Os antigos egípcios tinham "força sobre-humana" que os ajudava nas batalhas contra rivais poderosos, é o que afirmam pesquisadores que estudam textos antigos e isso tem gerado muita polêmica nos meios científicos.
Uma nova análise de genomas antigos por uma equipe de pesquisadores – Melissa Hubisz e Amy Williams, da Universidade Cornell e Adam Siepel, do Cold Spring Harbor Laboratory – sugere que diferentes ramos da árvore genealógica humana se cruzaram várias vezes e que alguns humanos carregam DNA de um ancestral arcaico e desconhecido.
Agora está bem estabelecido que o fluxo gênico ocorreu entre vários grupos antigos de hominídeos nos últimos cem mil anos.
O cruzamento entre humanos que migraram da África e entraram em contato com os neandertais na Eurásia aproximadamente 50.000 anos atrás, é considerado o exemplo mais bem estudado de fluxo gênico arcaico, mas também há outro, um ancestral misterioso e não identificado que transmitiu seu DNA para alguns humanos.
Aproximadamente 50.000 anos atrás, um grupo de humanos migrou da África e entrou em contato com os neandertais na Eurásia. Eles cruzaram, mas no entanto não é a única vez que nossos ancestrais humanos antigos e seus parentes trocavam DNA.
O sequenciamento de genomas dos neandertais e um grupo antigo menos conhecido, os denisovanos, forneceu muitas novas ideias sobre esses eventos de cruzamento e sobre o movimento de populações humanas antigas.
Neste estudo, a equipe desenvolveu um algoritmo para analisar genomas que podem identificar segmentos de DNA provenientes de outras espécies, mesmo que esse fluxo genético tenha ocorrido milhares de anos atrás e proveniente de uma fonte desconhecida.
Eles analisaram genomas de dois neandertais, um denisovano e dois humanos africanos. Os pesquisadores descobriram evidências de que 3% do genoma neandertal vieram de seres humanos antigos e estimam que o cruzamento tenha ocorrido entre 200.000 e 300.000 anos atrás.
Além disso, 1% do genoma denisovano provavelmente veio de um parente desconhecido e mais distante, possivelmente o Homo erectus, e cerca de 15% dessas regiões ‘super-arcaicas’ podem ter sido passadas para os humanos modernos que estão vivos hoje.
As novas descobertas descritas no artigo confirmam casos relatados anteriormente de fluxo gênico entre humanos antigos e seus parentes e também apontam para novos casos de cruzamento. Dado o número desses eventos, os pesquisadores dizem que a troca genética era provável sempre que dois grupos se sobrepunham no tempo e no espaço. Seu novo algoritmo resolve o problema desafiador de identificar restos minúsculos do fluxo gênico que ocorreram centenas de milhares de anos atrás, quando apenas um punhado de genomas antigos estava disponível. Esse algoritmo também pode ser útil para estudar o fluxo gênico em outras espécies onde ocorreram cruzamentos, como em lobos e cães.
O autor do estudo, Adam Siepel, disse:
O que eu acho empolgante neste trabalho é que ele demonstra o que você pode aprender sobre a história humana profunda, reconstruindo em conjunto a história evolutiva completa de uma coleção de sequências de humanos modernos e hominídeos arcaicos.
Esse novo algoritmo desenvolvido pela Melissa, o ARGweaver-D, é capaz de voltar mais no tempo do que qualquer outro método computacional que eu já vi. Parece ser especialmente poderoso para detectar introgressões antigas.
O Peru recuperou um valioso manuscrito, encontrado no Brasil, com as memórias de antigos governantes incas que tinha desaparecido durante a ocupação de Lima pelas tropas chilenas na Guerra do Pacífico (1879-1884).
O manuscrito “Memórias da monarquia peruana ou esboço da história dos incas” foi escrito na década de 1830 por Justo Apu Sahuaraura Inca (1775-1853), descendente por linha materna do imperador inca Huayna Cápac (1493-1525) e do príncipe Cristóbal Paullo Inca (1518-1549).
“O valor deste documento do ano de 1838 é incalculável. Sempre se considerou uma joia documental extremamente rara, não temos outro caso desta natureza”, disse à AFP Gerardo Trillo, diretor de Proteção de Coleções da Biblioteca Nacional, ao apresentar nesta quinta-feira (20) o valioso manuscrito encontrado no Brasil.
• Império Inca •
Membro da nobreza indígena de Cusco, sacerdote católico e herói da Independência do Peru, Sahuaraura se dedicou a resgatar a memória do Império Inca, que cobriu nos séculos XV e XVI a zona ocidental da América do Sul, do sul da Colômbia ao centro de Chile. O pesquisador costumava se autodenominar o “último descendente da linhagem imperial dos incas”.
O manuscrito foi extraído da Biblioteca Nacional durante a ocupação de Lima, entre 1881 e 1883, pelo Exército chileno, na Guerra do Pacífico, que Peru e Bolívia lutaram contra o Chile. “No processo, desapareceu da biblioteca e chegou ao Chile, mas não foi parar em sua biblioteca, mas nas mãos de colecionadores”, explicou Trillo.
• Entrega •
Em novembro de 2019, a família brasileira Mindlin aceitou entregar o valioso manuscrito, que possuía desde 1970, à Biblioteca Nacional do Peru. Isso foi feito através do consulado peruano em São Paulo.
"Foi uma década de gestões para que este manuscrito seja devolvido. Inclusive, convidamos quem possuía para contribuir com a memória histórica dos peruanos. Nesses termos a devolução foi feita”, explicou Trillo. De volta à Biblioteca Nacional de Lima, o manuscrito foi digitalizado e pode ser consultado pela internet clicando AQUI.
Dona de uma beleza estonteante, a serial killer teria matado diversas crianças para se manter jovem.
Por Victória Gearini.
