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domingo, 21 de setembro de 2014

Por que Tantos Cientistas Morrem Assassinados ou 'Suicidam' em Todo o Mundo?

Desde 2004, um número anormal de cientistas tem morrido, muitos deles em circunstâncias misteriosas e em alguns meios de comunicação alternativos começam a se perguntar o por quê.

O caso mais recente foi o Dr. Martin Jonh Rogers, especialista em doenças tropicais, que foi encontrado morto após um estranho desaparecimento.

Dr. Martin trabalhava para o governo dos EUA no National Institutes of Health em Maryland e era especialista em malária.

Segundo relatos, Rogers foi encontrado morto em 4 de setembro próximo ao seu carro danificado que havia saído da estrada e caído em um barranco; Rogers havia desaparecido em 21 de agosto, após sair de sua casa até o trabalho no centro de investigação do NIH, próximo a Washington, DC.

Uma notícia informou que a busca por Rogers não começou até poucos dias depois de não aparecer para trabalhar. No entanto, o dia de seu desaparecimento, os investigadores descrevem "Rogers suado... vestido com uma camisa e uma calça de cor cáqui. Foi visto em um vídeo de vigilância e utilizando um cartão e crédito em um motel, poucas horas após de sair de casa. Outras câmeras de vigilância capturaram o Dr. Rogers registrando-se em um hotel em La Valle, Maryland, com atitude claramente estressada".

Alguns dias mais tarde, outro relato disse que Rogers foi visto em uma 'trilha local', a qual a polícia descreveu como 'provavelmente credível'.

Segundo Rob Conner, seu cunhado: "Havia um detetive em seu caso que já encontrou 583 pessoas desaparecidas ao longo de sua carreira. Ele nos disse que a razão pela qual a pessoa decide ir ou desaparecer muitas vezes ajuda a descobrir onde ela foi. Mas quando o detetive repassou todas as razões normais que podem levar uma pessoa a fazer algo assim, como problemas econômicos, problemas no trabalho, problemas em casa, com um parceiro, etc... nada se encaixava com a situação do Dr. Rogers"

A morte de Rogers, embora misteriosa, não é nada incomum. Durante a última década,microbiólogos, virólogos e outros cientistas de várias disciplinas tem morrido em circunstâncias estranhas ou violentas.


Glenn Thomas

Por exemplo, neste mesmo de 2014, Glenn Thomas, especialista em AIDS e Ebola e porta voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) morreu junto a 297 pessoas no voo MH-17 da Malaysia Airlines, que foi derrubado na Ucrânia em circunstâncias ainda não esclarecidas. Thomas era um dos mais de 100 pesquisadores que viajavam a bordo do voo à caminho de uma conferência internacional sobre a AIDS na Austrália. Entre os outros delegados à bordo do avião estava Joep Lange, um pesquisador da equipe sobre a AIDS e es presidente da Sociedade Internacional da AIDS.

E a lista é muito mais longa.

Mark Ferri

Neste mesmo ano de 2014, também morreu Mark Ferri, um prestigiado engenheiro nuclear americano que foi encontrado morto em um hotel em Salford. Sua morte foi atribuída pelo estresse do trabalho.

Abaixo estão alguns casos que ocorreram durante 2013:


Caron Ambruster

Caron Ambruster, professora universitária de astronomia e astrofísica, foi encontrada morta na cozinha de seu apartamento com uma faca em seu pescoço. Também havia sido apunhala em seu peito. Fonte.


Anne Szarewski

Anne Szarewski, de 53 anos, pioneira no campo das vacinas contra o câncer cervical e que descobriu a relação entre o papiloma vírus  humano e o câncer cervical. Szarewski foi encontrada morta com altos níveis de um fármaco contra a malária em sua corrente sanguínea em sua casa no norte de Londres, apesar de médicos terem informado que isto não teria sido a causa de sua morte. Fonte. Sua descoberto acabou levando a criação da vacina, teria se matado pelo peso na consciência ao saber dos perigos da vacina contra HPV?


Shane Todd

Shane Todd, de 31 anos, Ph.D em engenharia elétrica e especialista em nitreto de gálio. Segundo se sabe, o Dr. Todd se sentia cada vez mais incomodado com o trabalho que estava fazendo para empresa chinesa Huawei, até o ponto de que ele disse à sua família que estavam pedindo que comprometesse a segurança dos EUA e isso o levou a temer por sua vida. Pelo visto, Shane estava trabalhando em uma máquina única em sua categoria, com um comercial e militar. Pelo visto, Shane se negou a fazer o que lhe pediram e anunciou que deixaria seu trabalho na China. Shane encontrou um bom emprego em uma companhia na Virgínia, EUA e comprou um passaporte para voltar aos EUA. Mas Shane foi assassinado justo após seu último dia de trabalho na China. Fonte.

