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domingo, 15 de julho de 2018

ARQUIVO LAÉRCIO FONSECA - [VÍDEO]

O polêmico arquivo com as declarações do Prof. Laércio Fonseca feitas para a Pozati Filmes e que provocou a reação de alguns nichos da ufologia, enfim publicado. 
  • Cientistas se tornarão médiuns? 
  • A vida após a morte é a chave para compreender o fenômeno UFO? 
  • Os ETs atuam no meio de nós? 

Assista, avalie, reflita, pense e repense. Tire suas próprias conclusões.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Artista dos Quadrinhos Desvela o Astral em sua obra

Fernando Picheli ilustra saídas do corpo e saberes de budismo, teosofia, hinduísmo e espiritismo.


Por Ana Elizabeth Diniz

Um acidente de trabalho em 2002 levou a uma fratura do fêmur. Após a cirurgia, Fernando Picheli, 40, natural de Santo André, São Paulo, engenheiro projetista no ramo automobilístico, acordou sentindo muita dor na perna. Ela foi aumentando até ficar insuportável.

“Apaguei e, quando acordei novamente, eu estava sentado na cama do hospital, não sentia mais dores. A sensação era tão real que fiquei com receio de me levantar e apoiar os pés no chão. Aos poucos tomei coragem, fui descendo bem devagar e tive uma grande surpresa quando me vi andando no quarto. Eu realmente estava fora do meu corpo. Saí do hospital caminhando, eu podia ver muitas crianças brincando, era outra dimensão, um local extrafísico com uma energia maravilhosa, as cores eram vivas, eu conseguia sentir o ambiente alegre e contagiante. Me sentia muito bem, pude então flutuar e voar, a sensação de liberdade que sentia foi indescritível”, relembra Fernando.

Essa foi a primeira de muitas saídas espontâneas do corpo, que aconteciam quase todos os dias. Foi quando o artista passou a estudar sobre viagem astral para conseguir entender o que estava ocorrendo com ele.

Inspiração. Após sofrer um acidente em 2002, Fernando Picheli passou a fazer viagens fora do corpo e resolveu criar quadrinhos com a realidade de outras dimensões

“Naquela época, há 15 anos, eu desenhava algumas das coisas que via em minhas experiências, mas só a partir de novembro de 2014, com o auxílio da tecnologia, iniciei o projeto como as histórias em quadrinhos (HQs)”, comenta Fernando.

Nascia, assim, a HQ “Plano Astral”, que aborda um pouco desse mundo dimensional, misturando personagens fictícios em histórias de fantasia, recheadas de informações reais e extremamente úteis para aqueles que ousam romper a linha do materialismo.

“As experiências frequentes de saída do corpo me permitiram comprovar muitas coisas que antes eu só conhecia por meio da literatura espiritualista e se tornaram um grande acervo de informações para que eu pudesse utilizar em meu trabalho. Acredito que as ilustrações possam revelar minhas experiências em outras dimensões, o contato com consciências extrafísicas e ajudar aqueles que estão passando por situações parecidas a entender melhor o fenômeno da projeção astral”, analisa o quadrinista.

A realidade paralela, com a qual o artista se tornou íntimo, é fonte de inspiração para as histórias em quadrinhos. “A riqueza de informações, formas e sensações que venho experimentando por meio da projeção astral são a base para criar as histórias. Além disso, muitas das informações que coloquei na graphic novel são experiências que vivenciei. É incrível como aquilo que acreditamos ser apenas fantasia, na verdade, está muito mais próximo da realidade do que poderíamos imaginar. As dimensões além do plano físico são muito suscetíveis à forca do pensamento e às emoções. A interação é muito mais dinâmica, e as possibilidades, muito mais amplas. É esse ambiente que tento traduzir por meio dos desenhos”, observa o artista.

O trabalho do artista aborda outras correntes. “Não tem como separar. Os conceitos de imortalidade e reencarnação e o contato com espíritos estão integrados a meu trabalho. Procuro adicionar conhecimentos de doutrinas e filosofias como o budismo, a teosofia, o hinduísmo, a umbanda e também o espiritismo, que foi minha base”, diz ele.


Vivenciar outros mundos altera o sentido da morte

Desde pequeno, o artista teve muito contato com a doutrina espírita e com a umbanda. “Elas foram a base do meu conhecimento, auxiliaram muito minha formação. Procuro sempre abrir a mente para outras linhas de pensamento, pois acredito que todas elas bebem da mesma fonte de conhecimento, que é divina. Durante esses anos de pesquisa, estudo e prática da projeção, pude verificar que a linguagem nos planos mais elevados vai além de crenças e doutrinas, é algo simples e direto, a verdade é reconhecida pelo alto padrão dos sentimentos envolvidos”, diz Fernando Picheli.

O processo criativo é totalmente intuitivo. “Algumas vezes busco uma imagem que seja inspiradora, uma emoção, ou mesmo uma mensagem que quero transmitir. Essa informação muitas vezes vem em blocos, as ideias e as imagens vão surgindo na mente. Vou armazenando na memória ou faço rascunhos no papel para depois fazer a arte final. É um mundo gigantesco que vai se formando dentro da mente. Ele pode ter movimento, cenário, som ambiente e até música. É como construir várias cenas de um filme dentro da mente, depois vou juntando as partes e transferindo para o papel”, comenta.

Quando surgem dúvidas, Fernando se vale das experiências de projeção para entender e investigar o assunto do lado de lá. “De acordo com o tema que estou trabalhando é comum eu entrar em determinadas faixas de sintonia, que influenciam minhas experiências. Por exemplo, eu precisava saber como as roupas são plasmadas no plano astral, para poder representá-las em minhas histórias. Verifiquei que durante a projeção, nós geralmente criamos inconscientemente nossas vestimentas. Podem ser as roupas com as quais nos deitamos, elas estão em harmonia com o ambiente em que estamos inseridos”, ensina.

Para ele, o estudo dos vários planos existentes além do plano físico não é algo para ser usado após a morte: “Ela simplesmente não existe. O simples fato de comprovar isso e entender melhor as consequências de suas ações poderá ajudar o indivíduo a vivenciar seu dia a dia com mais sabedoria”.

Para ler, visite seu site, onde a graphic novel está disponível gratuitamente. É só clicar abaixo:


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

VIDA APÓS A MORTE - Crianças com memórias de vidas passadas surpreendem pesquisadores


O universo é cheio de mistérios que desafiam o nosso conhecimento atual. Em “Além da Ciência”, o Epoch Times coleta histórias sobre alguns fenômenos estranhos para estimular a imaginação e abrir a mente para novas possibilidades. Elas são reais? Você decide.

