Mostrando postagens com marcador Crueldade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crueldade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Bárbara dos Prazeres: A "Vampira" que Aterrorizou o Rio de Janeiro do Século XIX.

Dona de uma beleza estonteante, a serial killer teria matado diversas crianças para se manter jovem.


Por Victória Gearini.

Localizado na Praça XV de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro, o Arco do Teles é considerado um dos maiores marcos arquitetônicos. Foi contruído a mando do juíz português Antônio Telles Barreto de Menezes que, vendo o crescimento da cidade, comprou diversos lotes de terras para posteriormente alugá-los. No entanto, segundo crenças populares, o lugar também foi palco de insólitos rituais e crimes.

Em 1790, um incêndio se alastrou pela região e destruiu boa parte das construções, restando apenas parte delas. Em decorrência da tragédia, a região passou a ser desvalorizada e se tornou o lar de muitas prostitutas e usuários de drogas. Neste cenário surge a jovem portuguesa Bárbara dos Prazeres, de apenas 20 anos, que tinha acabado de se mudar para o Brasil junto de seu marido.

Dona de uma beleza estonteante, Bárbara dos Prazeres matou seu marido a sangue frio e passou a se prostituir na área do Arco do Teles. Desejada e atraente, a jovem atraia clientes com altos poderes aquisitivos.

Arco do Teles, localizado no Centro do Rio de Janeiro / Crédito: Wikimedia Commons

Reza a lenda que, ao envelhecer, Bárbara percebeu que seus clientes estavam diminuindo. Doente e temendo a morte, a mulher procurou feiticeiros para que pudessem curá-la. Segundo o mito local, Bárbara foi orientada a se banhar com sangue de crianças, para que desta forma conquistasse a juventude eterna.

Coincidência ou não, na época, muitas crianças estavam desaparecendo sempre que estavam desacompanhadas. Logo, os moradores da região proibiram seus filhos de brincarem nas ruas, acreditando ser obra de Bárbara dos Prazeres.

Criada em 1809, a Guarda Real da Polícia passou a investigar os desaparecimentos. Muitos negros escravizados foram acusados pelos sequestros de crianças e foram mortos injustamente.

Os sequestros diminuíram na década de 1830, o que levou a crença popular acreditar que Bárbara dos Prazeres havia morrido. Não se sabe como ou quando a serial killer morreu, muito menos se sabe até onde é lenda e até onde é verdade.

Apenas o que há certeza é que após o incêndio, a região do Arco do Teles ficou degradada e o Rio de Janeiro sofreu com ondas de sequestros de crianças, penalizando de forma injusta, negros escravizados.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Salmão de Viveiro da Noruega – Alimento Mais Tóxico do Mundo.


Uma ampla investigação a nível mundial mostra os segredos da indústria do peixe. Cientistas confirmam, por exemplo, que o salmão de viveiro é o alimento mais tóxico do mundo. Na Noruega, Vietname ou Suécia, o peixe tornou-se numa indústria com enormes fábricas de alta tecnologia, onde são usadas toneladas de produtos químicos para alimentar milhões de peixes. Por exemplo, cerca de 50% do bacalhau nasce com deficiências genéticas.
É uma questão de saúde pública. E não há regulador neste mundo que atue em defesa do consumidor.

DOCUMENTÁRIO COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS:



DOCUMENTARY IN ENGLISH:



Salmonopoly – Outro documentário muito esclarecedor, “Salmonopoly“, foi realizado por Wilfried Huismann e Arno Schumann e leva-nos a outras paragens e a outros segredos deste “negócio”.

Marine Harvest é a maior preocupação mundial no que diz respeito a aquicultura. Produz mais de 100 milhões de salmões de viveiro por ano e fornece os consumidores na Europa, EUA e Japão. Mas a que preço?

Este império global é dirigido por John Fredriksen, um “self-made man” e um dos mais ricos do mundo. Na sua casa norueguesa, autodenomina-se de “grande lobo”; “verde”, “duradouro” e “transparente”. Mas a realidade contradiz a filosofia da empresa, especialmente no Chile, onde a Marine Harvest é de longe o maior produtor, com cerca de 70 viveiros de peixe.  O Chile, com a sua legislação que deixa muito a desejar, é um paraíso para os investidores.

Tudo o que é proibido aos produtores de salmão na Europa é permitido no Chile, tendo como resultado após 18 meses de criação, um salmão carregado de químicos. Em Abril de 2008, para melhorar a imagem da aquicultura intensiva de larga escala, Marine Harvest firmou uma parceria com a WWF. Com um donativo de 100.000 euros por ano, Marine Harvest pode usar o logótipo do panda da WWF, para fazer propaganda do seu salmão de viveiro produzido industrialmente.

Totalmente suspeito ecologicamente, mas muito bem-sucedido economicamente: após um colapso durante a crise financeira, as ações da companhia subiram 270 por cento no verão de 2009. John Fredriksen é o protagonista deste “eco-thriller” posicionado no mundo obscuro de um gigante alimentar global.


SALMONOPOLY EN ESPAÑOL:




SALMONOPOLY IN ENGLISH:

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Bicho Sai Dos Lixos


Estimado leitor.

Estamos abrindo um espaço excepcional para a  Bicho Sai Dos Lixos , uma ONG que tem feito um trabalho muito bacana em ajudar animaizinhos abandonados por pessoas/donos irresponsáveis e sem coração, animais de rua e com problemas de saúde, tratando-os sempre com muito carinho e encontrando lares verdadeiramente amorosos e responsáveis para eles.

Esta ONG, infelizmente, está passando por momentos muito delicados e difíceis e pediu nossa ajuda, pois o estado em que se encontra é realmente calamitoso. Eles estão com seus estoques zerados e precisando muito da ajuda de pessoas e/ou empresas que possam doar sacos de ração para gatos e cachorros.

Também pedem o socorro de  veterinários  que possam estender a mão amiga e, caridosamente,  realizar castrações e vacinações, de forma a sempre manter os animaizinhos saudáveis, facilitar as adoções e evitar a proliferação descontrolada de animais.

Esta ONG é em Magé/RJ/Brasil.
Segue o contato da responsável (Telefone e WhatsApp):

 Mariângela Santiago 
 (21) 96757-0880 
ongbichos@gmail.com

E quem puder e quiser ajudar financeiramente uma ONG séria, dedicada e que faz um trabalho bem bacana, qualquer quantia é sempre bem-vinda. Para isso, seguem os dados bancários:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 0995 Operação: 013
Conta Poupança: 1440437-3
Mariângela Santiago

A BICHARADA AGRADECE SUA AJUDA!


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A História Kap Dwa - O Incrível Gigante de Duas Cabeças da Patagônia


Esse mundo é um lugar muito esquisito. Ele esconde muitas coisas estranhas. A história está coalhada de fatos e acontecimentos misteriosos. Percebemos que estamos cercados por um mar de esquisitices, sem nenhuma jangada para nos levar até um lugar mais... normal.