Localizado na Praça XV de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro, o Arco do Teles é considerado um dos maiores marcos arquitetônicos. Foi contruído a mando do juíz português Antônio Telles Barreto de Menezes que, vendo o crescimento da cidade, comprou diversos lotes de terras para posteriormente alugá-los. No entanto, segundo crenças populares, o lugar também foi palco de insólitos rituais e crimes.
Em 1790, um incêndio se alastrou pela região e destruiu boa parte das construções, restando apenas parte delas. Em decorrência da tragédia, a região passou a ser desvalorizada e se tornou o lar de muitas prostitutas e usuários de drogas. Neste cenário surge a jovem portuguesa Bárbara dos Prazeres, de apenas 20 anos, que tinha acabado de se mudar para o Brasil junto de seu marido.
Dona de uma beleza estonteante, Bárbara dos Prazeres matou seu marido a sangue frio e passou a se prostituir na área do Arco do Teles. Desejada e atraente, a jovem atraia clientes com altos poderes aquisitivos.
Arco do Teles, localizado no Centro do Rio de Janeiro / Crédito: Wikimedia Commons
Reza a lenda que, ao envelhecer, Bárbara percebeu que seus clientes estavam diminuindo. Doente e temendo a morte, a mulher procurou feiticeiros para que pudessem curá-la. Segundo o mito local, Bárbara foi orientada a se banhar com sangue de crianças, para que desta forma conquistasse a juventude eterna.
Coincidência ou não, na época, muitas crianças estavam desaparecendo sempre que estavam desacompanhadas. Logo, os moradores da região proibiram seus filhos de brincarem nas ruas, acreditando ser obra de Bárbara dos Prazeres.
Criada em 1809, a Guarda Real da Polícia passou a investigar os desaparecimentos. Muitos negros escravizados foram acusados pelos sequestros de crianças e foram mortos injustamente.
Os sequestros diminuíram na década de 1830, o que levou a crença popular acreditar que Bárbara dos Prazeres havia morrido. Não se sabe como ou quando a serial killer morreu, muito menos se sabe até onde é lenda e até onde é verdade.
Apenas o que há certeza é que após o incêndio, a região do Arco do Teles ficou degradada e o Rio de Janeiro sofreu com ondas de sequestros de crianças, penalizando de forma injusta, negros escravizados.
As pedras foram encontradas por moradores em uma caverna em Veracruz, México e a descoberta foi noticiada na televisão.
Em uma floresta em Veracruz, uma caverna cheia de pedras de jade foi descoberta. Além das pedras preciosas, a caverna também apresenta esculturas incríveis.
As esculturas são muito complexas e retratam algum tipo de alienígena Gray com corpos esbeltos, cabeças grandes e olhos grandes. Essa incrível descoberta foi divulgada pelo jornalista Javier Lopez Diaz e publicada em sua conta do Twitter. Como você pode imaginar, tornou-se imediatamente viral.
Javier está convencido de que essas esculturas retratam o contato real entre uma civilização antiga e extraterrestres. Essas entidades espaciais ajudaram na criação da civilização asteca e maia. Segundo os especialistas, a escultura nas pedras de jade é completamente autêntica.
Eles também encontraram pinturas diferentes, representando cenas semelhantes de contato entre alienígenas e humanos. Ao mesmo tempo, há representações de naves alienígenas. Uma vez que os pesquisadores conseguiram decifrar as pedras de jade, obtiveram o incrível título "Pedras do Primeiro Encontro".
Dê uma olhada no vídeo a seguir para obter mais informações e não se esqueça de compartilhar suas opiniões conosco.
'Uma das mais importantes descobertas dos últimos anos!'
Uma missão arqueológica no Egito encontrou ao menos 20 sarcófagos de madeira em ótimo estado de conservação na cidade de Luxor, no sul do país. Autoridades classificam essa como "uma das maiores e mais importantes descobertas anunciadas nos últimos anos".
Imagens divulgadas pelo Ministério de Antiguidades egípcio mostram que os caixões de madeira ainda estão todos fechados, com pinturas e inscrições com cores vivas. As urnas funerárias estavam espalhadas em dois níveis de uma grande tumba na necrópole de Asasif, uma área cercada por cemitérios.
Pesquisadores ainda não sabem precisar a data dos itens encontrados, mas na mesma região, já foram encontrados objetos datados de 18ª dinastia do Egito, que começou por volta do ano de 1539 A.C.
Há menos de uma semana, autoridades locais divulgaram outra grande descoberta na mesma região: uma "área industrial" usada para produzir itens decorativos, móveis e cerâmicas para tumbas.
Um lago raso situado no alto das montanhas da Índia está cheio de restos de esqueletos que datam de séculos atrás.
De relance, o lago Roopkund pode parecer qualquer outro lago de montanha na região, mas se você se aproximar mais, sua superfície gelada esconde os restos mortais de centenas de indivíduos.
Quem eram essas pessoas e como elas chegaram lá permaneceu por muito tempo um tópico de debate entre os pesquisadores, com alguns especulando que uma antiga catástrofe poderia ser a culpada.
Agora, porém, um novo estudo envolvendo uma análise de 38 esqueletos revelou que essas pessoas vieram de vários grupos distintos que chegaram à região ao longo de 1.000 anos.
O geneticista da Harvard Medical School, David Reich, informou:
"Através do uso de análises biomoleculares, como o DNA antigo, a reconstrução da dieta isotópica estável e a datação por radiocarbono, descobrimos que a história do Lago Roopkund é mais complexa do que jamais imaginamos."
Dos que foram examinados, 23 vieram da Índia atual, 14 vieram de Creta e da Grécia, enquanto o indivíduo restante parecia ter vindo do sudeste da Ásia.