Dr. Richard Holmes

Dr. Richard Holmes, de 48 anos de idade. Especialista em armamento. Alegadamente, se suicidou. Acredita-se que o Dr. Holmes estava trabalhando na produção de trajes de proteção química para as tropas. Em 1991 foi coautor de um artigo científico sobre um sistema de proteção química e biológica da RAF. O mais curioso do caso é que Holmes trabalhou com outro especialista no campo, chamado David Kelly, em um laboratório de guerra química secreto do governo britânico, e ambos morreram em circunstâncias similares; ambos disseram a suas esposas que iria dar um passeio, e seus corpos foram encontrados em um campo próximo, tendo aparentemente se suicidado.Ambas as mortes aconteceram com 9 anos de diferença.


Melissa Ketunuti

Dra. Melissa Ketunnuti. Trabalhava no Hospital Infantil da Filadélfia e dedicou toda a sua vida a ser médica e a ajudar as crianças com câncer. Trabalhou em uma bolsa de pesquisa da AIDS em Botswana através do National Institutes of Health. Ela também realizou práticas no Hospital Jonhs Hopkins e na Universidade de Nova York. Os bombeiros encontraram seu corpo carbonizado no sótão da sua casa e as provas indicam que havia sido amarrada e estrangulada.


Ano 2012:

Gelareh Bagherzadeh

Gelareh Bagherzadeh, estudante de tecnologia genética molecular no MD Anderson Cancer Center em Houston e lutadora ativa pelos direito das mulheres iranianas. Assassinada a tiros em frente à sua casa.


Ano 2011:

James S. Miller

James S. Miller, de 58 anos, Ph. D em bioquímica médica pela Universidade Estatal de Ohio. Assassinado durante um assalto em sua própria casa.

Zachary Greene Warfield

Zachary Greene Warfield, de 35 anos, co-fundador e membro do Conselho de Administração da Omnis Inc., uma firma de consultoria estratégica para as comunidades de inteligência, defesa e segurança nacional. Antes de fundar a Omnis, Zack foi engenheiro e analista para o governo dos EUA e avaliou os sistemas de mísseis e investigou o programa de armas de destruição em massa do Iraque como membro do Grupo de Investigação do Iraque. Como engenheiro, trabalhou para a NASA e para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), assim como na indústria privada. Morreu em um acidente de barco no rio Potomac.


Fanjun Meng, 29, e Chunyang Zhang, de 26 anos. 

Ambos casados e de origem chinesa, trabalharam no laboratório de anatomia patológica da Universidade de Missouri-Colômbia. Meng, a esposa, estava trabalhando em uma pesquisa que pretendia fazer uma possível relação entre os pesticidas e o mal de Parkinson.

Andrei Tropinov, Sergei Rizhov, Gennadi Benyok, Nicolai Tronov e Valery Lyalin. 

Os cinco cientistas eram empregados na fábrica Hydropress, membros da corporação nuclear estatal russa e haviam intervido no desenvolvimento de uma usina nuclear no Irã, na central nuclear de Bushehr. Morreram em um acidente aéreo que matou 45 pessoas.

Rodger Lynn Dickey, de 56 anos. Engenheiro nuclear de alto nível com mais de 30 anos de experiência, especialista em desenho, construção, comissionamento e operação de instalações nucleares comerciais e governamentais. Aparentemente, se suicidou após saltar da ponte Gorge Bridge.


Gregory Stone

Gregory Stone, de 54 anos. Cientista de prestígio internacional em ciência marinha. Stone foi citado amplamente em muitas publicações a nível internacional após o vazamento de petróleo da BP no golfo do México e foi criador e diretor de um sistema de estações de detecção em alto mar, encarregadas de monitorar o vento, as ondas e as correntes. Morreu de uma doença desconhecida.


Massoud Ali Mohammadi

Dr. Massoud Ali Mohammadi, de 50 anos. Professor de física nuclear na Universidade de Teherán. Ele morreu quando uma bomba de controle remoto foi detonada em uma motocicleta perto de seu carro. Segundo as autoridades iranianas, Israel e EUA estiveram por trás do assassinato de vários cientistas iranianos de alto nível para frustar o programa nuclear do Irã. Por outro lado, a Newsweek (conhecida por suas reportagens pró-EUA) reportou que ocidentais culparam  as próprias autoridades iranianas pelo assassinato do Dr. Massoud Ali Mohammadi , por mostrar-se publicamente como opositor e crítico ao regime do presidente Ahmadinejad.


