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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Palácio de 3.400 Anos Emerge das Águas no Iraque


Uma incrível descoberta arqueológica foi feita no Iraque. Trata-se do milenar palácio de Kemune, construído há 3.400 anos. A estrutura estava submersa pelas águas de uma represa em Mosul, mas uma terrível seca que assola o Curdistão iraquiano fez com que as águas baixassem muito e as ruínas fossem vistas pela primeira vez em milênios.

O palácio data da época do Império Mitanni, um dos reinos menos estudados do antigo Oriente Médio. Assim que as ruínas ressurgiram às margens do Rio Tigre, foi organizado o resgate desse tesouro arqueológico, em um projeto conjunto entre a Universidade de Tübingen, na Alemanha, e a Organização Arqueológica do Curdistão. Trata-se de “um dos achados mais importantes registrados na região nas últimas décadas”, como afirma o arqueólogo Hasan Qasim.  


Os reis de Mitanni dominaram grande parte do norte da Mesopotâmia e da Síria, entre os séculos XV e XIV a.C.  Além das grandes paredes de adobe de até sete metros de altura e dois metros de espessura, também foram encontradas no palácio dez tábuas de argila com escrita cuneiforme e restos de tinta azul e vermelha sobre as paredes. Esses textos podem revelar novas informações sobre a política, a economia e a história do Império Mitanni.

Os pesquisadores adiantam que os escritos encontrados no palácio indicam que é possível que Kemune fizesse parte da mítica cidade perdida de Zakhiku. A localidade é citada em antigos textos que datam do ano 1800 a.C. Caso essa informação se confirme, a descoberta será ainda mais impressionante.


Fonte: BBC

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Professor da UFMG traduz Textos Mesopotâmicos Direto do Acádio para o Português


Depois de traduzir a Epopeia de Gilgamesh, que sai no segundo semestre pela Autêntica, Jacyntho Lins Brandão prepara uma edição comentada do poema A descida de Ishtar ao mundo dos mortos.

Na adolescência, o mineiro Jacyntho Lins Brandão encontrou uma gramática de grego, escrita em francês, no meio de um amontoado de livros que sua mãe herdara de um parente. Começou ali sua aproximação com uma cultura que marcaria sua trajetória.

Hoje, aos 65 anos, 40 anos deles dedicados ao estudo e ensino do grego como professor de Língua e Literatura Grega na UFMG, Brandão finalizou a tradução-concluída ano passado-, direto do acádio, da Epopeia de Gilgamesh, poema épico da antiga Mesopotâmia [atual Iraque] escrito por volta do século 13 a.C. A tradução, que levou dois anos para ser concluída, sai no segundo semestre pela editora Autêntica. Sua base para estudar os escritos originais foi uma edição crítica do poema publicada em 2003 na Inglaterra.

Escrito em doze tábuas de argila que possuem, cada uma, aproximadamente 300 versos, Gilgamesh narra as lendas e cosmogonias mesopotâmicas, com enfoque na história do rei mitológico sumério que dá título à epopeia. Ao ler sobre culturas do Oriente Médio para um trabalho sobre a Grécia, surgiu o desejo de se aprofundar no mundo mesopotâmico.

“O primeiro requisito foi aprender a língua, o que levou ao desejo de traduzir o poema, o que passou a ser meu projeto oficial de pesquisa”, conta o professor. E seu projeto não para com o Gilgamesh. Brandão já traduziu outro poema acádio, A descida de Ishtar ao mundo dos mortos, e prepara sua edição comentada.

Foi durante o doutorado que Brandão entrou em contato com a cultura mesopotâmica, ao frequentar um curso do professor convidado Jean Bottéro, historiador francês especialista no Antigo Oriente Médio. “Depois desse primeiro contato, novamente uma coisa ficou hibernando em mim. Até que, depois de 20 anos sendo professor de grego, resolvi fazer essa tradução do Gilgamesh”, conta.

Para o professor, sair da Grécia é importante pois ajuda a desmoronar o mito do “milagre grego”, “essa ideia muito preconceituosa de achar que a Grécia foi escolhida como início da cultura ocidental, como se a cultura ocidental fosse diferente das outras culturas por conta disso”.

Início da 5ª tábua do Gilgamesh encontrada em 2015 - Foto: Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg)

Aficionado por línguas, Jacyntho estudou russo, francês, alemão e hebraico durante a graduação e, com o acádio, não encontrou muitos problemas. “Comecei a estudar acádio em 2005, mas já havia estudado hebraico antes e, como o acádio é também uma língua semítica, não havia grande novidade do ponto de vista gramatical, embora o sistema verbal seja mais variado que o do hebraico”.

Formado em Letras pela UFMG, seus principais estudos e traduções, no entanto, são sobre a Grécia Antiga, como A poética do hipocentauro (2001), Introdução ao Grego Antigo (2005) e Arqueologia da ficção (2005). Um de seus prosadores antigos preferidos, Luciano de Samósata, foi seu objeto de estudo no doutorado, concluído em 1992 na USP. “Descobri em Luciano uma literatura que me agrada muito, que é meio radical em considerar que, afinal de contas, as coisas humanas são essencialmente ridículas”.

Apesar de brincar que se tornou professor da língua mais inútil, a grega, Jacyntho considera fundamental a cultura antiga: “Estudar poesia antiga é como fazer psicanálise da nossa cultura. De um lado, descobrir, nas convergências, muito das nossas motivações, imaginário e sentimentos. De outro, pela via do estranhamento, experimentar o contato com o outro. Os antigos nos permitem ver nosso tempo e nosso mundo com os olhos que nos emprestam, sua distância, no tempo e no espaço, nos proporcionando mais acuidade de visão”.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Kazem Finjam, Ministro dos Transportes do Iraque afirma: SUMÉRIOS Viajavam Para o Espaço


O Ministro dos Transportes do Iraque, Kazem Finjam, falou sobre civilizações alienígenas frente aos repórteres. Ele declarou que os sumérios construíram os primeiros aeroportos e também pilotavam espaçonaves. Estes eventos teriam ocorrido no Iraque em 5.000 A.C.

Os sumérios faziam parte da civilização mais velha conhecida no Iraque, os quais alcançaram seu pico entre 2.700 e 2.400 A.C.

Acredita-se que eles estavam assentados na histórica região do sul da Mesopotâmia, que agora é o sul do Iraque, onde desenvolveram a agricultura, o comércio e habilidades de artesanato, tais como tecelagem, cerâmica e metalúrgica.

Finjam ainda alegou que o aeroporto servia como uma centro para a exploração espacial, e que os sumérios descobriram Plutão.

Na frente de uma audiência Finjan procurou dar respaldo às suas alegações, pedindo ao céticos para estudarem os trabalhos de especialistas no assunto, tal como o professor russo Samuel Kramer, o acadêmico escreveu sobre o conhecimento dos sumérios a respeito do sistema solar, e Zecharia Sitchin.

Os sumérios representam a civilização mais velha conhecida no Iraque e, de acordo com historiadores, eles alcançaram seu pico quando o Iraque – ou Mesopotâmia antiga – era considerado o ‘berço da civilização’.

Se você entende árabe, aqui está o vídeo de Kazem Finjam, postado no Twitter:


Porém, a ciência convencional afirma que a primeira jornada de um homem até o espaço ocorreu sob o programa espacial soviético, em 1957. O cosmonauta Yuri Gagarin embarcou numa única órbita da Terra que durou 108 minutos antes dele ser ejetado a 23.000 pés de altitude e retornado à Terra.

Fonte