A bióloga Eadaoin Harney, da Universidade de Harvard, disse:
"Ficamos extremamente surpresos com a genética dos esqueletos de Roopkund. A presença de indivíduos com ancestrais tipicamente associados ao Mediterrâneo Oriental sugere que o Lago Roopkund não era apenas um local de interesse local, mas atraía visitantes de todo o mundo."
No entanto, exatamente o que atraiu essas pessoas para o lago ao longo dos séculos ainda permanece um mistério total.
Dwaraka é uma das sete cidades sagradas da Índia Antiga. As outras são: Ayodhya (a capital do império de Rama, citada no Ramayana), Mathura, Haridwar, Benares, Kanchipuran e Ujjain.
A grandiosidade e beleza de Dwaraka têm sido descrita por muitos cronistas. A cidade é mencionada como ‘Cidade Dourada’ no Srimad Bhagavatam, no Skanda Purana, no Vishnu Purana e também no Mahabarata. Dwaraka, conhecida por ser a capital do Reino de Krishna (ele viveu aproximadamente em 3.100 a.C.), não foi e nem é uma lenda; antes, ela é bastante real.
A região da costa oeste da Índia, em Gujarat, onde Krishna estabeleceu a dinastia dos Yadavas, era uma costa repleta de frutos e flores. Ali, Krishna resolveu construir uma nova cidade e chamou-a Dvaravati. Uma sociedade progressista viveu na região. Era uma cidade bem planejada e tecnologicamente avançada, um porto movimentado de onde entravam e saíam grandes navios.
Dwaraka é a cidade sagrada onde o Senhor Krishna, a Suprema
Personalidade de Deus, passou a maior parte de seu tempo
durante sua aparição na terra há cinco mil anos. Em Vrindavan,
o Senhor Krishna viveu como um menino vaqueiro simples,
mas na Dwarka Ele vivia como um príncipe rico.
Dwaraka ou Dvaraka (sânscrito: “uma porta ou uma porta de entrada”, também conhecida como Dvaravati, “a cidade de muitas portas”) é a capital dos Yadavas que governaram o reino de Anarta. A cidade estava situada no ponto mais ocidental de Gujarat , e foi submersa pelo mar de acordo com a narrativa do volume 16 do épico Mahabharata.
Dwaraka é uma das cidades mais sagradas na Índia antiga e uma das quatro principais “dhams”, juntamente com Badrinath, Puri, Rameshwaram. Dwaraka era uma cidade-estado que se estendia até Sankhodhara (Bet Dwaraka) para o norte e Okhamadhi para o sul.
Descrição
Dwaraka também era conhecida como Dwaravati. Foi também uma cidade-porto, que tinha relações comerciais com muitos outros países com saída para o mar. Pode ser que este antigo porto da cidade tenha sido uma porta de entrada para navegadores de reinos estrangeiros para o continente indiano e vice-versa. O território de Dwaraka inclui a Ilha Dwaraka, muitas ilhas vizinhas, como Antar Dwipa e área continental vizinha ao reino de Anarta.
O reino estava situado aproximadamente na região noroeste do estado de Gujarat. Sua capital era Dwaravati (perto de Dwarka, Gujarat). O Mahabharata não menciona Dwaraka como um reino, mas sim como a capital do reino dos Yadavas que governaram o reino de Anarta.
A cidade foi fundada por um clã de chefes dos Yadavas que fugiram do reino de Surasena por medo do rei Jarasandha de Magadha. Dwaraka foi uma federação de muitas cidades, em vez de um reino sob um único rei. Dentro da Federação de Dwaraka estavam incluídos os estados de Andhakas, Vrishnis e Bhojas. Os Yadavas dominantes em Dwaraka também eram conhecidos como Dasarhas e Madhus .
Proeminentes chefes do clã dos Yadavas residentes em Dwaraka incluíam os heróis Krishna, Balarama, Satyaki, Kritavarma, Uddhava, Akrura e Ugrasena.
Krishna e sua consorte Radharani
A antiga cidade de Dwaraka
A antiga cidade de Dwaraka, situada na costa do extremo oeste do território indiano, ocupa um lugar importante na história cultural e religiosa da Índia. O planejamento arquitetônico fabuloso do templo Dwarka tem atraído turistas de todo o mundo. A cidade tem associação com o Senhor Krishna, que se acredita te-la fundado com a recuperação de 12 terras yojana do mar. Durante seu passado glorioso, Dwarka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, toda murada com várias portas de acesso, várias lagoas e palácios, mas acredita-se que tenha sido submersa logo após o desaparecimento de Lord Krishna da face da Terra.
Historicidade de Dwarka
Devido à sua importância histórica e associação com o grande épico indiano Mahabharata, a região de Dwarka continua a atrair arqueólogos e historiadores, além de cientistas. Antigas palavras em sânscrito como Pattana e Dronimukha têm sido geralmente utilizadas para descrever cidades portuárias costeiras onde os navios e barcos nacionais e internacionais aportavam em busca de cargas e abrigo. A referência mais antiga ao porto Agade vem do texto mesopotâmico que menciona que os barcos de Meluhha costumavam ser ancorados no porto de Agade, em citação datável de meados do terceiro milênio a.C.
Escavações arqueológicas trouxeram à luz um pontão em Kuntasi em Gujarat que remonta ao período histórico de Harappa(*). Da mesma forma, as escavações revelaram um estaleiro e algumas âncoras de pedra em Lothal, outro site do tempo e época da civilização de Harappa. Há várias referências literárias que citam portos em muitas zonas costeiras durante o período histórico mais cedo (2500-1500 anos a.C.), mas vestígios arqueológicos desses antigos portos são escassos. A maioria dos assentamentos estão situadas, quer nas margens dos rios ou nas margens de lagoas, que teriam servido como um excelente porto natural.