Diversos pesquisadores têm investigado cuidadosamente casos de crianças que relatam memórias de vidas passadas. Foram verificados muitos casos em que os detalhes dados por crianças (algumas vezes com uma precisão surpreendente) correspondem a pessoas falecidas. Em outros casos, os dados são mais difíceis de se verificar.

Mesmo nos casos mais convincentes, alguns encontrarão algum elemento de dúvida. Será que os pais influenciaram os seus filhos com uma certa linha de questionamento sugestionável? Será que as crianças ouviram informações e repetiram-nas, sem o conhecimento de seus pais? Poderia uma imaginação fértil ou desejo de atenção terem alimentado a conversa sobre uma vida passada? Talvez a probabilidade possa explicar como tais “memórias” correspondem a pessoas ou eventos reais, ou talvez sejam apenas palpites de sorte.

A psicologia

O psicólogo Dr. Erlendur Haraldsson, professor emérito da Universidade da Islândia, em Reykjavik, estudou 30 crianças no Líbano, que persistentemente falaram de memórias de vidas passadas, e as comparou com outro grupo de teste composto por outras 30 crianças. O Dr. Haraldsson se perguntou se as crianças que se associam tão fortemente a outra pessoa (sua encarnação de vida passada) são psicologicamente semelhantes a pessoas com múltiplas personalidades.

O Dr. Haraldsson testou as crianças para saber se elas estavam mais propensas a tendências dissociativas do que seus pares do grupo outro teste. Ele explicou em seu artigo “Crianças que falam de experiências de vidas passadas: Há uma explicação psicológica?”, publicado pela Sociedade Britânica de Psicologia, em 2003: “O conceito de dissociação tem sido usado para descrever uma variedade de processos psicológicos, que vão desde aqueles que são perfeitamente normais, como a atenção dividida e sonhar acordado, ao aparecimento de múltiplas personalidades na mesma pessoa com pouca ou nenhuma consciência umas das outras”.

Ele descobriu que as crianças com supostas memórias de vidas passadas “obtiveram pontuações mais elevadas em relação a sonhar acordado, busca de atenção, e dissociação, mas não em relação ao isolamento social e à facilidade de se deixarem levar por sugestões”. No entanto, ele descobriu “que o nível de dissociação foi muito menor do que nos casos de personalidade múltipla, e não foi clinicamente relevante”.

No mesmo artigo, ele fez referência ao seu estudo de campo no Sri Lanka. Ele descobriu que lá, as crianças que falavam de vidas passadas sonhavam acordadas mais do que seus pares do outro grupo teste, mas não houve nenhuma indicação de que elas eram mais propensas a fabricar experiências imaginárias. Nem foram encontradas evidências indicando que elas seriam mais facilmente levadas por sugestões. Em um de seus estudos no Sri Lanka, ele descobriu que essas crianças têm vocabulários maiores, obtiveram maior pontuação em um breve teste de inteligência e tiveram melhor desempenho escolar do que seus pares do outro grupo teste.

Haraldsson citou o Dr. Ian Stevenson, conhecido por seu estudo sistemático iniciado na década de 1960, sobre milhares de casos de crianças que relataram memórias de vidas passadas. Stevenson reexaminou muitas das crianças e descobriu que elas cresceram de forma saudável, se ajustaram apropriadamente à sociedade, e não tiveram diferenças psicológicas significativas comparadas com seus pares do outro grupo teste. Apenas uma das crianças que Stevenson reexaminou tornou-se esquizofrênica na vida adulta.


A busca pela verdade

Psicólogos como Haraldsson e Stevenson esforçaram-se para detectar qualquer influência psicológica que pudesse gerar dúvidas sobre as supostas memórias que eles investigaram.

Em 1975, o Jornal da Associação Médica Americana escreveu sobre Stevenson: “No que diz respeito à reencarnação, ele cuidadosamente e sem emoção coletou uma série detalhada de casos na Índia, casos em que as evidências são difíceis de serem ligadas a qualquer outra razão. … Ele registrou uma grande quantidade de dados que não podem ser ignorados.”

Em 1994, Haraldsson publicou um artigo intitulado “Estudos de Replicação de Casos Sugestivos de Reencarnação por Três Investigadores Independentes”, no Jornal da Sociedade Americana para a Pesquisa Psíquica, delineando estudos que replicaram a obra de Stevenson.

Ele resumiu: “Até o momento, Jurgen Keil estudou 60 casos na Birmânia, Tailândia e Turquia; Erlendur Haraldsson estudou 25 casos no Sri Lanka; e Antonia Mills estudou 38 casos no norte da Índia. … Em 80% dos 123 casos, foi identificada uma pessoa falecida que aparentemente correspondeu a algumas ou todas as declarações da criança. … Em 51% dos 99 casos resolvidos, a pessoa que a criança alegou ser era desconhecida pela família da criança; em 33% era conhecida e em 16% era parente. Da amostra combinada de 123 casos, apenas um dos casos [um estudado de Mills] parecia estar na fronteira entre o engano consciente perpetrado e o autoengano.”

O trabalho incluiu alguns exemplos de casos em que foram verificados os detalhes das memórias. Um desses casos foi o de Engin Sungur, nascido em dezembro de 1980 no Hospital Antakya, em Hatay, Turquia.


Caso de um menino na Turquia

Quando Sungur era um jovem garoto, fez uma viagem com sua família para longe de sua aldeia natal, Tavla. Durante a viagem, ele apontou para uma aldeia pela qual passava, chamada Hancagiz, e disse que ele morava lá. Ele disse que seu nome era Naif Cicek, e que ele tinha ido para Ancara antes de morrer.

Realmente existiu um Naif Cicek, que havia morrido naquela aldeia um ano antes de Sungur nascer. Mas a família de Sungur ficou sem saber disso por algum tempo. Eles não cederam imediatamente aos pedidos de Sungur para visitar a aldeia de sua vida passada.

Em data posterior, quando a filha de Cicek estava na aldeia de Tavla, onde Sungur vivia, antes da família de Sungur e Cicek terem qualquer contato, Sungur se aproximou dela e disse: “Eu sou o seu pai”.