O Mundo Forteano (termo cunhado a partir de Charles Fort, um dos primeiros estudiosos de eventos bizarros) não respeita fronteiras. Ele invade os limites da normalidade e brota do nada, quando e onde menos se espera. Contudo, há lugares onde estranhezas surgem com maior frequência, como por exemplo no mundo dos circos itinerantes do passado. O infame P.T. Barnum contribuiu muito para esses mistérios. Ele era chamado de Rei do Picadeiro Incomum, o Tsar da Taxidermia, o Papa de tudo que era perturbador e chocante. Para muitos ele não passava de um picareta que apresentava atrações de gosto duvidoso e se aproveitava da miséria alheia. Para outros, ele foi o primeiro a investir num estilo de show business rasteiro, que faz sucesso até os dias atuais.

Barnum gostava de chocar o público com histórias exóticas e melodramáticas. Para isso produziu uma menagerie de criaturas bizarras, muitas delas apresentadas para exposição, custando "um níquel a olhadela". De sereias (e tritões) a vacas de duas cabeças, até criaturas mitológicas e diabinhos em garrafas, seu show itinerante apresentava de tudo um pouco. O único problema é que a maioria das coisas que ele colecionava e cobrava dos curiosos para ver, não passavam de fraudes.

Unicórnio falso exposto em show itinerante
Eles eram o que hoje chamamos de "gafes", o produto de uma cuidadosa taxidermia em que pedaços de diferentes animais e peças fabricadas são acrescidas, formando um espécime único, geralmente bizarro. Criaturas fantásticas, seres dos contos de fadas e lendas criadas e modificados com corpos preservados de animais reais com o intuito de construir dragões, quimeras e unicórnios. É incrível, mas existe todo um mercado clandestino de colecionadores e artistas especializados em criar e negociar "gafes". 

Isso nos leva ao tópico central desse artigo, o surgimento de Kap Dwa, o gigante de duas cabeças da Patagônia.

Nos anos 1950 o gigante ainda era exibido
na Inglaterra
A história de Kap Dwa tem início no distante ano de 1673, quando esse pobre diabo, um gigante com inacreditáveis 3 metros de altura e duas cabeças, teria sido capturado por marinheiros espanhóis na Costa da Patagônia, extremo sul da Argentina. Os espanhóis teriam ouvido falar de um gigante canibal vivendo em uma praia afastada, reverenciado e temido como um Deus pelas tribos que habitavam aquela região. Curiosos com as lendas eles decidiram ir à terra fortemente armados, carregando cordas para prender criatura tão singular. Durante a incursão, os homens toparam com o gigante e aterrorizados com a visão dispararam contra ele, ferindo-o gravemente. A seguir, o carregaram para um bote e dali para o navio, onde o amarraram ao mastro principal. Infelizmente os ferimentos eram muito profundos e Kap Dwa não resistiu a eles, morrendo dois dias depois de sua captura. 

O que aconteceu com o gigante a seguir não é totalmente claro, mas seus restos foram cuidadosamente preservados pelo cirurgião de bordo que usou um grande barril de aguardente para estocá-lo afim de que ele não se deteriorasse. Eventualmente, o cadáver foi levado para a Espanha onde foi comprado por um Empresário Catalão que enriqueceu com o comércio do Novo Mundo. O sujeito tinha interesse em curiosidades e diz a lenda, adquiriu os restos do gigante que passaram a adornar sua mansão. O corpo devidamente embalsamado foi montado e exposto por décadas em um caixão de vidro. Finalmente, ele acabou desaparecendo misteriosamente, vendido ou roubado não se sabe ao certo para quem.  

O enorme pé do Gigante
O gigante de duas cabeças só foi ressurgir novamente no século XIX em Dover, Inglaterra. Ele foi comprado por um proprietário de Espetáculo de Bizarrice para ser exibido ao público como curiosidade. Esse tipo de show itinerante fazia muito sucesso na época, arrastando multidões com a promessa de experiências incomuns e legítimos arrepios. As atrações eram apresentadas com eloquência e cartazes coloridos que ofereciam um vislumbre do que havia de mais estranho nos quatro cantos do mundo. O circuito de shows no Período Edwardiano chegou a contar com mais de trinta companhias itinerantes apreciadas em toda a Europa e convidadas a se apresentar no continente. O espetáculo, degradante para os padrões atuais, era uma sensação em todas as classes sociais, atraindo até famílias reais e dignatários. Em uma época sem cinema ou televisão, esses shows eram uma forma perfeita de entretenimento.

Depois de mudar de mãos várias vezes, a "atração" foi adquirida pelo Espetáculo do Pier Weston Birnbeck em North Somerset no ano de 1914. Lá ele ficou por 45 anos, atraindo pessoas interessadas em ver aquele "bizarro erro da natureza" ou ainda "o mais estranho espécime humano jamais capturado". Em 1959 o Pier fechou suas portas e o gigante foi comprado por Lord Thomas Howard e oferecido como presente ao Hospital de Baltimore Maryland para ser devidamente estudado.      
    
O Hospital temendo uma propaganda negativa jamais realizou testes para atestar se os restos eram genuínos e ele acabou sendo entregue a uma casa de leilões para ser negociado. O Gigante da Patagônia passou de mão em mão até finalmente ser comprado pelo Bob’s Side Show de Baltimore, um dos últimos Espetáculos de Bizarrice ainda em atividade hoje em dia. Lá ele continua repousando em seu caixão de vidro.

A essa altura, você leitor deve estar se perguntando quanto dessa história é verdade e quanto dela não passa de invenção. 

Uma comparação do Gigante de Castelnau
e de um homem de 1,80 m
Primeiro e mais importante: Kap Dwa de fato existe, ou pelo menos seu corpo mumificado com incríveis três metros e catorze centímetros do pé até a ponta de suas duas cabeças.

O atual proprietário dos restos, o Sr. Lionel Gerber oferece uma história diferente a respeito de sua mais estranha peça. Ele afirma que o gigante é um espécime de um bizarro gênero humano, chamado por ele de homogiganticus, um parente próximo do Gigante de Castelnau, outro espécime gigantesco cujos ossos dividem a opinião dos especialista no que diz respeito a sua autenticidade.

Segundo Gerber, ao adquirir a múmia, o dono anterior relatou uma história diferente. O gigante não teria sido morto pelos espanhóis e sim por nativos que acompanharam a expedição na Patagônia e que queriam trocar a criatura por armas. O gigante teria sido morto com perfurações de lança e não a tiros, como se acreditava, e de fato, segundo Gerber os ferimentos que ele apresenta no abdomen são condizentes com a ponta de lanças e não com disparos de armas de fogo. Os marinheiros teriam ficado aterrorizados pela visão da criatura e se negaram a barganhar com os nativos que então preservaram o corpo e o negociaram com uma tribo no Gran Chaco do Paraguai. Estes criaram um tipo de religião ao redor do gigante, o venerando como uma espécie de semi-deus. Mas o relato dos espanhóis a respeito da existência do gigante teria chegado aos ouvidos de outros marinheiros que se interessaram em levá-lo para a Europa. Um desses homens teria sido o Capitão George Bickle, do clipper Olive Branch que empreendeu uma expedição para roubar Kap Dwa da tribo que o tratava como um Deus. A expedição teria sido marcada pela violência e massacre já que os nativos paraguaios não queriam abrir mão de sua divindade.