(*) n.t. Harappa ou Harappá era uma das cidades – e é um dos sítios arqueológicos – da antiga civilização harappeana, também chamada de ‘civilização do Vale do rio Indus‘ – hoje situada no Paquistão. Esta civilização floresceu quando o equinócio vernal do hemisfério norte ocorria na constelação do Touro – em torno de 4.000 a.C. – Foi esquecida por milênios, e sua existência veio à luz com escavações feitas em 1920.
Esses portos se situavam em locais altamente vulneráveis a inundações e outros desastres naturais, e portanto, não é de se estranhar que apenas escassas evidencias de sua existência foram descobertas. Escavações em Poompuhar trouxeram à luz um cais situado na margem do antigo curso do rio Kaveri.
Da mesma forma, escavações onshore na ilha Elefanta rendeu a descoberta de ruínas de um cais antigo que remonta aos séculos iniciais da Era Cristã. Há evidências que sugerem que o atual quebra mar (molhes), o antigo cais da hoje Dwarka tem sido utilizado como um porto desde o período histórico inicial, há cerca de 6 mil atrás.
No início dos anos oitenta do século passado, um importante sítio arqueológico foi localizado e desenterrado em Dwaraka, o site da lendária cidade de Krishna, descrita nos versos do épico Mahabharata. A antiga cidade de Dwaraka foi submersa pelo mar logo após o desaparecimento de Shri Krishna. Esta inscrição refere-se a Dwaraka como a capital da costa ocidental da Saurashtra e ainda mais importante, afirma que Krishna viveu ali.
A descoberta da lendária cidade de Dwaraka, é um marco importante na história da Índia. Esse fato estabelecido serve para eliminar as dúvidas expressas por historiadores sobre a historicidade do Mahabharata e a própria existência da cidade de Dwaraka. Também reduziu muito a diferença na história da Índia, estabelecendo a continuidade da civilização indiana da antiguíssima Idade Védica até os dias atuais.
Agora recentes evidências arqueológicas vieram à tona para provar além de qualquer dúvida razoável a existência da cidade histórica de Krishna, Dwaraka, e lançar luz sobre a vida das pessoas que habitavam a “Cidade de Ouro”. Esta é a terra sagrada, a cidade sobre a qual o Senhor Krishna governou. Gujarat remonta aos tempos pré-históricos, aqui existe um dos três maiores sitios arqueológicos de dinossauros do mundo, que incluem ovos petrificados que datam de 65 milhões anos. Mas além do interesse nesse Jurassic Park, não obstante, para os hindus devotos, Gujarat está intimamente ligado com uma das histórias mais duradouras da Índia, a encarnação do avatar – Senhor Krishna.
Escavações recentes das ruínas submersas de Dwaraka
Escavações em Dwaraka, que começaram em 1981, ajudaram a adicionar credibilidade à história de Krishna e da guerra de Kurukshetra narrada no Mahabharata (Baghavad Gita), bem como fornecer ampla evidência das sociedades avançadas que viviam nessas áreas dos assentamentos harappeanos que representam algumas das maiores cidades da maior civilização do mundo antigo.
Um dos primeiros postos arqueológicos a ser escavado, logo após a independência foi no distrito de Ahmedabad. As evidências sugerem que esses colonos trouxeram com eles uma cultura altamente desenvolvida, que era rica e não apenas nas artes, mas nas ciências também. A ênfase estava em uma sociedade bem organizada com base no comércio que era realizado através de seus portos.
Dwaraka, por exemplo era uma cidade bem planejada, o seu porto consistia em um cume rochoso modificado em um ancoradouro para atracação de embarcações, uma característica única em tecnologia portuária que estava em uso antes mesmo de os fenícios tentarem fazer o mesmo no mar Mediterrâneo, só que muito mais tarde.
Os buracos feitos pelo homem no cume e as grandes âncoras de pedra lá existentes sugerem que grandes navios costumavam ancorar no porto, enquanto barcos menores realizavam o transporte de homens e de cargas até o rio.
A fundação de pedras em que as muralhas da cidade foram erguidas prova que o terreno foi recuperado do mar há cerca de 3.600 anos atrás. O Mahabharata tem referências a essa atividade de recuperação de terras do mar em Dwaraka. As Sete ilhas mencionadas na obra foram também descobertas submersas no Mar da Arábia. Peças de cerâmica, cuja datação foi confirmada por testes de termoluminescência indicam 3.528 anos de idade e contem inscrições do final do período da civilização do Vale do rio Indus (Harappa); estacas de ferro e três âncoras triangulares furadas descobertas no local são também artefatos mencionados no Mahabharata.
Entre os muitos objetos descobertos que demonstram e comprovam ainda mais a conexão de Dwaraka com o épico do Mahabharata é um selo gravado com a imagem de um animal de três cabeças. O épico menciona que tal selo foi dado aos cidadãos de Dwaraka como prova de identidade, quando a cidade foi ameaçada pelo rei Jarasandha do poderoso reino Magadh. O Dr Rao, do Instituto Nacional de Oceanografia da Índia, que foi fundamental para a realização de grande parte das escavações subaquáticas, diz:
“Os resultados das pesquisas em Dwaraka e as evidências arqueológicas encontradas são consideradas compatíveis com a tradição do Mahabharata e removem a persistente dúvida sobre a historicidade do Mahabharata, diríamos definitivamente que Krishna realmente existiu.“
Reprodução da costa de Dwaraka
Essas evidências provam além de qualquer dúvida que Kusasthali, um assentamento pré-Dwaraka existia (hoje uma ilha) em Bet Dwaraka. Os arqueólogos concluíram que esta primeira ocupação de Kusasthali foi fortificada e aconteceu durante o período histórico do Mahabharata e foi nomeado como Dwaraka.