A mãe de Sungur eventualmente levou-o para Hancagiz para conhecer a família de Cicek. O menino identificou corretamente vários membros da família, incluindo a viúva do falecido. Ele apontou para uma lamparina a óleo na casa de Cicek e disse que ele a havia feito sozinho. Ele disse que seu filho uma vez acertou-a com seu próprio caminhão enquanto estacionava de ré.

Todas as declarações feitas por Sungur estavam corretas, todas elas combinaram com os detalhes da vida de Cicek. Algumas outras declarações que ele fez não puderam ser verificadas, mas ele não fez nenhuma declaração incorreta.

O Dr. Jim Tucker, sucessor de Stevenson em estudos de reencarnação da Universidade de Virginia, contou casos semelhantes em que puderam ser verificados os detalhes das memórias de vidas passadas de uma criança, em seu livro “Retorno à Vida: Casos Extraordinários de Crianças que Lembram de Vidas Passadas”. Mas, ele observou, com relação aos casos que não podem ser verificados, “no mínimo, eles levantam a questão sobre o que poderia levar as crianças a acreditar que lembram dos acontecimentos que algumas delas relatam”.


Caso de uma menina no Canadá

O Dr. Tucker citou alguns exemplos, um dos quais envolveu uma menina do Canadá, que pareceu lembrar-se de ser uma senhora idosa. O pai da menina não tinha nenhum interesse por hóquei. Na verdade, ele evitava assistir ou falar sobre este assunto porque ele tinha más associações com o esporte – seu próprio pai era apaixonado por hóquei e sua falta de interesse pelo esporte havia afetado negativamente a relação entre os dois.

A menina, Hannah, quando tinha 3 anos de idade, perguntou ao seu pai por que o filho dela nunca mais levou-a para assistir jogos de hóquei. O pai perguntou quando o filho dela havia feito isso, e Hannah respondeu: “Você sabe, papai, quando eu era uma senhora idosa”.

Depois de algum tempo, ela falou mais sobre seu filho, dando detalhes como o carro branco com ferrugem que seu ele costumava dirigir e sua jaqueta de couro.

O 

Dr. Tucker escreveu: “Mesmo que as declarações da criança não possam ser verificadas neste caso, eu acho que são bastante impressionantes. O que levaria uma criança de 3 anos de idade, especialmente cuja família nem gostava de hóquei, a imaginar que ela tinha sido uma mulher idosa que desejava que seu filho a levasse para assistir a jogos de hóquei?”



sábado, 27 de dezembro de 2014

Estudo analisa veracidade de cartas psicografadas por Chico Xavier

Pesquisa cientifica realizada por núcleo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concluiu que informações contidas em lote de cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier, morto em 2002, eram verídicas.


Ao todo, foram analisadas treze cartas atribuídas a Jair Presente, morto por afogamento em 1974, na cidade de Americana (SP). As correspondências começaram a ser psicografadas pelo médium ainda no ano da morte de Presente e prosseguiram até 1979.

Conforme o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES-UFJF), o estudo teve início em 2011 e foi feito em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), a partir do pós-doutorado dos pesquisadores Denise Paraná e Alexandre Rocha.

O resultado, de acordo com o pesquisador, foi publicado em setembro deste ano pela revista científica Explore, editada na Holanda.

O interesse para desenvolver a pesquisa, explica Almeida, foi a relevância dada no país às cartas psicografadas.

"A motivação foi a importância que as chamadas cartas psicografadas têm no Brasil e a falta de estudos acadêmicos a respeito delas. Sabe-se que pessoas enlutadas podem aceitar, como sendo reais e precisas, cartas que contêm apenas informações genéricas", afirmou o pesquisador.

Segundo ele, o estudo comprovou que os dados colhidos nas cartas atribuídas a Presente eram críveis.

"As informações comunicadas nas cartas eram precisas (nomes, datas e descrições de fatos acontecidos na vida da família) e verídicas (nenhuma informação comunicada nas cartas estava incorreta ou era falsa)", afirmou Almeida em entrevista ao UOL por e-mail.

O pesquisador informou que a análise foi feita nas cartas originais, das quais foram extraídas 99 informações objetivas e passíveis de verificação.

"Familiares e amigos de Jair Presente foram entrevistados, documentos como jornais de época foram checados, além de escritos do Jair Presente e registros em cartórios", disse.

Conforme Moreira, o intuito era comprovar se Chico Xavier poderia ter tido acesso a essas informações por meios convencionais e se as cartas continham dados verídicos e específicos em relação ao falecido.

"A probabilidade de Chico Xavier ter tido acesso a grande parte destas informações por vias convencionais era extremamente remota. Em vários casos, eram informações muito privativas da família e, em algumas delas, até desconhecidas dos familiares que visitaram Chico Xavier para obter as cartas psicografadas", afirmou.

O pesquisador citou como exemplo o falecimento da madrinha da mãe de Presente, "fato que ainda não era do conhecimento da família", descreveu Almeida.

Médiuns em atividade

O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida informou que o resultado de outro lote de cartas psicografadas por Chico Xavier, também investigado por Denise Paraná e Alexandre Rocha, será publicado em breve. Ele adiantou que o núcleo dará início a pesquisas com médiuns em atividade.

"Assim teremos maior possibilidade de um controle experimental do vazamento das informações para o médium. Seu desenho metodológico nos permitirá investigar um número bastante significativo de médiuns em atividade", disse.

Fonte: UOL

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Indiano ensina COMO PLANTAR UMA FLORESTA no espaço ocupado por 6 carros

Como engenheiro industrial, o indiano Shubhendu Sharma sempre pensou em formas de tornar a produção mais eficiente. Por anos a sua especialidade foi desenvolver carros, até o momento em que conheceu o japonês Akira Mitawaki. A partir daí o seu foco foi plantar florestas e ele encontrou um jeito de otimizar isso e ainda espalhar o método para o mundo.

Em seu discurso no TED ele mostrou o que o motivou a ser um criador de florestas e quais foram os resultados obtidos. Assim que conheceu o senhor Mitawaki, o indiano logo se interessou pela forma como o japonês ensinava as pessoas a plantarem.


Diferente do reflorestamento tradicional, que deixa um grande espaço entre as árvores, a técnica japonesa prevê o plantio de espécies nativas de várias espécies em uma área muito pequena. Após ser apresentado à técnica, Sharma se apaixonou pelo modelo e o replicou.

O primeiro local a receber a mini floresta foi a sua própria casa. O indiano usou um espaço livre em seu quintal, começou a plantar e em pouco tempo os resultados já eram muito visíveis. Ele monitorou o processo e explica que, três anos depois, o desenvolvimento tinha sido muito superior aos índices tradicionais.