Ano 2010:

John (Jack) P. Wheeler III

John (Jack) P. Wheeler III, licenciado em direito pela Universidade de Yale e licenciado em Business por Harvard. Graduado em West Point, sua carreira militar incluiu servindo no escritório do secretário de defesa e escrever um manual sobre a eficácia das armas biológicas e químicas, que recomendava os EUA não utilizassem armas biológicas. Seu corpo foi encontrado morto em um aterro sanitário em Newark, Delaware.


Mark A. Smith

Mark A. Smith, 45 anos. Professor de patologia na Universidade Case Western Reserve e renomado pesquisador da doença de Alzheimer. Morreu após ser atropelado por um carro em Ohio.


Chitra Chauhan

Dra. Chitra Chauhan, 33 anos, Bióloga molecular. PH.D no Instituto de Genoma e Biologia Integrativa de Nova Deli, Índia, em seguida, estudou como os mosquitos intervinham na transmissão de doenças na Universidade de Notre Dame. Foi achada morta em aparente suicídio com cianeto em um hotel em Tampa, Flórida.


Franco Cerrina

Franco Cerrina, 62 anos. destacado estudioso no campo da ótica,  litografia e nanotecnologia. Foi co-fundador de cinco empresas: NimbleGen Systems, Genetic Assemblies, Codon Devices, Biolitho e Gen9. Foi encontrado morto por causas desconhecidas em um laboratório no Centro de Fotônica da Universidade de Boston.

Vajinder Toor, de 34 anos. Toor trabalhou em Kingsbrook Jewish Medical Center em Nova York antes de entrar na Universidade de Yale. Foi assassinado a tiros em frente à sua casa em Branford, Connecticut.


Joseph Morrisey

Joseph Morrissey, 46 anos. Professor de imuno-farmacologia na Universidade Northeastern State. Faleceu vítima de um assalto de residência após ser ferido por uma faca.

Maria Ragland Davis, 52anos, Ph.D em bioquímica e especialista em patologia vegetal e aplicações da biotecnologia, havia trabalhado como pesquisadora pós-doutorada na companhia Monsanto em Sr. Louis. Morreu assassinada pela neurobióloga Amy Bishop, de 45 anos, após um conflito no trabalho, juntamente com Gopi K. Podila, de 54 anos, biólogo especialista no campo florestal e Adriel D. Johnson, de 52 anos, especialista em aspectos da fisiologia gastrointestinal e na função específica do pâncreas em vertebrados.


Maria Ragland Davis, Gopi K. Podila, Adriel D. Johnson e a mulher que os assassinou, Amy Bishop

Estes são os casos de cientistas mortos entre os anos de 2010 e 2014.

Leia também:

Se voltarmos até o ano de 2004, encontraremos ao menos, mais 47 casos. muitos deles em circunstâncias altamente suspeitas.

Entre os cientistas mortos encontraremos bioquímicos, biólogos, médicos, imunólogos, epidemiólogos, virólogos, microbiólogos, engenheiros, físicos; especialistas em múltiplas disciplinas como a AIDS, Ebola, genética molecular, armas biológicas, químicas e nucleares, bioterrorismo, energia atômica ou biotecnologia.

As causas das mortes são diversas: podemos encontrar infectados pelo vírus H1N1, peste, pneumonia, vários casos de envenenamento, múltiplas mortes em acidentes de carros e avião, queimados no interior de suas casas e carros, e vários casos de suicídio, assim como uma notável quantidade de assassinatos violentos e morte por causas desconhecidas.

Provavelmente, a maioria deles sejam casos perfeitamente explicáveis e com causas das mais naturais.

Mas as circunstâncias turbulentas que rodeiam a política internacional nestes momentos, convidam a suspeitar...


terça-feira, 15 de abril de 2014

Scanner inspirado em Star Trek promete detectar doenças

Baseados na tecnologia do "tricorder médico", cientistas britânicos desenvolvem aparelho que promete diagnosticar, quase imediatamente, casos de câncer, Aids e outras doenças graves.

Em cena do filme "Star Trek", personagem Spock carrega um tricorder para alguma de suas missões. O aparelho consegue identificar em poucos minutos a saúde de um organismo e diagnosticar doenças
Cientistas Themis Prodromakis e Philip King mostram projeto
de chip que deve se transformar no scanner para doenças
Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, estão desenvolvendo um scanner capaz de detectar doenças graves em poucos minutos. Com tecnologia semelhante à do chamado "tricorder médico", do filme "Star Trek", o aparelho promete diagnosticar diversos tipos de câncer e reconhecer o vírus da Aids, além de outras doenças graves, informou o Daily Mail.

Segundo os especialistas, o método consiste em um chip, conectado a um iPhone, que entra em contato com amostras de sangue ou minúsculos pedaços de tecidos retirados do paciente. 