Depois de perceber que os terraços eram estreitos, e não eram suficientes para o aumento da população, uma nova cidade foi construída alguns anos mais tarde, na foz do rio Gomati. Esta planejada cidade portuária também foi chamada como Dwaraka, acrescentando ainda mais credibilidade ao fato de que a história do Mahabharata não era um mito, mas uma fonte importante de fatos históricos da Índia.
A PERSONALIDADE DE SRI KRISHNA
Shri Krishna é mais conhecido na história cultural e religiosa da Índia como o Rei e Imperador de Dwaraka. De acordo com textos hindus antigos, a cidade era um novo reino fundado pelo clã de chefes Yadavas que fugiram do reino de Surasena devido ao medo do rei Jarasandha de Magadha.
Shri Krishna teria nascido à meia-noite de uma sexta-feira, do dia 27 de julho de 3.112 a.C., conforme a data e hora calculado por astrônomos na base das posições planetárias nesse dia registrados por Vyasa.
Shri Krishna – o protetor de Mathura, o senhor de Dwaraka e recitador do Bhagavad Gita no campo de batalha de Kurukshetra é uma das lendas mais duradouras de Bharata (como a Índia era conhecida nos tempos de Krishna). São entidades históricas reais Krishna e a cidade de Dwaraka? Para a maioria dos hindus, a resposta é um inequívoco sim. Alguns arqueólogos e historiadores também estão agora dispostos a aceitar que a fé do homem comum hindu tem uma base na mais completa realidade.
A localização da cidade de Dwaraka
Sri Krishna é uma personalidade imponente e é difícil separar o aspecto humano de sua vida a partir do divino no conceito sobre Krishna. Ele é um grande mistério e todo mundo já tentou entendê-lo à sua maneira, de acordo com a sua luz ou visão espiritual. Como um guerreiro ele não teve rival, como um estadista foi o mais astuto, como um pensador social foi muito liberal, como professor foi o mais eloquente, nunca falhando com um amigo e como um chefe de família foi o mais ideal.
A IMPORTÂNCIA DO PATRIMÔNIO
Dwaraka tem uma importância especial como um dos principais lugares de peregrinação da cultura hindu, conhecida como a capital do Reino de Sri Krishna. Também foi descrita como a terra do caçador Ekalavya. Dronacarya também tinha vivido aqui. Krishna decidiu construir uma nova cidade ali e colocou sua fundação num momento auspicioso. Ele nomeou a nova cidade como Dwaravati. Muito mais tarde o poeta Magha em sua obra Sisupalavadha Sarga, nos versos 31 em diante, descreve a cidade de Dwaraka, o Sloka 33 pode ser traduzido:
“O brilho amarelo do forte de ouro da cidade do mar jogando uma luz amarela por todo o espaço adjacente parecia como se as chamas da vadavagni saísse rasgando em pedaços ao mar.”
Antes da lendária cidade de Dwaraka ter sido descoberta alguns estudiosos (n.t. sempre os “eruditos”…) eram da opinião de que as histórias contadas no épico Mahabharata seriam apenas um mito, que seria inútil para procurar os restos de Dwaraka mesmo no mar. Outros sustentam que a batalha de Kurukshetra descrita no Mahabharata teria sido apenas uma briga de família exagerada em uma guerra.
Mas escavações feitas por Dr. S.R. Rao em Dwaraka provam que as descrições como encontradas nesses textos não devem ser descartadas apenas como mitos fantasiosos, mas devem ser tratados como fatos que aconteceram baseados em realidades históricas como pode ser visto pelos seus autores. A arquitetura da antiga cidade de Dwaraka, é majestosa e maravilhosa.
Dwaraka no continente, foi um dos portos mais movimentados do período histórico do Mahabharata e teve um fim repentino devido à fúria do mar. Após a guerra descrita no Mahabharata, Krishna viveu durante 36 anos em Dwaraka. No final desse período, os Vrishnis, Bhojas e Satvatas se destruíram em uma briga fratricida no Prabhasa mas Krishna não interferiu para salvá-los.
Os atos de destruição vistos por Sri Krishna, que aconselhou a evacuação imediata de Dwaraka esta indicado no Bhagavata Purana. A bela Dwaraka foi então abandonada por Hari (Krishna) para ser engolida pelo mar. A submersão teve lugar imediatamente após a partida de Sri Krishna do nosso mundo.
A CONSTRUÇÃO DE DWARAKA
Descrições interessantes sobre a sua construção são encontrados nos Puranas:
Temendo ataque de Jarasangh e Kaalayvan em Mathura, Sri Krishna e os Yadavas deixou Mathura e chegou à costa de Saurashtra. Eles decidiram construir sua nova capital na região costeira e invocar o Vishwakarma a divindade das construções. No entanto, Vishwakarma disse que a tarefa somente poderia ser concluída se Samudradeva, o Senhor do mar fornecesse alguma terra. Sri Krishna adorou a Samudradeva, que ficou satisfeito e deu-lhes novas terras emersas do fundo do oceano medindo 12 yojans para o Senhor Vishwakarma construir Dwaraka, uma “cidade dourada”.
Esta bela cidade também era conhecido como Dwaramati, Dwarawati e Kushsthali. Outra história diz que, no momento da morte de Sri Krishna, que foi atingido pela flecha de um caçador perto de Somnath em Bhalka Tirth, Dwaraka desapareceu afundando no mar.
A importância da descoberta de Dwaraka não reside apenas no fornecimento de evidências arqueológicas necessários para corroborar o relato tradicional da submersão da Dwaraka mas também indiretamente, que determina a data do épico do Mahabharata, que é um marco na história da Índia. Assim, os resultados provaram que a história do Mahabharata quanto à existência de uma linda cidade capital de Dwaraka de Sri Krishna não era um mero produto da imaginação, mas que de fato ela existiu. A Guerra descrita no Mahabharata ocorreu em 22 de novembro de 3.067 aC e o Bhagavad Gita foi compilado por volta de 500 a.C.