As mini florestas apresentaram crescimento dez vezes mais rápido, 30 vezes mais denso, com cem vezes mais biodiversidade e totalmente orgânico. Em consequência disso, Sharmam explica que a absorção do solo melhorou muito, assim como a qualidade do ar, a quantidade de pássaros na região dobrou e ele consegue até colher frutas em seu próprio quintal.

O modelo é tão eficiente que é possível ter uma pequena floresta com 300 árvores no mesmo espaço em que seriam estacionados apenas seis carros. As mudas são dispostas muito próximas umas às outras e a única fonte extra de fertilização é a biomassa, obtida localmente. Os custos desse grande plantio em uma pequena área é inferior ao de um iPhone, ressalta o indiano.

Para possibilitar que a ideia seja replicada em outros locais, ele criou uma empresa de consultoria que ajuda e dá instruções para que qualquer pessoa possa plantar sua própria floresta. Além disso, ele disponibiliza as informações on-line e pretende criar um aplicativo e um GPS que permitam o monitoramento dos projetos e as disponibilização das instruções em tempo real para qualquer pessoa do mundo. Veja abaixo as dicas para seguir o exemplo do indiano.


Como plantar uma floresta?

O primeiro cuidado é com a análise do solo e com a identificação de quais espécies serão usada no plantio, lembrando que é preciso sempre optar por plantas nativas e pela maior diversidade possível.

Para o solo o ideal é usar apenas o adubo orgânico ou a biomassa de algum insumo natural para a fertilização. Com isto feito, você já pode começar a trabalhar com as mudas, que devem ter, no máximo, 80 centímetros de altura. O ideal é ter uma floresta bastante densa, por isso, serão plantadas de três a cinco mudas por metro quadrado.

O ideal é que a área usada para o plantio tenha, ao menos cem metros quadrados. Em oito meses a plantação já estará tão densa que os raios do sol não conseguirão mais alcançar o chão. A partir daí, a pequena mata é autossustentável. As gotas da chuva permanecem por mais tempo no solo e as folhas que caem são usadas como adubo natural. Mesmo assim, ela ainda precisará ser regada pelos dois primeiros anos, até o seu ecossistema estar totalmente estabelecido.

Fonte: REMADE

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

DATA LIMITE Segundo Chico Xavier - Trailer


Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de OVNI’S (Objetos Voadores Não Identificados) em todo o mundo.

Pouco mais de duas décadas depois, o médium brasileiro Chico Xavier confidenciava aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena.


Direção: Fabio Medeiros
Roteiro e Produção: Juliano Pozati e Rebeca Casagrande
Direção de Arte: Juliano Pozati
Argumento e Concepção: Rebeca Casagrande e Daniela Casagrande

terça-feira, 24 de junho de 2014

A CONEXÃO LIBERTADORA

Por Eckhart Tolle


Existe uma Vida Única, eterna e sempre presente, além das inúmeras formas de vida sujeitas ao nascimento e à morte. Muitas pessoas empregam a palavra Deus para descrevê-la, outras costumam chamá-la de Ser.

Costumo utilizar a palavra “Ser”, pois, tem a vantagem de sugerir um conceito aberto. Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita. É impossível formar uma imagem mental a esse respeito. Ninguém pode reivindicar a posse exclusiva do Ser. É a sua essência, tão acessível como sentir a sua própria presença. Portanto, a distância é muito curta entre a palavra “Ser” e a vivência do Ser.

O Ser não está apenas além, mas também dentro de todas as formas, como a mais profunda, invisível e indestrutível essência interior. Isso significa que ele está ao seu alcance agora, sob a forma de um eu interior mais profundo, que é a verdadeira natureza dentro de você. Mas não procure apreendê-lo com a mente. Não tente entendê-lo.

Só é possível conhecê-lo quando a mente está serena. Se estiver alerta, com toda a sua atenção voltada para o Agora, você até poderá sentir o Ser, mas jamais conseguirá compreendê-lo mentalmente.

Recuperar a consciência do Ser e submeter-se a esse estado de “percepção dos sentidos” é o que se chama iluminação.

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego -, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. E um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma.

A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida.

O maior obstáculo para vivenciar essa realidade é a identificação com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós.

A identificação com a mente cria uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições, que bloqueia todas as relações verdadeiras.

Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existem você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é.

Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico.

Entretanto, quando a usamos de forma errada, ela se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.
É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora.

A liberdade começa quando você percebe que não é a entidade dominadora, o pensador. Saber disso permite observar a entidade. No momento em que você começa a observar o pensador, ativa um nível mais alto de consciência.

Começa a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência.

Percebe também que todas as coisas realmente importantes, como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior, surgem de um ponto além da mente.  Você começa a acordar.

Eckhart Tolle

segunda-feira, 16 de junho de 2014

15 Sintomas da Reencarnação [VÍDEO]

No programa Fantástico de 01/02/1981, pesquisadores e parapsicólogos anunciaram ter encontrado 15 indícios seguros de que uma pessoa já viveu outras vidas, outras encarnações. 

Um dos sintomas é quando uma criança faz com perfeição algo que jamais ninguém a ensinou.

Conheça os outros sintomas assistindo a matéria no vídeo abaixo. A narração é de Dirceu Rabelo:



domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA - Tempo de Renovação e Reformulação


Que possamos ir além do pensamento comum e realmente entender o que significa e adotar a RENOVAÇÃO, através da reformulação de conceitos sobre a vida, independente de credo, raça, classe social e poder econômico. Que esta RENOVAÇÃO seja em seu mais amplo aspecto, tornando-nos não tementes a Deus, mas seres humanos melhores que, a cada dia, descobrimos que AMAR é ainda mais abrangente do que imaginávamos. 

Todos os grandes Avatares da humanidade sempre ensinaram o AMOR, de sua forma, para o respectivo povo de sua época, dentro de padrões entendíveis de então. Que possamos pegar todos estes ensinamentos e, através da pureza de seu entendimento, sem dogmas ou doutrinas, dar um passo adiante, levando a compreensão do AMOR a novo patamar.

Feliz Páscoa!

LUZ nos corações e mentes.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Magia do Gato


Vamos agora conversar um pouco sobre os “naguais”, assunto que pertence às velhas tradições do povo mexicano.

Chegam-me à memória múltiplos e extraordinários casos que merecem ser estudados. Oaxaca sempre foi um povo de místicas lendas, as quais os esoteristas deveriam conhecer.

