Estes criaram um tipo de religião ao redor do gigante, o venerando como uma espécie de semi-deus. Mas o relato dos espanhóis a respeito da existência do gigante teria chegado aos ouvidos de outros marinheiros que se interessaram em levá-lo para a Europa. Um desses homens teria sido o Capitão George Bickle, do clipper Olive Branch que empreendeu uma expedição para roubar Kap Dwa da tribo que o tratava como um Deus. A expedição teria sido marcada pela violência e massacre já que os nativos paraguaios não queriam abrir mão de sua divindade.

O último cartaz do Gigante em exibição.
Mas no fim, como costuma acontecer, o lado mais forte prevaleceu e o Kap Dwa foi levado para  a cidade de Blackpool onde ele seria vendido a um Museu. Para frustração de Bickle poucas pessoas se interessaram pelo espécime e as ofertas não compensaram todas as dificuldades para resgatá-lo das mãos dos nativos. Para piorar, Bickle se dizia amaldiçoado pelos feiticeiros do Gran Chaco que lançaram sobre ele uma maldição que o deixou pobre e doente. No fim da vida, Bickle acabou doando a criatura para um show de bizarrices acreditando que assim passaria adiante a maldição.

Ambas as versões da história tem seus méritos. Em primeiro lugar, há registros de que o Gigante de Duas Cabeças tenha sido apresentado no circuito de espetáculos itinerante no século XIX. Também há fotografias e cartazes dele no período em que esteve em exposição no Pier Birnbeck. A compra da múmia por Thomas Howard possui documentação oficial e sua chegada à Baltimore foi devidamente noticiada pela imprensa.  

Embora a versão de Gerber seja notável, existem alguns problemas. O Capitão Bickle de fato existiu e foi o comandante de um dos cinco navios britânicos que levavam o nome Olive Branch. Infelizmente Bickle nunca comandou nenhuma embarcação para a América do Sul, ainda que tenha estado no continente como segundo imediato. Também não existe nenhum museu em Blackpool com o qual ele pudesse negociar a múmia. Por outro lado o Capitão teria morrido na miséria, supostamente trancafiado em um manicômio. Se ele teve algum envolvimento na obtenção de Kap Dwa provavelmente jamais saberemos.

De uma forma ou de outra, Bob´s Road Show certamente existe, e detém a propriedade de uma múmia gigantesca identificada como Kap Dwa, embora hoje em dia ele não esteja mais em exibição para o público. Pessoas que viram a múmia cara a cara forneceram uma descrição ambígua sobre os restos. Não existem cicatrizes ou costuras visíveis, e uma vez que o cadáver está atrás de um grosso vidro é impossível analisar a presença de "gafes". A múmia veste uma espécie de tanga feita de linho cru e porta uma pequena lança em sua mão direita.

Gerber proíbe fotografias - as que estão nesse artigo foram tirada s na década de 80, mas diz que seu espécime de homogiganticus encontra-se à venda - desde que o interessado seja "um estudioso" que queira analisar os restos em nome da ciência. Gerber não sabe quanto pediria pela peça, mas "não aceitaria nada menos do que um milhão de dólares". Enquanto não surge uma oferta, o Gigante continua em seu caixão de vidro, longe dos olhares de curiosos.


O que podemos concluir de tudo isso?

Em termos de possibilidade de que tal criatura de fato seja genuína, seu tamanho seria impressionante o colocando facilmente no posto de homem mais alto de que se tem notícia. O homem mais alto registrado pelo Guinness Book foi Robert Wadlow (1918-1940), que media 2,71 de altura. Uma pessoa mais alta que ele pode ser difícil de ser encontrada, mas não é de modo algum uma impossibilidade, ainda que o gigante seja 40 centímetros mais alto que Wadlow.

Quanto às duas cabeças, também não se trata de uma impossibilidade biológica. Gêmeos congênitos são são exatamente incomuns, mas raramente estes sobrevivem a uma idade avançada, quanto mais em circunstâncias atípicas, como uma altura avantajada.


As histórias fantásticas foram obviamente exageradas pelos promotores dos shows bizarros que se empenham em construir narrativas fascinantes e envolventes para suas atrações. Muitos podem dizer que Gerber e todos que vieram antes dele não passam de aproveitadores, mas sem dúvida eles sabiam como vender seus espetáculos. O fato dele se negar a permitir que as pessoas vejam a múmia em seu poder fez com que nos últimos cinco anos surgissem ofertas para adquiri-lo, ainda que o valor esteja abaixo do milhão desejado. Daqui a alguns anos, quem sabe?    

Será que o Gigante de Duas Cabeças da Patagônia é real? Seria ele apenas o resultado da criatividade e imaginação de um taxidermista? Ou a combinação de ambos?

Provavelmente nunca saberemos, mas a história do Gigante de Duas Cabeças continua sendo incrivelmente estranha, causando fascinação semelhante a das pessoas que pagavam uma ninharia para ver com seus próprios olhos o que havia de mais estranho nos quatro cantos do mundo.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

HY-BRASIL: A Misteriosa Ilha e sua Civilização Avançada

Conhecida por abrigar um culto poderoso e enigmático, a misteriosa ilha de Hy-Brasil tem intrigado aventureiros e historiadores por séculos e, recentemente, até mesmo cativado a atenção dos pesquisadores de OVNIs.