O último cartaz do Gigante em exibição.
Mas no fim, como costuma acontecer, o lado mais forte prevaleceu e o Kap Dwa foi levado para  a cidade de Blackpool onde ele seria vendido a um Museu. Para frustração de Bickle poucas pessoas se interessaram pelo espécime e as ofertas não compensaram todas as dificuldades para resgatá-lo das mãos dos nativos. Para piorar, Bickle se dizia amaldiçoado pelos feiticeiros do Gran Chaco que lançaram sobre ele uma maldição que o deixou pobre e doente. No fim da vida, Bickle acabou doando a criatura para um show de bizarrices acreditando que assim passaria adiante a maldição.

Ambas as versões da história tem seus méritos. Em primeiro lugar, há registros de que o Gigante de Duas Cabeças tenha sido apresentado no circuito de espetáculos itinerante no século XIX. Também há fotografias e cartazes dele no período em que esteve em exposição no Pier Birnbeck. A compra da múmia por Thomas Howard possui documentação oficial e sua chegada à Baltimore foi devidamente noticiada pela imprensa.  

Embora a versão de Gerber seja notável, existem alguns problemas. O Capitão Bickle de fato existiu e foi o comandante de um dos cinco navios britânicos que levavam o nome Olive Branch. Infelizmente Bickle nunca comandou nenhuma embarcação para a América do Sul, ainda que tenha estado no continente como segundo imediato. Também não existe nenhum museu em Blackpool com o qual ele pudesse negociar a múmia. Por outro lado o Capitão teria morrido na miséria, supostamente trancafiado em um manicômio. Se ele teve algum envolvimento na obtenção de Kap Dwa provavelmente jamais saberemos.

De uma forma ou de outra, Bob´s Road Show certamente existe, e detém a propriedade de uma múmia gigantesca identificada como Kap Dwa, embora hoje em dia ele não esteja mais em exibição para o público. Pessoas que viram a múmia cara a cara forneceram uma descrição ambígua sobre os restos. Não existem cicatrizes ou costuras visíveis, e uma vez que o cadáver está atrás de um grosso vidro é impossível analisar a presença de "gafes". A múmia veste uma espécie de tanga feita de linho cru e porta uma pequena lança em sua mão direita.

Gerber proíbe fotografias - as que estão nesse artigo foram tirada s na década de 80, mas diz que seu espécime de homogiganticus encontra-se à venda - desde que o interessado seja "um estudioso" que queira analisar os restos em nome da ciência. Gerber não sabe quanto pediria pela peça, mas "não aceitaria nada menos do que um milhão de dólares". Enquanto não surge uma oferta, o Gigante continua em seu caixão de vidro, longe dos olhares de curiosos.


O que podemos concluir de tudo isso?

Em termos de possibilidade de que tal criatura de fato seja genuína, seu tamanho seria impressionante o colocando facilmente no posto de homem mais alto de que se tem notícia. O homem mais alto registrado pelo Guinness Book foi Robert Wadlow (1918-1940), que media 2,71 de altura. Uma pessoa mais alta que ele pode ser difícil de ser encontrada, mas não é de modo algum uma impossibilidade, ainda que o gigante seja 40 centímetros mais alto que Wadlow.

Quanto às duas cabeças, também não se trata de uma impossibilidade biológica. Gêmeos congênitos são são exatamente incomuns, mas raramente estes sobrevivem a uma idade avançada, quanto mais em circunstâncias atípicas, como uma altura avantajada.


As histórias fantásticas foram obviamente exageradas pelos promotores dos shows bizarros que se empenham em construir narrativas fascinantes e envolventes para suas atrações. Muitos podem dizer que Gerber e todos que vieram antes dele não passam de aproveitadores, mas sem dúvida eles sabiam como vender seus espetáculos. O fato dele se negar a permitir que as pessoas vejam a múmia em seu poder fez com que nos últimos cinco anos surgissem ofertas para adquiri-lo, ainda que o valor esteja abaixo do milhão desejado. Daqui a alguns anos, quem sabe?    

Será que o Gigante de Duas Cabeças da Patagônia é real? Seria ele apenas o resultado da criatividade e imaginação de um taxidermista? Ou a combinação de ambos?

Provavelmente nunca saberemos, mas a história do Gigante de Duas Cabeças continua sendo incrivelmente estranha, causando fascinação semelhante a das pessoas que pagavam uma ninharia para ver com seus próprios olhos o que havia de mais estranho nos quatro cantos do mundo.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Realidade Estrutural da Sociedade - [VÍDEO]


O que você sabe sobre o mundo em que vive? O que conhece do país onde nasceu? Como você entende a estrutura que mantém a sociedade funcionando? O que é emprego? O que é felicidade? O que é justo? 

Algum dia você já teve a plena certeza do que seja uma democracia? Fala-se tanto sobre isso e tantos outros assuntos, mas será que alguém já falou para você como realmente funciona a sociedade? Você conhece a realidade estrutural da sociedade?

Este vídeo é uma rasante na história, sem rodeios, sem palavras bonitas, de forma clara e direta, para que você entenda a maquina estrutural da sociedade que, em quase toda sua totalidade, escapa à consciência das pessoas.

Você faz parte disso. Conscientemente ou não, você faz parte disso. Eu faço parte disso. Ele faz parte disso. Todos nós somos parte desta estrutura.

Infelizmente, não conhecemos o autor, nem o orador em questão, mas admitimos a admiração pela clareza de raciocínio e oratória objetiva.


Fonte: WhatsApp

quarta-feira, 18 de março de 2015

O bebê que está mudando o debate sobre o ABORTO

Abortado espontaneamente com apenas 19 semanas de vida, Walter sobreviveu pouco tempo fora do útero. O suficiente para gerar comoção e marcar vidas.


"Amontoado de células"; "Tecido"; "Apenas um feto". Essas são expressões comuns usadas pelas pessoas favoráveis ao aborto para descrever o nascituro, a fim de diminuir a humanidade dessas novas vidas. Porém, o modo como as pessoas rotulam os nascituros não é o que os define, e isso está comprovado pela vida de uma pequena criança. No verão de 2013, Walter Joshua Fretz nasceu com apenas 19 semanas de gestação. Ele viveu por poucos momentos, mas sua vida tem tido um impacto duradouro.

Os pais de Walter, Lexi e Joshua Fretz, mãe e pai de duas meninas (que acolheram sua terceira filha, Mia, no último mês de Setembro), aguardavam ansiosamente a chegada do seu novo bebê, quando, de acordo com o blog de Lexi, ela começou a ter sangramentos. Isso não era algo incomum para ela durante a gestação, mas, quando o sangramento se tornou rosa, ela ficou mais preocupada e ligou para sua parteira, que a aconselhou a ir para uma Unidade de Emergência (Emergency Room, em inglês).

Na sala de emergência, várias gestantes chegaram depois dela e foram levadas diretamente para a enfermaria. Mas, uma vez que Lexi ainda não tinha completado 20 semanas – ela estava com 19 semanas e 6 dias – as normas do hospital requeriam que ela permanecesse na emergência. Cerca de uma hora depois, Lexi foi capaz de ouvir as batidas do coração de seu bebê e se sentiu aliviada, mas, enquanto aguardava um ultrassom, começou a sentir as familiares dores de parto. Quase cinco horas depois de chegar ao hospital, Lexi deu à luz seu filho, Walter Joshua Fretz. Ela escreve:

Eu estava chorando bastante naquele momento, mas ele era perfeito. Ele estava completamente formado e tudo estava no lugar; eu podia ver o seu coração batendo em seu pequenino peito. Joshua e eu o seguramos e choramos por ele e olhamos para o nosso filho perfeito e pequenino.