Uma criança, quando nasce, naquela região, é devidamente relacionada com os famosos naguais. Seja de noite ou de dia, os familiares farão um círculo com cinzas ao redor da casa.

Disseram-nos que de manhã eles observam as pegadas que os animais do lugar deixaram nas cinzas. Se os rastros correspondem, por exemplo, a uma raposa montanhesa, ela será o nagual da criança. Se forem de qualquer outro animal da redondeza, será este o nagual, o Elemental, do recém-nascido.

Passemos agora para os naguais vegetais. Desde os antigos tempos enterra-se o umbigo do recém-nascido junto com o rebento de uma árvore qualquer.

Obviamente, a árvore fica relacionada com a criança, crescendo ambas simultaneamente através do tempo. Saibam todos que o elemental da árvore pode ajudar à criatura com ele relacionada, em inúmeros aspectos da vida…

Vejam vocês que em Oaxaca essas tradições milenares não se perderam. Muitos nativos estão devidamente protegidos pelos elementais, aos quais foram vinculados no nascimento.

Os Naguais são elementais ideais quando os amamos realmente. Um nagual extraordinário, sem sombra de dúvida, é o gato preto. Descreverei em seguida um experimento que fiz com esse animal:

Tínhamos em casa um pequeno gato preto. Propus-me a ganhar seu carinho e o consegui. Certa noite, resolvi fazer uma experiência metafísica transcendental. Deitado na cama, coloquei o inocente animal ao meu lado.

Relaxei o corpo de maneira certa e concentrei-me profundamente no felino, rogando-lhe para que me tirasse do corpo físico. A concentração foi longa e profunda e durou, possivelmente, uma hora, quando adormeci por algum tempo.

Se repente, uma extraordinária surpresa! Aquela criatura aumentou de tamanho e transformou-se num gigante de enormes proporções, deitado à margem da cama. Toquei-o com a mão direita e pareceu-me de aço.

Seu rosto era negro como a noite e seu corpo irradiava eletricidade. O corpo tinha a mesma cor negra, mas abandonara a forma animalesca, assumindo compleição humana, com excessão do rosto que, ainda gigantesco, continuava sendo de gato. Foi uma coisa incrível, pela qual eu não esperava.

Fiquei muito espantado a ponto de o afugentar com a Conjuração dos Sete do sábio rei Salomão. Voltando ao meu estado normal notei, com surpresa, que aquela inocente criatura estava junto a mim outra vez em forma de gatinho.

No outro dia, andei muito preocupado pelas ruas da cidade. Achava que já tinha eliminado o medo de minha natureza e eis que o nagual me pregara um tremendo susto. Entretanto, eu não queria perder aquela batalha.

Aguardei a noite seguinte para repetir o experimento. Coloquei novamente em minha cama o gatinho , à direita, como o fizera na noite anterior. Relaxei o corpo físico, não deixando nenhum músculo sob tensão. Depois, concentrei-me profundamente no felino, guardando no fundo do coração a intenção de não me assustar outra vez.

Soldado em estado de alerta não morre em tempo de guerra e eu já estava obviamente informado sobre o que previamente aconteceria. Portanto, o temor tinha sido eliminado de meu Interior.

Transcorrido aproximadamente uma hora, em profunda concentração, repetiu-se exatamente o mesmo fenômeno da noite anterior. O elemental do gatinho saiu do corpo para adquirir a gigantesca e terrível figura humana.

Deitado em meu leito, olhei-o. Era verdadeiramente espantoso. Seu enorme corpo não cabia na cama. Suas pernas e pés sobravam em meu humilde leito. O que mais me assombrou foi que o elemental, ao abandonar seu corpo denso, pudesse materializar-se fisicamente, fazer-se visível e tangível aos meus sentidos, pois podia tocá-lo com minhas mãos físicas e seu corpo parecia de ferro.

Podia vê-lo com meus olhos físicos. Sua face era espantosa. Dessa vez não tive medo. Propus-me a exercer completo controle sobre mim mesmo e o consegui. Falando com voz pausada e firme, exigi que o elemental me tirasse do corpo físico, dizendo: Gatinho, levanta-te desta cama. Imediatamente aquele gigante pôs-se de pé.

Continuei, então, ordenando: Tira-me do corpo físico e passa-me para o astral. Aquele extraordinário gigante respondeu-me com as seguintes palavras: Dá-me tuas mãos. Claro que levantei minhas mãos e o elemental aproveitou para pegá-las e me tirar do corpo físico.

Aquele estranho ser era dotado de uma força incrível, mas irradiava amor e queria servir-me. Assim são os elementais… De pé, no astral, tendo junto ao leito o misterioso ser por companheiro, tomei novamente a palavra para ordenar-lhe: Leva-me agora ao centro da Cidade do México.

Siga-me, foi a resposta daquele colosso, que saiu de casa caminhando lentamente. Eu o acompanhei passo a passo. Andamos por diversos lugares da cidade, antes de chegarmos a San Juan de Letrán, quando por ali nos detivemos por um momento. Era meia noite e eu ansiava dar um final feliz àquela experiência. Vi um grupo de cavalheiros conversando numa esquina. Eles estavam no plano físico, portanto não me percebiam.

Então, pensei em tornar-me visível diante deles. Dirigi-me ao gigante nagual e com voz suave, porém imperativa, dei-lhe nova ordem: passa-me agora ao mundo de três dimensões, o mundo físico.

O nagual pôs suas mãos sobre meus ombros, exercendo sobre eles certa pressão. Senti que abandonava o astral e penetrava no físico. Fiquei visível diante daquele grupo de cavalheiros, no lugar em que se encontravam. Aproximando-me deles, perguntei: Senhores, que horas são? Passam trinta minutos da meia noite, respondeu um deles. Muito obrigado! Quero dizer-lhes que vim agora das regiões invisíveis e que resolvi me tornar visível diante de vocês. Palavras estranhas, não é verdade?

Aqueles homens olharam-me surpresos. Em seguida, disse-lhes: Até logo, senhores; retorno de novo ao mundo invisível. Roguei ao elemental que me colocasse outra vez nas regiões suprassensíveis e imediatamente o elemental obedeceu.