A SUBMERSÃO DE DWARAKA
Depois que Sri Krishna partiu da Terra de volta para a sua morada celestial, e os principais cabeças Yadavas foram mortos em lutas entre si; Arjuna foi para Dwaraka para buscar os netos de Krishna e as esposas Yadava e lavá-los para Hastinapur. Após Arjuna sair de Dwaraka, a cidade foi submersa no fundo do mar. Este é o relato de Arjuna, constante no Mahabharata:
“O mar, que sempre esteve batendo nas costas de Dwaraka, de repente quebrou o limite que lhe foi imposto pela natureza. Suas águas correram as ruas invadindo a cidade. Ele percorreu todas as ruas da bela cidade. O mar encobriu tudo na cidade. … Eu vi os belos edifícios ficando submersos um por um. Em questão de alguns momentos foi tudo soterrado pelo mar, que se tornou tão plácido como um lago. Não havia mais nenhum traço da cidade de Dwaraka, agora ela era apenas um nome; apenas uma lembrança”.
Templo na atual Dwarka
A cidade associada com Sri Krishna, que a teria fundado com a recuperação de 12 yojanas de terras ao mar. Durante seu passado glorioso, Dwaraka foi uma cidade de belos jardins, fossos profundos, e várias lagoas e palácios (Vishnu Purana), mas acredita-se que tenha submersa logo após o desaparecimento de Sri Krishna.
Devido à sua importância histórica e associação com o Mahabharata, Dwaraka continua a atrair os arqueólogos e historiadores, além de cientistas.
“O néscio pode associar-se a um sábio toda a sua vida, mas percebe tão pouco da verdade como a colher do gosto da sopa. O homem inteligente pode associar-se a um sábio por um minuto, e perceber tanto da verdade quanto o paladar sabe do sabor da sopa”.
O recente tombamento do sítio arquitetônico do "Campo de Concentração do Patu”, no Ceará, revela um capítulo pouco conhecido da história do Brasil. No início da década de 1930, o local servia para confinar milhares de pessoas que fugiam da seca que atingia o nordeste. O objetivo era evitar que os retirantes chegassem a outras cidades, principalmente Fortaleza, capital cearense.
As ruínas da construção ficam na cidade de Senador Pompeu, a 270 quilômetros de Fortaleza. Oficialmente, 16.221 pessoas ficaram concentradas no local, sob alegação de que estariam sob a proteção do governo. De acordo com historiadores, lá elas eram expostas a uma série de sofrimentos e privações. Muitas delas morreram de inanição e de doenças, como tifo. Os retirantes também seriam explorados como mão-de-obra escrava, trabalhando de forma forçada em obras públicas.
Na época, outros seis campos com a mesma função foram instalados no Ceará. Ao menos 73.918 retirantes ficaram confinados nesses locais, segundo registros do jornal O Povo. “Foi absolutamente cruel, mas houve discursos humanistas. O discurso era que o confinamento seria para cuidar das pessoas, mas passaram a morrer oito, nove, dez pessoas por dia”, disse Kênia Rios, historiadora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela conta que resolveu estudar os campos de concentração para entender como os ricos tratam e isolam os pobres, em casos como esse.
O isolamento das pessoas de baixa renda dos grandes centros urbanos não era o único propósito dos campos. Na época, a ideia do darwinismo social era popular e ajudava a justificar iniciativas como essas. De acordo essa teoria, algumas sociedades seriam superiores às outras. Esse conceito motivou as ideias de eugenia, racismo, fascismo e nazismo.
O darwinismo social tinha entre seus seguidores Getúlio Vargas."Para se ter uma ideia, na Constituição de 1937, há um artigo [Art. 138] que diz que o Estado teria que 'estimular a educação eugênica'", disse Valdecy Alves, advogado e ativista dos direitos humanos, em entrevista ao portal Deutsche Welle. De acordo com ele, que é natural de Senador Pompeu, essa teoria era usada como justificativa moral para a implantação dos campos. Esses locais foram desativados em 1933. O número de mortos nunca foi oficialmente contabilizado.
Arqueólogos afirmam que encontraram em Israel a lendária cidade bíblica de Ziclague. De acordo com as Escrituras, o rei Davi viveu lá durante mais de um ano, quando era perseguido por seu antecessor, o rei Saul. As ruínas foram descobertas perto da cidade de Kiryat Gat, no sul do país.
Nas últimas décadas, várias escavações buscavam a cidade de Ziclague. Agora, tudo indica que os arqueólogos finalmente se depararam com o lugar lendário. A equipe formada por pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel, da Macquarie University de Sidney e da Hebrew University estuda o sítio arqueológico desde 2015.
Ao escavar o topo de uma colina, os arqueólogos encontraram evidências de um assentamento dos séculos XII a XI a.C. enterrado sob camadas de um outro assentamento, datado do início do século X a.C. No local, foram encontrados pedaços de cerâmica, potes de óleo e jarros de vinho, todos típicos da cultura dos filisteus, que viviam em Ziclague. Análises de radiocarbono indicam que as relíquias são da época em que a cidade floresceu.
Apesar da descoberta promissora, alguns pesquisadores não estão convencidos de que as ruínas pertençam a Ziclague. O professor Aren Maeir, da Universidade Bar-Ilan, afirmou que os textos sagrados situam a cidade mais ao sul. Segundo a Bíblia, o Rei Davi procurou refúgio em Ziclague depois de se desentender com o Rei Saul. Lá, ele se juntou aos filisteus, inimigos mortais de Israel. Atualmente, muitos pesquisadores acreditam que Davi não era só uma lenda, mas foi uma figura histórica que realmente existiu. Confira abaixo imagens das escavações:
Uma incrível descoberta arqueológica foi feita no Iraque. Trata-se do milenar palácio de Kemune, construído há 3.400 anos. A estrutura estava submersa pelas águas de uma represa em Mosul, mas uma terrível seca que assola o Curdistão iraquiano fez com que as águas baixassem muito e as ruínas fossem vistas pela primeira vez em milênios.