A próxima decisão de Joshua parecia natural e insignificante, mas acabaria se tornando um divisor de águas e até mesmo um salva-vidas para muitas pessoas. Ele foi para o carro pegar a câmera de Lexi para tirar fotos de seu filho. A princípio, isso não era o que Lexi queria, mas as fotos de Walter logo se espalharam por toda a Internet. As fotos alcançaram mães enlutadas e ajudaram-nas na perda de seus próprios bebês, e foram usadas para ajudar mulheres a escolher a vida para seus filhos não nascidos.

Lexi recebeu muitas mensagens positivas e compartilhou algumas, incluindo as seguintes:

=> Acabo de encontrar as imagens de Walter... Eu estou grávida e em uma situação bem ruim esta semana. Fiz meu primeiro ultrassom na semana passada e ele é um menino também. Mas, esta semana, comecei a rezar por um aborto espontâneo ou para decidir acabar [com a gravidez], já que o seu pai está fugindo de toda a responsabilidade. Eu pedi a Deus para me dar um sinal hoje de que ficaríamos bem, ou eu iria em frente e procuraria um aborto amanhã. Algumas horas depois, eu vi o link no Facebook. Fez-me ir às lágrimas. Mas, o mais importante, me fez entender, sem nenhuma dúvida, que eu não posso fazer isso a ele.

=> Eu costumava acreditar que havia razões para justificar alguns abortos. (...) Mas, agora, olhar Walter ali, deitado no seu peito, me traz vergonha por minhas opiniões passadas e desgosto por cada mulher que decide abortar sem entender o valor da vida que traz dentro de si.

=> Eu sempre pensei que era uma escolha da mulher interromper uma gravidez! Novamente, falta de entendimento, pensar, ou melhor, ser levada a pensar que, nesse estágio, uma mulher poderia abortar um feto (um aglomerado de células!) Quão errada eu estava!!! Estou feliz porque você escolheu compartilhar sua história e as belas fotos desse momento tão triste da sua vida! Foi uma lição para mim!

=> Estou grávida há 8 semanas e por 3 delas eu fiquei em profunda agonia, sem saber se mantinha ou abortava o bebê (não estou numa boa situação para ter crianças no momento), mas você pôs a minha vida em perpectiva. Eu posso amar este bebê e "me virar" e isso basta para mim agora. Eu vou manter essa criança que estou carregando e guardá-la para a eternidade.



Essas fotos de Walter revelam a humanidade da criança não nascida. Elas provam, sem sombra de dúvidas, que se trata de uma pessoa, e não de uma partícula ou de um monte de tecido. O que levanta a questão: Por que é legalmente permitido acabar com a vida de um ser humano não nascido?

"Só porque a criança na barriga da mãe não pode ser vista por nós, isso não significa que ela seja um pouco de células", escreve Lexi. "Walter estava perfeitamente formado e era muito ativo no útero. Se ele tivesse apenas mais algumas semanas, teria tido uma chance de lutar na vida. (...) Em meio a toda a nossa dor, fico feliz porque algo de bom pode sair disso. Rezo para que o Senhor continue usando as fotos de Walter para impactar a muitos."


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

FLÚOR - Os Absurdos da Fluoretação das Águas

Você sabia que está sendo envenenado por um resíduo industrial tóxico capaz de diminuir sua inteligência? O assunto é bem antigo mas acredito que ainda há muitas pessoas que desconhecem, e nada mudou ainda no Brasil. Uma prova de que a sociedade anda sempre muito atrás do progresso científico, unicamente por conta de interesses escusos.


(Artigo Original em inglês - A nossa tradução é uma versão levemente modificada da tradução publicada no Uma Outra Visão)

Paul Connet, PhD, professor de Química.
St.Lawrence University, NY/USA
A fluoretação das águas é um fenômeno tipicamente norte-americano. Inicia lá nos tempos em que o asbesto (nt.: amianto, entre nós) era a base de nossas tubulações, o chumbo era acrescentado à gasolina, os PCB’s (nt.: askarel, nome mais comum) enchiam nossos transformadores elétricos e o DDT era tido como “seguro e efetivo”. E de tal forma este veneno era “seguro” que os agentes sanitários nem tonteavam quando aplicavam em nossas crianças, sentadas em sala de aula ou nas mesas rústicas dos piqueniques escolares. E um por um estes químicos foram sendo, progressivamente, banidos. Só a fluoretação permanece incólume.

Por mais de cinquenta anos, as autoridades governamentais, confiante e entusiasticamente, clamam de que a fluoretação é “segura e efetiva”. Entretanto, eles nunca estão preparados para defender esta prática em quaisquer debates públicos abertos. Hoje são tantos os argumentos contra este método que este confronto pode ser devastador.


Simplificando as coisas, ajuda começar separando os argumentos éticos dos argumentos científicos.

Para aqueles que as preocupações éticas são preponderantes, a questão da fluoretação torna-se muito simples de resolver. Ela é completamente antiética. Pessoas serem forçadas a tomar uma determinada medicação sem terem tido a mínima chance de dar seu “consentimento consciente”, já esclarece tudo. A má notícia é que argumentos éticos não têm muita influência em Washington, DC, a não ser que os políticos se conscientizem das milhões de pessoas os observando. Já a boa nova é de que os argumentos éticos estão apoiados em sólidos argumentos do senso comum e de pesquisas científicas que demonstram convincentemente de que a fluoretação não é “segura e efetiva” e nem tampouco necessária. A seguir, resumi os argumentos em diversas categorias:



A fluoretação é ANTIÉTICA porque:

1) Viola o direito individual de só se ser medicado com consentimento consciente;
2) A municipalidade não pode controlar a dose para cada paciente;
3) A municipalidade não consegue acompanhar a resposta individual de cada munícipe;
4) Ignora o fato de que algumas pessoas são mais vulneráveis do que outros aos efeitos tóxicos do flúor. algumas pessoas poderão sofrer enquanto outras podem se beneficiar
5) Viola o Código de Nuremberg com relação a experimentos feitos em humanos.


Como declarado pelo recente ganhador do Prêmio Nobel da Medicina (2000), Dr. Arvid Carlsson:

“Estou efetivamente convencido de que a fluoretação da água, num futuro não muito distante, será remetida às páginas da história da medicina ... A fluoretação da água vai contra os princípios básicos da farmacoterapia que sai do receituário estereotipado da medicação do tipo – uma cápsula três vezes ao dia – para uma terapia muito mais individualizada onde se coaduna dosagem e seleção do fármaco. Já a adição de drogas à água potável significa exatamente o contrário desta visão terapêutica individualizada.”

Já o Dr.Peter Mansfield, médico inglês e assessor do Conselho Superior do atual governo no processo de revisão do processo de fluoretação, afirma (McDonagh et al 2000): 

“Nenhum médico em seu juízo perfeito, prescreverá a uma pessoa que jamais encontrou e que nem conhece seu histórico médico, uma substância que está destinada a criar condições de alterações orgânicas com a seguinte receita: ‘utilize na quantidade que quiser e será para o resto de sua vida tendo em vista que algumas crianças sofrem cáries dentárias’. Isto é uma postura estapafúrdia.”