Ainda pude ver o assombro daquelas pessoas que tomadas de pavor afastaram-se apressadamente do local onde se encontravam. Novas ordens dadas ao elemetnal foram suficientes para que ele me trouxesse de regresso à minha casa. Ao penetrarmos no quarto, vi o misterioso ser perder seu descomunal tamanho e ingressar no pequeno corpo do felino que jazia no leito, precisamente pela glândula pineal, a qual situa-se na parte superior do cérebro. Fiz o mesmo. Pus meus pés astrais sobre a glândula citada e imediatamente senti-me no interior do corpo físico, que já despertava na cama.

Olhei o gatinho, fiz-lhe algumas carícias e agradeci, dizendo-lhe: Obrigado pelo serviço prestado. Tu e eu somos amigos.

A partir daquele momento, constatei como esses felinos podem tornar-se veículos ideais para todos os aspirantes à vida superior. Com esse tipo de nagual, qualquer ocultista pode aprender a sair em astral, consciente e positivamente. Importa não ter medo, ser valoroso. Salientamos que para experimentos dessa natureza são requeridos gatos pretos. Muitos ignorantes ilustrados podem achar graça dessas declarações esotéricas, porém isso pouco importa. Estamos falando para pessoas espiritualmente inquietas, que anseiam o despertar da Consciência.

Fonte:
Samael Aun Weor, Desfazendo Mistérios


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ANÁLISE DA DUALIDADE



A Dualidade é uma das manifestações da Fonte, como Yin(Lado Preto): Frio, Sombra, Abstrato, Subjetivo, Caos, Feminino e Yang(Lado Branco): Calor, Luz, Lógico, Objetivo, Ordem, Masculino.

Onde Yang tende a se expandir, se afastar do centro e Yin tende a contrair, a ir em direção do centro.

Os exemplos que dei são apenas para mostrar como é inerente a existência de opostos, mas que na realidade não são opostos, apenas formas diferentes de existir. As polaridades ditas opostas não devem ser interpretadas como "Bem e Mal" pois isso é uma criação da mente humana, não existe tal coisa, isso é uma questão de opinião e a Singularidade não opina, ela simplesmente É, tudo!

Há ainda a visão de "positivo" e "negativo", mas novamente, ambos são apenas perspectivas. Assim como "nada"("negativo") e "tudo"("positivo"), um precisa do outro para existir, pois o nada não seria nada se não houvesse um conteúdo, e o conteúdo não seria um conteúdo se não houvesse um espaço no qual ele pudesse existir, esse espaço é o nada.

Um simbolismo comum em varias culturas orientais e no ocultismo ocidental, é que a luz se projeta na escuridão pra compreender a si própria(Que é puro Amor), refletida no seu oposto, que seria a ilusão da ausência de si mesma (que gera a manifestação do Medo). Penetra dentro da ilusão de separação para se achar novamente. 

Quando o UM/Absoluto(Singularidade) era só luz estava cego em si, e a sombra nem sequer tinha consciência da sua existência. Nós estamos vivenciando essa dança entre sombra e luz, pelo menos enquanto estivermos nessa realidade. É necessário a existência do "caos"(sombra), ou seja, uma fragmentação do todo, para podermos analisar pedaço por pedaço, um de cada vez, quando tudo está junto é simplesmente pura consciência, agora o nosso trabalho é criar consciência de que estamos conscientes, em todos os níveis!

Nós somos a Singularidade/Observador, o UM, a Luz, Pura Consciência, se projetando na ilusão da nossa ausência, na escuridão, para enxergarmos a nos mesmos em partes, e não completos.

Esse é o modelo mais comum.

Um fato interessante é que essa dualidade está embutida até na estrutura da nossa mente. Existem muitas pesquisas, e muitos padrões descobertos sobre a mente humana, mas um estudo em especial que quero destacar, que é do psicólogo Carl Gustav Jung e o seu modelo da Psique humana(Psiquê na mitologia grega* é a personificação da alma):

+ Ego: O ego é o conjunto de personalidades que acumulamos, os padrões de comportamento que gostamos e assimilamos, então tomamos como parte do nosso comportamento também. É o nosso lado consciente. Essa consciência faz uma divisão de preferências, é isso que cria a...

+ Persona: A persona é o que você gostaria de ser, ou acha que é. É a sua personalidade ideal, baseada na sua opinião e no que você conhece.

- Shadow(Sombra): É o conjunto de todas as outras informações que foram assimiladas, incluindo as que não foram "iluminadas" pela consciência do Ego. A Sombra é o nosso lado subconsciente, embora continue fazendo parte da estrutura do Ego.

- Animus/Anima: É a "roupa" que a sombra usa para se comunicar com a estrutura consciente, a comunicação é sempre de maneira abstrata(Intuição, imaginação, sonhos, projeções mentais de formas-pesamento e algumas vezes até manifestações sensoriais como em casos de esquizofrenia) fazendo o Ego desenvolver melhor a capacidade de interpretação. Animus é o aspecto masculino nas mulheres, e Animas é o aspecto feminino nos homens.

∞ Self: É o Observador, a única real liberdade se encontra nessa singularidade, o "ponto zero" do nosso ser. Aqui se encontra nossa essência, a Fonte de tudo, "deus", nosso verdadeiro Ser.

* (Mitologias em geral são partes do nosso subconsciente, as historias foram criadas para expressar conceitos e sentimentos profundos do nosso mundo interior, hoje em dia os filmes, desenhos e etc tomaram o lugar da mitologia antiga, mas servem o mesmo propósito: Nos mostrar parte de nós que ainda não conhecemos ou não queremos ver como parte de nós)

É importante destacar que a separação é uma ilusão, jamais podemos nos separar do todo.

A dualidade é só um JOGO, estamos dando forma a parte de nós que é abstrata. Essa realidade é real somente até certo ponto, mas mesmo sendo "real", não faz dela nossa verdade absoluta, SE existe uma verdade absoluta, ela certamente é o conjunto de verdades relativas.

O UM nunca nasceu, e nunca vai morrer, pois é a existência em si, tudo que existe é o UM, o que não existe simplesmente não existe, é impossível imaginar o que não existe, qualquer coisa que existe faz parte do UM, portanto está conectado!

Esse é um dos aspectos fundamentais a serem compreendidos, a separação é somente uma ilusão, o externo é reflexo do interno. Toda a ignorância do mundo está dentro de cada um de nós. Toda a maldade está dentro do coração humano também. É muito fácil cairmos na crença de que o mal mora no coração dos criminosos, dos traficantes de drogas, dos terroristas, das pessoas de caráter duvidoso… 

Ou seja, que o mal mora no coração do outro. Esse é um dos pilares que sustenta a teia de ilusões. Tudo está dentro; aquilo que não está aqui não está em lugar algum. Nós somos cocriadores de tudo o que existe no mundo. Está tudo absolutamente relacionado. Somos um só. Somos um só na luz e um só na sombra.