Com o desenvolvimento do scanner, o tempo de espera para diagnósticos deve ser reduzido a poucos minutos e o custo dos exames também diminuirá. Os primeiros protótipos do aparelho devem estar disponíveis para testes a partir de 2015. 

Além de ser um dispositivo móvel, os cientistas consideram uma vantagem a quantidade de amostra do paciente necessária para o diagnóstico. De acordo com eles, menos do que um microlitro de sangue pode ser o suficiente para o exame. 

Fonte: Terra


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Vacina brasileira contra o HIV será testada em macacos

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP devem
começar os testes no segundo semestre deste ano.
O vírus HIV é responsável por causar a aids nos seres humanos. Com a nova vacina, os pesquisadores esperam poder reduzir a carga do vírus no sangue dos paciente a ponto de eles não desenvolverem a doença (Thinkstock)
Pesquisadores brasileiros deverão começar a testar uma nova vacina contra o vírus HIV em macacos a partir do segundo semestre deste ano. Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o experimento deve ter uma duração de 24 meses. Em testes anteriores, a técnica já havia se mostrado eficaz para imunizar camundongos. Se ela tiver o mesmo efeito nos macacos, os pesquisadores esperam poder testá-la em seres humanos.

A vacina — chamada HIVBr18 — começou a ser desenvolvida em 2001 por uma equipe de pesquisadores coordenada por Edecio Cunha Neto, professor e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Segundo a Agência Fapesp, os cientistas analisaram o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que eram capazes de manter o vírus sob controle por mais tempo e demoravam mais para desenvolver a doença.

No sangue desses pacientes, eles descobriram que a quantidade de linfócitos T do tipo CD4, células do sistema imunológico que costumam ser atacadas pelo HIV, permanecia mais elevada que o normal. "Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas (que matam células infectadas pelo HIV) conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença", afirmou Cunha Neto, em entrevista à Agência Fapesp.

Em seguida, os pesquisadores isolaram pequenos pedaços de proteínas do HIV que se mantinham iguais entre a maioria das cepas do vírus. Usando um programa de computador, selecionaram os trechos que tinham maiores chances de serem reconhecidos pelos linfócitos TCD4 dos pacientes. E 18 moléculas escolhidas foram recriadas em laboratório. Uma tática comum em vacinas contra o HIV é selecionar estes pedaços: eles são inofensivos ao organismo, ao contrário do vírus, mas também despertam uma reação do sistema imunológico.

Em uma pesquisa publicada em 2006 na revista Aids, os pesquisadores testaram as moléculas, ou seja, os pedaços, em amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas variadas. Como resultado, descobriram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um destes pedaços foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco foram identificados.

Imunização — Em um segundo momento, as moléculas do vírus (simplificando, os tais pedaços) foram administradas a camundongos que foram geneticamente modificados para possuir células que se comportassem como as do sistema imunológico humano. Isso é essencial para poder testar a vacina e verificar seu grau de eficácia. Nesse caso, 16 das 18 moléculas foram reconhecidas e ativaram tanto as células de defesa TCD4 como as TCD8. Esse resultado foi publicado em uma pesquisa divulgada na revista PLoS ONE em 2010.

No experimento mais recente — ainda não publicado — os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo dos camundongos. "O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia — que é aparentado do causador da varíola — e colocamos dentro dele trechos do HIV", afirmou Cunha Neto à Agência Fapesp.

Nos animais que receberam a vacina, a quantidade do vírus encontrada foi apenas 2% da registrada em animais que não foram imunizados. Segundo os pesquisadores, em seu estágio atual, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus do organismo, mas pode manter sua carga reduzida a ponto de o paciente infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.

Teste em humanos — A última etapa da pesquisa antes de poder testar a vacina em humanos será realizada em uma colônia de macacos rhesus pertencentes ao Instituto Butantan, em São Paulo. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV. "Nosso objetivo é testar diversos métodos de imunização para selecionar aquele capaz de induzir a resposta imunológica mais forte e então poder testá-lo em humanos", disse Cunha Neto à Agência Fapesp.

O teste nos primatas representa mais um passo em uma longa cadeia de experimentos até que a vacina possa ser aplicada nos pacientes humanos. Se ela for bem-sucedida, a primeira fase do teste em seres humanos deverá ser feita em uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança da vacina, os pesquisadores devem verificar a magnitude da resposta imune que ela é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.

A partir desse estágio, os pesquisadores esperam poder atrair interesse comercial para patrocinar as duas últimas etapas dos testes da vacina em seres humanos. Segundo os cientistas, essas últimas fases devem custar 250 milhões de reais. Atualmente, o desenvolvimento da HIVBr18 é conduzido pelo Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio da Fapesp, que investiram cerca de 1 milhão de reais no projeto.