A misteriosa ilha se tornou conhecida aos marinheiros europeus que atravessavam os mares centenas de anos atrás. Ela era chamada Hy-Brasil, um local onde diziam ter sido a residência de uma raça avançada de humanoides com poderes de outro mundo. A ilha aparece em vários mapas desde o ano de 1325, até os anos 1800, e estaria localizada por volta de 320 km ao oeste da costa da Irlanda.

Alguns marinheiros decidiram encontrar a ilha, mas aparentemente ela só se mostrava aleatoriamente, e suas exatas coordenadas variam a maior parte do tempo, embora tenha sido reportada na mesma área do Atlântico Norte. No folclore irlandês, Hy-Brasil seria encoberta em espessa neblina, exceto por um único dia a cada sete anos, quando era visível, mas ainda inalcançável sem a habilidade de escalar ou voar.

Seu nome é derivado da palavra ‘Breasal‘, a qual é traduzida como “Rei Alto do Mundo” no dialeto celta.  O primeiro cartógrafo a marcá-la no mapa em 1325 foi o genovês Angelino Dulcert. Ele usou o termo ‘Bracile‘, porém, mais além, em 1375, o Atlas Catalão se referiu à ilha como “Illa de Brasil“, e a ilustrou como duas ilhas distintas.

Ela continuou a espalhar seu mistério quando, em 1436, apareceu no mapa veneziano do cartógrafo Andrea Bianco, como “Sola De Brasil”.  A ilha esteve novamente presente em 1595, no Mapa Ortelius da Europa, e no Mapa Europa Mercator, e também em diferentes mapas nos anos seguintes, embora em localizações levemente diferentes.

Intrigados pelo que poderiam encontrar ao chegarem em Hy-Brasil, os marinheiros iam em massa até as supostas localizações.  Registros falam de John Jay Jr., que partiu de Bristol, na Inglaterra, em 1480, e despendeu duas semanas no mar antes de retornar com suas esperanças destruídas.  Em 1481, foi o retorno de Trinity e George, zarpando com dois navios do mesmo local na Inglaterra, somente para retornarem com mãos vazias como seu predecessor.

Um dos mapas ilustrando a renomada ilha.

Porém, nem todos os viajantes de Bristol eram azarentos, pois um dos registros lembra do diplomata espanhol Pedro de Ayala, que disse aos Monarcas Católicos da Espanha sobre John Cabot (o primeiro europeu a visitar a América do Norte desde os Vikings) e sua tentativa de sucesso para encontrar a notória ilha.

Outro marinheiro de sorte foi o capitão escocês do mar, John Nisbet, que encontrou a ilha Hy-Brasil por acaso enquanto viajava da França para a Irlanda no ano de 1674. Ao ver a ilustre ilha, ele disse ter enviado quatro homens para sua costa. Supostamente, os marinheiros ficaram um dia todo na ilha.

De acordo com a lenda do capitão, a tripulação encontrou um ancião que os ofereceu ouro e prata. A ‘cerejinha no topo do bolo’ que encantou os marinheiros foram grandes coelhos negros e o misterioso mágico que lá encontraram. Eles residiam numa enorme fortificação feita de pedra.

Embora a história seja difícil de digerir, mesmo por pessoas que viviam naquela época, houve uma segunda expedição liderada por Alexander Johnson, que demorou o mesmo tempo e confirmou os testemunhos de Nisbet.

Depois, nada é mencionado sobre a bizarra ilha até 1872, quando Robert O’Flaherty e T. J. Westropp alegaram ter colocado pés na ilha. Na verdade, Westropp mencionou a respeito de ter visitado Hy-Brasil em três ocasiões. Para que as pessoas acreditassem suas alegações, ele levou uma família inteira lá para testemunhar a misteriosa ilha com seus próprios olhos.

Hy-Brasil aparece em numeroso mitos, e em vários mapas, assim é provável que pelo menos haja um grão de verdade no fundo deste estória. Alguns dizem que a ilha é o lar de deuses irlandeses, outros acreditam que ela seja habitada por uma civilização avançada.

Embora nenhum registro moderno mencione Hy-Brasil, e a ilha tampouco aparece nos mapas, há um evento na história recente que faz uma referência direta à ela.

No que é conhecido como o “incidente Roswell britânico“, um oficial militar recebeu as coordenada de Hy-Brasil de forma muito peculiar. Após uma bizarra nave ter sido avistada fora da base militar estadunidense na floresta de Rendlesham, no Reino Unido, próxima de uma instalação nuclear, o Sargento Jim Pennistone saiu para investigar e realmente descobriu um disco voador.  Ao tocá-lo, uma mensagem telepática consistindo de 16 páginas de código binário foi impressa em sua mente.