Fonte: Ergom Abraham


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Webdesigner parou de cobrar por seu trabalho e NÃO SE ARREPENDE!

Com a opção dos clientes pagarem o quanto (e se) quiserem, Adrian Hoppel acabou fechando contratos melhores do que no modelo tradicional.


Adrian Hoppel é um webdesigner Filadélfia e há alguns anos  decidiu que não queria trabalhar em um emprego tradicional.

Se isso já parece arriscado para um adulto com uma família e filho pequeno  para criar, Hoppel foi além. Decidiu por uma mudança ainda mais radical e parou de cobrar dinheiro por seu trabalho. Ao invés disso, começou a operar dentro do que chamou de "economia do presente".

Hoppel explicou em seu blog sua nova filosofia de trabalho. "Se nós decidirmos trabalhar juntos, eu vou construir um site como um presente, e depois que estiver pronto, eu dou a você. Então, se você considerar que o projeto valeu a pena, pode escolher algo justo de presente de volta para mim. Não há nenhum contrato, nenhuma negociação, nenhuma pressão".

A única pressão que existe, claro, é o de de ganhar o pão de cada dia. Mas quanto a isso, Hoppel não parece preocupado. “A maioria dos clientes me presenteou com pagamento em dinheiro, e em uma quantia maior do que eurecebia no modelo tradicional, baseado na negociação, em que os menores preços vencem a concorrência. Já o modelo de presente que se baseia no respeito mútuo e na justiça”.

Segundo ele, adotar esse sistema não significa trabalhar de graça, mas se baseia em uma troca de confiança. “As pessoas confiam em mim para construir um site, e eu confio neles para apoiar meu trabalho da maneira mais justa”. E complementa: “Com essa escolha, eu recebi o presente mais importante de todos: a verdadeira fé nas pessoas em serem honestas, justas, generosas e solidárias”.

Segundo ele, nunca algum cliente deixou de dar pelo menos algum presente por seu trabalho.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Extraterrestres nos Centros Mediúnicos de Cura


O vídeo procura expor os bastidores de centros mediúnicos que trabalham com entidades espaciais.

Como sempre gostamos de grifar, não concordamos ou discordamos do conteúdo deste vídeo. Apenas, seguimos um dos critérios do Filosofia Imortal, que é o de levar a público todo e qualquer conhecimento, deixando para nossos leitores a conclusão final.



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DESAPEGO: O que levamos daqui? - Chico Xavier


Partirei desta vida sem um níquel sequer... Tudo o que veio a mim, em matéria de dinheiro, simplesmente, passou por minhas mãos.

Graças à Deus, a minha aposentadoria dá para os meus remédios... Roupas?! Os amigos, quando acham que eu estou malvestido, me doam.

Sapatos, eu custo a gastar um par... Em casa, a nossa comida é simples. Não tenho conta bancária, talão de cheques, nenhuma propriedade em meu nome, a não ser esta casa que eu já passei em cartório para outros, tenho apenas o usufruto.Nunca tive carros, nem mesmo uma carroça. De modo que, neste sentido, nada vai me pesar na consciência.

Fiz o que pude pelos meus familiares, se não fiz mais, é porque mais eu não podia fazer.

Nunca contei o dinheiro que trazia no bolso, mesmo aquele que alguns amigos generosos colocavam no meu
paletó...”

Chico Xavier


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FILME de CHICO XAVIER feito por NELSON PEREIRA DOS SANTOS é encontrado na FEB


Um pequeno grande filme de Chico Xavier

Pesquisadores espíritas estão constantemente tentando localizar mensagens inéditas de Chico Xavier para serem publicadas em novos livros, além de documentários e filmes com imagens igualmente inéditas do tão querido médium mineiro e que muitas vezes estão guardados em arquivos públicos, instituições espíritas ou nas mãos de particulares. E a colheita tem sido farta! A grande quantidade de mensagens, documentários, imagens de Chico Xavier e participação em programas de televisão que apareceram nos últimos anos só fazem confirmar que há ainda muito material inédito a ser encontrado, representando um amontoado de trabalho para quantos pesquisadores que se dedicam a garimpar as pérolas de luz daquele inesquecível exemplo de candura, de bondade e de amor que foi Chico Xavier.

Foi nessa incansável labuta que foi localizado na Federação Espírita Brasileira um pequeno filme de Chico Xavier, com não menos de onze minutos, mas que emociona e enternece os corações daqueles que amam Chico Xavier e que se espelham nos seus incomparáveis exemplos de vida, semeando o amor do seu imenso coração e praticando como poucos os exemplos de Jesus.

O filme foi feito para Caixa de Pecúlio dos Militares (CAPEMI) e as imagens são do genial Nelson Pereira dos Santos, um dos maiores cineastas brasileiros, datando as mesmas dos primeiros anos da década de setenta. Há ainda muito mistério em torno desse filme, por ele não estar catalogado, por não se saber a data certa. Mas esses são detalhes. Neste caso, mais do que os detalhes valem as imagens maravilhosas de Chico Xavier que o filme apresenta. Elas certamente farão com que todos aqueles que amam Chico Xavier se sintam profundamente recompensados.

Por fim, deixamos a nossa gratidão ao Professor Cesar Reis, Diretor Presidente da CAPEMISA, que, sem burocracias e delongas nos cedeu uma cópia do filme, ciente que a melhor divulgação do Espiritismo é a sua própria essência de pureza, de fraternidade e de solidariedade.





Em Contato com seu Verdadeiro EU, a Consciência não tem Limites!

Depoimento de um médico em uma visão espiritualista, que pode servir de lembrete para todos nós, diante de problemas pessoais e crises, onde é apresentada uma abordagem simples e baseada na expansão do ser humano no que lhe é mais próprio, isto é, a sua consciência. 


“Desde meus primeiros dias como médico, isso há quarenta anos, as pessoas me pedem respostas. O que elas queriam era um tratamento médico, mas o apoio e o conforto trazidos pelo contato humano também eram importantes, talvez até mais. A menos que o médico esteja completamente desiludido, ele se vê como um salvador rude, mas eficaz, livrando as vítimas do perigo e deixando-as com uma sensação de segurança e bem-estar.