A fluoretação é DESNECESSÁRIA porque:

1) As crianças podem ter dentes perfeitamente sadios sem serem expostas ao flúor;
2) Seus promotores (Centers of Disease Control/CDC-USA-Centros de Controle de Doenças/EUA – 1999, 2001) admitem que os benéficos são pela aplicação tópica e não sistêmica. Assim, introduzir flúor nas pastas de dente, como está hoje disponível em todo o planeta, é uma ação muito mais racional de aplicar flúor a um órgão específico (dentes) enquanto minimiza a exposição ao restante do organismo;
3) A maioria dos povos na Europa ocidental rejeitou a fluoretação da água e alcançou igual, ou talvez maior, sucesso do que os norte-americanos no manejo dos problemas dentários;
4) Se o flúor fosse necessário para se ter dentes fortes poder-se-ia esperar encontrá-lo no leite materno, no entanto seu nível é de 0,01 ppm, ou seja, 100 vezes menor do que o presente no mesmo volume de água fluoretada (IOM, 1997);
5) As crianças que são de comunidade sem fluoretação já recebem doses assim chamadas “ótimas”, originárias de outras fontes (Heller et al, 1997). E, de fato, muitas são até superexpostas ao flúor.


A fluoretação é INEFICAZ porque:

1) Os maiores pesquisadores dentais afirmam que os benefícios da fluoretação são pela aplicação tópica e não sistêmica (Fejerskov, 1981; Carlos, 1983; CDC, 1999, 2001; Locker, 1999; Featherstone, 2000); 
2) Os pesquisadores dentais mais destacados afirmam também que a fluoretação é ineficaz para prevenir cáries e fissuras dentais e que representam 85% dos problemas de dentes apresentados por crianças (JADA, 1984; Gray, 1987; White, 1993; Pinkham, 1999);
3) Uma série de pesquisas demonstrou que os problemas dentais estão caindo tão rápido, se não mais rápido, em países industrializados sem fluoretação do que naqueles que são fluoretados (Diesendorf, 1986; Colqhoun, 1994; World Health Organization, Online);
4) A mais longa pesquisa conduzida nos EUA, demonstrou que havia somente uma diminuta diferença nos problemas dentais entre crianças que viveram toda sua vida em comunidades com fluoretação comparadas com aquelas em que não havia. A diferença não teve significância clínica nem mostrou ser estatisticamente significativa (Brunelle & Carlos, 1990);
5) A pior situação de problemas dentais nos EUA ocorre nas periferias pobres de suas grandes cidades, e a vasta maioria delas recebeu fluoretação durante décadas;
6) Quando a fluoretação foi suspensa na Finlândia, na antiga Alemanha Oriental, Cuba e Canadá, os problemas dentais não cresceram, mas diminuíram (Maupome et al, 2001; Kunzel e Fischer, 1997; Kunzel et al, 2000; Seppa et al, 2000).


A fluoretação é INSEGURA porque:

1) Ele se acumula em nossos ossos e torna-os quebradiços e predispostos à fraturas. O peso das evidências, vindas de pesquisas com animais, estudos clínicos e epidemiológicos sobre este tema, é gigantesco. O tempo de vida de exposição ao flúor contribuirá para maiores níveis de fraturas ósseas na maturidade;
2) Ele se acumula em nossa glândula pineal, possivelmente diminuindo a produção de melatonina, importantíssimo hormônio regulador de nossas funções orgânicas;
3) Agride o esmalte dos dentes (fluorose dental) das crianças, em altos percentuais. Entre 30 e 50% das crianças têm fluorose dental, em pelo menos dois dentes, em comunidades com fluoretação otimizada;
4) Há uma séria preocupação, ainda não comprovada, de uma possível conexão entre a fluoretação e a osteosarcoma em homens jovens (Cohen, 1992) assim como com as epidemias atuais de artrite e hipotireoidismo;
5) Em pesquisas com animais, o emprego de flúor a 1 ppm em água potável aumenta a absorção de alumínio pelo cérebro (Varner et al, 1998);
6) Países que empregam 3 ppm ou mais de flúor no fornecimento de água apresentam maiores níveis de infertilidade (Freni, 1994);
7) Em estudos humanos, os agentes da fluoretação mais comumente utilizados nos EUA, não só incrementam a presença do chumbo no sangue das crianças (Masters e Coplan, 1999, 2000) como também estão associados ao aumento de seu comportamento violento;
8) A margem de segurança entre o assim chamado benefício terapêutico na redução dos problemas dentais e muitos destes últimos pontos é ainda não existente ou muito baixa tendo como parâmetro a precaução.


A fluoretação é INJUSTA porque:

1) O fornecimento atinge todas as residências, mas é a população mais pobre a que não tem meios para evitá-la, caso quisessem, porque não tem recursos para adquirir água de fontes minerais ou dispor de capital para instalar algum caro equipamento para removê-la;
2) Os pobres são mais suscetíveis de sofrer desnutrição, reconhecidamente uma realidade que torna as crianças mais vulneráveis aos efeitos tóxicos do flúor (Massler e Schour, 1952; Marier e Rose, 1977; ATSDR, 1993; Teotia e al, 1998);
3) Muito raramente, se é que isto ocorre, os governos se oferecem para apoiar aqueles desafortunados que adquirem fluoroses dentais tão severas que exigiriam um dispendioso tratamento.


A fluoretação é INEFICIENTE e com BAIXO CUSTO-BENEFÍCIO porque:

1) Somente uma pequena parte da água fluoretada alcança seus objetivos. A maior parcela termina sendo utilizada para limpeza de pratos e talheres, para a descarga dos vasos sanitários ou para irrigar gramados e jardins;
2) Seria totalmente proibitivo, em termos de custos, a utilização do produto graduado farmaceuticamente, o fluoreto de sódio (a substância que foi empregado para testes), como agente para fluoretação no fornecimento público de água encanada. A fluoretação da água é artificialmente barata. Isto porque, e a maioria da população desconhece, o agente empregado para a fluoretação é um resíduo, impuro e perigoso, originário da indústria de fertilizantes ao produzir o adubo fosfato;
3) Se fosse considerado apropriado ingerirmos flúor (ainda que seu maior benefício seja de forma tópica e não sistêmica), uma forma mais segura e de melhor custo-benefício seria providenciar água fluoretada, engarrafada e disponível, gratuitamente, nas prateleiras dos supermercados. Esta solução possibilitaria controlar tanto a qualidade como a dose. Além do mais, não poria “goela abaixo” daqueles que não querem consumi-la.