Coodenadas retiradas do código binário de Penniston
Após Penniston ter traduzido o código nos anos que se seguiram, ele descobriu várias coordenadas que enviavam a locais icônicos, tais como a Pirâmide de Gizé e as Linhas de Nazca. O que é mais peculiar, foi que o topo e o fundo da transcrição começavam com as coordenadas de Hy-Brasil, ou pelo menos o local comumente referido pelos marinheiros através dos anos. Um inexplicável ano de origem de 8100 também fazia parte da mensagem decodificada.

Há vários mapas revelando a misteriosa Hy-Brasil, mas já que nenhuma evidência recente de sua existência foi encontrada, os historiadores de tendência predominante se referem ao caso como sendo de identidade ou localização erradas.

Outros cartógrafos entusiastas insinuam que a Hy-Brasil poderia ter sido a ilha assim chamada de Banco Porco-Espinho, descoberta em 1862, que somente era notada quando as marés estavam extremamente baixas. Alguns historiadores falam a respeito da última Idade do Gelo, quando o nível do mar mundialmente estava mais baixo. Neste caso, é possível que a Hy-Brasil tenha sido uma lembrança de um lugar mítico real que sobreviveu ao teste do tempo através daqueles que vividamente eram lembrados dela, uma geração após a outra.

Seja qual for o caso, o quebra-cabeças desta ilha fábula irá intrigar ainda mais aqueles que procuram conhecer mais sobre nosso passado, porque ela poderia ser uma lembrança de uma versão alternativa da história do mundo em que vivemos.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Escritório Mal-Assombrado Causa Polêmica na Internet [VÍDEO]

"Atividade Paranormal" em escritório de Manchester, na Inglaterra, deixa internautas intrigados.


Imagens das câmeras de segurança de um escritório em Manchester, na Inglaterra, têm chamado à atenção de diversas pessoas, no vídeo uma cadeira, se movimenta sozinha, um monitor pisca sem “ninguém” mexer, uma maçaneta de porta de movimenta sem ninguém do outro lado, papeis são arremessados ao alto do nada.

No vídeo também é possível ver sombras se movendo pelas paredes e arquivos se abrindo no meio da noite.

Segundo o caçador de fantasmas, Scott Mackinnon a filmagem é falsa! “Algumas das cenas ‘capturadas por câmeras de segurança’ foram claramente editadas. Mas este vídeo é realmente bem feito e só alguém com um olhar treinado poderia perceber a montagem”, afirmou ele.


segunda-feira, 23 de março de 2015

O 'Stonehenge Brasileiro', um monumento milenar pouco conhecido

Todo mundo conhece o famoso Stonehenge localizado no Reino Unido, certo? Mas o que pouquíssimos brasileiros sabem é que existe um monumento comparável aquele do sul da Inglaterra, mas a diferença é que ele se encontra aqui mesmo, em nosso país.


Localizado em Calçoene, no interior do Amapá, encontra-se o "Stonehenge brasileiro" , ou "Stonehenge do Brasil", como é chamado. A local tem o nome de Parque Arqueológico do Solstício, onde abriga o monumento Observatório Astronômico de Calçoene.


A estrutura é circular, feita por blocos de granito de aproximadamente 30 metros de diâmetro, e era o local de cerimônias indígenas há cerca de 1.100 anos. Segundo os pesquisadores, essas cerimônias aconteciam entre os dias 21 e 22, durante o solstício, quando a configuração das pedras permitem observar o percurso do Sol. Além disso, o local era usado para enterrar grandes personalidades da tribo. Os arqueólogos também encontraram artefatos como vasos, pratos e tigelas de cerâmicas no local.

As técnicas utilizadas na construção do "Stonhenge do Brasil" são desconhecidas, assim como aquelas utilizadas na construção de outros monumentos parecidos, espalhados ao redor do mundo.



As primeiras observações arqueológicas no Stonehenge brasileiro foram feitas no fim do século 19, mas o sítio acabou ficando esquecido com o tempo. Somente em 2005 que ele começou a ser explorado novamente, e hoje, o órgão responsável pela preservação do local é o IEPA (instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do estado do Amapá).



Mas infelizmente, o fato mais curioso de todos não é nem a construção em si, mas sim o fato que pouquíssimas pessoas sabem sobre a existência desse monumento... Futuramente o governo deseja transformar o local em um Parque Arqueológico aberto para visitação.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Suposto "Fantasma" persegue veículo em estrada deserta na Inglaterra - [VÍDEO]

Momentos de terror foram capturados em vídeo.

Nota do Filosofia Imortal: Provavelmente mais uma pegadinha, que acabou virando hit na rede, no entanto, como o vídeo anda gerando muitos comentários por aí, resolvemos trazer e deixar que cada leitor tire suas próprias conclusões.

Um  fantasma teria perseguido um veículo em uma estrada deserta entre as cidades de Blackburn e Belmont, no condado de Lancashire, na Inglaterra, informou o Daily Mirror.

Imagens de um vídeo colocado na internet mostram uma criatura vestida de branco se movendo em direção ao carro, enquanto um dos passageiros pede, aos gritos, que o motorista dê marcha à ré. 

"Dê a ré, mais rápido, mais rápido", grita um homem em árabe.

Assista ao vídeo:


Fonte:  Terra