Agradeço por todos os meus anos de contato com pacientes, pois aprendi a diferença entre conselhos e soluções. Pouquíssimas vezes os conselhos ajudam as pessoas que estão com problemas. As crises não esperam; algo muito ruim acontecerá se a solução correta não for encontrada.

Mantive essa mesma atitude ao escrever este livro, cuja ideia começou com pessoas me escrevendo sobre seus problemas. As cartas chegavam de todas as partes do mundo; a certa altura, respondia diária ou semanalmente a perguntas vindas da Índia, dos Estados Unidos e de muitos outros locais, a maioria pela internet. No entanto, de certa forma, todos escreviam de um mesmo lugar dentro deles: onde a confusão e a escuridão lhes havia oprimido. Essas pessoas se sentiam feridas, traídas, maltratadas, incompreendidas, enfermas, preocupadas, apreensivas e, às vezes, desesperadas. Infelizmente, essa é a condição humana, quase de modo permanente, para algumas pessoas, mas é sempre possível, em um dado momento, que tais sentimentos atinjam pessoas que estão felizes e contentes.

Eu queria dar respostas duradouras, para que quando o “dado momento” chegasse, quando a crise surgisse e um desafio tivesse de ser enfrentado, soluções sólidas estivessem à mão. Denomino essas respostas “soluções espirituais”, mas isso não quer dizer soluções religiosas, orações ou entregar a vida nas mãos de Deus. Em vez disso, visualizo uma espiritualidade secular: a única maneira pela qual as pessoas modernas se conectarão com suas almas – ou, eliminando todas as insinuações religiosas, seus “verdadeiros eus”.

Como uma crise o afetou? Independentemente da situação, você retrocedeu, se contraiu e ficou refém da ansiedade. Esse estado de contração da consciência impossibilita encontrar uma solução. As soluções reais para uma crise vêm da consciência expandida. A sensação deixa de ser de aperto e medo. Os limites cedem; ideias novas têm espaço para se desenvolver. Se você for capaz de entrar em contato com seu verdadeiro eu, a consciência não tem limites. Desse lugar, as soluções emergem de forma espontânea, e funcionam. Com frequência, funcionam como mágica, e os obstáculos que pareciam imutáveis se dissolvem. Quando isso acontece, a carga de ansiedade e aflição é removida por completo. O propósito da vida nunca foi ser uma luta, mas expandir-se, a partir de sua fonte, em pura consciência.”



sábado, 30 de novembro de 2013

A relação entre CABELO COMPRIDO e PERCEPÇÃO EXTRA-SENSORIAL

Somos condicionados a pensar que estilo de cabelo é importante e como ele faz uma declaração legal de moda. Mas nos tempos antigos era uma história diferente. Um achado interessante revelou que o cabelo comprido em homens foi realmente relacionados com a consciência ou o sexto sentido. Isso soa alarmante? Vamos aprofundar um pouco mais sobre este tema.

Durante a guerra do Vietnã, as forças especiais do departamento de guerra enviou especialistas à paisana para procurar recrutas talentosos entre os nativos americanos, que foram abençoados com habilidades sobrenaturais e acompanhamento especiais.

Um casal de índios norte-americanos foram selecionados e que aconteceu depois disso é surpreendente. Uma vez que eles foram recrutados, suas habilidades naturais e capacidade de acessar o seu sexto sentido simplesmente desapareceu. Na realização de um teste para descobrir o que deu errado, os recrutas americanos nativos mais velhos disseram que, depois de passarem por corte de cabelo militar, já não podiam sentir o inimigo; eles perderam o poder da intuição e não conseguia acessar as informações extra-sensoriais sutis.

Então, mais índios nativos foram recrutados e desta vez eles foram autorizados a manter seus cabelos longos e na comparação entre o desempenho dos homens com corte de cabelo militar e aqueles com cabelos longos, eles descobriram que os homens de cabelos compridos eram muito melhor e mais fortes. Os resultados afirmaram que os trackers nativos devem ser autorizados a manter os cabelos longos. Um agradecimento especial ao blog Indian In The Machine pela verdade sobre os índios nativos e cabelos longos .

Estátua de Shiva, em Bangalore
Ao ler sobre isso, eu também percebi que o Sikhismo exige que os homens mantenham o cabelo longo e é considerado um símbolo da espiritualidade. Um dos cinco símbolos físicos de fé para Sikhs é: "A Kesh (ou o cabelo) lembra um Khalsa a se comportar como o Guru. É uma marca de dedicação e consciência de grupo, mostrando a aceitação da vontade de Deus de um Khalsa ".

O cabelo longo tem sido um elemento comum de muitos profetas espirituais como Jesus, Moisés, Buda, Shiva, ou a história de Sansão e Dalila da Bíblia, quando Sansão perdeu sua força com a perda de seu cabelo.

O cabelo é uma extensão do sistema nervoso e que emite energia a partir do cérebro para o ambiente exterior. É uma estrada para informação chegar ao cérebro, por isso, quando o cabelo é cortado, a recepção e o envio das transmissões de e para o meio ambiente é dificultada.

Os anos 60 foram bastante "cabeludos" e como uma nota final, você pode gostar do musical chamado HAIR!

Fontes: 


domingo, 1 de setembro de 2013

Transtornos mentais podem ser reflexo de vidas passadas

No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Para a medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez, causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos, ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas, Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa discussão.

Uma vez que as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos espíritas, na série do Estado de Minas, A saúde à luz do espiritismo, que começou ontem (clique e leia), o tema a ser tratado nesta segunda reportagem é referente a essas explicações sobre os males da mente. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Segundo o psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas, diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.

Leia a primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo: Por que adoecemos?'

Também membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é chamado espiritual ou perispírito", define.


MATÉRIA 

O perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural, "instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos naturais de reencontros, saúde ou doença."

O médico psiquiatra Jaider Rodrigues diz
que usa recursos da ciência acrescidos
da compreensão espírita no
tratamento dos pacientes.
Segundo explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência, acrescidos da compreensão espírita."

Jaider lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar. Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.


Processo de evolução

Geralmente, os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida, como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição mental negativa.

De acordo com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem, sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma causa, é o efeito de um 'mal' anterior".


REBELDES 

Nesses casos de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados. Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual. Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente. "Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas, geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.

É o caso, por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil. "É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero, não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos também contribuem para o quadro.

Outro mal apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente, o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."


Uma nova visão

Transtorno mental
Os médicos espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas outras vidas.

Mal de Alzheimer
Assim como a medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do "esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na alma.

Depressão
Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento
do quadro.