A fluoretação é promovida de forma ANTICIENTÍFICA porque:

1) Em 1950, o Serviço de Saúde Pública dos EUA endossou entusiasticamente a fluoretação antes mesmo de que uma simples experimentação tivesse sido completada;
2) Ainda que se tenha muito mais fontes de flúor hoje do que se dispunha em 1945, a assim chamada “ótima concentração” de 1 ppm permaneceu inalterada;
3) O Serviço de Saúde Pública dos EUA nunca se sentiu obrigado a monitorar os níveis de flúor em nossos ossos mesmo sabendo, por anos, que 50% do que ingerimos a cada dia acumule-se aí;
4) Os responsáveis públicos que promovem a fluoretação nunca se dispuseram a avaliar os níveis de fluorose dental que as comunidades tinham antes da fluoretação, ainda que eles saibam que este nível indica se a criança está tendo ou não uma superdose;
5) Nenhuma agência pública dos EUA contestou a pesquisa feita por Luke de que o flúor se acumula na glândula pineal, mesmo após suas conclusões serem publicadas em 1994 (resumo, abstract), em sua tese de Ph.D em 1997, em seu trabalho em uma conferência internacional da Society for Fluoride Research em 1998, e em 2001 na Caries Research;
6) Os relatórios da CDC (Centers of Disease Control dos USA) de 1999 e 2001 que advogam a fluoretação estavam ambos desatualizados em seis anos nas pesquisas citadas quanto à preocupação em relação à saúde.


A fluoretação é INDEFENSÁVEL EM DEBATES PÚBLICOS

Os proponentes da fluoretação das águas recusam-se a defender esta prática em debates abertos porque sabem que perderão. A vasta maioria dos responsáveis públicos pela saúde, em todo os EUA e em outros países que promovem a fluoretação, baseia-se em aconselhamento de assessores e não em familiaridade com a literatura científica mais atualizada. Estas informações, de segunda mão, produzem inconsistência em seus discursos quando são desfiados a defenderem suas posições. Suas opiniões estão mais baseadas na fé do que na razão.

Aqueles que estão com os cordéis destes marionetes da saúde pública nas mãos, sabem destes fatos, e estão cinicamente ganhando tempo e esperando continuar enganando as pessoas, recitando esta longa lista de “autoridades” que sustentam a fluoretação, em vez de se atacarem os pontos principais. Como Brian Martin deixou claro em seu livro “Scientific Knowledge in Controversy: The Social Dynamics of the Fluoridation Debate” (1991) {O Conhecimento Científico em Controvérsia: A dinâmica social do debate sobre a fluoretação}, a promoção da fluoretação está fundada no exercício do poder político e não em análises racionais. A questão a responder então é : “porque o Serviço Público de Saúde escolhe exercer seu poder desta forma ?”.

As motivações, especialmente aquelas que são exercidas há muitas gerações de tomadores de decisão, são sempre difíceis de determinar. Entretanto, intencionalmente ou não, a fluoretação serviu para nos distrair de uma série de fatos marcantes.


A fluoretação NOS DISTRAIU de:

A. A omissão de um dos países mais ricos do mundo em prover cuidados dentais decentes para sua população pobre;
B. A incapacidade de 80% dos dentistas norte-americanos de atender crianças pelo sistema “Medicaid”;
C. O fracasso da comunidade de saúde pública em combater o imenso super-consumo dos alimentos açucarados por nossas crianças, a tal ponto de fazermos vista grossa à indiscriminada invasão de máquinas de refrigerantes nos prédios de nossas escolas. Esta atitude parece ser a de, "já que o flúor interrompe todos problemas dentais, porque então se preocupar em controlar a ingestão de açúcares?";
D. A omissão de se tratar adequadamente os efeitos ecológicos e de saúde pública gerados pela poluição do flúor originário da grande indústria. Apesar dos danos já gerados, e que permanecem sendo gerados, poucos são os ambientalistas que consideram o flúor como efetivamente “poluente”;
E. A omissão da U.S.EPA (nt.: Environmental Protection Agency-Agência de Proteção Ambiental dos EUA) em desenvolver um Nível Máximo de Contaminação para o flúor na água que pudesse ser cientificamente aceito;
F. A verdade é que mais e mais compostos organo-fluorados estão sendo introduzidos no mercado na forma de plásticos, fármacos e agrotóxicos. Apesar do fato de que alguns destes compostos oferecem tantas ameaças à nossa saúde e ao ambiente do que seus parentes, os clorados e os compostos de bromo (eles são persistentes, lipossolúveis e podem se acumular na cadeia alimentar e na nossa gordura corporal), as organizações e agências governamentais que agiram para limitar a disseminação global destes últimos halogenados, parecem estar completamente cegas para os perigos trazidos pelos compostos organo-fluorados.

Assim, enquanto a fluoretação não é efetiva e nem segura, sua continuação serve para acobertar muitos dos interesses que lucram em cima da desinformação do público a respeito do flúor.

Infelizmente, as instituições públicas têm colocado muita de sua credibilidade na defesa da fluoretação, e será muito difícil a seus prepostos falarem, honesta e abertamente sobre este assunto. Como foi com a amálgama de mercúrio, é muito complicado para instituições como a American Dental Association (nt.: Associação Norte-americana de Odontologia) reconhecer os riscos sobre a saúde já que isto poderá dar margens a ações de responsabilidade tão logo declarem algo a respeito.

Mesmo que ainda seja muito difícil, é essencial - para a proteção de milhões de pessoas desta agressão desnecessária - que o governo norte-americano comece a sair deste anacrônico e cada vez mais absurdo status quo em que se transformou este assunto. Existem precedentes, pois eles foram capazes de fazer o mesmo com a terapia de reposição hormonal.

Mas arrancar-se qualquer ação honesta do governo dos EUA nesta área, será bem difícil. Efetuar mudanças é como fazer uma ranhura numa madeira com a unha - a ciência pode afiar a unha mas é necessário o peso do público para fazer acontecer. Então, são necessários esforços constantes no sentido de se educar a população norte-americana para então contar com seu auxílio para exercermos pressões sobre nossos representantes políticos. No mínimo o que necessitamos é uma moratória quanto à utilização do flúor na água (o que significaria simplesmente se fechar a torneira da fluoretação por alguns meses) até haver um grande congresso público para serem apresentados os pontos chaves com testemunho de cientistas de ambos os lados. Com a questão da educação estamos numa situação melhor do que nunca. A maioria dos estudos fundamentais estão completamente disponíveis na Internet (www.slweb.org/bibliografy.html) assim como há entrevistas gravadas em vídeo com muitos dos cientistas e protagonistas cujos trabalhos são muitíssimo importantes para a atual reavaliação desta questão (ver vídeos em www.fluoridealert.org).

Com estas novas informações, mais e mais comunidades estão rejeitando novas propostas de fluoretação a nível local. A nível nacional, existem alguns passos esperançosos, como a contestação da EPA Headquarters Union (nt.: União do Conselho Superior da EPA) posicionando-se contra a fluoretação e o Sierra Club peticionando uma nova reavaliação desta matéria. Entretanto, ainda há necessidade de colossal ação de outros grupos nacionais envolvendo-se no sentido de tornar este um assunto que, desesperadamente, precisa ser de interesse nacional.

Espero que os leitores deste site (RedFlagsWeekly.com de 28.11.2002) que discordem do que disse aqui, manifestem-se, refutando com seus argumentos. Se não puderem, espero então que ultrapassem este barreira e cooperem para que se finalize uma das políticas mais tolas que se impingiu ao cidadão norte-americano. Este é o tempo de parar com esta loucura de fluoretar a água, sem mais delongas. Não será nada fácil. A fluoretação representa um poderosíssimo “sistema de crença” acalentado por grandes interesses e por poderes e influências entrincheirados no âmago do governo.