O palácio data da época do Império Mitanni, um dos reinos menos estudados do antigo Oriente Médio. Assim que as ruínas ressurgiram às margens do Rio Tigre, foi organizado o resgate desse tesouro arqueológico, em um projeto conjunto entre a Universidade de Tübingen, na Alemanha, e a Organização Arqueológica do Curdistão. Trata-se de “um dos achados mais importantes registrados na região nas últimas décadas”, como afirma o arqueólogo Hasan Qasim.
Os reis de Mitanni dominaram grande parte do norte da Mesopotâmia e da Síria, entre os séculos XV e XIV a.C. Além das grandes paredes de adobe de até sete metros de altura e dois metros de espessura, também foram encontradas no palácio dez tábuas de argila com escrita cuneiforme e restos de tinta azul e vermelha sobre as paredes. Esses textos podem revelar novas informações sobre a política, a economia e a história do Império Mitanni.
Os pesquisadores adiantam que os escritos encontrados no palácio indicam que é possível que Kemune fizesse parte da mítica cidade perdida de Zakhiku. A localidade é citada em antigos textos que datam do ano 1800 a.C. Caso essa informação se confirme, a descoberta será ainda mais impressionante.
Melquisedec (em hebraico מַלְכִּי־צֶדֶק / מַלְכִּי־צָדֶק, transl. Malkiy-Tzadeq, "rei da justiça", "rei da paz") é um personagem bíblico do livro de Gênesis que interagiu com Abraão quando este retornou vitorioso da batalha de Sidim. É descrito como o rei de Salém e que não deixou descendência.
Diz-se que não teve ascendência nem descendência, a quem a história atribui-lhe características sobre humanas, divinas. Alguém de enorme valor que instruiu os povos e lhes deu a civilização.
Melquisedeque é venerado pelo cristianismo, sua festa é no dia 26 de agosto na Igreja Católica.
Apesar das raras referências a ele na Bíblia, o Livro Sagrado refere-se a Melquisedeque como um sábio rei de uma terra chamada Salém e "sacerdote do Deus Altíssimo." (Gênesis 14:18). No Novo Testamento, ele é comparado a Jesus, de que é dito ser "segundo a ordem de Melquisedeque" (Epístola aos Hebreus).
Segundo o texto do Pentateuco, Melquisedeque foi o rei da cidade de Salém (que significa "paz"), a qual se acredita ter sido a cidade posteriormente conhecida por Jerusalém.
Melquisedeque teria tido importância no direcionamento de Abrãao - o primeiro registro bíblico da doação de dízimos decorre desta ocasião. Abrãao e Melquisedeque seriam, portanto, contemporâneos, de acordo com as narrações bíblicas.
Destaca-se na sua história a ausência de menções (comuns nos registros bíblicos) a seus antepassados. Como se pode interpretar de alguns versos (Hebreus 7:3), Melquisedeque fora um homem sem genealogia, sem filhos ou parentes conhecidos. O lugar onde seu corpo jaz também é ignorado. Estas características, para a teologia, significam que Melquisedeque seria uma figura do próprio Cristo, contudo, não se sabe se isto seria uma espécie de tipologia ou, até mesmo, "teofania", que é um termo teológico para quando Deus assume uma forma humana.
Ao nome Melquisedeque pode ainda ser atribuído o significado "Rei de Justiça" em função de ser uma possível junção de mais de uma palavra do idioma hebraico.
Seu nome já foi usado nas denominadas "Índias", que se referiam à atual Etiópia, Índia e Himalaia. Nessas 3 culturas havia referências a um "Rei da Terra", que seria o próprio Melquisedeque.
Alguns teólogos cristãos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição do Messias antes de seu nascimento carnal, humano.
No Antigo Testamento há várias menções ao Anjo do SENHOR que muitos acreditam terem sido aparições de Cristo antes de encarnar. No entanto, Melquisedeque poderia ter sido o aspecto terreno da pré-encarnação de Cristo em uma forma corpórea temporária.
Outros teólogos, no entanto, acreditam que Melquisedeque teria sido apenas uma tipologia de Cristo, tratando-se, pois, de um acontecimento ou de um ensinamento que se relaciona com as realizações de Jesus.
Na epístola aos Hebreus, o autor leciona que Melquisedeque não teve nem pai e nem mãe, nem ascendência e nem descendência:
Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e depois também é rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. (Hebreus 7:1-3)
Na Bíblia, Melquisedeque é referido como sacerdote do Deus Altíssimo em Gênesis 14:18.19, quando traz pão e vinho e recebe de Abrão o dizimo do conquistado, e, abençoando-o, disse: "Bendito sejas Abraão, do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra e bendito seja o Deus Altissimo que entregou teus inimigos em tuas mãos". Referenciado também em Salmos 110.4: "Jurou o Senhor e não se arrependerá: Tu és um Sacerdote Eterno segundo a Ordem de Melquisedeque." Em Hebreus, além do já citado, temos 7:4: "Considerai, pois, quão grande era este a quem até o patriarca Abrão deu os dízimos dos despojos", havendo outras citações e explicações, havendo no 5:11 "Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir." o que abre um leque de possibilidades que em principio, considerando-se a afirmação de Paulo, não devem ser consideradas cristofanias.