Dr. Paul Connett
Professor of Chemistry
St. Lawrence University, NY 13617
315-229-5853 mailto:ggvideo@northnet

com apoio de 

Michael Connett
Webmaster
Fluoride Action Network

Todas as referências pode ser encontradas em http://www.fluoridealert.org/health/biblio.html


Fonte: PontoZero

segunda-feira, 21 de abril de 2014

POVEGLIA - A ILHA dos MORTOS... E ela está à venda!


"Poveglia é uma pequena ilha situada entre Veneza e o Lido na Laguna de Veneza, ao norte da Itália. Um pequeno canal divide a ilha em duas partes e nos dias de hoje, sua visita segue proibida. Aliás os venezianos a chamam de “A ilha do não retorno”. Não é um lugar especialmente violento por suas ondas mas, algumas vezes, é capaz de arrastar restos humanos carbonizados procedentes da história mais terrível que possamos imaginar.

(Lido é um banco de areia fina, uma ilha de aproximadamente12 quilômetros, formando uma barreira natural entre Veneza e o mar aberto. NDT. rusmea.com)


A obscura história da Ilha de Poveglia começou durante a época Romana, quando foi utilizada para isolar da população geral, as vítimas da peste. Séculos mais tarde serviria para o mesmo fim.

A começos do Renascimento (Século 15 ), a Europa sofreu uma tremenda praga de peste bubônica. Em Veneza se introduziu especialmente em um lugar que era impossível escapar. Suas águas sujas, a umidade e a transmissão pelos mercadores fizeram o resto.


Chegou a tal extremo, que não havia mais lugar onde deixar os cadáveres e se empilhavam como montanhas de cartas, mas não era suficiente e tinham que procurar uma saída para a desesperada situação. Ante tal desastre humano, as autoridades da cidade decidem em consenso com o clero, que os corpos sejam transladados à ilha de Poveglia.

Os cadáveres eram transladados à ilha, e depois eram incinerados em enormes fossas. Enquanto Veneza e metade da Europa era devastada pela peste negra, segundo um censo da época, foi aniquilada mais de um terço da população Européia. As autoridades médicas e civis decidiram que não só tinham que levar os mortos, mas também os que padecessem dos sintomas. Até ali, eram arrastados homens, mulheres e crianças ainda vivas e lançados às piras crematórias. Em poucos anos mais de 160.000 pessoas acabaram seus dias naquela ilha.

Fossa comum de ossos em Poveglia

Tal foi o enorme crematório que se originou e tal foi a quantidade de restos humanos calcitrados, que atualmente as ondas ainda arrastam ossos humanos à costa mais próxima da ilha. Ninguém pode visitar o lugar salvo os donos dos vinhedos que ali existem, inclusive os pescadores temem se acercar do lugar, para evitar que suas redes acabem capturando ossos humanos.

A ilha se converteu em uma zona podre. O solo junto com os restos calcitrados dos corpos jogados, acabou por se tornar uma grossa capa de cinzas pegajosas. O núcleo da ilha é literalmente, de restos humanos que dão ao lugar uma reputação detestável, ainda que pareça ser muito boa para as vinheiras que são plantadas ali.


Foi preciso passar muitos anos até que a ilha ficasse totalmente abandonada, mas no ano de 1922 construíram um hospital psiquiátrico completo com um impressionante campanário avistado em qualquer parte da a ilha. Os enclausurados ali (doentes mentais, psicopatas) foram os primeiros em informar, que viam os fantasmas das vítimas da peste e escutavam os lamentos de seus espíritos atormentados pelo sofrimento, mas ninguém, pelo estado mental das testemunhas, quis acreditar.

O Diretor do sanatório começou a experimentar com os pacientes, novos métodos de cura, lobotomias e trepanações eram práticas habituais nos pacientes com ferramentas rudimentares como talhadeiras de mão, cinzéis e martelos. Muitos deles foram levados à torre do campanário, onde foram torturados e submetidos a uma série de horrores desumanos.


Segundo a tradição, após muitos anos de realizar estes atos imorais, o malvado doutor começou a ver os espíritos torturados dos mortos pela peste. Isto o levou a subir na torre do campanário de onde saltou e segundo uma enfermeira que foi testemunha da queda, esta não o matou no ato, mas sim que enquanto o médico se retorcia de dor, uma espécie de nevoeiro saiu do solo e o estrangulou até a morte. Há rumores de que o espírito do médico segue entre os tijolos do campanário e uma que outra noite, se pode escutar o repicar do sino em toda a baía. Aquele acontecimento foi o final do hospital psiquiátrico que hoje em dia ainda permanece fechado em Poveglia.


Durante um tempo, o governo italiano foi o proprietário da ilha, mas foi vendida mais tarde. O dono a abandonou na década de 1960 e foi a última pessoa que tratou de viver ali. Uma família recentemente comprou a ilha e construiu uma casa de férias nela, mas após passar a primeira noite, se mandaram no dia seguinte correndo assustados e se negaram a comentar sobre o ocorrido. O único fato que sabemos é que uma de suas filhas sofreu um arranhão na cara em que foi preciso uma sutura de 14 pontos.


Vários psíquicos têm visitado o lugar e o hospital abandonado, mas todos eles dizem sentir um medo atroz da morte. De vez em quando alguns corajosos se esquivam das patrulhas da polícia para explorar a ilha, mas todo mundo que o fez se negou a voltar dizendo que há uma atmosfera maligna e pesada, que sentem como se alguém respirasse sobre seus pescoços, veem sombras em movimento e que os gritos e gemidos dos torturados que atravessam a ilha, faz insuportável permanecer no lugar.


Um relatório de uns aventureiros que fugiram da ilha, diz que após entrarem no hospital abandonado, uma voz sem corpo lhes ordenou, “Saiam imediatamente e não voltem”.

Atualmente, dizem que a estão reabilitando…(desde quando seja só durante o dia já que à noite ninguém fica, certamente por serem da região e conhecerem as lendas do lugar)".

Fonte: rusmea.com


A Ilha dos Mortos está à Venda!

E um grupo de cidadãos quer evitar que se transforme num complexo turístico.

O Estado italiano pôs à venda a ilha de Poveglia, em Veneza, que tem fama de ser um local assombrado. Para evitar que o local se torne mais um pólo de especulação imobiliária para fins turísticos, como tem acontecido na região, um grupo de cidadãos criou um movimento que pretende entrar no leilão e garantir o uso público da ilha.

Poveglia tem sete hectares, está desabitada e tem uma longa história. Foi palco de fuga da população aquando das invasões bárbaras, de disputa por venezianos e genoveses no séc. XIV e, no séc. XVIII, transformada em local de quarentena para os barcos que chegavam a Veneza. Descobertos casos de peste, tornou-se asilo para pessoas com doenças infeciosas, começando aí a sua má fama e as histórias de fantasmas de mortos que voltavam para assombrar a ilha. 

No início do séc. XX foi transformada num hospital para idosos, acrescentando à lenda histórias de experiências cruéis em doentes mentais. A fama de local assombrado foi potenciada por reportagens de programas como o «Ghost Adventures», do Travel Channel, ou «Scariest Places on Earth», da Fox. Chegaram a chamar-lhe a «ilha mais assombrada do mundo».

Para Poveglia, o Estado italiano procura alguém que adquira os direitos de exploração da ilha durante 99 anos. 

Um grupo de habitantes de Veneza decidiu fazer algo e criou a associação «Poveglia per Tutti», procurando reunir dinheiro para manter a ilha no domínio público. Para já tem quatro mil seguidores no Facebook. 

Ao todo são 45 os bens propriedade do Estado italiano que serão colocados em hasta pública até ao final do ano. Os primeiros cinco, que poderão ser licitados até 6 de maio, incluem Poveglia, mas também o castelo de Gradisca, uma antiga fortificação militar em Trieste, o antigo convento Monteoliveto de Taranto e uma casa senhorial em Loreto.

Fonte: tvi24.iol.pt



quarta-feira, 12 de março de 2014

Mulheres denunciam VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA; saiba se você foi vítima!

POR GIOVANNA BALOGH

Mulheres são diariamente vítimas da chamada violência obstétrica em consultórios e hospitais das redes pública e privada de saúde. Muitas parturientes não sabem dos seus direitos no pré-natal, na hora do parto e no pós-parto e constantemente sofrem com agressões físicas ou emocionais por parte dos profissionais de saúde.


É considerada violência obstétrica desde a enfermeira que pede para a mulher não gritar na hora do parto normal até o médico que faz uma episiotomia – o corte entre o ânus e a vagina para facilitar a saída do bebê . Apesar de a OMS (Organização Mundial da Saúde) determinar critérios e cautela para a adoção do procedimento, médicos fazem a prática de maneira rotineira. A obstetriz Ana Cristina Duarte, do Gama (Grupo de Maternidade Ativa), estima que entre 80% a 90% das brasileiras são cortadas durante o parto normal. “Sabemos que há evidências de que não é necessário mais cortar as mulheres. As mulheres são cortadas sem o consentimento delas e isso é uma violência obstétrica”, comenta.


De acordo com a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. Por conta do grande número de denúncias que tem recebido, o Ministério Público Federal decidiu instaurar nesta semana um inquérito civil público para apurar esses casos.


Segundo o MPF, algumas denúncias “demonstram o desrespeito” a essas mulheres. Para Ana Cristina, o número da pesquisa está subestimado pois muitas mulheres ainda não entendem que foram vítimas desse tipo de violência. Ela diz que os efeitos da violência obstétrica são sérios e podem causar depressão, dificuldade para cuidar do recém-nascido e também problemas na sexualidade desta mulher. Os tipos mais comuns de violência, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência.


A Defensoria Pública de São Paulo também tem intensificado as ações para orientar as mulheres e sobre a importância de denunciar os casos para a Justiça, a ouvidoria dos hospitais e os conselhos de classe, como o CRM (Conselho Regional de Medicina).


A free-lancer Marina de Oliveira Kater Calabró, 36, conta que sofreu episiotomia no parto dos três filhos e que teve dificuldades na recuperação dos pontos, principalmente, no parto do caçula, ocorrido no ano passado em um hospital particular de São Paulo. “Na primeira gravidez eu realmente não sabia que não era necessário. No terceiro parto, minha recuperação da episiotomia foi horrível, sofri pacas, demorou muito até eu conseguir andar direito”, lamenta Marina, que fez todos os partos com a mesma médica.


Outros exemplos de violência obstétrica são a infusão intravenosa para acelerar o trabalho de parto (ocitocina sintética), a pressão sobre a barriga da parturiente para empurrar o bebê (manobra de Kristeller), o uso rotineiro de lavagem intestinal, retirada dos pelos pubianos (tricotomia) e exame de toque frequente para verificar a dilatação. São comuns também os relatos de humilhações praticados por parte dos profissionais de saúde que dizem frases como “se você não parar de gritar, eu não vou mais te atender”, “na hora de fazer não gritou” e outras do gênero.


Também é considerada violência obstétrica agendar uma cesárea sem a real necessidade, recusar dar bebida ou comida para uma mulher durante o trabalho de parto ou impedir procedimentos simples, como massagens para aliviar a dor e a presença de um acompanhante na hora do parto, que pode ser o marido ou qualquer pessoa da escolha da parturiente.


Segundo os relatos do MPF, muitas mães são amarradas e obrigadas a ficar deitadas durante o trabalho de parto quando é comprovado cientificamente que, para minimizar os incômodos das contrações, a mulher deve se movimentar e ficar na posição que se sente mais confortável para parir. Mães que são impedidas de ter contato com o bebê e amamentá-lo logo após o parto também podem denunciar os profissionais de saúde.


Além de fiscalizar as entidades de saúde que estão desrespeitando os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres, o MPF pretende divulgar a ocorrência das práticas indevidas durante o trabalho de parto, bem como os direitos das parturientes. As procuradoras da República Luciana da Costa Pinto e Ana Previtalli, responsáveis pela instauração do inquérito civil público, defendem que as mulheres precisam ser informadas para que possam cobrar dos profissionais que as atendem a assistência digna e baseada em evidências científicas já estabelecida pela OMS. Os casos podem ser denunciados no site do Ministério Público Federal.


AÇÕES NA JUSTIÇA

A advogada Priscila Cavalcanti conta que entrou com várias ações na justiça por conta dos maus-tratos sofridos por suas clientes. Além de processar o hospital e o profissional de saúde envolvido, em alguns casos o plano de saúde também é incluído na ação. “Usamos o respaldo de que o médico consta da rede credenciada e deveria ser melhor qualificado ou estar mais a par das evidências”, comenta. A advogada, que se especializou nesse tipo de ações, aconselha as mulheres a tentar reverter o quadro no momento, quando isso é possível.

“Toda mulher tem direito a um acompanhante da sua escolha na hora do parto, então, ela deve se informar de seus direitos para exigir na hora do parto”, comenta. Ela ainda aconselha as pacientes a prestar atenção nos nomes de quem está praticando a violência obstétrica e, após a alta, pedir o prontuário da mulher e do bebê. “Depois, o ideal é escrever o relato do que aconteceu, com riqueza de detalhes, e procurar um advogado de confiança, para que possam ser tomadas as medidas legais cabíveis”, orienta.

A cidade de Diadema, na Grande SP, foi pioneira ao criar, no ano passado, uma lei contra a violência obstétrica na rede municipal de saúde.


RELATOS

Apesar do termo violência obstétrica ser relativamente novo, além de denunciar, muitas mães têm trocado experiências e divulgado os casos nas redes sociais para que outras mulheres não passem pelo mesmo sofrimento. Desde março do ano passado, a fotógrafa Carla Raiter, 31, coleta histórias e registra imagens de mulheres que foram vítimas na hora do parto. Com o projeto “1:4 Retratos da Violência Obstétrica”, ela mostra de forma anônima o sofrimento dessas mulheres.

Ao receber o relato, ela faz uma tatuagem temporária que é aplicada na pele da mulher que será fotografada. Confira nas imagens a seguir o que passaram algumas mulheres no momento que deveria ser o mais feliz de suas vidas. E você, já foi vítima de violência obstétrica?