O Dr. Ferdinand Ossendowski, um ilustre viajante, homem da ciência e escritor, narra o seguinte em sua clássica obra de viagens “Bestas, Homens e Deuses” (1924):
Quando a caravana atravessava as estepes da Ásia Central, próximo a Tzagan-Luk, o guia mongol exclamou de repente: “Alto, detenham-se!”, e logo depois se jogou de seu camelo sussurrando o clássico mantram budista “OM MANI PADME HUM”. Algo incrível acontecia naquele momento. O ar vibrava docemente e trazia consigo uma canção de amor e paz que alcançava, de imediato, o coração. A terra e o céu pareciam conter o alento. Até
os animais percebiam: os pássaros cessavam seu vôo e pousavam, os camelos paravam as orelhas, os cavalos permaneciam imóveis e atentos, os cachorros cessavam seus latidos e os iaques se puseram ao solo. Todos os pastores mongóis se ajoelharam e oraram fervorosamente enquanto se sentia essa paz absoluta: até o vento incessante da região deixou de soprar. Era um estado de coisas portentoso, uma calma e paz inusitadas, sobretudo para os ocidentais.
Quando o êxtase coletivo cessou, os mongóis explicaram a Ossendowski o que acontecera. Tinham se aproximado do Mistério dos Mistérios, ao reino subterrâneo do Rei do Mundo, justo no momento em que este se encontrava em meditação.
Como é fácil compreender, não é extensa a informação que Ossendowski pôde obter daqueles homens. Aqueles mongóis sabiam que os lamas guardavam zelosamente o segredo do Rei do Mundo e castigavam com severidade aqueles que divulgavam tais coisas.
Mas, e aqui há mais um mistério, o testemunho recolhido por Ossendowski naquela oportunidade coincide notavelmente com o exposto no livro “Mission de l’Inde” pelo Marquês Saint-Yves d’Alveydre (1910), e também com o narrado por outro autor menos prestigiado, Louis Jacolliot, em “Les Fils de Dieu” e “Le Spiritisme dans le Monde”.
Os três autores mencionados falam de Agharti ou Agharta, nome que indica, em língua tibetana, o misterioso reino subterrâneo onde reside o Rei do Mundo.
Ossendowski conta que em visita ao monastério de Narabanchi, na Mongólia, encontrou uma surpreendente profecia que Melquisedeque (o Gênio da Terra) deixou nesse mesmo lugar em que visitara no ano 1890. Eis aqui:
Cada dia mais os homens se esquecerão de suas almas e se ocuparão de seus corpos. A maior corrupção reinará na terra.
Os homens se assemelharão a animais ferozes, sedentos de sangue dos seus irmãos.
A meia-lua se apagará e seus adeptos se sumirão na mendicidade e na guerra perpétua.
Seus conquistadores serão feridos pelo sol, mas não subirão duas vezes.
Acontecerá com eles a pior das desgraças e acabarão entre insultos aos olhos dos demais povos.
As coroas dos reis, grandes e pequenos, cairão. Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito…
Haverá uma guerra terrível entre todos os povos.
Os oceanos ficarão vermelhos… A terra e o fundo dos mares se cobrirão de esqueletos, os reinos serão fracionados, nações inteiras morrerão…
A fome, a doença, os crimes desconhecidos pelas leis… Tudo quanto o mundo ainda não contemplou.
Virão então os inimigos de Deus e do espírito divino os quais jazem nos próprios homens. Aqueles que levantam a mão sobre outro, perecerão também.
Os esquecidos, os perseguidos se sublevarão e chamarão a atenção do mundo inteiro.
Haverá nevoeiros e tempestades, as montanhas descobertas se cobrirão de bosques.
A Terra tremerá…
Milhões de homens trocarão as correntes da escravidão e as humilhações pela fome, pelas doenças e pela morte.
Os antigos caminhos se encherão de multidões que irão de um lugar a outro.
As maiores e mais formosas cidades perecerão pelo fogo… uma, duas, três…
O pai lutará com o filho, o irmão com o irmão, a mãe com a filha.
O vício, o crime, a destruição dos corpos e das almas imperarão sem freios…
As famílias se dispersarão… A fidelidade e o amor desaparecerão…
De dez mil homens, apenas um sobreviverá… um louco, nu, faminto e sem forças, que não saberá construir uma casa nem lhe proporcionar alimento…
Uivará como um lobo raivoso, devorará cadáveres, morderá sua própria carne e, irado, desafiará Deus…
A Terra será despovoada. Deus a largará de sua mão. Sobre ela apenas a noite e a morte espalharão seus frutos.
Então surgirá um povo até agora desconhecido que, com punho forte, arrancará as más ervas da loucura e do vício e conduzirá os que permaneceram fiéis ao espírito do homem, à batalha contra o mal. Fundarão uma nova vida na terra purificada pela morte das nações.
Dentro de cinquenta anos não terá mais que três novos grandes reinos que viverão felizes durante setenta e um anos.
Em seguida virão dezoito anos de guerras e cataclismos… Depois, os povos de Agharti sairão de suas cavernas subterrâneas e aparecerão na superfície da terra.
No último parágrafo, através de uma atenta leitura, Óscar Uzcategui descobriu que Melquisedeque dava uma data e alguns dados muito precisos para essa profecia. Vejamos:
A profecia foi escrita pelo Senhor do Mundo no ano 1890. Desse modo, quando Melquisedeque diz “dentro de 50 anos não haverá mais que três novos grandes reinos”, está falando de 1940, isto é, da Segunda Guerra Mundial.
Apareceram então três novos grandes reinos: Europa, Rússia e EUA. Depois diz que “viverão felizes durante setenta e um anos”. Isto é: 1940 mais 71 dão 2011. E neste ano fatídico “em seguida virão dezoito anos de guerras e cataclismos”.
Assim nos diz que estamos às portas de um conflito mundial que terá conseqüências horrorosas, nunca vistas, e que terá uma duração de 18 anos: de 2011 até 2029.
Posteriormente, haverá uma regeneração e começará um novo ciclo, mas não sem que antes haja uma involução e destruição, como dizem tantas profecias e religiões do mundo.